Questões de Concurso Sobre português

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Q3688365 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Identifique a opção em que a grafia da palavra destacada está empregada incorretamente:

Alternativas
Q3688364 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Das sequências a seguir duas apesentam divisão silábica incorreta. Indique-a:

Alternativas
Q3688363 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Com relação aos dois textos, leia as afirmações a seguir:



I. Há intertextualidade entre eles e ambos se inspiram na conhecida fábula “A cigarra e as formigas”, de Exopo.


II. Ambos abordam o mesmo tema.


III. O narrador da fábula de La Fontaine e a professora têm o mesmo ponto de vista sobre os comportamentos da cigarra e da formiga.


IV. O emprego da palavra farra na primeira estrofe do poema torna previsível a decisão tomada pela formiga na última estrofe.



Nessas condições, assinale a alternativa correta: 

Alternativas
Q3688362 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




No texto II, a formiguinha comenta: “Isso está me cheirando lavagem cerebral”. Indique nas afirmativas a seguir, o que a leva a fazer esse comentário:

Alternativas
Q3688361 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Indique em qual das alternativas dos versos do Texto I há ironia de expressão:

Alternativas
Q3688360 Português
TEXTO I

A Cigarra e a Formiga


Cantou muito a cigarra
Só faz farra
Durante todo o verão.

Chega o inverno, e então
Com a despensa vazia
Acabou-se a alegria.

“Vou procurar uma amiga
Minha vizinha a formiga!”
E foi pedir emprestado
Qualquer comida, um bocado

“Mas quando o verão voltar
Voltarei para pagar
Pode estar certa, eu garanto
Vou recuperar meu canto”

A formiga, renitente,
Disfarçou, olhou de lado
E deu logo o seu recado
À cigarra imprevidente:

“Eu cuidei do meu cantinho
Tu cantavas toda hora...
Escolheste teu caminho
Tudo bem, pois dança agora...


(O melhor de La Fontaine. Tradução e adaptação de Nilson José Machado. São Paulo.
Escrituras, 2012. p. 17.)


TEXTO II




Assinale a alternativa abaixo em que se pode deduzir do texto de La Fontaine que a formiga tem, em relação à cigarra, uma atitude de: 
Alternativas
Q3688174 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Identifique a alternativa em que o verbo destacado não está na voz reflexiva:

Alternativas
Q3688173 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Em: “Traga tudo quanto lhe pertence”, “Quem avisa amigo é” e “Ele ainda dormia quando a mãe o chamou”. Os pronomes em destaque são respectivamente:

Alternativas
Q3688172 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Em: “Tirei um colete velho, em cujo bolso trazia cinco moedas de ouro”. A palavra em destaque indica um pronome:

Alternativas
Q3688170 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Analise as orações a seguir e indique a opção que o período é composto por subordinação:

Alternativas
Q3688169 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas frases a seguir, classifique os termos destacados em:


1 – Pronome relativo.

2 – Pronome indefinido.

3 – Pronome demonstrativo.

4 – Pronome interrogativo.


Assinale:


( ) O Cruzeiro que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens. (Machado de Assis)


( ) Nada lhes escapava, nem mesmo as escadas dos pedreiros, os cavalos de pau, o barco ou a ferramenta dos marceneiros. (Aluísio Azevedo)


( ) O sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia? (Caetano Veloso)


( ) “Logo ao primeiro grito do Coronel Ludgero Alves, muitas portas até então fechadas, se escancaravam, ali por dentro do casarão do Fórum. (Mário Palmério.)


( ) Aquele livro que estava sobre a mesa era do meu amigo José.



Escolha a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3688168 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas afirmativas abaixo, aponte a passagem que possivelmente explica o fracasso de Campos Lara como chefe de família:

Alternativas
Q3688167 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

O que o autor quis dizer que: “Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu a pele do velho pai ao saber que o filho era poeta? 

Alternativas
Q3688166 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.

Nas alternativas abaixo, indique a que expressa o que levou Campos Lara a admitir que o “mal” do filho era amor?

Alternativas
Q3688165 Português
TEXTO I

CAMPOS LARA E O FILHO

Orígenes Lessa


   Campos Lara notou, nos olhos ensombrados, sonhadores, do filho, que o rapaz o procurava. Tinha qualquer necessidade de desabafo. Alegrou-se. O filho chegava-se. Não quis ser indiscreto. Não perguntou. Esperou. Os dias foram passando. Joãozinho nas vezes sentava-se ao seu lado, no escritório, a palavra afogada na garganta.
    O pai via os olhos tristes do filho, contava as espinhas no seu rosto. Era amor. Com certeza era amor. Estava na idade. E esperava a confidência.
Uma tarde o rapaz se atreveu.
    - Papai, eu estava querendo falar com o senhor.
    - Fale, meu filho.
   De certo ia pedir licença para casar-se. Que loucura! Naquela idade... Mas o menino hesitava. Afinal, criou coragem. E contou que estava escrevendo umas coisas. Não sabia se prestavam, se tinha jeito. Não queria fazer papel ridículo. Estava há muito para lhe falar. Queria a sua opinião franca. Estava disposto a ver a bobagem?
    Campos Lara empalideceu.
    - Estava.
    E muito vermelho, trêmulo, o rapaz lhe estendeu uma folha. Era um poema. O pai sentiu uma turvação na vista, percebeu que o coração lhe batucava no peito. Correu os olhos pelo poema, versos livres, linguagem nova, imagens febris, uma revelação inquietante de poeta, voltado para os problemas que eram a angústia da sua geração.
    Seu filho era poeta. Um arrepio de orgulho e de emoção percorreu - lhe a pele. Afinal de contas, tinha sido aquele o seu sonho toda vida. Um filho que se perpetuasse, que valesse por si, que lhe continuasse a obra. E teve o impulso de abraçá-lo. Sentiu que seus olhos se enublavam de lágrimas. Lembrou-se, porém, da sua vida. Dos anos de luta, de sonho, de tormento e de agonia criadora. Da vida árdua, humilde, sacrificada e dolorosa que vivera. Da existência que dera à família, dominado pelo seu devotamento exclusivo à arte. Da vida que dera ao próprio filho. Era essa a vida que ele tinha diante de si. Que teriam o filho de seu filho. E que seria talvez pior, porque não era só a arte que o chamava. Outras insídias e outros desenganos o esperavam.
    - Prestam? Continuo?
    Campos Lara sorriu. E batendo um cigarro, o pensamento melancólico no vazio da vida, ficou olhando o filho sem achar resposta.
Assinale a alternativa que demonstra a atitude do rapaz, que hesitava em falar ao pai, revela: 
Alternativas
Q3687989 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Das orações a seguir, aponte a alternativa que apresenta uma oração subordinada adverbial concessiva: 
Alternativas
Q3687988 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Aponte a alternativa em que ocorra oração coordenada sindética adversativa: 
Alternativas
Q3687987 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque foi empregada corretamente.
Alternativas
Q3687986 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)

Preencha as lacunas com os verbos haver e obter na forma adequada.


- Se ele _________comunicado o fato, nós teríamos ido até lá.

- Quando você _________a resposta, avise-me.


Assinale:

Alternativas
Q3687985 Português
TEXTO I

DECLARAÇÃO DE AMOR


    Esta é uma declaração de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado.

    Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

    Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo no túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dá vida.

    Essas dificuldades nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

    Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


(A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. P. 100-1)
Classifique as palavras destacadas, assinalando A para advérbio, B para preposição e C para conjunção:

( ) “Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto (...)”. (Caetano Veloso)
( ) “Durante séculos pensei que a guerra fosse o desvio e a paz a rota”. (Afonso Romano de Sant”Anna)
( ) “Se Madalena me via assim, com certeza me achava extraordinariamente feio”. (Graciliano Ramos)
( ) “(...) Relembro momentos de real bravura. Dos que lutaram com ardor”.
( ) “Todo caminho que trilhamos pela primeira vez é muito mais longo do que o mesmo caminho quando já o conhecemos”. (Thomas Mann)

Nessas condições identifique a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
44201: D
44202: D
44203: D
44204: C
44205: C
44206: C
44207: C
44208: B
44209: C
44210: D
44211: B
44212: E
44213: B
44214: D
44215: B
44216: E
44217: D
44218: A
44219: B
44220: D