Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q1724806 Português
Assinale a alternativa que apresenta palavra que deveria ter sido escrita com X e não com CH:
Alternativas
Q1724804 Português
Em qual das alternativas a frase está corretamente escrita:
Alternativas
Q1722542 Português

Pelada


    Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto. E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: “Eu jogo na linha! eu sou o Lula!; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe”. Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha. Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro joga sem camisa. Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula. Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho. Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, uma número cinco, cheia de carimbos ilustres: “Copa Rio-Oficial”, “FIFA – Especial”. Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!), jamais seria barrada em recepção do Itamaraty. No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha. Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura. Nova saída. Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas. O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar. Em cada gomo o coração de uma criança.

In: Armando Nogueira Os melhores da crônica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977

As palavras atrás, silêncios e lá são acentuadas, corretamente, por serem:
Alternativas
Q1722241 Português
Assinale a alternativa incorreta quanto à flexão do adjetivo:
Alternativas
Q1722240 Português
INSTRUÇÃO: A questão diz respeito à tirinha a seguir. Leia-a atentamente antes de respondê-la.

Quanto à ortografia da Tirinha, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1722054 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do hífen esteja incorreto.
Alternativas
Q1721664 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente as frases: I – Ele sempre _____a mesa organizada. II – As famílias_____ ajuda do governo. III – Os recursos humanos___ nos motins do presídio.
Alternativas
Q1721593 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

As palavras Pará, está, cá, pá acentuam-se por serem:
Alternativas
Q1721587 Português

CINZAS DA INQUISIÇÃO


1.     Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história europeia, que tendo durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo, se prestássemos muita atenção, íamos falar de um certo Antônio José – o Judeu, um português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças de teatro.

2.     Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades, que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem frequentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica nacional.

3.     Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história das instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge viver fora da história.

4.     Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução da consciência histórica. Se neste ano (1987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos concentrar para rever a “república” decretada por Deodoro. Os próximos dois anos poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico, convocando a todos: “Libertem de novo os escravos”, “proclamem de novo a República”.

5.      Fazer história é fazer falar o passado e o presente, criando ecos para o futuro.

6.    História é o antissilêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos, frustações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um silêncio ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem julga que os arquivos são lugares de poeira e mofo. Ali está pulsando algo. Como um vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou àquele imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse por ele.

7.      A história começa com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.


(SANT’ANNA, Affonso R. de. A raiz quadrada do absurdo. Rio de Janeiro, Editora Rocco, 1989)

Indique a alternativa em que todas as palavras se agrupam pela mesma regra de acentuação:
Alternativas
Q1721089 Português
As regras de acentuação gráfica são padrões de utilização dos sinais diacríticos, cuja finalidade é possibilitar a fiel expressão da sílaba tônica e a modulação aberta ou fechada das vogais, para que a leitura e compreensão de um conteúdo escrito seja modulado à linguagem falada. Todas as palavras oxítonas estão grafadas corretamente em:
Alternativas
Q1720911 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Como no início dos anos 1900 ainda não existia o avião, o principal critério científico usado para definir o que então se chamava de “aeronave mais pesada que o ar” era este: o avião precisava decolar, voar e aterrissar valendo-se tão somente da força de um motor próprio. Santos Dumont, e não os irmãos Wright, foi o primeiro a cumprir essa exigência.
A invenção da dupla não foi considerada um avião porque o aparelho com motor de 12 cavalos não decolava por meios próprios, pois era preciso aproveitar o impulso de um vento forte, de 40 km por hora, ou utilizar uma catapulta. Ninguém de credibilidade relatou a proeza. Até 1908, quando construíram uma máquina mais desenvolvida, os americanos não aceitavam repetir o voo aos olhos do público. A única prova de que os americanos Orville e Wilbur teriam voado antes de Santos Dumont, no dia 17 de abril de 1903, nos Estados Unidos, veio deles mesmos, através de um telegrama enviado à França. A dupla se recusava cumprir o desafio em público.

Trecho da biografia dos Irmãos Wright, realizada por Dilva Frazão, presente no site e-biografia.com, dezembro de 2017.
A respeito do acento utilizado no termo “início”, presente na frase “Como no início dos anos 1900 ainda não existia o avião”, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1720533 Português
É uma palavra oxítona e não deveria ter sido acentuada:
Alternativas
Q1720531 Português
Em qual das alternativas a frase está corretamente escrita?
Alternativas
Q1720527 Português
Assinale a alternativa em que pelo menos uma das palavras deveria ter sido escrita com J e não com G:
Alternativas
Q1720384 Português
É correto afirmar que a palavra “seríamos” é acentuada pela mesma regra de acentuação que a palavra:
Alternativas
Q1720326 Português
A palavra “fácil” é acentuada pela seguinte regra:
Alternativas
Q1720305 Português
Assinale a alternativa em que pelo menos uma das palavras está corretamente escrita:
Alternativas
Q1720300 Português
Em qual das alternativas a frase está corretamente escrita?
Alternativas
Q1720094 Português
O acordo ortográfico de 2008 teve como proposta central a aproximação dos países que adotam a língua portuguesa como idioma oficial, concedendo unidade ao contexto da lusofonia no mundo. A esse respeito, assinale a alternativa que contenha apenas palavras que tiveram seu registro alterado em relação à grafia.
Alternativas
Q1719967 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Vacinação é _______ para evitar a volta de doenças erradicadas 



Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.proteste.org.br/saude-e-bem-estar/doencas/noticia/vacinacao/

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, ligando as palavras que recebem acento gráfico pelo mesmo motivo; ou seja, em razão da mesma regra.
Coluna 1 1. Saúde. 2. Notícias. 3. Alérgica. 4. Vírus.
Coluna 2 ( ) Único. ( ) País. ( ) Lábios. ( ) Bônus.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Respostas
11221: A
11222: C
11223: C
11224: C
11225: D
11226: B
11227: B
11228: C
11229: E
11230: A
11231: A
11232: A
11233: A
11234: D
11235: C
11236: B
11237: D
11238: B
11239: B
11240: C