Questões de Concurso Sobre pronomes relativos em português

Foram encontradas 2.019 questões

Q4139931 Português

Leia a oração abaixo.



Os que aqui se deparam desejam ser selecionados.



O termo destacado é um:

Alternativas
Q4132200 Português
Leia a letra da canção “É preciso saber viver” para responder à questão.


É preciso saber viver
Canção de Titãs ‧ 1998

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinho
Você pode se arranhar
Se o bem e o bem existem
Você pode escolher
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Você pode escolher
É preciso saber viver
Saber viver
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
[...]
Considere o excerto a seguir.

“Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar”

Com base na análise sintática, morfológica e semântica do trecho, avalie as afirmativas a seguir e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). 

( ) O verbo “tem” estabelece concordância verbal com o núcleo do sujeito da oração em que está inserido.
( ) A inserção de vírgula entre os versos “Numa flor que tem espinhos” e “Você pode se arranhar” provocaria separação indevida entre estruturas sintaticamente articuladas no contexto do período.
( ) O pronome “se”, em “se arranhar”, indica que a ação verbal recai sobre o próprio sujeito da oração.
( ) O fragmento é constituído por mais de uma oração, não podendo ser classificado como período simples.
( ) A ausência de sinais de pontuação entre os versos contribui para a continuidade rítmica e para a fluidez característica do gênero canção.

Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Alternativas
Q4132005 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Todas as vezes em que se fala sobre a incrível capacidade humana de dominar a natureza – com os elogios de praxe à nossa inventividade e poderio e, mais ainda, o orgulho de uma racionalidade que se aproxima da petulância – Benauro Roberto de Oliveira, um paulista estudioso da história natural e social –, conta e reconta em suas competentes e concorridas aulas uma das lendárias manifestações que cercam a personalidade de Jacques-Yves Cousteau, o francês que se tornou o maior dos oceanógrafos do século 20.

Dizem que um jovem jornalista entrevistava Cousteau sobre o nosso temor aos tubarões e desejava saber quais as chances de um de nós escapar no enfrentamento direto com um desses estupendos animais. O cientista respondeu que as probabilidades de sair ileso eram nulas. O jornalista não se satisfez e perguntou, em sequência, se o tubarão atacaria se já estivesse alimentado, se fosse de noite, se estivéssemos numa jaula, se fôssemos muitos, se carregássemos um arpão, se entregássemos alguma isca etc.; a cada pergunta, a resposta de Cousteau era a mesma: o bicho atacará de qualquer modo. Irritado, o jovem bradou: mas isso não tem lógica! Com paciência, o genial pesquisador dos mares retrucou: Tem sim, mas é a lógica do tubarão...

É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos (e que muitos preferem chamar de “nosso” planeta, com uma dissimulada satisfação de dono): não somos proprietários, e sim usuários compartilhantes. Podemos, em alguns momentos da nossa história, imaginar que controlamos, dominamos e possuímos sem restrições tudo que nesta terra está, com uma ilusão fugaz de invulnerável soberania [...].


CORTELLA, M. S. Não espere pelo Epitáfio!: Provações filosóficas. 16 ed. Petrópolis/RJ: Vozes Nobilis, 2014, p. 31. 
No trecho, “É preciso lembrar insistentemente a sabedoria emanada dos muitos modos como a vida se expressa no planeta no qual habitamos […]”, a expressão em destaque
Alternativas
Q4129816 Português
Fortaleça sua voz: Dia Mundial e Nacional da Voz

        O Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril, teve início, no Brasil, em 1999 como uma data comemorativa em âmbito nacional, resultado de uma iniciativa mista de médicos, fonoaudiólogos e professores de canto.

        A campanha anual tem como principais objetivos aumentar a conscientização pública sobre a importância da voz e alertar sobre os problemas vocais. A voz é o som que acompanha os indivíduos em todas as fases da vida, desde o nascimento, por meio do choro.

        Ao longo do tempo, a voz se modifica naturalmente, pois acontecem mudanças na frequência fundamental, que é o número de vezes por segundo em que as pregas vocais vibram. Essas alterações ocorrem em virtude das transformações da maturação e do envelhecimento das estruturas responsáveis pela produção vocal.

        Por meio da voz, revelam‑se diversas características individuais que possibilitam identificar e reconhecer pessoas, suas emoções, sua personalidade, sua intenção e até mesmo suas características físicas. Ela é considerada “o tato a distância”, sendo, muitas vezes, descrita como aveludada, áspera, crepitante, macia, brilhante, colorida, metálica, entre outras qualidades.

        A voz é a principal ferramenta de comunicação e o instrumento de trabalho para muitos profissionais. Apesar de exercer um importante papel no dia a dia, nem sempre recebe a atenção e os cuidados adequados.

Atos como gritar, falar em excesso, pigarrear e não se hidratar são alguns comportamentos que prejudicam a capacidade vocal. Sintomas de alteração vocal, como cansaço, ardor ou dor ao falar, falhas na voz, mudança de tom, pigarro e rouquidão que durem mais de duas ou três semanas, merecem ser avaliados por um profissional de saúde.

        Estima‑se que em torno de 20% da população apresente algum tipo de alteração nas pregas vocais, a maior parte benigna e de fácil solução clínica ou cirúrgica. Os problemas benignos mais comuns são nódulos, pólipos, cistos vocais e edemas.

        No Brasil, o Dia Nacional da Voz foi instituído oficialmente pela Lei nº 11.704/2008. Em alusão à data, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) promove a campanha anual Amigos da Voz, que, em 2025, completou 20 anos, trazendo como tema “Sua Voz Informa”, cujo objetivo foi enfatizar o papel fundamental da voz na comunicação humana e nas interações cotidianas.


Internet:<bvsms.saude.gov.br>  (com adaptações).

Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No período “A voz é o som que acompanha os indivíduos em todas as fases da vida, desde o nascimento, por meio do choro”, o pronome relativo “que” retoma o antecedente “som” e poderia ser substituído por o qual sem prejuízo da correção gramatical.

Alternativas
Q4129545 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Saudade (Rachel de Queiróz)

Conversávamos sobre saudade. E de repente me apercebi de que não tenho saudade de nada. Isso independente de qualquer recordação de felicidade ou de tristeza, de tempo mais feliz, menos feliz. Saudades de nada. Nem da infância querida, nem sequer das borboletas azuis, Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De quem morreu sinto é a falta, o prejuízo da perda, a ausência. A vontade da presença, mas não no passado, e sim a presença atual. Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora. Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.

A vida é uma coisa que tem que passar, uma obrigação de que é preciso dar conta. Uma dívida que se vai pagando todos os meses, todos os dias. Parece loucura lamentar o tempo em que se devia muito mais.

Queria ter palavras boas, eficientes, para explicar como é isso de não ter saudades; fazer sentir que estou exprimindo um sentimento real, a humilde, a nua verdade. Você insinua a suspeita de que talvez seja isso uma atitude. Meu Deus, acha-me capaz de atitudes, pensa que eu me rebaixaria a isso? Pois então eu lhe digo que essa capacidade de morrer de saudades, creio que ela só afeta a quem não cresceu direito; feito uma cobra que se sentisse melhor na pele antiga, não se acomodasse nunca à pele nova. Mas nós, como é que vamos ter saudades de um trapo velho que não nos cabe mais?

Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir.

E não pense que estou a lhe sugerir tragédias. Tirando a média, não tive quinhão por demais pior que o dos outros. Houve muito pedaço duro, mas a vida é assim mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.

Infância sem lágrimas, amada, protegida. Mocidade, mas a mocidade já é de si uma etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o que quer, ou quer demais. Qual será, nesta vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos fazer confidências de exaltação, de embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é a quadra dramática por excelência, o período dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos desajustamentos trágicos. A idade dos suicídios, dos desenganos e por isso mesmo dos grandes heroísmos. É o tempo em que a gente quer ser dono do mundo, e ao mesmo tempo sente que sobra nesse mesmo mundo. A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes. Em que se pesam os valores do mundo por uma balança emocional, com medidas baralhadas; um quilo às vezes vale menos do que uma grama; e por essas medidas pode-se descobrir a diferença metafísica que há entre uma arroba de chumbo e uma arroba de plumas.

Nem sei mesmo como, entre as inúmeras mentiras do mundo, se consegue manter essa mentira maior de todas: a suposta felicidade dos moços. Por mim, sempre tive pena deles, da sua angústia e do seu desamparo. Enquanto esta idade madura a que chegamos você e eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera. E mesmo quando se exige muito, só se espera o possível. Se as surpresas são poucas, poucos também os desenganos. A gente vai se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos. Aí, um dos piores tormentos dos jovens é justamente o desapego das coisas, essa instabilidade do querer, a sede do que é novo, o tédio do possuído.

E depois há o capítulo da morte, sempre presente em todas as idades. Com a diferença de que a morte é a amante dos moços e a companheira dos velhos. Para os jovens ela é abismo e paixão. Para nós, foi se tornando pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a ruga no rosto, a vista fraca, os achaques. Velha amiga que vem de viagem e de cada porto nos manda um postal, para indicar que já embarcou.

Não, meu bem, não tenho saudades. Nem sequer do primeiro dia em que nos vimos, daqueles primeiros e atormentados dias de insegurança e deslumbramento. Considero uma benção e um privilégio esse passado que ficou para atrás de nós, vencido. Afinal, já andamos bastante caminho, temos direito ao sossego, a esta desambição, esta paz. Vivemos, não foi? Fizemos muito. E nem por isso deixamos de ainda ter muito o que fazer. A velhice que vai chegar com as suas doenças e trabalhos. E ainda virá a grande crise da morte em que um de nós, necessariamente, terá que ajudar o outro. Espero que aquele que ficar só, embora triste, se sinta tranquilo, na segurança de que a sua vez não tarda. Que aí, só lhe resta a pagar a última prestação.

https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/9127/saudade
"A idade em que se descobre a solidão irremediável de todos os viventes."
A expressão 'em que' foi empregada corretamente no trecho. Agora, preencha as lacunas a seguir com outras formas adequadas de pronomes relativos.

I. O rapaz___ declarei o meu amor já não existe mais.
II. O médico___ atrocidades chocaram o país foi julgado na manhã de hoje.
III. As amigas___ falei são aquelas ali.
IV. A portaria___consta a suspensão de prazos processuais foi publicada ontem.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima.
Alternativas
Q4125444 Português
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto em conformidade com a norma-padrão.

Aquele que fica _____________ distância dos livros receia _____________perda de alguma coisa, enquanto o que se aproxima deles sente que tem algo a ganhar. O primeiro teme se confrontar  _____________ uma carência, _____________tenta se livrar com todas as suas forças. O segundo acredita que, por meio dos livros, e em particular da literatura, poderá, ao contrário, apaziguar  _____________ medos

(Michèle Petit. Os jovens e a leitura – uma nova perspectiva, 2013. Adaptado)
Alternativas
Q4124261 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


No trecho Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam, analise a função dos termos que e as e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4121643 Português
Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1 

Captura_de tela 2026-06-17 184012.png (662×488)

Captura_de tela 2026-06-17 184025.png (657×397)

Disponível em: https://www.migalhas.com.br/depeso/454094/superendividamento-a-lei-que-protege-quem-nao-consegue-pagar. Acesso em 01 maio 2026 (Adaptado).
Analise a estrutura morfológica dos termos destacados no título do texto 1: "Superendividamento: A lei que protege quem não consegue pagar".

A alternativa que apresenta a classificação correta e completa de cada vocábulo destacado na sequência que estão no trecho acima é 
Alternativas
Q4118205 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa em que o item destacado é um pronome relativo que retoma uma palavra mencionada anteriormente. 
Alternativas
Q4118199 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Sobre os elementos de coesão empregados no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4106012 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Demanda por trabalhadores mantém mercado resiliente, avalia IBGE 

        A demanda por trabalhadores em todos os segmentos é o motivo da resiliência do mercado de trabalho, que vem mantendo a taxa de desemprego em nível mais baixo, apesar de fatores externos como o nível das taxas de juros. A avaliação é da coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (tBGE), Adriana Beringuy.

        Conforme os dados PNAD Contínua, divulgada no mês de maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego ficou em 5,8%o no trimestre terminado em abril, um recuo de 0,8 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo trimestre de 2025, quando ficou em 6,6%. A taxa representa ainda alta de 0,4 p.p. na comparação com o período entre novembro de 2025 a janeiro de2026.

        "Tem um mercado que gera trabalho e renda e consegue manter-se sustentado porque há uma diversificação da produção. Hoje, não é so o setor público que contrata e nem só o setor privado. Esse espalhamento e essa difusão ajuda nessa resiliência do mercado de trabalho", explicou a coordenadora.

        Para Adriana Beringuy, o mercado de trabalho estaria mais vulnerável e sujeito à flutuações e com baixa sustentabilidade caso a procura por trabalhadores estivesse restrita, por exemplo, apenas ao comércio ou ao segmento informal.

        "Na medida em que consegue ter vários setores demandando trabalhadores, isso dá sustentabilidade ao mercado de trabalho. Isso ajuda a amortecer determinados efeitos até do ponto de vista macroeconômico, que é a questão das taxas de juros", disse. 

        Segundo a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.732, o que significa estabilidade no trimestre e crescimento de 5,3% no ano.

        Os resultados da PNAD-Contínua mensal de abril deste ano, indicaram ainda que o número de empregados no setor privado com carteira assinada, excluídos os trabalhadores domésticos, atingiu 39,3 milhões.

        Esse patamar signif ica estabilidade em comparação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre de 2025. Os sem carteira no setor privado somaram 13,3 milhões e também ficaram estáveis no trimestre e no ano.

        Outra estabilidade registrada no mercado de trabalho é a do número de empregados no setor público. São '12,9 milhões no trimestre, mas houve expansão de 3,4%o ou mais 422 mil pessoas no ano. O número de trabalhadores por conta própria (26 milhões) também ficou estável no trimestre, embora tenha apresentado elevação de2,3%, ou seja, mais 580 mil pessoas no ano.

        Ainda no trimestre, os trabalhadores domésticos chegaram a 5,4 milhões, o que tambem é estabilidade no período. Mas no ano, mostrou queda de 4,7%, ou menos 268 mil pessoas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.brlecon omia / nolicia/2026- 05/demanda-por-trabalhadores-mantem-mercado-resiliente-avalia - ibge (adaptado)
No trecho motivo da resiliência do mercado de trabalho, que vem mantendo a taxa de desemprego em nível mais baixo, o termo sublinhado classifica-se sintaticamente como:
Alternativas
Q4105950 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Mobilidade Urbana, Conflito Viário e a Função Mediadora do Agente de Trânsito


O espaço viário urbano constitui um ambiente de coexistência tensionada entre atores com perfis de mobilidade, velocidades e vulnerabilidades estruturalmente distintos: pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores de veículos de grande porte partilham infraestruturas projetadas, em muitos casos, sem considerar adequadamente a heterogeneidade desses fluxos. Essa assimetria estrutural produz zonas de conflito potencial cujas consequências mais graves concentram-se em cruzamentos e faixas de pedestres, conforme evidenciam os dados de sinistralidade viária.

A resposta institucional a esse diagnóstico não se esgota na engenharia de tráfego ou na sinalização física. A literatura sobre gestão da mobilidade sustentável indica que a presença qualificada de agentes nos pontos críticos produz efeito composto: reduz a ocorrência de conflitos, orienta comportamentos e realimenta o sistema de informação operacional com dados sobre os padrões de circulação observados. Nesse modelo, o agente de trânsito deixa de ser figura reativa e assume função de mediação ativa, integrando o ciclo de produção de conhecimento sobre o espaço viário e contribuindo para a calibragem das políticas de mobilidade urbana. 
Considerando o trecho "Essa assimetria estrutural produz zonas de conflito potencial cujas consequências mais graves concentram-se em cruzamentos e faixas de pedestres, conforme evidenciam os dados de sinistralidade viária.", analise as afirmações a seguir quanto ao emprego dos pronomes destacados.

I. O pronome "Essa" exerce função anafórica, retomando elemento previamente mencionado no discurso e situando-o no campo da referência textual compartilhada.
II. O pronome relativo "cujas" estabelece relação de posse entre "zonas de conflito potencial" e "consequências", concordando com o termo consequente e exigindo construção sem artigo.
III. O pronome "se" em "concentram-se" atua como índice de indeterminação do sujeito, indicando ação sem agente definido no contexto do enunciado.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4105588 Português
Ministério da Saúde anuncia criação do primeiro hospital público inteligente do Brasil.

O ministro da Saúde participou nesta quinta-feira (4) da reunião de início da implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), o primeiro hospital público inteligente do país. Instalado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, o ITMI-Brasil terá 800 leitos dedicados à emergência de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. O início das atividades está previsto para o final de 2027.

"É um projeto que fortalece o Sistema Único de Saúde e melhora a vida dos brasileiros. O hospital inteligente permitirá integração com a rede de atenção em todas as etapas — da atenção primária até os serviços de urgência e emergência — garantindo cuidado mais rápido, eficaz e humano. É a tecnologia a serviço do SUS, do médico ao paciente, da formação profissional à assistência", detalhou o ministro.

O ITMI-Brasil combinará tecnologias de ponta com acesso público e gratuito. Com inteligência artificial, ambulâncias conectadas em 5G e telessaúde, o objetivo é reduzir o tempo de atendimento em casos graves de até 17 horas para apenas 2 horas.

"O hospital inteligente só é possível graças à cooperação internacional, que envolve bancos de desenvolvimento, parceiros estratégicos e instituições de pesquisa. O Brasil entra com força nesse novo ambiente global de reorganização da saúde, onde tecnologia da informação, inteligência artificial e práticas inovadoras estão redesenhando a forma de cuidar das pessoas. Esse projeto é um marco para a ciência, a inovação e para o papel do país no cenário internacional", afirmou o ministro.

O novo hospital está integrado ao objetivo do governo federal de reduzir o tempo de espera para o atendimento especializado, melhorar a eficiência do diagnóstico e do tratamento de enfermidades, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), traumas, infartos e choques. O foco será a eficiência operacional, regulação inteligente de leitos, tempo de permanência reduzido e atendimento seguro, aliando alta tecnologia com atendimento humanizado e acolhedor.

Além da assistência, o ITMI atuará como centro de pesquisa, inovação e formação de profissionais em áreas como saúde digital, telessaúde, inteligência artificial, engenharia clínica e segurança cibernética. O projeto arquitetônico prevê um edifício de 150 mil m², com padrões internacionais de sustentabilidade e segurança, soluções de logística avançada e ambientes humanizados para pacientes e equipes.

O investimento também financiará a criação de uma rede nacional de UTIs inteligentes em dez capitais (Belém, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Salvador e Teresina), que será expandida gradualmente. As UTIs estarão conectadas à UTIs do Hospital das Clínicas da USP e poderão contar com o suporte e expertise de seus profissionais. Nessas unidades, o monitoramento ocorrerá em tempo real com uso de inteligência artificial para apoiar a regulação de leitos e a tomada de decisões clínicas.

O investimento também financiará a criação de uma rede nacional de UTIs inteligentes em dez capitais (Belém, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Salvador e Teresina), que será expandida gradualmente. As UTIs estarão conectadas à UTIs do Hospital das Clínicas da USP e poderão contar com o suporte e expertise de seus profissionais. Nessas unidades, o monitoramento ocorrerá em tempo real com uso de inteligência artificial para apoiar a regulação de leitos e a tomada de decisões clínicas. -adaptado
"É um projeto que fortalece o Sistema Único de Saúde e melhora a vida dos brasileiros."
Considerando a análise sintática do período acima, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)O termo 'que' é um pronome relativo que retoma 'projeto', exercendo a mesma função sintática que em 'Chegaram as pessoas que convidei para o evento', na qual retoma 'pessoas'.
(__)A oração 'um projeto que fortalece...' exerce a função sintática de sujeito do verbo 'ser', posposto ao verbo.
(__)Os verbos 'fortalecer' e 'melhorar' compartilham o mesmo sujeito, que é retomado pelo pronome relativo 'que', o qual faz referência ao termo 'projeto'.
(__)A expressão 'a vida dos brasileiros' exerce a mesma função sintática do pronome oblíquo 'me' em 'Ana me telefonou ontem à noite para avisar sobre a reunião'.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.
Alternativas
Q4104312 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Palavras de amor


    Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.


    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiem, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autodiluídas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos, que os não procuram sanar para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adorar coçar as sarnas que têm.


    Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa adorada e com declarações hiperbólicas do meu sentimento.


    Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto de meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.


    Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo “Declaro a guerra”: essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, e o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões.


(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)

Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase:
Alternativas
Q4103117 Português

"Toda a obra literária leva uma pessoa dentro, que é o autor." (José Saramago)


Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, em relação à análise da palavra destacada no período acima.


Trata-se de um(a) ________ que pode ser substituído(a) por "_________", além de introduzir uma oração de natureza _______ ,do tipo _______.

Alternativas
Q4101592 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Comissão pública fluxo de atendimento a crianças

vítimas de abuso


    A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível no Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema. A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira.


    O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores. O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.


    Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.


    O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência. A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.


    O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;


Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;


Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


    O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.


    As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.


    No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.


    A norma prevê que o fluxo seja adaptado à realidade regional, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/comissao-publica-fluxo-de-atendimento-criancas-vitimas-de-abuso (adaptado)

Observe o trecho presente após o quinto parágrafo, no modelo de atendimento chamado "Notícia de fato ou denúncia": envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição. Sobre o pronome relativo sublinhado e a oração que ele introduz, assinale a alternativa que apresenta sua classificação gramatical CORRETA na frase em destaque.
Alternativas
Q4101590 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Comissão pública fluxo de atendimento a crianças

vítimas de abuso


    A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou, no dia 25 de maio, o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível no Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema. A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira.


    O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores. O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.


    Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.


    O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência. A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.


    O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;


Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;


Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


    O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.


    As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.


    No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.


    A norma prevê que o fluxo seja adaptado à realidade regional, a fim de evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-05/comissao-publica-fluxo-de-atendimento-criancas-vitimas-de-abuso (adaptado)

A palavra que possui alta versatilidade morfossintática na Língua Portuguesa. Diante disso, observe o seu emprego na passagem: O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas. Sobre a classificação e a relação sintática desempenhada por esse termo sublinhado na oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4096139 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Napoleão, disquete e mascote oficial: saiba a história do Imposto de Renda


O Imposto de Renda brasileiro é, desde 1979, a principal forma de arrecadação de tributos no país. Contudo, a raiz dessa tributação tem mais de 200 anos de história.

De acordo com a Receita Federal, o sistema de arrecadação no Brasil foi, assim como em outros países ao redor do mundo, inspirado no imposto de renda criado na Inglaterra, em 1799.

À época, William Pitt, primeiro-ministro da Grã-Bretanha, viu na tributação geral uma oportunidade de financiar os conflitos entre o país e Napoleão Bonaparte, líder francês.

No sistema que criou, todos aqueles que ganhassem mais de 200 libras eram taxados em 10%, enquanto os que recebiam entre 60 e 200 libras pagavam um imposto que variava entre 1% e 10%. Já quem ganhava menos de 60 libras não era taxado.

À primeira vista, muitos britânicos foram contra a medida. No entanto, a Grã-Bretanha venceu a guerra e, com isso, conquistou a confiança da população em relação à nova taxa. Com o tempo, pagar imposto de renda passou a ser visto como um ato patriótico.

Ao longo dos anos, diversos países adotaram essa forma de tributação e, em 31 de dezembro de 1922, o Brasil também entrou para a lista.

A arrecadação, no entanto, não teve como finalidade o financiamento de guerras, mas sim o aumento do orçamento federal.

De acordo com a Receita Federal, a tributação tem como objetivo financiar políticas públicas. "O IR não tem uma destinação específica; ele compõe as receitas orçamentárias do país", explica o órgão.

Por isso, o Imposto de Renda pode estar, literalmente, em qualquer lugar.

Até 1978, o IR era um imposto como qualquer outro. Foi em 1979 que ele passou a liderar a arrecadação no Brasil.

No ano seguinte, a Receita Federal celebrou o feito com uma novidade: o Imposto de Renda passou a ter como mascote oficial um leão. O Fisco diz que a escolha do animal levou em consideração algumas de suas características:

É um animal nobre, que impõe respeito e demonstra força pela simples presença; 

É o rei dos animais, mas não ataca sem avisar;

É justo; 

É leal; 

É manso, mas não é bobo. 

O sucesso das campanhas publicitárias foi absoluto. Até hoje, esse é o símbolo do Imposto de Renda - origem, inclusive, do termo "carnê-leão".

Em 1990, outras mudanças também definiram o rumo do IR para os anos seguintes. Foi nessa década que as tecnologias digitais começaram a ganhar espaço, com o envio de declarações por disquete - um dispositivo de armazenamento semelhante a um cartão de memória.

Esse foi o primeiro passo para avanços tecnológicos que facilitaram cada vez mais a entrega das declarações, antes feitas manualmente, em papel. Caligrafias ilegíveis ou manchas de tinta podiam gerar divergências de informações e resultar na malha fina.

Hoje, é totalmente possível enviar a declaração de forma online e padronizada, reduzindo a ocorrência de erros no cruzamento de dados.

Em 2025, o governo federal arrecadou mais de R$ 2,88 trilhões, sendo grande parte desse valor proveniente do Imposto de Renda.

De acordo com a Receita Federal, em 2026, mais de 8 milhões de brasileiros já prestaram contas. Para quem ainda precisa declarar, o prazo vai até 29 de maio.


https://www.cnnbrasil.com.br/economia/financas/napoleao-disquete-e-mascote-oficial-saiba-a-historia-do-imposto-de-renda/

"Já quem ganhava menos de 60 libras não era taxado."
A concordância verbal com o pronome 'quem', como no exemplo apresentado, pode variar de acordo com o contexto. O mesmo fenômeno ocorre com o pronome 'que'. Com base nisso, analise as construções a seguir.
I.És tu quem me dás alegria de viver. II.Fomos nós quem fez este texto. III.Fui o primeiro que conseguiu sair. IV.Sou eu o primeiro que sei classificar o termo da oração.
Assinale a alternativa que apresenta as frases com a concordância adequada.
Alternativas
Q4094817 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Custo para universalizar água e esgoto nos municípios brasileiros pode variar de R$ 301 a R$ 394 por pessoa


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou custos operacionais para universalizar os serviços de água e esgoto a partir da experiência dos 367 municípios brasileiros mais eficientes em custos e mais efetivos na prestação do serviço. A ideia é que os valores possam servir de referência na estruturação de contratos de concessão para processos competitivos de seleção de fornecedores, uma exigência do Novo Marco do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020) para municípios que queiram apoio financeiro do governo federal, mas também em programas de universalização baseados em prestação direta.


    “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para universalizar os serviços. Neste trabalho, indicamos benchmarks de custos operacionais que possam ser úteis aos gestores, que irão escolher aqueles mais alinhados à realidade do município”, explicou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer, que assina o estudo.


    Para a análise, feita a partir da técnica chamada de Envoltória de Dados, foram considerados dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o nível de cobertura e o de eficiência técnica dos prestadores. Apesar da maior concentração de municípios se situar em estados mais desenvolvidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks.


    Para municípios de até 10 mil habitantes, os valores de referência obtidos foram de R$ 313,05 e R$ 331,23 ao ano por pessoa atendida, a depender dos critérios considerados. Naqueles de 10 a 50 mil habitantes, foram de R$ 300,89 e R$ 328,16. Já nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoa.


    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) traçou a meta de 99% de domicílios brasileiros com abastecimento de água e 92% com coleta e destinação adequada de esgoto em 2033. Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas com água por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, de acordo com os índices apurados pelo próprio Plansab.


    A baixa qualidade dos serviços também gera externalidades ambientais preocupantes. Conforme o SNIS, em 2022, 37,8% da água potável disponibilizada foi perdida na distribuição e apenas 52,2% do esgoto coletado foi tratado adequadamente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/categorias/45-todas-

as-noticias/noticias/16109-custo-para-universalizar-agua-e-esgoto-

nos-municipios-mais-eficientes-do-pais-varia-de-r-301-a-r-394-por-

pessoa (adaptado)

No trecho Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas..., o termo sublinhado é um pronome relativo. Diante disso, assinale a alternativa que indica a sua classificação sintática e o seu referente CORRETOS nesse período.
Alternativas
Q4089300 Português

Leia o Texto I para responder à questão.



Texto I



Dinheiro oculto



Estudo rastreia pagamentos não declarados recebidos por autores de duas revistas de psiquiatria



    Pesquisadores de duas escolas de medicina do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, avaliaram a prevalência e a magnitude de conflitos de interesse financeiro entre médicos que publicaram artigos em duas revistas influentes da área de psiquiatria: o American Journal of Psychiatry (AJP) e o Journal of the American MedicalAssociation Psychiatry (Jama-PSY).

    O levantamento, divulgado na revista médica eletrônica BMJ Open, observou que cerca de US$ 4,5 milhões foram pagos por patrocinadores privados, notadamente da indústria farmacêutica, a 27 autores médicos de 74 artigos nas duas revistas, mas 14% desse valor (US$ 645.135) não foram declarados pelos pesquisadores aos periódicos. Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos.

    O estudo também identificou um grupo de 10 autores altamente remunerados – oito homens e duas mulheres –, que conduziram 12 ensaios clínicos randomizados de medicamentos para depressão, ansiedade, transtorno do espectro autista, entre outros. Eles responderam por 84,8% (AJP) e 99,6% (JAMA-PSY) de todos os pagamentos não divulgados às revistas. Seus nomes não foram revelados no estudo.

    Para chegar aos resultados, fez-se o cruzamento de duas fontes de informação. Uma delas são os valores declarados pelos médicos às duas revistas, cujas políticas editoriais exigem que autores informem suas relações financeiras com patrocinadores nos 36 meses anteriores à publicação. A outra é o banco de dados do Open Payments, um programa nacional que exige que empresas produtoras de medicamentos e dispositivos médicos informem “valores transferidos” a médicos, enfermeiros-chefes e hospitais, a fim de tornar transparentes e permitir a fiscalização de eventuais conflitos de interesse. Nesse banco, são contabilizados desde almoços a profissionais da saúde pagos por representantes comerciais de empresas até bolsas de pesquisa e a compra de participação acionária de empresas pertencentes a médicos.

    O levantamento alerta que os conflitos de interesse na pesquisa psiquiátrica representam um desafio ético persistente. “Vínculos financeiros podem influenciar indevidamente os resultados dos estudos, com pesquisas financiadas pela indústria frequentemente apresentando resultados favoráveis aos produtos do patrocinador”, escreveram os autores. “Esse viés é particularmente preocupante nos contextos da pesquisa psiquiátrica, onde ainda há uma carência de biomarcadores objetivos para a maioria dos transtornos mentais.”

    Segundo eles, os achados evidenciam possíveis lacunas nas políticas editoriais de periódicos. Uma forma de resolvê-las seria criar mecanismos independentes de verificação cruzada, como a exigência de links para perfis do Open Payments durante a submissão de artigos a revistas.



Fonte: PESQUISAFAPESP. Dinheiro Oculto. 21 jan. 2026, 8:05. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/dinheiro-oculto/. 21 jan. 2026 às 8:05. Acesso em: 18 mar. 2026 [adaptado]. 

No tocante às relações semânticas e morfológicas observadas no fragmento “Entre os pagamentos não divulgados, que incluíam honorários de consultoria ou de palestrante, alimentação e bebidas e auxílio para viagens, 83% foram destinados para coordenadores dos projetos (US$ 532.841) e os 17% restantes (US$ 112.295) para outros pesquisadores dos projetos” (2º parágrafo), é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: C
4: C
5: A
6: E
7: D
8: D
9: A
10: A
11: B
12: D
13: A
14: D
15: E
16: A
17: C
18: B
19: A
20: D