Questões de Concurso Comentadas sobre pontuação em português

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Q3731279 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem não vive só de pão, nem de know-how, segurança, filhos ou sexo. As pessoas no mundo inteiro empregam o máximo de tempo que podem em atividades que, na luta para sobreviver e reproduzir-se, parecem sem sentido. Em todas as culturas, as pessoas contam histórias e recitam poesia. Elas gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais. Refletem sobre as causas da sorte e do azar e têm crenças acerca do sobrenatural que contradizem tudo o mais que conhecem sobre o mundo. Inventam teorias sobre o universo e o lugar que nele ocupam.


 Como se isso já não fosse suficientemente intrigante, quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam. Arte, literatura, música, sátira, religião e filosofia são consideradas não só deleitantes, mas nobres. São a melhor obra da mente, o que faz a vida digna de ser vivida. Por que nos empenhamos pelo trivial e pelo fútil e os vivenciamos como sublimes? Para muitas pessoas instruídas, essa pergunta parece horrivelmente filistina, até imoral. Mas ela é inevitável para quem quer que se interesse pela constituição biológica do Homo sapiens.


PINKER, Steven. Como a mente funciona. São Paulo: Cia das Letras, 1998. p. 546. [Fragmento].

No trecho “Elas [as pessoas] gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam rituais.” (parágrafo 1), o recurso à sequência de períodos curtos separados por ponto final produz, no texto, um efeito de
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Q3726203 Português
A frase que NÃO está pontuada corretamente é: 
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Q3724415 Português

Instrução: Leia o Texto para responder à questão.

 

Como a avaliação de leitura escancara desigualdade do Brasil

Média do país esconde um abismo: a elite não vai mal, enquanto os alunos pobres, que são a maioria, têm baixo nível de aprendizagem

Ernesto Martins Faria e Lecticia Maggi

27 de maio de 2023

 

O Brasil conseguiu média de 419 pontos no Pirls (Progress in International Reading Literacy Study), uma avaliação global de leitura, aplicada a alunos do 4° ano do Ensino Fundamental, e cujos resultados foram divulgados recentemente. Foi a estreia do país no exame, que ocorre a cada cinco anos, desde 2001, por iniciativa da IEA (International Association for the Evaluation of Educational Achievement), uma cooperativa de instituições de pesquisa e acadêmicos. Na última edição, de 2021, foram avaliados 65 países ou regiões e o Brasil ficou nas últimas colocações, atrás de nações como Uzbequistão e Azerbaijão.

No entanto, é importante relembrar que a média é, como o próprio nome diz, uma média da pontuação de todos os estudantes que compuseram a amostra. Isso evidentemente nos ajuda a conhecer a situação do país, mas não é suficiente para indicar quais são as ações mais urgentes. Uma análise mais aprofundada do Pirls, considerando os resultados por nível socioeconômico, chamado de NSE, dos estudantes, escancara a profunda desigualdade educacional brasileira: temos uma pequena elite (formada por 5% dos estudantes) que conseguiu 546 pontos. Esses alunos não ficam tão atrás do desempenho obtido por colegas de alto NSE de países como Espanha (550 pontos), França (553) e Portugal (555). Superam Geórgia (521) e a região da Bélgica de língua: francesa (531). Pode-se dizer, portanto, que são competitivos internacionalmente.

Já na outra ponta estão os alunos de baixo nível socioeconômico do Brasil: grupo formado por 64% dos estudantes, que obtiveram média de 390 pontos. Seus resultados são muito inferiores aos dos alunos de mesmo NSE de Espanha (488), França (462) e Portugal (488), por exemplo. Aqui, é necessária uma ponderação: ainda que o indicador de NSE busque fazer equivalência entre os estudantes dos diversos países participantes - considerando em seu cálculo as respostas dos pais ou responsáveis sobre os recursos presentes dentro de casa, e a escolaridade e profissão deles - sabe-se que não é uma medida perfeita. Os estudantes brasileiros pobres, muito provavelmente, têm desafios maiores que os estudantes de baixo nível socioeconômico de nações ricas.

No entanto, não há justificativa plausível para esse abismo. Como o próprio Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) traz em seu resumo executivo sobre o Pirls, a diferença na média dos estudantes brasileiros de alto e de baixo NSE foi de 156 pontos. Em nível internacional, a diferença entre esses grupos é de 86 pontos.

Os estudantes brasileiros pobres não conseguiram alcançar o nível mais baixo da escala: 400 pontos. Dessa forma, não é possível aferir o que eles são ou não capazes de fazer. É bastante provável que uma parcela relevante desses alunos, em especial aqueles que obtiveram menos de 340 pontos (25%), não tenha conseguido sequer ler a prova. Em outras nações, não há estudantes com menos de 300 pontos e pontuação inferior a 400 é um cenário de exceção.

As desigualdades raciais do Brasil também estão presentes nos resultados: estudantes autodeclarados brancos e amarelos alcançaram média de 457 pontos, enquanto estudantes pretos, pardos e indígenas, de 399. Há também diferenças por gênero: meninas obtiveram média de 431 pontos contra 408 dos meninos.

Além do nível socioeconômico e da cor/raça, o Pirls também aponta outros fatores relacionados aos resultados. Entre os fatores extraescolares, destacam-se a importância do suporte dos pais ou responsáveis e do hábito leitor deles. Estudantes cujos pais ou responsáveis costumavam ler, contar histórias ou cantar músicas para eles tiveram média de 518 pontos ante 418 daqueles que "nunca" ou "quase nunca" tiveram essas atividades em casa. Estudantes com pais que disseram "gostar muito" de ler conquistaram 526 pontos ante 479 daqueles com pais que "gostam pouco" ou "não gostam" de ler.

São apontados também fatores escolares com influência nos resultados, como a escassez de recursos relacionados à leitura, como livros. Nas escolas em que os diretores responderam que o ensino não foi afetado pela escassez de recursos (26% do total), a média dos estudantes foi de 481 pontos. Já nas unidades em que os diretores reportaram que "afetou de alguma maneira" (73%), a média foi de 398. Aqui surge uma questão importante: as escolas precisam compensar as desigualdades socioeconômicas de seus estudantes, porém, elas não têm conseguido isso. As unidades com maior escassez de recursos são aquelas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico, justamente as que mais dependem de um currículo e de um sistema de avaliação público exigentes. Por isso, a importância de se rever o atual Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) para que cubra habilidades mais complexas dos estudantes.

O que o Pirls revela é que a aprendizagem em leitura na idade adequada é para poucos no Brasil. E esses poucos têm um perfil bem definido: alto nível socioeconômico, brancos, com pais com hábito leitor e inseridos em um sistema que garante os recursos necessários para oportunizar a leitura. Alunos que estão, em sua maioria, em escolas privadas de elite (já que também há baixa qualidade em escolas particulares). É um grupo seleto e privilegiado com suporte dentro e fora da escola, enquanto a maior parte dos estudantes não conseguem ter boas oportunidades educacionais.

O que devemos fazer como sociedade é nos incomodarmos com esses resultados e refletirmos sobre nossos currículos, avaliações, programas de formação de professores e materiais didáticos. Olharmos para o que outros países fazem (e como fazem). E, mais do que tudo, não aceitar que a educação favoreça os já favorecidos. A educação precisa ser um mecanismo efetivo de combate às desigualdades sociais.

 

Disponível em: <https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2023/05/27/Como-a-avalia%C3%A7%C3%A3o-de-leitura-escancara-desigualdade-do-Brasil>. Acesso em: 24 de maio de 2023.

Leia o trecho a seguir:
"E esses poucos têm um perfil bem definido: alto nível socioeconômico, brancos, com pais com hábito leitor e inseridos em um sistema que garante os recursos necessários para oportunizar a leitura."
É CORRETO afirmar que o sinal de dois-pontos presente nesse período introduz: 
Alternativas
Q3720772 Português
Leia o texto a seguir: 

    Pesquisa ferroviária em Minas na antiga Rede Mineira de Viação apurou que o vagão mais atingido nos desastres era sempre o último.
     Benedito interventor recebeu o estudo leu chamou Ciro dos Anjos:
     - Prepare um decreto suprimindo o último vagão.
(Sebastião Nery, Folclore Político)

Para adequar o texto às regras de pontuação, será necessário o emprego de 
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Q3720100 Português
Assinale a alternativa em que a oração não possui nenhum erro de pontuação. 
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Q3714531 Português

Assinale a única alternativa em que há um erro de português na frase, ou seja, em que ela não está de acordo com as regras gramaticais da língua portuguesa.

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Q3713436 Português
A VIDA É COMO A DENGUE


Renato Essenfelder


    Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.

    (...) 

    Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.

    Paguei para ver. 

    Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia.

     Não era dengue, era a vida.

    Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.

    Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.

    A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.

    A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.

    Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.

     A vida é como a dengue.


(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)
"No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá:  cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos."

Em relação à estruturação das frases e pontuação realizadas no trecho acima, transcrito do texto, é CORRETO afirmar que 
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Q3713397 Português
A VIDA É COMO A DENGUE

Renato Essenfelder


    Os sintomas foram se acumulando rapidamente. No intervalo de dois ou três dias, estavam todos lá: cansaço, depois cansaço extremo. Moleza, fraqueza. Inapetência. Enxaqueca em grau até então desconhecido (pode respirar mais baixo, por favor?) - e já não lembrava nem o que havia almoçado horas antes. Enjoos. Nas semanas anteriores, a dor na coluna havia me levado duas vezes ao PS Ortopédico (Primeiro foram os anti-inflamatórios, depois os analgésicos, depois as bolsas térmicas, depois acupuntura, depois RPG e então, enfim, admitamos: só Deus). Mas só quando surgiu a febre alta, repentina, instantânea, suspeitei realmente.

    (...)

    Fui acometido por uma certeza fria de que era dengue. A dengue daria sentido a tudo, ao cansaço, à insatisfação, à moleza, à inapetência. À vida, nestes dias. Era dengue. Preparei as malas para ir ao hospital e decretar triunfalmente: estou com dengue. Meus amigos tiveram dengue. Colegas de trabalho tiveram dengue. Matei um mosquito de listras brancas dentro do meu carro esses dias. Tenho todos os sintomas do Google, digo, da dengue, portanto é saber qual tipo e se vou sobreviver. O médico contestou. Fez-me pagar um exame particular, já que os planos de saúde já não cobrem mais testes de dengue - como se sabe, servem para todas as coisas de que não precisamos.

    Paguei para ver.

     Não era dengue. Fiquei desconcertado. O rosário que daria sentido aos meus sintomas - e a mais do que isso, aos meus dias - se desfazia. 

    Não era dengue, era a vida.

    Aquela doença que me andava deprimindo, exaurindo, que na quinta-feira às sete horas da noite engolfou meu corpo na cama como um oceano de algodão - era a vida.

    Era a vida, que também derruba. A vida, que não é transmitida por mosquitos, mas por mães, e da qual a gente só se lembra assim, de vez em quando, quando um mosquito inocula um falso vírus, quando uma dor trava a coluna, quando alguém próximo morre.

    A vida, que, quando ignorada, volta-se contra nós de mansinho, com lábios de Monalisa, enfraquecendo pernas e pés, costas e ombros, turvando a vista e ricocheteando furiosamente nas paredes do crânio até que nos apercebamos dela. A vida, cachorro que morde a mão, cachorro cuja indignação é inexplicável até que notada.

    A vida de minhas retinas tão fatigadas. A vida de acordar muito cedo, estender-se na rua até tarde, culpar- se pela pouca atenção à família, à mulher, ao cachorro, às crianças e velhos que morrem sem vida; ao corpo, ao sono, à cabeça. A vida de São Paulo, Brasil, classe média, escritor fatigado de 34 anos.

    Eu não sei se fez sol ou se choveu, ontem à tarde. Não lembro o que comi no almoço. Tenho 16 relatórios para esta semana.

    A vida é como a dengue.


(Fonte: https://www.estadao.com.br/emais/renatoessenfelder/a-vida-e-como-a-dengue/ - Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho transcrito do texto apresenta uma intercalação dentro dele, ou seja, um período que interrompe a sequência normal do trecho, com o objetivo de fazer referência a uma situação paralela e complementar ao que está sendo tratado.
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Q3713308 Português
O CASO DO ESPELHO

Ricardo Azevedo

        Era um homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida nos cafundós da mata. Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:

        - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?

        - Isso é um espelho - explicou o dono da loja.

        - Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.

        Os olhos do homem ficaram molhados.

        - O senhor... conheceu meu pai? - perguntou ele ao comerciante.

        O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.

        - É não! - respondeu o outro. - Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?

        O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho. Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira. (...)

(Fonte: http://amigadapedagogia.blogspot.com/2010/05/trabalhando-comtextos-em-sala-de-aula.html)
Leia o trecho do texto abaixo:
    Depois gritou, com o espelho nas mãos:     - Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui?
Reescrevendo o trecho acima, fica CORRETA a seguinte alternativa:
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Q3712876 Português

O texto a seguir é de autoria de Yulia Novytska, ucraniana de 18 anos e relata a raiva e o horror de quem viu ruir o mundo que conhecia em virtude dos ataques da Rússia. Leia-o para responder às questões 4 e 5:


POEMA



Escrevo o que não germinará nesta terra.

A terra que pertence ao meu povo e a mim,

onde soa minha língua, onde vibram meus pensamentos.

Volto com eles à terra que amo e,

sempre que penso na estepe, sou atingida pelo medo,

como o vento da primavera que ressoa

com mísseis amaldiçoados que caem ao chão.

Morte, medo e ódio.

Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte,

não há narcisos ao redor da escola.

Em breve, as escolas podem nem mais existir.

Busco força para pensar uma nova realidade,

mas a mente alcança o que era antes, o que já não é.

As imagens fluem como areia e tudo volta

para a guerra.

Sobre o que estou escrevendo?

Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.

Poderei viver em paz?  

Observe o emprego das vírgulas nos fragmentos retirados do poema:



I – “Quando há guerra, não há vento calmo no horizonte...”


II – “Em breve, as escolas podem nem mais existir.”


III – “Busco força para pensar uma nova realidade, mas a mente alcança o que era antes...”.


IV – “Aqui, o mundo está quieto e a terra é doce.” 



Consciente de que o emprego da vírgula auxilia na construção de textos mais claros, pode-se afirmar que esse sinal de pontuação foi empregado corretamente em

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Q3703850 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


FIM DO MUNDO


Carlos Drummond de Andrade


Não se sabe ainda se o mundo acabou realmente no sábado, como fora anunciado. Pode ser que sim, e não seria a primeira vez que isso acontece. A falta de sinais estrondosos e visíveis não é prova bastante da continuação. Muitas vezes o mundo acaba em silêncio, ou fazendo um barulho leve de folha. Tempos depois é que se percebe, mas já estamos vivendo em outro mundo, com sua estrutura e seus regulamentos próprios, e ninguém leva lenço aos olhos pelo falecido.


O mundo primitivo dos répteis, o mundo neolítico, o egípcio, o persa, o grego, o romano, o maia... todos esses acabaram, e muitos outros ainda. A história é cemitério de mundos, notando-se que uns tantos acabaram de morte tão acabada que nem sequer figuram lá com uma tabuleta; não se sabe que fim levaram as cinzas.


Pessoas que aí estão vivas assistiram à morte do mundo em agosto de 1914, mas estavam lendo jornal e não compreenderam no momento. Era apenas mais uma guerra na Europa, mas acabou com a belle époque, a douceur de vivre, a respeitabilidade vitoriana, o franco, a supremacia da libra, os suspensórios, o rapé, os conceitos econômicos, políticos e éticos do século XIX − mundo que parecia eterno. Pedaços dele andam por aí, vagando, como o colonialismo, a opressão de grupos financeiros, a servidão civil da mulher, mas pertencem a um contexto liquidado, rabo de lagartixa vibrando depois que o corpo foi abatido.


 (...)


Aos sete anos de idade imaginei que ia presenciar a morte do mundo, ou antes, que morreria com ele. Um cometa mal-humorado visitava o espaço. Em certo dia de 1910, sua cauda tocaria a Terra; não haveria mais aula de aritmética, nem missa de domingo, nem obediência aos mais velhos. Essas perspectivas eram boas. Mas também não haveria mais geleia, Tico-Tico, a árvore de moedas que um padrinho surrealista preparava para o afilhado que ia visitá-lo. Ideias que aborreciam. Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo. Preparei-me para morrer, com terror e curiosidade.


O que aconteceu à noite foi maravilhoso. O cometa Halley apareceu mais nítido, mais denso de luz airosamente deslizou sobre nossas cabeças sem dar confiança de exterminar-nos. No ar frio, o véu dourado baixou ao vale, tornando irreal o contorno dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saíamos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte, que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo. (...)


Nem todas as concepções de fim material do mundo terão a magnificência desta que liga a desintegração da Terra ao choque com a cabeleira luminosa de um astro. Concepção antiquada, concordo. Admitia a liquidação do nosso planeta como uma tragédia cósmica que o homem não tinha poder de evitar. Hoje, o excitante é imaginar a possibilidade dessa destruição por obra e graça do homem. A Terra e os cometas devem ter medo de nós.


(Fonte: A bolsa e a vida. Rio de Janeiro: Record, 2008.)

"Havia ainda a angústia da morte, o tranco final, com a cidade inteira (e a cidade, para o menino, era o mundo) se despedaçando − mas isso, afinal, seria um espetáculo."

O trecho acima foi reescrito de várias maneiras. Assinale a alternativa em que a forma reescrita se mantém DE ACORDO com a norma padrão da língua portuguesa.         
Alternativas
Q3702806 Português
Assinale a alternativa que apresenta pontuação correta da frase.
Alternativas
Q3702140 Português
Analise as assertivas no que tange à pontuação:
I. O noivo desceu do carro elegantemente e entrou na capela.
II. O noivo, elegantemente, desceu do carro e entrou na capela.
III. Desceu do carro elegantemente, o noivo, e entrou na capela.
IV. Desceu do carro, o noivo e entrou na capela, elegantemente.
V. Elegantemente: o noivo, desceu do carro e entrou na capela.
Assinale a correta: 
Alternativas
Q3701849 Português
Derretimento de Geleira da Antártida Ocidental é "inevitável", diz estudo,

        Mesmo se alcançada meta de 1,5ºC do Acordo de Paris, pesquisa estima que derretimento da Geleira da Antártida Ocidental aumentará três vezes mais rápido do que no século passado.

        A Geleira da Antártida Ocidental, que contém gelo suficiente para elevar o nível médio global do mar em até cinco metros, irá enfrentar ao longo do século 21 um aumento em seu derretimento considerado "inevitável" por cientistas do Reino Unido.

        Os pesquisadores da British Antarctic Survey e da Universidade Northumbria fizeram uma série de simulações de derretimento, e os resultados foram publicados nesta segunda-feira (23) na revista Nature Climate Change. Eles concluíram que uma mitigação dos gases de efeito de estufa tem agora um "poder limitado para evitar o aquecimento dos oceanos, o que poderia levar ao colapso da camada de gelo da Antártica Ocidental".

        "Parece que perdemos o controle sobre o derretimento da Geleira da Antártida Ocidental. Se quiséssemos preservá-la em seu estado histórico, teríamos precisado agir sobre as mudanças climáticas décadas atrás", afirma a autora principal do estudo, Kaitlin Naughten, do British Antarctic Survey.

        Considerando a variabilidade climática, como a gerada pelo El Niño, os cientistas não encontraram diferença significativa entre cenários de emissões de médio alcance e as metas mais ambiciosas do Acordo de Paris, de 2015.

        Na melhor das situações, com o aumento da temperatura global de 1,5°C previsto pelo tratado, eles estimam que o derretimento aumentará três vezes mais rápido do que no século 20.


Fonte: Redação da revista Galileu em 23/10/2023. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/noticia/2023/10/derretimento-de-geleira-da-antartida-ocidental-e-inevitavel-diz-estudo.ghtml>. 
Leia atentamente a parte do texto a seguir: "Parece que perdemos o controle sobre o derretimento da Geleira da Antártida Ocidental. Se quiséssemos preservá-la em seu estado histórico, teríamos precisado agir sobre as mudanças climáticas décadas atrás", afirma a autora principal do estudo, Kaitlin Naughten, do British Antarctic Survey. O uso de aspas no trecho retirado do texto é: 
Alternativas
Q3701559 Português
Considerando-se a função das vírgulas usadas nas frases, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(1) Separar palavras em uma enumeração. (2) Separar a explicação de um termo anterior. (3) Separar um termo cuja função é chamar alguém.

( ) Pedro gosta de bolos de chocolate, morango, baunilha creme. ( ) João, você poderia desligar a luz? ( ) Marta, a irmã de Paulo, comprou um carro novo.
Alternativas
Q3698052 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão: 

Calor e mudanças climáticas podem aumentar transtornos com álcool e drogas.

        Cientistas analisaram duas décadas de dados de consultas hospitalares relacionadas ao álcool e transtornos relacionados ao uso de outras drogas no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Com isso, eles concluíram que esses distúrbios aumentam com o calor e a elevação de temperaturas devido às mudanças climáticas.

        Os pesquisadores da Escola de Saúde Pública Mailman da Universidade de Columbia, na cidade de Nova York, registraram os resultados hoje (26) na revista Communications Medicine.

        A equipe de especialistas examinou dados dos anos 1995 a 2014, referentes a mais de 671 mil consultas hospitalares relacionadas ao álcool e 721 mil associadas ao uso de outras substâncias, como maconha, cocaína, opioides e sedativos. Utilizando um modelo estatístico, o grupo comparou dias com temperaturas altas e datas próximas em que fez menos calor.

        “Vimos que durante os períodos de temperaturas mais elevadas, houve um aumento correspondente nas visitas hospitalares relacionadas com o consumo de álcool e outras substâncias, o que também chama a atenção para algumas consequências potenciais menos óbvias das alterações climáticas”, conta em comunicado Robbie M. Parks, primeiro autor do estudo, que é professor assistente de ciências da saúde ambiental na Escola de Saúde Pública Mailman.

        As explicações para o aumento do número de visitas hospitalares por álcool em temperaturas mais altas podem ser várias. Entre elas, mais tempo gasto ao ar livre consumindo bebidas alcoólicas e outras drogas; maior transpiração, o que causa desidratação; e, ainda, períodos maiores em que as pessoas podem cometer o crime de dirigir embriagadas.

        Para distúrbios relacionados com outras drogas, o aumento nas temperaturas também resultou em mais visitas hospitalares. Esta relação se deu, porém, apenas até um limite de 18,8°C — exceto para a cocaína. Com isso, cientistas acreditam que, acima de uma certa temperatura, as pessoas não têm maior probabilidade de sair de casa.

        O consumo da droga pode ter relação com a bebida alcoólica. "Para a cocaína, houve um aumento potencial para temperaturas mais elevadas, o que pode ser impulsionado pelo consumo de álcool e aumento da transpiração, aumentando o risco de desenvolvimento de problemas cardiovasculares e respiratórios", explicam os pesquisadores.

        Os cientistas observam ainda que aqueles que tomam regularmente opiáceos podem notar que seu efeito é reduzido em climas mais quentes; por isso, essas pessoas provavelmente tomam doses mais elevadas quando as temperaturas estão mais altas. 

        Os autores admitem que há algumas falhas em seu estudo – por exemplo, ele pode desconsiderar que transtornos mais graves possivelmente geraram mortes antes que uma visita ao hospital fosse possível. Além do mais, a quantidade de visitas pode ter caído em temperaturas abaixo da média devido simplesmente a um menor entusiasmo por buscar ajuda sob condições meteorológicas frias, especialmente sob a influência de uma substância psicoativa. 

        No futuro, os pesquisadores poderão tentar vincular os casos de mortes aos registros de visitas hospitalares para criar uma imagem mais completa do histórico médico dos pacientes. Enquanto isso, as conclusões do estudo até agora poderão auxiliar políticas em comunidades vulneráveis ao álcool e a outras drogas.

        “Intervenções de saúde pública que visam amplamente os transtornos de álcool e outras substâncias em climas mais quentes – por exemplo, mensagens direcionadas sobre os riscos de seu consumo durante esses períodos – devem ser uma prioridade de saúde pública”, defende a autora sênior Marianthi-Anna Kioumourtzoglou, professora associada de ciências da saúde ambiental na Escola de Saúde Pública Mailman.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2023/09/calor-e-mudancas-climaticas-podem-aumentar-transtornos-comalcool-e-drogas.ghtml/ (adaptado)
Em “No futuro, os pesquisadores poderão tentar vincular os casos de mortes aos registros de visitas hospitalares”, a vírgula foi utilizada para:
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Q3697253 Português
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão: 

A qualidade subestimada que é vital para sucesso profissional, segundo neurocientista de Harvard

        "Mais do que nunca, é importante ter noção do próprio lugar na vida profissional, ainda mais que, principalmente depois da pandemia, os ambientes de trabalho mudaram muito”.

        É assim que Juliette Han, neurocientista e especialista em relações no ambiente de escritório, resume a importância da autoconsciência no trabalho.

        Han é uma neurocientista de Harvard e professora de Administração da Columbia University que nos últimos anos vem pesquisando o funcionamento da mente no ambiente de trabalho, buscando desenvolver novas ferramentas para melhorar o desempenho humano.

        De acordo com Han, entender a fundo o lugar que se ocupa dentro de uma empresa é fundamental para ter sucesso, mas esse conhecimento, acima de tudo, serve para estabelecer metas e estratégias.

        "Nossa pesquisa indica que trabalhar a autoconsciência estimula a criatividade, ajuda a tomar melhores decisões, a se comunicar melhor e construir relacionamentos mais sólidos", diz.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1lydj92qjo/ (adaptado)
Analisando o emprego de pontuação no texto, é possível notar o uso de:
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Q3695896 Português

Por que a abóbora é usada para representar o Halloween?


    O Halloween combina sustos, fantasias e celebrações que variam de acordo com a cultura de cada país. É uma tradição antiga em que rostos são comumente desenhados em abóboras para serem usados como decoração. O costume de criar rostos aterrorizantes em abóboras tem uma longa história e entrelaça a relação entre os vivos e os mortos, como explica a Encyclopedia of World History, uma organização sem fins lucrativos que visa melhorar a educação histórica em todo o mundo.


    A tradição tem seu início na cultura celta e em países europeus, como Escócia, Inglaterra e Irlanda, crescendo na véspera do Samhain (um antigo festival celta). Naquela época, muitas pessoas acreditavam que os espíritos dos que já morreram iriam se misturar com os vivos. Em resposta ____ medo, a população começou a se vestir e desenhar rostos aterrorizantes em várias frutas ou vegetais abundantes após a época da colheita, como as abóboras, nabos (ou rabanetes) e beterrabas.


    Outra história associada ____ escultura de rostos aterrorizantes é a de Stingy Jack, um personagem que tem no lugar do rosto uma abóbora recortada com olhos, nariz e boca. Sua história surgiu em um conto publicado em um jornal irlandês, em 1836, e narrava como Jack, um homem pão-duro que costumava beber, quis “passar ____ perna” no diabo e acabou castigado por isso. De acordo com a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, _______ uma lenda na qual, em várias ocasiões, Jack teria capturado o espírito com a condição de soltá-lo somente se ele não o levasse para o inferno quando morresse.


    No entanto, continua a história popular, quando o homem morreu, descobriu que o céu também não o queria, então ele foi forçado a vagar eternamente pela Terra como um fantasma. Foi então, continua a Biblioteca, que esse homem recebeu do demônio um carvão em brasa dentro de um nabo esculpido para iluminar seu caminho. Com o tempo, os habitantes locais começaram a esculpir rostos aterrorizantes em seus próprios nabos para afastar os maus espíritos. Hoje, as abóboras são um elemento básico e popular das comemorações do Halloween.


(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)

O vocativo não é um termo da oração, mas sim da enunciação, ou seja, do discurso (fala/comunicação), já que precisa de um interlocutor (aquele com quem se fala/pergunta). Na escrita, vem marcado por vírgula e, geralmente, aparece no início das sentenças. Nesse sentido, assinalar a alternativa na qual temos um vocativo:  
Alternativas
Q3695726 Português
O que é o Dia Mundial da Filosofia e por que se celebra?


    Essencial para uma boa convivência entre as pessoas e para pensar a própria existência no mundo, a filosofia ocupa um espaço de destaque em algumas das civilizações humanas, sendo o exercício do pensamento filosófico algo feito, inclusive, por sociedades antigas, como a grega.


    Por isso mesmo, desde 2005 a Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) instituiu a terceira quinta-feira de novembro como o Dia Mundial da Filosofia.


    A data é uma forma para destacar sua importância, bem como estimular o pensamento crítico, a tolerância e a paz, além de inspirar uma melhor compreensão do mundo, segundo informa o site oficial da ONU (Organização das Nações Unidas).

    
    Ainda segundo a ONU, a filosofia ajuda o indivíduo a refletir sobre as diferenças entre as pessoas e também é um recurso para lidar com as incertezas que o mundo apresenta na atualidade.


    A filosofia fornece as bases conceituais dos princípios e valores dos quais depende a paz mundial: democracia, direitos humanos, justiça e igualdade, ajudando a consolidar esses fundamentos autênticos de coexistência pacífica”, enfatiza o site da Unesco sobre a celebração.


    O pensamento filosófico, portanto, é de extrema utilidade em um momento histórico no qual as novas gerações, principalmente, são impactadas por guerras, pandemia e desinformação nas redes sociais, reforça a entidade.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)

Conforme a pontuação utilizada, é possível indicar diferentes intenções de significação em um texto escrito. Nesse sentido, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Afirmação.


(2) Admiração.


(3) Questionamento.


( ) Nelson Mandela ganhou o prêmio Nobel da Paz!


( ) Nelson Mandela ganhou o prêmio Nobel da Paz.


( ) Nelson Mandela ganhou o prêmio Nobel da Paz?

Alternativas
Q3694432 Português
Leia as colunas abaixo:
Coluna 01:
(__) O sol brilha intensamente no céu azul. (__) Não há nuvens no horizonte, o dia está perfeito. (__) Você gostaria de participar do evento no próximo sábado? (__) Que dia maravilhoso faz hoje!
Coluna 02:
I. Afirmativa. II. Exclamativa. III. Interrogativa. IV. Negativa.

Correlaciona ambas as colunas e indique a sequência CORRETA:
Alternativas
Respostas
3101: D
3102: B
3103: D
3104: A
3105: A
3106: A
3107: D
3108: C
3109: D
3110: A
3111: D
3112: C
3113: A
3114: B
3115: D
3116: A
3117: C
3118: C
3119: B
3120: A