Questões de Concurso Comentadas sobre preposições em português

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Q1870580 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto 2, abaixo. 


Assinale a alternativa correta, do ponto de vista gramatical, considerando a substituição das formas verbais entender (l. 06) e enviar (l. 07) por mexer e entregar, respectivamente.
Alternativas
Q1868893 Português

Investimento em educação na primeira

infância como “estratégia anticrime”


            James Heckman já era vencedor do Nobel de Economia quando começou a se dedicar ao assunto pelo qual passaria a ser realmente conhecido: a primeira infância (de 0 a 5 anos de idade), sua relação com a desigualdade social e o potencial que há nessa fase da vida para mudanças que possam tirar pessoas da pobreza.

            Em grande parte por causa de seus estudos, o assunto tem ganhado mais atenção nos últimos anos. Heckman concluiu que o investimento na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico. Ele calcula que o retorno financeiro para cada dólar gasto é dos mais altos.

            Isso ocorre porque, na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Assim, é mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade – atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade – necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida.

            No início dos anos 2000, Heckman começou a se debruçar sobre os dados do Perry Preschool Project, experimento social que mudou a vida de seus participantes. Ele funcionou assim: em 1962, na pequena cidade de Ypslanti, no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, 123 alunos da mesma escola foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles, com 58 crianças, recebeu uma educação pré-escolar de alta qualidade, e o outro, com 65, não participou das mesmas atividades – este último é o grupo de controle. A proposta era testar se o acesso a uma boa educação infantil melhoraria a capacidade de crianças desfavorecidas de obter sucesso na escola e na vida.

            “O consenso quando comecei a analisar os dados era de que o programa não tinha sido bem-sucedido porque o QI dos participantes era igual ao de não participantes”, lembra ele, anos depois, em conversa com a BBC News Brasil.

            Heckman e colegas resolveram analisar os resultados do experimento por outro ângulo. “Nós olhamos não para o QI, mas para as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida e vimos que o programa era, na verdade, muito mais bem-sucedido do que as pessoas achavam. Constatamos que os participantes tinham mais probabilidade de estarem empregados e tinham muito menos chance de ter cometido crimes”, diz o economista.

            Sua análise do programa Perry chegou à conclusão de que houve um retorno sobre o investimento de 7 a 10% ao ano, com base no aumento da escolaridade e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema penal.

(Luiza Franco. BBC News Brasil. 21 de maio de 2019. Adaptado)

No trecho do 6º parágrafo do texto “Nós olhamos não para o QI, mas para as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida...”, a expressão em destaque pode ser substituída corretamente por:
Alternativas
Q1868890 Português

Investimento em educação na primeira

infância como “estratégia anticrime”


            James Heckman já era vencedor do Nobel de Economia quando começou a se dedicar ao assunto pelo qual passaria a ser realmente conhecido: a primeira infância (de 0 a 5 anos de idade), sua relação com a desigualdade social e o potencial que há nessa fase da vida para mudanças que possam tirar pessoas da pobreza.

            Em grande parte por causa de seus estudos, o assunto tem ganhado mais atenção nos últimos anos. Heckman concluiu que o investimento na primeira infância é uma estratégia eficaz para o crescimento econômico. Ele calcula que o retorno financeiro para cada dólar gasto é dos mais altos.

            Isso ocorre porque, na etapa entre o nascimento e os cinco anos de idade, o cérebro se desenvolve rapidamente e é mais maleável. Assim, é mais fácil incentivar habilidades cognitivas e de personalidade – atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade – necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e na vida.

            No início dos anos 2000, Heckman começou a se debruçar sobre os dados do Perry Preschool Project, experimento social que mudou a vida de seus participantes. Ele funcionou assim: em 1962, na pequena cidade de Ypslanti, no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, 123 alunos da mesma escola foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Um deles, com 58 crianças, recebeu uma educação pré-escolar de alta qualidade, e o outro, com 65, não participou das mesmas atividades – este último é o grupo de controle. A proposta era testar se o acesso a uma boa educação infantil melhoraria a capacidade de crianças desfavorecidas de obter sucesso na escola e na vida.

            “O consenso quando comecei a analisar os dados era de que o programa não tinha sido bem-sucedido porque o QI dos participantes era igual ao de não participantes”, lembra ele, anos depois, em conversa com a BBC News Brasil.

            Heckman e colegas resolveram analisar os resultados do experimento por outro ângulo. “Nós olhamos não para o QI, mas para as habilidades sociais e emocionais que os participantes demonstraram em etapas seguintes da vida e vimos que o programa era, na verdade, muito mais bem-sucedido do que as pessoas achavam. Constatamos que os participantes tinham mais probabilidade de estarem empregados e tinham muito menos chance de ter cometido crimes”, diz o economista.

            Sua análise do programa Perry chegou à conclusão de que houve um retorno sobre o investimento de 7 a 10% ao ano, com base no aumento da escolaridade e do desempenho profissional, além da redução dos custos com reforço escolar, saúde e gastos do sistema penal.

(Luiza Franco. BBC News Brasil. 21 de maio de 2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da seguinte frase:


A pesquisa procurou testar se o acesso ________ educação infantil corresponderia _______ necessidade de crianças desfavorecidas ___________ aprimorar suas habilidades sociais e emocionais.

Alternativas
Q1868684 Português

A ditadura do algoritmo    

  

            Recentemente, durante uma reunião com o time de marketing digital que assessora minha empresa, ouvi a expressão “o algoritmo1 não ficou feliz com esse post 2”. Por ser jurássico na área de tecnologia, tendo iniciado há quase 40 anos como programador, sei muito bem o que é um algoritmo. Desenvolvi vários, mas, até hoje, nunca esperei que algum deles ficasse feliz ou triste com algo que eu declarasse, publicasse ou apresentasse.

           Provoquei, perguntando como deixar o sensível algoritmo “feliz”. Ouvi uma sequência de ações para que qualquer informação das redes sociais seja publicada para um número significativo de pessoas. Em outras palavras, é necessária uma série de ações para que o algoritmo fique “feliz” e lhe conceda, magnanimamente, um espaço no ambiente no qual é soberano.

            Considerando-se que, na política, uma ditadura caracteriza-se por um governo autoritário ou totalitário, não vejo diferença entre a ditadura política e viver num mundo onde um robô ou uma inteligência artificial interpreta, aprende e provoca contínua e quase naturalmente emoções humanas a partir de um volume monstruoso de informações publicadas a cada segundo. É a ditadura do algoritmo. Por sinal, nunca a expressão “escravo do sistema” fez tanto sentido.

            No caso das redes sociais, o objetivo do “ditador algoritmo” é apresentar a melhor experiência possível a quem estiver navegando, disponibilizando algum conteúdo que seja agradável à pessoa e bloqueando o que não a agrade, garantindo fidelidade ao aplicativo e a todas as suas variantes. Mas isso vai além de proporcionar uma boa experiência, pois o perfil de consumo também é mapeado, facilitando a oferta de produtos e serviços aderentes aos anseios da pessoa.

            Essa ditadura do “soberano algoritmo” chega a ser até mais cruel que a ditadura política, pois é camuflada por imagens agradáveis, frases de incentivo e áudios que tornam o pensamento dos que consomem tudo isso alinhado aos anseios daqueles que criam armadilhas que levam a uma interpretação equivocada do mundo, conduzindo a decisões irracionais que atendam às expectativas do “algoz algoritmo”. Que triste estar num mundo em que tudo é feito para que se leia, ouça ou veja somente aquilo que queremos ler, ouvir e ver. A ausência do contraditório, da discrepância e do discordante infantiliza qualquer relação e impede que se mantenha a visão sobre o mundo e sobre a vida em evolução contínua.

1 Algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.

2 Post: postagem, conteúdo publicado em plataformas de comunicação ou sites da internet.

(Edson S. Moraes. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2021/08/

a-ditadura-do-algoritmo.shtml. 21.08.2021. Adaptado)

Considere o trecho redigido a partir do texto:


     A ideia de que seríamos escravos do sistema remete muito significativamente _______ forma como os conteúdos veiculados na internet nos induzem _______ fazer certas escolhas, em consonância _______ propósitos com que são criados. Por trás do aparentemente despretensioso objetivo de possibilitar uma experiência agradável, está a busca _____ estimular o consumo, subsidiada pelo mapeamento de informações que permite _____ empresas oferecerem produtos compatíveis ______ perfil de cada usuário da internet.


De acordo com a norma-padrão da língua, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:

Alternativas
Q1867921 Português
Como as pérolas são formadas?

   Um grão de areia ou um bichinho que habita os oceanos, como um camarão, entra na concha da ostra. Ele segue direto para uma região do corpo do animal conhecida como manto.
   O manto é especialista em defesa. Assim que identifica a invasão, ele gera uma irritação. A seguir, dobra-se sobre o intruso, como se fizesse um embrulho. Isso evita que a visita indesejada se mova.
   O sistema de defesa da ostra é ativado e libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola. O material é depositado em camadas sobre o invasor e endurece depressa, formando uma bolota – é a pérola! Ela cresce sem parar, pois a ostra nunca para de enviar madrepérola ao local.
   A reação que cria uma pérola acontece aos poucos. Por isso, a pedra leva cerca de três anos para se formar, dependendo da espécie da ostra. Depois de tanto tempo, se o que invadiu o molusco foi um bicho, ele acaba desaparecendo.
   Ostras têm um sistema muito eficiente de defesa: a própria concha. É muito difícil que algo consiga invadi-la e formar uma pérola. Na natureza, isso acontece em uma a cada 10 mil ostras. Por isso, a pedra é rara e cara.
   O formato da pérola depende do invasor e do local onde ele se instala. Quando o visitante gruda no manto, fica preso e se torna irregular. Mas, se ele se descola, o nácar o reveste por inteiro e a pedra fica redonda. As cores variam: branca, creme, rosa, cinza, preta, entre outras. Isso depende da espécie de ostra e de substâncias que estão na água.
(Fonte: Abril - adaptado.) 
A palavra sublinhada em “(...) libera uma substância brilhante, chamada de nácar ou madrepérola.” é classificada, gramaticalmente, como:
Alternativas
Q1867871 Português
Do início ao fim? O ciclo de vida da árvore

   As árvores são plantas com tronco de madeira, formadas por raiz, caule, galhos e folhas. Elas podem ser angiospermas (quando dão flores e as sementes são protegidas por um fruto, como a macieira) e gimnospermas (sem flores e sem frutos, com sementes sem proteção, como os pinheiros).
  Tudo começa quando a semente do fruto de uma árvore cai no chão. Lá dentro, protegido pela casca, está o embrião da futura planta. Ele se alimenta de uma reserva de nutrientes __________ na semente e cresce com a ajuda da água retirada do solo. Assim, aos poucos, ganha força para romper a casca e tornar-se uma pequena árvore.
    Nos primeiros meses de vida, a árvore já é capaz de conseguir tudo o que precisa para se desenvolver. Vindos do solo, água e sais minerais entram pela raiz, sobem pelo tronco e chegam às folhas, que fazem a fotossíntese.
   Você só ________ a parte de cima, mas, quando é jovem, a árvore cresce também para baixo, nas raízes. Além disso, a planta cresce para os lados com o desenvolvimento das células que formam o tronco.
  Viu uma árvore com flores, frutos ou sementes? Sinal de que ela já é adulta e está pronta para se reproduzir. A forma mais conhecida é pelas flores: ao receber o _________ de outras flores da mesma espécie, elas se transformam em frutos, onde estão as sementes que, ao caírem no chão, darão origem a novas árvores.
  Um dos sinais de que uma árvore está ficando velha é que as raízes não conseguem mais retirar do solo toda a água e sais minerais necessários para viver. O transporte de nutrientes pela planta também não funciona bem. Aí, as folhas caem, os galhos perdem força e a casca se solta do tronco.

(Fonte: Abril - adaptado.)
A palavra sublinhada em “A forma mais conhecida é pelas flores (...)” é classificada, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q1867554 Português
Texto para o item. 


Internet: <https://invexo.com.br> (com adaptações).
Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.

Observados os mecanismos de coesão e coerência do texto, conclui-se que o emprego de preposição em “aos juros baixos” (linhas 8 e 9) deve-se à regência do termo “relacionados” (linha 8).  
Alternativas
Q1862854 Português
Na frase "Ser feliz sem motivo É a MAIS autêntica forma de felicidade.", as palavras destacadas são, respectivamente:
Alternativas
Q1859955 Português

    Para falar de racismo, é preciso antes diferenciar o racismo de outras categorias que também aparecem associadas à ideia de raça: preconceito e discriminação.

     Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.

     Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado, o que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.

     A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder — ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força —, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato — ou sobre a qual são impostas regras de “neutralidade racial” sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.

Silvio Almeida. Racismo Estrutural (Feminismos Plurais). Editora Jandaíra.

Edição do Kindle (com adaptações).  

Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue. 

A supressão da preposição “a”, em “lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça” (quarto período do último parágrafo), prejudicaria a correção gramatical do texto.  

Alternativas
Q1859947 Português

    A tecnologia finalmente está derrubando os muros do tradicionalismo que envolve o mundo do direito. Cercado de costumes e hábitos por todos os lados, o direito e seus operadores têm a fama de serem apegados a formalismos, praxes e arcaísmos resistentes a mudanças mais radicais. São práticas persistentes, passadas adiante por gerações e cultivadas como se necessárias para manter a integridade e a operacionalidade costumeira do sistema.

     Nem mesmo o hermético universo do direito resistiu às mudanças tecnológicas trazidas pela rede mundial de computadores e pela possibilidade do uso de softwares de inteligência artificial para análise de grandes volumes de dados. Novidades cuja aplicação foi impulsionada pelo incessante crescimento de demandas judiciais e pela necessidade de implementar e efetivar o sistema de precedentes qualificados. Todas essas inovações, sem dúvida nenhuma, transformaram o sistema de justiça como o conhecíamos e o cotidiano dos operadores do direito.

     O direito, o processo decisório e os julgamentos são eminentemente de natureza humana e dependem do ser humano para serem bem realizados. Assim, mesmo que os avanços tecnológicos sejam inevitáveis, todas as inovações eletrônicas e virtuais devem sempre ser implementadas com parcimônia e vistas com muito cuidado, não apenas para sempre permitirem o exercício de direitos e garantias, mas também para não restringirem — e, sim, ampliarem — o acesso à justiça e, sobretudo, para manterem a insubstituível humanidade da justiça.

Rafael Muneratti. Justiça virtual e acesso à justiça. In: Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, ano 12, v. 1, n.º 28, 2021 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item a seguir. 

No último período do texto, a preposição “para”, em suas três ocorrências, veicula uma ideia de finalidade.

Alternativas
Q1859935 Português

    Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.

     O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.

     Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.

Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.

São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

Na oração “já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica” (segundo parágrafo), o termo introduzido pela preposição “por” expressa o responsável pela ação de modificar. 

Alternativas
Q1859766 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


No que tange ao uso da palavra ‘a’, considere as seguintes afirmações:
I. Na linha 09, a lacuna pontilhada deve ser preenchida pela preposição ‘a’ contraída com o artigo feminino ‘a’, assumindo, portanto, a forma ‘à’.
II. Na linha 24, a lacuna pontilhada deveria ser obrigatoriamente preenchida por ‘à’, visto estarem presentes as condições para uso da crase.
III. Nas três lacunas pontilhadas das linhas 40 e 41, observa-se apenas a necessidade de uso da preposição ‘a’.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q3044732 Português
TEXTO I


Um “aperto no peito” e a adrenalina do carnaval contida na escola Vai-Vai, a mais antiga de São Paulo

A mais antiga escola de samba de São Paulo
celebraria neste ano a volta ao grupo especial.
Agremiação perdeu 30 integrantes para a Covid-19
e viu comunidade ter de se virar para sobreviver

Na manhã da sexta-feira de Carnaval, só se ouvia, lá longe, um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, na zona norte da cidade. Um ano antes, o lugar estaria tomado de pessoas correndo de um lado para o outro, em uma cacofonia de sons que marcariam os últimos ajustes antes das noites de desfile. A pandemia de Covid-19 privou o Brasil de sua festa mais tradicional e mudou a vida de quem faz Carnaval o ano todo, não só em fevereiro. No caso do Grêmio Recreativo Cultural Vai-Vai, o aperto no peito é maior: a escola de samba mais antiga de São Paulo voltaria ao grupo especial em 2021, depois de levar o título no ano passado com um enredo em homenagem aos seus 90 anos de história.

“É o primeiro ano em que estou sem fazer nada no Carnaval. Aqui dentro está apertado.” Fernando Penteado, de 74 anos, diretor cultural do Vai-Vai, faz um gesto com a mão fechada sobre o peito. Neto de Frederico Penteado, um dos cinco fundadores da escola (que nasceu em 1930), Fernando começou a desfilar aos cinco anos com as cores preto e branco do bairro do Bixiga e hoje é uma espécie de entidade da escola.

No chão de um dos barracões do Vai-Vai, fantasias e adereços de anos anteriores formavam uma pequena montanha. Em uma parede, dezenas de rolos de fita de muitas cores e brilhos estavam organizadas em estante. Pedaços de tecido e moldes de gesso repousavam sobre duas grandes mesas de trabalho colocadas em cantos opostos do local fechado, onde apenas cinco pessoas trabalhavam nas alegorias. “Hoje era para ter mais de 100 pessoas aqui”, lamenta Fernando. À angústia da comunidade, soma-se a crise econômica provocada pelo coronavírus, que fez com que muitos membros da escola perdessem sua principal fonte de renda.

“Muitos dos nossos estão vendendo lanche ou fazendo artesanato para sobreviver. Tinha gente desesperada querendo fazer o desfile porque suas casas são ateliês de Carnaval, elas vivem disso e queriam trabalhar. Mas eu dizia que, se elas trabalhassem, o dinheiro seria só para comprar o caixão”, conta Fernando. Apesar de lamentar o primeiro Carnaval em mais de seis décadas sem pisar no sambódromo, ele não considera seguro ou apropriado fazer festa quando muitas pessoas estão adoecendo ou morrendo de Covid-19. A escola, conta Fernando, perdeu 30 pessoas para a doença, entre diretores, baianas, velha guarda e demais componentes. “De agosto a novembro, morriam dois ou três por mês. É impossível brincar em fevereiro diante de uma situação dessas.”

O diretor cultural também lembra das outras mazelas causadas por essa mudança na rotina da comunidade: “Tem gente que está tomando remédio, entrando em depressão, tristeza mesmo. Este ano vamos só fazer pipoca e sentar no sofá para assistir os desfiles do ano passado na televisão” (a TV Globo vai transmitir uma seleção, os maiores desfiles da história de São Paulo e do Rio, um convite à nostalgia, mas também à festa em casa).

Em uma das grandes mesas do barracão senta Luciana Mazola, de 42 anos, aderecista e decoradora responsável pelas alegorias do Vai-Vai, que só reassumiu seu posto de trabalho nos últimos meses e trabalha com uma equipe pequena para o próximo Carnaval. Ela, que há 28 anos largou o emprego de vendedora de automóveis para viver de Carnaval, teve que deixar a quadra para costurar máscaras em uma ONG e depois fazer telemarketing em uma empresa de internet e, assim, conseguir pagar as contas. “Há 20 anos na escola minha função é organizar e garantir que a criação do carnavalesco vai sair do papel. Quando perdi isso, consegui pagar os boletos, porém foi como se tivessem tirado um órgão do meu corpo. Perdi a adrenalina que tinha na minha rotina”, diz ela.

Luciana trabalha com as mesmas pessoas na sua equipe há, no mínimo, 10 anos. Quando a escola fechou os barracões e a quadra, ela passou os dados de todos para a direção do Vai-Vai, que organizou cestas básicas, kits de higiene e fraldas de criança paras serem entregues a esses trabalhadores. “Quem era aderecista, virou faxineira. Quem era forrador foi trabalhar em hospital, todo mundo tentou se manter”, conta. A solidariedade é um traço natural da escola de samba, onde muitos dos membros convivem mais entre si do que com suas próprias famílias. “Você acaba passando mais tempo aqui do que em casa. A cozinheira vira sua mãe, o diretor de barracão é como seu pai”, acrescenta.

[...]


Disponível em:<https://bityli.com/vvBU3 . Acesso em: 19 fev. 2021 (Adaptação).
Releia este trecho.
“[...] um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo
[...]”
Considere as afirmativas a seguir.
I. “Num” é palavra formada pela contração da preposição “em” com o artigo indefinido “um”.
II. “Algum” é pronome indefinido que admite variação de gênero e número.
III. “Liga das Escolas de Samba de São Paulo” é substantivo próprio.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2420297 Português

No que tange a Classes das palavras, avalie as seguintes afirmações:


I. Uma mesma palavra, como, por exemplo, o substantivo ‘estudo’, dependendo do contexto, pode pertencer à classe gramatical distinta.

II. As preposições são conectivos subordinativos; antepõem-se a termos dependentes (objetos indiretos, complementos nominais, adjuntos, etc.) e a orações subordinadas; e estabelecem entre os termos as mais diversas relações.

III. Numerais são palavras que exprimem ordem e quantidade, sendo flexionados em gênero e número. Como exemplo, tem-se: último, penúltimo e antepenúltimo.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2412950 Português

Leia o texto 01 para responder às questões de 1 a 7.


Texto 01 – A chave do Coração


Dizem que o primeiro sintoma da velhice é quando chegam as saudades. Se assim é, eu já nasci velho. As doces lembranças de coisas e pessoas que passaram, perto ou longe, sempre me cutucaram a alma. Sensível e místico, tenho a saudade como uma força interior que me dá o sentido mais perfeito da amizade. Amo os momentos, da mesma forma que amo as pessoas que quero amar. E, nem por isso, vou esconder que tenho aversão a alguns instantes e a algumas pessoas que jamais quis amar ou querer.

Mergulhado em um mundo de tantas disparidades, de tantas cores, de tantas caras e corações, não me vejo obrigado a querer bem a tudo que me passa pela frente. Não sou nenhum coletor de lixo a recolher tudo que vai encontrando pelo caminho. Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho. Aversão, sim, pois já se disse que a porta do coração só pode ser aberta pelo lado de dentro. Então, quem tem a chave sou eu [...].

Não posso mudar o mundo, nem as pessoas. Nem preciso. O meu mundo está feito. Sem ser ostra. Fico, apenas, com os meus sentimentos. E sei como são puros, na medida da pureza que cabe dentro de um ser humano.


MARACAJÁ, Robério. Cerca de Varas. Campina Grande: Latus, 2014, p. 51.

No enunciado “Ódio, no seu sentido mais amplo, acho que não o tenho”, analise as proposições e marque a alternativa adequada.


I- A expressão “no seu sentido mais amplo”, funciona sintaticamente como aposto, pois, faz referência a um nome.

II- O termo “não” é uma negativa de nível sintático-semântico, agindo como indicação temporal.

III- O pronome oblíquo “o” foi usado procliticamente, por força do termo negativo que lhe precede e faz referência a “Ódio”.


É CORRETO afirmar:

Alternativas
Q2411420 Português

TEXTO 02

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 05 a 10.


TEXTO 2


Os males do consumo desenfreado

Rodrigo BERTÉ (Adaptado)


A cena é clássica: quase sempre que um determinado produto é lançado, uma enxurrada de pessoas simplesmente resolve abandonar aquele que possuem para ter o modelo atualizado, uma vez que o antigo já não satisfaz mais como antes. Assim, produtos que ainda poderiam ser usados naturalmente acabam virando descarte fácil entre os consumidores.

Com base no cenário acima, o fato é que atualmente a sociedade ocidental possui uma relação intensa de consumo, o que vem gerando consequências irreversíveis ao meio ambiente. Segundo um relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a humanidade está consumindo mais do que a Terra é capaz de repor. De acordo com o documento, a Terra tem 11,4 bilhões de hectares terrestres e marinhos considerados produtivos e sustentáveis - isto é, com capacidade de renovação.

[...]

Algumas escolhas do dia a dia podem ajudar a diminuir a degradação do meio ambiente, como usar mais meios de transporte alternativos, diminuir o desperdício de água e de energia, reciclar mais, além de evitar o consumo sem necessidade. Mas essa é uma lição que não vem sendo ensinada, muito menos aprendida.

[...]

Nossa relação de consumo atual está nos levando a uma séria crise ambiental. Por isso a urgência em trabalhar políticas mais eficientes e concretas sobre esse tema. Já estamos atrasados, mas ainda há tempo.


TEXTO 3


Consumismo Infantil - Um problema de todos

Adaptado


Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou uma das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconsequente.

As crianças, que vivenciam uma fase de peculiar desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo com as graves consequências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras. [...]

O consumismo está relacionado à ideia de devorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas, furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados de seca, são muito mais comuns e frequentes, é porque a exploração irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

[...]


Os males do consumo desenfreado. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/os-males-do-consumo-desenfreado-4l782thsoedaqjeov7zh3ttu6 / Consumismo infantil. Um problema de todos. Disponível em: http://criancaeconsumo.org.br/consumismo?infantil/

Releia o primeiro período do 3º parágrafo do TEXTO 3 "Consumismo Infantil - Um problema de todos":


"O consumismo está relacionado à ideia de devorar, destruir e extinguir".


Nesse trecho, o fenômeno linguístico da crase teve de ocorrer porque:

Alternativas
Q2088207 Português
O LAÇO E O ABRAÇO

Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço. 
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.
E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.
Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. 
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!
(Maria Beatriz Marinho dos Anjos)
A palavra “em”, utilizada pela autora, possui a seguinte classe gramatical: 
Alternativas
Ano: 2021 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Vinhedo - SP Provas: Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Buco-Maxilo-Facial | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Clínico Geral | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Plantonista de Pronto Atendimento - Pediatra | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Psiquiatra | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Psiquiatra Infantil | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Reumatologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Ultrassonografista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Vascular | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Veterinário | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Terapeuta Ocupacional | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Endocrinologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Geriatra | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Ginecologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Neurologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Oftalmologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Cirurgião Protesista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Endodontista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Periodontista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Enfermeiro de Nível Universitário | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Farmacêutico | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Fisioterapeuta | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Fonoaudiólogo | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Clínico Geral | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Cardiologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Ortopedista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Otorrinolaringologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Pediatra | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Infectologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Pneumologista | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Médico Neuropediatra | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista - Odontológico para Pacientes com Necessidades Especiais | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Enfermeiro do Programa Saúde da Família | Avança SP - 2021 - Prefeitura de Vinhedo - SP - Dentista Semiologista Estomatologista |
Q2088058 Português
A mitologia a respeito da vida de Alexandre é tão de outro mundo que pode até ser descrita como a de um deus grego. Uma profetisa o declarou como sendo filho de Zeus ao invés de Felipe da Macedônia. De acordo com Plutarco, sua mãe, antes de consumar o casamento, sonhou que seu útero era atingido por um relâmpago, o que originou uma chama que se espalhou larga e distante antes de desaparecer. O enorme Templo de Ártemis em Éfeso foi incendiado no mesmo dia, por ação da própria deusa que estava preocupadíssima com o nascimento do guerreiro neste mundo. Outras histórias dizem que a Rainha Talestris das amazonas mandou a Alexandre 300 virgens para que procriassem e dessem origem a uma nova super raça. Alexandre, inclusive, é citado na Bíblia e no Corão. No livro de Daniel, escrito 250 anos antes do seu nascimento, o profeta judeu e estadista persa o descreve como sendo um “homem cabra” que “veio do oeste, atravessando a superfície de toda a terra, sem tocar no chão; e a cabra tem um notável chifre entre os olhos”. No Corão é descrito como sendo uma criatura a qual Alá concebeu imenso poder, e viajou ao lugar onde o sol nasce e se põe. Ali ele construiu um muro para cercar Gogue e Magogue, o qual será quebrado no dia do Juízo Final. Alexandre provavelmente ficaria surpreso ao saber que dois livros sagrados monoteístas tanto o elogiaram, enquanto ele vivia a vida de um mortal bêbado e pagão. No entanto, sua gigante reputação é merecida. Era brilhante, bem-educado, ótimo estrategista, astuto politicamente, extremamente bem-sucedido, e esperto o suficiente para eleger escritores para registrarem seus feitos. O reinado de Alexandre se iniciou aos seus 20 anos e terminou com sua morte, 13 anos mais tarde. Ele não só demonstrou a importância da estratégia de batalha, mas também a importância da logística e da política em campanhas militares. (RANK, Michael. Os Maiores Generais da História. São Paulo: LeLivros, 2013, p. 18). 
Na oração “enquanto ele vivia a vida de um mortal bêbado e pagão”, a palavra em destaque corresponde a um(a): 
Alternativas
Q2088018 Português
Brutus e Cássio, os assassinos de Júlio César, aprenderam do jeito mais difícil que o pior lugar do inferno é ocupado por aqueles que desprezam o imperador. No Inferno de Dante, os dois senadores romanos são condenados a passar toda a eternidade no círculo mais baixo do inferno. Lá, junto de Judas Iscariotes, são mastigados cada um em uma das três bocas de Satã, para sempre sendo dilacerados, mas nunca mortos. As infelizes almas formam o triunvirato dos maiores traidores da história e constituem o pior de todos os pecados – traírem seus benfeitores. A referência de Dante aos romanos não foi feita por puro efeito literário. Ele e seus conterrâneos italianos ainda sofrem com a morte de Júlio Cesar mesmo 1300 anos depois. É suposto que caso ele não tivesse morrido, a Itália nunca teria se fracionado em pequenas cidades-estado como foi na Idade Média e talvez ainda tivesse o poder global em suas mãos. Apesar de seu sucesso, Júlio César não era um homem de carreira militar; esta só começou bem depois como um produto de sua ambição e fidelidade a Roma. No entanto, sua abordagem implacável e superioridade estratégica foram continuamente comprovadas. O Império Romano se expandiu ao norte até a Inglaterra, e ao sul até o Egito. Ao contrário de Aníbal, sua perspicácia política se equiparava a sua habilidade militar. Cesar foi capaz de transformar suas vitórias no campo de batalha em expansão política e um governo permanente que durou por séculos após a sua morte. Tal é o legado de um homem cujo poder era tão amplo que até mesmo o fundador do Cristianismo reconhecia que ele controlava os domínios políticos da Terra. (RANK, Michael. Os Maiores Generais da História. São Paulo: Lelivros, 2012, p. 66). 
A palavra “continuamente”, utilizada pelo autor do texto, possui a seguinte classificação gramatical: 
Alternativas
Q2038799 Português

Quanto aos aspectos linguísticos segundo a norma‐padrão da  língua portuguesa, julgue o item. 


No  termo “o medicamento do paciente”, a preposição  (contração) “do” apresenta valor semântico de posse.  

Alternativas
Respostas
881: B
882: A
883: D
884: B
885: A
886: B
887: C
888: E
889: C
890: C
891: C
892: C
893: D
894: D
895: B
896: B
897: A
898: A
899: E
900: C