Questões de Concurso
Comentadas sobre por que- porque/ porquê/ por quê em português
Foram encontradas 928 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O plágio encoberto em textos do ChatGPT
Pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia (Penn State), nos Estados Unidos, investigaram até que ponto modelos de linguagem natural como o ChatGPT, que usam inteligência artificial para formular uma prosa realista e articulada em resposta a perguntas de usuários, conseguem gerar conteúdo que não se caracterize como plágio. Isso porque esses sistemas processam, memorizam e reproduzem informações preexistentes, baseadas em gigantescos volumes de dados disponíveis na internet, tais como livros, artigos científicos, páginas da Wikipédia e notícias.
O grupo analisou 210 mil textos gerados pelo programa GPT-2, da startup OpenAI, criadora do ChatGPT, em busca de indícios de três diferentes tipos de plágio: a transcrição literal, obtida copiando e colando trechos; a paráfrase, que troca palavras por sinônimos a fim de obter resultados ligeiramente diferentes; e o uso de uma ideia elaborada por outra pessoa sem mencionar sua autoria, mesmo que formulada de maneira diferente.
A conclusão do estudo foi de que todos os três tipos de cópia estão presentes. E, quanto maior é o conjunto de parâmetros usados para treinar os modelos, mais frequentemente a má conduta foi registrada. A análise utilizou dois tipos de modelos - os pré-treinados, baseados em um amplo espectro de dados, e os de ajuste fino, aprimorados pela equipe da PennState, a fim de concentrar e refinar a análise em um conjunto menor de documentos científicos e jurídicos, artigos acadêmicos relacionados à Covid-19 e solicitações de patentes. A escolha desse tipo de conteúdo não foi ocasional - nesses textos, a prática de plágio é considerada muito problemática e não costuma ser tolerada.
No material gerado pelos pré-treinados, a ocorrência mais prevalente foi de transcrições literais, enquanto nos de ajuste fino eram mais comuns paráfrases e apropriação de ideias sem referência à fonte. "Constatamos que o plágio aparece com diferentes sabores", disse um dos autores do trabalho, Dongwon Lee, cientista da computação da Faculdade de Tecnologia e Ciências da Informação da Penn State, de acordo com o serviço de notícias Eurekalert. Os achados serão divulgados com mais detalhes na Web Conference, um evento da ACM que acontece entre 30 de abril e 4 de maio na cidade de Austin, nos Estados Unidos.
O ChatGPT é um entre vários sistemas baseados em inteligência artificial e ganhou grande notoriedade porque foi disponibilizado para uso público. Desde novembro, já foi testado por mais de 100 milhões de pessoas e impressionou por sua capacidade de gerar textos coerentes que mimetizam a escrita dos seres humanos. Uma das polêmicas que levantou envolveu justamente a originalidade de suas respostas e o receio de que se transforme em uma fonte de má conduta acadêmica.
"As pessoas perseguem grandes modelos de linguagem porque, quanto maior um modelo fica, mais suas habilidades aumentam", disse o autor principal do trabalho, Jooyoung Lee, estudante de doutorado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Informação da Penn State. Ferramentas de escrita de inteligência artificial conseguem criar respostas únicas e individualizadas a perguntas apresentadas por usuários, mesmo extraindo as informações de um banco de dados. Essa habilidade, contudo, não livra a ferramenta de ser uma fonte de plágio, mesmo em formatos mais difíceis de detectar. "Ensinamos os modelos a imitar a escrita humana, mas não os ensinamos a não plagiar", afirmou Lee.
Várias ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar conteúdo gerado por softwares de inteligência artificial. A própria OpenAI desenvolveu um programa capaz de apontar textos feitos por robôs. Há outras do gênero na internet, como o Writer AI Content Detector e o Content at Scale. Como os sistemas de linguagem natural estão em desenvolvimento, também será necessário atualizar continuamente a tecnologia para rastrear sua produção.
Uma equipe da Escola de Engenharias e Ciências Aplicadas da mesma PennState mostrou que é possível treinar as pessoas para identificar esses textos, sem precisar depender exclusivamente de programas detectores. Apresentado em fevereiro em um congresso da Associação para o Avanço da Inteligência Artificial realizado em Washington, Estados Unidos, o estudo, liderado pelo cientista da computação Chris Callison-Burch, mostrou que essas ferramentas já são muito eficientes em produzir prosa fluente e seguir as regras gramaticais. "Mas eles cometem tipos distintos de erros que podemos aprender a identificar", disse ao blog Penn Engineering Today o cientista da computação Liam Dugan, aluno de doutorado da Penn State e um dos autores do artigo.
Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. O plágio encoberto em
textos do ChatGPT. Revista Pesquisa FAPESP. Disponível em: gpt/
s://revistapesquisa.fapesp.br/o-plagio-encoberto-em-textos-do-chatgpt/
Acesso em: 13 mar., 2023.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da passagem referida.



Observe as frases abaixo e depois assinale a alternativa que completa as lacunas, respectivamente.
I. Não sei ______ tanta informação em um único texto.
II. Você não vai à festa; diga-me ao menos um ________.
III. Tudo é possível, ______ temos liberdade de escolha.
IV.Você agiu dessa forma _______?
Texto para o item.

J. R. Thomas e J. K. Nelson. Métodos de pesquisa em atividade
física. 3.a ed. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.
Considerando o texto e seus aspectos gramaticais, julgue o item.
O trecho “A grande questão é: por que isso acontece?”
(linhas 37 e 38) está gramaticalmente incorreto, pois,
uma vez que o interlocutor questiona o motivo de algo
acontecer, a escrita correta seria A grande questão é:
porquê isso acontece?
O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.
Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?
Troquei o despertador pelo telefone cerca de 10 anos atrás, depois de contar a alguém o que eu achava ser uma história engraçada sobre como meu despertador tinha tocado uma vez na minha mala enquanto estava no porta-malas de um táxi, nos obrigando a parar para que pudéssemos silenciá-lo. A piada causou perplexidade. "Você realmente usa despertador?", perguntaram-me, como se fosse um fax.
Sucumbi à pressão dos colegas e me livrei do meu relógio antigo. E aí acabou o luxo de acordar sem notificações e começou a miséria de olhar para elas no meio da noite ao verificar a hora no meu telefone.
À medida que nosso uso de telefones celulares continua a crescer (um relatório da Deloitte de 2018 descobriu que os usuários de smartphones dos EUA verificam seus celulares 14 bilhões de vezes por dia, acima dos 9 bilhões no mesmo relatório de 2016), especialistas em bem-estar dizem que está tendo um impacto negativo em nossas rotinas matinais.
"Quando você acorda pela manhã, idealmente você quer acordar e passar um pouco de tempo dentro de sua própria mente antes de ser bombardeado com tudo o que está acontecendo no mundo. Dê a si mesmo a chance de se ajustar ao mundo desperto", diz a especialista de saúde mental e bem-estar Lily Silverton. "Historicamente, não estamos acostumados a ser tirados de nós tanto quanto somos hoje."
Antes dos alarmes, eram galos, sinos de igreja, aldravas (pessoas eram pagas para acordá-lo batendo na porta ou janela com uma vara longa, algo que acontecia até a década de 1970 no Reino Unido industrial) e até nossas próprias bexigas que nos colocavam para fora da cama.
Acredita-se que o relojoeiro Levi Hutchins, de Concord, New Hampshire, tenha inventado um dos primeiros despertadores, em 1787. Seu design só disparava uma vez às 4 da manhã, seu horário preferido para acordar. Pouco parece ser conhecido sobre os detalhes do projeto real, mas ele escreveu: "O que foi difícil foi a ideia de um relógio que pudesse soar um alarme, não a execução da ideia. Foi a própria simplicidade de fazer o toque da campainha."
Foi anos depois, em 1874, que o inventor francês Antoine Redier se tornou a primeira pessoa a patentear um despertador mecânico ajustável. E, em 1876, Seth E. Thomas patenteou um pequeno relógio mecânico de corda nos Estados Unidos, levando grandes relojoeiros americanos a começarem a fabricar pequenos despertadores. Aparentemente, os relojoeiros alemães logo seguiram o exemplo e, no final do século 19, o despertador elétrico foi inventado.
Hoje, os despertadores têm muitos designs. No entanto, tudo o que eu procurava era um despertador simples, muito parecido com o meu original. E eu comprei um na loja de materiais de construção mais próxima por £ 8,50 (pouco mais de R$ 47,00). Na primeira noite em que o usei, me senti estranhamente empolgado em realizar fisicamente as configurações em vez de deslizar pela tela. Na manhã seguinte, numa espécie de anticlímax, acordei antes do despertador. Mas já sentia que havia conquistado o dia, em vez de correr atrás dele.
De acordo com Silverton, "a tecnologia explora nossas fraquezas psicológicas". E estar conectado, ela observou, é incrível, mas terrível ao mesmo tempo. "Trata-se de gerenciar isso e criar uma rotina que funcione para você." Rotina que agora acho que tenho. A reintrodução de um despertador me dá o tempo, o espaço e a separação que meu telefone não deu. Embora meu telefone ainda esteja ao lado da cama, a diferença é que não é mais a primeira coisa que procuro.
Minha primeira expressão do dia não é mais xingar por causa de um e-mail e sentir meu sangue ferver, me pego pensando gentilmente no que eu poderia comer no café da manhã. Isso me deu uma sensação de controle e calma. Estranhamente, me fez sentir mais jovem, acho que porque a experiência parece nostálgica ou talvez porque estou dormindo melhor. E o que pode ser mais luxuoso do que isso?
CNN Brasil. Por que você deve voltar a usar o despertador clássico em vez do celular?Disponível em: emmm-veezdocceular sil.com.br/tecnologia/por-que-voce-deve-voltar-a-usar-o-despertador-clasico-em-vez-do-celular/ Acesso em: 01 ago., 2022.
Assinale a alternativa que apresenta correção no emprego dos porquês:
Texto para as questões 1 a 25
Por que é importante diversidade no sequenciamento genético
1___Se houvesse um ranking de fatores que unem os indivíduos ao redor do mundo, sem dúvida o DNA estaria no topo: 99,9%
2 das sequências de DNA humano são idênticas entre si.
3___O monge e cientista austríaco Gregor Johann Mendel (1822-1884) foi o primeiro a sugerir que certos "fatores invisíveis"
4 eram responsáveis pelas diversas caracteristicas humanas. Sabe-se hoje que tais fatores são os genes, compostos de ácido
5 desoxirribonucleico, ou DNA.
6___Essas moléculas de ácido dão instruções genéticas aos seres vivos. Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo
7 material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento?
8___Para entender isso, deve-se mudar o foco para o 0,1% de diferença entre as sequências de DNA, Essa diferença
9 aparentemente pequena decorre das variações existentes entre os 3 bilhões de pares de bases (ou nucleotideos) que compõem o
10 genoma humano.
11___Todas as características que distinguem os seres humanos entre si, incluindo altura e cor dos olhos ou cabelo, se devem
12 a essas variações. Mas vai além: ao longo dos anos, cientistas descobriram que essas variações também podem fornecer
13 informações vitais sobre o risco de um individuo ou população desenvolver uma doença específica.
14___Assim, pode-se usar a avaliação de risco dos dados genéticos para projetar uma estratégia de saúde adaptada ao indivíduo
15 ou à região.
16___Em consultas médicas, é comum o paciente ter que preencher formulários sobre o histórico de saúde de seus pais e
17 familiares. Se um dos pais for diabético, por exemplo, recomenda-se que o filho fique longe de doces e açúcares processados.
18___Embora a transferência de doenças cardíacas, câncer e diabetes entre as gerações seja mais conhecida, existem muitas
19 outras doenças que podem ser herdadas geneticamente.
20___Por exemplo, sabe-se que a anemia falciforme ocorre quando se herdam duas cópias anormais do gene que produz a
21 hemoglobina (proteína dos glóbulos vermelhos do sangue), uma de cada genitor.
22___Nas últimas décadas, a pesquisa genética avançou a ponto de os cientistas conseguirem isolar os genes responsáveis
23 por muitas doenças. Mas aqui está o problema: a ciência tem conhecimento dessa correlação entre genes e doenças aplicado a
24 uma população muito restrita.
25___Sarah Tishkoff, geneticista e bióloga evolutiva da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, é uma entre muitos
26 cientistas que pressionam por conjuntos de dados genômicos mais diversos.
27___É problemático, por exemplo, se um "estudo focado em indivíduos com ascendência europeia identificar variantes
28 genéticas associadas ao risco de doenças cardíacas ou diabetes, e usar essa informação para prever o risco de doenças em
29 pacientes não incluídos no estudo original”.
30___"Sabemos por experiência que essa previsão de risco de doença não funciona bem quando aplicada a indivíduos com
31 diferentes ascendências, principalmente se tiverem ascendência africana", explica Tishkoff.
32___Historicamente, quem fornece seu DNA para pesquisa genômica é predominantemente de ascendência europeia, "o que
33 cria lacunas no conhecimento sobre os genomas no resto do mundo", registra o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano
34 (NHGRI, na sigla em inglês), nos EUA.
35___Segundo a instituição, 87% de todos os dados de genoma disponíveis no mundo são de ascendência europeia, seguidos
36 por 10% de asiáticos e 2% de africanos.
37___Como resultado, os potenciais benefícios da pesquisa genética, que inclui diagnóstico precoce e tratamento de várias
38 doenças, podem não beneficiar as populações sub-representadas.
39___O problema não acaba na avaliação do risco de doença. Também leva à desigualdade nos cuidados médicos, diz Jan
40 Witkowski, professor da Escola de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Laboratório Cold Spring Harbor, no estado de Nova
41 York, EUA.
42___"Digamos que existam dois grupos, A e B, que são muito diferentes. O conhecimento e as informações que se aprende
43 sobre o grupo A podem não se aplicar ao grupo B. Imagine desenvolver tratamentos médicos para todos, baseados apenas nas
44 informações do grupo A. Não vai funcionar no grupo B."
45___Ao incluir diversas populações nos estudos genômicos, pesquisadores podem identificar variantes genômicas associadas
46 a várias configurações de saúde, tanto no nível individual quanto populacional,
47___Segundo o instituto NHGRI, contudo, diversificar os participantes na pesquisa genômica é caro e exige o estabelecimento
48 de relações de confiança e de respeito, no longo prazo, entre as comunidades e os pesquisadores.
(Sushmitha Ramakrishnan. https:/Awaw? folha. uol com. briciencia/2022/07/por-que-e-importante-diversidade-no-sequenciamento-genetico.shtml. 25,jul. 2022)
Mas se os humanos compartilham tanto do mesmo material genético, por que a diversidade é importante no contexto de seu sequenciamento? (linhas 6 e 7)
No período acima, empregou-se corretamente uma das formas do porquê. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha acontecido.
Sobre o uso dos porquês, faça a análise dos itens abaixo, e responda:
I. Ninguém sabia ao certo o porquê de sua desistência.
II. Gostaria de saber por que você está tão ansioso.
Existem critérios semânticos e sintáticos para que a utilização dos porquês na Língua Portuguesa esteja de acordo com a norma culta.
Nesse contexto, assinale a frase que apresenta a utilização correta quanto ao uso dos porquês:

(SCHULZ, C. M. Felicidade é... Porto Alegre: L&PM, 2005, p. 82)
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do parágrafo a seguir:
Não aceitei ir ao ____________ musical com ela. Será
que ela está brava comigo _____________ eu não tive o
bom _________ de aceitar o convite?