Questões de Concurso
Comentadas sobre problemas da língua culta em português
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Crise aposentou “regra de ouro” para aluguel
A crise do mercado imobiliário nos últimos anos, a dificuldade na venda de unidades e a grande oferta de imóveis para locação fizeram a "regra de ouro" usada para calcular o preço do aluguel ficar ultrapassada. Hoje, o valor a ser cobrado pelo aluguel de um imóvel é motivo de preocupação para muitos proprietários – é preciso achar um ponto de equilíbrio entre quanto o dono gostaria de cobrar pelo aluguel e quanto o futuro inquilino está disposto a pagar.
Esse cálculo sempre envolve comparação de preços de imóveis semelhantes, consulta a corretores e jogo de cintura na hora de negociar com o novo locatário. O mercado costumava usar como regra uma conta simples: a referência era cobrar pelo aluguel cerca de 0,5% do valor de venda do imóvel. Por essa conta, um apartamento avaliado em R$ 500 mil poderia ser alugado por cerca de R$ 2,5 mil.
Durante os anos de crise, que afetaram duramente o setor, os preços de venda pararam de subir e o mercado de locação foi inundado por imóveis que não foram vendidos, fazendo com que os reajustes de aluguel variassem bem abaixo da inflação. Se o engenheiro Milton Fontoura, de 63 anos, tentasse alugar seu apartamento na Barra Funda, em São Paulo, usando a "regra de ouro", ficaria com ele fechado. O imóvel custa R$ 800 mil, mas Fontoura anunciou o aluguel por R$ 2,9 mil. "A locação está melhorando, principalmente para quem tem um imóvel perto de estação de metrô. Até consigo alugar rapidamente, mas o preço em comparação com o de venda não é o mesmo de dez anos atrás".
A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) calcula todos os meses a taxa de rentabilidade do aluguel. O último ano em que o retorno com a locação chegou a 0,5% do preço de venda foi 2013, antes do início da recessão, em 2014. No ano passado, o valor de aluguel passou a representar, em média, 0,37% do valor de venda.
Uma comparação ajuda a entender como os preços de venda e de locação se comportaram de maneiras diferentes na crise. Em janeiro de 2015, o valor de venda dos imóveis havia subido 12,7%, em 12 meses, segundo a Fipe. Em 2017, último ano da crise, esse valor de venda havia caído apenas 0,74%, também em 12 meses. Enquanto isso, as locações, que subiam 1,6% em janeiro de 2015, caíram 2,9% em janeiro de 2017. "O preço de aluguel é mais sensível ao mercado. O valor de locação caiu bastante durante a crise, teve três anos de queda e só voltou a subir no ano passado em termos nominais. Enquanto isso, o preço de venda ficou estagnado", resume o economista Bruno Oliva, da Fipe.
Segundo o economista do Grupo Zap, Sergio Castelani, o primeiro passo para quem precisa calcular o valor de locação do imóvel, e não pode contratar um profissional para fazer a avaliação, é olhar os sites que publicam os preços por metro quadrado por bairro. "Por mais que os imóveis sejam diferentes, é sempre bom olhar no próprio prédio e fazer uma avaliação honesta dos pontos fortes e fracos do imóvel e da conservação. O preço, por mais que se mude, não é tão descontínuo assim", diz.
Disponível em: https ://economia.uol.com.br/noticias /estadao-conteudo/2019/02/18/crise-aposentou-regra-de-ouro-para aluguel.htm. Acesso em: 10 fev. 2020. [Adaptado]
Considere o excerto abaixo.
Em janeiro de 2015, o valor de venda dos imóveis havia subido 12,7%, em 12 meses, segundo a Fipe.
Se o sujeito da frase for flexionado no plural, o verbo “haver” flexionará
I. Apesar de haver dois desvios à norma culta da língua, estes não se configuram como erro, uma vez que se trata de uma canção popular e, portanto, deve adequar-se ao contexto. II. Se a redução do verbo “está” fosse substituída por sua versão formal, não haveria prejuízo à musicalidade, mas comprometeria o caráter oral característico da canção. III. Caso o verso fosse “corrigido” conforme prescreve a norma culta da língua, isso não descaracterizaria a canção como popular. Ao contrário, a tornaria ainda mais acessível a todos, já que estaria de acordo com um padrão.
Leia a tirinha abaixo e responda a questão abaixo:

Observe o uso do “porquê”, na primeira fala, do
terceiro quadrinho, assinale a alternativa em que NÃO
obedece à mesma regra:
Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
No trecho “a 200 quilômetros de Florianópolis” (l.19), seria
obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase no vocábulo
“a” caso fosse inserida a expressão cerca de imediatamente
antes do numeral “200” — à cerca de 200 quilômetros de
Florianópolis.
I- Buscava, incessantemente, entender o __________ de tanta agressividade.
II- Os governos não se ajudam, ___________?
III- Somente, eles sabem _________ sofrimentos passaram.
IV-_________as diferenças sociais não são vistas com os olhos da solidariedade?
V- Viajo _________ necessito de novas culturas.
Analise o texto abaixo para responder a próxima questão:
O Meu Guri
Quando, seu moço, nasceu meu rebento
Não era o momento dele rebentar
Já foi nascendo com cara de fome
E eu não tinha nem nome pra lhe dar
Como fui levando, não sei lhe explicar
Fui assim, levando, ele a me levar
E na sua meninice Ele um dia me disse que chegava lá
Olha aí!
Olha aí!
Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega
Chega suado e veloz do batente
Traz sempre um presente pra me encabular
Tanta corrente de ouro, seu moço
Que haja pescoço pra enfiar
Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro
Chave, caderneta, terço e patuá
Um lenço e uma penca de documentos
Pra finalmente eu me identificar, olha aí!
Olha aí!
Ai, o meu guri, olha aí!
Olha aí!
É o meu guri e ele chega
Chega no morro com carregamento
Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador
Rezo até ele chegar cá no alto
Essa onda de assalto está um horror
Eu consolo ele, ele me consola
Boto ele no colo pra ele me ninar
De repente, acordo, olho pro lado
E o danado já foi trabalhar, olha aí!
Olha aí! (Ah, olha aí)
Ai, o meu guri, olha aí! (Ah, olha aí meu guri)
Olha aí! (Ah, meu guri)
É o meu guri e ele chega (olha aí meu guri)
Chega estampado, manchete, retrato
Com venda nos olhos, legenda e as iniciais
Eu não entendo essa gente, seu moço
Fazendo alvoroço demais
O guri no mato, acho que tá rindo
Acho que tá lindo de papo pro ar
Desde o começo, eu não disse, seu moço
Ele disse que chegava lá
Olha aí!
Olha aí!
Olha aí! (Ah, olha aí)
Ai, o meu guri, olha aí! (Ah, olha aí meu guri)
Olha aí! (Ah, meu guri)
É o meu guri (olha aí meu guri)
Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/. Acesso em 09 de janeiro de
2020. Na passagem “A cada dia há mais pessoas como você”, presente no 3º quadrinho no TEXTO VI, houve a correta concordância do verbo “haver”, de acordo com a Norma Padrão da Língua Portuguesa. Assinale a alternativa que não estabelece a correta concordância desse mesmo verbo.

Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas de forma CORRETA, segundo o padrão gramatical da língua.
Eu não fui à festa da empresa __________ estava doente e não entendo __________ isso está sendo criticado por todos. __________ falam todos sobre isso? __________?
Fonte: O próprio elaborador.
