Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3638074 Português
        O nome atribuído às línguas não é uma definição aleatória. As línguas precisam ser nomeadas para poder existir. Línguas são batizadas a partir do momento histórico em que é necessário afirmar sua posição ou conferir identidade aos seus falantes. Assim, a língua dos portugueses chamamos português. Além disso, territórios etnicamente diversos podem apresentar línguas que se relacionam com as populações ali pertencentes. Desse modo, à língua falada no País de Gales dá‑se o nome de galês, e a língua mais falada no sudeste da China chamamos cantonês.

        Parece simples, mas nem tanto. Há diferentes modelos de povoação linguística, que representam a complexidade dos modelos de povoação humana. Mas o que todas as línguas naturais conhecidas compartilham é justamente o fato de servirem à comunicação de seus falantes e terem, por isso, um nome. No que se refere ao Brasil, a língua majoritariamente utilizada em seu vasto território é a que se costumou chamar português. Usar o português no Brasil é fruto de uma herança de colonização e dominação de Portugal, país cuja língua tem esse mesmo nome.

        O português falado no Brasil e o utilizado em Portugal não compartilham as mesmas características. Diferenciam‑se em relação ao vocabulário, à maneira de falar e de entoar as frases, à posição das palavras na frase e assim por diante. Convém questionar, portanto, no que se refere à nomenclatura, se seria necessário modificar o nome pelo qual a língua falada no Brasil é chamada. Há quem continue se referindo a ela tão somente como “português”. Outros propõem o uso consciente de “português brasileiro”, com nome e sobrenome. Já alguns poucos assumiram uma postura mais diferente de chamar “brasileiro” a língua utilizada no Brasil. 

        Chamar apenas “português”, na perspectiva histórica da língua, é um anacronismo. Não corresponde aos fatos históricos. Desconsidera as noções de desenvolvimento independente e contínuo que a língua portuguesa teve no Brasil, especialmente após o século XIX. Chamar apenas de “brasileiro” também evidencia anacronismo. Desconsidera toda a herança linguística trazida para o Brasil, que é inegavelmente portuguesa. O nome “português brasileiro” representa ruptura e continuidade. É um nome apropriado não apenas nos contextos de pesquisa acadêmica, mas uma importante ferramenta para que os falantes se reconheçam diante de sua língua.

OLIVEIRA JUNIOR, R. Português ou brasileiro – qual é o nome da nossa
língua? Revista Roseta, v. 5. n. 1, 2022. Abralin, 2022.
Internet:<roseta.org.br>  (com adaptações).

Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte. 


No período “Usar o português no Brasil é fruto de uma herança de colonização e dominação de Portugal, país cuja língua tem esse mesmo nome”, o emprego da vírgula após a palavra “Portugal” é obrigatório.

Alternativas
Q3634822 Português
'A periferia nunca deixou de produzir literatura', defende coordenadora das Fábricas de Cultura


Os hábitos de leitura nas periferias da maior metrópole da América do Sul são o foco da pesquisa realizada pela Organização Social Poiesis, que analisou o público das oito unidades das Fábricas de Cultura presentes em São Paulo e apontou que mulheres representam 70% do público leitor.

Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou "nenhum preconceito impedir de acessar a literatura".

"Todo esse movimento de literatura mostra que ela, na verdade, foi durante muito tempo vista como algo elitista, como algo para outro tipo de público, mas, enquanto isso, a periferia nunca deixou de produzir literatura, de produzir oralidade ou 'oralituras', expressão usada por Leda Maria Martins. A periferia nunca deixou que nenhum preconceito a impedisse de acessar a literatura, algo tão importante para todo ser humano", disse Ifé em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A pesquisa avaliou os hábitos de leitura dos frequentadores das bibliotecas das Fábricas de Cultura na Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Iguape, Jaçanã, Jardim São Luís , Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. A coordenadora destaca que a literatura sempre esteve presente nas comunidades e que a diversidade de leitura apontada pela pesquisa ajuda a desconstruir preconceitos sobre "quem lê e o que lê".

Os dados indicam que as mulheres foram 70% do total de leitores, porcentagem maior que a média nacional (61%). Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, o protagonismo feminino revela a participação singular das mulheres nas comunidades. "Sabemos o quanto as mulheres têm um papel fundamental nas periferias, não só nas questões do dia a dia, no trato com a própria família , com a comunidade, mas também com a literatura. Ficamos muito felizes em saber que as mulheres estão acessando a literatura, uma literatura diversa que fala tanto diretamente com as realidades delas quanto também com a literatura clássica", contou.


Representatividade


Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás , clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso "às literaturas" precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler. Ela também ressalta a importância da representatividade e de uma curadoria coletiva.

"Recentemente, Ana Maria Gonçalves — primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras —, falou algo bem importante: que as pessoas racializadas, negras principalmente, muitas vezes não acessavam a literatura porque não se viam representadas, eram histórias que iam muito além da sua realidade. Quando uma criança, um jovem, um adolescente, uma pessoa trabalhadora consegue acessar uma história em que se sinta representada, essa literatura se aproxima", afirma Ifé.


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/08/20/a-periferia-nunca-deixou-de
-produzir-literatura-defende-coordenadora-das-fabricas-de-cultura/.
Acesso em 25 ago. 2025. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir e analise as assertivas:
"Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou 'nenhum preconceito impedir de acessar a literatura'".

I.O pronome relativo "que" tem como referente "comunidade", podendo ser substituído por "a qual" sem prejuízo na coesão e no sentido do texto.
II.O pronome relativo "que" pode ter dois referentes, sendo eles "coordenadora" e "comunidade". Cabe à pessoa que lê o texto decidir qual referente deixa o texto mais claro.
III.O pronome relativo "que" introduz uma explicação, qualificando a comunidade.
IV.O pronome relativo "que" introduz uma oração restritiva, ou seja, tem-se apenas uma comunidade e essa não deixou o preconceito impedir o acesso à literatura.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3633601 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


'A periferia nunca deixou de produzir literatura', defende coordenadora das Fábricas de Cultura 


Os hábitos de leitura nas periferias da maior metrópole da América do Sul são o foco da pesquisa realizada pela Organização Social Poiesis, que analisou o público das oito unidades das Fábricas de Cultura presentes em São Paulo e apontou que mulheres representam 70% do público leitor.


Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou "nenhum preconceito impedir de acessar a literatura".


"Todo esse movimento de literatura mostra que ela, na verdade, foi durante muito tempo vista como algo elitista, como algo para outro tipo de público, mas, enquanto isso, a periferia nunca deixou de produzir literatura, de produzir oralidade ou 'oralituras', expressão usada por Leda Maria Martins. A periferia nunca deixou que nenhum preconceito a impedisse de acessar a literatura, algo tão importante para todo ser humano", disse Ifé em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.


A pesquisa avaliou os hábitos de leitura dos frequentadores das bibliotecas das Fábricas de Cultura na Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Iguape, Jaçanã, Jardim São Luís , Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. A coordenadora destaca que a literatura sempre esteve presente nas comunidades e que a diversidade de leitura apontada pela pesquisa ajuda a desconstruir preconceitos sobre "quem lê e o que lê".


Os dados indicam que as mulheres foram 70% do total de leitores, porcentagem maior que a média nacional (61%). Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, o protagonismo feminino revela a participação singular das mulheres nas comunidades. "Sabemos o quanto as mulheres têm um papel fundamental nas periferias, não só nas questões do dia a dia, no trato com a própria família , com a comunidade, mas também com a literatura. Ficamos muito felizes em saber que as mulheres estão acessando a literatura, uma literatura diversa que fala tanto diretamente com as realidades delas quanto também com a literatura clássica", contou.


Representatividade


Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás , clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso "às literaturas" precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler. Ela também ressalta a importância da representatividade e de uma curadoria coletiva.


"Recentemente, Ana Maria Gonçalves — primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras —, falou algo bem importante: que as pessoas racializadas, negras principalmente, muitas vezes não acessavam a literatura porque não se viam representadas, eram histórias que iam muito além da sua realidade. Quando uma criança, um jovem, um adolescente, uma pessoa trabalhadora consegue acessar uma história em que se sinta representada, essa literatura se aproxima", afirma Ifé.


(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/08/20/a-periferia-nunca-deixou-de -produzir-literatura-defende-coordenadora-das-fabricas-de-cultura/. Acesso em 25 ago. 2025. Adaptado.)

Considere o excerto que segue e analise as assertivas:


"Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás, clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso 'às literaturas' precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler".


I.A respeito do uso dos travessões, eles podem ser substituídos por vírgulas sem causar prejuízo na coesão e no sentido do texto.


II.As aspas duplas indicam que o excerto é uma citação direta feita aqui na questão. Logo, a expressão às literaturas que, no texto original, está entre aspas duplas, aparece corretamente, nesta citação, entre aspas simples.


III.A palavra atento concorda com acesso , uma vez que se refere a esta palavra.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3631659 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Está se sentindo desestimulado e apático no trabalho? Você pode estar sofrendo de 'rust out'


O burnout é facilmente reconhecido por funcionários tensos e sobrecarregados: exaustão, despersonalização — sensação de desconexão dos outros ou de si mesmo no trabalho — e redução do senso de realização pessoal, consequências do estresse crônico não administrado. No extremo oposto, encontra-se o rust out, caracterizado pelo tédio, apatia e desmotivação, com profissionais frequentemente fazendo o mínimo necessário. Essa condição pode levar à procrastinação, ao uso excessivo de redes sociais e à busca por estímulos externos.


O rust out resulta do declínio mental e emocional causado por tarefas repetitivas, monótonas e pela estagnação profissional. Diferentemente do burnout, que surge da sobrecarga, ele é consequência da subutilização e da ausência de desafios. Ambientes que priorizam apenas eficiência e metas, em detrimento do engajamento, podem intensificar o problema, fazendo o trabalhador sentir-se invisível ou substituível.


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental. Ainda assim, em muitas áreas, o tema é pouco discutido, possivelmente por causa da visão de que o trabalho é, por natureza, entediante.


Uma pesquisa investigou a presença do rust out entre formadores de professores — docentes universitários responsáveis pela preparação de futuros educadores. Do total de cento e cinquenta e quatro participantes, quatorze foram entrevistados. Apesar de a maioria relatar satisfação com o trabalho, surgiram indícios claros dessa condição.


O fenômeno guarda semelhança com a chamada demissão silenciosa, porém, nesse caso, os profissionais permaneciam comprometidos com os alunos e viam a docência como vocação, encontrando alegria no contato com jovens inspiradores. O problema era que pilhas crescentes de tarefas administrativas os afastavam das atividades pelas quais se candidataram à função.


Esses docentes equilibram aulas, supervisão de estágios, orientação e grande volume de burocracia, restando pouco tempo para pesquisa e atividades criativas. A crescente burocratização do ensino superior, com excesso de formulários, tarefas administrativas e mudanças de sistemas, reduziu ainda mais o espaço para funções enriquecedoras.


O rust out também decorre do desalinhamento entre aspirações e demandas profissionais. Oportunidades limitadas de progressão na carreira, estruturas rígidas e falta de apoio ao desenvolvimento reforçam esse quadro.


Frequentemente, não há espaço para diálogo sobre satisfação profissional, prevalecendo a visão de que o funcionário deve sentir-se afortunado por ter um emprego.


O rust out traz custos pessoais, como desengajamento, apatia e perda de motivação, e institucionais, ao minar o potencial criativo e produtivo das equipes. Por isso, deve ser tratado com a mesma atenção dedicada ao burnout, reconhecendo-se que o bem-estar dos trabalhadores é essencial para o sucesso organizacional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cnv716g5v4yo.adaptado. 


Embora possa parecer uma queixa menor, a longo prazo o rust out prejudica a satisfação com a carreira e afeta a saúde mental.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3631598 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Morango do amor: por que doce 'viral' preocupa dentistas 


 O morango do amor tornou-se a nova sensação da confeitaria brasileira. Composto por morangos cobertos com brigadeiro branco e envoltos por uma espessa camada de caramelo vermelho brilhante, o doce atraiu milhares de admiradores nas redes sociais. A aparência chamativa e os vídeos virais impulsionaram a curiosidade do público e aqueceram as vendas em docerias de todo o país.


No entanto, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) emitiu um alerta sobre os riscos que o doce representa à saúde bucal. O morango do amor pode provocar sérios danos aos dentes, comprometer próteses e restaurações e até causar fraturas dentárias. Registros em vídeo mostram pessoas que, ao tentarem morder o doce, acabaram quebrando dentes ou deslocando peças protéticas. Por isso, a recomendação é de cautela, especialmente para quem já possui algum tratamento odontológico.


A dentista Fernanda Paixão Malufe, de Americana (SP), relata aumento no número de pacientes com lesões causadas pelo consumo do doce. Ela orienta que o ideal é cortar a casca caramelizada com uma faca antes de mastigar. Segundo Malufe, os danos variam: há casos em que apenas uma pequena parte do dente se rompeu e pôde ser restaurada, mas também houve fraturas que atingiram a raiz, exigindo a extração e substituição por implantes.


O CFO reforça que a cobertura do morango do amor é extremamente dura, podendo quebrar dentes e restaurações, sobretudo nos dentes da frente. Pessoas com restaurações extensas devem redobrar os cuidados. A recomendação é consumir o doce em pequenos pedaços, evitando morder diretamente com os dentes incisivos. Se optar por morder, o mais seguro é escolher áreas com caramelo mais fino e usar os molares, que são mais resistentes.


 O risco é ainda maior para quem utiliza facetas, próteses ou aparelhos ortodônticos. A combinação da textura rígida com a aderência do caramelo causa deslocamentos, danos permanentes ou ferimentos na boca. Nesses casos, a orientação é evitar completamente o consumo do doce e buscar alternativas com ingredientes menos agressivos à saúde bucal.


 Além das fraturas e quebras, há o risco de cárie. O doce possui alto teor de açúcar, que, associado ao acúmulo de biofilme e à ingestão frequente de carboidratos fermentáveis, provoca a desmineralização dos dentes. A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.


Em caso de acidente, o CFO orienta que o paciente procure atendimento odontológico imediatamente. A conselheira Bianca Zambiasi, professora universitária e doutora em Odontologia, enfatiza que pacientes com próteses, lentes, facetas ou aparelhos evitem alimentos duros e pegajosos. Contudo, mesmo quem não apresenta tratamentos odontológicos prévios está sujeito a acidentes e precisa tomar cuidado ao morder e mastigar. Se algum problema ocorrer, a busca pelo cirurgião-dentista deve ser imediata para atendimento de urgência.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdx0vnwgvwko.adaptado. 

A escovação imediata após o consumo é fundamental, com atenção especial à limpeza entre os dentes, já que o caramelo se fixa nas superfícies dentárias por longos períodos.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.

Alternativas
Q3631532 Português
Texto 1


A nuvem  

– Fico admirado como é que você, morando nesta cidade, consegue escrever uma semana inteira sem reclamar, sem protestar, sem espinafrar! E meu amigo falou da água, telefone, Light em geral, carne, batata, transporte, custo de vida, buracos na rua, etc. etc. etc. Meu amigo está, como dizem as pessoas exageradas, grávido de razões. Mas que posso fazer? Até que tenho reclamado muito isto e aquilo. Mas se eu for ficar rezingando todo dia, estou roubado: quem é que vai aguentar me ler? Acho que o leitor gosta de ver suas queixas no jornal, mas em termos.

Além disso, a verdade não está apenas nos buracos das ruas e outras mazelas. Não é verdade que as amendoeiras neste inverno deram um show luxuoso de folhas vermelhas voando no ar? E ficaria demasiado feio eu confessar que há uma jovem gostando de mim? Ah, bem sei que esses encantamentos de moça por um senhor maduro duram pouco. São caprichos de certa fase. Mas que importa? Esse carinho me faz bem; eu o recebo terna e gravemente; sem melancolia, porque sem ilusão. Ele se irá como veio, leve nuvem solta na brisa, que se tinge um instante de púrpura sobre as cinzas de meu crepúsculo.

E olhem só que tipo de frase estou escrevendo! Tome tenência, velho Braga. Deixe a nuvem, olhe para o chão – e seus tradicionais buracos.


BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. Disponível em: < https:// armazemdetexto.blogspot.com/search/label/RUBEM%20 BRAGA?update
A pontuação está correta em: 
Alternativas
Q3631212 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como assistir a vídeos em velocidade acelerada afeta seu cérebro


Muitos de nós desenvolvemos o hábito de ouvir podcasts, áudios e outros conteúdos online em uma velocidade de reprodução mais rápida. Entre os jovens, isso é quase uma regra. Uma pesquisa com estudantes da Califórnia revelou que oitenta e nove por cento ajustavam a velocidade das aulas online, e diversas reportagens já destacaram como assistir a vídeos no modo rápido se tornou algo comum.


As vantagens são evidentes: consumir mais conteúdo em menos tempo e revisar várias vezes para absorver mais informações. No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas. Também ajuda a manter a atenção e o interesse durante todo o vídeo, evitando distrações.


No entanto, existem desvantagens. Quando exposto a informações faladas, o cérebro passa por três fases da memória: codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, é necessário tempo para processar e compreender o fluxo de palavras, identificando-as e associando-as ao significado contextual. Normalmente, as pessoas falam cerca de cento e cinquenta palavras por minuto, mas é possível compreender até trezentas ou quatrocentas e cinquenta palavras por minuto. A questão, porém, está na qualidade e durabilidade das lembranças.


As informações recebidas são inicialmente guardadas na memória de trabalho, que permite transformá-las e combiná-las até estarem prontas para serem transferidas para a memória de longo prazo. Como a memória de trabalho tem capacidade limitada, um fluxo excessivamente rápido pode sobrecarregá-la, causando perda de informações e sobrecarga cognitiva.


Uma meta-análise de vinte e quatro estudos sobre aprendizagem por vídeo analisou o impacto da velocidade de reprodução. Nos experimentos, um grupo assistia a vídeos em velocidade normal (1x) e outro em velocidades maiores (1,25x, 1,5x, 2x ou 2,5x). Depois, todos realizavam a mesma prova para avaliar a memorização e a recuperação de informações.


Os resultados mostraram que aumentar a velocidade de reprodução gerava efeitos cada vez mais negativos no desempenho. Até 1,5x, a queda era mínima, mas a partir de 2x, o prejuízo variava de moderado a grande.


Um dos estudos analisou adultos mais velhos (61 a 94 anos) e verificou que eles eram mais prejudicados pelo aumento da velocidade do que os mais jovens (18 a 36 anos). Isso está relacionado à redução natural da capacidade de memória com a idade, indicando que idosos devem preferir a velocidade normal ou mais lenta. Ainda não se sabe se a prática frequente reduz esses efeitos negativos, nem se jovens compensam eventuais perdas com o uso constante do modo rápido.


Outra questão em aberto é se há impactos de longo prazo na função mental e na atividade cerebral. Em teoria, podem ocorrer efeitos positivos, como maior capacidade de lidar com alta carga cognitiva, ou negativos, como maior cansaço mental. Não há evidências conclusivas sobre isso. 


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crr22v2qq27o.adaptado.

No contexto educacional, essa prática libera tempo para consolidar conhecimentos e realizar atividades práticas.


Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase. 

Alternativas
Q3631007 Português
Por que algumas pessoas sofrem de fadiga extrema após doenças como covid e gripe



Desde que contraiu covid-19 em 2023, Rachael Edwards, de 31 anos, enfrenta fadiga tão intensa que fica acamada por semanas. Antes saudável, ela relata que se sente como se estivesse sendo puxada por uma âncora. A exaustão é comparada à de uma maratona sem descanso ou energia, dificultando até gestos simples.

A covid longa, caracterizada por sintomas persistentes mesmo após a eliminação do vírus, abriu espaço para o estudo da chamada fadiga pós-viral — uma condição parecida, associada a infecções como Sars, Ebola, Epstein-Barr, gripe e até doenças transmitidas por carrapatos, como a de Lyme.

A médica britânica Rosalind Adam, da Universidade de Aberdeen, iniciou um estudo com pacientes afetados por diferentes tipos de fadiga. Com o auxílio de sensores e um aplicativo, identifica padrões distintos de cansaço, chamados fadigótipos, para auxiliar em diagnósticos e tratamentos mais precisos.

Um fenômeno ainda mais grave é o mal-estar pós-esforço, em que qualquer atividade física provoca um colapso duradouro. O professor David Putrino, dos Estados Unidos, explica que esse quadro está ligado a distúrbios do sono, problemas hormonais e ao funcionamento das mitocôndrias — estruturas que produzem energia nas células. Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.

Além disso, infecções virais induzem reações autoimunes, fazendo com que o sistema imunológico ataque nervos e músculos, o que causa fraqueza intensa. Isso já foi observado em sobreviventes de Ebola e Sars.

Outro fator é a dificuldade de eliminar resíduos gerados pelo esforço celular durante a infecção, agravada pelo cansaço prolongado do sistema imunológico. Isso explica sintomas como fadiga muscular e confusão mental.

Tratamentos como o exercício físico gradual ou regulado são adotados com cautela. Em alguns casos, agravam os sintomas. Por isso, entidades de saúde como o Reino Unido e os Estados Unidos passaram a recomendar abordagens mais individualizadas e flexíveis.

Pesquisadores estudam possíveis soluções, como medicamentos que ajudem na função mitocondrial e na eliminação de coágulos microscópicos, bem como suplementos como a coenzima Q10, que demonstrou ajudar em casos leves.

A professora Betsy Keller, após anos de pesquisa, aponta que fatores anteriores à infecção, como tensão muscular crônica ou cicatrizes de cirurgias, aumenta o risco de fadiga pós-viral. Já David Putrino reforça que não há uma única solução e que o caminho está na compreensão profunda dos diferentes fatores e na combinação de terapias, oferecendo esperança para os que vivem com essas condições debilitantes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgx9eerypko.adaptado.
Durante infecções, os vírus alteram o funcionamento dessas estruturas, gerando um déficit energético que se prolonga após a recuperação.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630759 Português
Gripe, resfriado, covid-19 ou dengue: entenda diferenças e sintomas


O inverno favorece o aumento de doenças respiratórias, devido ao frio e ao tempo seco. Já o verão, com suas chuvas, contribui para a elevação dos casos de dengue. Sintomas como febre, dores no corpo, mal-estar e cansaço são comuns a várias dessas doenças — gripe, resfriado, covid-19 e dengue. Para distingui-las, apenas exames laboratoriais confirmam o diagnóstico com segurança.

Todas essas enfermidades têm origem viral, mas são causadas por agentes diferentes. A covid-19 é causada por um coronavírus; a gripe, por vírus da família influenza; o resfriado, por rinovírus, adenovírus ou parainfluenza; e a dengue, por um flavivírus transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Enquanto gripe, resfriado e covid-19 se transmitem por gotículas respiratórias, a dengue é transmitida por vetor.

A dengue apresenta quatro tipos e pode infectar a mesma pessoa mais de uma vez. Seu sintoma clássico é a febre alta e repentina. Sintomas respiratórios são raros. A doença dura de quatro a dez dias, mas seus efeitos persistem por semanas. Ela pode ser classificada como não grave, com ou sem sinais de alarme, ou como grave. No primeiro caso, os sintomas incluem febre, enjoo, dores no corpo, vermelhidão e dor nos olhos. Com sinais de alarme, surgem vômitos persistentes, sangramentos e acúmulo de líquidos em órgãos internos. A forma grave pode causar choque, comprometimento de órgãos como fígado e cérebro. A expressão dengue hemorrágica deixou de ser usada por não abranger adequadamente todos os quadros graves.

A covid-19 pode ser assintomática ou apresentar sintomas leves, moderados ou graves. No início da pandemia, os sinais mais comuns incluíam tosse seca, febre, cansaço e perda de olfato e paladar. Com o tempo, novas variantes modificaram o perfil dos sintomas. Atualmente, os mais frequentes incluem tosse, dor de garganta, coriza, dor abdominal e fadiga. Também há relatos de lesões de pele, ansiedade, queda de cabelo e confusão mental, principalmente em casos prolongados, chamados de covid longa.

A gripe, causada por vírus da família influenza, tem evolução rápida e sintomas intensos. Por isso, a vacina precisa ser atualizada anualmente. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, tosse seca, dores no corpo, coriza, dor de garganta e, em alguns casos, diarreia. A perda de olfato e paladar, típica da covid-19, não é frequente nos quadros de gripe.

Os resfriados, por sua vez, são provocados por vírus diversos e costumam apresentar sintomas leves e de início gradual. Dor de garganta, coriza e congestão nasal são manifestações comuns. Em alguns casos, pode haver febre baixa e tosse leve, mas dor de cabeça, falta de ar e diarreia são raras. Os resfriados, em geral, desaparecem em poucos dias.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgp1qv7ke9o.adaptado.
Enquanto gripe, resfriado e covid-19 se transmitem por gotículas respiratórias, a dengue é transmitida por vetor.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630463 Português
O método simples que revela se você está envelhecendo bem


Levantar-se de uma cadeira parece uma ação trivial demais para merecer atenção, mas essa simples tarefa revela muito sobre a saúde de uma pessoa. Para avaliar essa capacidade, médicos utilizam o teste de sentar e levantar, que consiste em contar quantas vezes o indivíduo consegue se levantar de uma cadeira em trinta segundos.

Segundo especialistas da área da geriatria, o teste é extremamente útil por fornecer informações sobre força, equilíbrio e flexibilidade. Estudos indicam que ele ajuda a identificar riscos de quedas, problemas cardiovasculares e até aumento na probabilidade de morte.

Para realizar o teste, é necessário apenas uma cadeira com encosto reto e sem braços, além de um cronômetro. A pessoa senta-se no centro da cadeira, cruza os braços sobre os ombros opostos, mantém a coluna ereta e os pés firmes no chão. Em seguida, aciona-se o cronômetro e repete-se o movimento de levantar-se completamente e sentar-se novamente durante trinta segundos, contando o número total de repetições.

Embora direcionado especialmente a adultos com mais de sessenta anos, o teste também é aplicado a pessoas mais jovens. Instituições de saúde pública divulgaram médias de desempenho por faixa etária. Resultados abaixo desses valores indicam risco de desenvolver problemas de saúde, como quedas.

De maneira geral, adultos entre sessenta e sessenta e quatro anos costumam realizar entre doze e quatorze repetições. Entre os setenta e setenta e nove anos, a média varia de dez a doze repetições, e, a partir dos oitenta e cinco anos, a média cai para cerca de oito movimentos. Já para os que ultrapassam os noventa anos, os resultados são ainda mais baixos, com homens alcançando em torno de sete repetições e mulheres, cerca de quatro. Esses números, no entanto, não consideram aspectos individuais, como histórico de cirurgias ou lesões recentes.

Mesmo entre pessoas jovens e saudáveis, o teste é uma boa maneira de avaliar força e resistência muscular dos membros inferiores. Um estudo realizado com milhares de adultos verificou que, entre jovens na faixa dos vinte anos, a média era de, aproximadamente, cinquenta repetições por minuto para os homens e pouco menos que isso para as mulheres — sendo que alguns participantes superaram as setenta repetições. Outro levantamento, feito com voluntários saudáveis, identificou uma forte ligação entre o desempenho no teste e a capacidade aeróbica e de resistência física.

Pontuações mais baixas alertam os profissionais de saúde sobre o estado geral do paciente, indicando maior risco de recuperação lenta após cirurgias ou tratamentos médicos mais intensos. Também sinalizam comprometimento no funcionamento cardíaco e pulmonar, elevando a probabilidade de infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Ainda segundo os especialistas, um resultado inferior à média para a faixa etária também representa maior risco de quedas.

O receio de cair afasta muitas pessoas do convívio social e das atividades do dia a dia, criando um ciclo vicioso que compromete a autonomia. Além disso, as quedas podem causar lesões graves, como fraturas no quadril, além de machucados e entorses. Um estudo apontou que uma variação do teste funcionava como indicador de mortalidade em adultos entre cinquenta e um e oitenta anos: os que obtiveram as piores pontuações tinham de cinco a seis vezes mais chances de falecer em um período de seis anos do que aqueles com melhor desempenho.

Apesar disso, os especialistas ressaltam que o teste não tem o objetivo de prever a expectativa de vida de ninguém. Os resultados funcionam como sinal de alerta e orientam intervenções para melhorar a qualidade de vida, a independência e o bem-estar da pessoa.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpp8pkgp4o.adaptado.
Segundo especialistas da área da geriatria, o teste é extremamente útil por fornecer informações sobre força, equilíbrio e flexibilidade.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3630414 Português
A vírgula desempenha diversas funções na língua portuguesa, como isolar elementos explicativos, separar orações ou organizar termos dentro da frase. Contudo, seu uso deve respeitar normas gramaticais específicas, evitando erros comuns como a separação entre sujeito e predicado.

Considerando essas regras, assinale a alternativa em que o emprego da vírgula está correto. 
Alternativas
Q3629772 Português
Como simples hábito de tirar sapatos ao entrar em casa pode trazer enormes benefícios à saúde


A limpeza, em geral, é associada à sujeira visível. No entanto, quando se fala de calçados, o perigo vai além do que se pode ver: sob a superfície, escondem-se microrganismos e partículas potencialmente mais prejudiciais do que barro ou grama seca.

Sapatos usados na rua transportam bactérias, alérgenos e substâncias químicas tóxicas, muitas delas associadas a sérios problemas de saúde. Basta pensar nos locais por onde eles passam diariamente: banheiros públicos, calçadas, corredores de hospitais e gramados tratados com herbicidas e pesticidas.

Crianças menores de cinco anos são especialmente vulneráveis a germes, tanto pelo sistema imunológico em desenvolvimento quanto pelo hábito de levarem as mãos à boca, provocando infecções graves na pele, nos pulmões ou na corrente sanguínea.

Os riscos, porém, não se limitam a germes. Sapatos carregam também substâncias químicas e alérgenos. Pesquisas apontam que calçados usados externamente contêm pesticidas, herbicidas e metais pesados como chumbo, altamente nocivos, sobretudo para crianças e animais domésticos. A exposição ao chumbo, comum na poeira ou no solo urbano, prejudica o desenvolvimento cerebral infantil e causa danos cognitivos permanentes.

Além disso, alérgenos como pólen aderem às solas, potencializando crises alérgicas e problemas respiratórios dentro de um ambiente que deveria ser seguro.

Outro fator preocupante é que selantes à base de alcatrão, utilizados no asfalto, contêm compostos cancerígenos. Um estudo norte-americano revelou que essas substâncias são encontradas no interior das casas, presentes no pó doméstico em concentrações até trinta e sete vezes superiores às detectadas do lado de fora. Crianças e animais, que passam mais tempo próximos ao chão, acabam mais expostos: crianças engatinham, brincam e levam as mãos à boca, enquanto animais lambem as patas após caminharem sobre superfícies contaminadas.

Assim, retirar os sapatos antes de entrar em casa não apenas preserva a limpeza do ambiente, mas também reduz significativamente a exposição da família a microrganismos e substâncias nocivas.

A adoção desse hábito é fácil: basta reservar um local próximo à porta para deixá-los, como um sapateiro, uma cesta ou pares de chinelos para visitantes. Embora pedir que alguém tire os sapatos possa causar certo estranhamento inicial, é importante lembrar que um gesto tão simples previne riscos invisíveis e contribui para um lar mais saudável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqj4wz5l9ywo.ADAPTADO.

Os riscos, porém, não se limitam a germes.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3627777 Português
O direito ao lazer e os direitos culturais sob uma perspectiva multidisciplinar

José Olímpio Ferreira Neto José
Davi Leite Castro
Marcos Teodorico Pinheiro de Almeida


     O lazer é um conjunto de ocupações em que o indivíduo se envolve de livre vontade para repousar, para se divertir, recrear, entreter-se ou para desenvolver a sua formação desinteressada, assim como exercer a sua participação social voluntária ou manifestar sua livre capacidade criadora longe do ambiente laboral e de suas obrigações. Apesar de não haver uma consonância para a definição de lazer, é possível dizer que está em oposição ao trabalho, cuja origem está no termo latino tripaliare, um instrumento de tortura composto por três paus que remete a ideia inicial de sofrimento, de sofrer.

    Direito ao lazer, no ordenamento jurídico brasileiro, está esparso e encontra escopo no texto constitucional e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Na Constituição Brasileira de 1988, é possível observar o termo lazer no artigo 6º, que trata dos direitos sociais, devendo, assim, estar ao acesso de todos indistintamente, uma vez que é indispensável para assegurar a dignidade da pessoa humana. É preciso destacar ainda, no texto constitucional, o artigo 7º, que trata dos direitos dos trabalhadores, no qual estão assegurados, entre outros direitos, o descanso, as férias, a aposentadoria e, também, o lazer.

    O direito ao lazer é uma matéria intrinsecamente ligada ao Direito do Trabalho, pois, com o processo de urbanização, industrialização e a comunicação de massa, elementos herdados da Revolução Industrial, a discussão sobre o lazer e o seu acesso ganham destaque, pois este é essencial para a vida humana. Os direitos culturais, assim como o direito ao lazer, também têm fulcro na dignidade da pessoa humana e são garantidos pela Constituição, explicitamente no artigo 215.

    Os direitos culturais são aqueles afetos às artes, às memórias coletivas e ao fluxo dos saberes. Esses três grandes grupos representam a fruição de diversas formas de manifestação da cultura, plasmada em equipamentos culturais ou em bens patrimoniais materiais ou imateriais.

    Ao fazer a leitura do texto constitucional, é possível inferir alguns princípios, tais como o princípio do pluralismo cultural e o princípio da universalidade. Ambos garantem o pleno acesso aos bens culturais que têm gênese nos diversos povos que compõem o povo brasileiro. É preciso destacar ainda o princípio da participação popular, que garante a participação da comunidade na salvaguarda dos bens culturais e nas políticas encetadas para o setor. 

   Os entes brasileiros têm responsabilidade na promoção da cultura, garantindo o acesso a todos indistintamente. Muitos desses bens estão dispostos em equipamentos culturais que difundem as variadas expressões, tais como bibliotecas, centros culturais, teatros, museus, cinemas e parques. O estabelecimento desses bens culturais, por meio das políticas intersetoriais, favorece uma valorização dos contextos socioculturais de forma ampla, indo ao encontro das perspectivas de áreas como a Educação Física. Nesse contexto, a Educação Física e outras áreas, como a História ou mesmo o Direito, podem figurar nesses equipamentos para intervir e reforçar a ideia de construção coletiva do prazer e alegria nos momentos e ambientes de lazer, com base nas possibilidades sociais e culturais de determinado grupo/região, de forma a propiciar uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos e favorecer a humanização desses seres diante de uma participação cidadã consciente e integrada. [...]

    É possível afirmar que a cultura, em suas várias formas de expressão, é um meio para o lazer e há relações de reciprocidade entre os campos. Os equipamentos culturais presentes em uma cidade podem ser considerados como possibilidades de lazer para seus moradores, pois é uma via onde circulam as artes, as memórias e os saberes. Sendo assim, certamente, também podem ser entendidos como equipamentos de lazer. Dessa forma, pensar em políticas intersetoriais, com agentes de diversas áreas, proporciona um olhar multidisciplinar, garantindo acesso ao lazer e aos bens culturais, assegurando uma formação humana digna e ampla. [...]

    O tempo livre, neste contexto social, aflora no homem a culpa por obtê-lo. Entretanto, para Gaelzer, “o tempo livre é oportunidade; oportunidade é liberdade; liberdade permite eleição, escolha. O valor do tempo livre vai depender do uso que lhe for atribuído”. Assim, carece no homem da sociedade de consumo a consciência diante do seu tempo e de opinar sobre ele, reconhecendo maneiras sadias de saciar suas necessidades de crescimento interior, amadurecimento, sabedoria e felicidade.


Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2021-ago-22/opiniaodireito-lazer-direitos-culturais/. Acesso em: 10 jul. 2025.
Quanto aos usos adequados das vírgulas e suas respectivas funções no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3626965 Português
Assinale a alternativa cuja pontuação está adequada à norma-padrão. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Português |
Q3626539 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os animais minúsculos que estão ajudando a reduzir o aquecimento global



Um animal minúsculo e pouco conhecido, que costuma ser vendido como alimento para aquários, vem protegendo silenciosamente o nosso planeta do aquecimento global ao realizar sua migração.


Uma nova pesquisa mostra que esses "heróis anônimos", chamados de zooplâncton, se alimentam intensamente e engordam na primavera antes de mergulharem centenas de metros nas profundezas do Oceano Antártico, onde queimam gordura.


Isso faz com que eles retenham o carbono que aquece o planeta — o equivalente às emissões anuais de cerca de 55 milhões de carros a gasolina — e impeçam que esse gás continue aquecendo a nossa atmosfera.


É muito mais do que os cientistas imaginavam.


Segundo Guang Yang, autor principal do estudo e membro da Academia Chinesa de Ciências, os resultados são "extraordinários" e nos obrigam a repensar a quantidade de carbono que é armazenada no Oceano Antártico.


"Esses animais são heróis anônimos porque têm um modo de vida muito interessante", afirma a coautora do estudo, Jennifer Freer, do British Antarctic Survey. 


Mas, à medida que os pesquisadores descobrem esse serviço prestado pelo zooplâncton ao nosso planeta, aumentam também as ameaças a esse animal


Animais pouco valorizados 


Em comparação com os animais antárticos mais populares, como a baleia ou o pinguim, o pequeno, mas poderoso zooplâncton passa despercebido e é pouco valorizado.


Se alguém já ouviu falar dele, provavelmente foi como um tipo de alimento para peixes, que pode ser comprado pela internet.


Mas o ciclo da vida deles é estranho e fascinante. Pegue como exemplo os copépodes, um tipo de zooplâncton parente distante dos caranguejos e das lagostas.


Com um tamanho entre 1 e 10 milímetros, eles passam a maior parte da vida dormindo no oceano a 500 metros e 2 quilômetros de profundidade.


Nas imagens feitas com microscópio, é possível ver longas "salsichas" de gordura no interior de seus corpos e bolhas de gordura nas cabeças, explica o professor Daniel Mayor, que os fotografou na Antártida.


Sem esses animais, a atmosfera do nosso planeta seria muito mais quente.


Em escala global, os oceanos têm absorvido 90% do excesso de calor gerado pelo homem em atividades como a queima de combustíveis fósseis. Desse total, o Oceano Antártico é responsável por cerca de 40%, e grande parte se deve ao zooplâncton.


Milhões de dólares estão sendo investidos em todo o mundo para entender exatamente como eles armazenam o carbono.


Os cientistas já sabiam que o zooplâncton contribuía para esse armazenamento em um processo diário no qual resíduos ricos em carbono dos animais afundam nas profundezas do oceano.


Mas ainda não sabiam quantificar o que acontecia quando eles migravam para o Oceano Antártico.


As últimas pesquisas se concentraram nos copépodes, assim como em outros tipos de zooplâncton chamados krill e salpas.


Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese. O zooplâncton transforma essa matéria em gordura.


"A gordura deles é como uma bactéria. Quando passam o inverno nas profundezas do oceano, eles ficam ali e vão queimando lentamente essa gordura — ou carbono", explica Mayor, professor na Universidade de Exeter.


"Isso libera dióxido de carbono. Pela forma como os oceanos funcionam, quando o carbono é levado para grandes profundidades, o CO? leva décadas ou até séculos para voltar à superfície e contribuir para o aquecimento da atmosfera", diz.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx243kplw4po fragmento


"Essas criaturas se alimentam do fitoplâncton da superfície oceânica, que cresce transformando o dióxido de carbono em matéria viva por meio da fotossíntese."

Analise o emprego da vírgula no trecho acima e identifique a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UNEB Órgão: SEC-BA Prova: UNEB - 2025 - SEC-BA - Professor - Biologia |
Q3625464 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O que é o controverso "tratamento de princesa"?


Estamos acostumados a ver cortejos à moda antiga da alta sociedade em séries como Bridgerton, Os Bucaneiros e A Idade Dourada.


Agora, porém, o fascínio por esse cavalheirismo típico das produções de época evoluiu para um novo fenômeno nas redes sociais, especialmente entre a geração Z, que vem ganhando destaque rapidamente: o chamado "tratamento de princesa".


Essa tendência de relacionamento consiste em gestos que evocam um universo digno de contos de fadas, realizados pelos parceiros das mulheres. Entre os exemplos mais recorrentes estão: café na cama, flores toda sexta-feira, manicure bancada pelo companheiro e portas abertas com galanteria — ainda que a lista não se limite a esses.


Nas redes sociais, o "tratamento de princesa" costuma ser contraposto ao que se chama de "mínimo necessário" — ou seja, aquelas expectativas básicas como se comunicar com atenção ou lembrar de datas importantes.


Naturalmente, esse tipo de conteúdo é altamente "clicável": as redes têm transformado gestos íntimos de afeto em exibições públicas cada vez mais frequentes.


Mas até que ponto isso é saudável? Será uma valorização das boas maneiras? Um ideal de relacionamento aspiracional? Uma fantasia inofensiva? Ou um retorno mascarado a um modelo antiquado e exacerbado de papel feminino?


No Instagram, já são quase cento e trinta mil publicações com a hashtag #princesstreatment.


No centro dessa onda está a influenciadora Courtney Palmer, de Utah (EUA), que se autodenomina "princesa dona de casa". Em um vídeo no TikTok — que já acumula 7,6 milhões de visualizações —, ela descreve suas polêmicas expectativas conjugais: "Em um restaurante com meu marido, eu não falo com a recepcionista, não abro a porta nem peço a minha comida".


Críticos mais severos afirmam que esse comportamento se aproxima mais ao de um prisioneiro do que ao de uma princesa.


Emma Beddington, colunista do jornal britânico The Guardian, classificou a tendência como "emética" e "perturbadora". Ainda assim, o "tratamento de princesa" segue repercutindo, principalmente nos Estados Unidos.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05647q9585o.ADAPTADO. 
Entre os exemplos mais recorrentes estão: café na cama, flores toda sexta-feira, manicure bancada pelo companheiro e portas abertas com galanteria — ainda que a lista não se limite a esses.

Assinale a alternativa correta quanto ao uso dos dois-pontos e do travessão na frase.
Alternativas
Q3624638 Português
        Comumente, inteligência artificial (IA) é relacionada com a imagem de robôs que pensam e agem como humanos, numa analogia às cenas clássicas dos filmes de ficção científica. Porém, mesmo com muitos avanços no desenvolvimento de “substitutos” para os humanos, diversas outras formas de IA bem mais discretas já fazem parte da rotina de pessoas por todo o mundo.

        A IA se caracteriza por sistemas de machine learning, que, em uma explicação simples, são algoritmos treinados a partir de uma grande base de dados. Exemplos desses algoritmos no cotidiano são os sistemas de busca, que consideram o histórico de preferências do usuário para oferecer melhores resultados em aplicativos que calculam rotas e que são capazes de sugerir o melhor caminho de volta para casa em um dia de trânsito complicado. Toda vez que você tem a impressão de que a máquina leu seus pensamentos ou antecipou uma necessidade sua, você provavelmente está diante de um sistema de IA.

        A advogada Thays Joana Tumelero, especialista em proteção de dados e privacidade, explica que atualmente o Poder Judiciário brasileiro utiliza recursos de inteligência artificial para fins mais simples, como a leitura de documentos e a classificação de processos. Isso evita o trabalho repetitivo de dezenas ou centenas de servidores, mas representa apenas parte do que as máquinas são capazes de fazer. No sistema elaborado pelo STJ, por exemplo, os algoritmos verificam o assunto e classificam os processos que entram no tribunal, agilizando a fase de distribuição.

         Sistemas de inteligência artificial que extrapolam a simples promoção de agilidade na tramitação de processos já têm sido questionados, do ponto de vista legal e também ético, em diversas partes do mundo. Isso porque, se os algoritmos são capazes de ler processos e sugerir classificações e procedimentos, eles também podem ser usados para estudar padrões de decisão dos magistrados e apontar tendências em ações específicas.

         Tumelero também acredita que a transformação digital é um movimento inevitável nas organizações. Mas, ao contrário das previsões apocalípticas que apontam uma total substituição do trabalho dos operadores do direito pela mão de obra de robôs, Thays aposta em um cenário no qual homem e máquina se complementam: “Nenhuma solução tecnológica vem com criatividade, sensibilidade e ética. Esses são elementos comuns aos operadores do direito que a inteligência artificial não é capaz de substituir”, conclui.

Internet:<www.esmesc.com.br>  (com adaptações).

Julgue o item que se segue, com base nas ideias, nos aspectos linguísticos e no vocabulário do texto precedente.


O emprego de vírgula logo após a conjunção “mas” (segundo período do terceiro parágrafo) prejudicaria a correção gramatical do texto.  

Alternativas
Q3622964 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores

Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.

Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.

O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.

Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.

A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.  

O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação.

A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.

Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.

O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.

A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP-1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.

A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.

Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.

Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.

O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o.

Na passagem (adaptada):



"O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese (de prorrogação da patente)." (3º parágrafo), o parêntese cumpre a função de:

 

Alternativas
Q3622647 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

TEXTO II

Chocolate faz bem para a saúde?

Quando o assunto é chocolate, até conhecer um pouco de sua história e alguns de seus efeitos em nosso organismo é divertido. Mas o que para alguns é um prazer incontrolável, para outros se constitui em uma tentação, principalmente para os que querem emagrecer.

A árvore que dá origem ao cacau é o cacaueiro que tem como nome científico Theobroma cacau, cujo nome Theobroma significa bebida dos deuses. O cacaueiro é uma árvore nativa da América Central e do Sul, que necessita de condições especiais para produzir. Só para exemplificar, as árvores produtoras de cacau são muito sensíveis às variações climáticas e principalmente às doenças. Sua altura não costuma ultrapassar os 10 metros e caso as condições sejam favoráveis, em apenas 5 anos se inicia sua produção, podendo viver até quase 50 anos. A polinização de suas flores é realizada por morcegos!

O Brasil já foi um dos grandes produtores mundiais de cacau, contribuindo na época com mais de 30% da produção mundial. Entretanto, problemas relacionados aos custos de produção local e à falta de organização dos produtores cacaueiros, contribuíram para a retração desse setor produtivo, representando hoje apenas 4% da produção mundial.

A história do cacau é muito antiga, visto que povos pré-colombianos já utilizavam suas sementes para fazer uma bebida usada em rituais religiosos e alguns a empregavam como moeda. Cristovão Colombo, em uma de suas várias incursões pelo continente, foi o primeiro europeu a tomar conhecimento do chocolate, mas o sucesso do chocolate na Europa só veio a ocorrer em anos posteriores. Inicialmente, a bebida, por ser amarga e oleosa, não era adequada ao gosto europeu, somente com a substituição de alguns produtos, como a pimenta pelo açúcar, por exemplo, foi que se permitiu uma maior aceitação da bebida."

Com a popularidade, logo outros países europeus começaram a produzir o cacau em suas colônias, contribuindo para a diminuição dos preços, que eram altíssimos! Desta forma, a bebida que antes era exclusiva dos reis e pessoas afortunadas, aos poucos foi se popularizando. A substituição da água por leite também contribuiu significativamente para melhorar ainda mais o sabor da bebida. A partir do aumento do consumo e do desenvolvimento de novas e modernas técnicas de produção e processamento, o chocolate passou a ser consumido em tabletes e evoluiu até a forma que conhecemos atualmente.

Em relação aos efeitos do chocolate em nosso organismo, não existem estudos conclusivos sobre como as substâncias presentes neste alimento agem em nosso sistema nervoso, entretanto, alguns estudos já realizados conseguiram desmistificar a ideia que o chocolate estaria relacionado ao aparecimento da acne e de inflamações cutâneas. Assim, o grande problema em relação ao consumo do chocolate se refere ao excesso de gordura hidrogenada acrescentada durante sua fabricação, que é prejudicial.


Fabricio Alves Ferreira
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/chocolate.htm
Leia o trecho:

“...Mas o que para alguns é um prazer incontrolável, para outros se constitui em uma tentação, principalmente para os que querem emagrecer.”

Quanto ao uso das vírgulas no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3622605 Português
Texto 1

No Brasil, algumas pessoas e grupos sociais que dominam a norma-padrão da língua consideram todas as outras variantes linguísticas como formas impuras e corrompidas de nosso idioma. Veja, por exemplo, o ponto de vista de Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras:

[…] pode-se registrar o fato, facilmente comprovável, de que nunca se escreveu e falou tão mal o idioma de Ruy Barbosa. […] A classe dita culta mostra-se displicente em relação à língua nacional e, assim, a indigência vocabular tomou conta da juventude e dos não tão jovens assim, quase como que aqueles se orgulhassem de sua própria ignorância e estes quisessem voltar atrás no tempo.

(Folha de São Paulo)


Texto 2

[…] não há Português certo ou errado: todas as variedades são igualmente eficazes em termos comunicacionais nas situações em que são de uso esperado e apropriado. O que há na verdade são modalidades de prestígio e modalidades desprestigiadas em função do grupo social que as utiliza.

(Luiz Carlos Travaglia)
Sobre o uso da vírgula nos textos 1 e 2, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
1161: C
1162: C
1163: C
1164: B
1165: C
1166: B
1167: B
1168: C
1169: B
1170: A
1171: B
1172: A
1173: E
1174: A
1175: C
1176: A
1177: C
1178: A
1179: A
1180: A