Questões de Concurso
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TEXTO 1 – PARA QUE SERVE A FEBRE
Ana Lúcia Azevedo – revista O Globo, n. 123
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos EUA, afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo com camundongos, eles viram que quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
A frase abaixo que mostra uma pontuação INADEQUADA, num texto objetivo, é:
seus domínios, nesses lugares, na tradição da maioria das
nossas tribos, de cada um de nossos povos, é que está
4 fundado um registro, uma memória da criação do mundo.
Nesse lugar, que hoje o cientista, talvez o ecologista, chama
de habitat, não está um sítio, não está uma cidade nem um
7 país. É um lugar onde a alma de cada povo, o espírito de um
povo encontra sua resposta, resposta verdadeira. De onde sai
e volta, atualizando tudo, o sentido da tradição, o suporte da
10 vida mesma. O sentido da vida corporal, da indumentária, da
coreografia das danças, dos cantos.
Ailton Krenak. In: Adauto Novaes (Org.). Tempo e história, p. 201 (com adaptações).
Preserva-se o sentido original de adição, como aparece no texto, ao se substituir pela conjunção e a vírgula depois de
Muitos termos do texto aparecem entre aspas; assinale a correspondência correta entre emprego das aspas e a justificativa do seu emprego, segundo informações de gramáticas de língua portuguesa:
A pontuação está inteiramente adequada na frase:

Abram Szajman. O Globo, 26/11/2006 (com adaptações)
Em relação ao texto acima, assinale a opção correta.

Mariana Albanese. Op. cit., p. 19 e 23.
Em relação ao texto acima, assinale a opção incorreta.

Luiz Guilherme Schymura. Folha de S.Paulo, 1.º/12/2006 (com adaptações)
Assinale a opção incorreta acerca do texto acima.

Paulo Guedes. O Globo, 27/11/2006, p. 7 (com adaptações).
Em relação ao texto acima, julgue os itens subseqüentes.
I Pelos sentidos do texto, Adam Smith, Karl Marx e John Maynard Keynes foram contemporâneos de Milton Friedman. II O texto informa que Keynes recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1976. III Friedman esclareceu a diferença entre ciência econômica e economia política. IV O emprego da vírgula após “segunda” (ℓ.11) justifica-se pela elipse da repetição da expressão “seria formada” (ℓ.10).
A quantidade de itens certos é igual a

Idem, ibidem
Em relação ao texto acima, assinale a opção incorreta
Itens adaptados de Internet: <www.noticiaspetrobras.com.br>.
O valor do investimento chega à 65 milhões em mídia e patrocínio direto, além de R$ 5,8 milhões em dois anos para a Confederação Brasileira de Handebol.
Internet: <www2.petrobras.com.br>.
Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
As vírgulas logo após “PETROBRAS” (ℓ.2) e “Estrella” (ℓ.3) isolam aposto.
Nas formas de vida coletiva podem assinalar-se dois princípios que se combatem de morte e regulam diversamente as atividades dos homens. Esses dois princípios encarnam-se nos tipos do aventureiro e do trabalhador. Já nas sociedades rudimentares manifestam-se eles, segundo sua predominância, na distinção fundamental entre os povos caçadores ou coletores e os povos lavradores. Para uns, o objeto final, a mira de todo esforço, o ponto de chegada, assume relevância tão capital, que chega a dispensar, por secundários, quase supérfluos, todos os processos intermediários. Seu ideal será colher o fruto sem plantar a árvore.
Esse tipo humano ignora as fronteiras. No mundo tudo se apresenta a ele em generosa amplitude e onde quer que se erija um obstáculo a seus propósitos ambiciosos, sabe transformar esse obstáculo em trampolim. Vive dos espaços ilimitados, dos projetos vastos, dos horizontes distantes.
O trabalhador, ao contrário, é aquele que enxerga primeiro a dificuldade a vencer, não o triunfo a alcançar. O esforço lento, pouco compensador e persistente que, no entanto, mede todas as possibilidades de esperdício e sabe tirar o máximo proveito do insignificante, tem sentido bem nítido para ele. Seu campo visual é naturalmente restrito. A parte maior que o todo.
Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro − audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem −, tudo, enfim, quanto se relacione com a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo.
Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros; as energias que visam estabilidade, paz, segurança pessoal e os esforços sem perspectiva de rápido proveito material passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho do que o ideal do trabalhador.
Entre esses dois tipos não há, em verdade, tanto uma oposição absoluta como uma incompreensão radical. Ambos participam, em maior ou menor grau, de múltiplas combinações e é claro que, em estado puro, nem o aventureiro, nem o trabalhador, possuem existência real fora do mundo das idéias. Mas também não há dúvida que os dois conceitos nos ajudam a situar e a melhor ordenar nosso conhecimento dos homens e dos conjuntos sociais. E é precisamente nessa extensão superindividual que eles assumem importância inestimável para o estudo da formação e evolução das sociedades.
Na obra da conquista e da colonização dos novos mundos coube ao espírito do trabalho, no sentido aqui compreendido, papel muito limitado, quase nulo. A época predispunha aos gestos e façanhas audaciosos, galardoando bem os homens de grandes vôos. E não foi fortuita a circunstância de se terem encontrado neste continente, empenhadas nessa obra, principalmente as nações onde o tipo do trabalhador, tal como acaba de ser discriminado, encontrou ambiente menos propício.
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil. 2ª ed. Rio de
Janeiro: José Olympio, 1948, p. 36-39)
− audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem − (4°parágrafo)
Os travessões isolam, considerando-se o contexto,

A respeito desse texto, julgue o item subseqüente.
As vírgulas empregadas nas linhas 16 e 17 têm justificativas
diversas.
A respeito desse texto, julgue o item subseqüente.
O emprego de vírgula após “evolução” (l.10) justifica-se por
isolar oração de natureza explicativa.

Com base no texto acima, julgue o próximo item.
O emprego da vírgula após “Amazônia” (l.2) justifica-se por
isolar oração coordenada conclusiva.
