Questões de Concurso Sobre português
Foram encontradas 255.022 questões
Leia as sentenças e analise a concordância verbal:
I.Há vários documentários que nos ajudam a mudar o modo de ver a vida.
II.Tratam-se de documentários sobre temas diversos.
III.Já passam dos dez documentários que assisti nas últimas semanas.
Está correta a concordância verbal em:
(__)O pronome "esta", em "desta lista", faz referência à lista de oito documentários apresentada, na reportagem, pelo autor.
(__)O pronome "isso", em "isso não depende", apresenta ambiguidade porque o leitor não consegue definir com certeza se ele se refere a "reunir filmes" ou a "provocam esse tipo de deslocamento".
(__)O pronome "aquilo", em "aquilo virou", tem como referente toda a ideia que o antecede, ou seja, a de que Foster visitara a mesma floresta de algas todos os dias, no período de um ano, para acompanhar um polvo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.A palavra "olhar" ocorre duas vezes. Na primeira, ela é um verbo; na segunda, um substantivo.
II.As palavras "próprio" e "mesma" são advérbios, portanto, invariáveis e têm o sentido de "justamente, realmente".
III.A palavra "um/uma" ocorre várias vezes no texto. É numeral em: "uma semana", "durante um ano" e "um polvo"; é artigo em: "num prédio", "de um documentário".
É correto o que se afirma em:
I.No 4º parágrafo, as cinco palavras destacadas em negrito foram acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação.
II.As palavras "difícil" e "invisível" são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em -l.
III.A palavra "saída" recebeu acento por ser uma paroxítona terminada em -a.
É correto o que se afirma em:
"A análise de Gonçalves aponta para uma contradição histórica: embora as mulheres tenham conquistado direitos públicos importantes recentemente, como educação e trabalho remunerado, não houve uma contrapartida social ou estatal que dividisse a responsabilidade pelo trabalho doméstico e de cuidado de crianças e idosos."
A conjunção "embora" estabelece uma relação de sentido entre as ideias que conecta e, por isso, não pode ser substituída por qualquer conjunção ou locução conjuntiva sem que haja alteração de sentido. Assinale a alternativa que indica corretamente o sentido estabelecido no excerto e a expressão que pode substituir "embora" sem comprometê-lo:
I.A conquista de direitos por parte das mulheres é inegável, porém, esses direitos não foram estabelecidos ao mesmo tempo em que o trabalho doméstico e as responsabilidades com o cuidado foram ressignificados e redimensionados. Nesse contexto, ao conquistar esses direitos, a mulher se viu sobrecarregada com múltiplas responsabilidades.
II.Pode-se inferir que, ao produzir espaços de solidariedade com outras mulheres, há um movimento de resistência a uma sociedade estruturada na negação à mulher de condições para que ela construa relações de amizade, principalmente se considerarmos a divisão de trabalho.
III.A sobrevivência da mulher está atrelada a uma vida coletiva, formando redes de apoio e produzindo solidariedade entre elas, também porque, no dia a dia, o conceito de família idealizado não é uma realidade.
É correto o que se afirma em:
A socióloga Eliane Gonçalves, especialista em gênero e sexualidade, explicou que essa mudança não é apenas uma escolha individual. Trata-se de um fenômeno social e coletivo de sobrevivência. Diante de cidades desiguais e da exaustão causada por extensas jornadas de trabalho, as mulheres têm se unido para produzir sentido e solidariedade em que o Estado, muitas vezes, falha em prover. A idealização do conceito de família não encontra eco na realidade cotidiana. "É um pouco como uma tábua de salvação, mas também uma forma de organização política", define ao BdF Entrevista.
A respeito da pontuação, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)As vírgulas antes e depois de "especialista em gênero e sexualidade" foram usadas corretamente, pois o trecho se trata de um aposto.
(__)A vírgula após o trecho sublinhado foi empregada corretamente, indicando uma oração subordinada adverbial antecedendo o verbo da oração principal.
(__)As aspas duplas foram usadas para abrir e fechar uma citação direta; no caso, o comentário feito pela entrevistada.
(__)A vírgula antes de "define" sinaliza uma oração justaposta.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto a seguir é referência para a questão.
Formação inicial de professores precisa se conectar à realidade escolar
Novas diretrizes para estágios propõem integrar teoria, prática e contexto no desenvolvimento dos futuros docentes
Ensinar é um dos trabalhos mais importantes e complexos que alguém pode escolher. Lidar com uma sala de aula repleta de alunos com histórias, ritmos e interesses diversos exige muito mais do que domínio de conteúdo, requer um profissional capaz de aplicar esse saber de forma flexível e se adaptar a diferentes realidades.
É preciso, portanto, que a formação inicial de professores articule conhecimento acadêmico, experiência em sala de aula e contexto educacional para preparar os futuros docentes para os desafios da profissão. Essa integração tem sido a base de uma abordagem cada vez mais valorizada internacionalmente: a formação centrada na prática.
Nesse cenário, o estágio supervisionado assume um papel essencial, funcionando como elo entre o que se aprende nos cursos de licenciatura e o que se vivencia nas escolas. É um momento em que se moldam valores, práticas e expectativas que acompanham o professor ao longo da sua trajetória profissional.
No Brasil, cerca de 250 mil estudantes concluem cursos de formação de professores todos os anos. A maioria desses profissionais ingressa na rede pública, que concentra 77% dos mais de 2 milhões de docentes da educação básica. Ou seja, investir na qualidade da formação prática desses futuros professores é uma forma direta de fortalecer a educação pública e, consequentemente, melhorar a aprendizagem de milhões de estudantes.
Apesar disso, ainda estamos longe de explorar todo o potencial do estágio na formação docente. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que ao menos 66% dos estudantes de licenciatura não cumprem as 400 horas de estágio obrigatório — carga considerada mínima para garantir uma vivência significativa. Na prática, isso significa que a maioria entra na carreira com pouca ou nenhuma experiência real em sala de aula.
Mais preocupante ainda é a qualidade dessas experiências. Com frequência, o estágio é reduzido à simples observação passiva de aulas, sem que o estudante tenha a oportunidade de refletir e discutir de maneira crítica e aprofundada junto aos professores mais experientes. Em outros casos, o estágio se torna, equivocadamente, a substituição do professor titular, sem momentos de planejamento, acompanhamento e orientação por parte de um professor supervisor.
Trata-se de uma oportunidade duplamente desperdiçada: tanto para quem está em formação quanto para as próprias escolas, que poderiam se beneficiar do diálogo com as universidades e da construção conjunta de soluções para seus desafios cotidianos.
Com o objetivo de enfrentar esses problemas, o Conselho Nacional de Educação (CNE) abriu, em março, uma consulta pública sobre a proposta de novas Diretrizes Nacionais para o planejamento e a realização do Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de formação inicial de professores da educação básica.
A proposta representa um avanço importante ao apontar para cursos de formação mais conectados com a realidade das escolas. Ela propõe condições para que o estágio seja, de fato, uma experiência formativa — e não apenas uma exigência burocrática. Destaca ainda a valorização dos professores que atuam como orientadores de estágio, com critérios claros para sua seleção e formação, e a garantia de que todos os estudantes tenham acesso a vivências significativas, diversas e bem estruturadas. Essas experiências devem ser organizadas em atividades formativas com devolutivas qualificadas, que promovam o desenvolvimento das competências profissionais dos licenciandos e rompam com a lógica do estágio entendido como mera observação ou regência de aula.
Valorizar o estágio é reconhecer que ser professor começa muito antes da primeira aula. A nova proposta convida à superação de uma concepção fragmentada da formação docente. Em vez de etapas desconectadas, ela sugere um percurso integrado, no qual o estudante aprende não apenas sobre o ensino, mas com e a partir dele — numa construção coletiva de saberes que fortalece sua identidade profissional desde a graduação.
Se aprovada, a diretriz que aprimora o estágio em cursos de licenciatura poderá contribuir de forma decisiva para que os futuros educadores cheguem às salas de aula mais preparados, mais confiantes e mais comprometidos com a aprendizagem de seus alunos.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/.
O texto a seguir é referência para a questão.
Formação inicial de professores precisa se conectar à realidade escolar
Novas diretrizes para estágios propõem integrar teoria, prática e contexto no desenvolvimento dos futuros docentes
Ensinar é um dos trabalhos mais importantes e complexos que alguém pode escolher. Lidar com uma sala de aula repleta de alunos com histórias, ritmos e interesses diversos exige muito mais do que domínio de conteúdo, requer um profissional capaz de aplicar esse saber de forma flexível e se adaptar a diferentes realidades.
É preciso, portanto, que a formação inicial de professores articule conhecimento acadêmico, experiência em sala de aula e contexto educacional para preparar os futuros docentes para os desafios da profissão. Essa integração tem sido a base de uma abordagem cada vez mais valorizada internacionalmente: a formação centrada na prática.
Nesse cenário, o estágio supervisionado assume um papel essencial, funcionando como elo entre o que se aprende nos cursos de licenciatura e o que se vivencia nas escolas. É um momento em que se moldam valores, práticas e expectativas que acompanham o professor ao longo da sua trajetória profissional.
No Brasil, cerca de 250 mil estudantes concluem cursos de formação de professores todos os anos. A maioria desses profissionais ingressa na rede pública, que concentra 77% dos mais de 2 milhões de docentes da educação básica. Ou seja, investir na qualidade da formação prática desses futuros professores é uma forma direta de fortalecer a educação pública e, consequentemente, melhorar a aprendizagem de milhões de estudantes.
Apesar disso, ainda estamos longe de explorar todo o potencial do estágio na formação docente. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que ao menos 66% dos estudantes de licenciatura não cumprem as 400 horas de estágio obrigatório — carga considerada mínima para garantir uma vivência significativa. Na prática, isso significa que a maioria entra na carreira com pouca ou nenhuma experiência real em sala de aula.
Mais preocupante ainda é a qualidade dessas experiências. Com frequência, o estágio é reduzido à simples observação passiva de aulas, sem que o estudante tenha a oportunidade de refletir e discutir de maneira crítica e aprofundada junto aos professores mais experientes. Em outros casos, o estágio se torna, equivocadamente, a substituição do professor titular, sem momentos de planejamento, acompanhamento e orientação por parte de um professor supervisor.
Trata-se de uma oportunidade duplamente desperdiçada: tanto para quem está em formação quanto para as próprias escolas, que poderiam se beneficiar do diálogo com as universidades e da construção conjunta de soluções para seus desafios cotidianos.
Com o objetivo de enfrentar esses problemas, o Conselho Nacional de Educação (CNE) abriu, em março, uma consulta pública sobre a proposta de novas Diretrizes Nacionais para o planejamento e a realização do Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de formação inicial de professores da educação básica.
A proposta representa um avanço importante ao apontar para cursos de formação mais conectados com a realidade das escolas. Ela propõe condições para que o estágio seja, de fato, uma experiência formativa — e não apenas uma exigência burocrática. Destaca ainda a valorização dos professores que atuam como orientadores de estágio, com critérios claros para sua seleção e formação, e a garantia de que todos os estudantes tenham acesso a vivências significativas, diversas e bem estruturadas. Essas experiências devem ser organizadas em atividades formativas com devolutivas qualificadas, que promovam o desenvolvimento das competências profissionais dos licenciandos e rompam com a lógica do estágio entendido como mera observação ou regência de aula.
Valorizar o estágio é reconhecer que ser professor começa muito antes da primeira aula. A nova proposta convida à superação de uma concepção fragmentada da formação docente. Em vez de etapas desconectadas, ela sugere um percurso integrado, no qual o estudante aprende não apenas sobre o ensino, mas com e a partir dele — numa construção coletiva de saberes que fortalece sua identidade profissional desde a graduação.
Se aprovada, a diretriz que aprimora o estágio em cursos de licenciatura poderá contribuir de forma decisiva para que os futuros educadores cheguem às salas de aula mais preparados, mais confiantes e mais comprometidos com a aprendizagem de seus alunos.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/.
O texto a seguir é referência para a questão.
Formação inicial de professores precisa se conectar à realidade escolar
Novas diretrizes para estágios propõem integrar teoria, prática e contexto no desenvolvimento dos futuros docentes
Ensinar é um dos trabalhos mais importantes e complexos que alguém pode escolher. Lidar com uma sala de aula repleta de alunos com histórias, ritmos e interesses diversos exige muito mais do que domínio de conteúdo, requer um profissional capaz de aplicar esse saber de forma flexível e se adaptar a diferentes realidades.
É preciso, portanto, que a formação inicial de professores articule conhecimento acadêmico, experiência em sala de aula e contexto educacional para preparar os futuros docentes para os desafios da profissão. Essa integração tem sido a base de uma abordagem cada vez mais valorizada internacionalmente: a formação centrada na prática.
Nesse cenário, o estágio supervisionado assume um papel essencial, funcionando como elo entre o que se aprende nos cursos de licenciatura e o que se vivencia nas escolas. É um momento em que se moldam valores, práticas e expectativas que acompanham o professor ao longo da sua trajetória profissional.
No Brasil, cerca de 250 mil estudantes concluem cursos de formação de professores todos os anos. A maioria desses profissionais ingressa na rede pública, que concentra 77% dos mais de 2 milhões de docentes da educação básica. Ou seja, investir na qualidade da formação prática desses futuros professores é uma forma direta de fortalecer a educação pública e, consequentemente, melhorar a aprendizagem de milhões de estudantes.
Apesar disso, ainda estamos longe de explorar todo o potencial do estágio na formação docente. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostram que ao menos 66% dos estudantes de licenciatura não cumprem as 400 horas de estágio obrigatório — carga considerada mínima para garantir uma vivência significativa. Na prática, isso significa que a maioria entra na carreira com pouca ou nenhuma experiência real em sala de aula.
Mais preocupante ainda é a qualidade dessas experiências. Com frequência, o estágio é reduzido à simples observação passiva de aulas, sem que o estudante tenha a oportunidade de refletir e discutir de maneira crítica e aprofundada junto aos professores mais experientes. Em outros casos, o estágio se torna, equivocadamente, a substituição do professor titular, sem momentos de planejamento, acompanhamento e orientação por parte de um professor supervisor.
Trata-se de uma oportunidade duplamente desperdiçada: tanto para quem está em formação quanto para as próprias escolas, que poderiam se beneficiar do diálogo com as universidades e da construção conjunta de soluções para seus desafios cotidianos.
Com o objetivo de enfrentar esses problemas, o Conselho Nacional de Educação (CNE) abriu, em março, uma consulta pública sobre a proposta de novas Diretrizes Nacionais para o planejamento e a realização do Estágio Curricular Supervisionado nos cursos de formação inicial de professores da educação básica.
A proposta representa um avanço importante ao apontar para cursos de formação mais conectados com a realidade das escolas. Ela propõe condições para que o estágio seja, de fato, uma experiência formativa — e não apenas uma exigência burocrática. Destaca ainda a valorização dos professores que atuam como orientadores de estágio, com critérios claros para sua seleção e formação, e a garantia de que todos os estudantes tenham acesso a vivências significativas, diversas e bem estruturadas. Essas experiências devem ser organizadas em atividades formativas com devolutivas qualificadas, que promovam o desenvolvimento das competências profissionais dos licenciandos e rompam com a lógica do estágio entendido como mera observação ou regência de aula.
Valorizar o estágio é reconhecer que ser professor começa muito antes da primeira aula. A nova proposta convida à superação de uma concepção fragmentada da formação docente. Em vez de etapas desconectadas, ela sugere um percurso integrado, no qual o estudante aprende não apenas sobre o ensino, mas com e a partir dele — numa construção coletiva de saberes que fortalece sua identidade profissional desde a graduação.
Se aprovada, a diretriz que aprimora o estágio em cursos de licenciatura poderá contribuir de forma decisiva para que os futuros educadores cheguem às salas de aula mais preparados, mais confiantes e mais comprometidos com a aprendizagem de seus alunos.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/.
“Se a destruição continuasse galopando, as consequências seriam irreversíveis, levando a sociedade a adotar medidas cada vez mais cautelosas diante de qualquer sinal de risco.”
E o provérbio: “Gato escaldado tem medo de água fria.”
A relação entre o comportamento descrito no trecho e o ensinamento do provérbio está corretamente interpretada em:
Analise os itens sobre o que se afirma acerca da morfossintaxe do excerto: “Mas, também, que o carbono nela estocado agravaria o efeito estufa se a destruição continuasse galopando e sua biomassa virasse fumaça.”
I. “se” é um elemento coesivo formal, classificado como conjunção subordinativa integrante.
II. A vírgula foi omitida, inadequadamente, entre as expressões “continuasse galopando” e “e sua biomassa”.
III. “Fumaça” é, sintaticamente, classificada como predicativo do sujeito.
IV. “Mas, também” pode ser substituído, sem modificar o sentido no contexto, por “e”.
Estão corretos os itens: