Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3811579 Português
Em relação à palavra “abóbora”, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3810677 Português
O passado que não passou


        Virou museu, livro, festival. Só não virou passado. Barbacena, entre uma ladeira e outra de Minas, dificilmente é separada do seu passado como casa da loucura brasileira. Foi abrigo de vários hospitais psiquiátricos, como o famoso Colônia, palco de mais de 60 mil mortes numa época em que ser triste era loucura. As fortes cenas de internos dormindo no chão, já que entre cama e concreto não havia diferença, indigentes num lugar que deveria ser o caminho para a recuperação e que foi, no melhor dos casos, o caminho mais curto para o fim de tantas vidas são, agora, história, literatura, reflexão e debate na sociedade local. Porém, a cada 4 anos, temos uma dose de insanidade para nos lembrar da nossa dolorosa alcunha.

         O jornalista Hiram Firmino comenta, no livro Nos porões da loucura, sobre os alicerces dos centros psiquiátricos — plataformas de deputados, prefeitos, secretários e diretores. As diretrizes dos tratamentos em Barbacena eram formadas a partir de interesses econômicos e eleitorais, dificilmente tendo em vista o real avanço da saúde pública e da humanização dos pacientes. Milhares de corpos eramvendidos para os cursos demedicina, já que cadáveres não faltavamnos hospícios,mas simmédico, apoio, investimento. Faltava boa vontade dos governantes. Homens, mulheres e crianças eram internados porque bebiam demais, namoravam demais, choravam demais e as instituições aceitavam, porque políticos e diretores lucravam demais. E os barbacenenses, de berço ou de coração, não estamos muito longe dos protagonistas deste drama.

         Num trecho do livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, o herói Viramundo é questionado por ummorador de Barbacena se é biista ou bonifacista. Seria alheio ao enredo da loucura não fosse o fato de Viramundo ter sido internado como louco, não fosse o fato de que biista é quem vota na família Bias Fortes e bonifacista é quem vota na família Bonifácio Andrada. O ponto aqui é que as famílias Bias Fortes e Bonifácio Andrada ainda são as duas grandes vertentes da política local. Não subo, porém, no palanque da oposição contra as duas famílias; o que exponho é que não somos capazes de sair do script já tão bem conhecido de alternância de poder, em que até as divergências começam a convergir.

         De que a psiquiatria viveu maus momentos aqui não há dúvidas, mas Barbacena não é só o porão da loucura brasileira. A cidade também é das rosas, do povo mineiro que acolhe todos os anos mais de 150 jovens, meninos ainda, de todo o Brasil que vêm para cá em busca do sonho de se tornarem oficiais aviadores e encontram aqui os seus novos lares. Não sou mineiro, mas sou filho adotivo de Barbacena — que de madrasta não tem nada. Não só o Hospital Colônia, não só o Holocausto Brasileiro: Barbacena é seu povo e a história de cada um que aqui vive ou viveu, loucos ou sãos, esta é BQ, a Barbacena Querida. É por isso que o nosso dever é o de sermos lúcidos, o passado já mostrou que não existe riqueza neste mundo que pague o preço do descaso. É este descaso que precisamos analisar, já que o que aconteceu não foi só fruto de uma medicina precária, mas de uma política de má-fé que temo perdurar até hoje por aqui.

      Seja Andrada, Bias, ou Viramundo, o que Barbacena precisa é de um povo que, cansado da loucura a nós imposta, vote com a consciência dos que se recusam a aceitar a senilidade como cultura. Observemos o que Saramago expõe em seu romance Ensaio sobre a lucidez: a ideia de uma conscientização autônoma da população frente ao poder político. Uma comoção sem arma, sem luta, sem loucura. Uma comoção sã, de fazer da urna a extensão da força de um povo guerreiro. E quando me perguntarem, ao descobrirem que vivi na Cidade dos Loucos, se sou biista ou bonifacista, se sou louco ou são, responderei sem sombra de dúvidas: sou filho adotivo de Barbacena, cidade de subidas intermináveis e de pessoas memoráveis. Sou filho da cidade das rosas, do céu mais bonito que já vi. Louco eu seria se não visse beleza no “trem” de Minas, como no “meu” do meu berço paulista. Talvez sejamos todos um pouco loucos, mas é uma loucura de querer sorrir — a tristeza já morou por muito tempo em nossa cidade e está convidada a se retirar.



Disponível em: https://medium.com/medium-brasil/o-passado-que-nao-passou-caa48be90f15. Acesso em: 04.mai.2025. Adaptado.
“[...] mas de uma política de má-fé que temo perdurar até hoje por aqui.”
Em analogia à palavra má-fé, há um vocábulo formado corretamente por hifenização no item
Alternativas
Q3810491 Português
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA


      Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
     Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando explicações ou categorizações.

    Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.

   Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.

   Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim, agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)

   A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis, uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.

   “Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.

    A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.

   A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.

    Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao), localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram entre 200 mil e 160 mil anos atrás.

    Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970 e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.

   Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo do tempo para se tornar Homo sapiens.

    Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado entre acadêmicos chineses (...).

   “Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis ‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”

   Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie, “ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há garantia de que isso acontecerá.”

  O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse McCrae.

    “Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/. Acesso em: 14 fev. 2025.
Sabe-se que a sílaba tônica é aquela com alta intensidade na pronúncia e que há somente uma por palavra. Inerente a estes fundamentos, assinale a alternativa que indica a palavra e sua classificação junto a posição da sílaba tônica.
Alternativas
Q3810486 Português
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA


      Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
     Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando explicações ou categorizações.

    Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.

   Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.

   Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim, agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)

   A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis, uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.

   “Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.

    A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.

   A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.

    Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao), localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram entre 200 mil e 160 mil anos atrás.

    Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970 e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.

   Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo do tempo para se tornar Homo sapiens.

    Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado entre acadêmicos chineses (...).

   “Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis ‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”

   Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie, “ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há garantia de que isso acontecerá.”

  O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse McCrae.

    “Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/. Acesso em: 14 fev. 2025.
É acentuada pelo mesmo motivo que “ubíquo” a seguinte palavra:
Alternativas
Q3809099 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Resíduo e rejeito: entenda a diferença e como descartar


Você sabia que resíduo e rejeito não são a mesma coisa? Normalmente, as palavras são utilizadas como sinônimos. No entanto, elas possuem significados distintos. Saber diferenciá-las é importante para que você possa destinar corretamente o descarte de partes ou embalagens dos produtos que consome. [...]

Resíduo é tudo aquilo que sobra de determinado produto, seja sua embalagem, casca ou outra parte do processo, que pode ser reutilizado ou reciclado. Para isso, os materiais precisam ser separados de acordo com a sua composição, ou seja, tipo de resíduo. Em outras palavras, os resíduos ainda possuem algum valor econômico que pode ser aproveitado pelas indústrias, por cooperativas de catadores e outros componentes da cadeia produtiva. [...]

Os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), vulgarmente chamados de lixo urbano, resultam da atividade doméstica e comercial das cidades. Sua composição varia de população para população, dependendo da situação socioeconômica e das condições e hábitos de vida de cada localidade. Esses resíduos podem ser subdivididos em seis categorias:

1.Matéria orgânica: restos de comida que podem ser compostados;

2.Papel e papelão: caixas, embalagens, jornais e revistas;

3.Plástico: garrafas e embalagens;

4.Vidro: garrafas, copos, frascos;

5.Metais: latas;

6.Outros: roupas e eletrodomésticos, por exemplo.

[...]

O rejeito é um tipo específico de descarte, aquele para o qual ainda não existe nenhuma possibilidade de reaproveitamento ou reciclagem. Um exemplo de rejeito é o lixo do banheiro, para o qual ainda não existem opções de reciclagem economicamente viáveis e de amplo alcance.

O ideal é reduzir ao máximo sua produção de rejeitos, já que esse tipo de descarte deve ser encaminhado para um aterro sanitário licenciado. A maior parte dos restos de alimentos podem ser compostados e isso já faz com que sejam classificados como resíduo. A maior parte das embalagens podem ter como disposição final a reciclagem. Rótulos de embalagens, adesivos, fita crepe, resto de comida animal, fraldas e absorventes usados são alguns exemplos de rejeito.


(Disponível em: https://www.ecycle.com.br/residuo-e-rejeito/. Acesso em 21 nov. 2025. Adaptado.)
A respeito da acentuação gráfica das palavras, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)As palavras "matéria" e "resíduo" são paroxítonas e recebem acento pela mesma regra.
(__)As palavras "socioeconômica" e "orgânica" são oxítonas e são acentuadas porque terminam em -a.
(__)São proparoxítonas as palavras: "hábitos, plástico e máximo" e todas são acentuadas.
(__)As palavras "rejeito", "roupa" e "vidro" são paroxítonas, mas não recebem acento gráfico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3808567 Português
O Novo Acordo Ortográfico, implementado desde 2009 e obrigatório desde 2016, apresenta regras quanto ao uso de hífen. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as regras de uso de hífen com os exemplos:
Primeira coluna: regras
1.Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio.
2.Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares.
3.Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas (com ou sem formas de ligação).
Segunda coluna: exemplos
(__)Rio-Niterói; teoria-prática; ensino-aprendizagem.
(__)bem-me-quer; abóbora-menina; erva-doce; cobra-d´água.
(__)anos-luz; afro-asiático; segunda-feira; conta-gotas; amor-perfeito.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3807109 Português
O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Como garantir a Sustentabilidade Ambiental?


        Uma pergunta assalta e perturba os vários cidadãos conscientes, autoridades preocupadas com a situação do meio ambiente e as organizações que militam na área: como garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades?

         A resposta a essa pergunta atinge um caráter de urgência quando percebemos claramente os sinais de degradação e constatamos que o planeta fica triste e sente, como nunca, o impacto do peso da vida humana e das ações predatórias longamente praticadas por nós. Manter as bases da economia e o estilo de vida das populações urbanas nos níveis atuais, onde o consumismo desenfreado e o descarte de grandes quantidades de materiais tóxicos e lixo é praticamente a ordem reinante e a lógica por trás de quaisquer ações humanas. Cedo ou tarde, os impactos desse modo de vida se tornarão irreversíveis e populações inteiras sentirão a mão pesada da natureza sobre suas vidas. Vencer as resistências locais e as políticas aceitas tradicionalmente como verdades absolutas é a missão do novo pensamento que deve se espalhar e dominar as mentes e os corações dos “novos políticos” e do “novo cidadão”.

        A grande realidade é que para garantir a sustentabilidade ambiental nas grandes cidades, devemos praticamente abandonar o modo de vida que experimentamos até hoje e criar devida consciência nas massas e na classe dirigente de que a exploração desenfreada do meio ambiente só levará à destruição do planeta. Num sistema insustentável de produção, os recursos naturais planetários seriam exauridos muito rapidamente e proporcionariam problemas gravíssimos que seriam sentidos com um impacto devastador nos grandes aglomerados urbanos.

      Fazer com que a aplicação de políticas garantidoras da sustentabilidade ambiental nas grandes cidades represente uma realidade em que se leva em consideração a capacidade de reposição que o planeta tem de seus recursos e, ao mesmo tempo, manter medidas que permitam uma maior justiça social, é o que deve ser feito.

       As mudanças que já foram sentidas devem ser estimuladas e seus reflexos plenamente positivos em uma escala pequena devem servir de exemplo para que nações e governos menores comecem a implementá-las e a sentir seus reflexos cada vez mais intensamente. Conseguir alterar as relações de consumo e educar a população para o real significado das políticas de conservação do meio ambiente pode ser a única forma de garantir a sustentabilidade ambiental de forma efetiva e com resultados em médio e longo prazo.

        Fazer com que nossas populações questionem o seu modo de vida e fazê-las entender que se os recursos do planeta não tiverem “a oportunidade” de se renovarem e de se sustentarem sob a pressão de uma demanda constante de consumo exacerbado, a vida no planeta, como a conhecemos, acabará de forma dramática, e, somente através desse processo de conscientização, poderemos garantir a sustentabilidade ambiental.

       O colapso das grandes cidades e os conflitos sociais e entre países serão inevitáveis e de proporções apocalípticas. Sendo os “vitoriosos” sobreviventes herdeiros de uma terra exaurida e devastada, incapaz de sustentar a vida e inútil para qualquer um de nós, ricos ou pobres.

      Um dado estatístico pode corroborar muito bem com essas relações problemáticas e perigosas entre populações urbanas e recursos naturais. Basta saber que para sustentar apenas um quarto da população mundial que habita nos países ricos são necessários três quartos de todos os recursos naturais do planeta. Por essa simples constatação, pode-se perceber claramente que será impossível fornecer os recursos necessários para que todos os seres humanos possam atingir um padrão de vida razoável no ritmo de consumo atual. Somente com o desenvolvimento sustentável será possível garantir a sustentabilidade ambiental, e com isso podermos reverter nossa atual situação.

Pessoal, pensem nisso e cuidem do nosso planeta!


Fonte: http://www.ecologiaurbana.com.br/sustentabilidade/como-garantir-sustentabilidade-ambiental/ Adaptada
Analise as afirmações abaixo:

I. Os vocábulos “Gravíssimos” e “Políticas” são acentuados pela mesma regra de Acentuação gráfica.
II. O texto foi todo construído em uma linguagem verbal.
III. A palavra “Pessoal” é composta por três fonemas.
IV. Na frase: “...percebemos claramente os sinais de degradação...”, o termo grifado é, sintaticamente, classificado como advérbio de tempo.

Quais afirmações estão corretas? 
Alternativas
Q3806957 Português
As regras de acentuação das palavras oxítonas envolvem a análise da sílaba tônica e das terminações que determinam a presença ou ausência de acento gráfico. Considerando a norma ortográfica vigente após o Acordo Ortográfico, relacione corretamente os casos apresentados na Coluna A com suas respectivas regras de acentuação na Coluna B, de acordo com o uso padrão da língua portuguesa.

COLUNA A

(__) Palavras oxítonas terminadas em -a(s), -e(s) ou -o(s)
(__) Palavras oxítonas terminadas em -i(s) ou -u(s)
(__) Palavras oxítonas terminadas em -em ou -ens

COLUNA B

I. Não recebem acento, salvo quando há hiato entre a vogal tônica e a anterior.
II. São sempre acentuadas pela terminação.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3806737 Português
 A acentuação gráfica das palavras paroxítonas, embora siga um conjunto de regras específicas, apresenta exceções que frequentemente confundem até usuários proficientes da língua portuguesa. Considerando as normas do Acordo Ortográfico vigente e as regras de acentuação que regem as paroxítonas, assinale a alternativa em que todas as palavras estão CORRETAMENTE acentuadas:
Alternativas
Q3806676 Português
As regras de acentuação das palavras paroxítonas abrangem diferentes terminações, sendo fundamentais para evitar equívocos ortográficos, especialmente em textos formais e acadêmicos. Considerando as normas do Acordo Ortográfico e as regras que determinam o uso do acento gráfico em paroxítonas, analise as afirmações a seguir e identifique aquelas que estão corretas.

I. As palavras "fênix" e "caráter" são paroxítonas acentuadas, respectivamente, por terminarem em x e r, consoantes que exigem o acento quando a tônica recai na penúltima sílaba.

II. A palavra "virus" não deve receber acento, pois as paroxítonas terminadas em us não são acentuadas graficamente.

III. As palavras "tênue" e "vôlei" são acentuadas porque terminam em ditongo, o que caracteriza uma regra específica de acentuação das paroxítonas.

IV. A palavra "bênção" é acentuada por ser paroxítona terminada em ão, enquanto "ímã" é acentuada por ser paroxítona terminada em ã.

Qual(is) das afirmativas acima são FALSAS?
Alternativas
Q3806566 Português
Na ortografia da língua portuguesa, os acentos gráficos cumprem não apenas a função de indicar a sílaba tônica, mas também a de sinalizar diferenças de timbre vocálico e, em certos casos, de sentido lexical. Considerando as regras que regem o uso do acento agudo (´) e do acento circunflexo (^), observe o trecho a seguir:
"O médico analisou o (I)___ do paciente e explicou que o (II)___ deveria ser tratado com cautela, já que o (III)___ estava comprometido."

Assinale a alternativa que apresenta a forma CORRETAMENTE acentuada e justificada segundo a norma culta de preencher as lacunas: 
Alternativas
Q3806206 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O poder da mente na cura de doenças


Ao comprar um remédio você pode pensar que pagou pela cura, mas estudos mostram que a ação de um medicamento vai muito além de sua fórmula: o poder da mente é um auxiliar na cura de doenças.


Não é difícil deparar com histórias de pacientes que apresentam uma melhora acima da esperada, o fato de acreditar na cura é que explica tal situação, é o que os cientistas denominam de “efeito Placebo”. 


Os testes clínicos de novas drogas utilizam os placebos a um nível de comparação. São dois grupos: um utiliza as pílulas com o novo medicamento e o outro as pílulas de farinha. Por incrível que pareça, 30% dos participantes que ingerem os placebos (pílulas falsas) apresentam melhoria, esse fenômeno não pode ser explicado na teoria e a explicação na prática você confere agora:


Este efeito ganhou atenção científica no início deste século, pesquisas comprovaram que é realmente efetivo. Tudo porque o paciente, ao botar fé que o tratamento vai funcionar, favorece uma série de reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do sistema imunológico. Mas que reações são essas que provocam tantos benefícios?


Estudos realizados em diversas áreas sugerem uma explicação: a expectativa de se sentir melhor aumenta no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e bem-estar. Alguns estudos apontam para a redução do hormônio cortisol como explicação: este hormônio é liberado em situação de estresse e inibe o funcionamento das defesas do organismo.


Em geral, a mente auxilia na cura das doenças ligadas a distúrbios psicológicos (depressões leves), estresse, asma e impotência.


Por Líria Alves

Fonte: BRASIL ESCOLA Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-poder-mente-na-cura-doencas.htm  

Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto são classificadas como proparoxítonas.  
Alternativas
Q3806098 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3806097 Português
“A gramática normativa é o conjunto de princípios e _______ que _______ a norma-padrão da língua, buscando orientar o uso formal do português, ao mesmo tempo que reconhece sua função como referência de ________ sem anular a diversidade linguística existente.”

Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q3805871 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras foram escritas com base na Ortografia Oficial Vigente. 
Alternativas
Q3805870 Português
O texto abaixo serve de base para a questão.


Era uma vez uma pequena aldeia cercada por montanhas majestosas e florestas densas. Nela, vivia uma menina chamada Clara, de 9 anos, era morena, cabelos encaracolados, sonhadora, determinada e muito inteligente. Ela sonhava em explorar o mundo além das colinas. Um dia, ao passear perto do rio, Clara encontrou um mapa antigo escondido sob uma pedra. Curiosa, decidiu seguir as instruções que o levavam a um tesouro perdido. Com coragem e determinação, ela enfrentou desafios e fez novos amigos pelo caminho, descobrindo que a verdadeira aventura estava nas experiências vividas e nas lições aprendidas. Ao retornar à aldeia, Clara não apenas trouxe consigo o tesouro, mas também histórias que encantariam a todos ao redor da fogueira.


(https://frasesdobem.com/texto-narrativo-exemplo-pequeno/adaptação Márcia Rebêlo)
O nome Clara, personagem do texto, foi escrito com letra maiúscula, obedecendo, portanto, às regras do Alfabeto maiúsculo e minúsculo. Partindo das regras relacionadas ao Alfabeto, marque a alternativa em que a frase esteja corretamente grafada.
Alternativas
Q3805867 Português
O texto abaixo, de autoria de Márcia Rebêlo, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a ela.


Quando a gente perde uma mãe, os dias ficam mais tristes. Tudo fica mais cinza. A gente olha para o céu, na tentativa de ver um sinal, mas nada acontece.

Quando a gente perde uma mãe, perde o abraço quentinho, perde os melhores conselhos.

Quando a gente perde uma mãe, os almoços de domingo ficam diferentes. As ligações para saber como você está, nunca mais acontecerão. A casa fica vazia.

Quando a gente perde uma mãe, é preciso reaprender a caminhar, reaprender a ver o mundo com outros olhos. Mas, acima de tudo, é preciso seguir em frente. Continuar a caminhada, continuar o legado deixado por ela. Afinal, tem muita vida para viver e para agradecer a Deus. Agradecer a Ele pela mãe maravilhosa que tivemos.

Mãezinha, você será sempre lembrada e amada por mim.


Professora Especialista, Márcia Rebêlo
Analise as afirmações abaixo:

I. O termo “Deus” é classificado como monossílabo.
II. A sílaba tônica da palavra “Tivemos” é “Ti”.
III. O vocábulo “a gente”, usado no texto, foi incorretamente grafado. Deveria ser, portanto, escrito da seguinte forma: “agente”.
IV. A separação silábica do termo “Reaprender” é “Re-a-pren-der”.

Dentre as afirmações mencionadas acima, quais estão corretas?
Alternativas
Q3805528 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão:

legado

a casa não foi partida ao meio
não foram deixados quartos
para filhos, sobrinhos ou netos
não foi resumida à lembrança
ou teve as portas lacradas

talvez as paredes ganhassem nova pintura
ou novos quadros ou um relógio mais atual
quem sabe as portas e janelas substituídas
alguns novos ladrilhos e espelhos de tomadas
ou os caibros que o avô nos últimos dias
viu cheios de brocas e garantiu trocar

imaginei a casa com portas nos quartos
um forro de gesso ou madeirite talvez aparelhos de ar condicionado
coisas que nunca teve

mas a casa não ganhou nem pintura nem quadros
nem portas ou janelas ou relógios novos
muito menos ladrinhos ou forro de gesso
muito menos foi partida ao meio


(PACHECO, Abilio. Inventário de andanças. Belém: Folheando, 2025, p.53)
Sobre o poema de Abilio Pacheco, analise as assertivas:

1. A ausência de maiúsculas sugere um tom confessional, íntimo, como se o eu lírico estivesse falando baixo, quase num sussurro. Isso combina com o tema: luto, memória, silêncio.
2. A casa retratada não é opulenta nem modernizada. Assim como a tipografia, ela é simples, sem destaque, sem ornamentos. A minúscula traduz visualmente essa condição.
3. Não há pontos altos, não há “início com letra grande”. Tudo permanece nivelado, discreto, sem alarde — como a casa que não muda, como uma herança que não se celebra.
4. A falta de maiúsculas pode indicar falta de hierarquia entre elementos: todos os versos têm o mesmo peso, como se as memórias estivessem misturadas e sem ordem após a perda.

A opção correta é:
Alternativas
Q3805025 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas corretamente, tendo em vista o Novo Acordo Ortográfico: 
Alternativas
Respostas
1121: C
1122: C
1123: A
1124: C
1125: D
1126: E
1127: B
1128: A
1129: C
1130: C
1131: A
1132: D
1133: D
1134: E
1135: A
1136: D
1137: E
1138: A
1139: C
1140: C