Questões de Concurso
Sobre pronomes relativos em português
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Leia o texto abaixo para responder à questão.
Conectados, mas nem sempre presentes
Em uma conversa sobre redes sociais e saúde mental, o médico e escritor Drauzio Varella discutiu como a pressão para permanecer constantemente conectado pode favorecer ansiedade e dificultar uma relação equilibrada com as tecnologias digitais. Pesquisas mais recentes ampliam essa reflexão: uma revisão publicada em 2026 sobre nomofobia entre adolescentes brasileiros relaciona o uso intensivo de smartphones a dificuldades de concentração, sono, desempenho acadêmico e relações sociais.
Isso não significa que o celular seja, por si só, inimigo da aprendizagem. Ele pode ampliar o acesso à informação, aproximar pessoas distantes e funcionar como instrumento de estudo. O problema aparece quando o aparelho deixa de ocupar um lugar entre muitas atividades e passa a organizar quase toda a rotina. A notificação que interrompe uma leitura, a consulta compulsiva à tela e a inquietação quando o telefone não está por perto revelam como a tecnologia pode disputar nossa atenção de maneira persistente.
Para os adolescentes, autorregulação ainda cujo está repertório em de construção, estabelecer limites pode representar um desafio ainda maior. Por isso, especialistas têm defendido equilíbrio, e não simplesmente uma proibição absoluta. Criar horários sem telas, preservar o sono, praticar atividades presenciais e conversar sobre os próprios hábitos digitais são atitudes que ajudam a construir uma relação mais consciente com os dispositivos.
Talvez, então, a pergunta mais útil não seja apenas “quanto tempo você permaneceu conectado?”, mas também “o que deixou de fazer porque permaneceu conectado?”. Essa mudança desloca a discussão do relógio para a qualidade do uso. Afinal, uma tecnologia pode servir à vida; o problema começa quando a vida passa a servir exclusivamente à tecnologia.
Texto adaptado de Drauzio Varella
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os anticorpos que atravessam a placenta: como vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto.
Quando uma vida humana começa, ela depende inteiramente do corpo que a abriga.
Dali vêm oxigênio, alimento, a temperatura estável que a protege do mundo lá fora e os hormônios que regulam seu próprio ritmo de crescimento.
O corpo da mãe também filtra e descarta os resíduos que essa vida em formação ainda não sabe processar sozinha.
E chega também um outro tipo de proteção: um repertório de defesas que vai acompanhar esse bebê nos primeiros meses depois de nascer.
Todo bebê vem ao mundo carregando uma herança da história imunológica da própria mãe — os anticorpos que o corpo dela acumulou ao longo da vida, de infecções que teve, de vacinas que já tomou, atravessam a placenta e chegam a ele ainda dentro do útero.
É um processo que revela uma espécie de sabedoria do corpo ao se antecipar a riscos que ainda nem se apresentam diretamente.
Mas esse mecanismo também pode, e deve, ser direcionado: quando a mãe é vacinada durante a gestação, ela protege a si mesma e fabrica, sob encomenda, uma defesa específica contra ameaças que o bebê pode encontrar assim que nascer.
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos programas de imunização mais bem-sucedidos do mundo — bom o bastante para que gerações inteiras não soubessem mais o que é ver uma criança morrer de coqueluche.
Em 2024, o país foi lembrado do que acontece quando essa proteção falha: o coeficiente de incidência da doença saltou para o maior patamar da série histórica desde 1990, depois de anos em que a taxa havia despencado para praticamente zero.
Naquele ano, 29 bebês com menos de 1 ano morreram de coqueluche no Brasil — 24 deles eram filhos de mães que não haviam sido vacinadas, segundo Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em entrevista à BBC News Brasil.
A explicação não tem um único culpado. A coqueluche é cíclica por natureza, e o último grande pico brasileiro, antes de 2024, foi em 2014.
A pandemia parece ter represado esse ciclo por um tempo, deixando uma população mais suscetível pela queda na cobertura vacinal desses anos. Parte do salto também reflete a ampliação de testes de PCR no país, que passou a detectar casos que antes passavam despercebidos.
A vacina mais recente do calendário das gestantes também tem potencial para evitar mortes. A bronquiolite grave, causada majoritariamente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), matou 537 crianças com menos de 1 ano no Brasil em 2024 — um patamar que se manteve elevado mesmo depois do pico histórico registrado em 2023.
O SUS incorporou o imunizante contra o VSR em dezembro de 2025, antes disponível apenas na rede privada e chegando a custar até R$ 1.760.
A vacina passou a ser oferecida à gestante a partir da 28ª semana, buscando repetir contra a bronquiolite o mesmo mecanismo de proteção que já existe contra a coqueluche.
A adesão surpreendeu: segundo Kfouri, a cobertura já se aproxima de 85%, patamar que, segundo ele, tem inclusive ajudado a puxar para cima a cobertura de gripe e de coqueluche.
Durante a gestação, o corpo da mãe continua produzindo os mesmos tipos de anticorpo que sempre fabricou ao longo da vida — só que agora, parte deles vai diretamente para o feto.
Cada tipo tem uma função diferente. A imunoglobulina-M (IgM) é a resposta mais rápida: aparece assim que uma ameaça nova surge, mas é grande demais para passar pela placenta, então o bebê acaba não a recebendo.
A imunoglobulina-G (IgG) é mais experiente — menor e mais precisa, é o anticorpo que o corpo continua fabricando depois de já ter aprendido a reconhecer um inimigo específico, seja de uma infecção antiga, seja de uma vacina. Por ser pequena o bastante, é a única capaz de atravessar a placenta e chegar ao bebê.
"A placenta é como se fosse um filtro, com um microfuro em que as partículas menores têm mais facilidade de passar do que as maiores", explica a ginecologista e obstetra Karina Belickas, do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Esse filtro, porém, não deixa passar por acaso: ele reconhece especificamente a IgG e a carrega de propósito para o lado do bebê.
Quem faz esse trabalho é um receptor chamado FcRn — uma espécie de porteiro molecular — instalado numa camada finíssima de células que reveste a placenta por dentro, funcionando como uma fronteira ativa entre o sangue da mãe e o sangue fetal.
Esse mecanismo, explica Maria Carolina Pessoa Valença Rygaard, ginecologista e obstetra e membro da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, é ativo e seletivo: o receptor reconhece uma parte específica do anticorpo e libera a passagem até a circulação do bebê.
Há ainda uma última proteção: a IgA, que age como um guarda posicionado nas portas de entrada do corpo — boca, intestino, vias respiratórias. Ela também não passa pela placenta, mas chega ao bebê só depois do parto, pelo leite materno, protegendo essas mesmas entradas diretamente.
COMO vacina da mãe protege o bebê antes mesmo do parto. BBC News Brasil, 14 set. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cpq05983yv5o. Acesso em: 17 set. 2026. (Adaptado)
A placenta é como se fosse um filtro, com um microfuro em que as partículas menores têm mais facilidade de passar do que as maiores."
Considerando os mecanismos de coesão e os fatores de coerência presentes no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Assinale a opção em que a identificação do antecedente do termo sublinhado está correta.
“O livro que comprei é lindo.”
Em relação à palavra destacada no trecho acima, é correto afirmar que tem natureza:
Considere o período:
"Mesmo diante das dificuldades, os servidores continuaram empenhados em cumprir as tarefas que lhes foram atribuídas."
A respeito dos termos destacados, assinale a afirmativa CORRETA.
Considere o período:
"Os profissionais que chegaram mais cedo organizaram cuidadosamente os documentos recebidos ontem."
A respeito dos termos destacados, assinale a afirmativa CORRETA.
I. “Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil, a China criou no ano passado um limite de exportação da carne bovina brasileira.” (2º par.)
II. “Em agosto, a China recebeu 19 mil toneladas de carne bovina brasileira, uma queda de 88,2% em relação ao mesmo mês do ano passado.” (3º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos de mesma natureza semântica das expressões em destaque em cada período acima.
( ) Em “Em reais, houve queda de 15% na mesma comparação.” (1º par.), a expressão em destaque, por se tratar do Sujeito da oração, concorda com o verbo em número e pessoa.
( ) Em “Para proteger os seus produtores locais que se sentem pressionados pelos preços do Brasil...” (2º par.), o pronome em destaque encontra-se em posição proclítica e exerce papel de partícula apassivadora.
( ) Em “O Brasil já atingiu a cota e para os pecuaristas brasileiros não vale a pena enviar com taxa extra.” (3º par.), os termos preposicionados exercem função sintática idêntica de Objeto indireto.
( ) Em “Esse movimento já era esperado pelo setor.” (4º par.), o termo em destaque exerce função sintática de Complemento nominal do vocábulo “esperado”.
( ) Em “É o caso dos Estados Unidos, cuja exportação registrou alta de 276% em relação a agosto de 2025.” (5º par.), a oração subordinada adjetiva explicativa em destaque se inicia por um pronome relativo e, por essa razão, encontra-se na forma desenvolvida.
Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que se tem pela ordem a seguinte sequência.
Leia o texto a seguir:
Cidade de SC conclui maior alargamento de praias do Brasil
Foi concluída a obra de expansão da orla de Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, o maior alargamento de praias feito no Brasil até o momento.
A faixa de areia foi ampliada entre 50 e 200 metros ao longo de 8,8 km da orla. Segundo a Administração do Porto de São Francisco do Sul, um dos financiadores da obra, foram utilizados cerca de 6 milhões de m³ de areia retirada da dragagem na baía da Babitonga.
A dragagem é parte de um investimento amplo dos portos para poder receber navios de até 366 metros de comprimento.
O empreendimento custou R$ 333 milhões, com aportes de R$ 300 milhões do Porto de Itapoá e de R$ 33 milhões do Porto de São Francisco do Sul.
O alargamento supera em 2,5 km o maior já realizado no país até então, feito no litoral de Matinhos (PR), onde 3,2 milhões de metros cúbicos de areia foram usados para ampliar um trecho de 6,3 km.
A conclusão da expansão encerra uma etapa antes da entrega total da nova orla, que ainda precisa atender a critérios estabelecidos pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
"Durante 36 meses, continuará ainda o monitoramento do perfil da praia para acompanhamento da linha de costa, e o plantio de restinga nas dunas que foram implantadas para fixá-las", disse em comunicado o secretário municipal de Meio Ambiente de Itapoá, Rafael Brito Silveira.
Está prevista a edificação de um sistema de dunas de 1 a 1,5 metro de altura e 26 metros de largura ao longo do trecho expandido. Segundo informações da prefeitura, mais de 180 mil mudas de seis espécies foram plantadas em 31 áreas diferentes até esta semana.
Outra etapa futura é o acompanhamento da pesca artesanal no município para verificar possíveis impactos do alargamento na subsistência.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/09/cidade-de-santa-catarinaamplia-88-km-de-praias-e-conclui-maior-obra-de-alargamento-de-orla-no-brasil. shtml. Acesso em 01/09/2026. Excerto.
Em Filosofia da Crise, Mário Ferreira dos Santos assim diz:
É a desesperança que cava abismos. E o homem desesperado, quando não mais espera o que esperava, precisa encontrar o que não tem. E o desespero, que está virtualizado no crente fiel, atualiza-se no homem que duvida. Cavam abismos os que duvidam.
Marque a única afirmação correta sobre o texto
Leia os períodos abaixo antes de responder ao que se pede.
I. “O número de pessoas que trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços chegou a 1,959 milhão em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 4.” (1º par.)
II. “O percentual de trabalhadores por aplicativos que contribuíam passou de 35,9% em 2024 para 34% em 2025.” (6º par.)
III. “Em 2025, porém, os dois grupos registraram equiparação nesse indicador.” (7º par.)
Assinale a alternativa que apresenta, pela ordem, elementos coesivos de mesma natureza semântica das expressões em destaque dos períodos acima.
“Esta é a funcionária ________."
Assinale a alternativa em que as duas expressões propostas preenchem corretamente a lacuna acima, pela norma-padrão.
“As políticas públicas que desconsideram as especificidades territoriais podem produzir resultados distintos daqueles que foram inicialmente previstos, especialmente quando os indicadores utilizados para avaliá-las não contemplam as desigualdades existentes entre diferentes grupos sociais.” A partir da análise das relações sintáticas e semânticas estabelecidas no período, bem como dos mecanismos de coesão empregados, analise as afirmações a seguir:
I. A oração “que desconsideram as especificidades territoriais” exerce função de caracterizar e restringir o sentido de “políticas públicas”, delimitando o conjunto a que o enunciado se refere.
II. Em “daqueles que foram inicialmente previstos”, o pronome relativo “que” retoma o pronome demonstrativo “aqueles” e exerce a função sintática de sujeito da forma verbal “foram previstos”.
III. O pronome “las”, presente em “avaliá-las”, retoma semanticamente “políticas públicas”, funcionando como mecanismo de coesão referencial.
IV. A substituição de “que desconsideram” por “as quais desconsideram” manteria, no contexto, a relação sintática e o sentido fundamental da oração.
Considerando as relações estabelecidas no período, está CORRETO o que se afirma em:
"A professora elogiou o aluno que apresentou o melhor trabalho da turma."
O termo destacado pertence a qual classe de palavra?
Considere o fragmento a seguir para a questão:
A esse respeito, os conceitos de cultura, civilização e povos têm conotações diferentes segundo o contexto, por exemplo, científico ou político. Enquanto o conceito de culturas evoca entidades que tendem a definir-se com relação umas às outras, o termo civilização refere-se a culturas que afirmam os seus valores ou visões do mundo como universais e assumem uma atitude expansionista relativamente a outras que as não partilham (ou ainda o não fazem). É, pois, um desafio muito real procurar levar à coexistência pacífica diferentes centros de civilização. Segundo a concepção da UNESCO – e esta é uma construção muito afastada das construções ideológicas que profetizam o choque de civilizações – deve entender-se por civilização um processo em curso encaminhado para a conciliação de todas as culturas do mundo com base no reconhecimento da sua igual dignidade, no quadro de um projeto universal contínuo.
Fonte: UNESCO. Relatório mundial da UNESCO: investir na diversidade cultural e no diálogo intercultural. Paris: UNESCO, 2009. p. 4