Questões de Concurso
Comentadas sobre pontuação em português
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Nesse processo, determinados recursos garantem a inteligibilidade do texto, assegurando que suas partes se relacionem de maneira adequada. Quando essas ligações não são estabelecidas de forma eficiente, o sentido lógico do texto fica comprometido.
Com base nisso e nos conhecimentos acerca dos recursos de coesão e coerência, julgue as afirmativas a seguir:
I.Um texto coerente pressupõe a ausência de contradições, evitando que o leitor seja conduzido a interpretações equivocadas. Para garantir a clareza textual, o autor deve adotar certos cuidados, entre os quais se destaca a necessidade de evitar construções suscetíveis de gerar múltiplas interpretações. Um exemplo disso é a frase 'Carolina, funcionária pública, pediu a Marcos para sair antes do horário', enunciado que pode gerar interpretação dúbia.
II.A pontuação desempenha papel fundamental na escrita, pois organiza as ideias, regula o ritmo da leitura, substitui elementos da oralidade — como entonação e gestos — e assegura a clareza e o sentido de frases e textos. A vírgula, por exemplo, é um sinal de pontuação que pode, em certos contextos, ser acrescentado ao enunciado sem alterar o sentido, apenas tornando a frase mais fluida, como se observa nos exemplos a seguir: 'A professora agitada corria pelo corredor da escola'. 'A professora, agitada, corria pelo corredor da escola'.
III.Os pronomes demonstrativos figuram entre os principais conectores da língua portuguesa, pois estabelecem relações entre termos no tempo, no espaço e no próprio texto. O exemplo a seguir ilustra o uso adequado desse tipo de conector:
O professor e o aluno estavam felizes. Aquele por ter passado no concurso, este por ter ganhado a olimpíada de matemática.
IV.O paralelismo é um recurso associado à coordenação de segmentos que apresentam valores sintáticos equivalentes, conteúdos semânticos semelhantes e estruturas gramaticais paralelas. O emprego adequado desse recurso pode ser observado no enunciado: 'A professora pediu para a aluna ir à biblioteca e que, na volta, passasse na sala dos professores'.
É correto o que se afirma em:
Texto para responder a questão.
João Paulo Bem‑te‑vi
Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente, feito passarinho.
O que acontece depois, bem… As versões variam. Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro sempre vem...
Internet:
Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia
A cidade de Turim, no norte da Itália, ganhou no último mês de junho um museu dedicado ao chocolate e à gianduia. O Choco Story Turim ocupa a antiga oficina da loja Pfatisch, uma das mais famosas do país e que ajudou a difundir e a elevar o chocolate pela região.
A loja continua em funcionamento e oferece barras, pastas, bombons e chocolates como o gianduiotto, típico de Turim. Já o museu possui mais de 700 objetos, entre ferramentas de processamento de açúcar, xícaras e embalagens de chocolateiros piemonteses.
O tour foca nas origens do cultivo do cacau e nas primeiras receitas dos maias e dos astecas, assim como explora a importação para a Europa e o nascimento da tradição chocolateira em Turim e na região do Piemonte.
Os visitantes são levados primeiramente a uma sala dedicada à descoberta e ao desenvolvimento do cultivo de cacau. A jornada do ingrediente até a Europa também está documentada, assim como um globo interativo conta a evolução do mercado global de chocolate, as variedades existentes de cacau e seus países de origem.
A ligação do chocolate com Turim também é destaque em uma sala que remete à família Savoy, que o estimulou na região já no século 16. Outra sala é dedicada ao gianduiotto, um dos primeiros chocolates embrulhados que se tem notícia e típico de Turim.
Um antigo maquinário para a produção de chocolate usado desde 1921 também pode ser visto e funciona até hoje. Por fim, visitantes podem acompanhar o trabalho de mestres chocolateiros por trás de janelas de vidro. Instalações, jogos multimídia educativos e filmes que contam a história do chocolate na região completam os atrativos.
A entrada para o museu sai por 12 € (cerca de R$ 70) para adultos. Pessoas com mais de 65 anos pagam 10 € (R$ 60) e crianças entre 3 e 11 anos pagam 7 € (R$ 40). Esta é a primeira unidade da Choco Story na Itália. A rede de museus focados em chocolate tem 12 filiais espalhadas pela Bélgica, França, República Tcheca, Líbano e México.
Fonte: Turim, no norte da Itália, ganha museu do chocolate e da gianduia | CNN Brasil V&G 01)
Texto 1
Leia com atenção a canção abaixo de autoria de Chico César e responda à questão a seguir:
Deus me proteja de mim
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim
Deus me proteja de mim
E da maldade de gente boa
Da bondade da pessoa ruim
Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim
Caminho se conhece andando
Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando
Vai só procurando
E acha sem saber
Perigo é se encontrar perdido
Deixar sem ter sido
Não olhar, não ver
Bom mesmo é ter sexto sentido
Sair distraído, espalhar bem-querer
CÉSAR, Chico. Deus me proteja de mim. Disponível em: https://www. letras.mus.br/chico-cesar/1281067/. Acessado em: 28/10/2025.
— A gente combinamos de não morrer! (2o parágrafo)
— Mataram a mulher, puseram o corpo na lixeira e atearam fogo! (4° parágrafo) A habilidade BNCC EF69LP47 prevê “Analisar, em textos narrativos ficcionais, as diferentes formas de composição próprias de cada gênero, os recursos coesivos que constroem a passagem do tempo e articulam suas partes, [...] os efeitos de sentido decorrentes [...] do uso de pontuação expressiva...”. Com base nesse conhecimento, conclui -se corretamente que, nas frases transcritas, o uso do ponto de exclamação sinaliza, correta e respectivamente:
Leia o texto a seguir para responder a questão:
O coreto
E vieram dizer que não haveria mais banda. A que tocava no jardim, às noites de domingo, entre o povo, as árvores e as rosas, fora demitida. A prefeitura achou que não lhe concernia a obrigação de alimentar aquela espécie de música. E aquela espécie de música se tornou deste modo um fenômeno a considerar. É dessas coisas que durante séculos se mantiveram jovens e amadas mas de repente amanheceram velhas e sozinhas. A gente sabe o que é velhice, a mesma para todos e para tudo. Um negócio chato. Às vezes, o tempo é que esgota as fontes de juventude, outras vezes não é o tempo, somente o tempo.
Há também a força de ardis e manobras que promovem o envelhecimento a curto prazo, como se faz hoje com certos vinhos e se pode fazer com os homens e com as coisas humanas. Com os vinhos para que entrem mais cedo no mercado, com os homens para que saiam dele.
A música de Chico Buarque aí está para dizer que a banda não é apenas uma evocação e uma saudade. É uma instituição, um símbolo, uma segunda linguagem nacional. Quantas vezes gostosíssima, divertida, fina e incomparável música essa das bandas.
Nesta cidade de Poços de Caldas, elas nunca faltaram, tanto nos seus grandes como nos seus pequenos acontecimentos. E, mais do que os oradores e os poetas, eram a voz do povo. Chegando um filho da terra doutor formado, chegando Pedro Sanches de sua viagem à Europa, chegando um presidente, chegando um Rui Barbosa ou um Santos Dumont, lá estava na Estação da Mogiana a banda para recebê-los em triunfo.
Mas vieram estes dias impetuosos de hoje. E por eles estive sabendo que isso não vale mais nada. Ou não vale duas patacas no orçamento municipal. O coreto no jardim ficará vazio, ou talvez já convertido num mictório. E não sei a quem dizer do meu pesar: se ao povo, se à prefeitura ou se apenas a mim mesmo.
(Jurandir Ferreira. Da quieta substância dos dias. Instituto Moreira Sales, 1991. Adaptado)
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna?
Leia o texto para responder à questão abaixo.
Inovação “made in China”
A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.
Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.
A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.
Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.
O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.
Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.
Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.
A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)
- O que você quer comer no almoço?
- Sei lá!
- Que tal...
- Ah, já sei: camarão à milanesa.
- Tá bom!
Para dar verossimilhança ao diálogo acima, a estratégia que NÃO foi empregada no texto, é
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
"Homens também têm câncer de próstata, doenças cardiovasculares, diabetes, depressão e ansiedade".
(Autora: Bruna Gayoso)
Texto 1
Leia com atenção a tradução feita por Paloma Vidal do poema de Tamara Kamenszain no livro O eco da minha mãe:
Não posso narrar.
Que pretérito me serviria
se minha mãe já não me tece?
Desencaminhada então eu me detenho
ante um estado de coisas presente demais:
ser a descuidada que cuida dela
enquanto outros a descuidam por mim.
São pessoas que me sobram
e a gramática se torna um escândalo
quando ela que esqueceu as palavras
adianta seu bebê furioso
a fim de dizer tudo
mesmo que nada se entenda.
KAMENSZAIN, Tamara. O gueto / O eco da minha mãe. Tradução de Paloma Vidal e Carlito Azevedo. Edição bilíngue. Rio de Janeiro: 7Letras, 2012. p. 77.
Leia o texto para responder à questão.
Inovação “made in China”
A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.
Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51º lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.
A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.
Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.
O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.
Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.
Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.
A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).
(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)