Questões de Concurso
Comentadas sobre pronomes pessoais retos em português
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
1.quatro mil mulheres, no cárcere,
2.e quatro milhões - e já nem sei a conta,
3.em cidades que não se dizem,
4.em lugares que ninguém sabe,
5.estão presas, estão para sempre -
6.sem janela e sem esperança,
7.umas voltadas para o presente,
8.outras para o passado, e as outras
9.para o futuro, e o resto - o resto,
10.sem futuro, passado ou presente,
11.presas em prisão giratória,
12.presas em delírio, na sombra,
13.presas por outros e por si mesmas,
14.tão presas que ninguém as solta,
15.e nem o rubro galo do sol
16.nem a andorinha azul da lua
17.podem levar qualquer recado
18.à prisão por onde as mulheres
19.se convertem em sal e muro.
(MEIRELES, Cecília. Prisão. Excertos. Disponível em: https://www.scielo.
br/scielo.php?pid=S0104- 83332006000200013&script=sci_arttext
Acesso em: 08/08/2020.)
Leia a tira para responder à questão.

(Fernando Gonsales, “Níquel Náusea”. Folha de S.Paulo, 28.10.2021. Adaptado)
Sobre elementos do texto, são feitas as afirmações que seguem:
I. Ao utilizar as expressões ‘Fulano’, ‘Beltrano’ e ‘Sicrano’, o autor pretendeu dar uma designação vaga de pessoas incertas ou de alguém que não se quis nomear.
II. No segundo parágrafo do texto, as expressões ‘meu’, ‘meus’, ‘Ele’, ‘seus’ e ‘sua’ são pronomes que se referem ao ‘menino’ citado nas linhas 04 e 05.
III. Na linha 19, o pronome ‘Isso’ refere-se à informação já citada no parágrafo.
Quais estão corretas?
Leia o texto de Luís Fernando Veríssimo.
Foi numa festa de família, dessas de fim de ano. Já que o bisavô estava morre não morre, decidiram tirar uma fotografia de toda a família reunida, talvez pela última vez.
A bisa e o bisa sentados, filhos, filhas, noras, genros e netos em volta, bisnetos na frente, esparramados pelo chão. Castelo, o dono da câmara, comandou a pose, depois tirou o olho do visor e ofereceu a câmara a quem ia tirar a fotografia. Mas quem ia tirar a fotografia? – Tira você mesmo, ué. – Ah, é? E eu não saio na foto?
O Castelo era o genro mais velho. O primeiro genro. O que sustentava os velhos. Tinha que estar na fotografia. – Tiro eu - disse o marido da Bitinha. – Você fica aqui - comandou a Bitinha. Havia uma certa resistência ao marido da Bitinha na família. A Bitinha, orgulhosa, insistia para que o marido reagisse. “Não deixa eles te humilharem, Mário Cesar”, dizia sempre. O Mário Cesar ficou firme onde estava, do lado da mulher.
A própria Bitinha fez a sugestão maldosa: – Acho que quem deve tirar é o Dudu… O Dudu era o filho mais novo de Andradina, uma das noras, casada com o Luiz Olavo. Havia a suspeita, nunca claramente anunciada, de que não fosse filho do Luiz Olavo. O Dudu se prontificou a tirar a fotografia, mas a Andradina segurou o filho. – Só faltava essa, o Dudu não sai.
E agora? – Pô, Castelo. Você disse que essa câmara só faltava falar. E não tem nem timer!
O Castelo impávido. Tinham ciúmes dele. Porque ele tinha um Santana do ano. Porque comprara a câmara num duty free da Europa. Aliás, o apelido dele entre os outros era “Dutifri”, mas ele não sabia.
– Revezamento - sugeriu alguém. – Cada genro bate uma foto em que ele não aparece, e… A ideia foi sepultada em protestos. Tinha que ser toda a família reunida em volta da bisa. Foi quando o próprio bisa se ergueu, caminhou decididamente até o Castelo e arrancou a câmara da sua mão. – Dá aqui. – Mas seu Domício… – Vai pra lá e fica quieto. – Papai, o senhor tem que sair na foto. Senão não tem sentido! – Eu fico implícito - disse o velho, já com o olho no visor. E antes que houvesse mais protestos, acionou a câmara, tirou a foto e foi dormir
Para responder às questões de 22 a 24, leia o texto abaixo:
Exatamente 2.050 dias depois de um incêndio destruir completamente o Museu da Língua Portuguesa, em um dos prédios icônicos da Estação da Luz, no centro de São Paulo, será possível novamente sentir a pulsação da língua de Luís de Camões. O espaço, que recebeu 386 mil visitantes só em 2014, último ano antes do acidente, e encantou o público com exposições interativas e informações surpreendentes, vai ser reaberto ao público no dia 1º de agosto, um dia depois de uma cerimônia oficial que receberá três presidentes de países lusófonos — Marcelo Rebelo de Sousa, de Portugal, Jorge Carlos de Almeida Fonseca, de Cabo Verde, e Filipe Nyusi, de Moçambique. Também estarão presentes representantes de quase todos os outros lugares do mundo onde se fala português, numa demonstração da grande importância cultural do lugar. A ideia é que, ali, a pátria seja momentaneamente uma só: a língua. “Até porque ela é mais do que uma gramática ou do que a literatura, por exemplo. Ela é um objeto de todos nós”, reflete Isa Grinspum Ferraz, curadora especial do museu.
(Vinícius Mendes. Revista IstoÉ. “O que pode esta língua?”.
Adaptado. 16 de julho de 2021. Edição nº 2687.)
Acerca do emprego e flexões das classes de palavras, assinale a alternativa INCORRETA:
I – Pronomes pessoais do caso reto exercem função de sujeito. II – Pronomes pessoais do caso oblíquo substituem os substantivos e complementam os verbos. III – Pronomes como “o, a, os, as, lo, la) funcionam somente como objeto indireto.
Observe a tirinha.

VERISSIMO, Luis Fernando (1997:7). AS COBRAS
EM: SE DEUS EXISTE, QUE EU SEJA ATINGIDO
POR UM RAIO. Porto Alegre: L&PM, 164p.
Os pronomes pessoais são aqueles que substituem os substantivos, indicando diretamente as pessoas do discurso “quem fala”, “com quem fala” ou “de quem se fala”. Com base nessa informação, considere as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta:
I. O uso do pronome “nós”, no segundo quadrinho, refere-se à humanidade.
II. O uso do pronome “nós” se refere aos participantes da conversa.
III. O uso do pronome apresenta diferentes significados, pois a primeira cobra tem como referência uma coletividade ao usar o pronome nós, ao passo que a segunda se exclui do discurso ao utilizar o pronome “vocês”.
IV. O uso do pronome “vocês” empregado pela
segunda cobra demonstra um distanciamento no
discurso.
“Os professores me chamavam de estrábico. Mas os meus colegas da escola me chamavam — pelas costas, é claro —de caolho, zarolho, mirolho.
Certa ocasião eu fui falar com uma garota e ela olhou para mim e caiu na gargalhada. Sofri muito com aquilo. E passei a andar à sorrelfa, para que não percebessem o meu defeito. Nunca mais olhei o meu rosto num espelho. Fazia a barba no chuveiro, o que aliás era uma boa ideia, água quente — eu tomo banho com a água fervendo — amacia os pelos do rosto e a raspagem é fácil e perfeita.”
(FONSECA, Rubem. Devaneio. In:______. Histórias curtas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.)
A classificação desses pronomes, na ordem em que aparecem, é:
Analise a frase abaixo.
Que adiantava, portanto, abrir “as cartas”?
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e
quanto à colocação de pronomes, assinale a alternativa em
que a expressão “as cartas” foi substituída de forma correta
por um pronome pessoal, sem alteração no sentido da
frase.
Animais têm sotaque?
Sim. Os biólogos chamam essas diferenças de dialetos. Essa é uma descoberta antiga: 2 mil anos atrás, Plínio, o naturalista romano, já havia observado que exemplares da mesma espécie de pássaro provenientes de lugares diferentes não soam iguais. Isso é possível porque as vocalizações de um sabiá ou bem-te-vi não vêm prontas no DNA: precisam ser aprendidas pelos bebês, exatamente como as linguagens humanas. E quando há aprendizado, a variação se torna inevitável. É importante diferenciar dialetos de variações genéticas. Galinhas brasileiras e chinesas provavelmente não pertencem à mesma linhagem. E pequenas variações anatômicas significam que elas vão cacarejar diferente. Mas essa é, por assim dizer, a “voz” dessas aves – não o sotaque. Outra possibilidade é que vocalizações diferentes evoluam por seleção natural conforme as necessidades de cada população. Essas são adaptações genéticas, e não variações culturais.
Fonte: VAIANO, Bruno. Oráculo. Revista Super Interessante, n. 424, p. 59, fev/2021.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Os pronomes pessoais, tomados em seu sentido literal, representam as três pessoas do discurso, variando de acordo com as funções exercidas mediante um contexto linguístico. Assim sendo, dividem-se em pronomes pessoais do caso reto e do caso oblíquo.
II. O advérbio de lugar ajuda a caracterizar o lugar ao qual o verbo refere-se por meio da noção de posição e direção. Alguns exemplos de advérbios de lugar são “perto”, “longe”, “dentro”, “fora”, “aqui”, “ali”, “lá” e “atrás”.
III. As preposições são palavras usadas para marcar as relações gramaticais que substantivos, adjetivos, verbos e advérbios desempenham no discurso. Em outras palavras, as preposições são unidades linguísticas dependentes de outras, ou seja, elas não aparecem sozinhas no discurso e servem justamente para estabelecer a ligação entre dois termos.
Marque a alternativa CORRETA:
( ) No trecho “determinou uma ampla reformulação dos requisitos legais para a imigração, que, nos últimos quatro anos, foram torcidos para torná-la o mais difícil possível”, tem-se o uso do pronome pessoal do caso reto fazendo remissão ao termo “imigração”.
( ) No trecho “A proposta realmente abrangente do novo governo em relação à imigração está contida na chamada Lei de Cidadania dos Estados Unidos”, tem-se o uso de uma expressão nominal definida recuperando o conteúdo de todo o parágrafo antecedente relativo às medidas adotadas por Biden para reverter/corrigir a política de imigração de Trump.
( ) No trecho “Ao mesmo tempo, os baby boomers envelheceram, elevando gastos com a previdência social e programas de saúde. “O país vai precisar de mais adultos em idade produtiva para pagar por isso...”, tem-se o uso do pronome relativo retomando a informação sobre a elevação de gastos com previdência e programas de saúde.
( ) No trecho “Será a ironia das ironias: uma força de trabalho não branca pagando os impostos que sustentarão os americanos da gema”, tem-se o uso do pronome oblíquo retomando o antecedente “os impostos.”
A sequência CORRETAde preenchimento dos parênteses é:
15 DE JULHO DE 1955. Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos gêneros alimentícios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela usar.
Eu não tinha um tostão para comprar pão. Então eu levei 3 litros e troquei com o Arnaldo. Ele ficou com os litros e deu-me pão. Fui receber o dinheiro do papel. Recebi 65 cruzeiros. Comprei 20 de carne. 1 quilo de toucinho e 1 quilo de açúcar e seis cruzeiros de queijo. E o dinheiro acabou-se.
Passei o dia indisposta. Percebi que estava resfriada. À noite o peito doía-me. Comecei tossir. Resolvi não sair à noite para catar papel. Procurei meu filho João José. Ele estava na rua Felisberto de Carvalho, perto do mercadinho. O ônibus atirou um garoto na calçada e a turba afluiu-se. Ele estava no núcleo. Dei-lhe uns tapas e em 5 minutos ele chegou em casa.
Ablui as crianças e aleitei-as e ablui-me e aleitei-me. Esperei até às 11 horas, um certo alguém. Ele não veio. Tomei um melhoral e deitei-me novamente. Quando despertei o astro rei deslizava no espaço. A minha filha Vera Eunice dizia: − Vai buscar água, mamãe!
(Adaptado de: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada.
São Paulo: Editora Ática, 1992, p. 9)

I. O pronome você (l. 06) está sendo empregado como sujeito.
II. O pronome a (l. 08) está desempenhando a função de objeto direto.
III. O pronome se (l. 16) está sendo empregado como pronome reflexivo.
Quais estão corretas?
