Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q4133427 Português

Analise a utilização das vírgulas na frase a seguir.


“A Medicina cria pessoas doentes, a Matemática, pessoas tristes, e a Teologia, pecadores.”  


O emprego da última vírgula desse texto se justifica pelo mesmo motivo da vírgula utilizada na seguinte opção:

Alternativas
Q4132955 Português

Texto para responder à questão.

O Brasil acaba de sair do mapa da fome, superando mais uma vez um cenário crítico da escassez alimentar. No entanto, há um desafio: o acesso a uma alimentação saudável. Estudos destacam evidências de que domicílios de baixa renda e das regiões rurais do País apresentam alto consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários. No entanto, esse consumo é marcado por alimentos básicos, como arroz, açúcar e farinhas. Enquanto isso, outros alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras, que promoveriam maior diversidade alimentar, são precários. Ou seja, a baixa participação de alimentos ultraprocessados no consumo de calorias não implica, necessariamente, qualidade da alimentação. 

Disponível em: <https://jornal.usp.br/ciencias/mapa-da-ma-alimentacao-revela participacao-de-ultraprocessados-na-dieta-dos-brasileiros/>. Acesso em: 18 mar. 2026, com adaptações.

As ideias e os aspectos linguísticos do texto seriam preservados caso 
Alternativas
Q4132919 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

No trecho “O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio.” (6º§), a organização sintática das duas últimas orações e o emprego das vírgulas justificam-se por:
Alternativas
Q4132914 Português

O vício mais poderoso e perigoso do mundo não é mais uma substância


    Durante décadas, quando se falava em vício, o imaginário social recorria a drogas, álcool, nicotina ou jogos de azar. Substâncias químicas e comportamentos já reconhecidos como destrutivos. O que mudou no nosso tempo não foi apenas o objeto do vício, mas sua forma de apresentação. O vício mais poderoso do mundo contemporâneo não tem cheiro, não deixa marcas físicas imediatas e raramente é percebido como ameaça enquanto se instala. Ele se apresenta como entretenimento leve, descanso mental e até como forma legítima de informação.

    Um estudo publicado em 2025 no Psychological Bulletin oferece um mapa preciso desse fenômeno. Trata-se de uma revisão sistemática com meta-análise que reuniu dados de 71 estudos independentes, com quase 100 mil participantes, analisando os efeitos do consumo de vídeos de formato curto sobre a cognição e a saúde mental. O método é relevante justamente por eliminar impressões subjetivas e consolidar padrões que se repetem em diferentes contextos culturais e etários.

    As conclusões são consistentes. O consumo frequente de vídeos curtos está associado a prejuízos significativos na atenção sustentada e no controle inibitório, isto é, na capacidade de manter foco e resistir a impulsos. Em um dos trechos, os autores afirmam que “o consumo de vídeos curtos está consistentemente associado a um funcionamento cognitivo mais fraco, especialmente em domínios relacionados à atenção e ao autocontrole”. Não se trata de um efeito marginal. Trata-se de uma reorganização do modo como a mente aprende a funcionar.

    No campo da saúde mental, o padrão se repete. O estudo identifica associações claras entre uso intensivo desse tipo de conteúdo e níveis mais elevados de estresse e ansiedade, além de impactos negativos sobre o sono e o bem-estar geral. Os pesquisadores observam que “os efeitos negativos observados não se limitam a adolescentes, manifestando-se também de forma consistente em adultos”, desmontando a ideia de que estamos diante de um problema transitório ou geracional.

    O ponto mais decisivo, porém, não está apenas nos números, mas no mecanismo. Plataformas baseadas em vídeos curtos operam com estímulos rápidos, recompensas imprevisíveis e rolagem infinita. Esse desenho favorece a formação de hábitos automáticos. O estudo descreve esse processo ao registrar que “os sistemas de design dessas plataformas promovem padrões de uso compulsivo, reforçando a fragmentação da atenção e a dificuldade de engajamento prolongado”. A mente passa a ser treinada para o imediato, para o fragmento, para o próximo estímulo.

    É assim que a tecnologia deixa de ser ferramenta e se torna vício. E quando o vício se consolida, ele passa a moldar não apenas comportamentos, mas expectativas internas. O esforço começa a parecer sofrimento. O silêncio, ameaça. A continuidade, tédio. O vício mais poderoso não é aquele que paralisa, mas o que reconfigura silenciosamente o limiar do que é suportável para a mente humana.

    Os próprios autores do estudo sugerem estratégias de mitigação, como limites de tempo, pausas deliberadas e estímulo a atividades que favoreçam atenção prolongada. Mas essa resposta, embora necessária, é insuficiente para compreender a dimensão do problema. O que está em jogo não é apenas desempenho cognitivo. É a própria relação do ser humano com a atenção, que sempre foi o fundamento da vida interior.


(Por: Madeleine Lacsko. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cidadania-digital. Acesso em: 10/02/2026. Fragmento.)

Quanto à pontuação, analise os trechos extraídos do texto e assinale a alternativa que descreve corretamente a função sintático-discursiva.
Alternativas
Q4132009 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Becos da minha terra...

Amo tua paisagem triste, ausente e suja.

Teu ar sombrio.

Tua velha umidade andrajosa.

Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.

E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,

e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,

calçando de ouro a sandália velha, jogada no monturo.

Amo a prantina silenciosa do teu fio de água,

Descendo de quintais escusos sem pressa,

e se sumindo depressa na brecha de um velho cano.

Amo a avenca delicada que renasce

Na frincha de teus muros empenados,

e a plantinha desvalida de caule mole

que se defende, viceja e floresce

no agasalho de tua sombra úmida e calada [...]


Trecho do poema “Becos de Goiás” de Cora Coralina. In: CORALINA, Cora. Poemas dos becos de Goiás e estórias mais. 23ª ed. São Paulo: Global, 2014, p. 92.
Considere o verso “Amo tua paisagem triste, ausente e suja.” Com base no emprego da conjunção destacada no trecho anterior, e observando as regras de pontuação da língua portuguesa, compreende-se que
Alternativas
Q4131353 Português
Considere o uso adequado dos sinais de pontuação na língua portuguesa, tendo em vista que esses elementos são fundamentais para a organização sintática e para a clareza do enunciado. A pontuação contribui para a coesão textual, delimitando orações, introduzindo explicações e organizando enumerações, além de evitar ambiguidades. Analise atentamente as alternativas a seguir, observando a aplicação dos sinais de pontuação em cada caso, e identifique aquela em que a pontuação está corretamente empregada segundo a norma culta. 
Alternativas
Q4129934 Português
  • Texto para os itens de 9 a 16.

    A formação do fonoaudiólogo frente às novas tecnologias: desafios e oportunidades

    A transformação digital tem redefinido práticas, processos e paradigmas em diversas especialidades, criando um novo cenário de possibilidades e desafios para profissionais e instituições de ensino. Na fonoaudiologia, a tecnologia também tem avançado, oferecendo novas ferramentas e possibilidades de intervenção. As inovações tecnológicas têm o potencial de ampliar significativamente o acesso ao cuidado fonoaudiológico. A teleaudiologia, por exemplo, representa uma mudança paradigmática ao possibilitar o atendimento a pacientes em regiões remotas ou com dificuldades de deslocamento. Essa modalidade de atendimento não apenas amplia o alcance do serviço, mas também promove maior equidade no acesso à saúde. Por outro lado, essa rápida evolução tecnológica também traz desafios significativos para a formação profissional. A formação do fonoaudiólogo precisa acompanhar esse ritmo acelerado de mudanças, garantindo que os estudantes desenvolvam não apenas competências tecnológicas, mas também as habilidades éticas e humanas necessárias para atuar com segurança e efetividade nesse novo cenário digital. O uso de tecnologias na saúde exige uma reflexão ética aprofundada. Os futuros fonoaudiólogos devem compreender questões complexas relacionadas à privacidade, à confidencialidade, ao consentimento informado e ao uso responsável de dados. É fundamental que os profissionais compreendam as implicações legais e éticas do uso dessas tecnologias, garantindo que a inovação não comprometa a segurança e privacidade dos pacientes. Apesar do avanço tecnológico impressionante, é crucial reconhecer que habilidades humanas continuam essenciais e insubstituíveis na prática fonoaudiológica. A tecnologia deve ser vista como uma ferramenta que potencializa e complementa essas habilidades, e nunca como um substituto para o cuidado humano. A formação do fonoaudiólogo, diante das novas tecnologias, representa tanto um desafio quanto uma oportunidade extraordinária. O caminho à frente exige adaptação contínua, investimento em recursos e uma visão clara de que a tecnologia deve servir ao propósito maior da fonoaudiologia: melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio do cuidado especializado com a comunicação humana.

    Internet: (com adaptações)

No que diz respeito ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.


No fragmento “A formação do fonoaudiólogo, diante das novas tecnologias, representa tanto um desafio quanto uma oportunidade extraordinária”, as vírgulas que isolam “diante das novas tecnologias” estão corretamente empregadas, sendo o seu uso obrigatório, por se tratar de adjunto adverbial intercalado entre o sujeito e o verbo.

Alternativas
Q4129805 Português
Fonoaudiologia está entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA

        Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial em diferentes áreas da saúde, um levantamento da ISE Business School chama a atenção para um ponto fora da curva: a fonoaudiologia figura entre as profissões menos suscetíveis à substituição por IA. O motivo vai além da técnica e passa, sobretudo, pela natureza humana do cuidado envolvido no desenvolvimento da comunicação ao longo da vida.

        Para a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, a explicação está na própria origem da linguagem. “A comunicação humana não nasce do digital. Ela se constrói a partir do vínculo, do toque e da escuta. É um processo analógico, relacional e afetivo – algo que nenhuma tecnologia consegue reproduzir integralmente”, afirma.

        Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem. “É nesse cuidado inicial em que se estrutura o hardware humano da comunicação. O digital pode funcionar como um software complementar, mas nunca substituir essa base relacional”, destaca Christiane.

        Apesar disso, a fonoaudióloga reforça que a IA tem papel importante quando bem aplicada. “Hoje contamos com dispositivos cada vez mais sofisticados para a avaliação auditiva, reabilitação, estímulos cognitivos e terapias assistidas. A tecnologia amplia possibilidades, favorece a neuroplasticidade e pode acelerar resultados”, afirma.

        O ponto central, segundo ela, está no discernimento. “A IA não substitui o fonoaudiólogo. Ela complementa o cuidado quando utilizada no momento adequado, com indicação correta e interpretação clínica qualificada. Para isso, é indispensável um profissional atualizado, capaz de integrar a tecnologia sem perder a dimensão humana do atendimento.”.

        Para a especialista, confiar exclusivamente em soluções tecnológicas pode gerar lacunas importantes. “Quando o cuidado com comunicação, voz e audição não é conduzido por um fonoaudiólogo, perdem‑se a escuta sensível, a adaptação às necessidades individuais e a compreensão do contexto emocional e social do paciente.”.

        Em um mundo cada vez mais mediado por telas, automações e respostas rápidas, esse aspecto tende a se tornar ainda mais relevante. “O cuidar exige tempo, gentileza, presença e vínculo. A tecnologia pode apoiar, mas não substituir essa relação. Por isso, a fonoaudiologia segue essencial e insubstituível.”.

Internet:<hospitalpaulista.com.br>  (com adaptações).

Quanto ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


No fragmento “Esse conjunto de estímulos – sensoriais, motores, emocionais e afetivos – forma a base da cognição e da linguagem”, a inserção de uma vírgula imediatamente após o segundo travessão estaria correta gramaticalmente, uma vez que o trecho intercalado pelos travessões exerce função explicativa em relação ao sujeito da oração.

Alternativas
Q4127636 Português
Assinale a alternativa que corresponde a pontuação correta: 
Alternativas
Q4127453 Português
Assinale a alternativa INCORRETA no que se refere à pontuação, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4127450 Português
Analise o texto abaixo para responder à questão.


    “Há, no campo de direito privado, normas cuja observância oferece grande interesse para a coletividade, normas que, por isso, não podem ser afastadas ainda que estejam de acordo em não aplicá-las todos os indivíduos mais diretamente interessados. Assim, por exemplo, não é lícito obrigar-se num contrato de serviço por toda a vida, porque assim se anularia a liberdade individual, que o direito tutela contra a própria vontade do indivíduo, por considerações de interesse público.

    Vice-versa, não seria lícito contratar matrimônio por dois anos, porque é considerado de interesse público que o matrimônio seja vínculo de natureza permanente.”


Costa, Dilvanir José da. Direito público e privado, ordem pública e direito social. Revista de Informação Legislativa. Ano 44, nº 175, jul./set. Brasília2007. 
Considerando a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta
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Q4126621 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:

    A felicidade invadiu de tal modo nosso imaginário cultural que se tornou uma presença excessiva em nosso cotidiano ‒ atualmente é raro passarmos um dia inteiro sem ouvir ou ler alguma coisa sobre ela. Uma simples busca na internet resulta em centenas de milhares de ocorrências do termo “felicidade”. O mesmo vale para o número de postagens que as pessoas compartilham todos os dias nas redes sociais. Esse cenário revela que a felicidade vem desempenhando um papel fundamental na compreensão corriqueira que temos de nós mesmos e do mundo. É uma noção que nos parece e soa tão familiar que já nem pensamos nela ‒ seria estranho ousar questioná-la.
    Não apenas a frequência e a onipresença das ocorrências da palavra “felicidade” aumentaram radicalmente nas últimas décadas: o modo como entendemos a felicidade também passou por uma transformação drástica. Já não a relacionamos ao destino ou a circunstâncias particulares ‒ ausência de problemas, corolário de uma vida plena, ou então mero prêmio de consolação para os pobres de espírito. Hoje ela costuma ser vista como algo passível de ser engendrado pela força de vontade; resultado do treino de nossa força interior e nosso eu autêntico; única meta que faz a vida valer a pena; o padrão pelo qual devemos medir o valor de nossa biografia, o tamanho de nossos sucessos e fracassos; e a dimensão de nosso desenvolvimento psíquico e emocional.
     A felicidade passou a ser a encarnação da imagem ideal contemporânea do bom cidadão.

(Edgar Cabanas e Eva Illouz. Happycracia – fabricando cidadãos felizes, 2022. Adaptado)
Em “É uma noção que nos parece e soa tão familiar que já nem pensamos nela ‒ seria estranho ousar questioná-la.” (1º parágrafo), o travessão pode ser substituído, sem prejuízo ao sentido original, por
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Q4126408 Português
Leia o texto e responda à questão:

A águia e a raposa

Uma águia e uma raposa ficaram amigas e decidiram morar perto uma da outra, supondo que dessa forma fortaleceriam a amizade.

A águia voou sobre uma árvore muito alta, e lá fez seu ninho. A raposa foi para uma moita ao pé da árvore, e lá deu cria.

Mas um dia a águia sentiu falta de alimento e saiu em busca de caça, como não encontrou, precipitou-se então sobre a moita, arrebatou um filhote da raposa e o deu como alimento para seus filhotes.

Quando a raposa voltou, percebeu o que havia acontecido e ficou muito triste. Mas ficou ainda mais triste com a impossibilidade de se vingar da águia, pois não podia perseguir um animal que voava.

A raposa foi embora com seus outros filhotes e ficou de longe, apenas maldizendo sua inimiga.

Um dia, porém, alguns pastores mataram uma cabra para assar. A águia, muito ladina, voou rápido e arrebatou as carnes que estava em fogo, levando-as para a árvore onde estavam seus filhotes. Soprava um vento muito forte, e como a carne tinha um pedaço de brasa, incendiou um galho seco dessa árvore. Os filhotes da águia, incapazes de voar, caíram no chão. A raposa e seus filhotes correram e os devoraram. 

Moral: Aqueles que com ferro ferem, com ferro serão feridos.

Esopo
(https://acessaber.com.br)
Quais os sinais de pontuação do texto acima? 
Alternativas
Q4125937 Português

O estigma social que envolve a saúde masculina: a

conscientização sobre a importância do cuidado ainda

enfrenta obstáculos entre os homens



    A ciência comprova e a experiência da vida demonstra na prática: ter uma boa saúde, mais do que genética, é consequência das escolhas. Hábitos saudáveis são o caminho para viver bem e envelhecer com qualidade. A prevenção também faz parte dessa fórmula de sucesso: inúmeras doenças possuem grandes chances de cura quando diagnosticadas precocemente. 


    De um lado as evidências, do outro os estigmas sociais. A saúde masculina, mesmo nos dias de hoje, ainda é repleta de tabus. Os homens costumam dar menos atenção à saúde e, consequentemente, buscam com menos frequência os serviços médicos. Um levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo mostra que 70% das pessoas do sexo masculino que procuram um consultório médico tiveram a influência da mulher ou de filhos. O estudo também revela que mais da metade desses pacientes adiaram a ida ao médico e já chegaram com doenças em estágio avançado. 


    De acordo com dados do Ministério da Saúde, homens brasileiros vivem, em média, 7 anos a menos que as mulheres. Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares. Por esse motivo, a campanha de conscientização Novembro Azul, que fala sobre a conscientização sobre o câncer de próstata, ampliou o seu leque. 


    O movimento quer conscientizar ainda mais a população masculina sobre a necessidade de cuidar do seu corpo e também da mente. Praticar atividade física, ter uma alimentação adequada e saudável, manter o peso saudável, não fumar, praticar sexo seguro e cuidar da saúde mental são fundamentais para a promoção da saúde e para a prevenção de doenças. O que inicialmente era uma campanha sobre o câncer de próstata, hoje aborda todas as principais doenças que acometem os homens, como o diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares.


    De acordo com Paulo Salustiano, médico urologista e preceptor no ambulatório de uro-oncologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, os homens morrem mais e mais cedo que as mulheres em qualquer lugar do mundo. E existem teorias para isso, sendo uma delas que eles se expõem mais aos riscos desde a juventude. A outra é a resistência do homem em ir ao médico. Essa resistência maior em procurar os serviços de saúde pode ter como causa o medo de descobrir uma possível doença. 


    O profissional explica ainda que as mulheres geralmente têm um acesso mais rápido e mais precoce ao médico. Elas iniciam esse cuidado na infância, quando passam pelas consultas de puericultura, e, após a puberdade, passam a manter um acompanhamento de saúde periódico para a realização do exame preventivo (citopatológico). Sendo assim, desde a adolescência são estimuladas a se cuidarem. Os homens, por outro lado, costumam ter uma perda de seguimento depois da fase de puericultura.


    As campanhas ajudam muito a conscientizar o público masculino sobre a necessidade e a importância de buscar a sua equipe de saúde periodicamente. Além do câncer de próstata, outras condições que podem acometer a população masculina e que merecem atenção são: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, hiperplasia benigna da próstata, alterações hormonais e a andropausa.  


    Isso sem falar também das questões que envolvem a saúde mental. Diversos fatores podem causar alterações emocionais, como responsabilidades familiares, frustrações financeiras e problemas no trabalho. É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e que o tratamento com psicoterapia ou medicamentos pode ser necessário. 


Fonte: Gov. Adaptado.


 

“Entre as causas de morte prematura estão a violência e acidentes de trânsito, além de doenças cardiovasculares.” (3º parágrafo). Outra maneira de se reescrever o período acima, observando-se as normas de pontuação, é:  
Alternativas
Q4125680 Português
Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas na frase está em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4125604 Português

O machismo das ausências


Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”


Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.

 

Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.


O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.


Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.


Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.


Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.


Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção. 


Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.


Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.


Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem. 


São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.



VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).

A pontuação muitas vezes é empregada para além das regras gramaticais, de forma expressiva, com o objetivo de atender à determinada intenção do autor. No texto, o trecho que faz uso de pontuação expressiva, construindo um sentido de ênfase, é:
Alternativas
Q4125438 Português
A norma-padrão de emprego da vírgula e de colocação pronominal foi respeitada em:
Alternativas
Q4125247 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
Alternativas
Q4124260 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

A indústria coureiro-calçadista do Vale dos Sinos

        Entre 1997 e 1999, surgiram 256 novos estabelecimentos do setor calçadista no Rio Grande do Sul. Essas novas empresas apresentam perfil distinto das que as antecederam: de um modo geral, são oriundas de fábricas que encerraram suas atividades ou que praticaram downsizing em seus postos de trabalho e caracterizam-se por apresentar porte pequeno ou medio, com baixos custos fixos, reduzido pessoal e administração econômica e sem endividamentos, muitas em regime cooperativo.

        Juntamente com as remanescentes, têm procurado maximizar o grau de aproveitamento de seus ativos fixos já instalados, particularmente máquinas e equipamentos, com uma crescente preocupação em substituir o layout usual da indústria calçadista, passando do sistema de esteiras rolantes para o de células de produção nas áreas de corte, costura e montagem do produto final.

        Essa nova configuração das empresas do Vale favoreceu, nos últimos anos, a conquista de espaços nos mercados de grifes, principalmente no mercado norteamericano. Mais da metade dos sapatos exportados pelo Brasil no ano passado teve como destino sofisticadas redes de varejo daquele país.

        De acordo com os agentes representantes das grifes americanas, a competitividade do produto brasileiro está na confiabilidade de entrega, na qualidade e no preço. O preço médio dos calçados de inverno brasileiros está 50% abaixo dos preços cobrados pela indústria italiana.

    Os fabricantes brasileiros calculam em 5% a margem de retorno para a indústria do negocio com as grifes internacionais. Mas a maior vantagem está na garantia de ganho de escala de produção, pois o produtor permanece com a carteira cheia o ano inteiro. 

        A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio que implica mudanças nos modelos mentais dos tomadores de decisão das empresas da região; devem ser reconsiderados aspectos como gestão do conhecimento, cooperação e compartilhamento de informações, assimilação de novos valores e regras de sucesso e reconhecimento, entendimento das leis de mercado e a busca pelo aprimoramento de técnicas de vendas, principalmente pela reorganização e renovação de instrumentos já bastante conhecidos, como feiras e eventos, bem como a melhor utilização de novos meios que surgem atraves das tecnologias de informação e da configuração em rede da nova sociedade.

        Tais instrumentos podem e devem ser utilizados na construção de uma nova identidade ("Marca Brasil") a ser compartilhada pelo conjunto de empresas da cadeia coureiro-calçadista do Vale dos Sinos como alavanca principal da competitividade local.

Adaptado de: Jefferson Setubal e Yeda de Souza. Feiras setoriais e seu potencial para a aprendizagem organizacional. Teoria e Evidência Econômica, Passo Fundo, 2004.


Leia o trecho: A questão da competitividade do cluster do Vale do Rio dos Sinos, indiscutivelmente, deve ser tratada como um desafio [...]". Nesse trecho, as vírgulas foram empregadas para: 
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Q4123728 Português

A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO 

Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente. 

O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante. 

Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes. 

Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.

Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade. 

Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.

No trecho: “O problema é que esse ‘mais tarde’ quase nunca chega”, as aspas foram utilizadas para:
Alternativas
Respostas
141: C
142: E
143: D
144: B
145: A
146: B
147: C
148: E
149: B
150: A
151: C
152: C
153: D
154: A
155: A
156: B
157: A
158: D
159: C
160: B