Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Castelo - ES Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Obras | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Dermatologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico do Trabalho | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Veterinário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Nutricionista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Orientador Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Procurador Municipal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Psicólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Endodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Odontopediatria | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Periodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ginecologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ortopedista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Otorrinolaringologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Pediatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Psiquiatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Tributos Municipais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Analista de Sistemas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Arquivista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Assistente Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Biólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Auditor Público Interno | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Bibliotecário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Educador Físico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrimensor | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Farmacêutico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fisioterapeuta | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fonoaudiólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Contador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Economista Doméstico |
Q3761464 Português
Considere as frases:

- “O laboratório irá ratificar o laudo.”
- “Na semana passada, a equipe retificou o quadro de horários.”

Assinale a alternativa que classifica corretamente o par de palavras e indica seus sentidos no contexto.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Castelo - ES Provas: IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Obras | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Dermatologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico do Trabalho | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Veterinário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Nutricionista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Orientador Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Procurador Municipal | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Psicólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Endodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Odontopediatria | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista Periodontia | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ginecologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Ortopedista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Otorrinolaringologista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Pediatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico Psiquiatra | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Agente Fiscal de Tributos Municipais | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Analista de Sistemas | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Arquivista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Assistente Social | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Biólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Auditor Público Interno | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Bibliotecário | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Educador Físico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Enfermeiro | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrimensor | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Agrônomo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Civil | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Engenheiro Eletricista | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Farmacêutico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fisioterapeuta | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Fonoaudiólogo | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Médico | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Cirurgião Dentista ESF | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Contador | IBADE - 2025 - Prefeitura de Castelo - ES - Economista Doméstico |
Q3761462 Português
Considerando a frase abaixo, assinale a alternativa que a reescreve preservando o sentido e corrigindo a concordância e a regência.

“Foi entregue aos avaliadores uma síntese dos dados, favorável às conclusões, e anexaram se lhe comentários técnicos.” 
Alternativas
Q3760653 Português

Considere este fragmento de texto para a questão.



JORNAL DO COMMERCIO – Por que os números de feminicídios continuam tão altos no Brasil? Onde estamos falhando no enfrentamento do crime de gênero



WÂNIA PASINATO - Uma falha que eu vejo nesse processo histórico de visibilização da violência contra a mulher é uma aposta muito grande que se faz nas respostas através da criminalização da violência, [1] em detrimento de caminhos que priorizem a prevenção. Nós não trabalhamos com a educação da mesma forma que atuamos na repressão. Toda vez que nós identificamos uma nova forma de violência contra a mulher, [2] a primeira resposta que a sociedade demanda é a adoção de uma lei ainda mais punitiva. Mas a gente não pensa de forma preventiva, [3] que priorize o enfrentamento da causa dessa violência e não, [4] suas consequências. As iniciativas de prevenção ainda são muito tímidas. 



Fonte: https://jc.uol.com.br (com destaques) 

Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA. 
Alternativas
Q3759056 Português
Em construções fixas e locuções, a concordância varia: “em anexo” é locução adverbial invariável; “um e outro” usualmente rege verbo no singular; sujeitos oracionais tendem ao singular (Bechara; Luft; Cunha & Cintra).

Selecione a alternativa correta conforme a norma culta. 
Alternativas
Q3758379 Português
Bagno e Faraco distinguem norma padrão (convenção codificada para circulação pública formal) de norma culta (usos de falantes escolarizados em contextos de prestígio). O ensino crítico, inspirado em Paulo Freire, acolhe variação e combate estigmas, sem abdicar da aprendizagem da norma para inclusão cidadã. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3757148 Português
Assinale a alternativa que apresenta ERRO de concordância: 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Monteiro - PB Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GAM | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fisioterapeuta | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GAE | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Endocrinologista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Generalista Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo Endodontista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicopedagogo da Educação Infantil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q3756699 Português
Em análise comparada de períodos em Osman Lins e José Américo, aparecem sujeitos compostos antepostos e pospostos, além de estruturas com porcentagens e expressões partitivas. A norma culta codifica: (i) sujeito composto anteposto → verbo no plural; (ii) sujeito composto posposto → plural ou concordância atrativa com núcleo próximo, conforme estilo; (iii) coletivos variam segundo enfoque semântico; (iv) partitivas frequentemente atraem plural pelo núcleo. A adequada leitura requer observar a posição do sujeito, foco informacional e registro.

De acordo com o texto, assinale a alternativa normativa correta.
Alternativas
Q3756258 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Um país de escolas inseguras não tem futuro


    Quem reconhece que a educação é a base de tudo, na certeza de que tal premissa vai muito além de um mantra superficial sem amparo na realidade, sabe que a instituição escolar, se boa e bem estruturada, é a garantia mínima de acesso a chances reais para cada indivíduo e, em consequência, para o Brasil. A escola é o locus da formação intelectual e social de crianças e adolescentes, imprescindível para formar uma nação desenvolvida, decente e sustentável. Sendo assim, imagine-se o que significa para o Brasil quando grande parte dos jovens estudantes enxerga a escola não como um ambiente de aprendizado, convívio, respeito, valorização e crescimento pessoal, e sim um lugar de incerteza e insegurança. É uma tragédia silenciosa e inconcebível.

    Pois sabe-se agora, graças a uma pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que quase metade dos alunos do 8o e do 9o ano do Ensino Fundamental da rede pública diz não encontrar um ambiente seguro na escola. Conforme avança a idade dos estudantes, reduz-se a percepção de que a escola é um espaço de aprendizado, acolhimento, socialização e participação. Enquanto 75% dos alunos do 6o e do 7o ano dizem ter pelo menos um adulto em quem confiam e 58% deles afirmam se sentir acolhidos pelos adultos dentro da escola, esse índice cai para 66% e 45%, respectivamente, nas duas séries seguintes. Entre os adolescentes dos 6o e 7o anos, 71% consideram que os profissionais da escola respeitam e valorizam os alunos, mas só 39% afirmam que os estudantes valorizam os professores – números que caem para 56% e 26%, respectivamente, entre os alunos dos 8o e 9o anos.

   A relevante pesquisa do MEC foi realizada com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e do Unicef, a partir de um processo de entrevistas com uma amostra de 2,3 milhões de estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de todo o Brasil. As respostas coletadas ancoram a implementação do Programa Escola das Adolescências, uma bem-vinda iniciativa para levar adiante a ideia de uma escola mais conectada com as diferentes formas de viver a adolescência no País.

    Há duas frentes centrais de preocupação inspiradas pelos números: primeiro, a ideia de uma escola segura stricto sensu, visão em grande medida tisnada por contextos de violência (doméstica ou na comunidade escolar), bullying, discriminação, gravidez precoce, falta de vagas, problemas de transporte e questões de saúde; segundo, o tipo de escola pública, por vezes desinteressante, que estamos oferecendo aos nossos adolescentes. São dois longevos e mal resolvidos problemas da educação básica. No primeiro caso, registrem-se os relatos negativos apontados num estudo do início deste ano, com base em dados do Atlas da Violência 2024, do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No segundo, há a flagrante dificuldade de conter o abandono escolar entre os adolescentes, consumado em particular no Ensino Médio e motivado sobretudo pela necessidade de trabalhar e pela falta de interesse.

   O Brasil universalizou o Ensino Fundamental só nos anos 1990. Desde então, continua a expandir lentamente a educação na pré-escola e no Ensino Médio, e não só patina no freio à evasão escolar como ainda está a anos-luz do que seria o ideal para ofertar uma escola atraente para a formação de um adolescente. Isso passa por currículos atualizados, estrutura adequada, qualidade dos serviços prestados e cumprimento mais pleno dos objetivos de desenvolvimento e aprendizado. Convém sublinhar que a necessidade de adequar melhor a escola aos novos contextos de vida dos jovens estudantes não significa fazer concessões a modismos pedagógicos e políticas demagógicas, e sim ajustar currículos e práticas escolares e tornar os gastos no setor mais produtivos, mediante aprimoramento da formação de professores.

  A pesquisa ilustra outros caminhos, como convivência, inovação e participação dos alunos. É eloquente, por exemplo, o reconhecimento do papel das disciplinas tradicionais para ajudá-los no desenvolvimento para a vida. Mas, antes de tudo, é um convite à ação, num país onde um a cada cinco jovens não conclui a educação básica, para que cuidemos melhor desse momento tão difícil de transição da infância para a adolescência.


(Editorial, O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/ opiniao/um-pais-de-escolas-inseguras-nao-tem-futuro/?srsltid=AfmBOorG5q OwqW7dp_lOY7jhhhQYbA33Wj9jtrf53beAx1WVmkto6mT4. Adaptado)
Assinale a alternativa em que uma frase reelaborada está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal.
Alternativas
Q3755493 Português
O que é mesmo a língua brasileira?


        Nos últimos tempos, voltou ao debate a ideia de que o português do Brasil deve ser tratado como uma língua distinta daquela falada em Portugal. Os defensores dessa proposta, no entanto, não parecem assumir uma perspectiva nacionalista, como se poderia imaginar à primeira vista. Não é essa a questão, nem de longe. O que parece alimentar a tese da língua brasi leira hoje, no século 21, é a valorização da oralidade, naturalmente suscetível a grande variação tanto regional como diastrática. Enfatizam-se as diferenças colhidas no registro distenso da língua a pretexto de valorizar a diversidade, agora mais relevante que a unidade. A diversidade seria “real” e a unidade seria “fictícia”.

     Com base nesse olhar, atento mais às mudanças que às permanências, propõe-se uma atualização do cânone da língua padrão, que estaria ultrapassado. Assim, as obras literárias consagradas deixariam de ser o modelo de correção gramatical, papel que passaria a ser desempenhado pelo texto jornalístico e pela produção acadêmica. Em tese, a mudança de corpus não deveria fazer grande diferença, pois tanto jornalistas como graduandos, mestrandos, doutorandos e professores universitários fazem uso da norma padrão sistematizada nas gramáticas. Ou não?

     Sim e, às vezes, não. Grandes jornais costumam ter manuais de orientação editorial, que, baseados nas gramáticas, servem para tirar dúvidas de quem escreve contra o relógio no dia a dia. Há muito tempo, porém, dispensaram a figura do revisor (ou do “copidesque”), atividade que já foi exercida – em tempos ainda mais distantes – por gente do quilate de Graciliano Ramos, José Saramago e Machado de Assis, entre outros que conhecemos pelo brilho de suas obras literárias.

     O fato é que, sem o revisor, a tendência é haver menos rigor no uso da norma padrão. Há, sem dúvida, jornalistas que se revelam exímios escritores (não faltam exemplos), mas outros ainda estão ganhando experiência. Claro está que todos, indistin tamente, participariam desse novo cânone. Na prática, o que eram “erros gramaticais”, às vezes mero fruto de lapso, ganharia status de modelo de correção. Não é demasiado lembrar que a atividade do jornalista não se resume a escrever, o que, de saída, o distingue de escritores propriamente ditos. Estes últimos é que se ocupam de fato de burilar a linguagem, explorando a pleni tude de seus recursos. Sempre foi assim.

     Os textos produzidos por estudantes universitários, por vezes, refletem falhas da formação escolar anterior – e quem o diz são os próprios professores que leem os trabalhos deles. Alguns orientadores sugerem a alunos que submetam seus trabalhos à revisão profissional, mas muitos outros não o fazem. Além disso, frequentemente esses trabalhos são revisados por outros estudantes, em busca de um “bico” para arredondar o orçamento. O resultado é novamente a irregularidade.

     O novo cânone seria, então, muito abrangente. Naturalmente, para ser “novo”, teria de assegurar a pureza do corpus, liberto da interferência de algum tacanho revisor de texto. Não por acaso, os revisores vêm sendo tachados de “elitistas” e até de “reacionários”. Seriam, no plano específico de sua atividade, defensores da “unidade fictícia” em detrimento da “diversidade real” e, no plano geral, defensores de uma tradição que, por muitos motivos, deveria ser questionada.

     Em outras palavras, a posição “progressista” no debate é a que introduz como modelo de correção gramatical os textos jornalísticos e universitários em “estado puro”, que, afinal, sem a interferência fantasmagórica do revisor, seriam a expressão “real” da língua da camada culta da população. Com esse modelo, por certo, não nos livramos do “elitismo”, mas, talvez, apenas dos revisores.

      Não vamos negar que haja revisores de mão pesada, pouco sensíveis ao estilo de algum escritor, mas é falso tomá-los como padrão da profissão. O revisor não é um mero “caçador de erros”, muito menos alguém que decore meia dúzia de regras gramaticais e se gabe de suposta sapiência para diminuir o valor alheio. Existe gente séria fazendo trabalho sério nessa área, gente que estuda, pesquisa, consulta, confere, mas atua longe dos holofotes, como o simpático personagem da “História do Cerco de Lisboa”, de José Saramago.

     Ao defender, na sua atividade, o conhecimento consolidado nas gramáticas, o revisor usa como modelo não o seu estilo pessoal (como parece fazer quem advoga em causa própria), mas um patrimônio coletivo constituído pela tradição cultural. Demonizar esse profissional, sob o duvidoso pretexto de “democratizar” a língua, é perda de tempo. Ao que tudo indica, esse “novo cânone”, se sair do discurso fácil de ser “curtido” nas redes sociais, vai enfrentar grandes dificuldades técnicas, se não a total impossibilidade de concretização. Com objetivos pouco claros, pode ser apenas uma batalha fadada a ser inglória.

  (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: julho de 2025.) 
Para a articulista, o maior impacto causado pela dispensa do trabalho do copidesque será: 
Alternativas
Q3752641 Português
As crônicas do escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo apresentam linguagem coloquial e narrativa fluida, mas ainda assim seguem normas da língua culta.
Nas frases a seguir, retiradas de uma seleção de suas crônicas, identifique aquela em que há inadequação no uso do demonstrativo relativo de lugar, com a forma onde empregada incorretamente no lugar de aonde.
Alternativas
Q3752640 Português
Leia as frases a seguir, retiradas do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo, e assinale a que apresenta a troca indevida entre os verbos “costumar” e “acostumar”. 
Alternativas
Q3752639 Português
Os parônimos trazem problemas a quem escreve, pois são palavras de grafia semelhante, mas de significados distintos. É o caso de “cerca de”, “acerca de” e “há cerca de”. O uso adequado desses termos ocorre quando cada um deles é empregado de acordo com o seu sentido próprio.
A esse respeito, leia as frases a seguir, extraídas do livro Os Sertões, de Euclides da Cunha, e assinale a opção em que um desses parônimos foi usado corretamente.  
Alternativas
Q3752632 Português
A ambiguidade é um problema sério na escrita, pois compromete a clareza da mensagem. Todas as frases a seguir apresentam ambiguidade.
Assinale a opção em que ela é causada pela má colocação de uma palavra.
Alternativas
Q3752629 Português
Todas as frases a seguir mostram um termo modificador sublinhado.

Assinale a opção em que esse termo foi colocado numa posição adequada na frase, de forma que não cause ambiguidade e mantenha clareza. 
Alternativas
Q3751844 Português
Observe a concordância das expressões a seguir. Marque a opção em desacordo com a norma culta. 
Alternativas
Q3751698 Português
No estudo da língua portuguesa, a compreensão das diferentes perspectivas de abordagem gramatical é fundamental para o ensino e para a análise linguística.
Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:

I. A gramática normativa tem como objetivo prescrever regras e modelos de uso da língua, orientando o falante quanto ao emprego considerado correto e adequado, segundo a tradição culta.
PORQUE
II. A gramática descritiva busca estabelecer padrões de correção com base em juízos de valor histórico e social, indicando como o falante deve utilizar a língua para se adequar às normas instituídas pelas academias de letras.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3751083 Português

Analise as frases abaixo:



■ A vítima estava muito ................ e precisou ser levada ao hospital.


■ Perguntei ao porteiro ................ não me chamou pelo interfone.


■  Para não chamar a atenção, o segurança é orientado a comportar-se com ................ máxima.


■ Se o ................ é intenso, é preciso dirigir com mais atenção e prudência.


■ Comendo tanto assim, você vai acabar ................ seu estômago.



Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.

Alternativas
Q3750196 Português
Mencionando-se os porquês, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3750194 Português

Em relação à língua, linguagem, variações linguísticas, leia as alternativas, coloque (V) verdadeira ou (F) falsa e assinale a alternativa devida.



( ) A formação, o desenvolvimento e a expansão da Língua Portuguesa estão obviamente vinculados à história dos povos que a criaram e ainda hoje a empregam e transformam.



( ) O Português é uma língua neolatina, novilatina ou românica, pois foi formada com base nas transformações verificadas no latim levado pelos dominadores romanos à Região da Península Ibérica.



( ) O Português no seu desenvolvimento histórico, tem os seguintes períodos: 1- Protoportuguês – do século IX ao século XII. A documentação desse período é muito rara, são textos redigidos em latim bárbaro, nos quais se encontram algumas palavras portuguesas; 2- Português histórico – do século XII aos dias atuais. Esse período subdivide-se em duas fases: a fase arcaica ´do século XII até o século XV e a fase moderna – do século XVI aos dias atuais.



( ) Na fase arcaica do Português, houve inicialmente uma língua comum ao noroeste da Península Ibérica, (regiões da Galiza e norte de Portugal), o galegoportuguês ou galaico-português, fartamente documentado em textos que incluem uma literatura de elevado grau de elaboração, (a lírica galego-portuguesa). Com a separação política de Portugal e sua posterior expansão para o sul, o português e o galego se foram individualizando, transformando-se o primeiro numa língua nacional e o segundo numa das línguas que, na Espanha, coexistem como castelhano.



( ) Na fase moderna do Português, devemos distinguir o português clássico, (séculos XVI e XVII) do português pós-clássico, (do século XVIII aos nossos dias). Na época do português clássico, tiveram início os estudos gramaticais e desenvolveu-se uma extensa literatura, em grande parte influenciada por modelos latinos. No período pós-clássico, a língua começou a assumir as características que hoje apresenta. 

Alternativas
Q3749754 Português

O fim do mundo - Cecília Meireles



A primeira vez que ouvi falar no fim do mundo, o mundo para mim não tinha nenhum sentido, ainda; de modo que não me interessava nem o seu começo nem o seu fim. Lembro-me, porém, vagamente, de umas mulheres nervosas que choravam, meio desgrenhadas, e aludiam a um cometa que andava pelo céu, responsável pelo acontecimento que elas tanto temiam.


Nada disso se entendia comigo: o mundo era delas, o cometa era para elas: nós, crianças, existíamos apenas para brincar com as flores da goiabeira e as cores do tapete.



Mas, uma noite, levantaram-me da cama, enrolada num lençol, e, estremunhada, levaram-me à janela para me apresentarem à força ao temível cometa. Aquilo que até então não me interessava nada, que nem vencia a preguiça dos meus olhos, pareceu-me, de repente, maravilhoso. Era um pavão branco, pousado no ar, por cima dos telhados? Era uma noiva, que caminhava pela noite, sozinha, ao encontro da sua festa? Gostei muito do cometa. Devia sempre haver um cometa no céu, como há lua, sol, estrelas. Por que as pessoas andavam tão apavoradas? A mim não me causava medo nenhum.



Ora, o cometa desapareceu, aqueles que choravam enxugaram os olhos, o mundo não se acabou, talvez eu tenha ficado um pouco triste – mas que importância tem a tristeza das crianças?



Passou-se muito tempo. Aprendi muitas coisas, entre as quais o suposto sentido do mundo. Não duvido de que o mundo tenha sentido. Deve ter mesmo muitos, inúmeros, pois em redor de mim as pessoas mais ilustres e sabedoras fazem cada coisa que bem se vê haver um sentido do mundo peculiar a cada um.



Dizem que o mundo termina em fevereiro próximo. Ninguém fala em cometa, e é pena, porque eu gostaria de tornar a ver um cometa, para verificar se a lembrança que conservo dessa imagem do céu é verdadeira ou inventada pelo sono dos meus olhos naquela noite já muito antiga.



O mundo vai acabar, e certamente saberemos qual era o seu verdadeiro sentido. Se valeu a pena que uns trabalhassem tanto e outros tão pouco. Por que fomos tão sinceros ou tão hipócritas, tão falsos e tão leais. Por que pensamos tanto em nós mesmos ou só nos outros. Por que fizemos voto de pobreza ou assaltamos os cofres públicos – além dos particulares. Por que mentimos tanto, com palavras tão judiciosas. Tudo isso saberemos e muito mais do que cabe enumerar numa crônica.



Se o fim do mundo for mesmo em fevereiro, convém pensarmos desde já se utilizamos este dom de viver da maneira mais digna.



Em muitos pontos da Terra há pessoas, neste momento, pedindo a Deus – dono de todos os mundos – que trate com benignidade as criaturas que se preparam para encerrar a sua carreira mortal. Há mesmo alguns místicos – segundo leio – que, na Índia, lançam flores ao fogo, num rito de adoração.



Enquanto isso, os planetas assumem os lugares que lhes competem, na ordem do universo, neste universo de enigmas a que estamos ligados e no qual por vezes nos arrogamos posições que não temos – insignificantes que somos, na tremenda grandiosidade total.



Ainda há uns dias à reflexão e ao arrependimento: por que não os utilizaremos? Se o fim do mundo não for em fevereiro, todos teremos fim, em qualquer mês...




(Quatro vozes, 1998) 

Em muitos pontos da terra pessoas, neste momento, pedindo a Deus. Observe o termo em destaque no fragmento, em seguida veja as proposições e marque a resposta que as completa corretamente:

Terminei minhas obrigações ____ duas décadas.

____ pessoas que desperdiçam seu tempo com inutilidades.

Vamos morrer _____ qualquer momento.

A indesejada vai chegar _____ sua porta.

Queria revê o cometa,_____, seria bom avaliar minha visão infantil.

A morte não chega _____ prazo.
Alternativas
Respostas
381: C
382: D
383: A
384: E
385: C
386: D
387: E
388: E
389: C
390: D
391: A
392: B
393: C
394: E
395: D
396: B
397: B
398: A
399: A
400: E