Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q3683147 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.


Texto 01


Você tem fome de quê?


    Afinal, você tem fome de quê? A pergunta que a banda Titãs fez na música Comida continua sendo a pergunta que não quer calar. E tomara que não cale mesmo, assim temos a chance de repensar o que consumimos e expandir os horizontes para mais possibilidades do que aquelas que pairam na zona de conforto ou nas expectativas alheias.


    Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso. Intuitivamente, fui fazendo as associações e pensando que os filmes realmente nos trazem essa oportunidade. É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco, que nos sentimos parte daquela história de alguma forma — mesmo que elas pertençam a uma cultura distante e que falem um idioma com o qual não nos identificamos.


    A protagonista dessa história é a jovem Aoy, que trabalha no restaurante tradicional da família na Tailândia e tem uma vida bem comum, sem luxo nem glamour, mas com uma família amorosa e amigos presentes. Até que é descoberta por um olheiro, que vê nela um talento desperdiçado. Ela poderia fazer sucesso na equipe de um chef famoso, subir na carreira e ganhar muito dinheiro. Fome de Sucesso é sobre essa vontade (que beira à obsessão) de ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas a ponto de prejudicar, e muito, a saúde mental.


    Com o panorama da culinária tailandesa e o mundo da fama, do dinheiro e da futilidade como pano de fundo, mergulhamos no universo gastronômico indigesto dessa história para pensar sobre a nossa vida. O consumo do alimento é metáfora para refletirmos sobre tudo que consumimos: informação, relacionamentos, bens.


    Nossas escolhas constroem quem somos — e trazem consequências, para o bem e para o mal. Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre, de forma saudável e duradoura, seu corpo e sua alma.


Disponível em: https://vidasimples.com/. Acesso em: 17 ago. 2023. Adaptado. 

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista os aspectos linguísticos do texto.

I. Em “É através da narrativa de outras pessoas, que aparentemente não têm nada a ver conosco [...]”, o acento gráfico no verbo “têm” indica que ele foi empregado no plural para concordar com o termo “outras pessoas”.
II. Em “Esse foi o caminho que fiz quando assisti ao filme Fome de Sucesso.”, o verbo “assistir”, foi empregado no sentido de “ver”, por isso se encontra regido pela preposição “a” combinada com o artigo definido “o”, resultando “ao”.
III. Em “Aoy precisa chegar ao limite para entender que tipo de sucesso realmente nutre [...]”, o verbo “chegar” foi usado coloquialmente, uma vez que, de acordo com a norma, deve ser regido pela preposição “em”.
IV. Em “Afinal, você tem fome de quê?”, o termo “que” foi acentuado porque se encontra no final da frase, o que não ocorreria se a redação do trecho fosse: “Afinal, de que você tem fome?
V. Em “[...] ser bem-sucedida a qualquer custo, submetendo-se a situações tóxicas [...]”, o uso do acento grave indicativo de crase é facultativo em “submetendo-se a situações”, uma vez que o termo “situações” se encontra no plural.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3681129 Português
Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale aquela que possui erro de regência: 
Alternativas
Q3681124 Português
Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale aquela que possua um erro de concordância:
Alternativas
Q3681123 Português
Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale aquela que não contenha erro de concordância verbal:
Alternativas
Q3673489 Português
Assinale a frase que está de acordo com as normas da língua padrão.
Alternativas
Q3672686 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão



SERRA PELADA: ENTENDA A SAGA DO OURO NOS ANOS 1980


Garimpeiros de todo o Brasil exploraram 30 toneladas do metal precioso



    Serra Pelada, no Pará, ficou conhecida nos anos 80 como o maior garimpo a céu aberto do mundo. Pela grande quantidade de ouro, a região atraiu milhares de pessoas e se transformou em um formigueiro humano. A busca pelo ouro teve início no Brasil em uma época e local bem diferentes, foi em Minas Gerais, no século XVII, que a exploração começou sob o controle de Portugal. 


    A minissérie "Serra Pelada - A Saga do Ouro", que estreia na Globo no dia 21 de janeiro, revisita a exploração do ouro no Brasil. Com nomes de peso no elenco, como Sophie Charlotte, Wagner Moura, Juliano Cazarré, Júlio Andrade e Matheus Nachtergaele, a série conta a história de dois amigos de infância que se mudam para o Pará por causa da “febre do ouro”. O garimpo começa no final da década de 1970 e vive seu auge nos anos 80, a exploração em Curionópolis, no Pará, durou aproximadamente 11 anos.


    A Fazenda Três Barras era mais uma das centenas de propriedades da Bacia Amazônica, até que a notícia da descoberta de ouro atraiu garimpeiros de todo o Brasil para o local, a 800 km de Belém. A região foi desmatada - dando lugar ao garimpo - e dividida em barrancos de dois por dois metros. Cada unidade era ocupada por um garimpeiro, que tentava a sorte enquanto cavava: era possível encontrar apenas lama ou enriquecer com grandes quantidades de ouro.



Entenda a trajetória do ouro no período colonial 



    Em pouco tempo a Serra Pelada - um complexo mineral que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares - se tornou o maior garimpo do mundo, com 80 mil homens trabalhando ao mesmo tempo. Durante o auge da produção aurífera, o governo federal decidiu intervir na área. Todos os garimpeiros e os barrancos foram registrados junto à Receita Federal. Todo metal precioso encontrado na área deveria ser vendido à Caixa Econômica Federal. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foram extraídas, de forma oficial, 30 toneladas de ouro no local.


    Com o passar dos anos, o a extração de ouro foi se tornando cada vez mais perigosa, já que a área do garimpo ficava cada vez mais profunda. Deslizamentos de terra eram constantes e mortes também. No decorrer da década de 1980, a produção entrou em declínio e, em 1992, o governo Collor fechou o garimpo através de um decreto.


    Hoje, a área do garimpo deu lugar a um lago de 200 metros de profundidade, utilizado como fonte de lazer pela população local. No entanto, há sinais de que o ouro voltará a sair de Serra Pelada. A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a mineradora canadense Colossus Minerals Inc. fecharam um acordo para explorar o complexo mineral de forma mecanizada.


(www.educação.globo.com/artigo/serra-pelada-saga-do-ouro-anos-1980.html. Acesso 02/02/2023) 

Quanto à redação da frase abaixo, tem-se um caso típico de problema de coesão e coerência denominado de paralelismo sintático em: 
Alternativas
Q3672683 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão



SERRA PELADA: ENTENDA A SAGA DO OURO NOS ANOS 1980


Garimpeiros de todo o Brasil exploraram 30 toneladas do metal precioso



    Serra Pelada, no Pará, ficou conhecida nos anos 80 como o maior garimpo a céu aberto do mundo. Pela grande quantidade de ouro, a região atraiu milhares de pessoas e se transformou em um formigueiro humano. A busca pelo ouro teve início no Brasil em uma época e local bem diferentes, foi em Minas Gerais, no século XVII, que a exploração começou sob o controle de Portugal. 


    A minissérie "Serra Pelada - A Saga do Ouro", que estreia na Globo no dia 21 de janeiro, revisita a exploração do ouro no Brasil. Com nomes de peso no elenco, como Sophie Charlotte, Wagner Moura, Juliano Cazarré, Júlio Andrade e Matheus Nachtergaele, a série conta a história de dois amigos de infância que se mudam para o Pará por causa da “febre do ouro”. O garimpo começa no final da década de 1970 e vive seu auge nos anos 80, a exploração em Curionópolis, no Pará, durou aproximadamente 11 anos.


    A Fazenda Três Barras era mais uma das centenas de propriedades da Bacia Amazônica, até que a notícia da descoberta de ouro atraiu garimpeiros de todo o Brasil para o local, a 800 km de Belém. A região foi desmatada - dando lugar ao garimpo - e dividida em barrancos de dois por dois metros. Cada unidade era ocupada por um garimpeiro, que tentava a sorte enquanto cavava: era possível encontrar apenas lama ou enriquecer com grandes quantidades de ouro.



Entenda a trajetória do ouro no período colonial 



    Em pouco tempo a Serra Pelada - um complexo mineral que abrange uma área de aproximadamente 5 mil hectares - se tornou o maior garimpo do mundo, com 80 mil homens trabalhando ao mesmo tempo. Durante o auge da produção aurífera, o governo federal decidiu intervir na área. Todos os garimpeiros e os barrancos foram registrados junto à Receita Federal. Todo metal precioso encontrado na área deveria ser vendido à Caixa Econômica Federal. De acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) foram extraídas, de forma oficial, 30 toneladas de ouro no local.


    Com o passar dos anos, o a extração de ouro foi se tornando cada vez mais perigosa, já que a área do garimpo ficava cada vez mais profunda. Deslizamentos de terra eram constantes e mortes também. No decorrer da década de 1980, a produção entrou em declínio e, em 1992, o governo Collor fechou o garimpo através de um decreto.


    Hoje, a área do garimpo deu lugar a um lago de 200 metros de profundidade, utilizado como fonte de lazer pela população local. No entanto, há sinais de que o ouro voltará a sair de Serra Pelada. A Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) e a mineradora canadense Colossus Minerals Inc. fecharam um acordo para explorar o complexo mineral de forma mecanizada.


(www.educação.globo.com/artigo/serra-pelada-saga-do-ouro-anos-1980.html. Acesso 02/02/2023) 

Uma reescritura que mantém o sentido original do trecho: “Hoje, a área do garimpo deu lugar a um lago de 200 metros de profundidade, utilizado como fonte de lazer pela população local.”, considerando-se a pontuação, a clareza das ideias e a norma-padrão, é: 
Alternativas
Q3671702 Português
Marque a alternativa que não contém um exemplo de vício de linguagem:  
Alternativas
Q3671668 Português
Qual das alternativas abaixo não contém uma característica da linguagem formal: 
Alternativas
Q3671666 Português
O uso da palavra “vossemecê” apesar de gramaticalmente aceito causa estranheza nos dias atuais. Isso ocorre porque a palavra é um exemplo de variação: 
Alternativas
Q3669018 Português
Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada foi corretamente aplicada.
Alternativas
Q3668937 Português
Mês de junho foi o mais quente já registrado, diz órgão da EU

O último mês de junho foi o mais quente desde 1991, com temperaturas recordes registradas tanto em terra quanto nos oceanos, segundo o Serviço Copernicus para as Mudanças Climáticas (C3S), órgão da União Europeia.

Levando em conta a média de temperaturas globais, junho de 2023 ficou 0,53ºC acima dos índices registrados entre 1991 e 2020 no mesmo período, superando "substancialmente" o recorde anterior, de 2019.

Ainda segundo o órgão europeu, dados preliminares indicam que a terça-feira (04/07) foi o dia mais quente já registrado, com temperatura média global de 17,03ºC, quebrando um novo recorde que havia sido estabelecido no dia anterior, de 16,88ºC.

Dados de pesquisadores da Universidade do Maine (EUA) divulgados na quarta-feira (08/07) já haviam apontado para um outro recorde, acima desse patamar: 17,18ºC.

Além disso, segundo o C3S, o nível de gelo na Antártida atingiu o seu ponto mais baixo para junho − 17% a menos − desde o início do monitoramento via satélite.

Especialistas ainda investigam as causas da alta nos termômetros, mas, entre as explicações possíveis, estão as mudanças climáticas e fenômenos climáticos de curto prazo, como o El Niño, que periodicamente aquece as águas dos oceanos Pacífico e Atlântico e eleva as temperaturas globais, provocando secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

O calor foi especialmente perceptível na região do noroeste europeu e em países como Índia, Irã, Canadá, China e México, onde temperaturas extremas foram apontadas como responsáveis pela morte de centenas de pessoas.

Em contraste, outras regiões do globo tiveram temperaturas mais baixas do que o usual, caso do oeste da Austrália, oeste dos Estados Unidos e oeste da Rússia.


Retirado e adaptado de: WELLE, Deutsche. OperaMundi. Disponível em: -mmmas--te/81613/mes-de-junho-foi-o-mais-quente-ja-registrado-diz-orgao-da-ue Acesso em: 12 jun., 2023.
Analise o uso dos porquês do português brasileiro nas sentenças a seguir:
I.A temperatura mundial está subindo, porque estão aumentando os casos de poluição.
II.É importante deixar claro o porque de a temperatura mundial estar aumentando.
III.Por que o ser humano insiste em não ver que suas ações geram impactos na natureza?

Está correto o uso dos porquês em:
Alternativas
Q3668064 Português
A frase em que as regras de concordância foram observadas é:        
Alternativas
Q3667468 Português
Na frase: "Ela não falou-me isso." Ocorre um equívoco chamado de vício de linguagem. O nome que se dá ao vício que ocorre na frase         
Alternativas
Q3666361 Português
As expressões onde e aonde têm diferentes grafias e significados. A respeito dessas diferenças, analisar os itens abaixo:
I. A faculdade onde eu estudo fica na zona norte.
II. Onde você o levou?
III. No apartamento aonde eu moro, não tem arcondicionado.
Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q3666355 Português
________ os gatos “amassam pãozinho”? A ciência tem as respostas


        Quem tem gato provavelmente já viu o momento em que o bichano faz um movimento de “amassar pãozinho”. Isso ocorre quando ele coloca as patas dianteiras em algum lugar e aperta a região abrindo os dedos, como se estivesse massageando o local.
       Segundo uma pesquisadora e consultora de comportamento felino, com pós-doutorado na Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia, o ato de amassar já nasce com os gatos e isso pode ser visto quando eles são filhotes.
          “É um provável retrocesso ao comportamento feliz dos dias em que eram filhotes. Amassar é o que os gatinhos fazem quando estão mamando, para estimular a liberação do leite da mãe”, disse a cientista.
           O movimento durante a amamentação também pode ser usado como uma forma de comunicação entre o gatinho e a mãe, isso ________ os gatos possuem pequenas glândulas odoríferas nas patas e, quando amassam, são liberados feromônios usados para se comunicar.
         “Amassar a mãe libera feromônios associados à ligação, à identificação, ao estado de saúde e a muitas outras mensagens. Um deles, conhecido como ‘feromônio apaziguador de gatos’, é liberado pelas glândulas sebáceas ao redor das glândulas mamárias”, explica um artigo. Ok, mas e os gatos adultos, fazem isso ________?
         De acordo com uma professora e uma pesquisadora da Escola de Ciência Animal e Veterinária da Universidade de Adelaide, existem outros motivos associados ao “amassar pãozinho”.
        Segundo elas, a primeira resposta está em um fenômeno chamado neotenia, que é quando animais adultos mantêm traços ou comportamentos infantis. No caso dos gatos, a possibilidade é de que eles façam a ação para mostrar aos seus tutores que os amam – exatamente como os donos costumam pensar.
           É como se eles dissessem “você faz parte do meu grupo social” e “me sinto confortável aqui”, especialmente se são recompensados com carinho ou comida depois disso. Gatos também costumam amassar quando estão querendo “amaciar” o lugar onde vão dormir para deixá-lo mais confortável. Ao mesmo tempo, fazer isso com muita frequência pode ser sinal de compulsão ou, ainda, de que eles estão com algum machucado ou estressados. Fica o alerta. Nesse caso, o ideal é procurar um veterinário.

(Fonte: Tilt Uol - adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q3664700 Português
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar


Cerimônia acontece na manhã deste domingo, pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre os anfitriões Catar diante do Equador


Por Redação do ge — Doha 20/11/2022



O Catar queria transformar a abertura da Copa em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo, a cerimônia de 30 minutos contou com projeções, show pirotécnico, e as participações de Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah.


Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão.


As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly - zagueiro da França - apareceu em campo carregando a taça do Mundial.


Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman.


- Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo - disse na narração.


Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores.


Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal - uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores.


[…] inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país.

[…]


Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa.

[…]


Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram - entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”.


No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado.

[…]


No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura.

[…]


“Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.”


- Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bem-vindos a Doha - finalizou.


[…]



Fonte: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2022/11/20/festa-marca-a-abertura-da-copa-do-mundo-do-catar.ghtml Acesso 20 nov 2022 (Adaptado)
Assinale a alternativa em que se verifica a concordância verbal correta
Alternativas
Q3664292 Português

Silêncio


É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembrança de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível – sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro – tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecêlo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta – como ardemos por ser chamados a responder – cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga – como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre – nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio. Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror – o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio. Se não há coragem, que não se entre. [...]


Clarice Lispector. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Assinale a alternativa que apresenta a sentença ortograficamente correta.
Alternativas
Q3653075 Português
Identifique, nas frases abaixo, os vícios de linguagem presentes:

I. Venceram os brasileiros os argentinos.
II. Muita gente não gosta de uva paça no arroz.
III. Você disse que me ama? Mentirosa! Não ama nada!
IV. Na verdade, a maioridade traz responsabilidade e não liberdade ao cidadão.

Assinale a alternativa que, respectivamente, relaciona os vícios às frases:
Alternativas
Q3652959 Português

Responda à questão com base no seguinte texto: 


Inda estava longe, bem longe a vitória do abolicionismo, quando Bom-Crioulo, então simplesmente Amaro, veio, ninguém sabe donde, metido em roupas d’algodãozinho, trouxa ao ombro, grande chapéu de palha na cabeça e alpercatas de couro cru. Menor (teria dezoito anos), ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor em um meio escravocrata e profundamente superficial como era a Corte —ingênuo e resoluto, abalou sem ao menos pensar nas consequências da fuga. Nesse tempo o “negro fugido” aterrava as populações de um modo fantástico. Dava-se caça ao escravo como aos animais, de espora e garrucha, mato a dentro, saltando precipícios, atravessando rios a nado, galgando montanhas... Logo que o fato era denunciado — aqui-delrei! — enchiam-se as florestas de tropel, saíam estafetas pelo sertão num clamor estranho, medindo pegadas, açulando cães, rompendo cafezais. Até fechavam-se as portas, com medo... Jornais traziam na terceira página a figura de um “moleque” em fuga, trouxa ao ombro, e, por baixo, o anúncio, quase sempre em tipo cheio, minucioso, explícito, com todos os detalhes, indicando estatura, idade, lesões, vícios, e outros característicos do fugitivo. Além disso, o “proprietário” gratificava generosamente a quem prendesse o escravo. Autor: Adolfo Caminha. Trecho extraído da obra O Bom-Crioulo 

Há uma lacuna no texto, a qual está transcrita a seguir: ignorando as dificuldades _________ passa todo homem de cor.
Qual das seguintes alternativas preenche corretamente essa lacuna?  
Alternativas
Respostas
1201: C
1202: C
1203: A
1204: D
1205: C
1206: D
1207: C
1208: B
1209: B
1210: A
1211: A
1212: A
1213: C
1214: A
1215: A
1216: D
1217: E
1218: C
1219: D
1220: D