Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
A UFRJ concedeu título de doutor honoris causa a Lima Barreto, um dos pioneiros da literatura brasileira moderna.Segundo a professora Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, essa homenagem póstuma é um reconhecimento tardio ao trabalho do escritor, que em seu tempo usou a literatura como uma potente ferramenta para tratar temas como racismo e desigualdade social – temas que conhecia muito bem. Lima nasceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 1881, com o nome Afonso Henriques de Lima Barreto. Suas obras literárias foram produzidas durante a primeira década do século XX.Com estilo próprio, foi incompreendido e criticado por intelectuais da época. Lima inegavelmente deixou sua marca como autor de obras importantes, como “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.
Fonte: Luiz Antonio Ribeiro. Lima Barreto recebe título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/06/06/lima-barreto-recebetitulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufrj/.
Responda à questão com base no seguinte texto:
A UFRJ concedeu título de doutor honoris causa a Lima Barreto, um dos pioneiros da literatura brasileira moderna.Segundo a professora Beatriz Resende, da Faculdade de Letras da UFRJ, essa homenagem póstuma é um reconhecimento tardio ao trabalho do escritor, que em seu tempo usou a literatura como uma potente ferramenta para tratar temas como racismo e desigualdade social – temas que conhecia muito bem. Lima nasceu no Rio de Janeiro, dia 13 de maio de 1881, com o nome Afonso Henriques de Lima Barreto. Suas obras literárias foram produzidas durante a primeira década do século XX.Com estilo próprio, foi incompreendido e criticado por intelectuais da época. Lima inegavelmente deixou sua marca como autor de obras importantes, como “Triste Fim de Policarpo Quaresma”.
Fonte: Luiz Antonio Ribeiro. Lima Barreto recebe título de Doutor Honoris Causa da UFRJ. Adaptado de: https://jornalnota.com.br/2023/06/06/lima-barreto-recebetitulo-de-doutor-honoris-causa-da-ufrj/.
( ) Um exemplo de parônimo é a relação entre as palavras "descrição" e "discrição".
( ) Um exemplo de parônimo é a relação entre as palavras “retificar” e “ratificar”.
( ) Um exemplo de parônimo é a relação entre as palavras “sessão” e “seção”.
Analise as afirmativas abaixo sobre a aquisição da escrita.
1. Cada sistema tem uma característica própria que, dependendo da menor unidade linguística codificada na unidade básica da escrita, pode ser logográfica, silábica e alfabética.
2. Quanto menor for a semelhança entre o número de grafemas e fonemas, maior será a transparência da ortografia de cada língua.
3. A consciência fonológica é um dos melhores indicadores da habilidade de escrita de palavras ditadas e da leitura e escrita de palavras regulares e irregulares.
4. O processo de aprendizagem depende apenas de fatores individuais, como influências ambientais ou socioeconômicas e culturais.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
De acordo com as regras de acentuação gráfica:
Disponível em:(https://curtlink.com/wLo6rh7. Adaptado.)
Assinale a opção que contenha somente palavras com encontros consonantais.
De acordo com as regras de acentuação gráfica: