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Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 251.156 questões

Q3747091 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
Segundo o autor, artigos como o por ele citado no texto: 
Alternativas
Q3747090 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)
“Adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo”. A citação do texto faz referência: 
Alternativas
Q3747089 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:


A DIFERENÇA ENTRE “TEORICAMENTE POSSÍVEL” E "IMPORTANTE”

Os acadêmicos, incluindo eu mesmo, adoram descobrir argumentos contraintuitivos que mudam a maneira como as pessoas veem o mundo. A mídia provavelmente adora publicar matérias baseadas nesses argumentos, ainda mais do que os acadêmicos gostam de descobri-los. Às vezes, porém, esses mesmos acadêmicos e o pessoal da mídia prestam um deserviço ao público em geral, ao levantar questões que são teoricamente possíveis, mas na realidade não têm a menor importância.

Um artigo recente na revista "Time" é um ótimo exemplo. Nele, o autor examina a ideia de que os cintos de segurança nos carros talvez não sejam eficazes para salvar vidas. Segundo a reportagem, a teoria é que os motoristas se tornam mais ousados quando estão presos pelo cinto porque se sentem mais seguros. O efeito dessa "compensação de risco", segundo o artigo, poderia reduzir - ou mesmo reverter - os benefícios de segurança dos cintos. 

É uma teoria sensata. Quando não estou afivelado corro um risco maior de ferimentos, por isso talvez dirija mais cautelosamente. Na prática, porém, há claras evidências de que os cintos de segurança são uma maneira incrivelmente eficaz e econômica de salvar vidas.

O pequeno impacto compensador que pode haver em dirigir mais arriscadamente porque você está usando um cinto de segurança é trivial comparado aos benefícios de usá-lo. Artigos como esse da "Time" podem encorajar as pessoas a tirar a conclusão errada sobre o assunto. Se, no entanto, eu estiver errado e o comportamento compensatório dos motoristas realmente reverter os benefícios dos cintos de segurança, existe uma fácil solução de política pública semelhante a uma ideia mencionada na matéria da "Time".

Os governos poderiam exigir que se instalasse em todos os volantes uma faca afiada, apontada diretamente para o coração do motorista. Imagine como ele dirigiria cuidadosamente.

(Steven D. Levitt)

Quanto à tipologia textual, trata-se de uma:

(www.todamateria.com.br/tipologia-textual/) 

Alternativas
Q3747064 Português
Partindo da noção de textualidade, a coerência é como uma propriedade ideativa do texto e enumera as metaregras que um texto coerente deve apresentar, entre outro, EXCETO: 
Alternativas
Q3747010 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Entre a tela e a realidade



Poderia ser só mais uma fanfic − mas essa é uma história real.


Cresci na época em que estavam se popularizando fóruns, blogs e redes sociais. Eu e minha melhor amiga, Carla, super fãs de literatura e de bandas, encontramos na internet várias comunidades de fãs que escreviam suas próprias histórias: as fanfics. Mergulhamos nesse mundo e, em meio a leituras e escritas, encontramos uma amizade inesperada: Isa.



Minha conexão com ela foi instantânea, e logo estávamos conversando todos os dias, dividindo segredos e sonhos, construindo uma amizade que transcendia as telas. Carla também era amiga dela, mas eu estava me inserindo ainda mais na vida de Isa.


Carla, com autoestima baixa, fingia ser outra pessoa nos grupos online. Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes. Eu também sentia ciúme de Isa. As tensões aumentaram e a situação acabou explodindo.


Mergulhada em um universo de histórias fictícias, não percebi que minha vida estava se transformando em uma trama real. A amizade com Isa me cegou para a importância de Carla, minha melhor amiga desde os oito anos.


A ficção pode nos iludir, mas a realidade sempre nos traz de volta. Por sorte, eu e Carla nos perdoamos e seguimos em frente. Hoje escrevemos histórias originais, e Carla até publicou um romance na Amazon. Tenho muito orgulho da minha melhor amiga e não quero perdê-la nunca mais.


FERNANDES, Billie. Entre a tela e a realidade. In: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Livros Abertos USP: coletânea de textos literários contemporâneos. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2021.

Disponível em:

https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1 512/1378/5380 . Acesso em: 4 nov. 2025.


Considerando o período "Enquanto minha amizade com Isa se tornava mais íntima, Carla se tornava a menina popular, mas insatisfeita e com ciúmes", analise a estrutura sintática e o valor semântico das orações e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746833 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

No trecho “Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo...”, o uso dos dois-pontos cumpre a função sintática e semântica de  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746832 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

Ao afirmar que o tédio “virou inimigo público #1” e que “férias e caminhadas viraram 'retiros de crescimento pessoal'“, a autora emprega um recurso argumentativo para 
Alternativas
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Q3746831 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

Considere o período: “O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.”. Assinale a alternativa que faz a análise sintática e interpretativa mais precisa do trecho.  
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746830 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

No trecho “Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental...”, a palavra “Como” estabelece uma relação sintático-semântica de
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Instituto UniFil Órgão: Prefeitura de Mandirituba - PR Provas: Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Radiologia | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico Administrativo | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Técnico em Contabilidade | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Assistente Social | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Educador Infantil | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Agente Fazendário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Enfermeiro | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Farmacêutico | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Ginecologista Obstetra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Oftalmologista | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Pediatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Psiquiatra | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Médico Veterinário | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Nutricionista I | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Arte | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Inglês | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor de Matemática | Instituto UniFil - 2025 - Prefeitura de Mandirituba - PR - Professor Pedagogo |
Q3746829 Português

Leia o texto para responder a questão.


A Fobia do Nada

Por que executivos desenvolvem aversão ao vazio produtivo


Por Claudia Miranda Gonçalves



    Um cliente meu, que é um executivo, estava há muito tempo em uma empresa e cogita uma transição. Depois de meses avaliando uma mudança de carreira, tinha clareza sobre seus próximos passos - mas ainda não tinha uma nova posição assegurada. Quando compartilhou seus planos com amigos e parentes, a reação foi unânime: “Não saia antes de ter outra coisa engatilhada.” Ele suspendeu o movimento.

    Mas o que realmente o paralisou não foi a sabedoria financeira do conselho. Foi o terror do vazio. A perspectiva de alguns meses sem título, sem função, sem a validação diária de ser “necessário” em algum lugar. O preço que ele tem pagado por evitar essa suspensão temporária de relevância? A erosão gradual de sua autoestima e dignidade, preso em uma posição que já não o serve.

    Do que você realmente tem medo quando para de produzir valor? A resposta mais honesta talvez não seja “instabilidade financeira” ou “prejuízo na carreira”. Pode ser algo muito mais primitivo: o terror do vazio, de descobrir quem você é quando não está sendo “executivo de alguma coisa”.

    Desenvolvemos uma condição comportamental devastadora: intolerância crônica ao vazio produtivo - uma incapacidade de tolerar momentos ou períodos que não geram resultado mensurável. Por trás dessa compulsão se esconde nosso maior medo: a irrelevância.

    A Dependência da Estimulação Constante

    Como o meu cliente acima, muitos de nós desenvolvemos vício comportamental nos picos de dopamina gerados pela produtividade constante. Neurocientistas identificam esse padrão: como qualquer dependência, exige doses crescentes de estímulo para manter a sensação de estar vivo, relevante e importante.

    O tédio - estado neurológico essencial para consolidação de memórias e insights genuínos - virou inimigo público #1. Transformamos cada momento de baixa estimulação em “oportunidade de desenvolvimento”. Férias e caminhadas viraram “retiros de crescimento pessoal”.

    A hipervigilância constante - estado de alerta permanente típico de ambientes de alta pressão - impede que o cérebro acesse o “modo padrão”, rede neuronal ativa durante momentos de repouso que é crucial para criatividade, autoconhecimento e regulação emocional.

    Como viciados em movimento, desenvolvemos tolerância: precisamos de cada vez mais atividade para nos sentirmos produtivos. A parada gera síndrome de abstinência real: ansiedade, culpa, sensação física de estar “desperdiçando a vida”. Mas o que realmente tememos não é desperdiçar tempo - é enfrentar a pergunta: “Quem sou eu sem meu cargo?”    

     [...]



Disponível em https://www.estadao.com.br/economia/lentes-de-decisao/a-fobia-do-nada/ 

De acordo com a análise do texto “A Fobia do Nada”, qual é a ideia central defendida pela autora para explicar por que executivos e outros profissionais evitam períodos sem uma ocupação definida?  
Alternativas
Q3746672 Português

Sobre a COP 30, analise os itens a seguir: 


I Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas em 2025, a COP30, acontece no Sul Global, mais precisamente em Belém do Pará, no Brasil. Entre seus temas de destaque está a discussão sobre o financiamento para ação climática. Para além da negociação entre os países e os debates em tomo de mecanismos tradicionais de financiamento, a COF 30 buscará destravar recursos de diversas fontes com o objetivo de acelerar o enfrentamento à mudança climática, em especial olhando para os países do Sul Global.


II. A realização da COP 30 no Brasil, especificamente em Belém, no Pará, destaca o papel estratégico do país na agenda climática global. Com a Amazônia representando um dos maiores biomas do mundo e um importante regulador do clima planetário, o evento coloca o Brasil no centro das discussões sobre preservação — ambiental, — desenvolvimento sustentável e justiça climática.


III. Em diálogo com essa pauta, A Casa Sul Global olha para a arquitetura de financiamento de clima e natureza desde e para o Sul Global, demonstrando que existem mecanismos locais que garantem que recursos cheguem a movimentos, comunidades e pessoas nestes territórios.


IV. Para ampliar o alcance e o impacto, é essencial que mais recursos sejam direcionados ao fortalecimento do ecossistema de financiamento do Sul e para o Sul, envolvendo uma diversidade de atores em arranjos colaborativos que acelerem a transformação sistêmica em favor da justiça socioambiental. 



Estão CORRETOS: 

Alternativas
Q3746663 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

No trecho “E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque o dietista acha que preciso perder peso”, o termo “porque” expressa:
Alternativas
Q3746662 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.


Assinale a alternativa em que todas as palavras recebem acento gráfico pela mesma regra de acentuação, conforme a norma padrão.
Alternativas
Q3746661 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Qual das reescrituras abaixo mantém a correção e a colocação pronominal adequada do trecho “Ninguém me perdoaria o vício”?
Alternativas
Q3746660 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

No trecho “Quem estará acordado agora?”, o verbo “estar” exige:
Alternativas
Q3746659 Português
TEXTO 3


Insônia infeliz e feliz


De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais.  Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.


Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.



Clarice Lispector. A descoberta do mundo. 2ª ed. Rio de 
Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

Segundo a autora, a insônia pode ser considerada um “dom” quando: 
Alternativas
Q3746658 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Em “os ferozes padeiros do mal”, a palavra “ferozes” exerce função de: 
Alternativas
Q3746657 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

E a oração “que rompe o asfalto” é uma oração subordinada adjetiva, que caracteriza a “flor”.

No verso: “É feia. Mas é uma flor.”, a conjunção “mas” tem valor:
Alternativas
Q3746656 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Em “É feia. Mas é uma flor que rompe o asfalto”, o termo “que” desempenha função de:
Alternativas
Q3746655 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Em “O sol consola os doentes e não os renova”, há: 
Alternativas
Respostas
26161: D
26162: C
26163: B
26164: D
26165: C
26166: E
26167: A
26168: C
26169: D
26170: B
26171: A
26172: C
26173: B
26174: D
26175: C
26176: B
26177: C
26178: A
26179: B
26180: B