Questões de Concurso
Comentadas sobre problemas da língua culta em português
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O Texto 2 refere-se à questão.
Texto 2
Doar sangue com frequência pode deixar suas
células sanguíneas mais saudáveis
Em estudo, as células de doadores frequentes
apresentaram uma mutação que pode ajudar a
suprimir células cancerígenas.
Por Eduardo Lima
Doar sangue frequentemente não é só uma questão de altruísmo e preocupação com o coletivo. De acordo com um novo estudo, doar sangue também pode aumentar as habilidades do doador de produzir células sanguíneas saudáveis, possivelmente reduzindo o risco de desenvolvimento de leucemia – tipo de câncer que afeta a formação das células do sangue, especialmente dos glóbulos brancos.
Cientistas do Instituto Francis Crick, um centro de pesquisa biomédica em Londres, analisaram os dados genéticos de 217 homens da Alemanha, a partir de células sanguíneas doadas por eles. Todos os participantes do estudo tinham entre 60 e 72 anos de idade, e já haviam doado sangue mais de 100 vezes ao longo da vida
Além dos super-doadores, os cientistas também investigaram amostras de sangue de 212 homens de idade parecida, mas que doaram sangue menos de 10 vezes durante a vida. Depois da comparação, eles perceberam que os homens que doavam sangue frequentemente tinham maior probabilidade de ter mutações no gene DNMT3A.
O estudo dos pesquisadores do Instituto Francis Crick, publicado no periódico Blood, sugere que a mutação é benéfica e ajuda a suprimir células cancerosas na corrente sanguínea.
Mais rápido que células cancerosas
Para entender por que as mutações se espalharam entre os doadores frequentes, os cientistas criaram, em laboratório, algumas células-tronco geneticamente editadas para carregar essas modificações. Elas foram comparadas a células que não passaram por nenhum processo de edição. Para simular os efeitos da doação de sangue, eles adicionaram o hormônio eritropoietina (EPO), que é produzido pelo corpo depois da perda de sangue.
Um mês depois, as células com mutações haviam crescido 50% mais rápido do que aquelas sem edição genética, mas só nos casos em que houve adição de EPO. Isso mostra que o hormônio favorece o crescimento de células com a mutação no gene DNMT3A. Quanto maior a exposição à eritropoietina, mais as células sanguíneas com a modificação se multiplicam.
Para descobrir se ter mais células com mutações era algo benéfico, a equipe de cientistas misturou elas a outras células, com edições genéticas que aumentam o risco de leucemia. De novo, quando em contato com o hormônio EPO, as células com a mutação cresceram mais rápido, suprimindo o crescimento das cancerosas.
Mais estudos são necessários para confirmar se é realmente isso que acontece com os doadores de sangue frequentes. O resultado pode ser diferente dentro de um laboratório, que tem variáveis controladas, em comparação a uma análise de pessoas de diferentes etnias e faixas etárias. É importante lembrar, também, que esse estudo só analisou casos de homens. [...]
Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/doar-sangue-comfrequencia-pode-deixar-suas-celulas-sanguineas-mais-saudaveis/. Acesso em 30 jun. 2025.
Colesterol alto é o grande culpado das doenças cardiovasculares?
Durante muito tempo, o colesterol foi tratado como um dos grandes vilões da saúde. As campanhas médicas e publicitárias reforçaram a ideia de que ele deveria ser combatido a qualquer custo. Hoje, porém, a ciência reconhece que a questão é mais complexa: o colesterol é uma substância essencial ao organismo, necessária para a produção de hormônios, vitamina D, membranas celulares e ácidos biliares. O problema está no excesso — especialmente quando há desequilíbrio entre o colesterol LDL e o HDL.
O LDL, chamado de “colesterol ruim”, transporta colesterol do fígado para os tecidos. Em excesso, pode se acumular nas artérias, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, conhecido como “colesterol bom”, ajuda a remover o excesso de gordura do sangue, levando-o de volta ao fígado. Por isso, não é o colesterol em si o responsável pelos problemas de saúde, mas o desequilíbrio entre suas frações e a presença de outros fatores de risco, como sedentarismo, tabagismo e hipertensão.
Segundo especialistas, a avaliação dos níveis de colesterol deve ser feita de maneira individualizada. Há pessoas com taxas elevadas que não apresentam risco aumentado de infarto, enquanto outras, mesmo com valores próximos do ideal, podem ter predisposição genética para a aterosclerose. Isso mostra que os exames laboratoriais não devem ser analisados de forma isolada, mas em conjunto com o histórico clínico e os hábitos de vida.
A alimentação continua a ter papel fundamental. O consumo exagerado de gorduras saturadas e trans eleva o LDL, enquanto uma dieta rica em frutas, legumes, fibras e gorduras boas — como as presentes no azeite, nas castanhas e no abacate — ajuda a aumentar o HDL. Praticar atividade física, manter o peso adequado e evitar o cigarro são atitudes que contribuem para evitar fissuras no endotélio (camada superficial que reveste vasos e artérias), local onde o colesterol LDL se deposita, iniciando o processo de aterosclerose.
Mais do que enxergar o colesterol como um inimigo, a medicina atual recomenda uma visão de equilíbrio. O colesterol é vital, mas requer controle. O cuidado contínuo com a alimentação, o estilo de vida e o acompanhamento médico regular são as melhores estratégias para manter a saúde do coração e compreender que o corpo humano depende de harmonia, não de extremos.
Adaptado de: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2022/10/20/colesterol-alto-e-vilao.htm. Acesso em: 20 out. 2022.
Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias
Por Jornal da USP
Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos
Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.
“[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.
Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.
Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.
Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.
Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025
Tecnologia amplia papel das crianças como motores do conhecimento nas famílias
Por Jornal da USP
Estudo mostra como crianças nascidas após 2010 intensificaram a socialização do conhecimento com gerações anteriores, o que pode ser facilitado de acordo com a tecnologia, a escola e o tipo de interação entre pais e filhos
Uma pesquisa feita na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) da USP investiga quais são os fatores que influenciam o processo de socialização reversa de famílias brasileiras. Tal socialização ocorre quando a criança cresce adquirindo mais conhecimento que seus pais, o que acaba por gerar neles o interesse em aprender com os filhos. O trabalho foi idealizado por Murilo Lima Araújo, com orientação do professor Andres Rodrigues Veloso, do Departamento de Administração.
“[Para o desenvolvimento do trabalho] me baseei na teoria da socialização do consumidor e da socialização reversa, que é um fenômeno estudado desde os anos 1970. Então, discorri sobre essa socialização nas características cotidianas: no futebol, na alimentação, viagens, roupas, sustentabilidade e tecnologia”, declarou o pesquisador. De acordo com Araújo, nas últimas décadas, as crianças têm desempenhado um papel dentro do contexto familiar diferente do que acontecia nas gerações anteriores. Esse cenário ocorre em virtude das mudanças na sociedade atual, por exemplo, as políticas garantidoras de educação e a alteração do currículo escolar. Além disso, a acessibilidade à tecnologia, proteção contra trabalho infantil, proteção contra abusos físicos, diminuição da fertilidade da população e alteração de estilos parentais mais restritivos para mais abertos desempenham um papel importante na geração atual.
Levando essas questões em consideração, o estudo focou a geração de indivíduos que nasceram a partir do ano de 2010, também denominada Geração Alfa, a qual possui um elevado potencial cognitivo (AV1), consequência de estarem sendo socializados em um ambiente com altos estímulos provocados pela revolução digital. “As gerações anteriores a essa [Alfa] tiveram menos oportunidade de estudo, nasceram no mundo analógico. E sabemos que isso impacta muito na comunicação das pessoas”, analisou.
A metodologia utilizada para o desenvolvimento do projeto se deu em uma pesquisa qualitativa em duas etapas: foram coletados desenhos feitos por crianças de 7 a 11 anos em uma escola estadual, bem como a realização de entrevistas em profundidade com as famílias. Já a análise dos dados ocorreu por meio de triangulação de ambas as coletas. Dessa forma, os desenhos foram analisados, conforme a literatura pesquisada, e as entrevistas foram transcritas verbatim e codificadas por meio do software Atlas.ti.
Dessa maneira, foi evidenciado que os fatores que facilitam a socialização reversa são: tecnologia, escola e estilo parental, isto é, a natureza da interação de pais e filhos. Com efeito, os resultados da pesquisa indicam que esse tipo de socialização é manifestado através do consumo de eletrônicos, consumo de roupas, atitudes pró-ambientais, atividade física, relações interpessoais e inteligência emocional.
Segundo Costa, os achados de seu trabalho podem auxiliar na elaboração de ações educacionais para gerações mais velhas no intuito de diminuir as lacunas geracionais. “Como contribuição social, é interessante para gestores públicos pensar em estratégias de marketing político, para, de repente, utilizar a criança como socializadora no combate à obesidade”. Ademais, a sociedade, em geral, poderá refletir sobre a educação que está propiciando aos seus filhos e suas possíveis consequências positivas e negativas.
Adaptado de: https://jornal.usp.br/ciencias/cienciashumanas/tecnologia-amplia-papel-das-criancas-como-motores-doconhecimento-nas-familias/. Acesso em: 10 jun. 2025
Qual das alternativas abaixo apresenta a principal justificativa para a proibição do uso de gírias e expressões informais em textos oficiais?
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esse tema:
I.A variação linguística diatópica refere-se às diferenças de fala observadas entre diferentes grupos sociais ou faixas etárias, como o uso de gírias.
II.O conceito de 'adequação linguística' propõe que o falante competente é aquele que sabe transitar entre diferentes registros (formal, informal) e variedades, ajustando sua linguagem ao contexto comunicativo.
III.A norma-padrão deve ser ensinada como a única forma correta e legítima de uso da língua, sendo as demais variedades consideradas formas 'corrompidas' ou 'erradas' do idioma.
Está correto o que se afirma em:
(__)Na frase 'O diretor precisou retificar a ata da reunião sobre LIBRAS, pois havia um erro de digitação', o verbo destacado significa 'corrigir' e está usado corretamente.
(__)Na frase 'O sindicato dos intérpretes solicitou ao tribunal que retificasse o acordo coletivo', o verbo destacado significa 'confirmasse' ou 'validasse'.
(__)Os verbos 'ratificar' e 'retificar' são sinônimos perfeitos quando utilizados em contextos jurídicos, ambos significando 'tornar reto' ou 'validar'.
(__)Em 'O diretor ratificou o erro', o verbo está usado corretamente, indicando que o diretor 'corrigiu' o erro.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.
(__)A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.
(__)O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.
(__)A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Às vezes, dizemos "sim" quando gostaríamos de dizer "não". Aceitamos sair mesmo quando estamos cansados ou com a "bateria baixa", respondemos com doçura quando o que gostaríamos era só silêncio. Fazemos isso em nome da harmonia, do cuidado, daquilo que acreditamos ser gentileza — mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar. Afinal, os limites para a gentileza é essencial para que o ato continue sendo leve e genuíno.
(Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/existe-limites-para-a-gentilezacomo-manter-o-equilibrio-sem-se-anular/#ter-ternura-com-limites. Acesso em: 15 dez. 2025. Adaptado.)
A respeito das concordâncias nominal e verbal, leia o excerto e analise as sentenças:
I. A construção "mas há momentos em que esse gesto começa a nos pesar" apresenta correta concordância do verbo "haver", uma vez que ele é impessoal. Se a autora do texto decidisse usar o verbo "existir", seria necessário fazer a concordância, ficando "mas existem momentos...".
II. Há um problema de concordância verbal e nominal na expressão "é essencial" que deveria estar no plural, concordando com o núcleo do sujeito − "limites".
III. O trecho "para que o ato continue sendo leve e genuíno" apresenta corretas concordância verbal e nominal. Primeiro, porque o verbo e os adjetivos concordam com sujeito "o ato" e este está no singular porque tem como referente "a gentileza".
É correto o que se afirma em:
(VIEIRA e FARACO, Gramática do Português Brasileiro Escrito. São Paulo: Parábola, 2023. p.18.)
Tendo essa citação com ponto de partida e mobilizando seus conhecimentos a respeito do Ensino de Língua Portuguesa, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) A gramática de um texto falado por um determinado estudante deve ser, ao longo de seu processo de aprendizagem, a mesma gramática de um texto escrito por ele.
(__) Texto escrito e texto falado são produtos de práticas sociais em distintas modalidades da língua − a fala e a escrita.
(__) Nem todas as manifestações escritas são de caráter formal, do mesmo modo que nem todas as manifestações faladas são de caráter informal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
I.Eis por que é preciso discutir o aquecimento global, mas também agir rápido e mundialmente.
II.Ninguém explica por que há tanta resistência, por parte das grandes nações, em mitigar os efeitos do aquecimento global. Elas também são responsáveis.
III.É preciso implementação urgente de ações que, de fato, mudem os rumos climáticos por que não há mais tempo para fingir que os desastres não estão cada vez mais intensos.
O por que foi corretamente usado em:
I.Por que é tão difícil escrever à mão hoje em dia? Será mesmo dificuldade?
II.Se escrevo é porque preciso organizar meus pensamentos e só a escrita o faz.
III.Eis todos os motivos por que escrevo à mão e ando com um bloquinho e uma caneta na bolsa.
IV.Ele queria saber o porquê da minha decisão de viajar e registrar tudo por escrito.
V.Eu sei porque.
Está correto o uso em:
I.Ninguém entende por que você saiu correndo, assim, do nada.
II.Vocês querem saber isso por quê?
III.Não entendo o porquê de tanta resistência em se abrir.
Está correto o uso em:
Leia o trecho da entrevista que o professor Marcos Bagno concedeu para a 9ª Bienal da UNE:
"O que é o preconceito linguístico?
O preconceito linguístico é a atitude que um indivíduo ou um grupo social assume diante de algum modo de falar que é diferente do seu. Pode ser uma variedade linguística social (usada por determinada classe social) ou regional, mas também pode ser uma outra língua, no caso de sociedades plurilingues. Como todo preconceito, o linguístico é a manifestação, de fato, de um preconceito social, porque o que está em jogo não é a língua que a pessoa fala, mas a própria pessoa como ser social. Uma vez que a língua é parte fundamental da identidade de um indivíduo e de um grupo social, rejeitar a língua é rejeitar a própria pessoa e a comunidade de que ela faz parte."
(Disponível em: https://www.une.org.br/2014/11/marcos-bagno-a-lingua-como-instrumento-de-poder/. Acesso em 03 dez. 2025.)
A partir da leitura do excerto e de seus conhecimentos respeito do assunto, analise as sentenças:
I.A língua portuguesa é uma entidade social em constante transformação por nós que a (re)inventamos todos os dias. Ela é uma das principais manifestações da nossa brasilidade, formada por inúmeros sotaques, expressões e variações. Essas diferenças têm forte ligação com a região e/ou o grupo social em que elas se manifestam.
II.Há um padrão linguístico, estabelecido de acordo com o modo de falar no eixo Rio-São Paulo, regiões fortes e centrais no processo de construção do país, que deve não apenas ser respeitado, como adotado pelas outras regiões nas interações oficiais, inclusive na escola. Adotar um padrão linguístico, neutro, evita incompreensões na comunicação e minimiza o preconceito com quem fala diferente. As variações linguísticas, os sotaques, as expressões típicas de uma região devem ser usadas e valorizadas sim, mas no cotidiano informal.
III.A língua também é utilizada como um instrumento de opressão e fonte de preconceito pelas elites, que não costumam aceitar as variedades linguísticas, nem os regionalismos das classes mais baixas. Para essa elite, são manifestações linguísticas que fogem da norma culta, portanto, são consideradas "erradas".
IV.O preconceito linguístico manifesta um preconceito social: o foco não está na língua, mas na pessoa como ser social, em sua identidade. Rejeitar a língua de uma pessoa é rejeitar tanto a pessoa, quanto a comunidade da qual ela faz parte. Isso não tem a ver apenas com as variedades linguísticas e regionalismos do português brasileiro, mas também com outras línguas.
É correto o que se afirma em: