Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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A lebre e a tartaruga
Moral da fábula: A persistência ultrapassa os dons naturais quando estes são negligenciados.
Fábula recontada por Anna Frascolla.
A lebre e a tartaruga
Moral da fábula: A persistência ultrapassa os dons naturais quando estes são negligenciados.
Fábula recontada por Anna Frascolla.

Considerando as estruturas linguísticas e os sentidos do texto Uma breve história do controle, julgue o próximo item.

O adjetivo “preeminente" (L.15) pode ser substituído pelo adjetivo proeminente.
A CHAVE
Ela abre mais do que uma porta, inaugura um novo tempo
IVAN MARTINS
Certos objetos dão a exata medida de um relacionamento. A chave, por exemplo. Embora caiba no bolso, ela tem importância gigantesca na vida dos casais. O momento em que você oferece a chave da sua casa é aquele em que você renuncia à sua privacidade, por amor. Quando pede a chave de volta - ou troca a fechadura da porta - está retomando aquilo que havia oferecido, por que o amor acabou. O primeiro momento é de exaltação e esperança. O segundo é sombrio.
Quem já passou pela experiência sabe como é gostoso carregar no bolso - ou na bolsa - aquela cópia de cinco reais que vai dar início à nova vida. Carregada de expectativas e temores, a chave será entregue de forma tímida e casual, como se não fosse importante, ou pode vir embalada em vinho e flores, pondo violinos na ocasião. Qualquer que seja a cena, não cabe engano: foi dado um passo gigantesco. Alguém pôs na mão de outro alguém um totem de confiança.
Não interessa se você dá ou ganha a chave, a sensação é a mesma. Ou quase.
Quem a recebe se enche de orgulho. No auge da paixão, e a pessoa que provoca seus melhores sentimentos (a pessoa mais legal do mundo, evidentemente) põe no seu chaveiro a cópia discreta que abre a casa dela. Você só nota mais tarde, quando chega à sua própria casa e vai abrir a porta. Primeiro, estranha a cor e o formato da chave nova, mas logo entende a delicadeza da situação. Percebe, com um sorriso nos lábios, que suas emoções são compartilhadas. Compreende que está sendo convidado a participar de outra vida. Sente, com enorme alívio, que foi aceito, e que uma nova etapa tem início, mais intensa e mais profunda que anterior. Aquela chave abre mais do que uma porta. Abre um novo tempo.
O momento de entregar a chave sempre foi para mim o momento de máximo otimismo.
[...]
Você tem certeza de que a outra pessoa ficará feliz e comovida, mas ao mesmo tempo teme, secretamente, ser recusado. Então vê nos olhos dela a alegria que havia antecipado e desejado. O rosto querido se abre num sorriso sem reservas, que você não ganharia se tivesse lhe dado uma joia ou uma aliança. (Uma não vale nada; para a outra ela não está pronta). Por isto ela esperava, e retribui com um olhar cheio de amor. Esse é um instante que viverá na sua alma para sempre. Nele, tudo parece perfeito. É como estar no início de um sonho em que nada pode dar errado. A gente se sente adulto e moderno, herdeiro dos melhores sonhos da adolescência, parte da espécie feliz dos adultos livres que são amados e correspondidos - os que acharam uma alma gêmea, aqueles que jamais estarão sozinhos.
Se as chaves de despedida parecem a pior coisa do mundo, não são.
[...]
A gente sabe que essas coisas, às vezes, são efêmeras, mas é tão bonito.
Pode ser que dentro de três meses ou três anos a chave inútil e esquecida seja encontrada no bolso de uma calça ou no fundo de uma bolsa. Ela já não abrirá porta alguma exceto a da memória, que poderá ser boa ou ruim. O mais provável é que o tato e a visão daquela ferramenta sem propósito provoquem um sorriso agridoce, grisalho de nostalgia. Essa chave do adeus não dói, ela constata e encerra.
Nestes tempos de arrogante independência, em que a solidão virou estandarte exibido como prova de força, a doação de chaves ganhou uma solenidade inesperada. Com ela, homens e mulheres sinalizam a disposição de renunciar a um pedaço da sua sagrada liberdade pessoal. Sugerem ao outro que precisam dele e o desejam próximo. Cedem o seu terreno, correm o risco. É uma forma moderna e eloquente de dizer “eu te amo”. E, assim como a outra, dispensa “eu também”. Oferece a chave quem está pronto, aceita a chave quem a deseja, reciproca, oferecendo a sua, quem sente que é o caso, verdadeiramente. Nada mais triste que uma chave falsa. Ela parece abrir uma esperança, mas abre somente uma ilusão.
Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/noticia/2015/04/chave.html
Kant se diferenciou dos filósofos anteriores por propor de forma convincente um modelo que combinasse o racionalismo e o empirismo, o conhecimento adquirido pela experiência. Em sua teoria do “idealismo transcendental", ambos são necessários para compreender o mundo. O pensador argumentava que algo deve existir dentro do espaço e do tempo para ser percebido pelos sentidos. Ao mesmo tempo, ele diz que não seria possível estudar o espaço se antes disso já não houvesse um conhecimento prévio sobre ele. Sem a “sensibilidade", que é a capacidade de sentir as coisas e ter intuições ao longo da vida, você sequer saberia que existem objetos. Mas, sem o “entendimento", que permite pensar sobre essas coisas e criar conceitos, você também não saberia que aquilo que está tocando e vendo é − afinal − tal objeto e não outro. O filósofo também _________________ sobre como o homem deveria proceder em relação aos seus semelhantes para obter a felicidade. Kant postulou o que chamou de “imperativo categórico": a necessidade de agir de modo que a ação possa se tornar o princípio de uma lei válida para qualquer pessoa.
Hoje, estudiosos costumam dividir a filosofia em antes e depois de Kant − afinal, ele tornou obsoletos vários debates mantidos até ali pelos filósofos modernos. O pensador fez oposição frontal aos raciocínios produzidos somente pela razão, que não questionam se a razão tem capacidade para explicar certas questões. Para Kant, nossa racionalidade é limitada para pensar em Deus e nas “coisas em si", e a filosofia não deveria se dedicar a esses pontos, ao menos não da maneira como vinha fazendo. Kant inspiraria a prolífica geração de pensadores alemães do século 19, iniciando uma nova era de discussão na filosofia.
Quanto à acentuação das palavras paroxítonas, analisar os itens abaixo:
I - “Pólen” deve ser acentuada, mas “polens” não.
II - “Caráter” deve ser acentuada, mas “caracteres” não.
III - “Abdômen” deve ser acentuada, mas “abdomens” não.
Estão CORRETOS:
Kant se diferenciou dos filósofos anteriores por propor de forma convincente um modelo que combinasse o racionalismo e o empirismo, o conhecimento adquirido pela experiência. Em sua teoria do “idealismo transcendental", ambos são necessários para compreender o mundo. O pensador argumentava que algo deve existir dentro do espaço e do tempo para ser percebido pelos sentidos. Ao mesmo tempo, ele diz que não seria possível estudar o espaço se antes disso já não houvesse um conhecimento prévio sobre ele. Sem a “sensibilidade", que é a capacidade de sentir as coisas e ter intuições ao longo da vida, você sequer saberia que existem objetos. Mas, sem o “entendimento", que permite pensar sobre essas coisas e criar conceitos, você também não saberia que aquilo que está tocando e vendo é − afinal − tal objeto e não outro. O filósofo também _________________ sobre como o homem deveria proceder em relação aos seus semelhantes para obter a felicidade. Kant postulou o que chamou de “imperativo categórico": a necessidade de agir de modo que a ação possa se tornar o princípio de uma lei válida para qualquer pessoa.
Hoje, estudiosos costumam dividir a filosofia em antes e depois de Kant − afinal, ele tornou obsoletos vários debates mantidos até ali pelos filósofos modernos. O pensador fez oposição frontal aos raciocínios produzidos somente pela razão, que não questionam se a razão tem capacidade para explicar certas questões. Para Kant, nossa racionalidade é limitada para pensar em Deus e nas “coisas em si", e a filosofia não deveria se dedicar a esses pontos, ao menos não da maneira como vinha fazendo. Kant inspiraria a prolífica geração de pensadores alemães do século 19, iniciando uma nova era de discussão na filosofia.
Analisar os itens abaixo acerca da ortografia das palavras:
I - Dissensão.
II - Anesteziar
Kant se diferenciou dos filósofos anteriores por propor de forma convincente um modelo que combinasse o racionalismo e o empirismo, o conhecimento adquirido pela experiência. Em sua teoria do “idealismo transcendental", ambos são necessários para compreender o mundo. O pensador argumentava que algo deve existir dentro do espaço e do tempo para ser percebido pelos sentidos. Ao mesmo tempo, ele diz que não seria possível estudar o espaço se antes disso já não houvesse um conhecimento prévio sobre ele. Sem a “sensibilidade", que é a capacidade de sentir as coisas e ter intuições ao longo da vida, você sequer saberia que existem objetos. Mas, sem o “entendimento", que permite pensar sobre essas coisas e criar conceitos, você também não saberia que aquilo que está tocando e vendo é − afinal − tal objeto e não outro. O filósofo também _________________ sobre como o homem deveria proceder em relação aos seus semelhantes para obter a felicidade. Kant postulou o que chamou de “imperativo categórico": a necessidade de agir de modo que a ação possa se tornar o princípio de uma lei válida para qualquer pessoa.
Hoje, estudiosos costumam dividir a filosofia em antes e depois de Kant − afinal, ele tornou obsoletos vários debates mantidos até ali pelos filósofos modernos. O pensador fez oposição frontal aos raciocínios produzidos somente pela razão, que não questionam se a razão tem capacidade para explicar certas questões. Para Kant, nossa racionalidade é limitada para pensar em Deus e nas “coisas em si", e a filosofia não deveria se dedicar a esses pontos, ao menos não da maneira como vinha fazendo. Kant inspiraria a prolífica geração de pensadores alemães do século 19, iniciando uma nova era de discussão na filosofia.
Em relação à ortografia, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
E____pulsão.
Explo____ão.
Exponen____ial.
Esfolia____ão.
( ) As palavras abaixo, dependendo do contexto são usadas com ou sem acento. “porém" – “até" – “potência" – “está". ( ) Escreve-se como “existe" todas as palavras abaixo relacionadas. en__oval – en__urrada – e__torsão – en__ergar. ( ) A divisão silábica das palavras abaixo está INCORRETA. ca-ís-se – con-quis-ta – con-sci-ên-cia – ab-so-lu-ta. ( ) A pontuação está correta nas frases abaixo. Não, entre nesse recinto agora. Não entre nesse recinto agora. ( ) O plural diminutivo de “coração" é coraçãozinhos.
Assinale a alternativa correta.
Indique a resposta que completa corretamente - pela ordem - as lacunas.
Estar envolvido ou comprometido. Eis a questão.
Washington Luis Silva de Souza

Disponível em: <http://www.rh.com.br/Portal/imprima.php?cod=5841>. Acesso em: 02 nov. 2015. (adaptado).
Estar envolvido ou comprometido. Eis a questão.
Washington Luis Silva de Souza

Disponível em: <http://www.rh.com.br/Portal/imprima.php?cod=5841>. Acesso em: 02 nov. 2015. (adaptado).

Sobre as frases que aparecem na charge, a única afirmativa INADEQUADA é:
Uma charge publicada em janeiro de 2015 abordava o problema da redação nos exames do ENEM:

História de bem-te-vi
Cecília Meireles
Os velhos cronistas desta terra encantaram-se com canindés e araras, tuins e sabiás, maracanãs e "querejuás todos azuis de cor finíssima...". Nós esquecemos tudo: quando um poeta fala num pássaro, o leitor pensa que é leitura...
Mas há um passarinho chamado bem-te-vi. Creio que ele está para acabar.
E é pena, pois com esse nome que tem — e que é a sua própria voz — devia estar em todas as repartições e outros lugares, numa elegante gaiola, para no momento oportuno anunciar a sua presença. Seria um sobressalto providencial e sob forma tão inocente e agradável que ninguém se aborreceria.
O que me leva a crer no desaparecimento do bem-te-vi são as mudanças que começo a observar na sua voz. O ano passado, aqui nas mangueiras dos meus simpáticos vizinhos, apareceu um bem-te-vi caprichoso, muito moderno, que se recusava a articular as três sílabas tradicionais do seu nome, limitando-se a gritar: "...te-vi! ...te-vi", com a maior irreverência gramatical. Como dizem que as últimas gerações andam muito rebeldes e novidadeiras achei natural que também os passarinhos estivessem contagiados pelo novo estilo humano.
Logo a seguir, o mesmo passarinho, ou seu filho ou seu irmão — como posso saber, com a folhagem cerrada da mangueira? — animou-se a uma audácia maior Não quis saber das duas sílabas, e começou a gritar apenas daqui, dali, invisível e brincalhão: "...vi! ...vi! ...vi! ..." o que me pareceu divertido, nesta era do twist.
O tempo passou, o bem-te-vi deve ter viajado, talvez seja cosmonauta, talvez tenha voado com o seu team de futebol — que se não há de pensar de bem-te-vis assim progressistas, que rompem com o canto da família e mudam os lemas dos seus brasões? Talvez tenha sido atacado por esses crioulos fortes que agora saem do mato de repente e disparam sem razão nenhuma no primeiro indivíduo que encontram.
Mas hoje ouvi um bem-te-vi cantar E cantava assim: "Bem-bem-bem...te-vi!" Pensei: "É uma nova escola poética que se eleva da mangueira!..." Depois, o passarinho mudou. E fez: "Bem-te-te-te... vi!" Tornei a refletir: "Deve estar estudando a sua cartilha... Estará soletrando..." E o passarinho: "Bem-bem-bem...te-te-te...vi-vi-vi!"
Os ornitólogos devem saber se isso é caso comum ou raro. Eu jamais tinha ouvido uma coisa assim! Mas as crianças, que sabem mais do que eu, e vão diretas aos assuntos, ouviram, pensaram e disseram: "Que engraçado! Um bem-te-vi gago!"
(É: talvez não seja mesmo exotismo, mas apenas gagueira...)
Texto extraído do livro “Escolha o seu sonho", Editora Record – Rio de Janeiro, 2002, pág. 53
I. Pedro trabalha na _________ de artigos masculinos.
II. O pai _________ a saída do filho da academia, para que ele chegasse cedo ao médico.
III. No ano passado o IBGE fez o ________ da população.
Indique a resposta que completa corretamente - pela ordem - as lacunas.