Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Julgue o item a seguir.
Deve-se usar letra minúscula quando em referência a
condições climáticas e meteorológicas: dia de sol, lua
cheia; já em relação a corpos celestes, deve-se usar letra
maiúscula: Sol, Lua, Terra, Marte, Via Láctea.
Julgue o item a seguir.
Considerando a ortografia oficial, é obrigatório grafar com
letra maiúscula nomes que designam domínios do saber,
cursos e disciplinas, como Português, Matemática,
Línguas e Literaturas Modernas.
A utilização de palavras parônimas, como "cavaleiro" e "cavalheiro", é recomendada em contextos formais para enriquecer o texto e evitar repetições, mantendo a elegância do discurso.
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamarde-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
É facultativo o uso do acento circunflexo em pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para distingui-lo da forma correspondente do presente do indicativo (pode).
Segundo o novo Acordo Ortográfico, usa-se hífen quando a palavra seguinte começar com h ou com vogal igual à última do prefixo, como em micro-ondas e semi-hospitalar.
Com o novo Acordo Ortográfico, o trema foi totalmente suprimido das palavras portuguesas ou aportuguesas. Assim, o trema também foi abolido de palavras derivadas de nomes próprios, como Müller, que, hoje, escreve-se Muller.
Lembranças do passado
1 Nasci na Itália e vim pequena para o Brasil. Meu pai era lavrador e trabalhou duro nas fazendas de café. Ganhava pouco, mas, com muita economia, conseguiu juntar dinheiro e mudamos para a cidade de São Paulo, em 1900. Foi uma emoção viajar naquele trem que soltava fagulhas pela chaminé!
2 Fomos morar em uma casa pequena, mas o quintal era enorme. Tinha horta; galinheiro; forno de barro para fazer pães e pizzas; duas cabras e um porco.
3 De tardezinha, a gente brincava na rua. Nem era preciso olhar para os lados, porque não tinha carros naquele tempo. Para ir de um lugar para outro, só a pé, a cavalo ou nos bondes puxados a burros.
4 Quando escurecia, passava o acendedor de lampiões, carregando uma vara comprida, com fogo na ponta, e, com ela, ia acendendo os bicos de gás dos postes. Quando a eletricidade chegou, muita coisa mudou. Os lampiões a gás foram substituídos pelas lâmpadas elétricas. Chegou o rádio e a família toda ficava ouvindo as notícias e as novelas. Chegou também o cinema, que, naquele tempo, tinha imagem, mas não tinha som. A inauguração dos bondes elétricos foi uma emoção. Todo mundo foi ver. Ele passou descendo a ladeira, e a molecada foi correndo atrás…
5 No fim de semana, a diversão preferida era o futebol. Foram os ingleses que trouxeram este esporte para o Brasil e todo mundo gostou. Cada bairro tinha seu time e muitos campinhos de futebol. Os rios eram tão limpos que neles a gente nadava e fazia competições de natação.
6 Os primeiros automóveis foram uma sensação. No começo eram poucos, mas foram aumentando e tomando conta da cidade. Os cheiros e barulhos mudaram.
7 A cidade foi mudando cada vez mais depressa e a vida da gente também. As novidades foram chegando: panelas de alumínio, geladeira, liquidificador, aspirador de pó, fogão a gás, objetos de plástico, roupas de náilon e, por fim, a melhor das novidades – a televisão. Mas quem era pobre só conseguiu comprar essas coisas depois que elas começaram a ser fabricadas no Brasil.
8 São Paulo foi crescendo sem parar. Dizem que é a cidade que mais depressa cresceu em todo o mundo, e isso era motivo de grande orgulho para os paulistas. […]
Rosicler Martins Rodrigues. Cidades brasileiras: o passado e o presente. São Paulo: Moderna, 1992
Com base na palavra em destaque na frase acima, ela está também grafada corretamente na frase do excerto:
A letra minúscula inicial é usada nos nomes dos dias, meses, estações do ano, como SEGUNDA-FEIRA, OUTUBRO e PRIMAVERA, e nos pontos cardeais quando escritos por extenso: NORTE, SUL, LESTE, OESTE.
Em todas as culturas, o processo pelo qual a lei geral suplanta a lei particular faz-se acompanhar de crises mais ou menos graves e prolongadas, que podem afetar profundamente a estrutura da sociedade. Quem compare, por exemplo, o regime do trabalho das velhas corporações e grêmios de artesãos com a “escravidão dos salários” nas usinas modernas tem um elemento precioso para o julgamento da inquietação social de nossos dias. Nas velhas corporações o mestre e seus aprendizes formavam uma só família, cujos membros se sujeitam a uma hierarquia natural, mas que partilham das mesmas privações e confortos. Foi o moderno sistema industrial que, separando os empregadores e empregados nos processos de manufatura e diferenciando cada vez mais suas funções, suprimiu a atmosfera de intimidade que reinava entre uns e outros e estimulou os antagonismos de classe. O novo regime tornava mais fácil, além disso, ao capitalista explorar o trabalho de seus empregados, a troco de salários ínfimos.
Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do penúltimo período do texto caso ele fosse assim reescrito: Foi no moderno sistema industrial que se separou os empregadores dos empregados nos processos de manufatura, e se criou diferenças cada vez maiores entre suas funções, o que suprimiu a atmosfera de intimidade que reinava entre uns e outros e estimulava os antagonismos de classe.


Quanto à estrutura linguística e ao vocabulário empregados no texto, julgue o item a seguir.
A correção do texto seria mantida caso fosse
empregado um ponto no lugar da vírgula após “COP
do Clima” (linha 8 e 9), desde que se alterasse a letra
inicial de “com” (linha 9) para maiúscula.