Questões de Concurso
Comentadas sobre pronomes pessoais retos em português
Foram encontradas 527 questões
Leia o texto para responder a questão.
Especialista esclarece mitos e verdades sobre
a alimentação saudável
Da Redação, com Melhor da Tarde
Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros.
Uma alimentação saudável ajuda na melhora do sistema imunológico,
na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de concentração.
Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti, nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:
Tomar leite faz bem para a saúde?
Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais. Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.
O adoçante é melhor que o açúcar?
Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.
O ovo é o vilão do colesterol alto?
Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol. Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem. Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.
Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?
Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.
Suco de fruta faz bem?
Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu filho substitua por água de coco.
Melhor gordura de porco ou óleo de soja?
Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios, então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.
Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”?
Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com poucas fibras são mais inflamatórios.
Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?
A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.
Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?
Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também podem ter uma menstruação precoce. A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza. Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.
Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002
Leia o texto para responder a questão.
Especialista esclarece mitos e verdades sobre
a alimentação saudável
Da Redação, com Melhor da Tarde
Levar uma vida saudável é o dilema para muitos brasileiros.
Uma alimentação saudável ajuda na melhora do sistema imunológico,
na qualidade do sono, humor, na perda de peso e até na capacidade de concentração.
Por estes motivos, o Melhor Da Tarde entrevistou nesta quinta-feira, 3, o especialista Cláudio Mutti, nutrólogo que esclareceu dúvidas, mitos e verdades sobre os alimentos que são bons e aqueles que são uma verdadeira bomba-relógio para o nosso corpo. Veja a seguir:
Tomar leite faz bem para a saúde?
Mito. Segundo Mutti, o leite faz bem para saúde do bezerro. O leite para o ser humano é inflamatório e não faz bem pois ele é a secreção da vaca. Ele esclarece que o leite tem a caseína, que chega a ser pior que a lactose. O nutrólogo recomenda dar leite a criança até os 8 anos, após isso não mais. Ele recomenda os derivados que também são ruins, mas não tanto quanto o leite.
O adoçante é melhor que o açúcar?
Mito. Ambos são ruins, porém o adoçante é péssimo pois cada vez que consumimos o adoçante aumentamos a insulina do nosso corpo, a insulina é o hormônio mais inflamatório que temos e doenças como infarto, derrame, Alzheimer e Parkinson são causadas por inflamação. Então, ambos são ruins para a saúde. O aconselhável é diminuir a quantidade até o corpo se acostumar a ficar sem.
O ovo é o vilão do colesterol alto?
Mito, pois o próprio corpo produz o próprio colesterol. Mutti deixa claro que obviamente tudo que consumimos em grande quantidade é muito ruim. Quando se tem um aumento do colesterol no corpo, significa que seus hormônios não estão funcionando bem. Segundo o nutrólogo, o colesterol não é o vilão da história e o ovo também não. O ovo é considerado o segundo melhor alimento do mundo e o consumo dele sem exageros é aceitável.
Consumir ou não consumir legumes por causa dos agrotóxicos?
Segundo o nutrólogo, se você tiver condições de consumir os legumes orgânicos, consuma, mas caso não seja possível é melhor consumir legumes que usam agrotóxicos do que consumir alimentos industrializados. Ele aconselha a fazer “mais feira” e “menos mercado”.
Suco de fruta faz bem?
Segundo ele, suco é ruim. As frutas tem de ser consumidas com a casca para obtermos as fibras. O suco natural de laranja irá se transformar em frutose e depois irá se tornar gordura, então o suco nunca é bom. Caso tenha que beber, escolha o natural. Ao invés de mandar suco de caixinha para escola com seu filho substitua por água de coco.
Melhor gordura de porco ou óleo de soja?
Óleo de soja jamais, utilize óleo de coco. A gordura de porco é boa, mas é preciso saber a procedência dessa gordura e desse porco. A gordura boa é daquele porco que é criado sem o consumo de hormônios, então por via das dúvidas utilize o óleo de coco.
Alimentos integrais são realmente mais nutritivos que os considerados “normais”?
Os integrais são bem melhores, pois têm mais fibras e ajudam o nosso intestino. Os produtos com poucas fibras são mais inflamatórios.
Manteiga ou margarina? Qual melhor opção?
A margarina, segundo o nutrólogo, é um veneno para o nosso corpo e aumenta chances de desenvolver doenças. A manteiga é boa para flora intestinal, então ela é a melhor opção.
Leite de soja gera disfunção sexual nos homens?
Isso é uma verdade. Segundo Mutti, o leite de soja não deve ser consumido por homens, principalmente os meninos. O leite diminui a velocidade do desenvolvimento dos homens e para as meninas também podem ter uma menstruação precoce. A soja não é boa pois é um alimento transgênico, mudou a genética da soja então foi contra a natureza. Para o nutrólogo, o alimento é péssimo.
Disponível em https://www.band.uol.com.br/entretenimento/especialista-esclarece-mitos-e-verdades-sobre-a-alimentacao-saudavel-16318002
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Exposed nos eSports: os casos de violência sexual, machismo e outros abusos
Efeito MiT: onda de denúncias de comportamentos abusivos choca esporte eletrônico brasileiro
Por Juliano Correa, para o GE
Após a tatuadora Daniela Li ter acusado Gabriel "MiT" de agressão sexual por meio de prints postados no Twitter, uma onda de denúncias nos eSports incluindo violência sexual, abusos, machismo e até pedofilia tomou conta das redes sociais. Os "exposed" agitaram comunidades como League of Legends (LoL) e Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), por envolverem pró-players e até casters e criadores de conteúdo bastante conhecidos.
Exemplos não faltaram. Além de MiT, o pró-player de CS:GO Fillipe "panccs" foi exposto com prints mostrando-o flertando com uma menina de 15 anos e perseguindo a também atleta Bruna Sobieszczk. Thiago "tinowns", eleito Melhor Atleta do LoL em 2020, recebeu graves acusações de ter um relacionamento abusivo e até ter agredido sua ex-namorada.
Confira alguns casos de exposed nos eSports nesta semana:
Gabriel "MiT" (LoL)
A tatuadora Daniela Li postou um texto no Twitter relatando uma ocasião em que o caster e ex-técnico de LoL Gabriel "MiT" tentou forçá-la a fazer sexo oral nele há seis ou sete anos. A paulistana também afirmou que outras mulheres comentaram ocasiões parecidas envolvendo MiT, como a cosplayer Débora Fuzeti, que respondeu a postagem de Daniela na rede social. Em nota oficial, MiT se desculpou por erros no passado de forma generalizada. A Riot Games afirmou que o caster não fará parte das transmissões do CBLoL 2021.
Filipe "pancc" (CS:GO)
O ex-atleta da Sharks Esports aparece em prints com uma garota de 15 anos, sete anos mais nova que ele, sugerindo relações sexuais entre os dois e inclusive admitindo o quão problemático isso seria. Em outra série de prints, aparece insistindo e perseguindo outra garota, para quem ele teria inventado uma mentira em que teria transado com ela. O pró-player confirmou as acusações e pediu desculpas veementemente em nota oficial, afirmando que se arrependeu. A Sharks declarou que abriu processo interno para apurar os relatos envolvendo o jogador de CS:GO.
[...]
Disponível em https://globoesporte.globo.com/esports/noticia/exposed-nos-esports-os-casos-de-violencia-sexual-machismo-e-outros-abusos.ghtml
Obrigada, Pixar, por criar ‘Soul’ e mostrar que há vida além de um “propósito” para o mercado
Animação nos recorda que existem outros mundos e
que eles são mais discretos, mais belos e mais importantes
do que a ideologia de “uma missão” para dar sentido à existência
Há algum tempo existe uma tendência imparável no mercado de trabalho: a moda da missão. Todas as empresas sérias têm as suas em suas páginas da Internet. Assim, por exemplo, a missão de uma empresa como a Glovo, o Rappi da Europa, pode ser alcançar uma cidade mais verde. E a missão dessa mensagem é que seus trabalhadores entendam que pedalar na chuva sem contrato tem uma finalidade ecológica. O pior é que agora essa ideia de missão também está colando nos indivíduos e serve para diferenciar as vidas com sentido daquelas sem sentido. Então a Pixar chega e faz isso. Um filme de animação sobre a alma em que fica claro que a vida não tem sentido nenhum. Nem profissional, nem pessoal, nem romântico. Pixar 1, LinkedIn 0. Obrigado, Pete Docter, por esta nova joia.
Soul é o paraíso da melhor animação de uma vida ― é evidente a homenagem ao desenhista Jeff Smith e seu inesquecível Bone — e do maior virtuosismo técnico da atualidade. Deslumbrante do início ao fim, tanto pela técnica como pelo roteiro, que luta para explicar nada menos que o sentido da vida. E o faz de um jeito rebelde e, o que é mais raro nos desenhos animados, decente também.
Joe, o protagonista de Soul, é um homem fracassado: sem mulher, sem sucesso e sem dinheiro. No entanto, sua vida tem um sentido: jazz. Admito que, quando Soul começou, pensei que a música ia acabar sendo o que a bicicleta era para os trabalhadores da Glovo e que eu não ia gostar nada disso. Mas acontece que Soul também se esforça para nos explicar por que o jazz também não serve para nada. Porque é melhor jogar no lixo qualquer ideia que relacione o significado da vida ao sucesso. Então, se Joe morre, o que acontece assim que o filme começa, nada acontece. O mundo está cheio de pesos-pesados com a determinada missão de nos deslumbrar com seu talento.
Com a morte de Joe, descobriu-se que, para voltar à vida e fazer seu grande show, ele precisa ajudar uma alma jovem – que ainda não desceu à Terra – a ter uma alma completa para viver. Alguns críticos dizem que este filme é complicado para as crianças por trabalhar um tema abstrato como a alma. No entanto, as crianças transitam com muito mais naturalidade entre o mundo visível e o invisível do que os mais velhos, uma vez que ainda não foram esmagadas pelo trabalho, o dinheiro e as conquistas. Quanto ao resto, o filme é tão fácil como foi Procurando Nemo, só que aqui, em vez de um pai, procura-se uma alma. Pixar 2, Freud 0.
O fato é que a jovem alma está convencida de que não pode viver porque não conhece sua missão e o bobo do Joe tenta causar-lhe inveja com sua paixão musical. No plano “minha vida vale mais porque eu conheço minha paixão”. Ou o que já aceitamos no LinkedIn:“meu trabalho é valioso não pelo que vale – cada vez menos –, mas porque me dá sentido”. Bem, tudo isso é pura ideologia.
Na realidade, o sentido da vida nada mais é do que ser vivida. Uma ideia que se desdobra nos 107 minutos que dura Soul e que serve para nos lembrar o que já sabíamos: que existem outras vidas, que existem outros mundos e que são mais discretos, mais belos e mais importantes que a ideologia com o sentido do livre mercado.
Disponível em:<https://brasil.elpais.com/cultura/2021-01-02/
obrigada-pixar-por-criar-soul-e-mostrar-que-ha-
vida-alem-de-um-proposito-para-o-mercado.html>
Releia este período:
“O fato é que a jovem alma está convencida de que não pode viver porque não conhece sua missão e o bobo do Joe tenta causar-lhe inveja com sua paixão musical.”
Sem prejuízo para o sentido original, o pronome destacado no período é corretamente substituído por
I. Entregamos-lhe a cópia do contrato. II. A decisão foi tomada sem eu. III. Antes da partida, necessitava vê-lo.
Está(ão) CORRETO(S):


Disponível em:<https://digitalks.com.br/artigos/privacidade-digital-quais-sao-os-limites>
“Chamo, pois, de coesão referencial aquela em que um componente da superfície do texto faz remissão a outro(s) elemento(s) nela presentes ou inferíveis a partir do universo textual. Ao primeiro denomino forma referencial ou remissiva e ao segundo, elemento de referência ou referente textual. A noção de elemento de referência é, neste sentido, bastante ampla, podendo ser representado por um nome, um sintagma, um fragmento de oração, uma oração ou todo um enunciado.” (KOCH, Ingedore Grunfel Villaça. A coesão textual. São Paulo: Contexto, 2007, p.23).
A partir do contexto linguístico do texto acima, levando-se em conta o fragmento “Enquanto Rubens fazia uma careta de espanto para a mulher, a viúva do Vidigal se identificava, dizia que o Vidigal falava muito nele, e perguntava se podia lhe pedir um favor”, no tocante a elementos de coesão, os vocábulos destacados assumem o seguinte papel de:
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao
longo do texto está citado na questão.

Considerando o emprego dos pronomes e seus referentes, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 24, em “adaptando-a”, o referente do pronome oblíquo “a” é o substantivo “receita” (l. 23).
II. Na linha 26, o referente do pronome relativo “que” é o substantivo “ações” (l. 25).
III. Na linha 32, o referente do pronome “ela” é o substantivo “cultura” (l. 31).
Quais estão corretas?

FONTE: https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/marcca-cria-
campanha-publicitaria-de-dia-das-maes-para-fcdlsc
I - “Ela” faz referência a “mãe”, articulando o texto com a imagem da publicidade. II - O pronome “que”, no texto, retoma, respectivamente, “Ela” e “você”. III - O uso da conjunção “mas” reforça “precisava” em contraposição a “não precisava”. IV - A locução “vai dizer” poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “diria”.
É correto apenas o que se afirma em:

A respeito da tira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As formas verbais na terceira pessoa do plural e o pronome eles têm um único referente: os outros animais do jardim.
( ) Na fala de Joaninha, nos quadrinhos 1, 2 e 3, é estabelecida uma relação de finalidade entre as ideias expostas.
( ) O ritmo de vida do homem e as comodidades hodiernas constituem foco da crítica de Joaninha e Mauro, personagens da tira.
( ) No último quadrinho, Mauro e Joaninha apresentam uma sugestão de comportamento e a expressam com certeza de que eles a acatarão.
Assinale a sequência correta.

(GOMES, C. Disponível em: www.bichinhosdejardim.com.br. Acesso em: 20/09/2019.)
A respeito da tira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) As formas verbais na terceira pessoa do plural e o pronome eles têm um único referente: os outros animais do jardim.
( ) Na fala de Joaninha, nos quadrinhos 1, 2 e 3, é estabelecida uma relação de finalidade entre as ideias expostas.
( ) O ritmo de vida do homem e as comodidades hodiernas constituem foco da crítica de Joaninha e Mauro, personagens da tira.
( ) No último quadrinho, Mauro e Joaninha apresentam uma sugestão de comportamento e a expressam com certeza de que eles a acatarão.
Assinale a sequência correta.
Para responder à questão, leia atentamente o texto a seguir:
Apelo
E comecei a sentir falta das pequenas brigas por causa do tempero na salada – o meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora?
A indústria 4.0 está chegando, um fato celebrado pelos entusiastas das novas tecnologias. Grandes mudanças estão previstas, sobretudo pelo emprego de inteligência artificial na produção industrial que levará, também, a uma grande reconfiguração tecnológica do trabalho. Mas, deixando de lado o discurso entusiasmado, o que está realmente acontecendo?
I- No 1º parágrafo, o constituinte “um fato”, de natureza nominal, é usado como recurso de coesão lexical, para retomar o conteúdo expresso na oração precedente, correspondente à “chegada da indústria 4.0”. II- No 2º parágrafo, a expressão “para isso” combina os mecanismos de referenciação e sequenciação, pois, ao mesmo tempo que retoma a informação precedente, relativa ao “reajuste da produção e do consumo”, possibilita a continuidade tópica. III- No 3º parágrafo, o pronome “ela” é usado como elemento de coesão referencial, retomando outra expressão nominal anteriormente expressa “a indústria 4.0”.
É CORRETO o que se afirma em:
"Tudo em ’Torto arado’ é presente no mundo rural do Brasil. Há pessoas em condições análogas à escravidão"
Quando Bibiana e Belonísia nasceram, tinham outros nomes. O baiano Itamar Vieira Junior tinha 16 anos quando começou a escrever Torto arado (Todavia), que ganhou nesta quinta-feira o Prêmio Jabuti de melhor romance, e suas protagonistas tinham outras identidades. A essência da narrativa, no entanto, permaneceu inalterada: a história de duas irmãs, contada a partir de sua relação com o pai e com a terra onde viviam. O título, retirado do poema Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, tampouco mudou. O que veio depois foi a vontade de levar a história para o sertão da Chapada Diamantina, longe da capital ou do Recôncavo Baiano, onde a maioria dos seus conterrâneos ambientam suas narrativas. "A gente fala do sertão, do semiárido, parece que se trata de uma coisa só, mas o sertão da Chapada tem uma regularidade de chuva, uma diversidade de paisagem, de mato, que salta aos olhos", conta Vieira Junior, hoje com 41 anos, ao EL PAÍS, por telefone.
Profundamente influenciado pelas leituras de Graciliano Ramos, Jorge Amado e Rachel de Queiroz, ele escreveu as primeiras 80 páginas da obra, mas o manuscrito se perdeu durante uma mudança da família. Vieira Junior só retomaria a história vinte anos depois, quando, formado geógrafo e funcionário público do INCRA, conheceu as realidades de indígenas, quilombolas, ribeirinhos e assentados no sertão baiano e maranhense. "Ao longo de 15 anos, aprendi muito sobre a vida no campo e vi um Brasil muito diverso do que vivemos cotidianamente nas cidades. Existe uma vida muito pulsante no campo, uma vida que está em risco, porque essas pessoas vivem em constante conflito na defesa de seus territórios. Tudo isso reacendeu a chama de escrever Torto arado", conta o escritor, que lembra que o Brasil é um dos países com maiores índices de violência no campo. No ano passado, foram registrados 1.883 conflitos, incluindo 32 assassinatos, de acordo com o levantamento anual realizado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Em 2017, quando escrevia a segunda - e definitiva - versão do romance, nove trabalhadores rurais com os quais Vieira Junior teve contato foram assassinados, seis deles em uma chacina. "Foi um ano brutal", lembra. São as vidas e lutas dessa gente que estão contadas em sua obra, que acompanha a família das irmãs Bibiana e Belonísia no cotidiano de Água Negra, uma fazenda onde os trabalhadores aram a terra sem receber salário, tendo apenas o direito de construir casebres de barro que precisam ser reconstruídos a cada chuva, pois o fazendeiro não autoriza construções de alvenaria. Quando não estão plantando e colhendo nas terras do patrão, cultivam roças nos próprios quintais para comer e ganhar um pouco dinheiro vendendo abóbora, feijão e batata na feira. São quase todos negros, descendentes de escravizados libertos havia poucas décadas, como é o próprio autor. Descendente de negros escravizados vindos de Serra Leoa e da Nigéria e de indígenas Tupinambás, Vieira Junior construiu um sertão real, que tem vida e verde, graças, em parte, às histórias dos avós paternos, que viveram no campo, na região de Coqueiros do Paraguaçu, no Recôncavo Baiano.
O torto arado que dá nome ao livro é um objeto que, usado pelos antepassados das protagonistas na lida com a terra, atravessa o tempo para representar essa herança escravocrata de tantas desigualdades. Narrado primeiramente por Bibiana, depois por Belonísia e, na terceira parte, por outra personagem, o romance já começa com o clímax de um acidente: crianças, as duas irmãs ? filhas de Zeca Chapéu Grande, um líder comunitário e espiritual encontram uma faca da avó Donana. A partir daí, a linguagem, central na narrativa desde a prosa melodiosa com que o autor escreve, torna-se ainda mais importante. O não dito é tão importante quanto o que está impresso no papel. Uma irmã torna-se a voz da outra, e, como estão descritos os gestos, mas não as palavras das personagens, o leitor não sabe quem foi mutilada até chegar a um terço do romance.
(FONTE: El País. Texto de Joana Oliveira. Disponível em https://brasil.elpais.com/cultura/2020-12-
02/tudo-em-torto-arado-ainda-e-presente-no-mundo-rural-brasileiro-ha-pessoas-em-condicoes-analogas-a-escravidao.html)
