Questões de Concurso Sobre pontuação em português

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Q1815982 Português
Assinale a alternativa que apresenta a sequência ao trecho anterior pontuada corretamente.
Alternativas
Q1790165 Português

Texto 3

Contra os iconoclastas


A mentira está no mundo. Ela está em nós e ao nosso redor. Não podemos fechar-lhe os olhos. Omnis homo mandax, diz um salmo (115, 11). Podemos traduzir: o homem é uma criatura capaz de mentir. Se não são todos os homens que escondem seus pensamentos com a língua, no caso de políticos e diplomatas a mentira integra o métier. Hermann Kesten expande a ideia como um leque: “Há categorias profissionais inteiras, sobre as quais o povo pensa de antemão, que obrigam seus representantes a mentir, como, por exemplo, teólogos, políticos, prostitutas, diplomatas, jornalistas, advogados, atores, juízes […]”. Palavras de um poeta?


Santo Agostinho, o primeiro a tornar a mentira objeto de reflexão filosófica e teológica, viu também em primeira mão o aspecto linguístico da mentira. Seria mentira o discurso figurado? Quod absit omnino (‘O que seria pura tolice’), disse Agostinho, ao refletir sobre a ideia de que a linguagem figurada em todas as suas formas talvez devesse ser considerada no âmbito da mentira. Não são muitos os que censuram explicitamente a metáfora (adotaremos o termo para todos os tipos de imagens linguísticas) de ser mentirosa. Mas implicitamente se ouve sempre essa censura. Em especial na ciência parece reinar um profundo ceticismo em relação à metáfora. Vez ou outra entram em cena iconoclastas arrogando que querem agora purificar a linguagem científica de todas as metáforas, e tudo ficaria bem, a verdade assomaria. Comparação deve ceder lugar à razão, dizem, e a ciência deve exprimir-se em sua linguagem. As metáforas apenas dissimulariam os pensamentos científicos, ou mesmo os deformariam. Um pesquisador sério escreve sem metáforas.


Mas eliminar as metáforas quer dizer não somente arrancar as flores do caminho da verdade, quer dizer também se privar do veículo que ajuda a acelerar o acesso à verdade. Uma palavra isolada jamais pode ser uma metáfora. “Fogo” é sempre a palavra normal cujo significado (lexical) conhecemos. Somente através de um contexto essa palavra pode se tornar uma metáfora, por exemplo, “fogo da paixão”. Se a metáfora necessariamente tem o contexto como condição de sua formação, não se aplica para ela a semântica da palavra isolada, mas a semântica da palavra no texto, com o jogo da determinação entre os polos do significado lexical e do significado textual. Essa tensão constitui o fascínio da metáfora.


Não há nenhuma razão para desconfiança ante as metáforas. Não se pode falar que a linguagem figurada seja como uma cobertura de flores, bela, mas inútil. Todas as palavras nos deveriam ser bem-vindas se queremos usá-las no texto, aquelas em contexto esperado, bem como aquelas em contexto inesperado, as metáforas. Não há mentira na metáfora, portanto.


WEINRICH, H. Linguística da mentira. Trad. de M. A. Barbosa e W. Heidermann. Florianópolis: Ed. da Ufsc, 2017. p. 13-15; 53-59. Adaptado.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o texto 3.


( ) No primeiro parágrafo, o sinal de dois-pontos desempenha a mesma função em suas duas ocorrências: anuncia uma síntese do que acabou de ser dito.

( ) A pergunta “Palavras de um poeta?” (1° parágrafo) é usada como recurso argumentativo, sendo respondida pelo autor no decorrer do texto.

( ) Em “As metáforas apenas dissimulariam os pensamentos científicos, ou mesmo os deformariam.” (2º parágrafo), as palavras sublinhas têm valor argumentativo, podendo ser substituídas, respectivamente, por “somente” e “até”, sem prejuízo de significado no texto.

( ) Em “Não há nenhuma razão para desconfiança ante as metáforas.” (4º parágrafo), a expressão sublinhada pode ser substituída por “razão alguma”, sem prejuízo de significado no texto.

( ) A frase “‘Fogo’ é sempre a palavra normal cujo significado (lexical) conhecemos.” (3° parágrafo) pode ser reescrita como “‘Fogo’ é sempre a palavra normal da qual conhecemos o significado (lexical).”


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q1790162 Português

Texto 2

Batalhas essenciais da democracia são linguísticas


Trecho de entrevista do escritor angolano Gonçalo M. Tavares à revista CULT.


CULT – Em O torcicologologista, excelência, você usa muitos jogos de lógica e brinca com o sentido das palavras, levando as situações à beira do absurdo. Em que medida esse jogo com a linguagem e o absurdo relacionam-se a certa crítica ao contemporâneo?


Gonçalo M. Tavares – Eu penso muito que a criação crítica sobre o contemporâneo é uma criação crítica sobre a linguagem, porque nas democracias grande parte das batalhas essenciais são linguísticas. E nós percebemos que a linguagem é uma máquina que pode funcionar de diferentes maneiras: uma máquina por vezes irônica, por vezes de manipulação, muitas vezes uma máquina de tentar explicar a realidade. Portanto a linguagem está sempre no centro da democracia. Felizmente, de alguma maneira, a arma foi substituída pelo verbo. O que me parece interessante é que as pessoas deveriam ter uma espécie de manual de defesa da linguagem e não têm (um pouco como aprender uma arte marcial), aprender a estrutura da linguagem, a forma como ela funciona. No Torcicologologista, os diálogos partem muito dessa ideia de que as frases não dizem apenas uma coisa, elas têm vários sentidos, podem ir por um caminho, ou pelo caminho oposto. O diálogo é uma maneira da pessoa dizer coisas que não sabia que sabia. É o outro, através de suas questões, que faz com que eu diga algo novo para mim, portanto o diálogo não é um somatório de monólogos, é mesmo uma possibilidade de descobrir coisas diferentes


CULT - Em que medida o excesso de explicações e informações sem encanto está relacionado às crises políticas, econômicas e sociais pelas quais o ocidente parece passar?


Gonçalo M. Tavares – A linguagem ligada ao informativo é uma linguagem útil, a economia exige uma linguagem útil, quase como se fosse algo de compra e venda, uma linguagem clara. Julgo que uma das grandezas da linguagem é muitas vezes não ser clara, é poder dizer várias coisas ao mesmo tempo, às vezes várias coisas opostas. Uma das qualidades da linguagem é, por exemplo, ser ambígua, o que muitas vezes a matemática não é. E isso não deve ser visto como algo negativo, deve ser visto como algo extraordinário. Essas qualidades da linguagem, que são qualidades escondidas, são o contrário da informação e o contrário da clareza; e a ideia de transformar a linguagem em um mundo útil é anular, é destruir as suas grandes qualidades. O mundo da poesia e da metáfora, por exemplo, é precisamente o mundo da não clareza. Talvez um mundo a buscar pela economia tenha retirado da linguagem essa possibilidade de sonhar, de fantasiar, de ser ambígua.


POMPERMAIER, P. H. Batalhas essenciais da democracia são linguísticas. Disponível em: <<https://revistacult.uol.com.br/home/batalhas-essenciais-da-democracia-sao-linguisticas-goncalo-tavares/>> Acesso em 24/08/2017 [Adaptado]

Analise as afirmativas abaixo, considerando-as em relação à primeira resposta da entrevista.
1. Em “E nós percebemos que a linguagem é uma máquina que pode funcionar de diferentes maneiras: […]”, o sinal de dois-pontos é usado para apresentar uma enumeração. 2. Em “Felizmente, de alguma maneira, a arma foi substituída pelo verbo”, a palavra sublinhada é uma advérbio que indica o modo como a ação verbal foi realizada. 3. Em “É o outro, através de suas questões, que faz com que eu diga algo novo para mim”, os vocábulos sublinhados funcionam como recurso de ênfase, podendo ser excluídos sem alterar as relações sintáticas entre os demais constituintes da frase. 4. Em “as pessoas deveriam ter uma espécie de manual de defesa da linguagem e não têm”, o conector sublinhado não tem função aditiva e sim adversativa, podendo ser substituído por “mas”, sem prejuízo de significado no texto. 5. Em “as frases não dizem apenas uma coisa, elas têm vários sentidos”, a segunda oração introduz uma informação que se contrapõe à direção argumentativa da primeira.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q1789522 Português

Texto 4


A misteriosa afinidade entre a mulher e os felinos



Volta a ressuscitar a discussão sobre a preferência das mulheres pelos felinos, enquanto os homens escolheriam os cachorros. Os gatos, além disso, se entenderiam melhor com as mulheres, e os cães, com os varões. Ignoro se alguns experimentos universitários realizados sobre o tema possuem valor científico. Há quem, para explicar isso, recorra ao fato de, desde tempos remotos, os cães terem sido usados pelos homens para a caça, com os gatos ficando em casa, perto da mulher.


O que é certo é que há mais de 5.000 anos nenhum outro animal foi tão divinizado e associado ao mistério e à mulher quanto o gato. Ainda hoje se discute em psicologia a simbologia do gato associado à mulher. Seguimos nos perguntando por que os gatos são relacionados à independência, e os cachorros, à submissão. Isso tornaria os cães sempre amados, e os gatos há séculos seriam divinizados, mas também execrados e amaldiçoados.


Como a mulher?


Nenhum animal teve uma trajetória tão tortuosa em seus simbolismos, medos e atração quanto o felino. No Egito fazia parte da divindade, personalizada na figura da egípcia Bastet, a deusa gata mulher, que protegia a felicidade das pessoas. Na Índia simbolizava a sabedoria, com a gata sendo a deusa sábia, rainha da fertilidade. A Igreja, mais tarde, satanizou os felinos ao mesmo tempo em que apresentou a mulher como obstáculo à virtude e mais facilmente possuída pelo demônio que os homens. Nos séculos sombrios da Idade Média os gatos, por influência da Igreja, passaram a ser o símbolo do demoníaco e da maldade. Foram perseguidos, esfolados vivos, queimados nas fogueiras, junto com as mulheres. Hoje o papa Francisco faz diversas declarações a favor dos gatos: “São os animais mais inteligentes. Sempre gostei deles e conversava com eles”, disse a um jornalista francês que lhe perguntou se ele também considerava os gatos como demônios.


Os gatos são difíceis de entender. É preciso saber interpretá-los. Escondem uma parte de seu mistério ancestral. E um bocado de seu instinto selvagem. Como a mulher? Entendem nossa linguagem? Minha gata Nana, sim. Posso dizer isso porque tenho minha mulher de testemunha. A gata, de rua, tem o costume de se aboletar nas minhas pernas quando leio ou assisto TV. Durante alguns dias preferiu dormir numa poltrona a alguns metros de distância. Numa destas noites, enquanto Nana dormia profundamente, disse à minha mulher: “Que estranho a Nana não vir mais ficar comigo!”. Não se passou um segundo. Abriu os olhos, olhou pra mim, deu um salto e veio se acomodar nas minhas pernas. Minha mulher não conseguiu acreditar. Os gatos são assim. É inútil querermos entendê-los muito. Como a mulher?


ARIAS, Juan. Disponível em:<http://brasil.elpais.com/

brasil/2016/11/21/opinion/1479727737_894045.html>


Acesso em 22/novembro/2016 [adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto 4.
Alternativas
Q1789516 Português

Texto 3


New York, 6 de julho de 1946.


Clarice,


Não posso te mandar nenhuma palavra animadora: sei que você deve estar se desesperando com o seu livro, que não vai, que não vai, pois também me desespero com o meu, tenho trabalhado a sério e sofrido muito. E como esse desespero vem de não saber por quê; saber como a gente acaba sabendo, mas intimamente desconhece que a angústia e a expectativa deprimente vêm de não saber por quê. Se te mandam quebrar pedra ou fazer um móvel, a inteligência vai te angustiar na procura do meio mais certo, mais eficiente e mais perfeito de quebrar ou de fazer. Mas a insaciedade que te faz artista vai te atirar numa procura muito mais afetiva, digna e criadora: saber o que é uma cadeira, e que proveito os outros tirarão da pedra que você vai quebrar. Só assim você estará sendo artista. Sem saber isso você será escravo.


Digo apenas que não concordo com você quando você diz que faz arte porque “tem um temperamento infeliz e doidinho”. Tenho uma grande, uma grande esperança em você e já te disse que você avançou na frente de todos nós. Apenas desejo intensamente que você não avance demais para não cair do outro lado. Tem de ser equilibrista até o final.


Agora, espero mais intensamente ainda que você descubra o que é que esse livro vai ser.


Um abraço do amigo,


Fernando


SABINO, Fernando; LISPECTOR, Clarice. Cartas perto do coração. 3 ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 24-31. [adaptado]

Assinale a alternativa correta, com base no texto 3.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Esteio - RS Provas: FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Logística | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Enfermeiro Assistencial | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Sistema | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Comunitário ESF - 20 Horas | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Ortotraumatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Preparador Físico | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Proctologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico do Trabalho | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Gineco-Obstetra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neuro-Pediatra |
Q1775164 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


Considerando a pontuação do texto, analise as seguintes assertivas:


I. Se substituíssemos os dois-pontos da linha 03 por vírgula, não haveria necessidade de nenhum outro ajuste no período.

II. A vírgula da linha 31 (segunda ocorrência) introduz um aposto.

III. Considerando os adequados ajustes, a substituição dos parênteses da linha 31 por vírgulas não implicaria incorreção à frase.


Quais estão corretas?

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Ano: 2017 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Esteio - RS Provas: FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Logística | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Enfermeiro Assistencial | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista Administrativo | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Analista de Sistema | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Comunitário ESF - 20 Horas | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Ortotraumatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Pediatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Cardiologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Clínico Geral | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Preparador Físico | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Psiquiatra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Proctologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Dermatologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico do Trabalho | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Gineco-Obstetra | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Infectologista Infantil | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neurologista | FUNDATEC - 2017 - Prefeitura de Esteio - RS - Médico Neuro-Pediatra |
Q1775160 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


Analise as seguintes possibilidades de reescrita da seguinte frase retirada do texto: “a impressão que dá é que, ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita, o indivíduo reafirma as suas opiniões.” (l.03-04).


I. A impressão dada é que, ouvindo provas esmagadoras, o indivíduo reafirma as suas opiniões contra aquilo que acredita.

II. A impressão que dá é que o indivíduo reafirma as suas opiniões ao ouvir provas esmagadoras contra aquilo que acredita.

III. Ao ouvir aquilo que acredita, o indivíduo reafirma as suas opiniões.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1775111 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões. 


Analise as seguintes assertivas a respeito da pontuação do texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) As vírgulas da linha 07 (2ª ocorrência) e 13 são empregadas pelo mesmo motivo.

( ) A vírgula da linha 35 (1ª ocorrência) é empregada para marcar uma oração subordinada adjetiva explicativa.

( ) A vírgula da linha 35 (2ª ocorrência) é empregada para introduzir uma oração subordinada adjetiva restritiva.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1763938 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Escola e igualdade

Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
A respeito da pontuação do texto, analise as afirmações a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os travessões das linhas 06 e 07 poderiam ser substituídos por parênteses sem acarretar incorreções à frase. ( ) As vírgulas das linhas 06 e 11 (segunda ocorrência) são empregadas em função do mesmo motivo. ( ) A vírgula da linha 21 separa termos justapostos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
Alternativas
Q1763934 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

Escola e igualdade

Adaptado de: http://www.revistaeducacao.com.br/escola-e-igualdade-3/
Para responder à questão, considere a seguinte frase retirada do texto:  Grosso modo, a popularização dessa tese se cristalizou em duas correntes discursivas distintas, mas que são solidárias.
Considerando a frase em destaque, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas. ( ) O período em destaque é composto por uma oração. ( ) Se a palavra ‘correntes’ fosse substituída por ‘ideais’, outras quatro palavras deveriam ser alteradas para manter a concordância da frase. ( ) Ambas as vírgulas são utilizadas pelo mesmo motivo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q1763638 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

O mito do inglês como língua internacional ou franca

Adaptado de: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/belt/article/view/20197/13592

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as ocorrências da vírgula à justificativa correta para seu emprego.
Coluna 1 1. Separar orações justapostas. 2. Separar expressões justapostas. 3. Separar um aposto. 4. Separar um adjunto adverbial deslocado.
Coluna 2 ( ) Linha 24 (segunda ocorrência). ( ) Linha 25 (segunda ocorrência). ( ) Linha 57 (primeira ocorrência).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q1716953 Português
Um sistema de reforço da escrita, constituído por sinais sintáticos, destinados a organizar as relações e a proporção das partes do discurso e das pausas orais e escritas. (Catach Nina, Moderna Gramática Portuguesa, Bechara, Evanildo, 2009). A definição acima está se referindo... Indique abaixo a resposta CORRETA.
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Q1716921 Português
Os Vilares

Havia, no colégio, três companheiros desagradáveis. Um deles era o Vilares. Menino forte, cara bexigosa, com um modo especial de carregar e de franzir as sobrancelhas autoritariamente. Parecia ter nascido para senhor do mundo. No recreio queria dirigir as brincadeiras e mandar em todos nós. Se a sua vontade não predominava, acabava brigando e desmanchava o brinquedo. Simplesmente insuportável. Ninguém, a não ser ele, sabia nada; sem ele talvez não existisse o mundo.
Vivia censurando os companheiros, metendo-se onde não era chamado, implicando com um e com outro, mandando sempre. (…) Não tinha um amigo. A meninada do curso primário movia-lhe a guerra surda. E, um dia, os mais taludos se revoltaram e deram-lhe uma sova. Foi um escândalo no colégio. O vigilante levou-os ao gabinete do diretor. O velho Lobato repreendeu-os fortemente. Mais tarde, porém, chamou o Vilares e o repreendeu também.
- Eu estava no gabinete e ouvi tudo.
- É necessário mudar esse feitio, menino. Você, entre os seus colegas, é uma espécie de galo de terreiro. Quer sempre impor a sua vontade, quer mandar em toda a gente. Isso é antipático. Isso é feio. Isso é mau. Caminha-se mais facilmente numa estrada lisa do que numa estrada cheia de pedras e buracos. Você, com essa maneira autoritária, está cavando buracos e amontoando pedras na estrada de sua vida. E, continuando:
- Você gosta de mandar. Mas é preciso lembrar-se de que ninguém gosta de ser mandado. Desde que o mundo é mundo, a humanidade luta para ser livre. O sentimento de liberdade nasce com o homem e do homem não sai nunca. É um sentimento tão natural, que os próprios irracionais o possuem. E louco será, meu filho, quem tiver a pretensão de modificar sentimentos dessa ordem. Ou você muda de feitio, ou você muito terá que sofrer na vida. (VIRIATO CORREA.)
A sentença ‘’ ... Não tinha um amigo’’... pode ser classificada como: Assinale a alternativa CORRETA.
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Q1709725 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
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Q1703108 Português

Engenheiras transformam escombros de guerra em tijolos para reconstruir casas em Gaza


O tijolo ecológico custa a metade do preço de um tijolo normal.


Duas engenheiras criaram um tijolo com os escombros dos conflitos em Gaza para reconstruir as casas de moradores locais.

Apesar da abundância de matéria-prima para fazer o tijolo, Maid Mashharawi e Rawan Abddllaht fizeram muitos experimentos para que o tijolo tivesse a mesma resistência e segurança de um tijolo comum.

Ao invés de rocha e areia, elas usaram concreto e cinzas de carvão, que poluem a região com cerca de dez toneladas semanais. Foi assim que elas chegaram à fórmula do “Greencake”, nome de batismo do tijolo. Com essa fórmula, o tijolo custa a metade do preço de um tijolo normal.

O desafio agora é conseguir produzir a quantidade de tijolos necessária para a construção das moradias, pois a demanda é altíssima: cerca de 40 mil por dia. Segundo a ONU, mais de 9 mil casas palestinas foram totalmente destruídas e mais de 120 mil foram danificadas pela guerra.

Maid e Rawan, então, criaram uma campanha de financiamento coletivo para ampliar a produção de tijolos e ajudar na reconstrução de Gaza, de forma sustentável, a partir de ruínas e, de quebra, diminuindo a poluição

Analise as afirmativas a seguir.
I. O uso das vírgulas destacadas é obrigatório. II. Em “Maid e Rawan, então, criaram uma campanha de financiamento coletivo”, o sujeito da frase é composto. III. “campanha”,“tijolos”e“sustentável” são substantivos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
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Q1702945 Português

Leia o texto.


De que é feito um texto? Fragmentos originais, montagens singulares, referências, acidentes, reminiscências, empréstimos voluntários. De que é feita uma pessoa? Migalhas de identificação, imagens incorporadas, traços de caráter assimilados, tudo (se é que se pode dizer assim) que se chama o eu.

Michel Schneider. Ladrões de palavras. Campinas. Editora da Unicamp. 1990.


Sobre o texto é correto afirmar.

1. É feita uma analogia entre a construção de um texto e a “construção” de uma pessoa.

2. Há, no texto, dois questionamentos. Ambos são respondidos pelo próprio texto.

3. As expressões sublinhadas no texto exercem a mesma função sintática, a saber: objeto indireto.

4. A frase colocada entre parênteses apresenta um pronome oblíquo em próclise.

5. As palavras “empréstimos e escrevêsseis” são acentuadas graficamente pela mesma razão: ambas são proparoxítonas.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

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Q1700535 Português

Pipoqueiras

Um jeito mais rápido, mais prático e mais saudável de fazer pipoca, com milho comum e 90% menos óleo (ou óleo nenhum). É a promessa das pipoqueiras elétricas – e das pipoqueiras para micro-ondas. Elas funcionam mesmo? Qual a melhor? [...]

SUPERINTERESSANTE. Ed. 371/fev. 2017. p. 24.

O fragmento de texto foi construído por

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Q1700533 Português
No período: “E descobriram que eles produzem sons diferentes em três ocasiões: luta por comida, sexo e espaço”, a vírgula foi usada para
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Q1699619 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Tendo em vista que para a construção do período “E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.” (1º§) utilizou-se a omissão de termo subentendido a partir do contexto. Assinale a reescrita cuja preservação do sentido e da correção gramatical estão presentes.
Alternativas
Q1699618 Português
Feliz aniversário

    [...] E à cabeceira da mesa grande a aniversariante que fazia hoje oitenta e nove anos.
    Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, enchera-a de guardanapos de papel colorido e copos de papelão alusivos à data, espalhara balões sungados pelo teto em alguns dos quais estava escrito “Happy Birthday!”, em outros “Feliz Aniversário!”. No centro havia disposto o enorme bolo açucarado. Para adiantar o expediente, enfeitara a mesa logo depois do almoço, encostara as cadeiras à parede, mandara os meninos brincar no vizinho para não desarrumar a mesa.
    E, para adiantar o expediente, vestira a aniversariante logo depois do almoço. Pusera-lhe desde então a presilha em torno do pescoço e o broche, borrifara-lhe um pouco de água-de-colônia para disfarçar aquele seu cheiro de guardado — sentara-a à mesa. E desde as duas horas a aniversariante estava sentada à cabeceira da longa mesa vazia, tesa na sala silenciosa.
    De vez em quando consciente dos guardanapos coloridos. Olhando curiosa um ou outro balão estremecer aos carros que passavam. E de vez em quando aquela angústia muda: quando acompanhava, fascinada e impotente, o voo da mosca em torno do bolo. [...]
    Os músculos do rosto da aniversariante não a interpretavam mais, de modo que ninguém podia saber se ela estava alegre. Estava era posta à cabeceira. Tratava-se de uma velha grande, magra, imponente e morena. Parecia oca.
    — Oitenta e nove anos, sim senhor! disse José, filho mais velho agora que Jonga tinha morrido. — Oitenta e nove anos, sim senhora! disse esfregando as mãos em admiração pública e como sinal imperceptível para todos.
    Todos se interromperam atentos e olharam a aniversariante de um modo mais oficial. Alguns abanaram a cabeça em admiração como a um recorde. Cada ano vencido pela aniversariante era uma vaga etapa da família toda. Sim senhor! disseram alguns sorrindo timidamente.
    — Oitenta e nove anos!, ecoou Manoel que era sócio de José. É um brotinho!, disse espirituoso e nervoso, e todos riram, menos sua esposa.
    A velha não se manifestava.
    Alguns não lhe haviam trazido presente nenhum. Outros trouxeram saboneteira, uma combinação de jérsei, um broche de fantasia, um vasinho de cactos — nada, nada que a dona da casa pudesse aproveitar para si mesma ou para seus filhos, nada que a própria aniversariante pudesse realmente aproveitar constituindo assim uma economia: a dona da casa guardava os presentes, amarga, irônica.
    — Oitenta e nove anos! repetiu Manoel aflito, olhando para a esposa.
    A velha não se manifestava...


(Clarice Lispector. “Laços de Família”, Editora Rocco – Rio de Janeiro, 1998. Fragmento.)
Em “Zilda, a dona da casa, arrumara a mesa cedo, [...]” (2º§) o trecho destacado entre vírgulas “a dona da casa” ilustra um processo conhecido como
Alternativas
Respostas
10761: D
10762: E
10763: D
10764: C
10765: B
10766: D
10767: B
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10769: A
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10780: D