Questões de Concurso Sobre pontuação em português

Foram encontradas 16.130 questões

Q3255566 Português
Leia o trecho do texto "Saúde realiza oficina sobre direitos dos migrantes no SUS".

"No primeiro dia temas como igualdade de acesso a serviços públicos, inclusão socioeconômica, promoção do trabalho decente, combate a violações de direitos, governança e participação social, regularização migratória, além de interculturalidade e diversidade foram abordados."

O emprego das vírgulas serve para: 
Alternativas
Q3255438 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comida é dinheiro vivo

Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheiro-vivo-1.2223796 
Com base no texto "Comida é dinheiro vivo", de Fabrício Carpinejar, e nos conhecimentos sobre pontuação, analise as alternativas abaixo e assinale a opção correta. A alternativa correta identifica a justificativa gramatical para o uso de vírgulas na seguinte passagem:

"Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar."
Alternativas
Q3255297 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A primeira cidade dos EUA com maioria árabe Dearborn se tornou a primeira cidade de maioria árabe dos Estados Unidos em 2023. Com cento e dez mil habitantes, ela abriga o Museu Nacional Árabe-Americano e a maior mesquita da América do Norte.

A cidade é governada por um dos poucos prefeitos árabes e muçulmanos dos Estados Unidos. Dearborn também foi a primeira cidade americana a transformar o fim do jejum do Ramadã em feriado oficial para os funcionários municipais e é um dos poucos lugares do país onde uma mesquita foi autorizada a transmitir a chamada para a prece islâmica pelos seus alto-falantes.

Por tudo isso, Dearborn oferece aos visitantes uma oportunidade tentadora de viajar ao Oriente Médio sem sair dos Estados Unidos, explorando como os árabes-americanos formaram a cidade e o país.

Segundo o curador do Museu Histórico de Dearborn, Jack Tate, a cidade era pouco mais que um terreno rural escassamente povoado até o início do século 20.

Mas tudo mudou nos anos 1920, quando o fabricante de carros e futuro magnata dos negócios Henry Ford transferiu a sede da sua companhia − a Ford − para Dearborn. 

"Naquela época, era uma comunidade pequena e monótona", explica Tate. "E, quando abriu a fábrica, pessoas vieram de todas as partes dos Estados Unidos, de todo o mundo, para trabalhar para a Ford. Foi o grande início da migração do Oriente Médio para cá."

Quando Ford criou seus famosos automóveis Modelo T, em 1908, ele precisava de pessoas para construí-los.

Ondas de trabalhadores de lugares que hoje pertencem ao Líbano, Síria, Iraque, Iêmen e aos Territórios Palestinos logo começaram a chegar à região de Detroit, em busca de novos empregos e altos salários.

No início dos anos 1920, a maior parte dos trabalhadores da linha de montagem do Modelo T da Ford era de origem árabe. E, quando Henry Ford mudou a fábrica para Dearborn, muitos dos seus funcionários o seguiram.

A mudança transformou o pacato vilarejo na sede da maior instalação industrial do mundo. E, mais do que isso, ela possibilitou que Dearborn passasse a abrigar a maior concentração de árabes-americanos dos Estados Unidos.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckr5d1k70ero.adaptado.
Quando Ford criou seus famosos automóveis Modelo T, em 1908, ele precisava de pessoas para construí-los.
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3255255 Português
Leia a crônica para responder à questão.

Minhas janelas

    Em geral as pessoas possuíram automóveis e se recordam de todos eles. Eu possuí janelas e ajuntei para a lembrança um sortido patrimônio de paisagens. Minha primeira providência em casa nova é instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela: mesa, máquina de escrever, dicionários, paciência. Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos que há muitos anos esperam aparecer em mim o homem tranquilo e experiente que fuma cachimbo. A janela também faz parte do equipamento profissional do escritor. Sem janelas, a literatura seria irremediavelmente hermética, feita de incompreensíveis pedaços de vida, lágrimas e risos loucos.
    Tive muitas janelas, e nenhuma delas mais generosa e plena do que esta de que me despeço na manhã de hoje. Amanhã cedo mudarei de casa, de janela, e até de alma, pois o meu modo de ver e viver já não será o mesmo fatalmente.
    Quando menino, nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem de um quintal com os mamoeiros bicados pelos passarinhos, as galinhas neuróticas em assembleia permanente, o canto intermitente do tanque. Criança do meu tempo, do tempo das casas, só chegava à janela em dia de chuva, amassando o nariz contra a vidraça para ver o mistério espetacular das águas desatadas e as poças onde os moleques pobres e livres podiam brincar com euforia.
Portanto, só à medida que ganhamos corpo e tempo, vamos aprendendo a conhecer a importância das janelas. Morei em vários lugares e vi muitas coisas. Vi as luminárias inquietantes dos transatlânticos; as traineiras* indo e vindo; um afogado dando à praia ao amanhecer; operários equilibrando-se em andaimes incríveis; o féretro passando; a moça saindo para as núpcias; a mãe voltando com o filho da maternidade; o bêbado matinal; o mendigo irrompendo pela rua... Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida, e a noite que chegava para engolfar o mundo em escuridão.
    Nos últimos anos, encontrei Ipanema e só tenho trocado de moradia no mesmo bairro. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e tristezas que já tenho estão de bom tamanho.
    Vou perder dentro de poucas horas esta magnífica janela, incomparavelmente a melhor peça deste apartamento. Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem aos telhados de limo lá embaixo, às minhas gaivotas, aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno e adeus para este mar cheio de luz.

(Paulo Mendes Campos. Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7120/minhas-janelas Crônica publicada em 09.07.1960. Texto adaptado)

*Traineira: pequena embarcação de pesca.
Observe a pontuação nas seguintes passagens do texto.

•  Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos... (1° parágrafo)
•  Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem [...] aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno... (último parágrafo)

É correto afirmar que os dois-pontos e o ponto e vírgula foram empregados, correta e respectivamente, para 
Alternativas
Q3255115 Português
Leia a crônica para responder à questão.

Minhas janelas

    Em geral as pessoas possuíram automóveis e se recordam de todos eles. Eu possuí janelas e ajuntei para a lembrança um sortido patrimônio de paisagens. Minha primeira providência em casa nova é instalar meus instrumentos de trabalho ao lado duma janela: mesa, máquina de escrever, dicionários, paciência. Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos que há muitos anos esperam aparecer em mim o homem tranquilo e experiente que fuma cachimbo. A janela também faz parte do equipamento profissional do escritor. Sem janelas, a literatura seria irremediavelmente hermética, feita de incompreensíveis pedaços de vida, lágrimas e risos loucos. 
    Tive muitas janelas, e nenhuma delas mais generosa e plena do que esta de que me despeço na manhã de hoje. Amanhã cedo mudarei de casa, de janela, e até de alma, pois o meu modo de ver e viver já não será o mesmo fatalmente.
    Quando menino, nunca olhei pela janela, mas fazia parte da paisagem de um quintal com os mamoeiros bicados pelos passarinhos, as galinhas neuróticas em assembleia permanente, o canto intermitente do tanque. Criança do meu tempo, do tempo das casas, só chegava à janela em dia de chuva, amassando o nariz contra a vidraça para ver o mistério espetacular das águas desatadas e as poças onde os moleques pobres e livres podiam brincar com euforia.
    Portanto, só à medida que ganhamos corpo e tempo, vamos aprendendo a conhecer a importância das janelas. Morei em vários lugares e vi muitas coisas. Vi as luminárias inquietantes dos transatlânticos; as traineiras* indo e vindo; um afogado dando à praia ao amanhecer; operários equilibrando-se em andaimes incríveis; o féretro passando; a moça saindo para as núpcias; a mãe voltando com o filho da maternidade; o bêbado matinal; o mendigo irrompendo pela rua... Vi através de minhas janelas todas as formas inumeráveis da vida, e a noite que chegava para engolfar o mundo em escuridão.
    Nos últimos anos, encontrei Ipanema e só tenho trocado de moradia no mesmo bairro. Não quero mais ir, quero ficar; não quero mais procurar, quero conhecer o que já encontrei; para quem sou, as alegrias e tristezas que já tenho estão de bom tamanho.
    Vou perder dentro de poucas horas esta magnífica janela, incomparavelmente a melhor peça deste apartamento. Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem aos telhados de limo lá embaixo, às minhas gaivotas, aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno e adeus para este mar cheio de luz.

(Paulo Mendes Campos. Instituto Moreira Salles – Portal da Crônica Brasileira. https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/7120/minhas-janelas Crônica publicada em 09.07.1960. Texto adaptado)

*Traineira: pequena embarcação de pesca.
Observe a pontuação nas seguintes passagens do texto.

•  Além de pequenos objetos familiares: um globo de lata, uma galinha de barro e três cachimbos... (1° parágrafo)
•  Peço, pois, um minuto de silêncio em derradeira homenagem [...] aos meus barcos; dou adeus para o meu mar noturno... (último parágrafo)

É correto afirmar que os dois-pontos e o ponto e vírgula foram empregados, correta e respectivamente, para 
Alternativas
Q3255014 Português
Leia o texto, verificando sua pontuação.

As discussões sobre o mundo do trabalho fazem parte do dia a dia de grande parte dos brasileiros. Contudo, embora seja um assunto de grande popularidade, muitas pessoas não sabem com clareza quais são os direitos do trabalhador. Por isso, a fim de tornar tudo mais simples, explicamos, neste artigo, quais são e como funcionam os principais direitos trabalhistas. Então, antes de mais nada, você precisa saber que quem rege esses direitos é a Consolidação das Leis do Trabalho, a famosa CLT. Assim, todo brasileiro que exerce seu ofício de carteira assinada é regido pela CLT, ou seja, é um celetista. Sobre os direitos do celetista que tratamos a seguir. Confira!
Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/saiba-quais-saoos-14-principais-direitos-trabalhistas/1183504161

Avalie as afirmações, em cada alternativa, sobre o emprego da vírgula no texto lido e indique a afirmativa incorreta.
Alternativas
Q3254391 Português
No texto jornalístico publicado em novembro de 2024 no site do Correio do Interior, há muitos casos de erro no emprego da vírgula. Identifique a única frase em que esse emprego está correto.
Alternativas
Q3253680 Português
O trecho é usado para questão gramatical.

Tive, há alguns anos, a oportunidade de trabalhar num projeto de formação na Guiné-Bissau. Um dos principais problemas de alguns dos negócios a que a formação se destinava, era a falta de recipientes de vidro para embalar os produtos produzidos localmente. Num dos casos era o sumo de caju, mas o acesso a embalagens de vidro era uma constante em mais negócios. O problema foi de fácil resolução: numa das principais discotecas de Bissau, vendia-se bastante cerveja embalada em vidro e de tara perdida. Foi, por isso, fácil arranjar quem se ocupasse da recolha das garrafas abandonadas na rua, as transportasse para Canchungo, onde uma cooperativa, vocacionada para dar apoio à comunidade local e visando estimular a capacidade de produção e gestão dos seus próprios empreendimentos, fervia as ditas garrafas para posterior tratamento e reutilização, num processo artesanal, mas eficaz, e num claro exemplo de inovação frugal.
Fonte: https://www.publico.pt/2024/04/17/azul/opiniao/princi pio-frugalismo-fim-tambem-2087161

Considere as afirmativas sobre o emprego da norma culta no texto e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Oficial de Justiça |
Q3253532 Português
Leia o texto para responder à questão.

Descobrindo nosso planeta: os mistérios do oceano

    Há alguns dias, o mundo soube de uma nova montanha na Terra. Com 3109 metros de altura, ela é quase oito vezes mais alta que o icônico Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro. Mas não é tão fácil de ser vista, por estar escondida no nosso oceano. Seu cume fica quase mil metros abaixo da superfície do mar, de modo que toda a montanha fique em escuridão absoluta, e, mesmo assim, ela abriga vida marinha abundante, que está intacta durante séculos. A descoberta ocorreu durante uma expedição para explorar as águas internacionais da Cordilheira de Nazca, uma cadeia montanhosa no Sudeste do Pacífico, usando tecnologias sofisticadas de mapeamento do fundo do mar a partir de um navio de pesquisa.
    Explorar as profundezas marítimas é tarefa difícil, por ser um lugar inóspito para humanos – com altas pressões, um ambiente corrosivo de água salgada e sem luz. Não à toa, mais pessoas estiveram por mais tempo na superfície lunar iluminada pelo sol do que no ponto mais profundo do oceano do nosso planeta.
    Há 170 anos acreditava-se que não havia vida na profundeza oceânica em razão da ausência de luz solar. Hoje, sabemos que não só existe vida, como essa vida marinha existe nos ambientes mais extremos. As fontes hidrotermais habitadas por organismos a mais de três quilômetros de profundidade, descobertas em 1977 por cientistas, hospedam vida que obtém energia a partir de reações químicas, em vez da luz solar. No ano passado, foi descoberto um novo ecossistema animal prosperando em cavidades abaixo dessas fontes. Com tanto para explorar, não nos espanta que tantas novas espécies marinhas sejam encontradas com frequência. Neste ano, apenas nas Cordilheiras de Salas y Gomez e Nazca foram descobertas cerca de 170 novas espécies. Cientistas seguem a procurar outras para serem somadas às cerca de 240 mil espécies marinhas já identificadas, entre 2,2 milhões estimadas pelo Censo Oceânico.

(Janaína Bumbeer e Jyotika Virmani. Em: https://www.estadao.com.br, 16.09.2024. Adaptado)
O emprego de vírgulas em – A descoberta ocorreu durante uma expedição para explorar as águas internacionais da Cordilheira de Nazca, uma cadeia montanhosa no Sudeste do Pacífico, usando tecnologias sofisticadas de mapeamento do fundo do mar a partir de um navio de pesquisa. (1º parágrafo) – ocorre pelo mesmo motivo na passagem:
Alternativas
Q3253426 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comida é dinheiro vivo


Mineiro não joga comida fora. Sempre acredita que o resto pode ser usado de noite ou completar o próximo cardápio. É um ser feito de esperança. Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar. Só se livra das migalhas, e com o coração apertado.

Geladeira de mineiro não é geladeira, mas um purgatório. Haverá a convivência de potes transparentes de diferentes dias, esperando o arremate final. Comida é dinheiro em Minas Gerais. É dinheiro vivo.

Mãe e pai não admitem que o filho não limpe o seu prato. Mas limpar de verdade, a ponto de facilitar a vida para quem lavar as vasilhas. É uma ofensa se servir à toa. Cria-se na criança, desde cedo, uma consciência do tamanho do apetite. Não se brinca com a fome. Se esnobar uma vez pode faltar depois.

Existe o compromisso social no ato de repetir, não devendo jamais acrescentar algo que não conseguirá terminar. Aqui não se come com os olhos, mas a partir do senso de responsabilidade.
O zelo já começa com a fiscalização da refeição. Todos cuidam de todos, com um canto da mirada atenta às reações dos demais comensais.

Em caso de viagem da família, o extra não vai para o lixo − a lixeira mal conhece os resíduos orgânicos. Prepara-se uma marmita ao porteiro do prédio ou ao porteiro do prédio vizinho ou a algum segurança do bairro. O povo de casa não se aquietará até encontrar alguém para levar a comidinha. Se acha que quando cai comida no chão, da boca ou do garfo, é sinal de parente passando necessidade, pense na gravidade do ato intencional de colocar fora? Será uma maldição de penúria para três gerações de sua árvore genealógica.

Nos restaurantes, a superstição mantém a escrita. A diferença é que, comendo na rua, o mineiro prefere que falte boia do que sobre. Nem é avareza, é desconfiança de que a porção para um dará para dois. Mineiro acha que o garçom está mentindo ou exagerando quando avisa que a porção é para só uma pessoa. Decide pagar para ver, e acaba tendo que completar. Nunca deixa à mesa porque sempre tem um pedido feito atrasado. Aliás, a porção para uma pessoa é, na verdade, para uma pessoa e meia.

Para se vingar da matemática injusta dos estabelecimentos, carregará tudo o que permanecer sobre a mesa, é capaz de reivindicar o embrulho de uma folha de alface, de uma azeitona, de quatro palitos de batata frita, porém não deixa nada de nada para contar a história. Apesar do gosto extravagante do pacote, como desculpa, alegará que é para o cachorro.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/comida-e-dinheir o-vivo-1.2223796 
Com base no texto "Comida é dinheiro vivo", de Fabrício Carpinejar, e nos conhecimentos sobre pontuação, analise as alternativas abaixo e assinale a opção correta. A alternativa correta identifica a justificativa gramatical para o uso de vírgulas na seguinte passagem:

"Mesmo que tenha apenas duas colheradas de um alimento, faz questão de guardar."
Alternativas
Q3252981 Português
É óbvio que as instituições – as normas que organizam a vida social – são fundamentais. (L.11-12)

O segmento entre travessões no período acima, em relação ao que se enunciou anteriormente, desempenha valor semântico de
Alternativas
Q3252859 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No trecho "Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda.", o uso dos dois-pontos serve para:
Alternativas
Q3252850 Português
A bênção infindável

Os mineiros têm um cuidado especial com seus pais. Nunca os deixam a sós com suas lembranças. Levam-nos para jantar, festas e praças, com orgulho do carinho público no braço dado e no beijo na cabeça grisalha. Aqui, não há idade para sair. Os idosos seguem frequentando bares e shows, enquanto há vida e esperança.

Ser adulto em Minas não significa deixar de ser filho. Os mineiros cedem espaço ao passado, envaidecidos por ajudar. Estão presentes até o último suspiro dos pais, traduzindo suas últimas palavras como tradutores da transcendência. E, mesmo após a partida, os filhos mineiros não se despedem de imediato; choram ao longo dos anos, com lágrimas que saciam a saudade.

As casas mineiras guardam relíquias familiares − móveis, quadros, livros − como um museu de amor. Mais que decoração, esses objetos carregam a alma da família. Nada é descartado: um radinho, um relógio parado, pratos de porcelana, ou uma cadeira de varanda. Tudo mantém viva a memória.

Para os mineiros, o passado é uma bênção. A cidade natal não é só onde nasceram, mas onde repousam os mortos. É comum desejar ser enterrado junto aos pais, sangue do mesmo sangue, no interior, perpetuando o laço familiar.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/a-bencao-infinda vel-1.2229260
No trecho "móveis, quadros, livros − como um museu de amor.", o uso do travessão indica:
Alternativas
Q3252737 Português
Os mineiros são invencíveis em festa de casamento

Quando organizei meu casamento em Belo Horizonte, o choque cultural foi imediato: eu, gaúcho, e ela, mineira, tínhamos duas tradições muito diferentes para festas de casamento. Como os convidados estavam divididos entre os dois Estados, tivemos que escolher um único modelo.

O dilema não era escolher padrinhos ou organizar os assentos no salão, mas definir a sequência da festa. No Rio Grande do Sul, o bufê é servido no início, para que as pessoas comam antes de beber e evitem exageros. Já em Minas, a comida é servida no final, como o auge da celebração.

Travei um debate com minha noiva. Argumentei que os mais velhos precisavam comer cedo para não passarem mal. Ela discordou, dizendo que isso deixaria os convidados sonolentos e a festa terminaria antes do tempo.

Beatriz explicou com convicção: em Minas, até os mais velhos lideram a dança e ninguém abandona a festa cedo. A música abre a recepção, e a comida só aparece no final, quando os mineiros "ressuscitam" e renovam a energia. Além disso, mineiros felizes comem por três e repetem o prato várias vezes, garantindo que a festa tenha um segundo pico à meia-noite.

Cedi, é claro. E ela estava certa: nenhum mineiro caiu de bêbado ou foi embora antes do fim. Às 4h30 da manhã, eles ainda estavam dançando, contrariados por terem que sair. Enquanto isso, meus amigos gaúchos não resistiram: seis deles estavam abraçados ao vaso sanitário, já sonhando com o voo de volta.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/os-mineiros-sao-i nvenciveis-em-festa-de-casamento-1.2226330 
Analise o trecho retirado do texto:
"Às 4h30 da manhã, eles ainda estavam dançando, contrariados por terem que sair."
Sobre o uso dos sinais de pontuação nesse trecho, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3252488 Português
Agora, o quadro se agravou. Os fatos nos põem frente__________  frente com o exaurimento não dos impérios, não da humanidade, mas do planeta Terra. Estamos presenciando________ fadiga do material e do imaterial: fadiga da natureza e das narrativas sobre a natureza, fadiga do Corpo de Bombeiros e dos métodos incorpóreos de combate _________queimadas. Fadiga da fadiga.

(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas. Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Alternativas
Q3252487 Português
Sensações apocalíticas


   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.


(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.
Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)
Considere as passagens:

•  ... uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa... (1 º parágrafo)
•  ... que castiga antes os de baixo... (1 º parágrafo)
•  Sobem os óbitos por problemas respiratórios. (2 º parágrafo)
•  ... a seca ameaça matar de sede os moradores. (4 º parágrafo)

De acordo com a norma-padrão e o sentido original, a reescrita de Brasília submersa em fumaça densa, o sinônimo de antes e as relações estabelecidas pelas preposições por e de são, respectivamente:
Alternativas
Q3252479 Português
A andorinha da torre


   Desde muito tempo que o serviço da torre da Igreja de X estava confiado ao velho Emílio...

   Era aquele homem de barbas longas e brancas, espécie dessas figuras com que se costuma fazer a imagem mítica dos grandes rios, era aquele velho que via-se de tarde, à janela da torre sob a cúpula enorme do sino grande, olhando vagamente para o espaço, sem dar atenção ao burburinho da cidade, que circulava nas ruas lá embaixo...

   Os mais antigos moradores do lugar lembravam-se de que Emílio fora sempre o mesmo homem de barbas longas e brancas, o mesmo, como a ruína consagrada pelo tempo, que nunca fica mais velha. Respeitava-se muito ao velho sineiro. Era o mais honrado dos homens e, além disso, era o avô da mais galante criança que se tem visto.

    Por aqueles cinco quarteirões em volta não havia quem não gostasse da andorinha da torre. Festejavam muito aquela criança, davam a ela doces e beijos que não havia mãos a medir; sentiam só que ela fugisse tanto a meter-se na torre com o avô e esquecesse pelos velhos amigos de bronze que moravam lá no alto as pessoas da cidade que tanto a queriam.

   Mas como havia de ser se ela amava perdidamente os seus sinos e o seu avô?... Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem, voltearem como clowns*, precipitarem-se no espaço como se fossem desabar e ressurgirem para o alto, com a boca largamente aberta, como um sorriso de gigante satisfeito.

   A pequena Rita admirava os sinos. Esta admiração transformava-se em amorosa simpatia. Estranhava no fundo do espírito aqueles monstros boquiabertos que sabiam ser igualmente a imobilidade e o turbilhão, o silêncio e a trovoada; ajudava o avô a tratá-los, limpar-lhes o bojo profundo e escuro, clarear-lhes os dourados de fora, esgravatar-lhes os interstícios dos relevos que os enfeitavam...

    Havia amor de família naquele pequeno mundo que vivia na torre.


(Raul Pompeia, A andorinha da torre. Em: https://www.biblio.com.br. Adaptado. Acesso em 12.09.2024)

* palhaços 
Conforme os sentidos expressos no texto e a norma-padrão de pontuação, a passagem – Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem... (5º parágrafo) – está adequadamente reescrita em:
Alternativas
Q3249571 Português
O poder dos estereótipos


    Os estereótipos são outro exemplo de uma profecia autorrealizável. São especialmente poderosos para moldar a realidade de um indivíduo, em particular quando um grande número de pessoas tem as mesmas expectativas. As pessoas se adaptam ao estereótipo do grupo porque a sociedade interage com um indivíduo de uma maneira coerente com a previsão baseada no estereótipo. Vejamos Tom e Rob, por exemplo. Ambos são alunos de uma escola primária em Washington, têm aproximadamente a mesma altura e o mesmo peso, são alunos médios e estimados pelos colegas e professores. Tom é negro, Rob é branco. Inicialmente, Tom e Rob tinham habilidades físicas semelhantes. Rob corria na mesma velocidade que Tom, saltava na mesma altura e era igualmente propenso a acertar a bola na cesta. Todos, porém, tinham a expectativa de que Tom fosse um jogador de basquete melhor do que Rob simplesmente pela cor de sua pele. Por essa razão, Tom tinha mais chance do que Rob de ser escolhido pelos colegas para integrar o time de basquete. Seu treinador lhe dedicava atenção especial e fazia questão de corrigir seu jogo. Os pais de Tom o estimulavam a treinar na quadra da escola após a aula. Resultado: Tom se tornou melhor jogador de basquete do que Rob. Embora, para início de conversa, fosse falsa a crença de que Tom era melhor jogador do que Rob, o estereótipo se autorrealizou. Consequentemente, Tom é outro exemplo do estereótipo de que os negros são melhores no basquete, o que fortalece um preconceito que basicamente se autoalimenta.

    Os estereótipos nutrem a si mesmos não só porque afetam o modo no qual as pessoas agem em relação ao indivíduo estereotipado, mas também porque os indivíduos têm forte tendência a se adaptar rapidamente ao que se espera deles.


Tali Sharot, in: O viés otimista, 2016, editora Rocco.
“Por essa razão, Tom tinha mais chance do que Rob de ser escolhido pelos colegas para integrar o time de basquete.” O uso da vírgula nesse excerto se justifica para
Alternativas
Q3248096 Português
Em todos os casos a seguir, emprega-se corretamente a vírgula, EXCETO em: 
Alternativas
Q3247411 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


O trabalho infantil precisa sair de cena


    A imagem é cotidiana nas cidades brasileiras: crianças e adolescentes pelas ruas exercendo atividades para ganhar algum dinheiro. Durante o dia ou à noite, surgem oferecendo doces, amendoins e petiscos do gênero, água, refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, estão acompanhados, mas, em muitos casos, enfrentam a função sozinhos. Há também aquela limpeza rápida no para-brisa, em dias de calor ou de frio, em busca de um trocado dos motoristas. Uma realidade que está escancarada e precisa provocar discussões e ações.

    A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente classificam o trabalho infantil como uma grave violação de direitos, a qual impede o desenvolvimento amplo e sadio de crianças e jovens. Segundo estabelece a legislação, a partir dos 16 anos, adolescentes podem trabalhar apenas de forma protegida, sendo que, entre 14 e 16 anos, somente na condição de aprendiz. Abaixo dos 14 anos, qualquer tipo de trabalho é proibido.

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2022, o Brasil apresentou quase 1,9 milhão de crianças e adolescentes realizando alguma prática econômica, o equivalente a 4,9% do total de habitantes entre 5 e 17 anos no país. Os estudos apontam que a crise gerada pela pandemia de COVID-19, com o aumento da vulnerabilidade das famílias de baixa renda, deixou os jovens ainda mais expostos e agravou a situação.

    Ainda segundo o IBGE, em 2023, houve uma retomada da presença na pré-escola, porém foi registrada uma tendência de queda nas matrículas do ensino fundamental. Já em relação ao ensino médio, houve pouca oscilação se comparado a 2022. No ano passado, 91,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na sala de aula, e 75% faziam, especificamente, essa etapa do processo. 

    A complexidade do problema é tanta que frequentar a escola não significa que o jovem está afastado do trabalho. As duas atividades normalmente acontecem juntas, impossibilitando um crescimento adequado e impactando a educação e a saúde dos menores. Diante de um cenário intrincado, identificar o início desse novelo pode ser uma maneira de impedir que ele ganhe proporção. O aliciamento – que costuma passar pela necessidade – deve ser atacado sem julgamentos. Cortar essa linha no começo, dando suporte às famílias, é o passo inicial. O segundo é criar condições para que as instituições de ensino sejam capazes de cativar e manter as crianças e os adolescentes em seus quadros.

    Em 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, tirou 2.564 crianças e adolescentes de situações de exploração do trabalho infantil em 1.518 ações de combate. Das 2.564 vítimas resgatadas, 1.923 eram meninos e 641, meninas. O Mato Grosso do Sul liderou com 372 afastamentos, seguido por Minas Gerais, com 326 casos, e São Paulo, com 203. O órgão informa que o aumento da fiscalização é uma das metas neste ano. Esse trabalho é fundamental, porém não soluciona a questão.

    Traçar medidas e pensar iniciativas que aprofundem uma solução para o problema são pontos cruciais. Políticas públicas devem amparar menores e familiares carentes. E a sociedade precisa pensar sobre essa problemática como prioridade. É importante que a responsabilidade pelo bem-estar das crianças e adolescentes seja compartilhada com a população. Investir na proteção dos jovens é preparar um futuro mais justo e melhor para a nação. Adquirir uma mercadoria oferecida pelas mãos dos pequenos com a intenção de ajudar pode ser destrutivo para a vida deles. Não exigir das autoridades e dos políticos um olhar comprometido é perpetuar o descaso. 

    O Brasil precisa abraçar essa causa – que é gigante em importância e dificuldade. Nas metrópoles e nas pequenas cidades do país, o trabalho infantil tem de ser erradicado. Avanços aconteceram, porém o objetivo precisa ser livrar, definitivamente, os jovens desse tipo de exploração, dando a eles proteção e garantindo o direito de viver a infância plenamente.


Disponível em: https ://www.em.com.br/. Aces so em: 10 maio 2024.
Para responder à questão, considere o excerto abaixo.

Durante o dia ou à noite, 1 surgem oferecendo doces, 2 amendoins e petiscos do gênero, 3 água, 4 refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, 5 estão acompanhados, 6 mas, 7 em muitos casos, 8 enfrentam a função sozinhos. 

Sobre o emprego da vírgula no excerto, analise as afirmativas abaixo, conforme a sintaxe do português escrito padrão.

I A primeira vírgula indica o deslocamento de um adjunto adverbial.
II Se fosse colocada uma vírgula após a forma verbal "surgem", o período ficaria mais claro e organizado.
III A sétima e oitava vírgulas marcam, obrigatoriamente, uma pausa respiratória.
IV A segunda, terceira e quarta vírgulas separam termos que exercem a mesma função sintática.

Das afirmativas, estão corretas
Alternativas
Respostas
3561: D
3562: A
3563: B
3564: A
3565: A
3566: D
3567: B
3568: C
3569: E
3570: B
3571: B
3572: A
3573: D
3574: B
3575: B
3576: E
3577: D
3578: D
3579: A
3580: A