Questões de Concurso Comentadas sobre problemas da língua culta em português

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Q1108827 Português

              Aprimorar diálogo ajuda a prevenir tiroteios em escolas

Pesquisas sugerem que atiradores são deprimidos e suicidas. Iniciativas centradas no diálogo e na saúde mental de estudantes e professores podem ajudar a evitar tragédias, dizem especialistas.


      Em 1999, poucos dias depois dos ataques ao Colégio Columbine, nos Estados Unidos, um incidente semelhante atingiu a pequena cidade de Taber, em Alberta, no Canadá. Um garoto de 14 anos invadiu o colégio W. R. Myers, disparando a esmo. Matou um estudante e feriu outros dois.

      Especialista em estresse pós-traumático, o psicólogo Kevin Cameron foi chamado de imediato, para prestar atendimento às vítimas e sobreviventes. Desde então, ele e seus colegas tentam se antecipar a esse tipo de tragédia: “É possível prevenir tiroteios em colégio. E temos nos aprimorado nessa tarefa”, me disse ele durante o final de semana.

      Cameron comanda hoje o Centro Norte-Americano para Avaliação de Riscos e Resposta a Traumas. Seu trabalho envolve ensinar educadores, policiais e pais a identificar jovens em risco para cometer atos de violência extrema, de modo a ajudá-los. Segundo ele, há ao menos duas coisas importantes a saber sobre esses adolescentes: a maioria sofre de problemas psicológicos graves, está deprimida e tem comportamento suicida. Não raro, têm histórico de convívio conflituoso com a família ou de abuso doméstico; e a maioria fala sobre seus planos, com amigos, pais ou professores, antes de executá-los: “A questão é que a maior parte das pessoas não leva a sério. Ninguém acha que aquele garoto seria capaz de praticar algo tão horrendo”, me disse Cameron. [...]

      Segundo Cameron, o programa vem se mostrando bem-sucedido. Baseia-se em criar, nas escolas, ambiente propício ao diálogo e de proximidade com as famílias dos estudantes. A ideia é conhecer o contexto em que vivem, que problemas enfrentam, de modo a oferecer ajuda se necessário. Em 2013, o jornal The New York Times escreveu a respeito da iniciativa.

      Na esteira do atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na última quarta-feira, a questão se tornou fundamental também para o Brasil. Incidentes dessa natureza não são tão comuns no país quanto nos EUA ou no Canadá. Mas pesquisadores defendem que mudar a dinâmica do convívio escolar, de modo a estimular o diálogo e oferecer suporte psicológico a alunos e estudantes, pode reduzir índices de violência: “As escolas mais violentas são aquelas onde há pior comunicação”, me disse a professora Kathie Njaine, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz e especialista em violência em escolas.

      Njaine me disse que observou isso em trabalhos desenvolvidos por orientandas suas em municípios da Baixada Fluminense: “Mesmo naquelas situações em que o entorno do colégio era violento, as escolas onde havia uma boa relação com os jovens e as famílias tinham menos conflitos”, afirmou.

      Construir ambiente propício ao diálogo nem sempre é tarefa simples. Por vezes, esbarra em problemas relacionados à estrutura das escolas: com tantos alunos, nem sempre professores e funcionários conseguem prestar a devida atenção a todos. É um desafio, também, porque exige que, não raro, as escolas lidem com problemas surgidos fora de seus muros. Compreender os problemas dos jovens requer, por exemplo, estar atento ao contexto em que vivem. “É importante olhar para as relações com a família, para os projetos de vida desses adolescentes”, diz Njaine.

      Se o projeto de Los Angeles serve de exemplo, esse esforço de comunicação traz resultados: “Quando tragédias como a de Suzano acontecem, muita gente passa a discutir segurança pública. Passa a falar sobre a necessidade de colocar policiais nas escolas. Isso não basta”, diz Njaine. “Isso não resolve se você não pensar na educação como um todo. É preciso criar, nas escolas, ambientes abertos ao diálogo”.

(Rafael Ciscati. Disponível em: https://epoca.globo.com/aprimorar-dialogo-ajuda-prevenir-tiroteios-em-escolas-23536751. 20/03/2019. Adaptado.)

O emprego de verbos impessoais possui características específicas que os distinguem do que ocorre com outros verbos de modo geral. A conformidade de seu uso de acordo com a variedade padrão da língua pode ser observada em “há ao menos duas coisas importantes” (3º§). Indique, a seguir, a alternativa que NÃO apresenta erro de acordo com a norma padrão.
Alternativas
Q1105822 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Porque não.
Era uma vez uma mulher que não queria ter filhos nem se explicar sobre isso

Mayara Fortin nunca quis ser mãe. Ano passado, a arquiteta paulista decidiu fazer um “experimento social”: foi conferir como é o processo para conseguir a laqueadura, a cirurgia que liga as tubas uterinas, impedindo a gravidez. No Brasil, o procedimento pode ser feito pelo SUS: segundo a Lei 9.263, mulheres a partir de 25 anos (ou já mães de dois filhos) podem pedir pela cirurgia – mas não sem dar uma série de explicações, como descobriu Mayara.
Primeiro, ela preencheu uma ficha; depois, assistiu a uma palestra sobre métodos contraceptivos; na sequência, escreveu uma carta e, por fim, passou por um tipo de entrevista com a enfermeira do posto de saúde. “É quase um interrogatório. O atendimento foi simpático, mas um tanto absurdo”, lembra à Tpm. A documentação foi passada a uma comissão, que demora até seis meses para responder. No fim, ela recebeu uma negativa. “Tentei argumentar: tenho 30 anos, casa própria, carro e viajo pelo mundo. E esta é a única decisão que não tenho ‘maturidade’ para tomar?”
Além dos entraves, de quebra vigora uma cláusula pra lá de controversa: independentemente da idade, mulheres casadas precisam de autorização do cônjuge para realizar a cirurgia. Mayara descobriu que, na prática, a lei não é seguida à risca.
Sem justificativas
A discussão é necessária: um número crescente de brasileiras vêm optando pela não maternidade. Segundo o IBGE, em 2004, elas representavam 10% da população feminina do país; em 2014, eram 14%, apesar da série de pressões e expectativas da família, dos amigos ou dos padrões, do inabalável tique-taque do relógio biológico e pela ideia de feminilidade “plena” umbilicalmente ligada à maternidade.
“A simples afirmação ‘não quero ter filhos’ é frequentemente seguida pela pergunta: ‘Mas por que não?!’ É como se a mulher fosse obrigada a se justificar, a jogar a prioridade para uma pós-graduação, um projeto, um trabalho”, diz a psicóloga gaúcha Daiana Quadros Fidelis, que estudou não maternidade e maternidade tardia – segundo o estudo Estatísticas do Registro Civil de 2015, realizado pelo 
IBGE, o número de mulheres que se tornaram mães entre 30 e 39 anos aumentou de 22,5% (2005) para 30,8% (2015), enquanto na faixa entre 15 e 19 anos caiu de 20,3% para 17%, no mesmo período.
Daiana recebe em seu consultório relatos de mulheres que se sentem culpadas por não palpitar o tal instinto materno no ventre. “Elas cresceram ouvindo que mulher ‘nasce’ com esse desejo. Por não se verem nesse papel ou não se sentirem sensibilizadas, muitas delas alimentam sentimentos de culpa, como se lhes faltasse algo. Mas o que falta não é necessariamente um filho, e sim a ideia de que ela deveria desejar um filho”, analisa. Para Daiana, discussões recentes têm contribuído para quebrar esse estigma e “para mostrar que as mulheres que não querem ter filhos não estão sozinhas e não há motivo para culpa”. 
Esse estigma tem raízes milenares. “Ao longo da história, a figura da mulher mãe foi muito forte. Nos últimos 5 mil anos, a mulher foi considerada responsável pela futura mão de obra – eram necessários braços para a lavoura, então, elas tinham 15 filhos”, analisa Regina Navarro Lins, psicanalista e autora de Novas formas de amar (2017). “Mas, na década de 60, depois do advento da pílula anticoncepcional e do movimento feminista, as mulheres passaram a poder decidir se queriam ter filhos ou não, quando, onde e com quem. Foi uma grande ruptura na história.” Na década de 80, lembra a psicanalista, a filósofa francesa Élisabeth Badinter escreveu um livro sobre o mito do amor materno, Um amor conquistado, mostrando que o desejo de ser mãe não é inerente à mulher. “Ela foi duramente criticada, pois muitos queriam continuar acreditando que toda mulher é uma mãe potencial.”
[...]
Disponível em: <https://revistatrip.uol.com.br/tpm/era-
uma-vez-uma-mulher-que-nao-queria-ter-filhos-nem-se-
explicar-sobre-isso>. Acesso em: 2 jul. 2019.
A respeito do título do texto “Porque não.”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1105818 Português
Analise o trecho a seguir. “Eu quero que risque o meu nome da sua agenda Esqueça o meu telefone, não me ligue mais Porque já estou cansado de ser o remédio Pra curar o seu tédio, quando seus amores não lhe satisfaz” Telefone Mudo – João Batista De Oliveira / Manoel Pereira.
O trecho em questão apresenta um desvio da norma-padrão da língua portuguesa, corretamente identificado em
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Prefeitura de Uberlândia - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Profissional de Apoio Escolar | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Agente de Autoridade de Trânsito | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Agente de Controle de Zoonoses | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fotógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Músico Instrumentista - Fagote | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Técnico em Enfermagem | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Desenhista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Técnico em Agropecuária | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal Sanitário - Farmácia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Topógrafo | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal Sanitário - Enfermagem | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal Sanitário - Alimentos | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Meio Ambiente | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Obras | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Abastecimento | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Patrimônio | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Defesa do Consumidor | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2019 - Prefeitura de Uberlândia - MG - Fiscal de Posturas |
Q1098536 Português

A fotografia está morrendo?

De tempos em tempos temos algum artigo apocalíptico dizendo que algo está morrendo, ou simplesmente vai acabar. Até hoje estamos esperando a morte do rádio ou o fim do papel. Mas, alguns destes artigos nos trazem coisas para pensarmos. É o caso do texto intitulado “The Death of Photography: are camera phones destroying an artform?” (Em português: “A morte da fotografia: as câmeras de celular estão destruindo uma forma de arte?”) publicado no The Guardian por Stuart Jeffries em 13 de dezembro. Ele parte de uma pergunta simples: estaria a massificação da fotografia destruindo a arte? Pergunta complicada. Em vez de expressar unicamente sua opinião, o jornalista procurou alguns grandes fotógrafos e os fez pensar sobre o assunto.

O primeiro a ser questionado foi Antonio Olmos, fotógrafo mexicano que vive em Londres. Segundo ele, nunca houve tantas fotografias tiradas no mundo, mas ao mesmo tempo a fotografia está morrendo. Para o fotógrafo isso se deve justamente pela massificação. Para falar a verdade, a reportagem toda foi motivada por dois acontecimentos da semana passada. O primeiro foi flagrante do autorretrato em que participou o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama na cerimônia em memória a Nelson Mandela. Segundo a reportagem ela mostra toda a natureza narcisista que cerca a nova fotografia executada com celulares. O segundo fato foi a divulgação de uma pesquisa feita por psicólogos onde foi demonstrado que o atual comportamento que nos leva a fotografar tudo o que vemos tem por consequência o fato de não vivermos intensamente o momento, levando a sua não assimilação total dos fatos. Ou seja, quanto mais você fotografa o seu cotidiano, menos capacidade de se lembrar dele você tem.

É nesse segundo ponto que Olmos bate mais forte: “As pessoas que tomam fotografias de sua comida em um restaurante em vez de comê-la. As pessoas que tomam fotografias da Mona Lisa, em vez de olhar para ela. Acho que o iPhone está levando as pessoas para longe de suas experiências.” O argumento do fotógrafo também passa pela história do surgimento da fotografia, na qual os pintores perderam o filão de retratos de família para os fotógrafos. Agora, os profissionais estão perdendo o seu espaço para as fotografias feitas pelo cidadão comum. Entendo o argumento do fotógrafo, mas sinto aqui também um pouco de amargura. Sabemos que o ramo do fotojornalismo, a área de Olmos, está em crise. Antigamente era necessário enviar um profissional para uma zona de conflito. Hoje é possível encontrar diversas fotos desses conflitos feitas por quem está vivendo o acontecimento. Imagens feitas com celulares e postadas em redes sociais. Complicado competir com esse tipo de interatividade.

Por outro lado, o fotógrafo Eamonn McCabe tem uma visão um pouco diferente. Para ele, a massificação da tecnologia digital está deixando os fotógrafos cada vez mais preguiçosos. Antes uma sessão fotográfica era feita com dois rolos de filme de 24 poses. Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento. Sem dizer que tamanha quantidade de fotos nos tira a capacidade de apreciar uma imagem. Por isso que sempre digo que ninguém vai querer ver as 2 mil fotos de suas férias. Faça uma seleção de 20 fotos e vai ser um sucesso. “As pessoas estão fazendo um monte de fotos, mas ninguém está olhando para elas”.

E, no final do artigo, temos a voz da razão na pessoa do fotógrafo Nick Knight, que já publicou um livro e fez uma campanha de moda utilizando apenas o iPhone. Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda com a utilização de câmeras 35mm em detrimento das de médio formato. Segundo Nick, “O que importa, artisticamente, não é quantos pixels elas tem, mas se as imagens funcionam. A máquina com que você cria sua arte é irrelevante.”

O artigo é muito mais denso e merece uma leitura detalhada. Mas, qual minha opinião? A arte sempre vai estar morrendo, segundo a opinião de alguém. Além do mais, a fotografia não é arte. É uma forma de comunicação que pode ser utilizada como arte. Esta utilização é que se encontra em baixa ultimamente e é de difícil acesso para o público comum. Até mesmo para os fotógrafos que investiram milhares de Reais em seu equipamento. Vejo muita foto feita com câmeras caras, lentes soberbas, conhecimento técnico e pós processamento exorbitante que são, apenas, bonitinhas. Expressões máximas da frase “sua fotografia é tão boa quanto seu equipamento”. A fotografia, como expressão da arte, não está morrendo. Ela continua existindo no mesmo nicho que sempre existiu. Talvez agora um pouco mais escondida por conta da massificação, mas ela está lá, vivendo bem. 

Disponível em: <https://meiobit.com/274065/fotografia-estamorrendo/>. Acesso em: 31 jul. 2019 (Adaptação).

Analise os trechos a seguir.

I. “Para ele, o iPhone trouxe uma liberdade que só tem paralelo com os anos 60, quando deixou-se de utilizar tripé nas sessões de moda.”

II. “Hoje pode-se fazer mil fotos em uma sessão e todos os defeitos são corrigidos no pós processamento.”

Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q1096242 Português
Em conformidade com a norma-padrão, a lacuna da tira deve ser preenchida, CORRETAMENTE, com: 
Imagem associada para resolução da questão
- Ah! Estou vendo que o seu rádio também tem o selinho “MADE IN JAPAN”! - _________ ‘também’? - Olha aqui, está vendo? “MADE IN JAPAN”. Minha lanterna também é ‘MANDE IN JAPAN’. - O isqueiro do meu pai também, a máquina fotográfica, os óculos, meus brinquedos a pilha... Tudo tem o selinho “MADE IN JAPAN”! -? -É diferente! QUE SUSTO!
http://cachinhosleitores.blogspot.com/2013/01/um-ano-novomafaldiano-para-todos-nos.html. Acesso em 12 jan. 2019. 
Alternativas
Q1093518 Português
    
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
“que” (linha 5) por onde.
Alternativas
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRO-AC Prova: Quadrix - 2019 - CRO - AC - Serviços Gerais |
Q1093002 Português

Texto para o item.


Cárie dentária



Internet: <https://www.infoescola.com> (com adaptações).


Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item.


“mau” (linha 28) por mal.

Alternativas
Q1092476 Português
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está empregada INCORRETAMENTE:
Alternativas
Q1091846 Português

       ____________ o Macchu Picchu está em um local tão acidentado?


      No topo de uma montanha peruana de quase 2,5 quilômetros de altitude, está situado o santuário inca de Macchu Picchu. Símbolo de uma civilização antiga, o local desperta _____ décadas a curiosidade dos cientistas, intrigados com o fato de uma sociedade despossuída das tecnologias atuais ter construído a chamada “cidade perdida” em uma região tão acidentada e difícil de manejar.

      Foi anunciado um estudo, liderado pelo geólogo brasileiro Rualdo Menegat (da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), que busca elucidar o assunto. O cientista sugeriu que a construção do Macchu Picchu em um ponto de encontro entre placas tectônicas – o que culmina em um relevo desigual – se deu por causa, e não apesar, do tipo de terreno da região. De acordo com o pesquisador, teria sido impossível erguer a cidade em altas montanhas (como exigia a religião dos incas, que valorizava a altitude e a vista) se o solo não fosse acidentado.

      O estudo foi baseado em imagens capturadas por satélites e medições feitas no próprio local. Ao mapear as fraturas geológicas presentes na América do Sul, Menegat descobriu que as falhas responsáveis pela elevação da porção central da Cordilheira dos Andes se cruzam e formam um “X” exatamente embaixo do Macchu Picchu. Outras cidades incas, como Cusco e Ollantaytambo, também estão localizadas no encontro de fraturas de relevo.

      Os resultados da pesquisa apontam que a rede de falhas geológicas na região proporcionou diversas vantagens aos incas. Um bom exemplo é o fornecimento de água: os desníveis permitiam que a água de degelo, assim como a proveniente da chuva, escorresse diretamente para a cidade. Além disso, a altitude protege o santuário de avalanches e escorregamentos de terra, que são muito comuns na região.

      O estudo reitera o fato de que civilizações antigas possuíam conhecimentos profundos sobre determinados assuntos, ____ exemplo da construção e do planejamento de edificações. Afinal, em um mundo de tecnologia escassa, o povo inca foi capaz de organizar a estrutura de uma cidade com surpreendente eficiência.

                                                        https://veja.abril.com.br/ciencia... - adaptado.

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q1091815 Português

               Pesquisas fornecem novas evidências para o início da vida na Terra


      A origem da vida é um tema que, evidentemente, desperta curiosidade ____ milênios. Os recursos usados para esclarecer o assunto, contudo, mudaram ao longo dos anos. Muitas civilizações passadas, a exemplo da egípcia, usavam ações divinas para explicar o surgimento dos seres vivos. Algo, claro, que permanece até hoje.

      Alguns cidadãos da Grécia Antiga, por outro lado, começaram a optar por teorias mais científicas. Hipócrates, o pai da medicina, acreditava que os quatros elementos, reproduzidos no corpo humano, eram responsáveis pela faísca da vida. Já Demócrito, seu __________ filósofo, via na junção de átomos a explicação para o fenômeno.

      Desde então, há séculos que a humanidade usa a ciência como ferramenta para tentar compreender suas origens. Dois estudos publicados recentemente forneceram novas evidências que podem nos ajudar nessa longa caminhada em direção à fórmula da vida na Terra.

      A primeira pesquisa foi fruto do trabalho de biólogos japoneses de diversos institutos. Pela primeira vez, cientistas conseguiram capturar e desenvolver em laboratório um micróbio semelhante àquele que pode ter dado início à vida complexa na Terra.

      Trata-se de uma espécie antiga de arqueas, micro-organismos unicelulares muito parecidos com as bactérias, com um tipo de célula mais simples do que a de animais e plantas. Habitantes do mar profundo, esses seres são difíceis de se manter em um ambiente controlado, o que exigiu dos pesquisadores doze anos de esforços para cultivá-los apropriadamente.

      A importância dessas arqueas é gigantesca para entender a origem da vida. Em seu material genético, foram encontrados, além dos genes frequentemente presentes em micróbios, marcadores genéticos típicos de eucariontes (células como as nossas, que possuem núcleo e outras estruturas mais complexas). Essa mistura de informações levou os cientistas a acreditarem que estavam em frente a um ser que pode ter servido de ponte entre as células simples e as mais desenvolvidas.

                                                                                 https://veja.abril.com.br... - adaptado.

Em relação ao uso dos porquês, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) A promoção por que espero está quase chegando.

( ) Ele não pagou por que não gostou.

Alternativas
Q1091806 Português

               Pesquisas fornecem novas evidências para o início da vida na Terra


      A origem da vida é um tema que, evidentemente, desperta curiosidade ____ milênios. Os recursos usados para esclarecer o assunto, contudo, mudaram ao longo dos anos. Muitas civilizações passadas, a exemplo da egípcia, usavam ações divinas para explicar o surgimento dos seres vivos. Algo, claro, que permanece até hoje.

      Alguns cidadãos da Grécia Antiga, por outro lado, começaram a optar por teorias mais científicas. Hipócrates, o pai da medicina, acreditava que os quatros elementos, reproduzidos no corpo humano, eram responsáveis pela faísca da vida. Já Demócrito, seu __________ filósofo, via na junção de átomos a explicação para o fenômeno.

      Desde então, há séculos que a humanidade usa a ciência como ferramenta para tentar compreender suas origens. Dois estudos publicados recentemente forneceram novas evidências que podem nos ajudar nessa longa caminhada em direção à fórmula da vida na Terra.

      A primeira pesquisa foi fruto do trabalho de biólogos japoneses de diversos institutos. Pela primeira vez, cientistas conseguiram capturar e desenvolver em laboratório um micróbio semelhante àquele que pode ter dado início à vida complexa na Terra.

      Trata-se de uma espécie antiga de arqueas, micro-organismos unicelulares muito parecidos com as bactérias, com um tipo de célula mais simples do que a de animais e plantas. Habitantes do mar profundo, esses seres são difíceis de se manter em um ambiente controlado, o que exigiu dos pesquisadores doze anos de esforços para cultivá-los apropriadamente.

      A importância dessas arqueas é gigantesca para entender a origem da vida. Em seu material genético, foram encontrados, além dos genes frequentemente presentes em micróbios, marcadores genéticos típicos de eucariontes (células como as nossas, que possuem núcleo e outras estruturas mais complexas). Essa mistura de informações levou os cientistas a acreditarem que estavam em frente a um ser que pode ter servido de ponte entre as células simples e as mais desenvolvidas.

                                                                                 https://veja.abril.com.br... - adaptado.

Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q1090165 Português

A cor amarela é sinônimo de felicidade? Depende de onde

você nasceu

        Todos nós associamos emoções a cores: vermelho a amor, amarelo a alegria, azul a tristeza, etc. Mas essas concepções não são fixas: o laranja, por exemplo, é muito associado a calor e vitalidade no Ocidente, mas no Oriente Médio tem um significado extremamente triste – associado à lamentação e ao luto.

      Para mapear essas diferenças, pesquisadores suíços da Universidade de Lausanne, perguntaram a indivíduos de diferentes etnias e nacionalidades qual significado eles atribuíam ao amarelo. O amarelo foi escolhido porque “é uma __________ da luz do Sol, que sustenta a vida e o clima agradável”.

       Publicado no periódico Journal of Environmental Psychology, o estudo utilizou os dados das primeiras 6.625 pessoas que responderam a uma pesquisa internacional sobre a relação entre cores e emoções, contabilizando voluntários de 55 países. Nesse questionário, os participantes associam 12 cores a gradações de sentimentos como alegria, orgulho, medo e vergonha.

      A conclusão dos pesquisadores foi curiosa: o amarelo não é considerado tão alegre em países ensolarados. Depois de analisar diversas variáveis – como média de horas diárias de céu aberto e a duração relativa do dia e da noite, eles perceberam que dois fatores eram determinantes: a quantidade anual de chuva e a distância do Equador.

        No geral, as pessoas que associavam amarelo à alegria viviam em países mais chuvosos, localizados longe da linha imaginária. No Egito, apenas 5,7% das pessoas associam a cor à alegria. Já na Finlândia, país frio, com alto índice pluviométrico e distante do equador, 87,7% acham o amarelo alegre. Em países com climas mais amenos e estações do ano mais definidas, como os EUA, esses níveis de associação ficaram entre 60% e 70%.

https://super.abril.com.br/... - adaptado

Assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:

Não sei __________ escolhi o vestido amarelo.

Alternativas
Q1089569 Português
Considerando o correto uso de “onde” e “aonde”, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
(1) Onde (2) Aonde
( ) ______ estou, é muito lindo. ( ) Não sei ______ você quer chegar. ( ) Esta é a gaveta ______ guardei meu óculos. ( ) Moro na cidade ______ a música acontece. ( ) Nosso filho irá ______ nós não pudemos ir.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1089568 Português

Leia o texto 4 para responder à questão.


Texto 4

Imagem associada para resolução da questão

No texto 4, Armandinho dialoga com o pai sobre a norma padrão. A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas dos quadrinhos, de acordo com a norma culta é
Alternativas
Q1089558 Português
De acordo com a norma culta, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Há políticos que fazem mau uso do dinheiro público. ( ) Mal entramos em casa e fomos chamados ao portão. ( ) Enfrentamos um mal começo em nossa viagem à Europa. ( ) Jeremias compreendeu que o gerente era mal intencionado. ( ) Ele abandonou os projetos comerciais porque foi mau nos negócios.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1087895 Português

De acordo com a norma culta, analise as orações a seguir e identifique com C as grafadas corretamente e com E as grafadas de forma errada.

( ) Não houve nenhum impecilho nos meus estudos para a prova.

( ) O deputado chegou atrasado para a cessão solene na Câmara.

( ) Não há exceções para atrasos na prova.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q1087894 Português
Considerando o  correto uso de “onde” e “aonde”, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.
Imagem associada para resolução da questão

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q1083974 Português
O uso dos "porquês", quase sempre deixa dúvidas na hora que precisamos escrever de forma correta. Marque a alternativa em ele esteja empregado da forma correta.
Alternativas
Q1083573 Português

                                            [Gravado na pele]


       Dizem que a tatuagem data do paleolítico, quando era usada por povos nativos da Ásia. Além da beleza das formas e cores, há algo de simbólico nessas inscrições corporais. Os índios pintam o corpo em cerimônias, festas e rituais de guerra. Os marinheiros, cujas pátrias são os portos e os oceanos, ostentam em sua pele símbolos que evocam a breve permanência em terra firme e a longa travessia marítima: âncoras, ilhas, mapas, peixes, pássaros, bússolas.

      Antes de ser uma febre no Brasil, a tatuagem inspirou uma música de Chico Buarque e Ruy Guerra. Quero ficar no teu corpo feito tatuagem, diz a letra dessa belíssima canção.

      Para um observador parado à beira-mar, um observador que teme o sol forte e protege a cabeça com um chapéu, cada tatuagem é uma descoberta, uma viagem do olhar. Jovens e velhos exibem tatuagens; uso o verbo exibir porque talvez haja uma ponta de exibicionismo nessa arte antiga de fazer da pele uma pintura para toda a vida.

      Numa única manhã ensolarada, sob meu chapéu, vi tatuagens de vários tipos e tamanhos, li nomes próprios, adjetivos, bilhetes, e até mesmo uma mensagem cifrada, cuja revelação será sempre adiada: Amanhã saberás o segredo...

(Adaptado de: HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 122)

Está plenamente adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
Alternativas
Q1081920 Português
Assinale a alternativa INCORRETA referente a norma culta:
Alternativas
Respostas
2261: B
2262: C
2263: B
2264: A
2265: A
2266: E
2267: E
2268: B
2269: C
2270: D
2271: D
2272: D
2273: B
2274: C
2275: C
2276: E
2277: B
2278: A
2279: A
2280: B