Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q154625 Português
                                                       Um pouco de silêncio
Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa, ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse" em loja. [...]
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruí- do, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse: — Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos. LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 41. Adaptado.
A frase em que todas as palavras estão escritas de forma correta, conforme a ortografia da Língua Portuguesa, é:
Alternativas
Q154622 Português
                                                       Um pouco de silêncio
Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.
Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam conosco nem nos interessam.
Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço de sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.
O normal é ser atualizado, produtivo e bem-informado. É indispensável circular, estar enturmado. Quem não corre com a manada praticamente nem existe, se não se cuidar botam numa jaula: um animal estranho.
Acuados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou em trilhas determinadas – feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.
Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa, ou dentro de si mesmo, ameaça quem leva um susto cada vez que examina sua alma.
Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não se arrumou ninguém – como se amizade ou amor se “arrumasse" em loja. [...]
Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Logo pensamos em depressão: quem sabe terapia e antidepressivo? Criança que não brinca ou salta nem participa de atividades frenéticas está com algum problema.
O silêncio nos assusta por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal resolvidas, ou se enxerga outro ângulo de nós mesmos. Nos damos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre casa, trabalho e bar, praia ou campo.
Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo além desse que paga contas, transa, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais seus desejos e medos, seus projetos e sonhos?
No susto que essa ideia provoca, queremos ruí- do, ruídos. Chegamos em casa e ligamos a televisão antes de largar a bolsa ou pasta. Não é para assistir a um programa: é pela distração.
Silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de ver quem – ou o que – somos, adia-se o defrontamento com nossa alma sem máscaras.
Mas, se a gente aprende a gostar um pouco de sossego, descobre – em si e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente ruins.
Nunca esqueci a experiência de quando alguém botou a mão no meu ombro de criança e disse: — Fica quietinha, um momento só, escuta a chuva chegando.
E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela a gente se refaz para voltar mais inteiro ao convívio, às tantas fases, às tarefas, aos amores.
Então, por favor, me deem isso: um pouco de silêncio bom para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos. LUFT, Lya. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 41. Adaptado.
Complete as frases da segunda coluna com a expressão adequada à norma-padrão.

Imagem associada para resolução da questão

O preenchimento dos espaços com as expressões que tornam as sentenças corretas resulta nas seguintes associações:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: MPE-MS Órgão: MPE-MS Prova: MPE-MS - 2011 - MPE-MS - Promotor de Justiça |
Q148779 Português
Segundo o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinale a alternativa em que há erro de acentuação gráfica:
Alternativas
Q131791 Português
No tempo em que se andava a cavalo para entregar cartas, era preciso pôr arreios no cavalo, ou seja, era preciso
Alternativas
Q131546 Português

01   Os garotos da Rua Noel Rosa
       onde um talo de samba viça no calçamento,
       viram o pombo-correio cansado
04   confuso
       aproximar-se em voo baixo.

       Tão baixo voava: mais raso
07   que os sonhos municipais de cada um.
       Seria o Exército em manobras
       ou simplesmente
10   trazia recados de ai! amor
       à namorada do tenente em Aldeia Campista?

       E voando e baixando entrançou-se
13   entre folhas e galhos de fícus:
       era um papagaio de papel,
       estrelinha presa, suspiro
16   metade ainda no peito, outra metade
       no ar.

       Antes que o ferissem,
19   pois o carinho dos pequenos ainda é mais desastrado
       que o dos homens
      e o dos homens costuma ser mortal
22  uma senhora o salva
      tomando-o no berço das mãos
      e brandamente alisa-lhe
25  a medrosa plumagem azulcinza
      cinza de fundos neutros de Mondrian
      azul de abril pensando maio.

28  283235-58-Brasil
      dizia o anel na perninha direita.
      Mensagem não havia nenhuma
31  ou a perdera o mensageiro
      como se perdem os maiores segredos de Estado
      que graças a isto se tornam invioláveis,
34  ou o grito de paixão abafado
      pela buzina dos ônibus.
      Como o correio (às vezes) esquece cartas
37  teria o pombo esquecido
      a razão de seu voo?

      Ou sua razão seria apenas voar
40   baixinho sem mensagem como a gente
       vai todos os dias à cidade
       e somente algum minuto em cada vida
43   se sente repleto de eternidade, ansioso
       por transmitir a outros sua fortuna?

       Era um pombo assustado
46   perdido
      e há perguntas na Rua Noel Rosa
      e em toda parte sem resposta.

49   Pelo quê a senhora o confiou
       ao senhor Manuel Duarte, que passava
       para ser devolvido com urgência
52   ao destino dos pombos militares
       que não é um destino.

Carlos Drummond de Andrade. Pombo-correio.
In: Carlos Drummond de Andrade: obra completa. Rio de Janeiro: Nova
Aguilar, 2002, p. 483.
Internet: <www.releituras.com>.

No que se refere à estrutura linguística e vocabular do texto, julgue os itens a seguir.

As palavras “ônibus” e “invioláveis” são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Alternativas
Q125687 Português
Entre as frases que seguem, a única correta é:
Alternativas
Q119802 Português
As opções a seguir contêm trechos adaptados de texto extraído do sítio dos Correios na Internet. Assinale a opção em que o trecho apresentado está gramaticalmente correto.
Alternativas
Q111142 Português
A navegação fazia-se, comumente, das oito horas da
manhã às cinco da tarde, quando as canoas embicavam pelos
barrancos e eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de
cordas ou cipós. Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre
os rios durante a tarde e pela manhã, às vezes até o meio-dia,
impediam que se prolongasse o horário das viagens.
Antes do pôr-do-sol, costumavam os homens arranchar-
se e cuidar da ceia, que constava principalmente de feijão com
toucinho, além da indefectível farinha, e algum pescado ou caça
apanhados pelo caminho. Quando a bordo, e por não poderem
acender fogo, os viajantes tinham de contentar-se, geralmente,
com feijão frio, feito de véspera.
De qualquer modo, era esse alimento tido em grande
conta nas expedições, passando por extremamente substancial
e saudável. Um dos motivos para tal preferência vinha, sem
dúvida, da grande abundância de feijão nos povoados, durante
as ocasiões em que costumavam sair as frotas destinadas ao
Cuiabá e a Mato Grosso.


(Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda. Monções. 3.ed. São
Paulo, Brasiliense, 2000, pp.105-6)

Leia atentamente as afirmações a seguir.

I. O segmento grifado em as canoas [...] eram presas a troncos de árvores, com o auxílio de cordas ou cipós (primeiro parágrafo) pode ser substituído por auxiliadas consoante, sem prejuízo para a correção e a clareza.

II. Em Os densos nevoeiros, que se acumulam sobre os rios (primeiro parágrafo), o segmento grifado pode ser substituído, sem prejuízo para a correção e o sentido, por acumulados.

III. A expressão De qualquer modo, no último parágrafo, é equivalente a Em todo caso.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q107469 Português
São acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica os vocábulos
Alternativas
Q107389 Português
Com referência ao texto acima, julgue os itens subsequentes.

Os vocábulos “analítica" e “teríamos" recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.
Alternativas
Q105655 Português
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Julgue os itens de 16 a 20, relativos aos elementos linguísticos
apresentados no texto.

O autor usou o hífen com efeitos distintos nos seguintes casos: em “conhecimentos-conteúdos-acumulados” (L.5-6), foi criado um vocábulo composto por três palavras, o que conota amontoado, acúmulo; já em “re-forma” (L.12), o hífen atribui ênfase ao sentido do prefixo “re-” aposto à forma verbal “forma”.
Alternativas
Q105017 Português
A frase clara e correta é:
Alternativas
Q97310 Português
Das frases abaixo só NÃO há erros de ortografia em:
Alternativas
Q90653 Português
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Acerca dos aspectos estruturais e dos sentidos do texto acima,
julgue os itens a seguir.

A regra de acentuação gráfica que justifica o emprego do acento gráfico em “aeroportuário” é a mesma que justifica o emprego do acento em “meteorológica”.
Alternativas
Q90446 Português

Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense, 2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical

Como explicar segundo as ideias do tempo, o fato de não graçarem aqui antes da conquista, várias enfermidades já notórias ao europeu?

Alternativas
Q88588 Português
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Imagem 004.jpg
Imagem 005.jpg

Com relação à estrutura linguística do texto, julgue os itens
seguintes.

Os vocábulos “público” (L.9) e “caótico” (L.12), que foram empregados no texto como adjetivos, obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
Alternativas
Q88392 Português
Considerando que os itens seguintes, na ordem em que estão
apresentados, são partes sucessivas de um texto adaptado do jornal
Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-os com referência à
correção gramatical.

O empenho da Igreja Católica e de organizações não governamentais reunidas no Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral e o permanente acompanhamento da imprensa forçou a tramitação relativamente rápida do projeto nas duas casas do Congresso.
Alternativas
Q88383 Português
Imagem 003.jpg
Imagem 004.jpg

Julgue os itens que se seguem, a respeito dos sentidos, de aspectos
textuais e gramaticais do texto acima.

Em “contribuíram”, o emprego do acento gráfico justifica-se pela presença de ditongo em sílaba tônica.
Alternativas
Ano: 2011 Banca: CESGRANRIO Órgão: Petrobras Provas: CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Administrador Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Auditor Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Contador Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Químico de Petróleo Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Engenheiro Civil Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Enfermeiro do Trabalho Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Equipamento Júnior - Mecânica | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Equipamento Júnior - Inspeção | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Equipamento Júnior - Elétrica | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Equipamento Júnior - Terminais e Dutos | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Equipamento Júnior - Eletrônica | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Produção Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Meio Ambiente Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Telecomunicações Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Engenheiro de Segurança do Trabalho | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro Naval Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Engenheiro de Petróleo Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Geólogo Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Médico do trabalho | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Profissional de Comunicação Júnior - Publicidade e Propaganda | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Profissional de Comunicação Júnior - Jornalismo | CESGRANRIO - 2011 - Petrobras - Geofísico Júnior - Geologia | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Engenheiro de Processamento Júnior | CESGRANRIO - 2011 - Petrobrás - Geofísico Júnior - Física |
Q87912 Português
Em relação às regras de acentuação gráfica, a frase que NÃO apresenta erro é:
Alternativas
Ano: 2011 Banca: FGV Órgão: TRE-PA Prova: FGV - 2011 - TRE-PA - Analista Judiciário |
Q87246 Português
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que distribuídos (L.8).
Alternativas
Respostas
12901: E
12902: B
12903: C
12904: D
12905: E
12906: E
12907: E
12908: D
12909: B
12910: C
12911: C
12912: A
12913: C
12914: E
12915: E
12916: C
12917: E
12918: E
12919: C
12920: D