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Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

Questões Discursivas

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Q3691719 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que há o emprego correto da expressão em destaque.
Alternativas
Q3691408 Português
LEIA o texto a seguir para responder à questão abaixo.

O bom e o mau 

Carlos Heitor Cony


    Se me perguntarem (ninguém me pergunta nada há muito tempo) o que mais me irrita atualmente e o que mais me gratifica, eu responderei que é o computador. Na verdade, fica difícil imaginar a vida profissional sem ele, seus recursos de memória e arquivo, a capacidade de fazer correções, eliminar ou acrescentar palavras e parágrafos.


    É também irritante, sobretudo com os programas cada vez mais avançados que bolam para os usuários. Não sei qual foi o gênio que programou os dias da semana (segunda, terça, quarta etc.) com maiúsculas. Não os uso assim, e toda vez que começo a escrever "na segunda fila" ou "ter ou não ter, eis a questão" sou obrigado a eliminar a maiúscula, pois o computador, para melhor e mais rapidamente me servir, acha que eu vou escrever o que não quero nem preciso escrever. 


    Acho que já contei esta história. Se contei, conto-a outra vez, pois ela expressa exatamente o que o computador pode nos dar de bom e ruim. Um escritor norte-americano escreveu um romance em que o personagem principal teria o nome de Julieta. Um amigo, que leu os originais, achou que o nome italianado não combinava com a mocinha do oeste dos Estados Unidos, que devia se chamar Bárbara, Carol ou Kate. 


    O autor concordou e usando o recurso do "replace", ordenou que toda vez que aparecesse a palavra "Julieta", fosse ela substituída pela palavra "Bárbara". Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara". 


    Ao computador pode-se aplicar aquele pensamento do cão de Quincas Borba, que para facilitar as coisas, tinha o mesmo nome do dono: "Nada é completamente bom, nada é completamente mau". 



    CONY, Carlos Heitor. In: Manuel da Costa Pinto (Org.). Crônica brasileira contemporânea: antologia de crônicas.
São Paulo: Salamandra, 2005. p. 30-31. 

“Mandou o original assim emendado para a editora e quando recebeu o primeiro exemplar de sua obra, verificou que os seus personagens haviam ido ao teatro assistir a uma peça de Shakespeare intitulada "Romeu e Bárbara".”
Nesse trecho, o verbo destacado foi flexionado. Entretanto esse verbo, em certas construções, não permite flexão, devendo ser somente na 3ª pessoa do singular. Por isso é nomeado como verbo impessoal. Sendo assim, de acordo com essa informação, ASSINALE a alternativa em que o emprego desse verbo está em desacordo com a norma culta.
Alternativas
Q3691378 Português

ATENTE para as frases a seguir. 



I - A próxima cidade fica (....) dois quilômetros”.



II - Ela se foi (....) dois anos.



III - A apresentação será de sexta (...) domingo. 



A alternativa que completa, RESPETIVAMENTE e CORRETAMENTE, é: 

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNCERN Órgão: IF-PE Prova: FUNCERN - 2025 - IF-PE - Assistente de Alunos |
Q3689567 Português
A questão refere-se ao texto a seguir.


Valorizar as culturas das infâncias é o primeiro passo contra a adultização


Ana Paula Yazbek e Miruna Kayano Genoino


    Agosto foi definido pelo governo federal como o mês da primeira infância, mas vivemos uma contradição. Enquanto iniciativas buscam valorizar os primeiros anos de vida, surgem denúncias de hiperexposição e exploração de crianças na internet. O termo que ganhou força é "adultização", quando meninas e meninos são pressionados a assumirem comportamentos e estéticas que não correspondem à sua idade. Como agir diante disso?

     Antes de tudo, para combater esse tipo de comportamento, para além da regulamentação das redes sociais que já está sendo discutida no Congresso Nacional e do compromisso de todos com o tema (famílias e escolas), é preciso que a sociedade reconheça a importância e o direito de ser criança.

    A infância é um período repleto de descobertas, imaginação e aprendizagens que não se resumem a conteúdos, mas à própria experiência de ser criança. Brincar livre, ouvir e contar histórias, mergulhar em jogos simbólicos e na curiosidade espontânea fazem parte do que chamamos de culturas das infâncias. E dizemos no plural por reconhecer a diversidade racial, social, de gênero, cultural e econômica das crianças em diferentes territórios e tempos históricos.

    É por meio dessas experiências da infância que a criança constrói sua identidade, desenvolve habilidades socioemocionais e aprende a se relacionar com o mundo ao seu redor. Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, onde há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

    Por outro lado, a adultização impõe às crianças padrões estéticos, consumistas e comportamentais próprios do mundo adulto. Isso pode ser observado, por exemplo, na sexualização precoce em mídias e roupas, ainda mais forte nas meninas, na pressão por desempenho em excesso, e na substituição do brincar por agendas cheias de compromissos. Esses fatores podem gerar ansiedade, estresse e até dificuldades de socialização, além de comprometer o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. O excesso de estímulos, a falta de tempo livre e o acesso irrestrito a mídias adultizantes corroem a espontaneidade, a criatividade e a liberdade de ser criança.

    Ou seja, a adultização precoce pode apagar a cultura das infâncias, diminuindo a importância do "aqui e agora" em prol de um "tornar-se" alguém. Esse é um lugar de exposição, de desamparo, já que a criança não tem mecanismos cognitivos, afetivos, emocionais, físicos, para lidar com o que representa essa adultização.

    A criança tem de estar no lugar de criança, vivendo experiências que ela só pode viver nessa fase, como a experimentação intensa das muitas oportunidades que lhe são apresentadas, fazendo muitas perguntas, ouvindo respostas, recebendo olhares e gestos que as acolhem. Por isso, valorizar a infância não significa impedir ou desvalorizar a presença e o comportamento dos adultos. Pelo contrário, os adultos são os responsáveis por oferecer às crianças condições, espaços e ambientes para que elas sejam produtoras dessa cultura. E devem participar desse desenvolvimento da infância, não só controlar e observar.

    Assim, ao estar com as crianças nos momentos de brincadeira livre, por exemplo, aprendemos o que está acontecendo com elas, observamos quais decisões tomam, quem consegue brincar bem, quem ainda está ficando sozinho. Nesse processo, nós, adultos, podemos ser um pouquinho mais crianças para termos trocas significativas. Se não formos, as crianças podem ter como experiência maior a entrada no mundo adulto, com todas as suas consequências.

   Mas quantas infâncias são desamparadas? Seja pelas políticas públicas, dentro de escolas que não conseguem cuidar efetivamente delas ou de famílias sem condições básicas. É urgente que famílias, educadores, instituições e a sociedade como um todo reflitam sobre o papel que estamos atribuindo às crianças.

   Educar contra a adultização é também um ato político e de cuidado: envolve garantir os direitos das crianças — brincar, conviver, aprender, se expressar —, assim como lutar por uma infância inclusiva, criativa e culturalmente rica. Valorizá-la é recuar da lógica produtiva e dar espaço ao afeto, à imaginação, à diversidade e à proteção de sua identidade própria. É compreender que a criança não é um "miniadulto", mas um indivíduo em desenvolvimento que precisa de apoio, cuidado e espaço para ser criança.


Disponível em: correiobraziliense.com.br. Acesso em: 02 set. de 2025. [Adaptado]
Considere o trecho reproduzido a seguir.

Quando respeitamos e incentivamos essa cultura, contribuímos para uma formação mais saudável e integral, onde há espaço para a ludicidade, para o erro como parte do processo de aprendizagem e para o tempo próprio de cada etapa do desenvolvimento.

Nesse trecho, a palavra em destaque está em
Alternativas
Q3686428 Português
No português brasileiro, a forma “a gente” funciona como pronome de primeira pessoa plural em registros orais e também em gêneros escritos informais. Tal fenômeno é relevante para análise da variação linguística. Considerando a reflexão gramatical e sociolinguística, qual alternativa expressa abordagem pedagógica mais rigorosa?
Alternativas
Q3686421 Português
A abordagem da variação linguística no ensino de Língua Portuguesa implica discutir o uso da norma-padrão sem ignorar outras variedades. Considerando a perspectiva sociolinguística e os documentos oficiais, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3684745 Português
Assinale a alternativa inteiramente adequada à norma. 
Alternativas
Q3682267 Português
“Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? (...)”

(Trecho de Eloquência singular, de Fernando Sabino)

Mantendo o mesmo sentido da construção verbal motivadora do texto acima, assinale a alternativa em que ambas as formas estão de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q3682265 Português
“É difícil imaginar __________ algumas pessoas evitam discutir certos assuntos delicados, mesmo que importantes. Talvez seja __________ não se sentem confortáveis em fazê-lo. De qualquer forma, compreender o __________ desse comportamento pode ser essencial para entendermos melhor o homem.”

Assinale a alternativa que apresenta os elementos que preenchem corretamente as lacunas do enunciado acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q3682231 Português

Sobre o emprego dos porquês, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.


Felipe não quis jogar bola ______ havia chovido, e as ruas _______ ele passou estavam todas molhadas. 

Alternativas
Q3682061 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está INCORRETA:
Alternativas
Q3681760 Português

Observe a seguinte frase:


“Faltou, naquele comício esvaziado, os argumentos que sustentavam o discurso do candidato.”


Em relação à norma culta da língua portuguesa, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q3681757 Português
Assinale a alternativa em que a forma plural do substantivo está empregada de maneira inadequada, segundo a norma culta: 
Alternativas
Q3677339 Português
Para responder à questão, considere o comentário reproduzido a seguir. 
 
O reconhecimento da norma culta real não deve servir de base para um novo tipo de prescrição e repressão linguísticas. É preciso adotar a posição do convívio democrático e tranquilo entre as formas tradicionalmente padronizadas e as formas inovadoras já incorporadas à atividade linguística dos falantes urbanos. Não vamos praticar uma prescrição às avessas: rejeitar as formas tradicionais para aceitar exclusivamente as inovadoras. Na prática linguística falada e escrita, existe lugar para todas elas. O importante é abandonar de vez a noção irracional de que as formas inovadoras constituem erros a ser evitados. É inútil tentar combater supostos “erros” que já se fixaram nas variedades urbanas de prestígio, inclusive na nossa melhor produção literária desde o Romantismo. 

BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2011.
A professora Pronominália necessitou planejar uma aula sobre os pronomes clíticos o/a/os/as. Em consonância com o posicionamento explicitado no comentário, a professora deverá
Alternativas
Q3677148 Português
A frase "O policial prendeu o ladrão em sua casa" apresenta o seguinte vício de linguagem:
Alternativas
Q3677145 Português
No sentido de "acarretar" ou "ter como consequência", a regência do verbo "implicar" está INCORRETA em:
Alternativas
Q3677144 Português
A concordância verbal está em conformidade com a norma-padrão em:
Alternativas
Q3676202 Português
O que Marcos Bagno defende?

O linguista defende a importância das variedades linguísticas e o combate ao preconceito linguístico. Portanto, suas obras principais fazem uma reflexão sociolinguística acerca do português brasileiro. Desse modo, o autor mostra que a língua não está isenta de questões sociais e políticas. E indica que a exclusão social também pode ser feita por meio da língua, por aqueles que consideram a norma-padrão como uma variedade linguística superior, dominada por classes sociais privilegiadas.


Marcos Bagno e o preconceito linguístico

A principal obra de Marcos Bagno é o livro Preconceito linguístico, o qual se tornou uma referência para professores(as) e demais estudiosos(as) da língua portuguesa. O autor mostra que o português brasileiro é plural, já que é resultado da diversidade linguística. E evidencia o fato de que a gramática normativa é usada como instrumento de poder para excluir aqueles que não a dominam.”

https://brasilescola.uol.com.br/biografia/marcos-bagno.htm#:~:text=2013)%20%E2%80%94%20infantil.-,O%20que%20 Marcos%20Bagno%20defende?,dominada%20por%20classes%20 sociais%20privilegiadas.
Com base na abordagem de Marcos Bagno sobre a variação linguística e sobre o preconceito linguístico (Texto 1), assinale a alternativa que está de acordo com as ideias defendidas pelo linguista.
Alternativas
Q3675939 Português
O uso correto dos diferentes tipos de "porquês" é um dos pontos mais recorrentes em provas de gramática normativa da Língua Portuguesa, pois envolve a distinção entre função interrogativa, explicativa, substantiva e posicional do termo.

Analise as frases abaixo e identifique aquela em que o uso está plenamente adequado à norma culta.
Alternativas
Respostas
441: C
442: C
443: A
444: C
445: B
446: D
447: D
448: A
449: C
450: A
451: D
452: D
453: A
454: D
455: A
456: D
457: B
458: C
459: B
460: B