Questões de Concurso
Comentadas sobre pronomes relativos em português
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Foi com os recursos e os profissionais do mesmo SUS – que socorreu o presidente eleito, Jair Bolsonaro, após o bárbaro atentado –, com a atuação de entidades civis e com base em sólidas provas científicas que se chegou hoje à distribuição na rede pública de 22 tipos de antirretrovirais a mais de 580 mil pessoas que dependem desses medicamentos para viver.
Considerando que a compreensão do texto passa, também, pelo entendimento das relações sintáticas entre os termos, analise as afirmativas a seguir acerca da identificação dos sujeitos das formas verbais destacadas no trecho.
1) O sujeito da forma verbal “Foi” é o segmento “o presidente eleito, Jair Bolsonaro”.
2) O sujeito da forma verbal “socorreu” (o relativo “que”) retoma o segmento “(d)o mesmo SUS”.
3) O sujeito da forma verbal “se chegou” é do tipo indeterminado.
4) O sujeito da forma verbal “dependem” é um pronome relativo que se refere ao núcleo nominal “pessoas”.
Estão CORRETAS:
A frase “Os próprios estudantes foram até o diretor”, é um exemplo de:
Assinale a alternativa que possui um pronome relativo invariável.
1. Temos uma oração subordinada substantiva completiva nominal compondo este período composto: “Tenho certeza de que aqui é o meu lugar”. 2. No período que segue o pronome relativo “que” exerce função sintática de sujeito: Você me aconselhou um livro que me agradou muito. 3. Em: “Julgo a ocasião conveniente para mim”, o termo “mim” ao mesmo tempo em que é pronome pessoal oblíquo, é núcleo de objeto indireto. 4. Em: “A resposta do aluno foi objetiva” e “A resposta ao aluno foi objetiva”, os termos sublinhados são, respectivamente, complemento nominal e adjunto nominal. 5. Em: “Os alunos deixaram o colégio desconfiados” e “Os alunos continuam desconfiados”, o termo “desconfiados” é adjetivo com função sintática idêntica, a saber: predicativo do sujeito.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto
Entenda a diferença entre o aquecimento solar e a energia fotovoltaica
Você sabe qual a diferença entre aquecimento solar e energia fotovoltaica? Ambos são sistemas que utilizam energia solar, renovável e natural e é possível ter os dois em casa. Ou seja, a instalação do sistema fotovoltaico não impede que seja instalado o sistema de aquecimento e vice-versa.
O sistema de aquecimento solar é formado por placas solares. Neste caso, não existe transformação, apenas a captação de energia térmica, que provoca o aquecimento para uso em banheiro ou piscina. Além das placas solares, este sistema conta com um reservatório térmico, que tem a função de armazenar a água aquecida, mantendo a sua temperatura.
A energia fotovoltaica também possui as placas solares, mas há alguns pontos relevantes que diferenciam uma da outra. Visualmente elas são semelhantes. Porém, a tecnologia é bem diferente, já que a energia fotovoltaica é composta por um conjunto de células responsáveis por converter a radiação solar em energia elétrica.
Durante o dia, os módulos captam a radiação, convertendo a energia. Quanto mais intensa a insolação, maior será a quantidade de energia captada. Por isso, ao meio-dia, acontece o momento máximo da energia fotovoltaica, já que o Sol está a pino, no alto do céu. Após atravessar o inversor, a energia pode ser utilizada para fazer funcionar qualquer equipamento, como televisão, aparelho de som, geladeira, freezer, máquina de lavar roupa, lâmpadas, ar-condicionado e assim por diante.
Caso a energia produzida não seja completamente consumida, o que sobrar é lançado na rede elétrica, gerando “créditos energéticos”. Assim, com o acúmulo de créditos, você consegue utilizar para abatê-los em uma conta de luz, caso for necessário, em outros momentos.
Disponível em: <https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/especial-publicitario/envo/noticia/2019/OS/13/entenda-a-diferenca-entre-o-aquecimento-solar-e-a-energia-fotovoltaica.ghtml>
Disponível em: <https://www.buzzfeed.com/br/ellievhall/>. Acesso em: 29 jul. 2019 (Adaptação). A respeito do termo destacado nesse trecho, é correto afirmar:
Leia o texto.
O trabalho e a saúde mental
O carpinteiro imagina um móvel, faz o desenho com as medidas, corta madeira, dá a ela a forma que imaginou e depois monta, enverniza e lustra o móvel que construiu. Admira a obra que realizou com seu trabalho criativo. Ele tem um resultado que lhe dá satisfação, mesmo que não lhe dê muitos milhões em dinheiro por mês. Já o cobrador de ônibus fica o dia todo sentado, não fala com ninguém, mal olha para as pessoas, apenas recebe o dinheiro e dá o troco durante 8 horas por dia. No fim, está deprimido e cansado de fazer esse trabalho repetitivo e monótono. Nem muitos milhões em dinheiro seriam suficientes para pagar trabalho tão ingrato.
Um operário da linha de montagem de televisores põe uma pecinha em um aparelho que imediatamente é transportado pela esteira de montagem para outro operário, que coloca outra pecinha, e assim por diante. E um dia passa: um aparelho, uma pecinha, outro aparelho, outra pecinha, mês após mês, ano após ano.
Assim trabalham hoje milhões de pessoas em todo o mundo: sem gosto, sem alegria, sem prazer. Por isso, não é exagero dizer que o mundo moderno, com sua tecnologia, tirou da maioria dos seres humanos algo de que eles precisam e gostam: o trabalho criativo, que dá prazer.
Quem faz o que gosta enquanto trabalha sente pouco a diferença entre trabalho e lazer. Nesse caso, o trabalho faz bem à saúde.
Quem faz o que detesta fica o tempo todo olhando o relógio e o tempo não passa; espera com ansiedade o último dia de trabalho da semana e fica irritado quando a volta ao trabalho se aproxima; sonha com as férias e, mais do que tudo, sonha ganhar na loteria para fazer só o que gosta. Com tanto sofrimento, trabalhar acaba fazendo mal para a saúde.
O sonho da maioria dos jovens é encontrar um trabalho que dê muito dinheiro, mas isso não é suficiente. O trabalho deve dar prazer. Trabalhos feitos contra a vontade causam desânimo, falta de confiança em si próprio, tédio, tristeza. Esse estado de espírito negativo acaba criando doenças e perder a saúde não vale a pena por nenhum dinheiro do mundo.
Rosicler Martins Rodrigues
Vida e Saúde. São Paulo: Moderna.
CINZAS DA INQUISIÇÃO
1. Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.
2. Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.
3. Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.
4. Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.
5. Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.
6. História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.
7. A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.
(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do
absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)
Nas frases abaixo, assinale a alternativa que classifica morfologicamente a CORRETA, entre as palavras destacadas:
I- Tenho que lutar por um país mais justo
II- O quê ! Falar de história é esquecer o passado!
III- Que terrível livros queimados!
IV- Esta é a solução que ele sugeriu para o seu país.
V- Retorne logo que já estou preocupado.
A respeito dos aspectos linguísticos e estruturais do texto, julgue o item.
Na linha 8, a expressão “em que” pode ser substituída por onde, sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos originais do texto.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado a seguir.
A indústria do fumo desenvolveu uma estratégia demoníaca __________ é __________ lucros imorais.
QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi pra os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Carlos Drummond de Andrade

