Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
Foram encontradas 18.128 questões
I – No décimo primeiro parágrafo, segundo período, o vocábulo infraestrutura foi grafado corretamente, sem o uso do hífen.
II – Tal qual o vocábulo infraestrutura, também é correta a grafia de antiinflamatório.
III – No décimo primeiro parágrafo, terceiro período, o vocábulo escassez, derivado do adjetivo escasso, foi corretamente grafado, com -z, a exemplo de frigidez (< frígido), palidez (< pálido), entre outros.
IV – O vocábulo Emgepron foi grafado corretamente com letra inicial maiúscula, pois se trata de nome próprio de empresa.
V – No primeiro parágrafo, segundo período, o vocábulo dezembro foi grafado incorretamente, pois os nomes dos meses, na língua portuguesa, devem ser escritos com inicial maiúscula.
Está correto apenas o que se afirma em
( ) No primeiro parágrafo, o vocábulo público foi acentuado corretamente porque se trata de uma proparoxítona.
( ) No segundo parágrafo, no trecho “[...] destinada a construir navios [...]”, faltou o acento indicativo da crase antes do verbo construir: destinada à construir, pois há a contração da preposição “a” com o artigo feminino “a”: destinada à construção.
( ) No terceiro parágrafo, os vocábulos ministérios e Saúde foram corretamente grafados, pois o primeiro é uma paroxítona terminada em ditongo; o segundo porque se acentua a vogal -u- quando for tônica e em hiato.
( ) No sétimo parágrafo, no primeiro período, grafou-se incorretamente a locução a fim de, a qual deveria ser escrita: afim de.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
A verdadeira história do Papai Noel
O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.
O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.
Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.
(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)
1 sincretismo: combinação
2 naco: parte, pedaço
Avalie as seguintes afirmações acerca do uso de verbo em situações textuais, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 06, a forma verbal ‘fora’ poderia ser substituída por ‘consistia’ sem provocar qualquer alteração ao contexto.
( ) As lacunas das linhas 09 e 23, ao serem completadas pelo verbo ‘ter’ no presente do indicativo, devem receber a forma verbal grafada com acento circunflexo, atendendo a regras de concordância.
( ) Na frase ‘não há inversão dos polos magnéticos da terra’ da linha 22, não se pode determinar o sujeito da forma verbal ‘há’, visto que o verbo haver é impessoal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. “O surpreendente efeito da positividade tóxica na saúde mental” – “O nocivo efeito da positividade tóxica na saúde mental.”
II. “O surpreendente efeito da positividade tóxica na saúde mental” – “O surpreendente efeito da positividade danosa na saúde mental.”
III. “Pode parecer contraditório, mas a positividade pode ser tóxica.” – “Pode parecer contraditório, todavia a positividade pode ser tóxica.”
IV. “(...) o positivismo tóxico tem consequências psicológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão". – “(...) o positivismo tóxico têm consequências psicológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão.”
V. “Gutiérrez acredita que houve um aumento do positivismo tóxico ‘nos últimos anos’, mas principalmente durante a pandemia.” – “Gutiérrez acredita que houveram aumentos do positivismo tóxico ‘nos últimos anos’, mas principalmente durante a pandemia.”
O sentido e a correção gramatical dos excertos foram devidamente mantidos apenas em
O desafio
Vou desafiar meus leitores e minhas leitoras. É um convite a uma posição mais científica na formulação de opiniões. O pensamento científico tenta enfrentar o que for “preconceito”. Dentre muitos sentidos, a palavra indica um conceito surgido antes da experiência, algo que está na cabeça sem observação da realidade. Como na parábola dos cegos que apalpam um elefante, uns imaginam que a forma do mamífero seja de uma espada por tocarem no marfim, outro afirma ser uma parede por tocar seu abdômen e um terceiro garante que é uma mangueira por ter encostado, exclusivamente, na tromba. (…) Tenho encontrado defensores e detratores apaixonados da obra do recifense [Paulo Freire]. Encontro bem menos leitores. Lanço o desafio cheio de esperança no centenário dele: antes de defender ou atacar Paulo Freire, leia dois livros dele ao menos. Depois de ler e examinar a obra, (…) emita sua sagrada opinião, agora com certo embasamento. Educação é algo muito sério. Paulo Freire encarou o gravíssimo drama do analfabetismo. Hoje vivemos outro tipo de drama: pessoas que possuem a capacidade de ler e se recusam a fazê-lo.
(Leandro Karnal. O desafio. Jornal O Estado de São Paulo, set.2021. Adaptado)
Aquela bola
Na volta do jogo, o pai dirigindo o carro, a mãe ao seu lado, o garoto no banco de trás, ninguém dizia nada. Finalmente o pai não se aguentou e falou:
- Você não podia ter perdido aquela bola, Rogério.
- Luiz Otávio… – começou a dizer a mãe, mas o pai continuou:
- Foi a bola do jogo. Você não dividiu, perdeu a bola e eles fizeram o gol.
- Deixa o menino, Luiz Otávio.
- Não. Deixa o menino não. Ele tem que aprender que, numa bola dividida como aquela, se entra pra rachar. O outro, o loirinho, que é do mesmo tamanho dele, dividiu, ficou com a bola, fez o passe para o gol e eles ganharam o jogo.
- O loirinho se chama Rubem. É o melhor amigo dele.
- Não interessa, Margarete. Nessas horas não tem amigo. Em bola dividida, não existe amigo.
- E se ele machucasse o Rubem?
- E se machucasse? O Rubem teve medo de machucá-lo? Não teve. Entrou mais decidido do que ele na bola, ficou com ela e eles ganharam o jogo.
- Você está dizendo para o seu filho que é mais importante ficar com a bola do que não machucar um amigo?
- Estou dizendo que em bola dividida ganha quem entra com mais decisão. Amigo ou não.
- Vale rachar a canela de um amigo pra ficar com a bola?
- Vale entrar com firmeza, só isso. Pé de ferro. Doa a quem doer.
- É apenas futebol, Luiz Otávio.
- Aí é que você se engana. Não é apenas futebol. É a vida. Ele tem que aprender que na vida dele haverão várias ocasiões em que ele terá que dividir a bola pra rachar e….
- Haverá – disse Rogério, no banco de trás.
- O quê?
- Acho que não é “haverão”. É “haverá”. O verbo haver não…
- Ah, agora estão corrigindo meu português. Muito bem! Eu não sou apenas o pai insensível, que quer ver o filho quebrando pernas pra vencer na vida. Também não sei gramática.
- Luiz Otávio…
- Pois fiquem sabendo que o que se aprende na vida é muito mais importante do que o que se aprende na escola. Está me ouvindo, Rogério? Um dia você ainda vai agradecer ao seu pai por ter lhe ensinado que na vida vence quem entra nas divididas pra valer.
- Como você, Luiz Otávio?
- O quê?
- Você dividiu muitas bolas pra subir na vida, Luiz Otávio? Não parece, porque não subiu.
- Ora, Margarete…
- Conta pro Rogério em quantas divididas você entrou na sua vida. Conta por que o Simão acabou chefe da sua seção enquanto você continuou onde estava. Conta!
- Margarete…
- Conta!
- Eu estava falando em tese…
Luís Fernando Veríssimo
No trecho abaixo existe uma palavra homógrafa, ou seja, que apresenta o mesmo som, porém diferentes grafias em diferentes contextos:
Conta pro Rogério em quantas divididas você entrou na sua vida. Conta por que o Simão acabou chefe da sua seção enquanto você continuou onde estava. Conta!
Assinale a alternativa em que a palavra destacada (sessão, seção ou cessão) foi usada de forma equivocada segundo as normas da gramática da língua portuguesa:
Leia as frases abaixo, atentando ao vocábulo que se repete em todas elas.
1) Desculpe-me pelo bolo que te dei ontem.
2) O bolo do seu aniversário estava delicioso.
3) Tenho um bolo de papéis velhos para reciclagem na minha casa.
Após leitura das frases, conclui-se que a palavra bolo indica um caso de:
“A pobreza menstrual, como a situação ficou conhecida, chegou ao Senado por iniciativa popular. Vindas de mulheres.”
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, há erro referente à



