Questões de Concurso
Comentadas sobre problemas da língua culta em português
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1.Nós vimos muitos peixes nadando. 2.O menino mal-humorado resmungou depois do teste.
Os vícios de linguagem correspondem a desvios do padrão linguístico que surgem por descuido, desconhecimento das normas ou falta de atenção, comprometendo a clareza e a eficácia da comunicação. Esses desvios podem decorrer tanto da escolha inadequada de palavras, seja pelo sentido ou pela sonoridade, quanto de problemas na organização estrutural da frase.
Com base nisso, identifique o desvio observado nos enunciados apresentados.
No que se refere ao uso da água e ao tratamento do esgoto há tantos __________ envolvidos que é preciso analisar cada situação e entender __________ medidas concretas e mais incisivas são necessárias. Muitas pessoas, por falta de conhecimento, negam a crescente escassez de água potável em vários lugares do mundo e questionam: "__________eu preciso economizar se no Brasil há tanta água disponível?". __________? _________ a água é um recurso renovável, porém, é finito e limitado. Sem cuidado e políticas públicas claras e decisivas, corremos o risco de desertificar imensas áreas no Brasil e no mundo.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no excerto:
"Se escrevo o que sinto é ___________ assim diminuo a febre de sentir." (Fernando Pessoa)
Assinale a alternativa cuja palavra preenche corretamente o espaço em branco do pensamento acima.
I. A aula encerraria meio-dia e meio.
II. As explicações foram o mais simples possível para que todos entendessem.
III. É necessário paciência para construir o conhecimento.
Está correta a concordância em:
Nem sempre os números indicam uma quantidade precisa.
Assinale a frase em que há precisão.
I.A polissemia diz respeito a um termo que apresenta múltiplos sentidos, cujo significado se define conforme o contexto de enunciação; quando esse contexto não é suficiente, pode ocorrer ambiguidade, caracterizada pela presença de mais de uma interpretação possível para o enunciado.
II.A ambiguidade, quando decorre de descuido, configura-se como um vício de linguagem, como em "Paulo encontrou seu chefe andando no corredor".
III.Na frase "A manga da minha blusa foi manchada com a manga que comprei na quitanda do meu tio", observa-se ambiguidade relacionada ao emprego do vocábulo 'manga'.
IV.Na frase "Eu usei o binóculo para ver o homem", observa-se ambiguidade decorrente do uso inadequado de 'binóculo'.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
A garota escreveu o seguinte e-mail ao seu pai:
“Pai, obrigado por enviares anexas as fotos que te solicitei. Agora, não faltará em minha coleção os momentos mágicos que registrei aí contigo. Não houve meios de recuperar as que tenho aqui comigo.”
Assinale a alternativa correta sobre a frase em relação à concordância verbal ou nominal.
Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje
Perguntei quantos achavam que a memória estava pior. Formada por cerca de 500 estudantes de Medicina, mais da metade da plateia levantou a mão. Comentei que se tratava de uma epidemia de Alzheimer juvenil. Eles riram.
Perda de memória talvez seja a queixa mais frequente nas consultas médicas de hoje. No passado, esse fenômeno ficava restrito aos poucos que insistiam em viver mais do que 70 ou 80 anos. Todos encaravam com naturalidade os avós que repetiam cinco vezes a mesma pergunta e passavam o dia à procura de objetos deixados sabe Deus onde.
Em linhas gerais, existem dois grandes grupos de memórias: as de longa e as de curta duração, também chamadas de memória de trabalho.
As primeiras persistem por décadas ou pelo resto da vida, especialmente quando são gravadas em momentos de forte emoção. Razão pela qual não esquecemos o lugar em que estávamos ao receber a notícia da morte de um ente querido ou da queda das Torres Gêmeas, em Nova York, ou da rua em que nos roubaram o celular.
A memória de trabalho, ao contrário, é descartável, grava por pouco tempo os acontecimentos que nos ajudam a tocar a rotina diária. Por exemplo, lembro que deixei um copo de água na mesa ao lado ou que fiquei de telefonar para minha irmã ao meio-dia ou que preciso lavar a xícara do caÍé que acabei de tomar. Depois de executadas essas tarefas, tais lembranças serão varridas do cérebro, de modo a deixar espaço livre para outras.
No caso dos mais velhos, há várias causas. Entre elas, o envelhecimento cerebral, o volume crescente de informações armazenadas no decorrer dos anos, a dificuldade de encontrar espaço livre no hardware para arquivá-las e o desgaste na produção de neurotransmissores essenciais.
Esses fenômenos, no entanto, não explicam a epidemia de desmemoriados jovens. Como em pessoas de 20 ou 30 anos são muito raras as degenerações neurológicas, é bem provável que a causa do problema esteja ligada à falta de atenção. São tantos os estímulos simultâneos a que estão submetidas, que esse requisito fundamental para a consolidação de memorias se perde.
Num trabalho conduzido anos atrás, pesquisadores submeteram jovens universitários a uma bateria de testes de atenção, em três situaçôes distintas. Na primeira, eles deixavam o celular fora da sala em que os testes seriam aplicados; na segunda, entravam com o celular, que desligavam antes de começarem a responder; na terceira, o celular permanecia ligado durante a realização dos testes.
Os maiores índices de acertos ocorreram quando os celulares ficavam do lado de fora. Os piores, quando permaneciam ligados. Os testes aplicados quando os aparelhos estavam ao alcance das mãos, mas desligados, apresentaram resultados intermediários. Quer dizer, a simples presença do celular já é capaz de desviar a atenção.
A seleção natural não moldou o cerebro humano para dar conta da infinidade de desafios cognitivos impostos pela vida online. Se lembrarmos que os mesmos fatores de risco estão por trás das crises de ansiedade e de depressão que afligem crianças e adultos de todas as idades, concluiremos que não está fácil preservar a sanidade mental no mundo de hoje.
Adaptado de. https://gauchazh clicrbs.com.brlcolunistas/drauzio-
varella/noticia/2026/04 /perda- de- memoria -talvez- seja-a - queixa - ma is-
frequente- nas-consultas-medicas-de-hoje
cmoa7waeg00wi015b4bb5wsc8.html
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
I- Por que se demitiu?
II- Eles não explicaram os caminhos porque passaram.
III- Aurora não revelou o porquê de sua saída repentina.
IV- A porta está fechada, por que?
O uso dos porquês está correto:
I- É a estrada por que costuma passar.
II- Os motivos porque desisti não importam agora.
III- Ninguém explicou o porquê de tanta confusão.
IV- Alice e Amanda não vieram à festa, sabe por que?
O uso dos porquês está correto: