Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Para responder à questão, observe a tirinha abaixo:



Um executivo de uma empresa recebeu a seguinte mensagem eletrônica:
“Guilherme participou da reunião dos diretores com Heitor, na sucursal de Belo Horizonte, na qual ele voltou a pedir unidade na empresa.”
Assinale a opção que indica o problema de escritura dessa mensagem.
“Posto que o capitão-mor desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que se ora nesta navegação achou, não deixarei de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder ainda que, para bem contar e falar, o saiba pior que todos fazer.”
Esse segmento inicial da Carta nos mostra como a linguagem muda com o tempo; assim, se, em lugar do século XVI, esse texto fosse adaptado para nossos dias, deveríamos substituir
I. A Semântica é a parte da gramática que trata da significação das palavras que podem estar isoladas ou contextualizadas.
II. A Paronímia é a área da Semântica que estuda as palavras que possuem significado parecido ou sentido semelhante.
III. A Sinonímia é a área da Semântica que estuda as palavras que se assemelham na escrita e na pronúncia, mas que possuem significados distintos.
IV. A Antonímia é a área da Semântica responsável por estudar as palavras que são antônimas. Essas palavras possuem significados exatamente contrários uma da outra.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.

A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Texto CG1A1-I
Começarei por vos contar em brevíssimas palavras um fato notável da vida camponesa ocorrido numa aldeia dos arredores de Florença há mais de quatrocentos anos. Permito-me pedir toda a vossa atenção para este importante acontecimento histórico porque, ao contrário do que é corrente, a lição moral extraível do episódio não terá de esperar o fim do relato, saltar-vos-á ao rosto não tarda.
Estavam os habitantes nas suas casas ou a trabalhar nos cultivos quando se ouviu soar o sino da igreja. O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se. Instantes depois a porta abria-se e um camponês aparecia no limiar. Ora, não sendo este o homem encarregado de tocar habitualmente o sino, compreende-se que os vizinhos lhe tenham perguntado onde se encontrava o sineiro e quem era o morto. “O sineiro não está aqui, eu é que toquei o sino”, foi a resposta do camponês. “Mas então não morreu ninguém?”, tornaram os vizinhos, e o camponês respondeu: “Ninguém que tivesse nome e figura de gente, toquei a finados pela Justiça porque a Justiça está morta”.
Que acontecera? Acontecera que o ganancioso senhor do lugar andava desde há tempos a mudar de sítio os marcos das estremas das suas terras. O lesado tinha começado por protestar e reclamar, depois implorou compaixão, e finalmente resolveu queixar-se às autoridades e acolher-se à proteção da justiça. Tudo sem resultado, a espoliação continuou. Então, desesperado, decidiu anunciar a morte da Justiça. Não sei o que sucedeu depois, não sei se o braço popular foi ajudar o camponês a repor as estremas nos seus sítios, ou se os vizinhos, uma vez que a Justiça havia sido declarada defunta, regressaram resignados, de cabeça baixa e alma sucumbida, à triste vida de todos os dias.
Suponho ter sido esta a única vez que, em qualquer parte do mundo, um sino chorou a morte da Justiça. Nunca mais tornou a ouvir-se aquele fúnebre dobre da aldeia de Florença, mas a Justiça continuou e continua a morrer todos os dias. Agora mesmo, neste instante, longe ou aqui ao lado, à porta da nossa casa, alguém a está matando. De cada vez que morre, é como se afinal nunca tivesse existido para aqueles que nela tinham confiado, para aqueles que dela esperavam o que da Justiça todos temos o direito de esperar: justiça, simplesmente justiça. Não a que se envolve em túnicas de teatro e nos confunde com flores de vã retórica judicialista, não a que permitiu que lhe vendassem os olhos e viciassem os pesos da balança, não a da espada que sempre corta mais para um lado que para o outro, mas uma justiça pedestre, uma justiça companheira cotidiana dos homens, uma justiça para quem o justo seria o mais rigoroso sinônimo do ético, uma justiça que chegasse a ser tão indispensável à felicidade do espírito como indispensável à vida é o alimento do corpo. Uma justiça exercida pelos tribunais, sem dúvida, sempre que a isso os determinasse a lei, mas também, e sobretudo, uma justiça que fosse a emanação espontânea da própria sociedade em ação, uma justiça em que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.
José Saramago. Este mundo da injustiça globalizada.
Internet:<dominiopublico.gov.br>
TEXTO I
Durante o período de isolamento social devido à pandemia da Covid-19, ocorreram incidentes por todo o mundo contra o patrimônio cultural. Ainda no mês de março, na Holanda, a famosa obra "Jardim da Primavera" do pintor Vincent Van Gogh foi roubada do Museu Singer Laren. No Brasil, também há diversos casos de crimes contra o patrimônio cultural, podendo ser citados acontecimentos em Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais.
O parque de esculturas Francisco Brennand foi alvo do vandalismo que danificou um dos principais cartões postais da cidade do Recife, considerado patrimônio cultural da cidade e, diante disso, a única informação exposta sobre o ocorrido foi uma nota publicada pela própria instituição e nenhuma medida pública de conservação ou tentativa de preservação do parque foi discutida, além de uma nota da Emlurb afirmando que iria avaliar o caso.
No local, infelizmente, é comum a ocorrência de atos de vandalismo como esse e, devido ao isolamento social e à menor circulação de pessoas na rua, o patrimônio ficou ainda mais exposto. Mas, apesar do conhecimento por parte das autoridades, nenhuma medida foi imposta nesse período de isolamento, nem houve reforço de segurança.
Em João Pessoa, bandidos invadiram a Fundação Casa de José Américo e levaram medalhas de antigos governadores, as quais possuem grandioso valor histórico. Além disso, em Belo Horizonte houve ocorrência de várias ações criminosas de invasão a algumas igrejas e depredação de imagens sagradas.
Em face desses acontecimentos, foram emitidas recomendações pela força-tarefa do Patrimônio Cultural do Ministério Público de Contas do Estado da Paraíba, bem como pelo de Minas Gerais, para o aumento e reforço de segurança nas áreas de patrimônio cultural como forma de prevenir tais acontecimentos.
Em razão da crise que o mundo vive, as ações de recuperação dessas obras se tornam invisíveis pela razão de não serem prioridade para as autoridades governamentais, por isso a existência da recomendação de prevenção desses atos criminosos.
Em tempos de pandemia, em que há preocupações veementes nas esferas da saúde, a segurança de nosso povo não deve ser deixada de lado, bem como a segurança de nossa história, através do patrimônio cultural do povo brasileiro.
Camila da Silva Lira e Júlia Melo Vicente da Silva (Adaptado de: https://www.conjur.com.br/2020-mai09/opiniao-patrimonio-protecao-pandemia)
Texto para responder à questão.
Jornalismo – crise versus oportunidade
O jornalismo está fustigado não apenas por uma crise grave. Vive uma mudança cultural vertiginosa, enlouquecida, mas fascinante. A revolução digital é um processo disruptivo. Quebra todos os moldes e exige uma baita reinvenção pessoal. Quem não tiver disposição de mudar a própria cabeça, rápida e efetivamente, deve comprar uma rede e contemplar as belezas do mar.
O jornalismo vai morrer? Não. Nunca se consumiu tanta informação como na atualidade. O modelo de negócios está na UTI. A publicidade tradicional evaporou-se. E não voltará. Além disso, perdemos o domínio da narrativa.
O modo de produzir informação e o diálogo com o consumidor romperam o modelo tradicional. As pessoas rejeitam intermediações – dos partidos, das igrejas, das corporações, dos veículos de comunicação.
O que fazer? Olhar para trás? Tentar fazer mudanças cosméticas? Fazer o papel ridículo das velhas de minissaia? Não. Precisamos olhar para a frente e descobrir incríveis oportunidades.
Mas é preciso, previamente, fazer uma autocrítica corajosa a respeito do modo como vemos o mundo e dialogamos com ele.
Qual é o nosso mundo? Antes da era digital, em quase todas as famílias existia um álbum de fotos. Lembra-se disso, amigo leitor? Lá estavam nossas lembranças, nossos registros afetivos, nossa saudade. Muitas vezes abríamos o álbum e a imaginação voava. Era bem legal.
Agora fotografamos tudo e arquivamos compulsivamente. Nosso antigo álbum foi substituído pelas galerias de fotos de nossos dispositivos móveis. Temos overdose de fotos, mas falta o mais importante: a memória afetiva, a curtição daqueles momentos. Fica para depois. E continuamos fotografando e arquivando. Pensamos, equivocadamente, que o registro do momento reforça sua lembrança, mas não é assim. Milhares de fotos são incapazes de superar a vivência de um instante. É importante guardar imagens. Mas é muito mais importante viver cada momento com intensidade. As relações afetivas estão sucumbindo à coletiva solidão digital.
Algo análogo, muito parecido mesmo, acontece com o consumo da informação. Navegamos freneticamente no espaço virtual. Uma enxurrada de estímulos dispersa a inteligência. Ficamos reféns da superficialidade. Perdemos contexto e sensibilidade crítica. A fragmentação dos conteúdos pode transmitir certa sensação de liberdade. Não dependemos, aparentemente, de ninguém. Somos os editores do nosso diário personalizado. Será?
Não creio, sinceramente. Penso haver uma crescente nostalgia de conteúdos editados com rigor, critério e qualidade técnica e ética. Há uma demanda reprimida de reportagem. É preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre.
Jornalismo sem alma e sem rigor. É o diagnóstico de uma perigosa doença que contamina redações. O leitor não sente o pulsar da vida. As reportagens não têm cheiro do asfalto. É preciso dar novo brilho à reportagem e ao conteúdo bem editado, sério, preciso, isento.
É preciso contar boas histórias. Com transparência e sem filtros ideológicos. O bom jornalista ilumina a cena, o repórter manipulador constrói a história.
Sucumbe-se, frequentemente, ao politicamente correto. Certas matérias, algemadas por chavões inconsistentes que há muito deveriam ter sido banidos das redações, mostram o flagrante descompasso entre essas interpretações e a força eloquente dos números e dos fatos. Resultado: a credibilidade, verdadeiro capital de um veículo, se esvai pelo ralo dos preconceitos.
A crise do jornalismo está intimamente relacionada com a perda de qualidade do conteúdo, com o perigoso abandono de sua vocação pública e com sua equivocada transformação em produto mais próprio para consumo privado. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho ofício”. É urgente investir fortemente na formação e qualificação dos profissionais. O valor do jornalismo se chama informação de alta qualidade, talento, critério, ética, inovação. O Brasil precisa da segurança da informação confiável.
(Carlos Alberto Di Franco. O Estado de São Paulo. Acesso em:
06/09/2021. Adaptado.)
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 

