Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 16.161 questões
A questão abaixo refere-se ao texto seguinte.
Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro te devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você não se reconhece. Claro que ninguém ama com objetividade. O que o amante vê no ser amado é sempre contaminado pela fantasia. Não me refiro, então, à impossibilidade fundamental de complementaridade entre os casais, mas aos encontros que se dão na base do puro mal-entendido. Sentir-se amado por qualidades que o outro imagina, mas não têm nada a ver com você, pode ser muito angustiante. E sedutor. Vale lembrar que a palavra “sedução” indica o ato de desviar alguém de seu caminho: “eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá”.
Pensava essas coisas de meu lugar na plateia lotada do Credicard Hall (que nome para um teatro, caramba!), onde fui ver o show de uma de minhas cantoras favoritas no momento: Maria Gadú. Com jeito de moleque, encarapitada no banquinho, de onde não desceu para rebolar nenhuma vez, composições muito pessoais que escapam ao clichê romântico e uma rara sofisticação musical, Maria Gadú parecia não se reconhecer diante do público que – vibrava? Não, vibrar seria compreensível. Delirava? Sim; mas o entusiasmo foi muito além disso. O público ululava desde os primeiros acordes de cada canção, que todos sabiam de cor, mas não conseguiam escutar. A energia com que aplaudiam mais parecia uma fúria, que a timidez da artista só fazia excitar mais e mais. Pareciam todos sedentos por uma experiência musical autêntica, promovida por alguém que não vendesse sensualidade barata, e ao mesmo tempo não se conformavam de não conseguir puxar a cantora para o terreno familiar da vulgaridade e do sex appeal.
Mas estava espantada com a dimensão do sucesso. Como responderá ao apelo de um público que talvez esteja apaixonado por ela pelas razões erradas? Como não se espelhar na imagem banal de pop star que lhe oferecem? O que é mais difícil de enfrentar, na vida artística: a resistência do público para quem sua obra se dirige ou a fama vertiginosa que alavanca (ops) a carreira de alguns artistas iniciantes para o topo do mercado em algumas semanas?
Ela diz ter com a música uma aliança impossível de desfazer. Sua intuição musical parece capaz de levá-la muito além da próxima esquina, e a sutil entonação dolorida na voz talvez não permita que ela vire uma espécie de Ivete Sangalo paulistana. O CD de estreia é dedicado à avó Cila. A terceira faixa é uma homenagem fúnebre tocante, uma toada em feitio de oração. Como outro grande compositor negro, Gilberto Gil, Gadú se mostra capaz de reverenciar a força de seus ancestrais. “Se queres partir, ir embora / me olhe de onde estiver”, pede para a avó, contando com a ajuda dos orixás. Quem sabe a forte conexão com sua origem a proteja de se transformar em fast food para a voracidade dos consumidores.
(Adaptado de: KEHL, Maria Rita. 18 crônicas e mais algumas. São Paulo: Boitempo, 2011)
Considere as afirmações a seguir, a respeito do período acima.
I. A vírgula imediatamente após enfrentar pode ser suprimida sem prejuízo para a correção e o sentido da frase. II. Acrescentando-se uma vírgula imediatamente após público, o período permanece correto, mas o público em questão passa a ter caráter mais abrangente. III. Pode-se acrescentar uma vírgula após dirige, sem prejuízo da correção e do sentido da frase, uma vez que “ou” é conjunção alternativa.
Está correto o que se afirma em
Memórias Póstumas de Brás Cubas

ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
Os sinais de pontuação contribuem para a construção dos sentidos dos textos.
No fragmento do texto “Escriturei-me; deram-me um papel que... mas para que o estou a fatigar com isso? Deixe-me ficar com as minhas amofinações” (ℓ. 28-30), as reticências são usadas para demarcar a
TEXTO I
Portugueses no Rio de Janeiro

PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida
et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de
Janeiro: Oficina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
Observe atentamente o uso dos sinais de pontuação do trecho abaixo (ℓ. 12-15):
“Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para a construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.”
Qual das reescrituras desse trecho emprega corretamente os sinais de pontuação?
História do Maranhão
Na época do descobrimento do Brasil, a região do atual Estado do Maranhão era povoada por diferentes tribos indígenas. Os primeiros habitantes desse Estado faziam parte de dois grupos: os tupis e os jês. Os tupis habitavam o litoral: já os jês habitavam o interior. Com o tempo, no século XVIII, diversas tribos do Piauí entraram no Maranhão, tentando evitar que os brancos as caçassem.
Não existem relatos feitos com exatidão a respeito das primeiras expedições que exploraram a costa maranhense. Reza a crença que, em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón já navegara por toda a costa norte do Brasil. A viagem feita por Pinzón na região mencionada teve origem em Pernambuco e destino à foz do rio Amazonas.
A partir de 1524, os franceses começaram a frequentar o litoral do Maranhão. A explicação para o motivo dessa frequência é que o litoral desse Estado havia sido esquecido pelos portugueses. Lá os franceses trocavam com os indígenas produtos da região por objetos que traziam da Europa.
Em 1531, Martim Afonso de Sousa chegou ao Brasil. Esse homem foi o comandante da primeira expedição que colonizou a região. O militar e nobre português exigiu que Diogo Leite fosse responsável pela exploração do litoral norte. Diogo Leite aproximouse da foz do rio Gurupi, que atualmente serve de divisa entre os Estados do Maranhão e do Pará. Essa divisa ficou por muito tempo conhecida como "abra de Diogo Leite".
Em 1534, quando Dom João III dividiu a Colônia Portuguesa no Brasil em Capitanias Hereditárias, os portugueses ainda não haviam chegado a colonizar o Maranhão. Um ano depois, o monarca português concedeu a terra a três fidalgos que eram homens de sua confiança. Foram eles: João de Barros, Fernando Álvares de Andrade e Aires da Cunha. Ambos os primeiros idealizaram seu plano para a tomada de posse da capitania. Os dois donatários encarregaram sua execução a Aires da Cunha. Aires da Cunha veio ao Brasil, no mesmo ano da doação. Durante a viagem, a frota afundou nas costas maranhenses devido a violento temporal, e o capitão faleceu, assim como a maior parte dos integrantes. Os sobreviventes fundaram um núcleo de povoamento denominado Nazaré e passaram a explorar o terreno através dos acidentes geográficos fluviais. Entretanto, os indígenas não lhes facilitaram essa ocupação. Do núcleo de povoamento, não restou nada e, quando essa povoação foi destruída, os portugueses abandonaram-na.
(Disponível em: www.cocaisnoticias.com.br)
Os primeiros habitantes desse Estado faziam parte de dois grupos: os tupis e os jês. (1° parágrafo)
Os dois-pontos no trecho acima introduzem duas noções, simultaneamente, denominadas

Em relação ao seguinte período retirado do texto: ‘Recrute e contrate funcionários que compartilhem dos valores da empresa.’, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Identificam-se quatro orações.
( ) Há três orações coordenadas.
( ) O pronome relativo que introduz uma oração adjetiva restritiva.
( ) A inserção de uma vírgula imediatamente antes do pronome relativo não implicaria qualquer alteração ao período.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Sobre a construção do período entre as linhas 28 e 30, afirma-se que:
I. A conjunção ‘e’ estabelece relação de adição, podendo ser substituída por ‘nem’, sem provocar qualquer incorreção ao período.
II. A oração que se encontra entre parênteses representa uma adverbial temporal, sendo que a conjunção ‘quando’ poderia ser substituída por ‘de modo que’, mantendo o sentido original.
III. A vírgula da linha 30, que separa a frase ‘informa o IBGE’, não poderia ser suprimida, sob pena de causar incorreção ao período.
Quais estão INCORRETAS?

Em relação à pontuação do texto, analise as afirmações abaixo:
I. Os pontos de interrogação utilizados no primeiro parágrafo servem para questionar o leitor a respeito de suas experiências astronômicas.
II. As aspas utilizadas entre as linhas 06 e 10 marcam uma citação, no caso, palavras de Calabrez.
III. As vírgulas das linhas 14 e 15 (1ª ocorrência) são empregadas em virtude da mesma regra.
Quais estão INCORRETAS?

Sobre pontuação no texto, avalie as afirmações que seguem, assinalando V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) A primeira vírgula da linha 05 justifica-se pela mesma razão que a primeira da linha 21.
( ) As vírgulas das linhas 16 (segunda ocorrência) e 17 poderiam ser suprimidas sem provocar qualquer alteração do período.
( ) Os travessões das linhas 31 e 32 poderiam ser substituídos por parênteses sem causar incorreção ao período.
( ) Todas as vírgulas da linha 45 justificam-se pela mesma regra: separar orações.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

(Fonte: https://exame.abril.com.br/tecnologia - 08/3/2018 - adaptação)
Sobre o uso de sinais de pontuação no texto, afirma-se que:
I. “fake news” (l. 01) e “bots” (l. 15) são grafadas entre aspas por tratarem-se de palavras estrangeiras.
II. MIT (l. 10) poderia ser colocado entre parênteses, suprimindo-se o travessão.
III. A primeira vírgula da linha 26 e as vírgulas das linhas 11 e 29 justificam-se pela mesma regra.
IV. A vírgula da linha 27 separa uma oração coordenada aditiva.
Quais estão corretas?
Texto CB1A1BBB

Boaventura de Sousa Santos. Por uma concepção multicultural dos
direitos humanos. Internet:<www.dhnet.org.br>
Acerca do texto CB1A1BBB e de seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.
Os dois pontos empregados logo após “ocidentais” (l.3)
introduzem uma explicação sobre o porquê de os pressupostos
serem considerados tipicamente ocidentais.
Texto CB1A1AAA

Antonio da Rocha Lourenço Neto. Direito e humanismo: visão filosófica, literária
e histórica. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2013, p.148-9 (com adaptações).
No primeiro parágrafo, os parênteses foram empregados para isolar palavras cuja função é explicar o sentido do elemento que imediatamente lhes antecede.
No que diz respeito às construções linguísticas do texto 11A3CCC, julgue o item subsequente.
Sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido do texto, o trecho “Mesmo atualmente, quando os estudos linguísticos se acostumaram a observar, descrever e explicar os recursos da língua e seus usos nas variedades orais e escritas não literárias” (ℓ. 31 a 34) poderia ser reescrito da seguinte forma: Ainda nos dias de hoje em que a linguística acostumou a fazer a observação, a descrição e a explicação dos recursos da língua usados em variedades orais e escritas não literárias.
Com relação aos aspectos linguísticos do texto 11A3AAA, julgue o item seguinte.
Feito o devido ajuste de letra maiúscula para minúscula em “E” (ℓ.4), o sentido do texto e sua correção gramatical seriam preservados caso o ponto final empregado logo após “expediente” (ℓ.4) fosse substituído por vírgula.
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
O emprego das aspas em “dia D” (ℓ.1) justifica-se porque a expressão, originada do campo lexical militar, está empregada no texto em sentido mais amplo, significando uma data especial e muito aguardada.




