Questões de Concurso Sobre ortografia em português

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Q4105716 Português
Assinale o item em que a palavra destacada está incorretamente aplicada:
Alternativas
Q4105524 Português

Homeschooling

Por Audry Branco



(Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/homeschooling.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 01, 15 e 30. 
Alternativas
Q4105255 Português
Melhore o ambiente de trabalho com as cores certas

Por Leonardo Grandchamp


(Disponível em: https://www.jornalcontabil.com.br/melhore-o-ambiente-de-trabalho-com-a-escolhacerta-de-cores/ – texto adaptado especialmente para essa prova). 
A palavra “serviço” é grafada com “Ç”. Assinale a alternativa em que ocorre o mesmo caso. 
Alternativas
Q4105250 Português
Melhore o ambiente de trabalho com as cores certas

Por Leonardo Grandchamp


(Disponível em: https://www.jornalcontabil.com.br/melhore-o-ambiente-de-trabalho-com-a-escolhacerta-de-cores/ – texto adaptado especialmente para essa prova). 
Assinale a alternativa que apresenta as palavras em ordem alfabética. 
Alternativas
Q4105249 Português
Melhore o ambiente de trabalho com as cores certas

Por Leonardo Grandchamp


(Disponível em: https://www.jornalcontabil.com.br/melhore-o-ambiente-de-trabalho-com-a-escolhacerta-de-cores/ – texto adaptado especialmente para essa prova). 
A palavra “ambiente” é escrita com “M”. Assinale a alternativa em que ocorre o mesmo caso. 
Alternativas
Q4103550 Português
Assinale a alternativa em que nem todas as palavras estão escritas de forma correta: 
Alternativas
Q4102282 Português
Lucíola
I
     A senhora estranhou, na última vez que estivemos juntos, a minha excessiva indulgência pelas criaturas infelizes, que escandalizam a sociedade com a ostentação do seu luxo e extravagâncias.
     Quis responder-lhe imediatamente, tanto é o apreço em que tenho o tato sutil e esquisito da mulher superior para julgar de uma questão de sentimento. Não o fiz, porque vi sentada no sofá, do outro lado do salão, sua neta, gentil menina de 16 anos, flor cândida e suave, que mal desabrocha à sombra materna. Embora não pudesse ouvir-nos, a minha história seria uma profanação na atmosfera que ela purificava com os perfumes da sua inocência; e — quem sabe? — talvez por ignota repercussão o melindre de seu pudor se arrufasse unicamente com os palpites de emoções que iam acordar em minha alma. 
    Receei também que a palavra viva, rápida e impressionável não pudesse, como a pena calma e refletida, perscrutar os mistérios que desejava desvendar-lhe, sem romper alguns fios da tênue gaza com que a fina educação envolve certas ideias, como envolve a moda em rendas e tecidos diáfanos os mais sedutores encantos da mulher. Vê-se tudo; mas furta-se aos olhos a indecente nudez.
    Calando-me naquela ocasião, prometi dar-lhe a razão que a senhora exigia; e cumpro o meu propósito mais cedo do que pensava. Trouxe no desejo de agradarlhe a inspiração; e achei voltando a insônia de recordações que despertara a nossa conversa. Escrevi as páginas que lhe envio, as quais a senhora dará um título e o destino que merecerem. É um perfil de mulher apenas esboçado. 
   Desculpe, se alguma vez a fizer corar sob os seus cabelos brancos, pura e santa coroa de uma virtude que eu respeito. O rubor vexa em face de um homem; mas em face do papel, muda e impassível testemunha, ele deve ser para aquelas que já imolaram à velhice os últimos desejos, uma como essência de gozos extintos, ou extremo perfume que deixam nos espinhos as desfolhadas rosas.
     De resto, a senhora sabe que não é possível pintar sem que a luz projete claros e escuros. Às sombras do meu quadro se esfumam traços carregados, contrastam debuxando o relevo colorido de límpidos contornos. 
ALENCAR, José de. Lucíola. Ministério da Cultura, Fundação Biblioteca Nacional - Departamento Nacional do Livro.

Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000035.pdf>. Acesso em: 04 jun 2021. 

As palavras em destaque no primeiro capítulo da obra Lucíola, de José de Alencar, possuem uma característica em comum: todas elas são acentuadas. Considerando a regra de acentuação que determina que todas as proparoxítonas são acentuadas, assinale a alternativa que apresenta apenas palavras do texto que pertencem a esse grupo.
Alternativas
Q4102277 Português
Sobre as regras de acentuação gráfica, analise os excertos abaixo:

I – Paroxítonas terminadas em r, l, n, x, ps são acentuadas.
II – Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
III – Ditongos abertos em oi e ei, em palavras paroxítonas, não são acentuados.
IV – Vogais tônicas i e u precedidas de ditongo decrescente, em paroxítonas, são acentuadas.
Alternativas
Q4099209 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

Chefes e funcionários divergem sobre o perfil de liderança dos gestores

Por Juliana Américo

texto.jpg (682×604)

(Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
De acordo com o acordo ortográfico vigente, a palavra “autoavaliação” (l. 11) deve ser grafada sem hífen. Assinale a alternativa na qual a palavra tenha sido INCORRETAMENTE grafada sem hífen.
Alternativas
Q4088223 Português
Assinale a alternativa que apresenta as palavras com acentuação (ou ausência de acentuação) CORRETAS: 
Alternativas
Q4088222 Português
O vocábulo “variáveis” recebe acento gráfico porque:
Alternativas
Q4087912 Português

Natal



    É noite de Natal, e estou sozinho na casa de um amigo, que foi para a fazenda. Mais tarde talvez saia. Mas vou me deixando ficar sozinho, numa confortável melancolia, na casa quieta e cômoda. Dou alguns telefonemas, abraço à distância alguns amigos. Essas poucas vozes, de homem e de mulher, que respondem alegremente à minha, são quentes, e me fazem bem. “Feliz Natal, muitas felicidades”; dizemos essas coisas simples com afetuoso calor; dizemos e creio que sentimos, e como sentimos, merecemos. Feliz Natal!

    Desembrulho a garrafa que um amigo teve a lembrança de me mandar ontem; vou lá dentro, abro a geladeira, preparo um uísque, e venho me sentar no jardinzinho, perto das folhagens úmidas. Sinto‐me bem, oferecendo‐me este copo, na casa silenciosa, nessa noite de rua quieta. Este jardinzinho tem o encanto sábio e agreste da dona da casa que o formou. É um pequeno espaço folhudo e florido de cores, que parece respirar; tem a vida misteriosa das moitas perdidas, um gosto de roça, uma alegria meio caipira de verdes, vermelhos e amarelos.

    Penso, sem saudade nem mágoa, no ano que passou. Há nele uma sombra dolorosa; evoco‐a neste momento, sozinho, com uma espécie de religiosa emoção. Há também no fundo da paisagem escura e desarrumada desse ano, uma clara mancha de sol. Bebo silenciosamente a essas imagens da morte e da vida; dentro de mim elas são irmãs. Penso em outras pessoas. Sinto uma grande ternura pelas pessoas; sou um homem sozinho, numa noite quieta, junto de folhagens úmidas, bebendo gravemente em honra de muitas pessoas.

    De repente um carro começa a buzinar com força, junto ao meu portão. Talvez seja algum amigo que venha me desejar Feliz Natal ou convidar para ir a algum lugar. Hesito ainda um instante; ninguém pode pensar que eu esteja em casa a esta hora. Mas a buzina é insistente. Levanto‐me com certo alvoroço, olho a rua, e sorrio; é um caminhão de lixo. Está tão carregado, que nem se pode fechar; tão carregado como se trouxesse todo o lixo do ano que passou, todo o lixo da vida que se vai vivendo. Bonito presente de Natal!

    O motorista buzina ainda algumas vezes, olhando uma janela do sobrado vizinho. Lembro‐me de ter visto naquela janela uma jovem mulata de vermelho, sempre a cantarolar e espiar a rua. É certamente a ela quem procura o motorista retardatário; mas a janela permanece fechada e escura. Ele movimenta com violência seu grande carro negro e sujo; parte com ruído, estremecendo a rua.

    Volto à minha paz, e ao meu uísque. Mas a frustração do lixeiro, e a minha também, quebraram o encanto solitário da noite de Natal. Fecho a casa e saio devagar; vou humildemente filar uma fatia de presunto e de alegria na casa de uma família amiga.



(Rubem Braga. In: 200 Crônicas Escolhidas. Editora Record, 2010. Adaptado.) 

A expressão “sábio”, evidenciada no texto, é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte palavra:
Alternativas
Q4087217 Português

Teatro


    Apesar de não existirem registros históricos do surgimento da arte do teatro, algumas hipóteses dão conta de que a arte de representar nasceu da sua própria essência, que é a mímesis (do grego mimésis), que significa imitação. Foi imitando os animais, mostrando os dentes, batendo palmas, que os humanos da Pré-história aprenderam a arte de representar. Acreditamos que assim agiam em adoração aos seus deuses, nos rituais, nas danças para o fogo ou para a chuva. Ou também como demonstração de superioridade pelo macho dominante sobre os machos do grupo, impondo respeito, medo e aceitação.



    A arte do teatro é construída pela fantasia de uma história, pela representação de um ator e pela assistência de uma pla teia. É como num jogo, muito parecido com o mundo real. Essa arte evoluiu com a humanidade. O teatro, como o conhecemos hoje, teve seus primeiros registros na Grécia Antiga.


(BELLO, Paulo. Trilha 2. Teatro. Digital arte: color. Curitiba. Adaptado.)

A expressão “hipóteses” transcrita no texto é acentuada pela mesma razão que a seguinte palavra: 
Alternativas
Q4087211 Português

Teatro


    Apesar de não existirem registros históricos do surgimento da arte do teatro, algumas hipóteses dão conta de que a arte de representar nasceu da sua própria essência, que é a mímesis (do grego mimésis), que significa imitação. Foi imitando os animais, mostrando os dentes, batendo palmas, que os humanos da Pré-história aprenderam a arte de representar. Acreditamos que assim agiam em adoração aos seus deuses, nos rituais, nas danças para o fogo ou para a chuva. Ou também como demonstração de superioridade pelo macho dominante sobre os machos do grupo, impondo respeito, medo e aceitação.



    A arte do teatro é construída pela fantasia de uma história, pela representação de um ator e pela assistência de uma pla teia. É como num jogo, muito parecido com o mundo real. Essa arte evoluiu com a humanidade. O teatro, como o conhecemos hoje, teve seus primeiros registros na Grécia Antiga.


(BELLO, Paulo. Trilha 2. Teatro. Digital arte: color. Curitiba. Adaptado.)

A norma culta, também chamada de língua padrão, registro formal e língua culta, é um modelo de bem falar e escrever que tem como base a forma como falam e escrevem as pessoas cultas na época atual. Considerando a norma culta da língua, há ERRO de grafia em: 
Alternativas
Q4086713 Português

Uma foca solitária


    Perdi a hora no quinto dia e acordei surpreso. Um raio de sol entrava pela janelinha. Ao sair, não queria crer nos meus olhos: “navegando em mar de azeite”, diria mais tarde pelo rádio. Sem um pingo de vento, ou um centímetro de onda sequer, era difícil imaginar que fosse o mesmo Atlântico de uns dias atrás. Mais que tudo, era surpreendente o silêncio, a sensação de vácuo nos ouvidos, depois de quatro dias ensurdecedores. Podia, finalmente, sentir o barco andar com a força de minhas remadas, e ouvir o ruído da proa deslizando para longe da África.


    Uma nova gaivota me fazia companhia. Muito engraçada, chegou a me pregar alguns sustos com seus grunhidos que pare ciam vozes humanas a distância. Pousada na água, esperava que eu passasse junto dela e, quando me afastava, levantava voo e pousava mais à frente, exatamente por onde eu voltaria a passar.


    Divertida brincadeira que me distraía enquanto atravessava horas seguidas de trabalho. Encerrei o dia com uma anotação no diário: “O mais belo pôr do sol da história”.


(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. Adaptado.) 

Considerando que a norma culta da língua portuguesa é usada em situações formais e monitoradas de comunicação, há ERRO de grafia em: 
Alternativas
Q4086706 Português

Uma foca solitária


    Perdi a hora no quinto dia e acordei surpreso. Um raio de sol entrava pela janelinha. Ao sair, não queria crer nos meus olhos: “navegando em mar de azeite”, diria mais tarde pelo rádio. Sem um pingo de vento, ou um centímetro de onda sequer, era difícil imaginar que fosse o mesmo Atlântico de uns dias atrás. Mais que tudo, era surpreendente o silêncio, a sensação de vácuo nos ouvidos, depois de quatro dias ensurdecedores. Podia, finalmente, sentir o barco andar com a força de minhas remadas, e ouvir o ruído da proa deslizando para longe da África.


    Uma nova gaivota me fazia companhia. Muito engraçada, chegou a me pregar alguns sustos com seus grunhidos que pare ciam vozes humanas a distância. Pousada na água, esperava que eu passasse junto dela e, quando me afastava, levantava voo e pousava mais à frente, exatamente por onde eu voltaria a passar.


    Divertida brincadeira que me distraía enquanto atravessava horas seguidas de trabalho. Encerrei o dia com uma anotação no diário: “O mais belo pôr do sol da história”.


(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. Adaptado.) 

A palavra “rádio” citada no texto é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte expressão: 
Alternativas
Q4086402 Português
Há ERRO de grafia em:
Alternativas
Q4086397 Português
Isso é muita sabedoria


    Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
    Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
    Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
    Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.


(Clarice Lispector. Viver em frases. 2012.)
O termo “pés” transcrito do texto é acentuado pelo mesmo motivo que a palavra:
Alternativas
Respostas
8561: C
8562: D
8563: D
8564: E
8565: B
8566: B
8567: D
8568: B
8569: C
8570: E
8571: E
8572: A
8573: D
8574: B
8575: B
8576: B
8577: A
8578: B
8579: C
8580: A