Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes relativos em português

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Q3357176 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e indigenas.


Tereza de Benguela é, assim como outras heroinas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolitica brasileira. Conheça a história dessa mulher incrivell


O local de nascimento de Tereza de Benguela é desconhecido. Ela pode ter nascido em algum pais do continente africano ou no Brasil, mas sua vida faz parte da história pouco contada do Brasil.


Tereza viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho até ser assassinado por soldado do Estado. O Quilombo do Piolho também era conhecido como Quilombo do Quariteré (a atual fronteira entre Mato Grosso e Bolívia). Esse Quilombo foi o maior do Mato Grosso.


Com a morte de José Piolho, Tereza se tornou a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. O Quilombo do Quariteré abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de “Rainha Tereza”.


O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade que vivia do cultivo de algodão, milho, feijão, mandioca, banana e da venda dos excedentes produzidos.


Tereza comandou a estrutura politica, econômica e administrativa do quilombo, mantendo um sistema de defesa com armas trocadas com os brancos ou roubadas das vilas próximas. Os objetos de ferro utilizados contra a comunidade negra que lá se refugiava eram transformados em instrumentos de trabalho visto que dominavam o uso da forja.


“Governava esse quilombo a modo de parlamento tendo para conselho uma casa destinada para qual em dias assinalados de todas as semanas entrava os deputados, sendo o de maior autoridade, tipo por conselheiro, José Piolho escravo da herança do defunto Antônio Pacheco de Morais. Isso faziam tanto que eram chamados pela rainha, que era a que presidia e que naquele neural senado se assentava, e se executava à risca, sem apelação nem agravo” – Anal de Vila Bela do ano de 1770.


Não se tem registros de como Tereza morreu. Uma versão é que ela se suicidou depois de ter sido capturada por bandeirantes a mando da capitania do Mato Grosso, por volta de 1770, e outra afirma que Tereza foi assassinada e teve a cabeça exposta no centro do Quilombo.


O Quilombo resistiu até 1770, quando foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho. A população na época era de 78 negros e 30 indígenas.


Em homenagem a Tereza de Benguela, o dia 25 de julho é oficialmente no Brasil o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data comemorativa foi instituída pela Lei nº 12.987/2014.


Além da data comemorativa, a rainha Tereza foi homenageada nos versos da escola de samba Unidos do Viradouro, com o enredo da agremiação de 1994, cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.


(Fonte Biblioteca Setorial do CECULT/Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)




Do termo “cujo” em: “(...) cujo título é Tereza de Benguela – Uma Rainha Negra no Pantanal.”, pode-se afirmar que:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Betim - MG Provas: FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Assistente Social 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Bioquímico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Buco-Maxilo-Facial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Disfunção Tempo-Poromandibular e Dor Orofacial | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Endodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em PNE | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Estomatologia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Odontopediatria | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Periodontia | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista - Especialista em Prótese Dental | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Cirurgião Dentista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Nutricionista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Odontólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fisioterapeuta 20H / 30H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Generalista | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Homeopata | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Pediatra | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Enfermeiro 24H / 40H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Psiquiatra 20H / 24H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico Veterinário | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Médico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Engenheiro Clínico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Nutricionista 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Psicólogo 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Epidemiólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Farmacêutico 20H / 44H | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biólogo | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Biomédico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Enfermeiro | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Engenheiro de Alimentos | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Farmacêutico | FUMARC - 2024 - Prefeitura de Betim - MG - Fiscal Sanitário II - Médico Veterinário |
Q3342887 Português
Como dominar os monstros interiores


        Aos 16 anos comecei a ler Simone de Beauvoir, Schopenhauer, Nietzsche, Spinoza, Sartre, Marco Aurélio, Sêneca, Epicteto e outros filósofos que me ajudaram nos momentos mais difíceis da minha vida. Nunca mais parei: é na filosofia que encontro um pouco de coragem, força e determinação para descobrir a melhor atitude que posso ter para enfrentar os obstáculos, adversidades, crises, tragédias e desafios da vida.

         A filosofia é um exercício de introspecção e uma jornada de autoconhecimento e crescimento pessoal; um desafio para mergulhar profundamente na minha própria consciência, enfrentando meus monstros interiores.

       No silêncio e quietude da reflexão existencial, reconheço minhas fraquezas, impotências e limitações e busco aceitar o que não posso mudar, coragem para mudar o que posso e sabedoria para distinguir entre o que posso e o que não posso mudar.

       Aprendi que há apenas um caminho para a liberdade e a felicidade: parar de me preocupar com tudo aquilo que está além do meu controle, decisão e capacidade e ter a consciência de que não são as pessoas e situações que me afetam e desequilibram, mas as minhas percepções, opiniões, crenças e interpretações equivocadas sobre elas.

         No início da pandemia, "Meditações", de Marco Aurélio, junto com "Em Busca de Sentido", de Viktor Frankl, me ajudaram a encontrar significado e propósito naquele momento desesperador: cuidar dos meus amigos nonagenários.

         Foi quando passei a acessar diariamente vídeos de canais do YouTube que ensinam a praticar o estoicismo na nossa própria vida. Recentemente, escutei um vídeo que me fez refletir sobre este momento de tanta tristeza, angústia e impotência: "Dominando os monstros internos".

        Uma prova concreta de que estou aprendendo a dominar meus monstros internos é o fato de ter parado de tomar Lexotan. Antes da pandemia, sempre que precisava viajar, dar aulas, palestras, entrevistas, participar de programas de televisão, eu tomava o ansiolítico antes de dormir. Quando meu pai teve câncer no pâncreas, durante os cem dias em que cuidei dele até a sua morte, tomava três Lexotans por dia.

        Recebo inúmeros pedidos para participar de programas de rádio e televisão, entrevistas, lives, podcasts, palestras, debates, aulas, conferências, bancas, consultorias etc. Seria humanamente impossível aceitar todas as demandas diárias. A filosofia está me ensinando a "dizer não".

       Um dos meus maiores arrependimentos é o de não ter tido a coragem de "dizer não" para uma pessoa de confiança que me convenceu a assinar, sem ler, um documento. Se eu tivesse lido o documento, jamais teria assinado algo que me prejudicou bastante. Todos os dias eu me xingo de burra, estúpida e idiota, pois sei que um simples "não" teria evitado muitos problemas, aborrecimentos e chateações que tenho até hoje.

        Quando fico doente, estressada e exausta em função de vampiros emocionais e pessoas tóxicas que sugam a minha energia, paz de espírito e saúde física e psicológica, lembro-me de que só tenho controle sobre meus pensamentos e atitudes e que não tenho o poder de controlar os comportamentos e escolhas dos outros.

        Marco Aurélio, em suas "Meditações", ensina a melhor maneira de se vingar das "almas sinistras".

        "Dizer para si mesmo, ao amanhecer: ‘Sei que vou encontrar um indiscreto, um ingrato, um grosseiro, um velhaco, um invejoso, um intolerante. Mas esses homens são assim devido à sua ignorância do bem e do mal... Concentra-te na arte que aprendeste e ama-a. Não seja tirano nem escravo de ninguém... Alguém procedeu mal comigo? Isso é com ele. A deliberação é dele, a ação é dele... É impossível que os maus não pratiquem o que está em sua índole... Eis a melhor maneira de se vingar: não se lhes assemelhar."

          A coragem de "dizer não" para as "almas sinistras" se tornou um exercício diário. Tenho buscado aproveitar cada dia como se fosse o último, saboreando o presente, sem ficar presa aos traumas do ontem ou às preocupações com o amanhã.

       Por isso, todos os dias, assim que acordo, respondo às seguintes perguntas no meu diário: "O que eu faria se não tivesse tanto medo? Como vou gozar o dia de hoje? O que posso fazer de bonito, bom e relevante? Como posso transformar o meu medo em coragem, a minha tristeza em beleza e a minha dor em amor?".


GOLDENBERG, Mirian. Como dominar os monstros interiores. Folha de S.
Paulo, São Paulo, 23 maio 2024, FolhaCorrida, p. B8. Disponível em:
https://acervo.folha.uol.com.br/digital/leitor.do?numero=50653&
maxTouch=0&anchor=6495186&pd=db788aa618689d5c6e76af5c0711efe3

Leia estes fragmentos:

I. ... descobrir a melhor atitude que posso ter para enfrentar os obstáculos ... II. ... impotências e limitações e busco aceitar o que não posso mudar... III. ... parar de me preocupar com tudo aquilo que está além do meu controle... IV. ... lembro-me de que só tenho controle sobre meus pensamentos e atitudes...

Identifica-se pronome relativo apenas em:
Alternativas
Q3314917 Português

Assinale a alternativa que reescreve adequadamente os períodos apresentados abaixo, valendo-se da utilização de um pronome relativo para a conexão das frases. É preciso, nessa reescrita, que se mantenha o sentido original das sentenças.



Meu círculo de colegas de trabalho é bastante harmonioso.


Confio muito em meus colegas de trabalho.

Alternativas
Q3268302 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 01:
(__) Qual é o romance estrangeiro que você mais gostou de ler?
(__) A professora pediu que os alunos revisassem suas anotações sobre literatura clássica.
(__) O autor cuja biografia foi analisada viveu no século XIX.
(__) Ele apresentou um estudo profundo sobre a obra de Hemingway.
(__) Esta obra é um marco do realismo francês.
(__) Alguém sugeriu a leitura de Tolstói para o próximo semestre.

Coluna 02:
I. Pronome Demonstrativo;
II. Pronome Indefinido;
III. Pronome Interrogativo;
IV. Pronome Pessoal;
V. Pronome Possessivo;
VI. Pronome Relativo.

Correlacione as colunas acima de acordo com o tipo do pronome destacado na Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Q3229242 Português
No tocante a pronome, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.

Coluna I.
A- Pronome substantivo.
B- Pronome adjetivo.
C- Pronome de tratamento.
D- Pronome relativo.

Coluna II.
1- Este moço é meu irmão.
2- O preconceito racial é um problema que faz parte da Sociedade Brasileira.
3- Nem tudo está perdido.
4- Sua Excelência volta hoje para São Paulo. 
Alternativas
Q3222759 Português
       2024 caminha para entrar para a história como um ponto de virada do cinema nacional. Se, em 1990, o termo retomada entrou em cena para marcar a produção de longas que conquistaram sucesso de crítica e público, a atual sequência positiva é marcada pelos números de bilheteria. Até o dia 11 de setembro 2024, os filmes nacionais levaram 7,4 milhões de pessoas aos cinemas, com renda de R$ 142 milhões, marcando os melhores números desde 2020.

      Os dados, disponíveis no Painel Indicadores do Mercado de Exibição da Agência Nacional do Cinema (Ancine), indicam uma verdadeira retomada de público e renda. Mesmo antes do fim do ano, os dados são animadores. Ao todo, já foram exibidos 212 títulos nacionais nos cinemas. O número tende a crescer, com as estreias de Passagrana e de Silvio. Até dezembro, novas produções estão previstas – para comparação, em 2023, chegaram às telonas 281 produções brasileiras.

     Em termos de renda, 2024 já é o melhor ano desde a eclosão da pandemia de covid-19. Parte do aumento dos números pode ser explicada por filmes que atraíram uma multidão aos cinemas. Os Farofeiros 2 (1,878 milhão), Minha Irmã e Eu (1,816 milhão) e Nosso Lar 2 – Os Mensageiros (1,611 milhão) lideram a bilheteria de produções brasileiras.

      O desempenho dos filmes chama atenção já que, desde 2019, nenhuma produção nacional havia conseguido superar a marca de mais de 1 milhão de espectadores nos cinemas. Se, de um lado, as produções parecem ter atraído mais público, houve também a retomada da Lei de Cotas de Telas – que tinha perdido vigência em setembro de 2021. A legislação, que dispõe sobre o número mínimo de filmes brasileiros que devem ser exibidos nos cinemas, voltou a entrar em vigor no último mês de julho.

      Além do desempenho de público, o cinema nacional, em 2024, também tem tido reconhecimento internacional. Ainda Estou Aqui, novo longa de Walter Salles, sem previsão de lançamento, tem chamado atenção da crítica estrangeira. O filme, que faturou o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Veneza, virou a principal aposta brasileira para voltar à disputa de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar – o que não ocorre desde 1999, com Central do Brasil, também de Walter Salles. 


(Gabriel Lima. https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema.
22.09.2024. Adaptado)
No trecho do 5° parágrafo “... o que não ocorre desde 1999, com Central do Brasil, também de Walter Salles.”, a expressão destacada refere-se ao fato de
Alternativas
Q3202395 Português

Leia o Texto 1 para responder a questão.


 Texto 1


Do abandono


Dormiram juntos. Fizeram refeições juntos. Sentaram num banco público e falaram do laboratório que era defendido pelo irmão dele como um dos melhores do país. Falaram por telefone e escreveram cartas. Viajaram de carro e ele comprou água para ela. Deram algumas risadas e ela até chorou. Até o dia em que ele decidiu sozinhar. Ela não entendeu e insistiu muito. Depois, do último andar, lançou tudo que era dele pela janela, começando pelo computador. Deve ter acreditado que era culpa dele. O telefone tocou e ele foi informado pelo porteiro: ela jogou tudo e está atrapalhando a entrada dos outros moradores. Calmamente, como o pai dele costuma agir, pegou um por um dos lançamentos feitos por ela e retirou-se


CARVALHO, C. Saída para lugar nenhum. Goiânia: Ed. Martelo, 2024, p. 105.

No trecho “Sentaram num banco público e falaram do laboratório que era defendido pelo irmão dele como um dos melhores do país”, o pronome destacado
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Q3201243 Português
No período: “Ela retornou àquele local, _____________ já aconteceram vários assaltos”, a alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
Alternativas
Q3194052 Português
Leia as frases abaixo e escolha a alternativa em que o pronome relativo indica posse:
Alternativas
Q3177732 Português
Os pronomes relativos servem para substituir um termo da oração, evitando a repetição enfadonha de vocábulos, no entanto, não raramente, seu emprego causa dúvidas em relação à regência verbal ou nominal. A respeito disso, assinale a única alternativa em que o emprego do pronome relativo está atendendo às regras de regência nominal e verbal da nossa norma culta.
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Q3171830 Português
   A lembrança de Torre di Venere evoca uma atmosfera desagradável. Torre fica a cerca de quinze quilômetros de Portoclemente, uma das cidades de veraneio prediletas à margem do mar Tirreno, com uma colorida avenida à beira-mar repleta de hotéis e lojas, gente bronzeada e uma estrondosa indústria da diversão. Margeada de pinhos, a praia mantém ao longo de toda a costa a sua cômoda amplidão de areia fina, portanto não admira que não muito adiante tenha-se aberto uma concorrente mais sossegada. Torre é, como destino turístico, uma ramificação do balneário vizinho e já foi um idílio. Mas, como costuma acontecer com lugares assim, a paz foi há muito obrigada a deslocar-se um trecho mais adiante; o mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. Foi assim que Torre, ainda que mais introspectiva e modesta que Portoclemente, caiu no gosto de italianos e estrangeiros.

     Torre ganhou um Grand Hôtel (onde havíamos reservado quartos). Surgiram inúmeras pensões, luxuosas e mais simples. Em julho, agosto, fervilham berros, brigas, gritos de júbilo de banhistas, cuja pele da nuca se descasca por causa de um sol esturricante. Tal era o aspecto da praia de Torre quando chegamos.

     Na noite de nossa chegada ao Grand Hôtel, quando aparecemos para o jantar, fomos guiados até uma mesa pelo garçom responsável. Não havia nenhuma objeção a fazer a essa mesa, mas nos cativou a vista da varanda de vidro contígua, que dava para o mar e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. Os pequenos se mostraram encantados com essa magnificência, e manifestamos de forma singela a decisão de que preferíamos fazer a nossa refeição na varanda - uma declaração de ignorância, como restou claro, pois nos fizeram entender com uma cortesia algo constrangida que aquele aconchegante ambiente era destinado “aos nossos clientes”. Nossos clientes? Mas isso éramos nós. Não estávamos de passagem ou só por uma noite. Abrimos mão, de resto, do esclarecimento da diferença entre gente como nós e aquela clientela, a quem se servia o jantar à luz de lamparinas vermelhas, e jantamos no refeitório, em nossa mesa de iluminação prosaica - uma refeição bem medíocre, própria do esquema hoteleiro insipido; achamos depois muito melhor a cozinha da pensione Eleonora, dez passos mais distante da praia. Foi justamente para lá que nos transferimos, trés ou quatro dias mais tarde.


(MANN, Thomas. Mário e o mágico: uma experiência trágica de viagem Trad José Marcos Macedo. Companhia ds Letras, edição digital Adaptado)
O mundo, como se sabe, busca-a e expulsa-a. (1º parágrafo)
e sobre cujas mesinhas cintilavam lamparinas de abajur vermelho. (3º parágrafo)
Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a:
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Q3171073 Português

Leia o texto para responder à quetão.


Um vento engraçado


Publicado em 11/12/2023 | Paulo Pestana | Crônica


Muitas vezes ele sai em silêncio, mas ainda assim o pum faz barulho. A flatulência é uma reação digestiva normal e democrática – reis e súditos soltam bufas – mas provoca a imaginação popular, quase sempre seguida de risos, desde tempos imemoriais. Porque ninguém sabe, mas, dos casos e piadas, vieram livros. O primeiro, De Flatibus, de 1582, escrito pelo médico Jean Fyens, seguido por De Peditu, do erudito alemão Gaspard Dornau, de 1628, e pelo mais escatológico de todos, de 1751, A Arte de Peidar, atribuído a Pierre-ThomasNicolas Hurtaud.


Antes que alguém levante suspeitas fedorentas, quero dizer que não sou especialista em gases. Nem nos nobres, muito menos nos plebeus. Mas, andando pelos corredores da Feira do Livro, plantada num estranho e feioso barraco na Esplanada dos Ministérios, fui atraído por um estande que expunha cordéis. E eis que, no meio daquelas miúdas e MAL / MAU impressas publicações, havia praticamente uma SEÇÃO / SESSÃO / CESSÃO dedicada aos traques: “O ABC do Peido”, “O Peido que Acabou com um Casamento”, “O Que o Peido pode Fazer”, “O Prazer que o Peido Dá”, “Antologia do Peido”, “As Consequência do Peido”, “O Que o Peido Pode Fazer”, e muitos outros títulos, de diversos autores e procedências. Fico pensando que tipo de inspiração bate na cabeça dos cordelistas para caprichar nas rimas e nos casos, mas certamente o público quer saber mais sobre o fute. Por quê? Qual a graça de uma ventosidade, barulhenta ou não, que cheira MAL / MAU e causa desconforto em quem produz e em quem recebe?


Há algum tempo, o cronista Danilo Gomes me enviou um exemplar de A Arte de Peidar, que se apresenta assim: “Ensaio teórico-físico e metódico para o uso das pessoas constipadas, das pessoas graves e austeras, das senhoras melancólicas e de todos que insistem em permanecer escravos do preconceito”. É um opúsculo que faria sucesso se adotado para discussão na quinta série do primeiro grau; tido como clássico da literatura cômica e pseudomédica, o texto começa mostrando as diferenças entre pum e arroto – mas não explica por que um é considerado tão engraçado enquanto o outro, também difícil de segurar, é tido como falta de educação mesmo. Há também a afirmação que são 62 os tipos de sons musicais que acompanham a lufada – incluindo o plenivocal-pleno, que seria o tom mais alto. No final, o autor relaciona tipos de ventosidades que seriam agradáveis, uma sucessão escatológica que nos leva aos cordéis nordestinos que elegem o cheiroso como tema e que também costuma mostrar as diferenças.


O mistério persiste. É uma espécie universal de piada, que causa frouxos (epa!) de riso em quem solta e em quem está próximo, mas, afinal, qual é a graça?


Em 2008 tentaram acabar com a farra. Os jornais publicaram a notícia de que uma empresa da Califórnia estava lançando um filtro para neutralizar o odor da flatulência a partir de carvão ativado e que deveria ser instalado na cueca. Uma embalagem com cinco filtros custaria US$ 9,95, mais ou menos uns R$ 50,00.


Eu prefiro distância. Preferi inclusive comprar outros cordéis, com temas de menor fedentina.


PESTANA, Paulo. Um vento engraçado. Correio Braziliense, 11 de dezembro de 2023. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/paulopestana/umvento-engracado/. Acesso em: 17 dez. 2023. Adaptado.


Glossário:


-  escatológico: relativo a excrementos ou à excreção.

-  opúsculo: livro pequeno sobre artes.

-  fute: (brasileirismo) diabo, demônio.

Em qual dos excertos a seguir, retirados da crônica, o pronome destacado funciona como um elemento textual catafórico, isto é, como uma partícula que antecipa uma informação no texto?
Alternativas
Q3150234 Português
CINISCA, A PRINCESA ESPARTANA QUE FOI A PRIMEIRA MULHER A VENCER UMA COMPETIÇÃO OLÍMPICA

O que Cinisca conseguiu há cerca de 2.400 anos foi, sem dúvida, um grande feito. Ela ganhou louros em dois Jogos Olímpicos consecutivos em 396 e − 392 AC. -, o que já é algo a se destacar.

Mas conseguir isso quando uma pessoa como ela não poderia sequer estar presente na competição em homenagem ao deus Zeus é algo ainda mais memorável.

Cinisca, mesmo sendo princesa, filha e irmã de reis poderosos, era uma mulher de cerca de 50 anos, e as mulheres daquela época não podiam competir. Foram até proibidas de frequentar o recinto sagrado do Santuário Olímpico. E as mulheres casadas corriam risco de pena de morte caso fossem vistas no evento, mesmo como meras espectadoras. Para elas havia lugar em um festival diferente, em homenagem a Hera, esposa de Zeus.

Pouco se sabe sobre esses jogos além do que o viajante, geógrafo e historiador grego Pausânias contou em sua extensa obra "Descrição da Grécia" do século 2 dC. Segundo esse registro, essa competição era organizada e supervisionada por uma comissão de 16 mulheres das cidades de Elis, que acontecia a cada quatro anos e incluía corridas de meninas vestidas com uma túnica que pendia do ombro esquerdo e com os cabelos soltos.

Mas as atletas tinham que ser jovens e solteiras, então Cinisca também não poderia participar desses jogos. Então, como ela conseguiu a vitória se a competição olímpica era tão cuidadosamente reservada aos homens?

Cinisca se aproveitou de uma brecha legal. Ela participou de corridas de bigas (carruagens) de quatro cavalos seguidas, mas não precisou conduzi-las para vencer, nem precisou estar em Olímpia. Ontem, como hoje, as vitórias, nas corridas equestres, são atribuídas aos proprietários dos cavalos e não aos jóqueis.

Essa foi uma honra importante; o local era reservado para cerimônias religiosas e apenas os reis espartanos eram lembrados dessa forma, e nunca uma mulher. Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada.

Junto com esculturas de sua carruagem e cavalos de bronze, foram os primeiros monumentos dedicados para uma mulher para comemorar vitórias em competições pan-helênicas.

Assim, embora pouco se saiba sobre sua vida, seu nome entrou para a história e ficou gravado na base de sua estátua: "Eu, Cinisca, vencedora com uma carruagem de corcéis velozes, (...) declaro-me a única mulher, em toda a Grécia, que conquistou esta coroa."

Disponível em: https://hojepe.com.br/cinisca-a-princesa-espartana-quefoi-a-primeira-mulher-a-vencer-uma-competicao-olimpica/
"Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada."
O vocábulo em destaque apresenta função de
Alternativas
Q3149951 Português
Considerando-se a regência verbal e sua adequação quanto ao pronome relativo, assinale a alternativa que obedece à norma culta:
Alternativas
Q3143959 Português
Complete a frase:
“ENVIAREI AS TAREFAS DO MÊS DE NOVEMBRO _________VOCÊ DEVE FAZER EM TEMPO RECORDE” 
Alternativas
Q3138906 Português
Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa

Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicação e alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

A prática de nomear ciclones tropicais começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos. Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade.

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas. Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não é de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebe nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte, Chris. E assim por diante. Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos, em 2019. Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas, épocas quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de primeiro de junho a trinta de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de quinze de maio a trinta de novembro.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo.adaptado.
Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa

Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicação e alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

A prática de nomear ciclones tropicais começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos. Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade.

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas. Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não é de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebe nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte, Chris. E assim por diante. Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos, em 2019. Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas, épocas quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de primeiro de junho a trinta de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de quinze de maio a trinta de novembro.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo.adaptado.

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.
Morfologicamente, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3136787 Português
Por que furacões e ciclones têm nomes de pessoa

Os furacões e ciclones recebem nomes para facilitar a comunicação entre meteorologistas e o público. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) afirma que dar nomes aos furacões é a forma mais eficiente de comunicação e alertas para a população. Ela também facilita a comunicação marítima sobre tempestades.

A prática de nomear ciclones tropicais começou anos atrás para ajudar na rápida identificação de tempestades em mensagens de alerta porque nomes são muito mais fáceis de lembrar do que números e termos técnicos. Muitos concordam que dar nomes a tempestades facilita que a mídia noticie sobre ciclones tropicais, aumenta o interesse em alertas e aumenta a preparação da comunidade.

Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.

Regiões diferentes adotam padrões diferentes.

Segundo a Met Office, a agência meteorológica do Reino Unido, na maioria das regiões, listas alfabéticas pré-determinadas de nomes masculinos e femininos de pessoas são usadas. Mas, no oeste do Pacífico Norte e no norte do oceano Índico, a maioria dos nomes usados não é de pessoas. Lá, a maioria das tempestades recebe nomes de flores, animais, pássaros, árvores, alimentos ou adjetivos.

Para a região do Caribe e da América do Norte, a Organização Meteorológica Mundial possui seis listas diferentes de nomes, que vão de A a Z.

Os furacões recebem nomes por ordem alfabética, que são dados por ordem cronológica ao longo do ano. O primeiro furacão deste ano foi chamado de Alberto, que começa com a letra "A". O segundo foi chamado de Beryl, o seguinte, Chris. E assim por diante. Muitos sequer tiveram destaque na imprensa. Os mais perigosos até agora foram o Helene — que provocou 255 mortes há duas semanas — e o Milton.

As seis listas de nomes são recicladas a cada ano. Ou seja, em 2030, daqui a seis anos, os furacões voltarão a ser chamados de Alberto, Beryl, Chris, etc. E esses mesmos nomes já foram usados há seis anos, em 2019. Até 1979, só havia nomes femininos na lista. Mas desde então, há tanto nomes masculinos como femininos.

Furacões e ciclones possuem temporadas fixas, épocas quando eles costumam acontecer.

No Atlântico Norte e Caribe, essa temporada vai de primeiro de junho a trinta de novembro, período em que os nomes da lista são usados. No Pacífico Norte Oriental, a temporada vai de quinze de maio a trinta de novembro.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgey0zq2qwwo.adaptado.
Furacões e ciclones recebem nomes depois que atingem ventos constantes de 63 km/h. Apenas os de grande impacto costumam ter seu nome veiculado na imprensa.
Morfologicamente, é correto afirmar que, nesta frase:
Alternativas
Q3129301 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3


Menos plástico, mais amor 


    Eu provavelmente estava distraída quando os guardanapos das lanchonetes começaram a vir em invólucros de plástico. Você precisa abri-los antes de sujar as mãos, senão pode ser complicado demais. Embora essa questão seja importantíssima, o que me intriga de fato é em que momento e por que começamos a exagerar tanto no uso das coisas plásticas.

    Vou chamar o fenômeno de hiperassepsia. Será que alguém morreu por um guardanapo contaminado, e eu não fiquei sabendo? E quanto ao copo descartável que acompanha a garrafa também descartável, nós precisamos mesmo dele? Talvez eu possa esboçar duas razões para esse excesso de itens destinados às lixeiras. 

    Em tempos de álcool gel, é natural que um dispensador de canudos nos pareça uma monstruosa colônia de germes. Melhor embalá-los um a um. No entanto, nesse exato momento, na França, há um funcionário recebendo uma nota de cinco euros e depois entregando um sanduíche a alguém com as mesmas mãos sem luvas. Isso pode causar nojo, mas revela mais sobre diferenças culturais do que reais riscos à saúde.

    E o mais importante: o exagero dos plásticos parece estar ligado à tendência de querer agradar a qualquer custo. Só isso explica o que observo cotidianamente nos caixas de supermercado. Embora a maioria de nós seja capaz de pôr objetos dentro de uma sacola, temos empacotadores, instruídos a não colocar no mesmo saco uma pasta de dente e um pacote de biscoitos. A consequência é o uso de uma quantidade absurda de sacolas.

    Na minha sacola de pano, sob os olhos atônitos do empacotador que acabo de dispensar, é claro que tudo vai misturado. Continuo viva. 


Disponível em: <https://www.escrevendoofuturo.org.br/blog/literatura-em-movimento/menos-plastico-mais-amor/>. Acesso em: 19 set. 2024. [Adaptado].


No trecho “em que momento e por que começamos a exagerar tanto no uso das coisas plásticas”, a forma ortográfica do termo destacado refere-se à função de
Alternativas
Q3123479 Português
Por que é tão difícil um furacão atingir o Brasil?

O furacão Milton, que se aproxima dos Estados Unidos, foi classificado na noite de terça-feira (8/10) como de categoria 5 — a mais grave.

Nessa categoria, os ventos ultrapassam os 252 km/h e há um risco elevado de danos a construções e bloqueios em rodovias.

A previsão é que o furacão chegue à costa oeste da Flórida na noite de quarta-feira (09) ou na manhã de quinta-feira (10/10), no horário local, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

Ainda na terça-feira, o presidente americano Joe Biden disse que o furacão pode ser o pior dos últimos cem anos nos Estados Unidos.

O presidente pediu que moradores da Flórida, que vivem na rota traçada como a mais provável da tempestade, deixem suas casas imediatamente.

"É uma questão de vida ou morte", disse o presidente americano.

Mas por que, diferentemente dos EUA e de outros países periodicamente atingidos por fenômenos climáticos similares, o Brasil não precisa se preocupar tanto com isso?

Segundo meteorologistas ouvidos pela BBC News Brasil, as chances de que furacões ocorram por aqui são mínimas — a explicação é que a formação de um fenômeno desses depende de uma série de fatores que só foi registrada uma vez no país.

"Por enquanto, é quase impossível que um furacão atinja o Brasil, a não ser que as mudanças climáticas também tenham alguma influência", diz Michael Pantera, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergência de São Paulo.

A meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, explicou que um dos principais "combustíveis" para a formação de um furacão são as águas quentes do mar — que precisa estar acima de 27°C.

"No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C", diz.

"A umidade e a água quente do oceano que dão força a um furacão. Quando ele chega ao solo, perde força", acrescenta Pantera.

Outro fator necessário para a formação de um furacão é o cisalhamento ou tesoura de vento — como são chamadas as mudanças de velocidade ou direção das correntes.

Os especialistas explicam que esse fenômeno é raro nos países localizados na linha do Equador, como o Brasil.

Meteorologistas afirmam que esse é um fator que também inviabilisa que uma tempestade formada no Caribe atinja o Brasil, já que ela perderia completamente a força ao se aproximar da linha do Equador.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjd59741yk9o adaptado)
A meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, explicou que um dos principais "combustíveis" para a formação de um furacão são as águas quentes do mar - que precisa estar acima de 27°C.
No Brasil, nós não temos isso. As maiores temperaturas são registradas no mar do Nordeste, onde não passam de 26°C, diz.
O pronome 'isso' refere-se:
Alternativas
Q3121872 Português
Na frase "O livro que li ontem era bastante interessante", qual a classe gramatical da palavra "que"?
Alternativas
Respostas
61: A
62: A
63: C
64: D
65: A
66: B
67: D
68: C
69: C
70: A
71: C
72: A
73: B
74: B
75: C
76: E
77: B
78: A
79: D
80: B