Questões de Concurso Sobre português
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Analise o fragmento abaixo que servirá de base para a análise da questão.
“Uma das vantagens dessas terapias é a possibilidade de administração em casa, além de uma incidência menor de eventos adversos em comparação com alguns esquemas convencionais de quimioterapia. O uso depende, porém, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.”
“O brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados à rede pública de forma gradual, conforme a aquisição dos produtos e a estrutura de distribuição.”
A partir do fragmento exposto acima, assinale a alternativa cuja reescrita manteve o valor semântico presente, bem como o respeito à norma-padrão da Língua Portuguesa.
Analise as afirmações abaixo sobre a tipologia e o gênero do texto I antes de julgar o que se pede.
I. O texto foi elaborado para expor um tema de relevância social conforme o gênero Notícia.
II. O texto pertence à tipologia injuntivo-descritiva, o que o enquadra na categoria de matéria jornalística.
III. A linguagem usada no texto é de natureza bastante rebuscada.
IV. Nota-se que predomina o aspecto expositivo na elaboração do texto, a fim de estruturar fundamentalmente sua natureza discursiva.
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi dito acima somente em
Leia os períodos abaixo antes de responder ao que se pede.
I. “O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4.” (1º par.)
II. “O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025.” (6º par.)
III. “Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.” (7º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos coesivos de mesma natureza semântica das expressões em destaque dos períodos acima.
Analise as afirmações abaixo antes de julgar o que se pede.
( ) Em “Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE” (título), tem-se em destaque um exemplo de Sujeito posposto em relação ao seu predicado.
( ) Em “O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025...” (1º par.), nota-se em destaque um Adjunto adverbial de modo.
( ) Em “Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros...” (3º par.), o pronome possessivo em destaque exerce função adjetiva e, ao mesmo tempo, faz referência ao substantivo “trabalhadores”.
( ) Em “Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas.” (4º par.), encontra-se em destaque um verbo bitransitivo cujo objeto direto é o termo “predominância masculina” e o objeto indireto é “entre os trabalhadores de plataforma”.
( ) Em “A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou.” (6º par.), o termo em destaque exerce função sintática de objeto indireto em relação ao vocábulo “contribuição”.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
Analise as afirmações abaixo sobre a natureza e a estrutura de criação do texto I antes de julgar o que se pede.
I. Nota-se que o autor do texto utilizou uma linguagem formal e impessoal, bem como evidenciou uma postura objetiva quanto à análise feita sobre a temática.
II. O texto é predominantemente de natureza expositiva a fim de evidenciar uma pauta de importância social e, por isso, enquadra-se no gênero Matéria Jornalística.
III. O texto possui marcas evidentes da tipologia narrativa, estruturando-se por meio dos seus elementos essenciais, tais como o tempo, o espaço e o discurso direto.
IV. Apesar de se enquadrar como texto jornalístico, esta produção possui fragmentos que deixam transparecer uma análise crítica e subjetiva por parte do seu autor, já que se trata de um Artigo de Opinião.
Pode-se afirmar que se encontra correto o que foi dito acima somente em:
TEXTO I
Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE
Número de trabalhadores em plataformas digitais cresceu em 2025, homens representam 84,4% desse grupo e contribuição previdenciária caiu
Victória Batalha
O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4. O contingente representa 1,9% da população ocupada no setor privado.
Em 2024, 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por aplicativos. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) – Trabalho por Meio de Plataformas Digitais 2025.
Entre os trabalhadores que utilizavam aplicativos, 57,5%, ou 1,036 milhão de pessoas, exerciam sua atividade principal por meio de plataformas de transporte particular de passageiros, de táxi ou de outras modalidades. Outros 531 mil trabalhadores, equivalentes a 29,4 do total, atuavam em aplicativos de entrega de comida, produtos e outros serviços.
Perfil dos trabalhadores por aplicativo
Os dados mostram predominância masculina entre os trabalhadores de plataformas. Os homens representavam 84,4% desse grupo, proporção superior à registrada entre os trabalhadores ocupados no setor privado em geral, de 58,2%. Em relação à escolaridade, a maior parte dos trabalhadores por aplicativo tinha nível intermediário de instrução. Pessoas com ensino médio completo ou superior incompleto correspondiam a 62,5% do total. Já os trabalhadores com ensino fundamental completo ou médio incompleto representavam 13,9%.
A contribuição para algum instituto oficial de previdência também recuou. O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025. Entre todos os trabalhadores ocupados no setor privado, a proporção de contribuintes da Previdência chegou a 62,4% em 2025.
A pesquisa também comparou a remuneração dos trabalhadores de plataformas com a dos demais trabalhadores. Em 2022 e 2024, a remuneração média mensal dos plataformizados era superior à dos não plataformizados. Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.
Fonte: BATALHA, Victória. Quase 2 milhões trabalham por aplicativos no Brasil, diz IBGE. https://revistaoeste.com/economia/quase-dois-milhoes-trabalham-por-aplicativos-no-brasil-diz ibge/ (adaptado).
O último a entrar
Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.
O chofer viu, no momento de dar partida:
– Tem um sobrando aí atrás.
E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.
– Quem é que entrou por último?
O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.
– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.
– Como é? Alguém tem de sair.
O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.
– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.
Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:
– Salte o último a entrar.
O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?
– Ainda tem um sobrando.
E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.
– Um vai ter que sair.
Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:
– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.
Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:
– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.
O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:
– E o senhor?
– Esperando ônibus.
– Então entre.
O velhinho entrou, o ônibus partiu.
(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)
O último a entrar
Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.
O chofer viu, no momento de dar partida:
– Tem um sobrando aí atrás.
E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.
– Quem é que entrou por último?
O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.
– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.
– Como é? Alguém tem de sair.
O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.
– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.
Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:
– Salte o último a entrar.
O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?
– Ainda tem um sobrando.
E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.
– Um vai ter que sair.
Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:
– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.
Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:
– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.
O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:
– E o senhor?
– Esperando ônibus.
– Então entre.
O velhinho entrou, o ônibus partiu.
(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)
O último a entrar
Só são permitidos seis em pé; como é que já haviam entrado sete naquele ônibus de fim de linha em West Hampstead? É que o trocador não tinha visto.
O chofer viu, no momento de dar partida:
– Tem um sobrando aí atrás.
E não deu partida. O trocador contou os passageiros em pé: é verdade, estava sobrando um. Qual? Naturalmente o que entrara por último.
– Quem é que entrou por último?
O diabo é que haviam entrado todos praticamente ao mesmo tempo.
– Um dos senhores tem que descer. Cada um olhou para os demais, esperando que alguém se voluntariasse. Ninguém se mexeu.
– Como é? Alguém tem de sair.
O chofer veio de lá, em auxílio do colega. Fez uma preleção sobre o cumprimento da lei, ninguém se comoveu.
– Vamos chamar um guarda – sugeriu ao trocador. Saíram do ônibus, cada um para o seu lado, à procura de um guarda.
Um velhinho, alheio ao impasse, entrou muito lépido no ônibus, aumentando para oito o número de passageiros em pé. Em pouco voltava o chofer, acompanhado de um guarda. O guarda foi logo impondo respeito:
– Salte o último a entrar.
O bom velhinho não vacilou: com autoridade não se brinca. Sem querer saber por que, do jeito que entrou, tornou a sair. O chofer, secundando com um olhar vitorioso a decisiva atuação do guarda, foi se aboletar de novo ao volante. Não sem uma última olhada pelo espelhinho sobre os passageiros em pé: um dois, três, quatro, cinco, seis, ué, que história é essa? Continuavam sendo sete?
– Ainda tem um sobrando.
E veio de lá, disposto a conferir. Não tinha dúvida: voltaram a ser sete.
– Um vai ter que sair.
Os passageiros continuaram firmes – cada um plenamente de acordo, desde que fosse outro a sair. Um deles, já irritado, e por estar mais perto da porta, cometeu a imprudência de deixar o ônibus para buscar de novo o guarda, que já ia longe. Os outros sugeriram ao chofer:
– Aproveita agora. Só tem seis, toca o ônibus.
Faltava o trocador, que ainda não havia voltado. O chofer convocou às pressas outro trocador nas imediações, que a companhia costumava deixar de plantão no fim da linha:
– Entra aí e vamos embora, que já estou atrasado.
O novo trocador assumiu o posto, e quando o ônibus já ia arrancando, deu com o velhinho ali firme junto ao poste:
– E o senhor?
– Esperando ônibus.
– Então entre.
O velhinho entrou, o ônibus partiu.
(SABINO, Fernando. A inglesa deslumbrada. 3. ed. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1969.)