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Questões de Concurso Comentadas sobre pronomes possessivos em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 406 questões

Q1831548 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

O pronome possessivo manifesta-se em dois momentos na passagem “Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis”. Sobre o emprego do pronome “seus”, é correto afirmar que ele estabelece relação de posse entre “cálculos” e:
Alternativas
Q1827323 Português

1917’: O virtuosismo filmando a angústia e o medo

Sam Mendes, para transmitir esta história de medo, de lama e sujeira,

inventou uma impressionante linguagem com sua câmera


Os quatro cavaleiros do Apocalipse são assustadores, nenhum é preferível a outro, é complicado optar entre eles pelo ruim ou o pior, mas há um ancestral cujo sinistro protagonismo não descansa nunca, que se distribui ciclicamente por todos os lugares do universo. É a guerra. Algo que o cinema descreveu muitas vezes com ares enaltecedores, no qual os bons sempre vencem, tentando fazer os espectadores saírem encantados da sala. É uma frivolidade imperdoável. Algo que despreza o melhor cinema realizado sobre esse inferno que nunca perde a atualidade.


O desembarque na Normandia foi crucial para a derrota daquele monstro com bigodinho, mas Spielberg se encarregou nos primeiros vinte e impactantes minutos do Resgate do soldado Ryan de transmitir as sensações físicas e mentais dos que estavam indo para a batalha. Vomitam, bebem, desmaiam, perdem o controle de seu organismo, estão fora de si, essas coisinhas que o pânico provoca. Você também sai entre alucinado e exaurido de Apocalypse Now, Nascido para matar e nos últimos instantes do prodigioso Dunkirk, sente na própria pele o medo e o mal-estar daqueles soldados encurralados e metralhados pelo exército alemão. Em todos eles, o cinema usou a linguagem mais poderosa para descrever esse horror eternamente repetido.


Da guerra nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, é inesquecível a imagem de Kirk Douglas usando um apito para ordenar o ataque ou a retirada. Acontecia em Glória feita de sangue. Sam Mendes, esse diretor tão inteligente que se move com desenvoltura e brilhantismo em gêneros variados (levam sua reconhecida assinatura Beleza americana, Estrada para perdição, Foi apenas um sonho, 007 – Operação Skyfall), retorna em 1917 à era trágica e às trincheiras angustiantes que Kubrick retratou. 


Mas se Kubrick se valeu daquela guerra para descrever a ignomínia dos chefes militares do exército francês executando vários de seus soldados inocentes acusados de covardia e traição, Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.


Sam Mendes, para transmitir essa história de medo, de incerteza, de monstros que espreitam na luz ou na sombra os dois aventureiros involuntários, de lama e sujeira, de languidez e sobrevivência, inventou uma impressionante linguagem com sua câmera. Você tem a sensação de que as duas horas de filmagem se desenrolam em um só plano. Não percebe os cortes. E esse exercício estilístico nunca é gratuito. Não busca o exibicionismo. É a forma de fazer de você um cúmplice de todos os sentimentos que dominam os protagonistas em paisagens que às vezes parecem surreais, com o tom dos pesadelos.


Há aparições breves e contundentes de pesos pesados do cinema inglês, atores que sempre estão bem, como Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Mark Strong, mas são dois intérpretes muito jovens, e que eu não conhecia, chamados Georges MacKay e Dean-Charles Chapman, que carregam o peso absoluto neste filme angustiante e surpreendente. E eles são tão comoventes como plausíveis.


Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2020-01-22/o-virtuosismo-filmando-a-angustia-e-o-medo.html> . Acesso em: 27 jan. 2020. 

Releia o trecho a seguir, observando os pronomes em destaque.


“[...] Sam Mendes narra o heroico calvário de dois soldados muito jovens do exército inglês com uma missão que pode ser suicida, a de abandonar as trincheiras e sair a céu aberto para avisar seus companheiros que os alemães fingiram uma retirada, armaram uma armadilha para massacrá-los. É uma missão com poucas chances de sobrevivência para esses dois homens responsáveis e assustados, mas com um motivo inapelável para um deles, já que seu irmão está entre os alvos do engodo.”


Assinale a alternativa que apresenta relação incorreta entre o pronome e termo a que ele se refere.

Alternativas
Q1826618 Português
    Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral, segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos, amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de ninguém. 
    Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No termo alemão Landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no momento do nascimento. 

Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior.


No primeiro parágrafo, a forma pronominal “seus”, em “Em seus primórdios”, tem como referente o termo “ato jurídico-político originário”.

Alternativas
Q1825784 Português

Texto CB1A1-II


    Historicamente, o meio ambiente tem sido tratado pela economia apenas como a fonte de recursos e o local de destino dos rejeitos do sistema econômico. Uma vez que não é preciso que todo ser humano aja sobre o meio ambiente para obter os materiais de que necessita, seu uso e seu consumo se fizeram de forma despreocupada ao longo do tempo. No final do século XVIII, a preocupação com a escassez começou a tomar forma com os estudos de Malthus, o qual avaliou que, com a limitação da quantidade de terra disponível para o plantio e com o contínuo crescimento populacional, a disponibilidade de alimentos seria restrita, vindo eventualmente a esgotar-se.

    Com o acúmulo histórico da degradação das fontes ambientais de recursos, compreendeu-se que a escassez não era apenas um exercício teórico. Ela estava transformando-se em realidade, e a preocupação com o valor do meio ambiente foi lentamente inserida na teoria econômica.

    Assim, nos anos mais recentes, problemas como a redução da disponibilidade natural de recursos e a poluição passaram a gerar custos que começaram a indicar que os recursos e serviços ambientais, embora de livre acesso, não são, de forma alguma, gratuitos, impondo gastos para sua reposição ou pela sua degradação.

José Julio Ferraz de Campos Jr. Introdução à economia ambiental,

economia ecológica e valoração econômica. Edição do Kindle (com adaptações).

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-II, julgue o item a seguir.


No segundo período do primeiro parágrafo, a forma pronominal “seu”, em suas duas ocorrências no trecho “seu uso e seu consumo”, tem como referente o termo “os materiais de que necessita”.

Alternativas
Q1825399 Português

Leia o texto para responder à questão. 


O assalto


    A casa luxuosa no Leblon é guardada por um molosso de feia catadura*, que dorme de olhos abertos, ou talvez nem durma, de tão vigilante. Por isso, a família vive tranquila, e nunca se teve notícia de assalto à residência tão bem protegida.
    Até a semana passada. Na noite de quinta-feira, um homem conseguiu abrir o pesado portão de ferro e penetrar no jardim. Ia fazer o mesmo com a porta da casa, quando o cachorro, que muito de astúcia o deixara chegar lá, para acender-lhe o clarão de esperança e depois arrancar-lhe toda ilusão, avançou contra ele, abocanhando-lhe a perna esquerda. O ladrão quis sacar do revólver, mas não teve tempo para isso. Caindo ao chão, sob as patas do inimigo, suplicou-lhe com os olhos que o deixasse viver, e com a boca prometeu que nunca mais tentaria assaltar aquela casa. Falou em voz baixa, para não despertar os moradores, temendo que se agravasse a situação.
    O animal pareceu compreender a súplica do ladrão, e deixou-o sair em estado deplorável. No jardim, ficou um pedaço de calça. No dia seguinte, a empregada não entendeu bem por que uma voz, pelo telefone, disse que era da Saúde Pública e indagou se o cão era vacinado. Nesse momento, o cão estava junto da doméstica e abanou o rabo, afirmativamente.

(Carlos Drummond de Andrade. O sorvete e outras histórias, 1993. Adaptado)

* Cão robusto de feia aparência

Assinale a alternativa em que o pronome destacado assume sentido possessivo.
Alternativas
Q1821128 Português
A palavra em destaque “todos “, no trecho abaixo, é classificado como
“As verdades não parecem as mesmas a todos, cada um as vê em ponto diverso de perspectiva” Marquês de Maricá
Alternativas
Q1813404 Português
Texto para responder à questão.

Eu, meu melhor amigo
   Os manuais de autoajuda se incorporaram à vida moderna tanto quanto os telefones celulares ou a internet. Cada vez mais gente encontra inspiração em seus conselhos para perseguir uma vida melhor […], os títulos de maior sucesso ensinam a ficar rico em pouco tempo, a atrair a sorte para si próprio e a galgar degraus no trabalho rapidamente. Se todos os títulos fossem colocados em uma centrífuga, o conselho fundamental que daí resultaria seria: goste de você, tenha confiança em si mesmo, acredite em sua capacidade. Em resumo: preserve sua autoestima. Os psicólogos são unânimes em afirmar que a autoestima é a principal ferramenta com que o ser humano conta para enfrentar os desafios do cotidiano, uma espécie de sistema imunológico emocional. […] Resume o historiador inglês Peter Burke: “A autoestima é o conceito mais estudado na psicologia social, e há um bom motivo para isso. Ela é a chave para a convivência harmoniosa no mundo civilizado”.
   A autoestima é vital não apenas para as pessoas, mas também para as famílias, os grupos, as empresas, as equipes esportivas e os países. Sem ela, não há terreno fértil para as grandes descobertas nem para o surgimento de líderes. Quem não acredita em si mesmo acha que não vale a pena dizer o que pensa. Desde o início da civilização, o mundo é movido a pessoas que confiam de tal forma nas próprias ideias que se sentem estimuladas a dividi-las com os outros.
[…]
(ZAKABI, Rosana. Veja. São Paulo, Abril, ano 40, nº 26, 4 jul. 2007.)
Considerando-se os elementos de coesão textual, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q1810662 Português
“Não dão valor a nossa opinião.” Na frase apresentada, EXERCE a função de pronome possessivo:
Alternativas
Q1808290 Português

TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DIANTE DO MAR

(1º§) Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura. Estou sempre em Portugal. Nas ruas de Coimbra. Nas igrejas de Coimbra. Nos cafés de Coimbra. A caminhar por Lisboa, olhando a senhora da rua São Nicolau a cozer suas castanhas.

(2º§) Estou diante do mar, sentado com meu guarda-chuva antigo, exatamente eu que gosto que a chuva caia no meu rosto, na minha roupa, nos meus sapatos que procuram rumos inexistentes. Vejo-me no Bairro Alto, em Lisboa, nas casas de fado.

(3º§) Todas as fadistas cantam de olhos fechados, a melhor maneira de ver todas as coisas. Poemas ao som da guitarra portuguesa, aquela declaração de um amor triste, de lágrimas e desesperos. Depois é a madrugada às margens do rio Tejo, como é a madrugada de Coimbra, às margens do rio Mondego.

(4º§) Vista da ponte de Santa Clara, Coimbra está mergulhada dentro do rio com suas luzes, suas baladas, sua guitarra, o fado de Coimbra que não é fado, é outra coisa que não sei explicar. Depois os amigos, uma noite imensa por viver, as mãos brancas das mulheres, cabelos quase sempre negros, palavras que não precisam ser compreendidas por ninguém. Estou diante do mar, com meu guarda-chuva.

(5º§) É quase certo que adormecerei daqui a pouco! É quase certo que sonharei com setembro!

(6º§) É quase certo que tentarei viver o que me cabe! É quase certo, mas eu não tenho certeza!


FARIAS, Álvaro Alves de. Colunista. Revista Literária. 2013) - Disponível - (http://wwwliteraciaemversoeprosa.blogspot.com.br/

Sobre o período: "Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura". Marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1808283 Português

TEXTO 01

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


DIANTE DO MAR

(1º§) Costumo me esconder de mim diante do mar, especialmente quando vou para Portugal à minha procura. Estou sempre em Portugal. Nas ruas de Coimbra. Nas igrejas de Coimbra. Nos cafés de Coimbra. A caminhar por Lisboa, olhando a senhora da rua São Nicolau a cozer suas castanhas.

(2º§) Estou diante do mar, sentado com meu guarda-chuva antigo, exatamente eu que gosto que a chuva caia no meu rosto, na minha roupa, nos meus sapatos que procuram rumos inexistentes. Vejo-me no Bairro Alto, em Lisboa, nas casas de fado.

(3º§) Todas as fadistas cantam de olhos fechados, a melhor maneira de ver todas as coisas. Poemas ao som da guitarra portuguesa, aquela declaração de um amor triste, de lágrimas e desesperos. Depois é a madrugada às margens do rio Tejo, como é a madrugada de Coimbra, às margens do rio Mondego.

(4º§) Vista da ponte de Santa Clara, Coimbra está mergulhada dentro do rio com suas luzes, suas baladas, sua guitarra, o fado de Coimbra que não é fado, é outra coisa que não sei explicar. Depois os amigos, uma noite imensa por viver, as mãos brancas das mulheres, cabelos quase sempre negros, palavras que não precisam ser compreendidas por ninguém. Estou diante do mar, com meu guarda-chuva.

(5º§) É quase certo que adormecerei daqui a pouco! É quase certo que sonharei com setembro!

(6º§) É quase certo que tentarei viver o que me cabe! É quase certo, mas eu não tenho certeza!


FARIAS, Álvaro Alves de. Colunista. Revista Literária. 2013) - Disponível - (http://wwwliteraciaemversoeprosa.blogspot.com.br/

Sobre a estrutura textual, analise as assertivas:
I.A expressão: "A caminhar" corresponde à forma nominal "caminhando". II.O trecho: "eu que gosto que a chuva caia no meu rosto" está construído com duas ações do presente do modo subjuntivo. III.Além da desinência número pessoal dos verbos: "gosto" e "caía", o pronome possessivo comprova o sujeito de primeira pessoa do singular. IV.No (1º§), existe referência a locais descritos pela voz do texto.
Estão CORRETAS, apenas:
Alternativas
Q1787175 Português
TEXTO
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A IMPORTÂNCIA DA TECNOLOGIA EDUCACIONAL
(1º§) Os jovens hoje em dia estão ligados a uma 'sociedade digital' com o grande avanço tecnológico e meios de comunicação, mas isso tem gerado muitas questões. A tecnologia não tem mais como ser evitada, principalmente pelos jovens e adolescentes, e no ambiente escolar não é diferente, e isso vem gerando muitas opiniões diversas na sociedade. Mas todos nós somos cientes de que o uso dos aparelhos digitais melhoram e favorecem o trabalho nas escolas, tornando-o mais criativo, dinâmico e envolvente. Os membros das próprias escolas precisam reconhecer que o celular é sim importante, e que para os pais, é um meio de monitoramento da trajetória diária dos filhos, no qual é um fácil contato entre eles. 
(2º§) O objetivo dos educadores deveria ser apenas conscientizar os próprios do uso indevido, e não proibir. O celular pode ser utilizado facilmente como um organizador, que contém um acesso muito rápido, assim ajudando o desempenho didático. Nós, jovens, temos capacidade de raciocinar e observar várias coisas ao mesmo tempo, e com o celular não iria ser diferente, como por exemplo: podemos copiar e ouvir uma explicação na sala de aula, tocar e cantar em um instrumento musical sem problema algum.
(3º§) Antes não dependíamos tanto da tecnologia, mas quanto mais ela cresce, mais a violência aumenta absurdamente seu índice, e assim segue preocupando mais os próprios pais que, às vezes passam o dia todo longe. A nova era digital tem que ser considerada pelas escolas uma aliada, e não inimiga. Sou a favor da conscientização dos alunos, mas não da proibição em si, o aluno que tiver responsabilidade, não deixará o objeto digital atrapalhar seus estudos e conhecimentos adquiridos, assim ele será útil no momento certo, sem afetar o seu desempenho mental. (...)

(https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/redacao/a-importancia-tecnologia-educa cional.htm) - (Adaptado)
Analise as assertivas seguintes:
I.O período: "Os membros das próprias escolas precisam reconhecer que o celular é sim importante, e que para os pais, é um meio de monitoramento da trajetória diária dos filhos, no qual é um fácil contato entre eles" inicia com oração escrita com os termos essenciais dispostos na ordem direta, cujo predicado é formado por locução verbal seguida de conjunção subordinativa integrante estruturando uma oração subordinativa substantiva objetiva direta. II.Sobre o primeiro período do (3º§), pode-se afirmar, corretamente, que dentre os componentes linguísticos, temos: um verbo no pretérito imperfeito do modo indicativo, um verbo que faz sinônimo com "cresce", uma expressão com pronome possessivo e substantivo trissílabo proparoxítono exercendo função sintática de objeto direto, e expressões que transmitem ideia de proporcionalidade. III.A crase da expressão: "às vezes passam o dia todo longe" é obrigatória porque faz parte da própria expressão. IV.Sobre as palavras da série numérica crescente: "próprias¹, questões², ciente³" pode-se afirmar corretamente: temos exemplo de encontros consonantais (1), temos exemplo de dígrafo e ditongo nasal (2), temos exemplo de hiato (3). V.Os verbos da série numérica crescente dos termos do segundo período de (3º§): "A nova era¹ digital tem² que ser³ considerada pelas escolas uma aliada, e não inimiga" são todos de segunda conjugação e estão no presente do modo indicativo. VI.Nas expressões: "favorecem o trabalho", "precisam reconhecer que o celular" e "assim ajudando o desempenho didático" temos três exemplos de uso de pronomes oblíquos átonos em posição de próclise.
Está (ão) CORRETA (S):
Alternativas
Q1786839 Português

"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"


     Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.

    

    Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

    

    Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.

    

    O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance. 


(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12- 02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)

No trecho "O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas.", as palavras destacadas devem ser corretamente classificadas como:
Alternativas
Q1784953 Português

Texto para a questão.



Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

O pronome possessivo “seu” (linha 19) refere-se ao
Alternativas
Q1783382 Português

Márcia Regina Pfuetzenreiter, Arden

Zylbersztajn e Fernando Dias de Avila-Pires.

Evolução histórica da medicina veterinária

preventiva e saúde pública. In: Ciência Rural,

v. 34, n.° 5, 2004, p. 1.661-1.668 (com adaptações).

No que concerne aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Sem comprometer a correção gramatical e os sentidos originais do texto, a expressão “e seu” (linha 5) poderia ser substituída pelo termo cujo.
Alternativas
Q1781670 Português

Achados e perdidos


    Generalizando, e dando ao caso um toque emocional de exagero, levo metade do dia a procurar o que se extraviou na véspera.

    Não, não tentem ajudar-me, oh bem-amadas, pois não se trata de joias e, se por acaso eu as houvesse herdado, não teriam para mim outro valor senão o de empenhá-las pouco a pouco.

    O que eu perco são coisas imponderáveis, suspiros não, mas pensamentos, se assim posso chamar o que às vezes me borboleteia na cuca e que procuro transfixar no papel, antes que um súbito buzinar ou britadeira as mate de nascença.

    E, enquanto procuro traçá-las a lápis no papel, pois graças a Deus não pertenço intelectualmente à era mecânica, às vezes me parece que, por exemplo, um manuscrito me saiu um garrancho, ou, antes, um gancho, que faz pender a linha destas escrituras e por conseguinte a linha do pensamento.

    Estão vendo? De que era mesmo que eu estava falando? Ah! era dos papeis escritos, extraviados, esquecidos.     

    Quem sabe lá como seriam bons!

    Quanto a este, que tive o cuidado de não perder, o melhor será colocar-lhe no fim os três pontinhos das reticências...

    Ninguém sabe ao certo o que querem dizer reticências.

    Em todo caso, desconfio muito que esses três pontinhos misteriosos foram a maior conquista do pensamento ocidental...


(Mario Quintana, A vaca e o hipogrifo.)

Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, os trechos destacados na passagem – Quanto a este, que tive o cuidado de não perder, o melhor será colocar-lhe no fim os três pontinhos das reticências... (7º parágrafo)
Alternativas
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Agente e Escrivão |
Q1770371 Português
“Scotland Yard é o Departamento de Investigações Criminais da Polícia Metropolitana de Londres. Seu nome vem do nome da rua onde funcionou seu primeiro quartel central e onde, por outro lado, localizou-se o palácio que utilizavam os reis da Escócia quando visitavam a Inglaterra.” (Atrás das palavras, Charlie Lopes)
A afirmação correta sobre um dos termos sublinhados é:
Alternativas
Ano: 2021 Banca: OMNI Órgão: Conderg - SP Prova: OMNI - 2021 - Conderg - SP - Escriturário |
Q1763575 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Após ser rejeitado pelos irmãos, filhote de macaco passa dia com bichos de pelúcia em zoo e noite na casa de veterinária em SC


Bebê necessita de cuidados intensos 24 horas. Ações em ambientes reservados servem para simular cuidados maternos e garantir sobrevivência do animal.


Por Carolina Fernandes e Dagmara Spautz, G1 - SC e NSC

09/06/2021


Um filhote de macaco-caranguejeiro está sob os cuidados de uma veterinária na sua casa durante a noite após ser rejeitado pela família no zoológico de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense.

Já durante o dia, no zoológico, Iuri, como foi apelidado pelos cuidadores, é mantido reservado em local com bichos de pelúcia, cobertores, leite especial e mamadeiras.

Desde que nasceu, em fevereiro, Iuri não foi bem recebido pelos irmãos e a convivência familiar ficou perigosa.

Por isso, a equipe responsável optou por isolá-lo, mas em razão dos cuidados intensos necessários, o grupo decidiu que Iuri passaria um período na residência da veterinária, Samara de Oliveira Freitas.

Segundo a bióloga responsável pela equipe, Marcia Regina Gonçalves Achutti, ele vem se desenvolvendo com saúde. Enquanto isso, a veterinária Samara de Oliveira Freitas cuida dele em casa durante à noite.

(...)

A veterinária explica que o animal ainda mantém contato com os seus semelhantes e não fica totalmente isolado. Segundo ela, assim que o bebê se adaptar à alimentação sólida, a reaproximação com os pais e os irmãos será feita.

"Esse é um processo cheio de etapas e cuidados. Nos próximos meses será feita a adaptação de alimentação mais sólida e semelhante à dos adultos. A gente tem que fazer a reintrodução aos poucos para ele e para o grupo aceitar ele. Mas sempre avaliando os possíveis risco que ele possa sofrer", conclui Samara.

(...)


https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2021/06/09/apos-ser-rejeitado-pelos-irmaos-filhote-de-macaco-passa-dia-com-bichos-de-pelucias-em-zoo-e-noite-na-ca sa-de-veterinaria-em-sc.ghtml (Acesso em 09/06/2021 - Adaptado) 

Os pronomes representam a classe de palavras que substituem ou acompanham os substantivos. Sobre essa classe de palavras e o contexto que eles estão inseridas na fábula, analise os itens que seguem:
I. Em "Um filhote de macaco-caranguejeiro está sob os cuidados de uma veterinária na sua casa (...). " o pronome destacado é classificado como possessivo e pertence à 3ª pessoa do discurso. II. Em "Por isso, a equipe responsável optou por isolá -lo ", temos um caso de próclise, justificada pela preposição "por". III. Em "Enquanto isso , a veterinária Samara de Oliveira Freitas cuida dele em casa durante à noite." o pronome demonstrativo destacado tem como referente o trecho "Iuri vem se desenvolvendo com saúde". IV. Em "Segundo a bióloga responsável pela equipe, Marcia Regina Gonçalves Achutti, ele vem se desenvolvendo com saúde ", o pronome destacado substitui o nome Iuri e exerce a função de objeto direto.
Está (ão) CORRETO (S):
Alternativas
Q1757078 Português

Gente grande complica demais 


Quatro crianças no parquinho.


- Outro dia eu perguntei pro meu pai: "De onde vêm os bebês?" Ele ficou roxo, perdeu a fala e começou a gaguejar algo sobre a natureza, as borboletas, o amor, os homens e as mulheres... Não era mais fácil ele dizer que eu vim da barriga da mamãe?

- A minha mãe vive se descabelando. Ontem ela disse bem séria: "O sapato da Aninha ficou pequeno de novo, assim não dá!" Pra ela ficar feliz eu sugeri: "Mãe, não fique brava. Por que você não espera o sapato crescer? Se ele ficou pequeno, ele vai crescer novamente."

- Minha avó vive avisando minha mãe: "Pão engorda!" Bobagem. Eu peguei um pão escondido e passei a semana toda observando o danado. Vigiei toda hora, sem parar. E quem disse que o pão engordou?!

- No domingo fiquei furioso com meu pai. Ele disse que a gente ia experimentar umas azeitonas deliciosas. Eu nunca havia comido azeitona e estava ansioso. Ele abriu o pote, pegou uma azeitona e se deliciou: "Hummm!" Era hummm pra cá e pra lá. Eu pegava uma e, argh, que gosto horroroso, muito azedo, credo! Ele pegava outra e achava a delícia dos deuses: "Hummm!" Eu pegava uma e argh! Não dava. Aí eu entendi o lance e comecei a chorar.


- Ué, que lance?


Meu pai tava pegando as mais gostosas, aposto!


https://yamashitatereza.wordpress.com/contos-minicontos-infantojuvenis/

A partir da leitura do texto, analise os pronomes utilizados nele e assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q1753948 Português
Texto CB1A1-I
    Não estamos opondo máquinas a ecologia, como se as máquinas fossem aquelas coisas que só servem para violentar a Mãe Natureza e violar a harmonia entre o ser humano e a natureza ― uma imagem atribuída à tecnologia desde o fim do século XVIII. Também não estamos seguindo a hipótese de Gaia de que a Terra é um único superorganismo ou uma coletividade de organismos. Em vez disso, gostaria de propor uma reflexão sobre a ecologia das máquinas. Para dar início a essa ecologia das máquinas, precisamos primeiro voltar ao conceito de ecologia. Seu fundamento está na diversidade, já que é apenas com biodiversidade (ou multiespécies que incluam todas as formas de organismos, até mesmo bactérias) que os sistemas ecológicos podem ser conceitualizados. A fim de discutir uma ecologia de máquinas, precisaremos de uma noção diferente e em paralelo com a de biodiversidade ― uma noção a que chamamos tecnodiversidade. A biodiversidade é o correlato da tecnodiversidade, uma vez que sem esta só testemunharemos o desaparecimento de espécies diante de uma racionalidade homogênea. Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie de insetos independentemente de sua localização geográfica, precisamente porque são baseados em análises químicas e biológicas. Sabemos, no entanto, que o uso de um mesmo pesticida pode levar a diversas consequências desastrosas em biomas diferentes. Antes da invenção dessas substâncias, empregavam-se diferentes técnicas para combater os insetos que ameaçavam as colheitas dos produtos agrícolas ― recursos naturais encontrados na região, por exemplo. Ou seja, havia uma tecnodiversidade antes do emprego de pesticidas como solução universal. Os pesticidas aparentam ser mais eficientes a curto prazo, mas hoje é fato bastante consolidado que estávamos o tempo todo olhando para os nossos pés quando pensávamos em um futuro longínquo. Podemos dizer que a tecnodiversidade é, em essência, uma questão de localidade. Localidade não significa necessariamente etnocentrismo ou nacionalismo, mas é aquilo que nos força a repensar o processo de modernização e de globalização e que nos permite refletir sobre a possibilidade de reposicionar as tecnologias modernas.
Yuk Hui. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020, p. 122-123 (com adaptações).

Ainda com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o seguinte item. 
A forma pronominal “Seu”, na oração “Seu fundamento está na diversidade” (quinto período), tem como referente o termo “ecologia das máquinas”, apresentado no período imediatamente anterior.
Alternativas
Q1751784 Português
Na frase “Paulo gosta de mim”, a palavra em destaque é um pronome
Alternativas
Respostas
201: D
202: D
203: E
204: C
205: B
206: C
207: A
208: D
209: B
210: B
211: B
212: A
213: B
214: E
215: D
216: C
217: B
218: A
219: E
220: A