Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 14.548 questões

Q511996 Português
Marque a alternativa na qual a pontuação está incorreta.
Alternativas
Q511790 Português
Texto I - O rádio, esse mistério

      Modéstia à parte, também tenho lá a minha experiência em rádio. Quando era menino, em Belo Horizonte, fui locutor do programa "Gurilândia" da Rádio Guarani. Não me pagavam nada, a Rádio Guarani não passando de pretexto para namorar uma menina que morava nas imediações. Mas ainda assim, bem que eu deitava no ar a minha eloquência cheia de efes e erres, como era moda na época. Quase me iniciei nas transmissões esportivas, incitado pelo saudoso Babaró, que era o grande mestre de então, mas não deu pé: eu não conseguia guardar o nome dos jogadores.
      Em compensação, minha irmã Berenice me estimulando a inspiração, usei e abusei do direito de escrever besteiras, mandando crônicas sobre assuntos radiofônicos para a revista "Carioca". "O que pensam os rádio-ouvintes" era o nome do concurso permanente. Com o quê, tornei-me entendido em Orlando Silva, Carmen Miranda, César Ladeira, Sílvio Caldas, Bando da Lua, Assis Valente, Ary Barroso, e tudo quanto era cantor, locutor ou compositor de sucesso naquele tempo.
      Rádio é mesmo uma coisa misteriosa. Começou fazendo sucesso na sala de visitas, acabou na cozinha. Cedeu lugar à televisão, que já vai pelo mesmo caminho. Ninguém que se preze [...] tem coragem de se dizer ouvinte de rádio - a não ser de pilha, colado ao ouvido, quando apanhado na rua em dia de futebol. Mas a verdade é que tem quem ouça. Ainda me lembro que Francisco Alves morreu num fim de semana, sem que a notícia de sua morte apanhasse nenhum jornal antes do enterro; bastou ser divulgada pelo rádio, e foi aquela apoteose que se viu.
      Todo mundo afirma que jamais ouve rádio, e põe a culpa no vizinho, embora reconhecendo que deve ter uma grande penetração, "principalmente no interior". Os ouvintes, é claro, são sempre os outros.
      Mas hoje estou pensando no mistério que é o rádio, porque de repente me ocorreu ter vivido uma experiência para cujas consequências não encontro a menor explicação, e que foram as de não ter consequência nenhuma.
      Todo mundo sabe que a BBC de Londres é uma das mais poderosas e bem organizadas estações radiofônicas do mundo. [...] Ao longo de dois anos e meio, chovesse ou nevasse, fizesse frio ou gelasse, compareci semanalmente aos estúdios do austero edifício da Bush House em Aldwich, para gravar uma crônica, transmitida toda terça-feira, exatamente às 8 e 15 da noite, hora de Brasília, ou zero hora e quinze de quarta-feira, conforme o Big Ben. Eram em torno de 10 minutos de texto que eu recitava como Deus é servido, seguro de estar sendo ouvido por todo o Brasil, "principalmente no interior". E imaginava minha voz chegando a cada cidade, a cada fazenda, a cada lugarejo perdido na vastidão da pátria amada. [...]
      Pois bem - e aí está o mistério que me intriga: sei de fonte limpa que os programas da BBC têm no Brasil esses milhares de ouvintes. No entanto, nunca encontrei ninguém que me tivesse escutado: nem um comentário, uma palavra, uma carta, ainda que desfavorável - nada. A impressão é de que passei todo esse tempo falando literalmente para o éter, sem que nenhum ouvido humano me escutasse. [...]

                                                                                (Fernando Sabino. Deixa o Alfredo falar! Rio de Janeiro:
                                                                                                                              Record, 6.ed. 1976. pp. 36-37)

Quanto à repetição da expressão "principalmente no interior", isolada por aspas, é correto afirmar que se trata de
Alternativas
Q511788 Português
Texto I - O rádio, esse mistério

      Modéstia à parte, também tenho lá a minha experiência em rádio. Quando era menino, em Belo Horizonte, fui locutor do programa "Gurilândia" da Rádio Guarani. Não me pagavam nada, a Rádio Guarani não passando de pretexto para namorar uma menina que morava nas imediações. Mas ainda assim, bem que eu deitava no ar a minha eloquência cheia de efes e erres, como era moda na época. Quase me iniciei nas transmissões esportivas, incitado pelo saudoso Babaró, que era o grande mestre de então, mas não deu pé: eu não conseguia guardar o nome dos jogadores.
      Em compensação, minha irmã Berenice me estimulando a inspiração, usei e abusei do direito de escrever besteiras, mandando crônicas sobre assuntos radiofônicos para a revista "Carioca". "O que pensam os rádio-ouvintes" era o nome do concurso permanente. Com o quê, tornei-me entendido em Orlando Silva, Carmen Miranda, César Ladeira, Sílvio Caldas, Bando da Lua, Assis Valente, Ary Barroso, e tudo quanto era cantor, locutor ou compositor de sucesso naquele tempo.
      Rádio é mesmo uma coisa misteriosa. Começou fazendo sucesso na sala de visitas, acabou na cozinha. Cedeu lugar à televisão, que já vai pelo mesmo caminho. Ninguém que se preze [...] tem coragem de se dizer ouvinte de rádio - a não ser de pilha, colado ao ouvido, quando apanhado na rua em dia de futebol. Mas a verdade é que tem quem ouça. Ainda me lembro que Francisco Alves morreu num fim de semana, sem que a notícia de sua morte apanhasse nenhum jornal antes do enterro; bastou ser divulgada pelo rádio, e foi aquela apoteose que se viu.
      Todo mundo afirma que jamais ouve rádio, e põe a culpa no vizinho, embora reconhecendo que deve ter uma grande penetração, "principalmente no interior". Os ouvintes, é claro, são sempre os outros.
      Mas hoje estou pensando no mistério que é o rádio, porque de repente me ocorreu ter vivido uma experiência para cujas consequências não encontro a menor explicação, e que foram as de não ter consequência nenhuma.
      Todo mundo sabe que a BBC de Londres é uma das mais poderosas e bem organizadas estações radiofônicas do mundo. [...] Ao longo de dois anos e meio, chovesse ou nevasse, fizesse frio ou gelasse, compareci semanalmente aos estúdios do austero edifício da Bush House em Aldwich, para gravar uma crônica, transmitida toda terça-feira, exatamente às 8 e 15 da noite, hora de Brasília, ou zero hora e quinze de quarta-feira, conforme o Big Ben. Eram em torno de 10 minutos de texto que eu recitava como Deus é servido, seguro de estar sendo ouvido por todo o Brasil, "principalmente no interior". E imaginava minha voz chegando a cada cidade, a cada fazenda, a cada lugarejo perdido na vastidão da pátria amada. [...]
      Pois bem - e aí está o mistério que me intriga: sei de fonte limpa que os programas da BBC têm no Brasil esses milhares de ouvintes. No entanto, nunca encontrei ninguém que me tivesse escutado: nem um comentário, uma palavra, uma carta, ainda que desfavorável - nada. A impressão é de que passei todo esse tempo falando literalmente para o éter, sem que nenhum ouvido humano me escutasse. [...]

                                                                                (Fernando Sabino. Deixa o Alfredo falar! Rio de Janeiro:
                                                                                                                              Record, 6.ed. 1976. pp. 36-37)

... mas não deu pé: eu não conseguia guardar o nome dos jogadores. (final do 1o parágrafo)

O segmento introduzido pelos dois-pontos constitui
Alternativas
Q507367 Português
Imagem associada para resolução da questão

De acordo com a análise do texto, o uso da vírgula evidencia
Alternativas
Q507365 Português
A possibilidade da participação não presencial abre, junto a uma maior influência feminina na adoção de decisões e uma consciência global que nos permite apreciar o que possuímos e atender solidariamente as precariedades do próximo, extraordinárias possibilidades de mobilização popular.” (linha 16-19)

Sobre o fragmento em destaque, é correto afirmar:
Alternativas
Q506892 Português
TEXTO

                            A POLÍCIA E A VIOLÊNCIA NA ESCOLA

                                                                                                Miriam Abramovay e Paulo Gentili

          Em alguns países, a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção às crianças e aos jovens, as principais vítimas da   violência. Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos: segurança e amparo.
          Todavia, os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados. Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência. Precisamos compreender a origem e as razões da violência no interior do espaço escolar para pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las.
          Nesse sentido, quando as próprias tarefas de segurança  dentro das instituições educacionais são transferidas para  pessoas exteriores a elas, cria-se a percepção de que os adultos  que ali trabalham são incapazes ou carecem de poder suficiente  para resolver os problemas que emergem. Instala-se a ideia de  que a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais
potência que o diálogo ou os mecanismos de intervenção que a  própria escola pode definir. A medida contribui para aprofundar  um vácuo de poder já existente nas relações educacionais,  criando um clima de desconfiança entre os que convivem no  ambiente escolar.
          A presença da polícia no contexto escolar será marcada  por ambiguidades e tensões.   Estabelecer os limites da  intervenção do agente policial é sempre complexo num espaço  que se define por uma especificidade que a polícia desconhece.  Nenhuma formação educacional foi oferecida aos policiais que  estarão agora dentro das escolas, o que constitui enorme risco.  As pesquisas sobre juventude evidenciam um grave problema  nas relações entre a polícia e os jovens, particularmente quando  eles são pobres, com uma reação de desconfiança e desrespeito  promovendo um conflito latente que costuma explodir em  situações de alta tensão entre os jovens e a polícia. Reproduzir
essa lógica no interior da escola não é recomendável.
          A política repressiva não é o caminho para tornar as  escolas mais seguras. A escola deve ser um local de proteção e  protegido, e a presença da polícia pode ser uma fonte de novos  problemas.
          Devemos contribuir para que as escolas solucionem  seus problemas cotidianos com a principal riqueza que elas têm:  sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários.  Programas de Convivência Escolar e outras alternativas têm  demonstrado um enorme potencial para enfrentar a dimensão  educacional da violência social. O potencial da escola está  na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da  criatividade. Não das armas.
“Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos: segurança e amparo". As vírgulas empregadas nesse segmento do texto, justificam-se pela mesma razão das que são empregadas em:

I. “...com a principal riqueza que elas têm: sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários".
II. “As pesquisas sobre juventude evidenciam um grave problema nas relações entre a polícia e os jovens, particularmente quando eles são pobres, com uma reação de desconfiança...".
III. “A escola deve ser um local de proteção e protegido, e a presença da polícia pode ser uma fonte de novos problemas".
IV. “O potencial da escola está na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade".
Alternativas
Q496205 Português
                                                                Texto I

      No fim do século XIV, Portugal, vitimado por uma sucessão de administrações perdulárias, se convertera em um reino endividado. Sem alternativas para produzir riquezas em seu território, a coroa voltou os olhos para o mar. Essa epopeia em busca de riquezas é narrada pelo jornalista mineiro Lucas Figueiredo em Boa Ventura!. Calcada sobre um minucioso levantamento histórico, a obra traça um quadro desolador da penúria em que então vivia Portugal e retrata as adversidades que enfrentou para achar uma solução: a chamada Corrida do Ouro brasileira, que se deu entre os anos de 1697 e 1810.
      Foi o sonho dourado português que levou dom Manuel ardenar, em março de 1500, a viagem de Pedro Álvares Cabral ao desconhecido. Depois de atingir o arquipélago de Cabo Verde, o jovem navegador voltou a proa de sua caravela para o Ocidente, com a missão de salvar a coroa da falência. O rei apostou nas terras ermas e inexploradas do Novo Mundo. Para ele, poderia estar ali a fonte rápida e repleta de riquezas que guindariam Portugal à fartura.
      A pressão de Lisboa levou o governador-geral Tomé de Sousa a organizar a primeira expedição oficial em busca do metal, seduzido pelos rumores sobre a existência de uma montanha dourada margeada por um lago também de ouro - local fantástico que os nativos chamavam de Sabarabuçu. A comitiva partiu de Pernambuco em 5 de novembro de 1550, e os homens que se embrenharam na floresta nunca mais foram vistos. Mas o mito de Sabarabuçu levaria à organização de outras dezenas de expedições no decorrer dos 121 anos seguintes - todas fracassadas.
      Em 1671, o paulista Fernão Dias, uma das maiores fortunas da região, aceitou o pedido de Lisboa para empreender mais uma missão em busca de Sabarabuçu. Ao contrário de seus antecessores, porém, o bandeirante não partiu sem antes analisar os erros daqueles que haviam perecido na floresta, devorados por animais ferozes ou índios e mortos eles próprios pela fome e pelas adversidades naturais. Os preparativos levaram três anos. Ciente de que era impossível que centenas de homens sobrevivessem sem uma linha de abastecimento, Dias ordenou que, à medida que se embrenhassem na floresta, os pioneiros providenciassem a plantação de lavouras e a criação de animais. Ao longo de toda a rota que interligava a vila de São Paulo ao que hoje é o Estado de Minas Gerais, Dias montou a infraestrutura necessária para o que seria a primeira experiência bem sucedida dos portugueses na busca de riquezas. Em sete anos de trabalhos, ele percorreu 900 quilômetros entre São Paulo e Minas. Morreu no caminho de volta para casa, sem jamais ter alcançado a lendária Sabarabuçu. Mas fizera algo ainda mais extraordinário: havia inaugurado a primeira via de interligação entre o litoral e o interior do país em um terreno antes intransponível.
      Doze anos depois da morte de Fernão Dias, surgiram as primeiras notícias dando conta da localização de ouro onde hoje é Minas Gerais. Com a descoberta de novas lavras, o sonho de ouro continuava a mover os aventureiros. Em 1700, o bandeirante Borba Gato deu as boas novas ao governador: havia encontrado Sabarabuçu. Festas e missas foram celebradas para comemorar a "providência divina".
      Localizada onde hoje é a cidade de Sabará, a terra batizada com o nome mítico por Borba Gato incendiou a imaginação dos europeus. Dessa forma, a corrida do ouro levou um dos lugares mais hostis de que se tinha notícia a abrigar o embrião do que viria a ser o estado de governança no Brasil.

                                    (Leonardo Coutinho. Veja, 30 de março de 2011, pp. 134-136, com adaptações)

Festas e missas foram celebradas para comemorar a "providência divina". (5º parágrafo)

É correto depreender do emprego das aspas que isolam a expressão grifada acima
Alternativas
Q486065 Português
Na frase “O garoto empurrou o portão: abriu-se.” (l. 32), os dois-pontos estabelecem o sentido de
Alternativas
Q483030 Português
Em “Na Alemanha, esse número chega a 52%” (linhas 24-25), o emprego da vírgula justifica-se pelo mesmo motivo da ocorrência em
Alternativas
Q479207 Português
Leia o texto abaixo para responder à  questão.

Você reconhece quem teve uma festa de criança em casa no dia anterior. Alguma coisa no rosto. A expressão de quem chegou à terrível conclusão de que Herodes talvez tivesse razão.

- Que respiração ofegante o senhor tem!
- Foi de tanto encher balão.
- Que dificuldade o senhor tem para caminhar!
- Foi de tanto levar canelada tentando apartar briga.
- Como suas mãos estão trêmulas!
- Foi de tanto me controlar para não esgoelar ninguém!

Respeito e consideração para quem teve uma festa de criança em casa no dia anterior.

O pai e a mãe estão atirados num sofá, um para cada lado. Semiconscientes. Já é noite, mas a festa ainda não acabou. Sobram três crianças que não param de correr pela casa.

- Tenho uma ideia - diz o pai.
- Qual é?
- Vamos mandar eles brincarem no meio da rua. Esta hora tem bastante movimento.

- Não seja malvado. Daqui a pouco eles vão embora.
- Quando? Essas três foram as primeiras a chegar. Acho que os pais deixaram elas aqui e fugiram para o exterior.

Uma menina cruza a sala na corrida. Quando chegou, tinha o vestido mais engomado da festa. Depois de três banhos de guaraná e uma batalha de brigadeiro, parece uma veterana das trincheiras.

- Essa aí é a pior - diz o pai, num sussurro dramático.
- Essa baixinha! É um terror!
- Coitadinha. É a Cândida.
- Cândida?! É uma terrorista!
- Sshhh. - De onde é que saiu essa figura?
- É uma colega do Paulinho.
- E aquele ranhento que não para de comer?
- É o Chico. Também é colega.
- Será que não alimentam ele em casa? E o outro, o que está pulando de cima da mesa?
- É o Paulinho! Você não reconhece o seu próprio filho?
- Ele está coberto de chocolate.
- É que ele teve uma luta de brigadeiros com a Cândida...
- E perdeu, claro. A Cândida é imbatível. Guerra de brigadeiros, jiu-jítsu, vôlei com balão, hipismo com cachorro. Ela foi a única que conseguiu montar no Atlas.
- Por falar nisso, onde é que anda o Atlas?
- Fugiu de casa, lógico. Era o que eu devia ter feito.
- Ora, é só uma vez por ano...
- Você precisava me lembrar? Pensar que daqui a um ano tem outra...
- Você não pode falar. Você também gosta de fazer festa no seu aniversário.
- Mas nós somos finos. Nenhuma festa teve guerra de chocolate. Nos embebedamos como pessoas civilizadas.
- Ah é? E o anão com o trombone?
- Ah, não? A Araci é que sabe dessa história. Só que ela foi embora no mesmo dia. O Chico se aproxima.
- Tem mais cachorro, quente?
- Não, meu filho. Acabou. - Brigadeiro?
- Também acabou, Chico.
- Dá uma lambida na cabeça do Paulinho
- sugere o pai, sob um olhar de reprimenda da mãe. - Puxa, não tem mais nada?
- diz Chico. E se afasta, desconsolado.
- E ainda reclama, o filho da mãe!
- Shhh.
- Bom, você eu não sei, mas eu...
- Você o quê? - Vou tomar meu banho, se é que ainda tenho forças para ligar um chuveiro, e ver televisão na cama.
- E quando chegarem os pais? - Que pais?
- Os pais da Cândida e dos outros, ora.
- O que é que eu tenho com eles?
- Quando eles chegarem, você tem que receber. - Ah, não.
- Ah, sim!
- Mais essa?
Batem na porta. O pai vai abrir, esbravejando sem palavras. É um casal que se identifica como os pais da Cândida.
- Entrem, entrem.
- Entrem, entrem. - Nós só viemos buscar a...
- Não, entrem. A Cândida não vai querer sair agora. Ela é um encanto. Meu bem, os pais da Cândida. Sentem, sentem.
O pai esfrega as mãos, subitamente reanimado.
- Quem sabe uma cervejinha? Querida, vá buscar.
Como Araci se foi, a própria mãe - que se ocupou com a festa desde de manhã cedo, que mal se aguenta em pé, que podia matar o marido - vai buscar a cerveja. Pisando nos embrulhos de doces, nos copos de papelão e nos balões estourados que cobrem o chão e que ela mesma terá que limpar no dia seguinte. Respeito e comiseração para as mães que tiveram festa de criança em casa, no dia seguinte.

Enquanto isso o pai acaba de abrir a porta para os pais do Chico e os manda entrar, entusiasmado com a ideia de começar sua própria festa.
- Querida, mais cerveja!

                                                                    Luis Fernando Veríssimo. In: comédias da vida privada - 101
                                                                                                                 crônicas escolhidas. P. 223-225.

Em relação ao texto e de acordo com a pontuação e a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q478032 Português
Da leitura do trecho: “Em um ranking da violência doméstica contra a mulher feito pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2006, a Etiópia é líder, com índice de 71% de violência. O Japão, com 15%, é um dos últimos da lista.”, julgue as afirmações a seguir:

1- A palavra feito concorda com OMS.
2- Os parênteses foram usados para dar uma explicação.
3- O Japão é o que mais pratica a violência contra a mulher.
4- A palavra ranking é um estrangeirismo.

Quanto às afirmações, o correto está apenas em:
Alternativas
Q477429 Português
A MODA CAIU NA REDE. Nunca as mulheres compraram tanto na internet. O e-commerce focado em moda cresceu nos últimos anos e tem feito brilhar os olhos dos investidores estrangeiros. Em 2009, o item vestuário sequer aparecia entre os vinte mais vendidos na internet brasileira. Em 2011, o segmento já era o quinto em volume de negócios (Revista VEJA, 2 de maio/2012).

O fragmento “O e-commerce focado em moda cresceu nos últimos anos” apresenta outra forma de pontuação correta em:
Alternativas
Q477412 Português
Assinale a opção que apresenta a frase pontuada corretamente.
Alternativas
Q477248 Português
    Gastronomia — Japão vende o melão mais caro do mundo As frutas são um luxo no Japão, e os melões Yubari são a joia da coroa. A primeira colheita é vendida em leilão, onde o valor de cada unidade pode alcançar várias centenas de dólares.

                                                               Disponível em: http://veja.abril.com.br/multimidia/. 19 jul. 2012.
                                                                                                                          Acessado em 2012-07-25.

Marque, entre as opções que seguem, apenas a que está errada.
Alternativas
Q470807 Português
Com relação às ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o  item a seguir.

No trecho “A divisão do trabalho doméstico, a socialização de homens e mulheres e as relações de poder entre os gêneros" (L.6-8), o emprego da vírgula no lugar do conectivo “e", em “homens e mulheres", não alteraria a relação semântico-sintática entre os termos da oração.
Alternativas
Q470793 Português
Com base no texto acima, julgue o  item. 

Infere-se do texto, pelo emprego das aspas no primeiro parágrafo, entre outros aspectos, que a autora não comunga da visão dos autores referidos no início do primeiro parágrafo do texto quanto à relação entre o Brasil e a ciência.
Alternativas
Q466723 Português
imagem-002.jpg
Paloma Oliveto. Envelhecimento cerebral. In: Correio Braziliense, 15/1/2012, p. 22 (com adaptações)

Assinale a alternativa correta quanto ao texto.
Alternativas
Q465692 Português
imagem-002.jpg
Ana Maria Costa. Eleonora Menecucci: vida longa, ministra. In: Correio Braziliense, caderno Opinião,
11/2/2012, p. 25 (com adaptações).
Assinale a alternativa correta quanto ao texto.
Alternativas
Q464966 Português


(ALVES, Rubem. A morte lhe cai bem. Jornal Vanguarda. Categoria: Crônicas._São Paulo, 09 abr l l t h , 2008. Disponível em: www.j.vanguarda.com.br/site2012/category/cronicas. Acesso em:04 de out de 2012.

Leia: " - Cometa um crime uma vez na vida seu velho frouxo, babaca, filho da ... [...]"(linha 38). Considerando a análise dos termos lingüísticos desse fragmento, julgue a assertiva que segue:

A reticência utilizada em filho da... indica a omissão de um termo, sem prejuízo para o entendimento da informação no texto.
Alternativas
Ano: 2012 Banca: OBJETIVA Órgão: EPTC Prova: OBJETIVA - 2012 - EPTC - Agente Tributário |
Q462763 Português
Em relação ao emprego do sinal de pontuação denominado vírgula, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
12381: A
12382: A
12383: B
12384: E
12385: C
12386: D
12387: A
12388: B
12389: C
12390: B
12391: A
12392: B
12393: B
12394: D
12395: E
12396: C
12397: E
12398: B
12399: C
12400: B