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Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.734 questões

Q3784598 Português
O texto constitui um conjunto harmônico de elementos articulados por processos de coordenação ou subordinação. A união de períodos dá origem aos parágrafos; estes, por sua vez, interligam-se para formar o produto final, isto é, o texto.
Nesse processo, determinados recursos garantem a inteligibilidade do texto, assegurando que suas partes se relacionem de maneira adequada. Quando essas ligações não são estabelecidas de forma eficiente, o sentido lógico do texto fica comprometido.
Com base nisso e nos conhecimentos acerca dos recursos de coesão e coerência, julgue as afirmativas a seguir:
I.Um texto coerente pressupõe a ausência de contradições, evitando que o leitor seja conduzido a interpretações equivocadas. Para garantir a clareza textual, o autor deve adotar certos cuidados, entre os quais se destaca a necessidade de evitar construções suscetíveis de gerar múltiplas interpretações. Um exemplo disso é a frase 'Carolina, funcionária pública, pediu a Marcos para sair antes do horário', enunciado que pode gerar interpretação dúbia.
II.A pontuação desempenha papel fundamental na escrita, pois organiza as ideias, regula o ritmo da leitura, substitui elementos da oralidade — como entonação e gestos — e assegura a clareza e o sentido de frases e textos. A vírgula, por exemplo, é um sinal de pontuação que pode, em certos contextos, ser acrescentado ao enunciado sem alterar o sentido, apenas tornando a frase mais fluida, como se observa nos exemplos a seguir: 'A professora agitada corria pelo corredor da escola'. 'A professora, agitada, corria pelo corredor da escola'.
III.Os pronomes demonstrativos figuram entre os principais conectores da língua portuguesa, pois estabelecem relações entre termos no tempo, no espaço e no próprio texto. O exemplo a seguir ilustra o uso adequado desse tipo de conector:
O professor e o aluno estavam felizes. Aquele por ter passado no concurso, este por ter ganhado a olimpíada de matemática.
IV.O paralelismo é um recurso associado à coordenação de segmentos que apresentam valores sintáticos equivalentes, conteúdos semânticos semelhantes e estruturas gramaticais paralelas. O emprego adequado desse recurso pode ser observado no enunciado: 'A professora pediu para a aluna ir à biblioteca e que, na volta, passasse na sala dos professores'.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3784331 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Morado

Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.

Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.

Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.

Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.

Texto Adaptado

SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando a pontuação empregada no trecho "Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3784054 Português

Texto para responder a questão.



João Paulo Bem‑te‑vi


    Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente, feito passarinho.


    O que acontece depois, bem… As versões variam. Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro sempre vem...


Internet: (com adaptações).

A vírgula empregada no trecho “Outros, que o João Paulo Bem-te-vi pode ser qualquer um de nós,” possui valor vicário. Isso significa, nesse contexto, que ela substitui um
Alternativas
Q3783975 Português

Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia

 

A cidade de Turim, no norte da Itália, ganhou no último mês de junho um museu dedicado ao chocolate e à gianduia. O Choco Story Turim ocupa a antiga oficina da loja Pfatisch, uma das mais famosas do país e que ajudou a difundir e a elevar o chocolate pela região.

A loja continua em funcionamento e oferece barras, pastas, bombons e chocolates como o gianduiotto, típico de Turim. Já o museu possui mais de 700 objetos, entre ferramentas de processamento de açúcar, xícaras e embalagens de chocolateiros piemonteses.

O tour foca nas origens do cultivo do cacau e nas primeiras receitas dos maias e dos astecas, assim como explora a importação para a Europa e o nascimento da tradição chocolateira em Turim e na região do Piemonte.

Os visitantes são levados primeiramente a uma sala dedicada à descoberta e ao desenvolvimento do cultivo de cacau. A jornada do ingrediente até a Europa também está documentada, assim como um globo interativo conta a evolução do mercado global de chocolate, as variedades existentes de cacau e seus países de origem.

A ligação do chocolate com Turim também é destaque em uma sala que remete à família Savoy, que o estimulou na região já no século 16. Outra sala é dedicada ao gianduiotto, um dos primeiros chocolates embrulhados que se tem notícia e típico de Turim.

Um antigo maquinário para a produção de chocolate usado desde 1921 também pode ser visto e funciona até hoje. Por fim, visitantes podem acompanhar o trabalho de mestres chocolateiros por trás de janelas de vidro. Instalações, jogos multimídia educativos e filmes que contam a história do chocolate na região completam os atrativos.

A entrada para o museu sai por 12 € (cerca de R$ 70) para adultos. Pessoas com mais de 65 anos pagam 10 € (R$ 60) e crianças entre 3 e 11 anos pagam 7 € (R$ 40). Esta é a primeira unidade da Choco Story na Itália. A rede de museus focados em chocolate tem 12 filiais espalhadas pela Bélgica, França, República Tcheca, Líbano e México.

 

Fonte: Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia | CNN Brasil V&G 01)

Assinale a alternativa que apresente a justificativa adequada para o uso das duas primeiras vírgulas no período: A loja continua em funcionamento e oferece barras, pastas, bombons e chocolates como o gianduiotto, típico de Turim. 
Alternativas
Q3782724 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma caixa de madeira


Era uma caixa de madeira rústica, construída pelo meu avô, com dobradiças improvisadas e uma tampa presa por um prego torto. Para mim, era uma obra-prima, talvez pela idade ou pelo brilho do verniz que guardava tudo aquilo que eu desejava para a minha vida. Dentro dela havia divisões simples, também envernizadas, que pareciam esconder pequenas aventuras.

Os compartimentos guardavam anzóis de vários tipos, chumbadas, linhas de náilon e até uma linha de cobre que eu nem sabia identificar, mas considerava especial. Naquelas peças eu via um arsenal capaz de resolver qualquer problema de pescaria, sobretudo quando manejado pelas mãos hábeis do meu avô. A caixa era, para mim, um universo inteiro.

Sempre que ele chegava em casa, colocava a caixa ao alcance dos meus olhos, anunciando horas de descobertas, cheiros de mato e pés molhados de rio. Mas um dia meu avô deixou de aparecer. Foi levado para Porto Alegre e, quando voltou, já não trazia sua caixa. Lembro-me da última vez em que o vi, imóvel, dentro de outra caixa, grande, envernizada, com o mesmo cheiro de mato que o acompanhava.

O Chevette ficou parado, coberto de poeira, até que um dia abri o porta-malas escondido. Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas. Observei cada detalhe, sem tocar em nada, porque tudo ali ainda era dele. Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse, eu também construiria uma caixa igual para guardar minha própria vida.


Texto Adaptado

ROSSONI, Emir. Era uma caixa de madeira. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
No trecho "Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas.", os sinais de pontuação cumprem funções distintas no processo de construção do sentido. A esse respeito, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3782005 Português

Texto 1


Leia com atenção a canção abaixo de autoria de Chico César e responda à questão a seguir:

 

Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim

 

Deus me proteja de mim

E da maldade de gente boa

Da bondade da pessoa ruim

Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim

 

Caminho se conhece andando

Então vez em quando é bom se perder

Perdido fica perguntando

Vai só procurando

E acha sem saber

 

Perigo é se encontrar perdido

Deixar sem ter sido

Não olhar, não ver

Bom mesmo é ter sexto sentido

Sair distraído, espalhar bem-querer

 

CÉSAR, Chico. Deus me proteja de mim. Disponível em: https://www. letras.mus.br/chico-cesar/1281067/. Acessado em: 28/10/2025.

Em “Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim”, a vírgula indica:
Alternativas
Q3781881 Português
Leia o excerto do conto de Conceição Evaristo para responder a questão:

        A morte brinca com balas nos dedos gatilhos dos meninos. Dorvi se lembrou do combinado, o juramento feito em voz uníssona, gritado sob o pipocar dos tiros:

        — A gente combinamos de não morrer!

        Limpou os olhos. Lágrimas apontavam diversos sentimentos. A fumaça que subia do monturo de lixo ao lado justificava qualquer gota ou rio-mar que surgisse e rolasse pela face abaixo. Era a fumaça, desculpou-se consigo mesmo e cantarolou mordiscando a dor, a canção do Seixas: “Quem não tem colírio usa óculos escuros.”

        A morte incendeia a vida, como se essa estopa fosse. Molambos erigem fumaça no ar. Na lixeira, corpos são incinerados. A vida é capim, mato, lixo, é pele e cabelo. É e não é. Na televisão deu:

        — Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo!

(Conceição Evaristo, “A gente combinamos de não morrer”. Olhos d’água, 2016)
Considere as frases:
— A gente combinamos de não morrer! (2o parágrafo)
— Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo! (4° parágrafo) A habilidade BNCC EF69LP47 prevê “Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, [...] os efeitos de sentido decorrentes [...] do uso de pontuação expressiva...”. Com base nesse conhecimento, conclui­ -se corretamente que, nas frases transcritas, o uso do ponto de exclamação sinaliza, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3780784 Português

Leia o texto a seguir para responder a questão:


O coreto


        E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe concernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo.


        Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com certos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele.


        A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas.


        Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos acontecimentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presidente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê-los em triunfo.


        Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo.


(Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias. Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)

A vírgula foi acrescentada ao trecho do 3° parágrafo em conformidade com a norma-padrão de pontuação em:
Alternativas
Q3779731 Português
Assinale a frase abaixo em que é gramaticalmente inadequado o emprego de aspas
Alternativas
Q3778920 Português
        Nunca gostei da casca do pão

        
         Nunca gostei da casca do pão. Sempre sinto um gosto mais amargo e a textura não me agrada tanto como o miolo molinho e quentinho de um pão caseiro quem recém saiu do forno.

         Essa minha rejeição das cascas começou ainda na infância. Lembro bem quando tentava negacear e tirar a parte de cima, mas minha mãe não costuma permitir. O pão com nata e chimia vinha sempre acompanhado da casca.

         A estratégia que eu adotava era começar comendo o que eu menos gostava. Começava, justamente, pela borda superior da fatia onde a massa do pão ficou em contato com o ar quente do forno. Depois seguia com mordidas geométricas até finalizar as quatro linhas. Restava então o que eu tinha interesse: o miolo do pão.

         Ao passar dos anos o pão também se transformou. Na minha casa já não era tão habitual ter pão caseiro saindo do forno dia sim, dia não. Aquele pão de forma industrializado chegava na minha casa com a missão de alimentar um adolescente que sempre tinha fome de sanduíche.

         Mas a casca, dessa vez uniformemente ruim nas quatro bordas da fatia, me fazia cortar as laterais antes de botar o sanduba na torradeira. Demorou alguns anos até eu me dar conta do baita desperdício que aquilo ali representava. Foi coincidentemente bem quando passei a comprar meu próprio pão. O bolso ensina tanto!

         Adotei então outras estratégias: que tal tentar o cacetinho? Aquela crocância da casca, para mim, é bem melhor que o gosto amargo da casca de um pão caseiro. Mas o gosto do miolo... Ah, nem se compara! Foi quando eu, que gosto muito de cozinhar, entendi que poderia usar as cascas do pão para fazer outras receitas. E nem estou falando apenas da farinha de rosca, mas das várias possibilidades que surgem com esses pedaços de pão que depois de ainda mais tostados (dessa vez com um fio de azeite) podem ser bem gostosos.

         Tenho aproveitado tanto o miolo do pão com o recheio que eu prefiro e com a parte que gosto verdadeiramente. O restante não vira mais desperdício e nem é resquício da birra de criança mimada ou de um adulto mal-educado.

         Esses dias atrás ao comer uma dessas fatias de pão com nata que eu tanto gosto, me dei conta de quantas coisas na minha vida também eram ou ainda são cascas de pão.

        Ache uma serventia para as suas “cascas de pão” e não permita ter que engolir algo no seco por obrigação.


Autor: Marco Matos - GZH (adaptado). 
No trecho do texto “Ah, nem se compara!”, o sinal de pontuação empregado ao final da frase é denominado ______ e indica, nesse contexto, expressão de intensidade ou emoção.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Alternativas
Q3778411 Português
Assinale a alternativa que apresenta todos os elementos da pontuação de acordo com a normapadrão.
Alternativas
Q3777997 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)

O motivo que justifica o emprego de vírgula na passagem do 1º parágrafo “A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo...” também se aplica ao seu emprego em:
Alternativas
Q3777770 Português
No tocante ao emprego da vírgula, assinale a frase que apresenta erro
Alternativas
Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2025 - TJ-SP - Contador Judiciário |
Q3777322 Português
Choque de realidade na Polônia

A madrugada de 10 de setembro passado foi um divisor de águas: 19 drones russos penetraram o espaço aéreo da Polônia, membro da Otan, obrigando caças poloneses e holandeses a abatê-los. Foi a primeira vez desde 1949 que aeronaves da aliança confrontaram armamentos russos em território aliado. O premiê polonês, Donald Tusk, alertou: “Foi o momento mais próximo de um conflito aberto desde a 2a Guerra Mundial”. O gesto deixou claro o que está em jogo: a credibilidade da defesa coletiva no coração da ordem euro-atlântica.


Moscou acusou Varsóvia de disseminar “mitos”. Mas a escala, a origem e o momento – às vésperas do exercício Zapad, na Bielorrússia, que tradicionalmente ensaia cenários de guerra contra a Otan – não deixam dúvidas: foi uma operação de sondagem. Vladimir Putin buscou testar tempo de resposta, interoperabilidade e nervos políticos da aliança, a fim de expor velhas fissuras e, sobretudo, abrir novas. A estratégia é antiga, mas eficaz: avançar por meio de provocações ambíguas, negar responsabilidade e colher inteligência e dividendos psicológicos.



A resposta não pode ser tímida nem só verbal. É preciso combinar três dimensões. Primeiro, defesa ativa: interceptar sistematicamente qualquer incursão, reforçar o policiamento aéreo e deslocar barreiras antiaéreas para o leste. Segundo, apoio ampliado à Ucrânia: negar à Rússia os “santuários” de onde partem ataques implica fornecer a Kiev arsenais de longo alcance, inteligência e meios industriais para atingir fábricas de drones e mísseis no território russo. Terceiro, clareza estratégica: a Otan precisa provar que não tolerará a criação de uma nova “zona cinzenta” em seu firmamento, riscando linhas vermelhas – ao invés de diluí-las.


A investida na Polônia foi o ensaio de um desafio maior à segurança europeia e ao sistema internacional. O episódio serve de alerta a líderes europeus que continuam a tratar suas obrigações de defesa com tibieza, ao contrário da Polônia, que leva a ameaça russa a sério. A diretora de Relações Exteriores da União Europeia enunciou a verdade da qual muitos se esquivam: “A guerra da Rússia está escalando, não acabando”.


A lição é tão antiga quanto a guerra: fraqueza é um convite à agressão. Reagir com firmeza já não é escalar, é dissuadir. Armar a Ucrânia e fortalecer a integridade da Otan são a única forma de evitar que a Rússia transforme provocações em rotina, e rotinas, em guerra aberta. O teste foi feito. A hora da verdade chegou.

(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 12.09.2025. Adaptado)
No 3º parágrafo do texto, o sinal de dois-pontos é empregado três vezes para introduzir
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Q3777197 Português
Observe o seguinte diálogo:
- O que você quer comer no almoço?
- Sei lá!
- Que tal...
- Ah, já sei: camarão à milanesa.
- Tá bom!
Para dar verossimilhança ao diálogo acima, a estratégia que NÃO foi empregada no texto, é 
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Q3776641 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

No trecho “Meu ponto, porém, é que essa 'pessoalidade', por assim dizer, é tão legítima quanto a 'mágica' de um ilusionista” (4º parágrafo), o uso das vírgulas em torno da expressão “por assim dizer” tem a função de:
Alternativas
Q3776072 Português

"Homens também têm câncer de próstata, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão e ansiedade".


(Autora: Bruna Gayoso)

As vírgulas presentes no texto:
Alternativas
Q3775882 Português

Texto 1


Leia com atenção a tradução feita por Paloma Vidal do poema de Tamara Kamenszain no livro O eco da minha mãe:


Não posso narrar.

Que pretérito me serviria

se minha mãe já não me tece?


Desencaminhada então eu me detenho

ante um estado de coisas presente demais:

ser a descuidada que cuida dela

enquanto outros a descuidam por mim.


São pessoas que me sobram

e a gramática se torna um escândalo

quando ela que esqueceu as palavras

adianta seu bebê furioso

a fim de dizer tudo

mesmo que nada se entenda.


KAMENSZAIN, Tamara. O gueto / O eco da minha mãe. Tradução de Paloma Vidal e Carlito Azevedo. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012. p. 77.

Considere os versos do poema apresentado no texto 1 e assinale a alternativa em que a pontuação empregada segue a Norma Culta Padrão e não altera o sentido original do enunciado.
Alternativas
Q3775717 Português
(--------------) 

Natália Beauty 


    Cada vez que uma criança cresce sem sequer o incentivo de abrir um livro, cometemos uma negligência intelectual grave. A formação de leitores não é detalhe de política pública: é o alicerce de qualquer nação que deseja pensar por conta própria. No entanto, no mundo digital de hoje, parece mais fácil aceitar memes rasos, vídeos curtos e feeds infinitos do que exigir que mentes jovens sejam alimentadas por literatura, imaginação e pensamento crítico. É a cultura do fast food mental, e estamos servindo porções generosas.

    A leitura nunca foi mero passatempo. Ela molda o cérebro, fortalece sinapses, amplia vocabulário, constrói empatia, estrutura pensamento abstrato e disciplina a reflexão. Um adolescente que lê aprende a adiar a gratificação imediata para imaginar futuros possíveis. Quem não lê, em contrapartida, ergue muros internos, se torna refém do óbvio e presa fácil da manipulação.

    Sabemos que a leitura desde a infância é um escudo contra a manipulação. Crianças alfabetizadas em histórias, poesia e imaginação se tornam adultos mais críticos e menos suscetíveis à histeria das redes. Mas quem está garantindo esse direito? Onde estão as bibliotecas escolares dignas desse nome? Quantas escolas têm professores com tempo e formação para ensinar amor aos livros, e não apenas "resumo para a prova"?

    A verdade é dura e o fracasso é institucional. Orçamentos minguados, currículos burocráticos e salários indignos tornam a literatura um luxo dentro da sala de aula. A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.

    Do lado de casa, a responsabilidade também é nossa. Muitos pais entregam tablets antes de oferecer livros e ainda culpam a "falta de interesse" dos filhos. Mas desinteresse não nasce do acaso, ele é cultivado quando a leitura não foi um gesto de afeto. Criança que vê o livro como castigo aprende a rejeitálo. A escola que trata literatura como obrigação mata o prazer que poderia salvar gerações.

     Nem tecnologia é desculpa. E-books e audiobooks são aliados, mas não substituem o ritual de folhear, reler, pausar, refletir. O cheiro do papel, o peso do livro, o silêncio da leitura, tudo isso constrói presença mental. Leitura digital sem profundidade vira rolagem automática, não experiência cognitiva.

    Se quisermos reverter esse cenário, precisamos de um pacto nacional pela leitura. Gestores públicos devem criar leis que garantam verba mínima para bibliotecas municipais, rankings de leitura por cidade, bibliotecas móveis e parcerias com editoras para baratear o acesso. Empresas podem promover clubes de leitura, incentivar funcionários e comunidades. Cada cidadão pode doar livros, ler para uma criança, criar acervos comunitários. Pequenos gestos geram grandes resistências.

    Uma sociedade que não lê entrega sua opinião a quem grita mais alto e seu destino a quem manipula. Se queremos líderes que pensem, precisamos formar leitores que questionem. Leitura não é privilégio, é sobrevivência democrática.

    Sem livros, o pensamento murcha. Sem leitores, a nação adoece. Cultivar leitores é plantar pensadores e essa, talvez, seja a única rebelião que ainda vale a pena.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/natalia-beauty/2025/10/ler-e-resistencia-e-precisamos-ensinar-isso-desde-cedo.shtml Acesso: 14 out. 2025 (Adaptado) 
Em: “A ausência de política de leitura revela prioridades: o espetáculo vale mais que o pensamento.”, a função dos dois pontos é introduzir 
Alternativas
Q3774630 Português

Leia o texto para responder à questão.


Inovação “made in China”


    A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


    Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51º lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


    A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


    Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


    O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


    Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


    Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


    A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)

O motivo que justifica o emprego de vírgula na passagem do 1o parágrafo “A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo...” também se aplica ao seu emprego em:
Alternativas
Respostas
1001: A
1002: A
1003: D
1004: C
1005: C
1006: E
1007: B
1008: B
1009: D
1010: C
1011: A
1012: E
1013: D
1014: D
1015: D
1016: C
1017: A
1018: E
1019: D
1020: D