Questões de Concurso
Sobre pontuação em português
Foram encontradas 14.775 questões
Assinale a alternativa em que a pontuação está CORRETA.
Leia o título da matéria publicada no caderno TEC da Folha de São Paulo, para responder às questões de 06 a 08.
Recebeu, não leu…
WhatsApp passa a avisar usuários quando mensagem é lida e causa irritação e ansiedade; ‘recurso’ não pode ser desativado
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/195002- recebeu-nao-leu.shtml acesso em 28/04/2016)
O título do texto da matéria apresenta duas orações, no entanto não há um elemento coesivo ou conjunção fazendo a ligação delas, são separadas pela vírgula. Nesse caso, a conjunção que ligaria as orações do título, substituindo a vírgula, sem alterar o valor semântico dele, seria:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária
Jaques Haber
01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a
02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de
03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um
04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.
05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o
06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de
07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para
08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui
09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências
10 diversificadas.
11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de
12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a
13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o
14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,
15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas
16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o
17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes
18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.
19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria
20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está
21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da
22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa
23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma
24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.
25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue
26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta
27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria
28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não
29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de
30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino
31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.
32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é
33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e
34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito
35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir
36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos
37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero
38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta
39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com
40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não
41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.
(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)
Considere as seguintes propostas de reformulação de passagens do texto:
I. Substituir o ponto que segue o vocábulo Brasil (l. 02) por “pois” entre vírgulas, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.
II. Substituir a vírgula que segue o vocábulo avidamente (l. 13) por ponto, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.
III. Substituir o ponto que segue o vocábulo qualificadas (l. 29) por ponto e vírgula, com os devidos ajustes de emprego de maiúsculas e minúsculas.
IV. Substituir a vírgula que segue o vocábulo estratégicos (l. 36) por dois pontos e eliminar a conjunção “pois”.
Quais acarretariam erro na estrutura do texto?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Psicologia da Internet: ................ nos tornamos outras pessoas na vida digital.
01 Há cerca de duas décadas foi criada a expressão “Psicologia da Internet” para explicar a
02 razão pela qual o comportamento das pessoas se altera tanto dentro dos ambientes virtuais.
03 Qualquer um que já navegou na web percebeu alguma modificação, ainda que mais leve, em sua
04 conduta ou ação. Por ser um espaço muito atípico e diferente de tudo que já experimentamos na
05 vida concreta, descobriu-se que a realidade paralela exerce um tipo de “dinamização” da
06 personalidade, o que coloca as pessoas em inclinação para atitudes de maior risco e de
07 descontrole calculado, se comparadas ao que se vive no nosso dia-a-dia.
08 A respeito desse fenômeno, criou-se um termo para melhor definir tais alterações
09 comportamentais: “efeito de ________ online”, explicita, portanto, a variação de padrões.
10 Pesquisas demonstraram que essas alternâncias da vida off-line para a vida online se baseiam nas
11 seguintes crenças:
12 (A) “Você não sabe quem eu sou e não pode me ver”: à medida que as pessoas navegam na
13 internet, obviamente que não podem ser “vistas”, no sentido literal da palavra – diferentemente
14 de como ocorre no mundo concreto -, conferindo então aos internautas a falsa percepção de que
15 eles estão anônimos e, por esta razão, não há limites ou regras associadas ao comportamento
16 online. Esse fato também é descrito na literatura psicológica como “desindividualização”, ou seja,
17 um estado de _________ da identidade real e que favorece o aparecimento de maior grau de
18 insubordinação, agressividade e sexualidade exacerbada, se comparado ao que ocorre na vida
19 concreta.
20 (B) “Até logo” ou “até mais”: a internet, querendo ou não, uma vez que permite aos seus
21 usuários escaparem facilmente das situações mais embaraçosas, leva-os a correrem mais riscos e
22 tolerarem melhor as situações de ameaça. Como não existe uma consequência imediata dessas
23 ações virtuais (na verdade “existe” uma consequência, todavia, ela é mais demorada para que os
24 resultados apareçam), as pessoas então se tornam mais flexíveis a respeito das transgressões.
25 (C) “É apenas um jogo”: esta ________ dá ao usuário a ilusão de que o mundo online opera,
26 na verdade, em condição de fantasia, e que ninguém, de fato, seria prejudicado pelas “aventuras”
27 realizadas no mundo digital. Assim, a linha divisória entre a ficção e a realidade torna-se
28 facilmente mais turva, uma vez que existem centenas de atividades que, na verdade, “não
29 existem” na realidade concreta.
30 (D) “Somos todos amigos”: cria a ilusão de que, na vida paralela da internet, somos todos
31 iguais ou amigos, uns com os outros e que, portanto, as regras que determinam as relações
32 adequadas entre os diferentes grupos (por exemplo, crianças, adolescentes e adultos) existentes
33 no mundo real podem ser simplesmente desconsideradas. Este princípio também tem o poder de
34 diluir as hierarquias existentes entre diferentes indivíduos na sociedade, favorecendo aos
35 comportamentos de maior desrespeito e falta de cuidado interpessoal que tanto se observa nas
36 redes sociais e nas comunicações entre funcionários de uma empresa.
37 Portanto, esse efeito descontrói os ambientes formais e mais rígidos da realidade concreta
38 para liberar o indivíduo ao trânsito nos espaços altamente permissivos, tornando as pessoas mais
39 condescendentes e altamente plásticas em relação às transgressões. Vamos lembrar que todo
40 esse processo já tem um nome e se chama “personalidade eletrônica” (e-personality).
41 Imagine então, as crianças e jovens ainda em processo de formação, o que o ambiente
42 virtual poderia fazer com a consolidação de sua personalidade (ainda) em definição? No final das
43 contas, pensam muitos pais desavisados: “é apenas videogame” ou, ainda, “eles só estão usando
44 uma rede social”, que problema haveria com isso? No passado não muito distante, o
45 desassossego familiar vinha das amizades inadequadas, hoje deriva do próprio indivíduo em sua
46 relação consigo mesmo no ambiente virtual.
47 Para se pensar, não acha?
(Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/ — texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas a respeito da pontuação do texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os dois pontos presentes no título poderiam ser substituídos por vírgula sem provocar erro.
( ) A vírgula da linha 31 (primeira ocorrência) e a da vírgula 32 (segunda ocorrência) são empregadas pelo mesmo motivo, já que ambas separam termos de mesmo valor sintático.
( ) A vírgula da linha 41 (primeira ocorrência) separa uma oração subordinada objetiva direta.
( ) A vírgula da linha 43 (primeira ocorrência) e a da linha 44 (segunda ocorrência) são empregadas pelo mesmo motivo: separar um adjunto adverbial deslocado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
(Texto 01)
1 Diante de um cenário de intolerâncias, o
número de refugiados tem crescido
demasiadamente ao redor do mundo todo, o
que é extremamente preocupante. Os
5 refugiados são pessoas que se encontram em
uma situação de vulnerabilidade, já que, estes
sofreram ou foram ameaçados de perseguição
no país em que residiam. Assim, estas
pessoas acabam deixando os seus países e
10 se deslocam para outro, em busca de uma
vida digna na qual os seus direitos sejam
assegurados.
Em vista disto, a preocupação de proteger
esse grupo tão fragilizado se torna maior e é
15 de interesse da comunidade internacional que
seja garantido a estas pessoas um local
seguro para se viver, no qual os seus direitos
sejam de fato assegurados, fazendo jus a
Declaração Universal dos Direitos Humanos
20 de 1948. Dessa forma, esse artigo tem como
objetivo identificar e explorar as políticas
internacionais e nacionais no que se refere à
proteção dos refugiados, avaliando também a
efetividade das mesmas.
25 As políticas que visam à proteção dos
refugiados aumentaram significativamente
nas últimas décadas. O cenário de intolerância
vivido pelo mundo pressionou, de certa
maneira, a comunidade internacional a
30 elaborar mais instrumentos relacionados ao
tema. No entanto, não basta apenas à
formulação de tratados e leis, é preciso que
essa proteção seja de fato efetivada.
(Adaptado de Jusbrasil, 26/08/2016)
De acordo com as regras de pontuação, a vírgula que isola a expressão “Assim” (linha 8) no Texto 01 é de uso:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo
Por Felipe Germano Bruno Garattoni
01 Mentir não faz o nariz crescer – mas pode ............, de outra forma, com o seu corpo. De
02 acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Londres, contar mentirinhas leves
03 provoca alterações físicas no cérebro, que se torna mais propenso __ optar por mentiras em
04 momentos importantes.
05 Quando contam alguma mentira, as pessoas geralmente se sentem um pouco mal. Essa
06 reação é provocada pela amígdala, uma região cerebral que também é ligada __ sensações de
07 medo, e funciona como uma espécie de freio natural, limitando a quantidade de mentiras que as
08 pessoas contam. Mas os cientistas descobriram que, se você contar uma sequência de pequenas
09 mentiras, sem muita importância (na linha ‘o seu penteado ficou ótimo’ ou ‘não vi o email’), esse
10 freio vai ficando mais fraco.
11 Para calcular isso, os pesquisadores reuniram 80 voluntários e escanearam o cérebro deles
12 enquanto eles jogavam um jogo. A brincadeira consistia em adivinhar quantas moedas havia em
13 um pote e transmitir, por meio de um computador, a estimativa a outra pessoa. O jogo tinha
14 várias modalidades. Numa delas, você era estimulado a dar uma ‘mentidinha’, superestimando a
15 quantidade de moedas do pote, ............ isso fazia você ganhar mais pontos, e a outra pessoa
16 menos. Conforme o jogo avançava, os voluntários eram estimulados a mentir cada vez mais – e a
17 atividade na amígdala se tornava cada vez menor. Era como se o cérebro estivesse se adaptando
18 ao ato de mentir.
19 “A amígdala limita a ................ do quanto mentimos”, diz a psicóloga Tali Sharot, líder do
20 estudo. “Mas essa resposta vai diminuindo conforme as mentiras ficam maiores. Isso pode levar a
21 uma reação em cadeia, em que pequenos atos de desonestidade acabam levando a mentiras
22 maiores”, acredita.
23 Para os pesquisadores, a capacidade que o cérebro tem de se acostumar não se aplica
24 apenas __ mentiras. “Nós só testamos a desonestidade das pessoas nesse experimento, mas o
25 mesmo princípio talvez seja aplicável a outras ações, como se expor __ riscos ou ter
26 comportamentos violentos”, afirma o cientista Neil Garrett, coautor do estudo.
(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)
Em relação ao uso da vírgula, analise as afirmações que seguem:
I. Na linha 05, a vírgula separa uma oração adverbial.
II. A primeira vírgula da linha 13 poderia ser omitida sem causar nenhum tipo de prejuízo à frase.
III. Na linha 19, a primeira vírgula separa uma oração intercalada, já a segunda, um aposto.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa em que a pontuação do período é incorreta.
INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e responda às questões de 01 a 03.
Muitas ressalvas cabem na comparação entre Brasil e Finlândia – a começar pela população: os finlandeses são 5,5 milhões com cultura homogênea e pouca disparidade de renda; já nós, 200 milhões com todo tipo de disparidade. Também eles não têm o mau hábito de mudar o curso da educação a cada troca de governo. A Finlândia adota um sistema parlamentarista com presidente da República que favorece coalizões entre quase todos os partidos. Tal estabilidade política contribuiu para a implantação de um sistema em que 99% das escolas são públicas e igualmente boas. Tamanho é o valor que se dá à sala de aula que, mesmo na universidade, ninguém desembolsa um tostão. Ao contrário, os alunos ganham até bolsas para arcar com moradia. [...] Olhar para eles pode ajudar o Brasil a deixar a própria zona glacial: a dos últimos do mundo da educação.
(Revista Veja, ed. 2431.)
Há sinais de pontuação que contribuem para a organização lógica das ideias do texto, o que enseja leitura competente. Sobre sinais de pontuação empregados no texto, analise as afirmativas.
I - Em Muitas ressalvas cabem na comparação entre Brasil e Finlândia – a começar pela população, o travessão pode ser substituído por vírgula, pois ambos indicam suspensão de um pensamento.
II - Em Tamanho é o valor que se dá à sala de aula que, mesmo na universidade, ninguém desembolsa um tostão., as vírgulas indicam que uma expressão adverbial foi usada fora de sua posição canônica.
III - Em os finlandeses são 5,5 milhões com cultura homogênea e pouca disparidade de renda; já nós, 200 milhões com todo tipo de disparidade., o ponto e vírgula separa partes de um período que já apresenta o sinal de vírgula.
IV - Em Olhar para eles pode ajudar o Brasil a deixar a própria zona glacial: a dos últimos do mundo da educação., os dois pontos introduzem uma explicação a respeito da expressão anterior.
Está correto o que se afirma em
DIFERENÇAS ESTRUTURAIS ENTRE CÉREBRO DE HOMENS E MULHERES PODE SER MITO, SUGERE ESTUDO COM NEUROIMAGENS
1 “O cérebro masculino é mais racional; o feminino, mais emotivo.” Quem já não ouviu esse senso comum? E, além
2 disso, há quem diga que homens são biologicamente mais propensos a seguir carreira na área das exatas e, as mulheres, no
3 campo das humanas. Um estudo feito na Universidade de Tel-Aviv, no entanto, sugere que essas percepções são superficiais
4 e, muito possivelmente, carregadas de vieses culturais. Com base no estudo de imagens do cérebro de mais de 1.400
5 pessoas, os cientistas descobriram que cérebros de homens e de mulheres compartilham uma miscelânea de formas, que
6 pareceriam variar mais de indivíduo para indivíduo do que de sexo para sexo.
7 Os neurocientistas encontraram algumas poucas diferenças estruturais. O hipocampo esquerdo – área associada
8 com a memória – costumava ser maior em homens, por exemplo. No entanto, houve uma quantidade significativa de
9 cérebros femininos em que essa região era do tamanho típico de um cérebro masculino. Por outro lado, em diversos
10 cérebros masculinos o hipocampo esquerdo era menor do que a média dos femininos.
11 Mas então por que homens e mulheres agem de forma tão diferente? Há base neurobiológica para isso? Segundo a
12 chefe de pesquisa, Daphna Joel, isso parece ser um mito. Sua equipe analisou dados sobre comportamentos estereotipados
13 de cada gênero, como jogar videogame e fazer artesanato. Os resultados também foram muito variados: apenas 0,1% dos
14 indivíduos tinha apenas comportamentos considerados femininos ou apenas comportamentos considerados masculinos.
15 Joel acredita que os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, são um primeiro passo para
16 revolucionar a forma como o cérebro é compreendido pela comunidade científica e as percepções sobre gênero.
Na primeira linha do texto há uma passagem entre aspas e nas linhas 7 e 8 há outra passagem que aparece entre travessões. Essas duas ocorrências de pontuação, neste texto, devem ser interpretadas como
Leia o texto abaixo:
Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.
Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.
Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)
Em “As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…” O uso das reticências sugere:
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 15 a 20.
Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada por uma ordem moral ou destino imutável e suprapolítico – ou seja, não controverso.
Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.
A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema. Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a que ele pertence.
Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser constrangido a entrar para o exército.
(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”, Serrote, p. 109)
Atente para as frases abaixo sobre a pontuação do texto.
I. Pode-se acrescentar uma vírgula imediatamente após “assim” em ...assim como em tempos de guerra... (4º parágrafo), uma vez que se trata de advérbio conclusivo.
II. No segmento Não poderia ser diferente. A noção de tragédia... (1º parágrafo), o ponto final pode ser substituído por dois-pontos, com as devidas alterações de maiúscula para minúscula.
III. No segmento ...imutável e suprapolítico – ou seja, não controverso... (1º parágrafo), o travessão pode ser substituído por ponto e vírgula.
Está correto o que se afirma em
“Comece pelo começo”, disse o rei, muito grave, “e siga adiante até chegar ao fim: então, pare e ponto”.
(Lewis Carroll, As Aventuras de Alice no país das maravilhas)
Alterando-se a pontuação, a frase se mantém correta em:
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.
Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.
Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.
A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.
Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.
No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.
Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.
Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.
(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)
As frases abaixo referem-se à pontuação do texto.
I. No segmento ...de sinais e símbolos, de um simples espaço... (4º parágrafo), a vírgula pode ser substituída por dois-pontos, uma vez que a ela se segue uma explicação.
II. No segmento ...manual de pontuação, Interpungendi ratio... (último parágrafo), com a supressão da vírgula entenderíamos que Aldo Manuzio escreveu mais de um manual de pontuação.
III. No segmento ...o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit... (1º parágrafo), o acréscimo de uma vírgula imediatamente após Werther comprometeria a correção da frase.
Está correto o que se afirma em
Como prejuízo, a perda de dois itens cobiçados: tempo e dinheiro.
Os dois pontos foram empregados, nesse texto, para:
Texto para responder às questões de 8 a 10.
1 Cultura, pela definição clássica de Edward B. Tylor,
que é considerado o pai do conceito moderno de cultura, é
“aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as
4 crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os
outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como
membro da sociedade”.
7 A cultura de massa é aquela considerada, por uma
maioria, sem valor cultural real. Ela é veiculada nos meios
de comunicação de massa, produzida pela indústria cultural
10 e apreciada pela massa, a qual, é preciso dizer, não é uma
classe social. Esse termo se refere à maioria da população.
Cultura erudita, por sua vez, é aquela considerada
13 superior, normalmente apreciada por um público com maior
acúmulo de capital, e seu acesso é restrito a quem possui o
necessário para usufruir dela. A cultura erudita está muitas
16 vezes ligada a museus e obras de arte, óperas e espetáculos
de teatro.
Por último, há a cultura popular, que engloba
19 qualquer estilo musical e de dança, crença, literatura,
costumes, artesanatos e outras formas de expressão
transmitidas por um povo, por gerações, muitas vezes
22 oralmente. Essa cultura vem do povo, não é imposta por
uma indústria cultural ou por uma elite. Por exemplo, o
carnaval é uma festa da cultura popular brasileira.
Internet: http://www.portaleducacao.com.br/ (com adaptações)
Tem a função de separar termo de uma enumeração a vírgula empregada imediatamente após
Texto para responder às questões de 1 a 7.
1 Podemos entender cultura como uma dimensão do
processo social e utilizá-la como um instrumento para
compreender as sociedades contemporâneas. O que não
4 podemos fazer é discutir sobre cultura ignorando as relações
de poder dentro de uma sociedade ou entre sociedades.
Notem bem: o estudo da cultura não se reduz a isso, mas
7 essa é uma realidade que sempre se impõe. Assim é porque
as próprias preocupações com cultura nasceram associadas
às relações de poder, e também porque, como dimensão do
10 processo social, a cultura registra as tendências e os
conflitos da história coletiva por cuja transformação e por
cujos benefícios as forças sociais se defrontam.
13 O que quer dizer que as preocupações com a cultura
desenvolveram-se associadas às relações de poder?
Lembrem-se que elas se consolidaram junto com o
16 processo de formação de nações modernas dominadas por
uma classe social. Por outro lado, consolidaram-se
integrando a nova ciência do mundo contemporâneo, que
19 rompia com o domínio da interpretação religiosa,
transformando a vida e a sociedade em esferas que podiam
ser estudadas para que se pudesse agir sobre elas.
22 As preocupações com cultura surgiram associadas
tanto ao progresso da sociedade do conhecimento quanto a
novas formas de dominação. Notem que o conhecimento não
25 é só conteúdo básico das concepções da cultura; as próprias
preocupações com cultura são instrumentos de
conhecimento, respondem a necessidades de conhecimento
28 da sociedade, as quais se desenvolveram claramente
associadas com relações de poder.
Hoje os centros de poder da sociedade se
31 preocupam com a cultura, procuram defini-la, entendê-la,
controlá-la, agir sobre seu desenvolvimento. Há instituições
públicas encarregadas disso; da mesma forma, a cultura é
34 uma esfera de atuação econômica, com empresas
diretamente voltadas para ela. As preocupações com a
cultura são institucionalizadas, fazem parte da própria
37 organização social. Expressam seus conflitos e interesses, e
nelas os interesses dominantes da sociedade manifestam
sua força.
José Luiz dos Santos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 2007 (com adaptações).
A correção gramatical e o sentido original do texto seriam mantidos caso fosse inserida uma vírgula imediatamente após
A pontuação está INCORRETA em:
Disponível em: < http://www.vilamulher.com.br/familia/filhos/dialogos-de-criancas-viram-series-ilustradas-e-divertidas-m0315-700181.html>. Acesso em: 17 jun. 2016.
Assinale a alternativa correta quanto à justificativa do emprego das vírgulas presentes no diálogo.
A pontuação está INCORRETAMENTE empregada em:
Texto
Minhas
maturidade
Circunspecção, siso, prudência.
(Mario Prata)
É o que o homem pensa durante anos, enquanto envelhece. Já está perto dos 50 e a pergunta ainda martela. Um dia ele vai amadurecer.
Quando um homem descobre que não é necessário escovar os dentes com tanta rapidez, tenha certeza, ele virou um homem maduro. Só sendo mesmo muito imaturo para escovar os dentes com tanta pressa.
E o amarrar do sapato pode ser mais tranquilo, arrumandose uma posição menos incômoda, acertando as pontas.
[...]
Não sente culpa de nada. Mas, se sente, sofre como nunca. Mas já é capaz de assistir à sessão da tarde sem a culpa a lhe desviar a atenção.
É um homem mais bonito, não resta a menor dúvida.
Homem maduro não bebe, vai à praia.
Não malha: a malhação denota toda a imaturidade de quem a faz. Curtir o corpo é ligeiramente imaturo.
Nada como a maturidade para perceber que os intelectuais de esquerda estão, finalmente, acabando. Restam uns cinco.
Sorri tranquilo quando pensa que a pressa é coisa daqueles imaturos.
O homem maduro gosta de mulheres imaturas. Fazer o quê?
Muda muito de opinião. Essa coisa de ter sempre a mesma opinião, ele já foi assim.
[...]
Se ninguém segurar, é capaz do homem maduro ficar com mania de apagar as luzes da casa.
O homem maduro faz palavras cruzadas!
Se você observar bem, ele começa a implicar com horários.
A maturidade faz com que ele não possa mais fazer algumas coisas. Se pega pensando: sou um homem maduro. Um homem maduro não pode fazer isso.
O homem maduro começa, pouco a pouco, a se irritar com as pessoas imaturas.
Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.
Será que os imaturos são mais felizes?, pensa, enquanto começa a escovar os dentes depressa, mais depressa, mais depressa ainda.
O homem maduro é de uma imaturidade a toda prova.
Meu Deus, o que será de nós, os maduros?
Considere o fragmento abaixo para responder às questões 6 e 7 seguintes:
“Depois de um tempo, percebe que está começando é a sentir inveja dos imaturos.” (17º§)
O emprego da vírgula justifica-se por: