Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Fonte: COSTA, Cibele Lopresti; NOGUEIRA, Everaldo; GRETA, Marchetti. Geração Alpha Língua Portuguesa, 7. 5 ed. São Paulo, SM, 2023, p. 53.
I- Apalavra “indígenas” recebeu acentuação gráfica em razão da mesma regra de acentuação da palavra “médica”.
II- Apalavra “você” recebeu acentuação gráfica em razão da mesma regra de acentuação da palavra “já”.
III- Apalavra “água” recebe acentuação gráfica em razão da mesma regra de acentuação da palavra “ingênuo”.
IV- Apalavra “por quê” recebeu acentuação gráfica para marcar o valor substantivo do termo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I. Acender (por fogo, ligar) e ascender (subir)
II. Coser (costurar) e cozer (cozinhar)
III. Descriminar (inocentar) e discriminar (distinguir)
Os itens acima apresentam, respectivamente:
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A Inteligência artificial deve ser para todos
Ricardo Henriques*
A rápida evolução de novas ferramentas de inteligência artificial (IA) reforçou a preocupação com seus impactos no mercado do trabalho. Com o potencial de automatizar atividades cognitivas complexas e eliminar empregos, algo que o economista Joseph Schumpeter chamaria de destruição criativa, a IA, sobretudo a generativa, tem o poder de transformar radicalmente a relação das pessoas com o labor.
Apesar disso, 77% dos trabalhadores brasileiros dizem não se sentir ameaçados por uma virtual substituição. A conclusão é do estudo “Avanço da Tecnologia é Ameaça ou Oportunidade às Carreiras”, de 2023, feito pela plataforma de inteligência Futuros Possíveis.
É, no mínimo, surpreendente – para não dizer míope – essa percepção, dado que já vivemos em um contexto de flexibilização de direitos, de plataformização dos trabalhadores e de crescente substituição do humano pela máquina. Tecnologias como ChatGPT, Whisper e DALL-E 2 são capazes de realizar uma gama cada vez mais ampla de tarefas, desde manipulação e análise de texto, geração de imagens e reconhecimento de fala, inimagináveis outrora.
Há nítidos sinais de iminente obsolescência do profissional criativo mediano e daqueles com competências abaixo desse requisito. O relatório “Artificial Intelligence Index Report 2023”, elaborado pela Universidade de Stanford, aponta que a proporção de empresas que adotaram IA, em 2022, mais do que dobrou desde 2017. Segundo as empresas, o principal resultado ao adotar soluções de IA foi a redução de custos através da automação de processos.
Os efeitos da IA, no entanto, são heterogêneos entre países, setores e empresas. Daron Acemoglu e Pascual Restrepo argumentam, em artigo de 2018, que a automação tende a reduzir a demanda por empregos que envolvam habilidades baseadas em rotinas. Contudo, esse processo é contrabalanceado pelo aumento de produtividade via economia de custos gerada pela automação. Com isso, aumenta-se a demanda por mão de obra altamente qualificada em tarefas não automatizadas. Uma das implicações é uma possível incompatibilidade entre os requisitos solicitados pelas novas tecnologias e as habilidades ofertadas pela força de trabalho de um país, sobretudo quando o setor educacional não define políticas que acompanham essa demanda.
Os autores mostram ainda que tal descompasso limita os ganhos de produtividade na introdução dessas novas tarefas intensivas em tecnologia. Isso acontece porque as novas competências requeridas exigem profissionais altamente qualificados e, portanto, escassos. A um só tempo, os trabalhadores com habilidades substituíveis pela automação podem enfrentar perdas substanciais, enquanto aqueles com habilidades complementares à IA podem se beneficiar, gerando aumento da desigualdade entre e no interior dos países.
Diante dos desafios e oportunidades trazidos pela IA, é crucial implementar políticas públicas cada vez mais adaptativas. Isso inclui ofertar uma educação focada na capacidade de aprender a aprender ao longo da vida, com o desenvolvimento de competências como letramento digital profundo, pensamento crítico e criativo, resolução de problemas, adaptabilidade e comunicação para lidar com tecnologias que transformam, de forma acelerada, as organizações e seus processos de trabalho. Além disso, os sistemas de proteção social devem proteger os trabalhadores vulneráveis e os que demorarem a realizar uma transição laboral de forma a amortecer e compensar os efeitos negativos da automação no mercado de trabalho. Isso é, particularmente, importante para o contexto brasileiro e latinoamericano.
Segundo relatório da Cepal, de 2021, o Brasil ainda se encontra em um estágio intermediário de desenvolvimento tecnológico, o mesmo do Leste Europeu e do Oriente Médio. Ou seja, ainda enfrentamos desafios de acesso à internet em diversas regiões no país. Ademais, formamos poucos profissionais em áreas como ciência da computação e investimos relativamente pouco em Pesquisa e Desenvolvimento, o que nos distancia da fronteira em inovação em IA.
Superar essas lacunas requer um ecossistema de inovação colaborativo entre academia, empresas e governo, a fim de fortalecer o posicionamento estratégico do Brasil nessa agenda. Enfrentar as consequências da IA na contemporaneidade demanda, portanto, educação de qualidade com altas expectativas, qualificação e requalificação profissional e desenvolvimento de habilidades complementares à tecnologia, a fim de maximizar os benefícios dessa revolução tecnológica sem volta. Mas, sobretudo, requer também cuidado e compromisso ético. O avanço dessas tecnologias não pode ocorrer de maneira desregulada e sem que estejamos atentos para proteger a população mais vulnerável de possíveis impactos negativos.
*Economista, superintendente-executivo do Instituto Unibanco e professor associado da Fundação Dom Cabral.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/ricardo-henriques/coluna/2023/05/. Acesso em: jan. 2024. [Adaptado]
Ou seja, ainda enfrentamos desafios de acesso à internet em diversas regiões no país.
O uso do acento grave justifica-se porque há a fusão
Leia o texto a seguir e responda à questão.
A Inteligência artificial deve ser para todos
Ricardo Henriques*
A rápida evolução de novas ferramentas de inteligência artificial (IA) reforçou a preocupação com seus impactos no mercado do trabalho. Com o potencial de automatizar atividades cognitivas complexas e eliminar empregos, algo que o economista Joseph Schumpeter chamaria de destruição criativa, a IA, sobretudo a generativa, tem o poder de transformar radicalmente a relação das pessoas com o labor.
Apesar disso, 77% dos trabalhadores brasileiros dizem não se sentir ameaçados por uma virtual substituição. A conclusão é do estudo “Avanço da Tecnologia é Ameaça ou Oportunidade às Carreiras”, de 2023, feito pela plataforma de inteligência Futuros Possíveis.
É, no mínimo, surpreendente – para não dizer míope – essa percepção, dado que já vivemos em um contexto de flexibilização de direitos, de plataformização dos trabalhadores e de crescente substituição do humano pela máquina. Tecnologias como ChatGPT, Whisper e DALL-E 2 são capazes de realizar uma gama cada vez mais ampla de tarefas, desde manipulação e análise de texto, geração de imagens e reconhecimento de fala, inimagináveis outrora.
Há nítidos sinais de iminente obsolescência do profissional criativo mediano e daqueles com competências abaixo desse requisito. O relatório “Artificial Intelligence Index Report 2023”, elaborado pela Universidade de Stanford, aponta que a proporção de empresas que adotaram IA, em 2022, mais do que dobrou desde 2017. Segundo as empresas, o principal resultado ao adotar soluções de IA foi a redução de custos através da automação de processos.
Os efeitos da IA, no entanto, são heterogêneos entre países, setores e empresas. Daron Acemoglu e Pascual Restrepo argumentam, em artigo de 2018, que a automação tende a reduzir a demanda por empregos que envolvam habilidades baseadas em rotinas. Contudo, esse processo é contrabalanceado pelo aumento de produtividade via economia de custos gerada pela automação. Com isso, aumenta-se a demanda por mão de obra altamente qualificada em tarefas não automatizadas. Uma das implicações é uma possível incompatibilidade entre os requisitos solicitados pelas novas tecnologias e as habilidades ofertadas pela força de trabalho de um país, sobretudo quando o setor educacional não define políticas que acompanham essa demanda.
Os autores mostram ainda que tal descompasso limita os ganhos de produtividade na introdução dessas novas tarefas intensivas em tecnologia. Isso acontece porque as novas competências requeridas exigem profissionais altamente qualificados e, portanto, escassos. A um só tempo, os trabalhadores com habilidades substituíveis pela automação podem enfrentar perdas substanciais, enquanto aqueles com habilidades complementares à IA podem se beneficiar, gerando aumento da desigualdade entre e no interior dos países.
Diante dos desafios e oportunidades trazidos pela IA, é crucial implementar políticas públicas cada vez mais adaptativas. Isso inclui ofertar uma educação focada na capacidade de aprender a aprender ao longo da vida, com o desenvolvimento de competências como letramento digital profundo, pensamento crítico e criativo, resolução de problemas, adaptabilidade e comunicação para lidar com tecnologias que transformam, de forma acelerada, as organizações e seus processos de trabalho. Além disso, os sistemas de proteção social devem proteger os trabalhadores vulneráveis e os que demorarem a realizar uma transição laboral de forma a amortecer e compensar os efeitos negativos da automação no mercado de trabalho. Isso é, particularmente, importante para o contexto brasileiro e latinoamericano.
Segundo relatório da Cepal, de 2021, o Brasil ainda se encontra em um estágio intermediário de desenvolvimento tecnológico, o mesmo do Leste Europeu e do Oriente Médio. Ou seja, ainda enfrentamos desafios de acesso à internet em diversas regiões no país. Ademais, formamos poucos profissionais em áreas como ciência da computação e investimos relativamente pouco em Pesquisa e Desenvolvimento, o que nos distancia da fronteira em inovação em IA.
Superar essas lacunas requer um ecossistema de inovação colaborativo entre academia, empresas e governo, a fim de fortalecer o posicionamento estratégico do Brasil nessa agenda. Enfrentar as consequências da IA na contemporaneidade demanda, portanto, educação de qualidade com altas expectativas, qualificação e requalificação profissional e desenvolvimento de habilidades complementares à tecnologia, a fim de maximizar os benefícios dessa revolução tecnológica sem volta. Mas, sobretudo, requer também cuidado e compromisso ético. O avanço dessas tecnologias não pode ocorrer de maneira desregulada e sem que estejamos atentos para proteger a população mais vulnerável de possíveis impactos negativos.
*Economista, superintendente-executivo do Instituto Unibanco e professor associado da Fundação Dom Cabral.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/ricardo-henriques/coluna/2023/05/. Acesso em: jan. 2024. [Adaptado]
A onça e o gato
A onça pediu ao gato para lhe ensinar a pular, e o gato prontamente lhe ensinou. Depois, indo juntos para a fonte beber água, fizeram uma aposta auspiciosa para ver quem pulava mais.
Chegando à fonte encontraram lá o calango, e então disse a onça para o gato:
— "Compadre, vamos ver quem de um só pulo pula o camarada calango."
— "Vamos", disse o gato. "Só você pulando adiante", disse a onça.
O gato, de forma rápida, pulou em cima do calango, a onça pulou em cima do gato. Então, o gato pulou de banda e se escapou.
A onça desapontada e disse: "Assim, compadre gato, é que você me ensinou?! Principiou, mas não acabou..."
O gato sorrindo respondeu: "Nem tudo os grandes mestres ensinam aos seus aprendizes".
Autor desconhecido.
Texto Adaptado. https://www.culturagenial.com/contos-populares-comentados/
A onça e o gato
A onça pediu ao gato para lhe ensinar a pular, e o gato prontamente lhe ensinou. Depois, indo juntos para a fonte beber água, fizeram uma aposta auspiciosa para ver quem pulava mais.
Chegando à fonte encontraram lá o calango, e então disse a onça para o gato:
— "Compadre, vamos ver quem de um só pulo pula o camarada calango."
— "Vamos", disse o gato. "Só você pulando adiante", disse a onça.
O gato, de forma rápida, pulou em cima do calango, a onça pulou em cima do gato. Então, o gato pulou de banda e se escapou.
A onça desapontada e disse: "Assim, compadre gato, é que você me ensinou?! Principiou, mas não acabou..."
O gato sorrindo respondeu: "Nem tudo os grandes mestres ensinam aos seus aprendizes".
Autor desconhecido.
Texto Adaptado. https://www.culturagenial.com/contos-populares-comentados/
O texto cita uma fonte de água de uso coletivo, supondo que para a preservação do ambiente alguns avisos foram colocados para orientar os animais.
Nesse contexto, assinale a alternativa cujo aviso foi corretamente escrito:
A onça e o gato
A onça pediu ao gato para lhe ensinar a pular, e o gato prontamente lhe ensinou. Depois, indo juntos para a fonte beber água, fizeram uma aposta auspiciosa para ver quem pulava mais.
Chegando à fonte encontraram lá o calango, e então disse a onça para o gato:
— "Compadre, vamos ver quem de um só pulo pula o camarada calango."
— "Vamos", disse o gato. "Só você pulando adiante", disse a onça.
O gato, de forma rápida, pulou em cima do calango, a onça pulou em cima do gato. Então, o gato pulou de banda e se escapou.
A onça desapontada e disse: "Assim, compadre gato, é que você me ensinou?! Principiou, mas não acabou..."
O gato sorrindo respondeu: "Nem tudo os grandes mestres ensinam aos seus aprendizes".
Autor desconhecido.
Texto Adaptado. https://www.culturagenial.com/contos-populares-comentados/
A onça e o gato
A onça pediu ao gato para lhe ensinar a pular, e o gato prontamente lhe ensinou. Depois, indo juntos para a fonte beber água, fizeram uma aposta auspiciosa para ver quem pulava mais.
Chegando à fonte encontraram lá o calango, e então disse a onça para o gato:
— "Compadre, vamos ver quem de um só pulo pula o camarada calango."
— "Vamos", disse o gato. "Só você pulando adiante", disse a onça.
O gato, de forma rápida, pulou em cima do calango, a onça pulou em cima do gato. Então, o gato pulou de banda e se escapou.
A onça desapontada e disse: "Assim, compadre gato, é que você me ensinou?! Principiou, mas não acabou..." O gato sorrindo respondeu: "Nem tudo os grandes mestres ensinam aos seus aprendizes".
Autor desconhecido. Texto Adaptado.
https://www.culturagenial.com/contos-populares-comentados/
