Questões de Concurso
Comentadas sobre parônimos e homônimos em português
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1. Os culpados terão de (espiar • expiar) seus crimes. 2. Tal associação reivindica a (descriminação • discriminação) do consumo e do comércio da maconha. 3. O prefeito pretende (tachar • taxar) o uso das quadras de esportes do colégio, nos finais de semana. 4. Sua intervenção causou grande (mau • mal)- -estar em todos os presentes. 5. Considerando que o imóvel está com matrícula regularizada no Cartório de Registro de Imóveis, o analista decidiu (deferir • diferir) a emissão do competente alvará de construção.
Assinale a alternativa que indica a sequencia de palavras que completam corretamente as frases.
1. De acordo com a lei do futebol, é permitida a (seção • sessão • cessão) onerosa de atletas. 2. Assim que o deputado tiver concluído o (mandado • mandato), terá que responder a vários processos na primeira instância da justiça federal. 3. Felizmente chegaremos a um acordo, pois suas as aspirações vêm (ao encontro de • de encontro a) meus interesses. 4. Com base em telefonema anônimo, os fiscais localizaram uma (vultosa • vultuosa) quantia em dinheiro em um fundo falso do carro. 5. Os governantes brasileiros, (em vez de • ao invés de) de serem econômicos, costumam ser perdulários.
Assinale a alternativa que indica a sequencia de palavras que completa corretamente as frases.
Leia as afirmações a seguir:
I. Diz-se que palavras são polissêmicas quando têm o mesmo som, mas significados diferentes.
II. Um exemplo de polissemia é “cerrar” e “serrar”.
III. Um exemplo de polissemia é a palavra “pena”.
IV. Em: “Que problemão, isso tem sido um verdadeiro abacaxi para o diretor da escola!” temos uma palavra polissêmica.
Assinale a alternativa correta em relação às afirmações acima:
I- “Ora cabe humor, ora cabe ________ para representar de alguma forma os momentos emblemáticos do novo filme Dumbo.” II- “O autodeclarado presidente teve seus direitos políticos ________ . III- “ Preso que tentava fugir vestido de agente penitenciário é pego no __________ e vai pro isolamento.” IV- “o cãozinho estava deitado na caminha dele, pupila __________, babando, mal conseguia ficar em pé.”
Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira:
Primeira coluna:
1- Homonímia
2- Paronímia
3- Polissemia
Segunda coluna:
( ) É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar mais de um significado nos múltiplos contextos em que aparece.
( ) São palavras que apresentam igualdade ou semelhança fonética (relativa ao som) ou igualdade gráfica (relativa à grafia), porém com significados distintos.
( ) São palavras semelhantes na grafia e no som, mas com significados distintos.
Assinale a alternativa com a sequência correta da segunda coluna de cima para baixo:
(1) Pregar (um sermão) - pregar (preguear uma bainha de roupa) - pregar (um prego). Homonímia. (2) Um homem são, São Jorge, são várias as circunstâncias. Polissemia. (3) Casebre, cabana, choupana. Sinonímia. (4) Admissível/inadmissível, mal/bem, rico/pobre. Antonímia. (5) Prescrever/proscrever, osso/ouço, descrição/discrição. Paronímia.
I- Quando coloco o cinto, eu me sinto mais protegido.
II- Sempre uso uma colher para colher alface.
I. A opinião do presidente _______ do esperado. II. Um _______ pediatra foi demitido. III. Muitos comerciais de televisão irritam o _______. IV. A _______ de neurologia do hospital estava desfalcada.
Caso de secretária
Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!
Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, de pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.
Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocochô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.
Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.
— O senhor vai comemorar em casa ou numa boate? Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.
— Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.
E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida — o pessoal lá em casa pouco está me ligando —, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que — reparava agora — era bem bonita.
Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se, no prazer ansioso da espera.
— Onde você prefere ir? perguntou, ao saírem.
— Se não se importa, vamos passar primeiro em meu apartamento. Preciso trocar de roupa.
Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno, e, quem sabe?
— Mas antes quero um drinque, para animar — ela retificou.
Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.
No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater — e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.
Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando "Parabéns para você".
(ANDRADE, C. Drummond de. Cadeira de Balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1978, p. 11-12.)
Leia o diálogo a seguir:
“- Você sabe que horas são? O relógio está parado.
- Claro que está parado, nunca vi relógio andando por aí.”
O efeito de humor do diálogo é possível pelo uso de parado, que é um:
Para responder à próxima questão, leia o texto a seguir:
ROMARIA
A respeito do verso 5 (Dessa vida cumprida a sol), julgue as afirmações a seguir:
I - Se a palavra “cumprida” fosse substituída por “comprida”, haveria alterações de caráter semântico;
II - O vocábulo “cumprida” em relação a “comprida” constitui exemplo de paronímia;
III - Se a palavra “cumprida” fosse substituída por “comprida”, o texto continuaria a ter sentido, embora a interpretação do trecho fosse alterada.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Leia o texto abaixo e responda.
PENSE COMO UMA MONTANHA
A injunção de pensar como uma montanha se tornou intimamente associada com o conceito de “ecologia profunda” – termo cunhado em 1973 pelo filósofo e ecologista norueguês Arne Naess (1912- 2009). Ele usou o termo para ressaltar sua crença de que devemos primeiro reconhecer que somos parte da natureza, e não separados dela, se pretendemos evitar a catástrofe ecológica. Mas a noção de “pensar como uma montanha” remonta a 1949, quando foi formulada pelo ecologista norte-americano Aldo Leopold, no livro do mesmo nome, na tradução em português.
Trabalhando como guarda-florestal no início do século XX, Leopold atirou numa fêmea de lobo na montanha. “Alcançamos a velha loba a tempo de ver um brilho verde selvagem morrendo em seus olhos”, ele escreveu. “Percebi, então, e sei desde então, que havia algo de novo naqueles olhos, algo conhecido apenas pela loba e pela montanha”.
A partir dessa experiência, Leopold chegou à ideia de que devemos pensar como uma montanha, reconhecendo não apenas nossas necessidades ou as dos seres humanos, mas as de todo o mundo natural. Ele sugeriu que, com frequência, não percebemos as implicações mais amplas de nossas ações, considerando apenas o benefício próprio e imediato. Pensar como uma montanha significa se identificar com o ambiente mais vasto e estar consciente do seu papel em nossas vidas.
Naess adotou a ideia de Leopold ao propor sua “ecologia profunda”. Ele afirmava que somente protegeremos o meio ambiente, passando pelo tipo de transformação que Leopold descreveu. Naess nos conclamou a ver a nós mesmos como parte da biosfera. Em lugar de ver o mundo apartado de nós, devemos descobrir nosso lugar na natureza, reconhecendo o valor intrínseco de todos os elementos do mundo em que vivemos.
Naess introduziu o “eu ecológico”, uma percepção de “si” enraizada na consciência de nossa relação com uma “comunidade maior de todos os seres vivos”. Ele afirmou que a ampliação de nossa identificação com o mundo para incluir lobos, sapos, aranhas, e até montanhas, leva a uma vida mais prazerosa e significativa.
A “ecologia profunda” de Naess teve um efeito poderoso na filosofia ambiental e no desenvolvimento do ativismo ecológico. Para quem vive na cidade, pode parecer difícil ou mesmo impossível se conectar com um “eu ecológico”. Contudo pode ser possível. Como escreveu o mestre zen Robert Aitken Roshi em 1984, “quando pensamos como uma montanha pensamos também como um urso negro, de modo que o mel escorre por sua pele enquanto você toma o ônibus para o trabalho.
(O Livro da Filosofia. Tradução Douglas Kim. S.Paulo: ed.
Globo, 2011)
I- Absolver (perdoar) e absorver (aspirar); II- Apóstrofe (figura de linguagem) e apóstrofo (sinal gráfico); III- Osso (parte do corpo) e ouço (verbo ouvir).
Os itens acima são: