Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

Foram encontradas 3.717 questões

Q3652810 Português
Nas frases abaixo ocorrem vícios de linguagem. Aponte quais os vícios ocorrem.

I. Comprei vários lanche no restaurante.
II. Eles não entregaram-me isso.
III. A estreia era iminente.
IV. A bola saiu para fora do campo.

Assinale a alternativa que indica, respectivamente, os vícios presentes em cada frase. 
Alternativas
Q3645996 Português
“Explique-me o porquê?” Sabe-se que existem formas diferentes do emprego da palavra destacada. No caso da destacada, esta recebeu um acento circunflexo. ASSINALE a alternativa em que a lacuna deva ser completada pela forma em destaque.
Alternativas
Q3644879 Português

Por que beber muita água todo dia não ajuda a emagrecer 


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ cw89e6n4487o. Adaptado


Assinale a opção correta quanto ao uso do porquê: 

Alternativas
Q3643330 Português

Leia o miniconto a seguir.


Meu pai não me ama


“Pai, você não me ama!”

“Como assim, meu filho! Falta-lhe comida?”

“Não.”

“Falta-lhe vestes para cobri-lo?”

“Não.”

“E você me diz que não o amo? Explique-me o porquê?”

“Meu estômago está alimentado, no entanto meu coração está faminto por falta de afeto. Meu corpo estácoberto pelas vestes, porém falta-me abraço, para que eu me aqueça e não sinta o frio da solidão.”



Antônio e Caio – Alunos do Ensino Médio de uma escola pública.

“Explique-me o porquê?” Sabe-se que existem formas diferentes do emprego da palavra destacada. No caso da destacada, esta recebeu um acento circunflexo. ASSINALE a alternativa em que a lacuna deva ser completada pela forma em destaque.
Alternativas
Q3643104 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS

Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Assinale a única alternativa que não está de acordo com as normas de regência da língua culta.
Alternativas
Q3643103 Português
TEXTO: NÃO É PRÓPRIO FALAR SOBRE OS ALUNOS

Gosto de ouvir conversas. Mania de psicanalista. É que nas conversas moram mundos diferentes do meu. Thomas Mann, no seu livro "José do Egito", conta um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: "Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao teu redor gira um universo do qual o centro és tu, e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu". Fascinam-me esses universos que me tangenciam e que, no entanto, estão distantes de mim. Gosto de ouvir conversas para viajar por outros mundos. Por vários anos eu viajei diariamente de trem, de Campinas para Rio Claro, no Estado de São Paulo, onde eu era professor na antiga Faculdade de Filosofia. No mesmo vagão viajavam também muitos professores a caminho das escolas onde trabalhavam. Iam juntos, alegres e falantes... Por anos escutei o que falavam. Falavam sempre sobre as escolas. Era ao redor delas que giravam os seus universos. Falavam sobre diretores, colegas, salários, reuniões, relatórios, férias, programas, provas. Mas nunca, nunca mesmo, eu os ouvi falar sobre os seus alunos. Parece que nos universos em que viviam não havia alunos, embora houvesse escolas. Se não falavam sobre alunos é porque os alunos não tinham importância.

Participei da banca que examinou uma tese de doutoramento cujo tema eram os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores. A candidata se dera ao trabalho de examinar tais reuniões para saber sobre o que falavam diretores e professores. As coisas registradas eram as coisas importantes que mereciam ser guardadas para a posteridade. Nos livros estavam registradas discussões sobre leis, portarias, relatórios, assuntos administrativos e burocráticos, eventos, festas. Mas não havia registros de coisas relativas aos alunos. Os alunos, aqueles para os quais as escolas foram criadas, para os quais diretores e professoras existem: ausentes. Não, não era bem assim: os alunos estavam presentes quando se constituíam em perturbações da ordem administrativa. Os alunos, meninos e meninas, alegres, brincalhões, curiosos, querendo aprender, alunos como companheiros dessa brincadeira que se chama ensinar e aprender —sobre tais alunos o silêncio era total.

Essa ausência do aluno —não do aluno a quem o discurso administrativo das escolas se refere como o "o perfil dos nossos alunos", nem esse nem aquele, todos, aluno abstrato— não esse, mas aquele aluno de rosto inconfundível e nome único, esse aluno de carne e osso que é a razão de ser das escolas. Ah!, é importante nunca se esquecer disso: alunos não são unidades biopsicológicas móveis sobre os quais se devem gravar os mesmos saberes, não importando que sejam meninos nas praias do Nordeste, nas montanhas de Minas, às margens do Amazonas, ou nas favelas do Rio. Os alunos são crianças de carne e osso que sofrem, riem, gostam de brincar, têm o direito de ter alegrias no presente e não vão à escola para serem transformados em unidades produtivas no futuro. E é essa ausência do aluno de carne e osso que está progressivamente marcando os universos que giram em torno da escola. Os professores não falam sobre os alunos. Na verdade, não é próprio que os professores falem com entusiasmo e alegria sobre os alunos. Os alunos não são tema de suas conversas. Acontece nas escolas primárias (ainda escrevo do jeito antigo porque não acredito que a mudança de nomes mude a realidade...). Mas não só nelas. Lembro-me de uma brincadeira séria que corria entre os professores de uma de nossas universidades mais respeitadas. Diziam os professores que, para que a dita universidade fosse perfeita, só faltava uma coisa: acabar com os alunos... Brincadeira? Psicanalista não acredita na inocência das brincadeiras. Com isso concordam os critérios de avaliação dos docentes, impostos pelos órgãos governamentais: o que se computa, para fins de avaliação de um docente, não são as suas atividades docentes, a relação com os alunos, mas a publicação de artigos em revistas indexadas internacionais. O que esses critérios estão dizendo aos professores é o seguinte: "Vocês valem os artigos que publicam: publish or perish"! Num universo assim definido pelo discurso dos burocratas, o aluno, esse em particular, cujo pensamento é obrigação do professor provocar e educar, esse aluno se constitui num empecilho à atividade que realmente importa. Os raros professores que têm prazer e se dedicam aos seus alunos estão perdendo o tempo precioso que poderiam dedicar aos seus artigos.

"Aquele que é um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes —inclusive a si mesmo", afirmou Nietzsche. Eu sonho com o dia em que os professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos.
Encontram-se palavras escritas com desrespeito à norma culta da língua portuguesa na frase:
Alternativas
Q3642036 Português

Em relação ao uso dos porquês, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:



( ) Em “As razões pelas quais fui embora são pessoais.”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "porque”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase.


( ) Em “Esse não é o caminho pelo qual passei.”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "por que”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase.


( ) Em “Você está me contando isso por qual motivo?”, a expressão sublinhada pode ser substituída por "por quê”, sem que sejam necessárias outras alterações para manter o sentido da frase. 

Alternativas
Q3641131 Português
Alguns preceitos para a redação de textos claros: 
Alternativas
Q3635639 Português
Considere as seguintes notícias:
1. A maioria dos presos por crimes de drogas não tem relação com facções.
2. A maioria das pessoas desconhece as maiores descobertas científicas.
3. A maior parte dos indígenas do Brasil vive fora dos territórios tradicionais e mora nas cidades.
4. 25% dos candidatos não compareceu para a realização das provas objetivas.
Acerca das orações acima, analise as assertivas abaixo:
I. A primeira notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que a forma verbal “tem” precisa ser acentuada para concordar com o sujeito que está no plural (presos). Desse modo, a forma verbal “tem” deve ser grafada da seguinte maneira: têm.
II. Na segunda notícia apresentou erro de concordância verbal, pois a forma verbal “desconhece”, nesse caso, precisa ser grafada no plural. Portanto, a grafia correta deveria ser “desconhecem”.
III. Na terceira notícia encontramos o tipo de sujeito denominado de partitivo, possibilitando que a grafia da forma verbal “vive” possa ser escrita também no plural: vivem.
IV. A quarta notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. Nesse sentido, a notícia deveria ser escrita da seguinte maneira: 25% dos candidatos não compareceram para a realização das provas objetivas.
Assinale:
Alternativas
Q3635633 Português
    Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”
    Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).
    Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.
    O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bate-estacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…
    “Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…
    “Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…”

Sobre a colocação pronominal do texto, analise as assertivas e identifique com C as assertivas corretas e E as assertivas erradas.


(___) A oração “Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Não consta-me que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação.


(___) A oração “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: ao ouvir na madrugada passos que perdem-se sem memória.


(___) A oração “sem que lhe seja necessário escrever versos” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: sem que seja-lhe necessário escrever versos.


(___) Estaria comprometida a correção gramatical se a oração “A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar” fosse reescrita da seguinte maneira: A primeira poesia que ouve-se é uma canção de ninar.


(___) O trecho “que não se ouvem mais” admite a colocação pronominal na forma enclítica.


(___) A oração “Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Me lembro do livro de contabilidade do meu pai.


(___) A oração “Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz” pode ser reescrita, sem prejuízo de correção gramatical, por: Entra no palco, se encaminha para o piano, se assenta, regula a distância do banco, se concentra – e não faz o que todo pianista faz.


(___) O trecho “Na alma também se encontra” não admite a forma enclítica.


A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: 

Alternativas
Q3635109 Português
Lembro-me do livro de contabilidade do meu pai. Ao lado esquerdo ficava a página do “Deve”, onde ele anotava os pagamentos feitos, dinheiro que não era mais seu. Ao lado direito estava a página do “Haver”, onde se registravam as “entradas”, sua pequena riqueza. Na alma também se encontra um livro de contabilidade. Tanto assim que o Vinícius escreveu um poema com o título “O Haver”. Ele já estava velho e fazia um balanço final do que restara. “Resta”: é assim que cada verso se inicia. “Resta essa intimidade perfeita com o silêncio… Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado… Resta essa vontade de chorar diante da beleza... Resta essa comunhão com os sons…. Resta essa súbita alegria ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem história…”

Quem diria que o som de passos na madrugada poderia ser parte da herança de felicidade um poeta! Os poetas são seres muito estranhos. Ficam felizes com nada. A poesia se faz com nadas. Bem disse o Manoel de Barros: “Todas as coisas cujos valores podem ser disputados no cuspe à distância servem para poesia. As coisas que não servem para nada têm grande importância” … Fernando Pessoa sofria da mesma peculiaridade auditiva do Vinícius. Lembro-me de um verso seu que não consegui encontrar, que é mais ou menos assim: “Por esse barulho do vento nos meus ouvidos valeu a pena eu ter nascido”. Se o verso não foi dele fica sendo meu porque eu já tive a mesma experiência várias vezes. Caminhando sozinho no silêncio das árvores o vento me sussurra segredos de felicidades: “Assim a brisa nos ramos diz sem o saber uma imprecisa coisa feliz…” (Fernando Pessoa).

Ouvir os sons do mundo é uma felicidade que somente os artistas recebem por nascimento. Os outros têm de aprender. Para isso há de haver os mestres da escuta. Como John Cage que compôs uma curiosa peça para piano. É assim: o pianista faz precisamente o que fazem todos os pianistas. Entra no palco, encaminha-se para o piano, assenta-se, regula a distância do banco, concentra-se – e não faz o que todo pianista faz. Ele não toca! Não, não! Não está certo! Eu errei! O pianista toca sim. Ao piano ele executa o silêncio. O piano toca uma grande pausa! Cage faz o piano tocar silêncio para que se ouçam os delicados sons do mundo que não seriam ouvidos se o piano tocasse: as batidas do coração, a respiração, o ranger de uma cadeira, uma tosse, um sussurro… “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas”, disse Lichtenberg. O não fazer é a forma suprema de fazer, afirma a filosofia Tao. Fazer nada é estar à espera. Por isso se aconselha meditação, que nada tem a ver com a meditação ocidental. A meditação ocidental é falar baixo os próprios pensamentos de uma forma metódica. O piano toca. Mas a meditação oriental é silenciar os próprios pensamentos para que os sons do mundo possam ser ouvidos. O piano não toca. Pra que serve isso? Pra nada. Não é ferramenta. Não tem utilidade. É coisa da caixa de brinquedos. Só dá felicidade.

O mundo está cheio de música. Há os sons que não existem mais, que estão perdidos na memória. Meu amigo Severino Antônio, poeta de voz mansa, sugeriu aos seus alunos que um passo primeiro para a poesia seria chamar do esquecimento os sons que um dia ouviram e que não se ouvem mais. A música do realejo, o canto do carro de bois, o apito das fábricas, das locomotivas, o “din-din” dos bondes, o canto dos galos, o repicar fúnebre dos sinos, o crepitar do fogo nos fogões de lenha, a gaita do sorveteiro, a buzina das charretes… Parece que a poesia fica guardada nos sons que não mais se ouvem. Há também os sons da cidade, os gritos dos vendedores, o vozerio nas feiras, a algazarra das crianças ao sair das escolas, os bateestacas das construtoras, o canto dos pardais, os rádios ligados dos trabalhadores, o latido ardido dos poodles… E há os sons da natureza: o assobio do vento, o barulho da chuva, os mantras das cachoeiras, o canto dos pássaros, dos sapos, dos grilos (tantos hai-kais sobre os grilos), dos galos, o barulho das ondas…

“Todo homem – até mesmo o rico – é poeta entre os quinze e os vinte anos. A nova educação deverá fazer do homem um poeta em todas as idades, sem que lhe seja necessário escrever versos. Viver a poesia é muito mais necessário e importante do que escrevê-la” – assim disse Murilo Mendes. Poesia é música. A primeira poesia que se ouve é uma canção de ninar. Depois, é a música do mundo…

“Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram”, escreveu Cummings. Acordar os ouvidos! Não me consta que essa tarefa tenha sido jamais mencionada em tratados sobre a educação. É compreensível. Para isso os professores teriam que ser artistas, pianos que não tocam nada e que só fazem ouvir. Quando isso acontecer, quem sabe, os nossos jovens aprenderão a identificar o canto dos pássaros e ficarão subitamente alegres “ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória…” 
Considere as seguintes notícias:

1. A maioria dos presos por crimes de drogas não tem relação com facções.
2. A maioria das pessoas desconhece as maiores descobertas científicas.
3. A maior parte dos indígenas do Brasil vive fora dos territórios tradicionais e mora nas cidades.
4. 25% dos candidatos não compareceu para a realização das provas objetivas.

Acerca das orações acima, analise as assertivas abaixo:
I. A primeira notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que a forma verbal “tem” precisa ser acentuada para concordar com o sujeito que está no plural (presos). Desse modo, a forma verbal “tem” deve ser grafada da seguinte maneira: têm.
II. Na segunda notícia apresentou erro de concordância verbal, pois a forma verbal “desconhece”, nesse caso, precisa ser grafada no plural. Portanto, a grafia correta deveria ser “desconhecem”.
III. Na terceira notícia encontramos o tipo de sujeito denominado de partitivo, possibilitando que a grafia da forma verbal “vive” possa ser escrita também no plural: vivem.
IV. A quarta notícia apresenta erro de concordância verbal, tendo em vista que o verbo deve concordar com o valor da expressão numérica. Nesse sentido, a notícia deveria ser escrita da seguinte maneira: 25% dos candidatos não compareceram para a realização das provas objetivas.

Assinale:
Alternativas
Q3633896 Português
Conforme a BNCC (2017, p. 77), no tocante aos aspectos notacionais e gramaticais da língua, cabe ao professor “Utilizar, ao produzir textos, os conhecimentos dos aspectos notacionais – ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc., sempre que o contexto exigir o uso da norma-padrão”.
Levando em conta esta diretriz, todas as alternativas estão corretas, EXCETO: 
Alternativas
Q3633894 Português
Leia o poema Pronominais, de Oswald de Andrade:
PRONOMINAIS
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
Disponível em: <https://www.pensador.com/frase/NTU4NjA3>/. Acesso em: 10 nov. 2022. 
O poema de Oswald de Andrade fomenta diversas reflexões a respeito do ensino de gramática normativa, e o faz a partir de uma questão de variação dialetal (Dê-me um cigarro / me dá um cigarro). De acordo com seus conhecimentos sobre variações linguísticas e o ensino de gramática normativa, analise as alternativas e assinale a única CORRETA:
Alternativas
Q3633884 Português
[...] independente do que a gente já leu sobre o ensino de Língua Portuguesa... a gente tem... vamos dizer assim... um conteúdo a seguir. Num é? Agente tem um remanescente na memória... ah:: o que a gente também entendeu do que é a aula de Língua Portuguesa. Então do que... nós/do que foram essas aulas de Língua Portuguesa quando a gente estudava, né, quando a gente tava nos bancos escolares. Então a gente... não pode... simplesmente deixar de trabalhar análise linguística e trabalhar com o ideal... ah, vamos trabalhar leitura e escrita e os meninos vão assimilando aos pouquinhos o que é a análise linguística... ou não precisa trabalhar com nomenclaturas porque depois eles vão assimilando. E:: realmente eu acho que talvez não seria tão necessário... SE... e somente SE a gente não tivesse na sociedade um/eh/eh/eh:: formas de seleção que requerem dos alunos tal conhecimento... mesmo que eles não vão/não vão usar esse conhecimento nas PRÁTICAS cotidianas ou profissionais que eles vierem a ter. Mas a gente tem concursos públicos, tem vestibulares, tem testes de seleção... que vão demandar deles o domínio da nomenclatura e da análise linguística dos m/nos moldes tradicionais. Então eu fiz... eh/eh:: eu tinha que ter um ESPAÇO pra eu trabalhar análise linguística. Né? Trabalhei orações coordenadas... como eu podia ter trabalhado orações subordinadas... não teve assim um critério... ah, eu tenho que trabalhar isso. Também trabalhei porque tinha no livro... eu vou ser sincera... era o momento que tava lá... e a gente tem que também dar uma sequência no livro até porque é pra o livro fazer um pouco de sentido pro aluno, mesmo que não seja o livro dos seus sonhos. Então a gente tem que dar o/a/eh/eh:: tem que tornar o livro usual.
A respeito do ensino de gramática normativa na Educação Básica e com base no discurso da professora em análise, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3627276 Português
SEGURANÇA



O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds, as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados. Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas.

Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês. Mas os assaltos continuaram. Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar. Mas os assaltos continuaram. Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram engradadas. Mas os assaltos continuaram. Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno. Mas os assaltos continuaram. Foi reforçada a guarda. Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos. E ninguém pode sair. Agora, a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. Mas surgiu outro problema. As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade. A guarda tem sido obrigada a agir com energia.


Publicado originalmente em: VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p.97-99.
Considere as seguintes orações:

I. São políticas alternativas de combate ______ inflação além dos juros altos.
II. Entenda o ________ de certas faixas estarem indisponíveis na rede social.
III. A ___________ desempenha um papel fundamental em nossa saúde mental e emocional.

Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas:
Alternativas
Q3627137 Português

Analise o trecho da música "Sina", composta por Djavan:



"O luar, estrela do mar


O sol e o dom


Quiçá um dia a fúria


Desse front


Virá lapidar o sonho


Até gerar o som


Como querer Caetanear


O que há de bom..."



Em análise linguística (vícios de linguagem), o termo em destaque apresenta um:

Alternativas
Q3620690 Português

Considerando as concepções de fala e escrita, analise as proposições abaixo:



1- Historicamente a fala nos é dada, pois, onde quer que haja seres humanos, há linguagem verbal oral, ao passo que a escrita precede a leitura e é uma convenção que necessita ser intensiva e ‘sistematicamente aprendida’.


2- Na escrita o estatuto do erro tem natureza diferente do estatuto da fala.


3- Na oralidade o que a sociedade chama de ‘erro’ é concebido pela sociolinguística como variantes linguísticas, maneiras diferentes de dizer a mesma coisa, a exemplo de vontad[e] / fala[r], as variantes não - padrão vontad[i] / fal[á] são utilizadas na maior parte das regiões do país, com a escrita não ocorre o mesmo, já que o código convencionado e prescrito pela ortografia não prevê variação.


4- Segundo Fávero, Andrade e Aquino a escrita tem sido vista como de estrutura complexa, formal e abstrata, enquanto a fala, de estrutura simples ou desestruturada, informal, concreta e dependente do contexto.


5- A língua é homogênea e monolítica.


6- A elaboração do texto escrito – assim como do oral – envolve um objetivo ou intenção do locutor. Contudo, o entendimento desse texto não diz respeito apenas ao conteúdo semântico, mas à percepção das marcas de seu processo de produção.



São verdadeiras:

Alternativas
Q3617671 Português
Por que o tédio pode ser bom para o cérebro?


           Se alguém te convidar simplesmente para sentar e não fazer nada, você certamente vai se lembrar da longa lista de tarefas pendentes à sua espera ou vai pensar em algo melhor para fazer.
        A sensação de que o dia não tem horas suficientes para fazer frente a todos os e-mails não lidos, resolver as pendências no trabalho ou se dedicar à família é algo corriqueiro.
        Soma-se a isso que, quando não estamos tentando dar conta dessas tarefas, pegamos nosso celular para ler algo online ou responder algum comentário nas redes sociais, em uma busca contínua por entretenimento.
        Poucas pessoas pensam no tédio como uma opção válida. Mas, segundo neurocientistas, o tédio, mesmo com sua má reputação, pode aumentar nossa criatividade, nosso comprometimento com as tarefas e nossa produtividade no trabalho.
        Um famoso experimento, publicado na revista Science, mostrou, inclusive, que existem pessoas que preferem levar um leve choque elétrico a ficar sozinhas com seus pensamentos.
        No experimento, os pesquisadores pediram a um grupo de pessoas que se sentasse em silêncio por 15 minutos em um quarto sem nada para fazer. Como alternativa, sua única opção era apertar um botão e receber um choque elétrico.
        Sofrer uma descarga elétrica é desagradável, mas muita gente, especialmente do sexo masculino, preferiu levar o choque a ser privada de estímulos sensoriais externos.
        Podemos considerar o tempo de inatividade, o tédio ou a ociosidade como uma limpeza mental: uma forma de liberar nossa mente da congestão cognitiva acumulada com o passar do tempo. Por isso, a questão não é tanto que precisamos nos deixar entediar — mas, sim, que precisamos de tempo vazio, ou menos cheio de coisas.
        Dormir é uma das formas que o cérebro tem de fazer uma limpeza depois de um dia inteiro, mas ele continua trabalhando. E o tédio também é importante para sua saúde.
        Na Itália, as pessoas têm isso muito claro. A expressão il dolce far niente (“a doçura de não fazer nada”) faz parte da cultura do país, onde o descanso, o prazer de ficar sem fazer nada, é parte da vida.
        Não se trata de fazer uma siesta, mas sim de algo mais profundo. Trata-se de deixar de lado o ritmo do dia a dia e dedicar um momento à introspecção, o relaxamento e a consciência de viver no momento presente.
        Portanto, agora você sabe: é importante cultivar o tédio, esse prazer de não fazer nada, e saber apreciá-lo.

(Fonte: BBC — adaptado.)
Assinalar alternativa que contém um trecho do texto que apresenta desvios às normas gramaticais: 
Alternativas
Q3603401 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.

Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego dos porquês do português brasileiro:
Alternativas
Q3603345 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira, 28 de agosto, o projeto que determina a inclusão da contagem domiciliar de cachorros e gatos no Censo Demográfico, levantamento sobre a população realizado periodicamente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser votada pelo plenário da casa.
O relator do projeto, deputado Nilto Tatto (PT-SP), recomendou a aprovação, argumentando que os dados ajudariam na proteção animal. "Dados sobre a população animal poderão ajudar a mapear surtos epidêmicos e problemas de zoonoses, para conhecer as origens e combater as causas, além de registrar o tratamento dado a esses animais e orientar o combate a maus-tratos", afirmou.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), autor da proposta aprovada, afirmou que a medida é uma questão de saúde pública, uma vez que os cachorros e gatos compartilham o mesmo ambiente que seus donos e podem transmitir doenças. "Cães e gatos são sentinelas de doenças humanas, pois compartilham o mesmo ambiente de seus tutores e, frequentemente, comem a mesma comida, bebem a mesma água, dormem na mesma cama e fazem companhia em viagens", argumentou.
"Nos últimos 30 anos, três em quatro doenças emergentes foram transmitidas por animais. Com estudo amplo, geral e simultâneo, como o Censo, poderemos fazer do Brasil um modelo mundial na prevenção de zoonoses, na dinâmica populacional, no bem-estar animal e na guarda responsável de cães e gatos", continuou.
Quantos cães e gatos tem o Brasil?
Hoje, o Brasil não tem uma contagem oficial de quantos cães e gatos tem o país. Institutos e associações do setor pet realizam contagem para amparar o setor. Segundo o Censo Pet IPB, levantamento anual da população de animais de estimação realizado pelo Instituto Pet Brasil, o país encerrou 2021 com 149,6 milhões de animais de estimação, um aumento de 3,7% sobre os 144,3 milhões do ano anterior.
Os cães lideram o ranking, com 58,1 milhões de indivíduos. As aves canoras vêm em segundo, com 41 milhões. Os gatos figuram em terceiro lugar, com 27,1 milhões, seguidos de perto pelos peixes (20,8 milhões). E depois vêm os pequenos répteis e mamíferos (2,5 milhões).

Retirado e adaptado de: Redação. Comissão aprova proposta que inclui contagem de cachorros e gatos no Censo. Revista Exame.Disponível em: m-dde-caaes--gato-nooceennso issao-aprova-proposta-que-inclui-contagem-de-caes-e-gatos-no-censo/ Acesso em: 29 ago., 2023.
Assinale a alternativa que apresenta o correto emprego dos porquês do português brasileiro: 
Alternativas
Respostas
1221: A
1222: B
1223: A
1224: B
1225: B
1226: A
1227: D
1228: B
1229: A
1230: E
1231: A
1232: D
1233: D
1234: C
1235: D
1236: C
1237: D
1238: D
1239: C
1240: D