Questões de Concurso Comentadas sobre ortografia em português

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Q3591042 Português
Marque a opção em que todas as palavras estão escritas corretamente.
Alternativas
Q3591041 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela mesma razão.
Alternativas
Q3590574 Português
“O novo texto ortográfico propõe que não se acentuem graficamente os ditongos ei e oi tônicos das palavras paroxítonas.” (Acordo ortográfico da língua portuguesa: atos internacionais e normas correlatas. – 2.ed., Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2014). Portanto, a única alternativa correta é:
Alternativas
Q3590573 Português
Considerando as mudanças ocorridas na Língua Portuguesa propostas pelo Acordo Ortográfico cujas regras passaram a ser obrigatórias no Brasil a partir de 2016, a alternativa que apresenta todas as palavras com a grafia correta é:
Alternativas
Q3589199 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

UMA ANEDOTA

    Um fazendeiro chamado João sofreu um acidente de carro. No tribunal, o advogado da empresa de caminhões questionava João:
    - Você não disse, no momento do acidente, “eu estou bem”? - perguntou o advogado?
    João respondeu:
    - Bem, vou lhe contar o que aconteceu. Eu tinha colocado minha mula favorita, Justina, no...
    - Eu não lhe pedi nenhum detalhe - interrompeu o advogado. - Basta responder a pergunta. Você não disse, na cena do acidente, “eu estou bem”?
    João disse:
    - Bem, eu tinha colocado Justina no trailer e eu estava dirigindo pela estrada.
    O advogado interrompeu novamente e disse:
    - Juiz, estou tentando estabelecer o fato de que, na cena do acidente, este homem disse ao guarda rodoviario que estava bem. Agora, varias semanas depois do acidente, ele está processando meu cliente. Acredito que ele é uma fraude. Por favor, diga a ele para simplesmente responder à pergunta.
    A essa altura, o juiz estava bastante interessado com a resposta de João e disse ao advogado:
    - Gostaria de ouvir o que ele tem a dizer sobre sua mula favorita, Justina. 
    João agradeceu ao juiz e prosseguiu:
    - Bem, como eu estava dizendo, eu tinha acabado de levar Justina, minha mula favorita, até o trailer e estava dirigindo pela estrada, quando este enorme caminhão avançou o sinal vermelho e bateu na minha caminhonete bem na lateral. Eu fui jogado em uma vala e Justina foi jogada na outra. Eu estava muito ferido e não conseguia me mover. No entanto, eu podia ouvir a velha Justina chorando e gemendo. Eu sabia que ela estava muito machucada apenas por seus gemidos. Quando o guarda entrou em cena, ele ouviu Justina chorando e gemendo, e então foi até ela. Depois que ele olhou para ela e viu sua condição quase fatal, ele pegou seu rifle e atirou nela na cabeça. Então o patrulheiro atravessou a rua, a arma ainda na mão, olhou para mim e indagou:
    - Como você está se sentindo?
    João pigarreou e completou:
    - Agora, nessa hora, que diabos você diria?


(O texto acima é uma adaptação de original extraído do seguinte sítio da internet: https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=13992)
Assinale a alternativa em que as palavras retiradas do texto acima aparecem em ordem alfabética.
Alternativas
Q3589198 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:

UMA ANEDOTA

    Um fazendeiro chamado João sofreu um acidente de carro. No tribunal, o advogado da empresa de caminhões questionava João:
    - Você não disse, no momento do acidente, “eu estou bem”? - perguntou o advogado?
    João respondeu:
    - Bem, vou lhe contar o que aconteceu. Eu tinha colocado minha mula favorita, Justina, no...
    - Eu não lhe pedi nenhum detalhe - interrompeu o advogado. - Basta responder a pergunta. Você não disse, na cena do acidente, “eu estou bem”?
    João disse:
    - Bem, eu tinha colocado Justina no trailer e eu estava dirigindo pela estrada.
    O advogado interrompeu novamente e disse:
    - Juiz, estou tentando estabelecer o fato de que, na cena do acidente, este homem disse ao guarda rodoviario que estava bem. Agora, varias semanas depois do acidente, ele está processando meu cliente. Acredito que ele é uma fraude. Por favor, diga a ele para simplesmente responder à pergunta.
    A essa altura, o juiz estava bastante interessado com a resposta de João e disse ao advogado:
    - Gostaria de ouvir o que ele tem a dizer sobre sua mula favorita, Justina. 
    João agradeceu ao juiz e prosseguiu:
    - Bem, como eu estava dizendo, eu tinha acabado de levar Justina, minha mula favorita, até o trailer e estava dirigindo pela estrada, quando este enorme caminhão avançou o sinal vermelho e bateu na minha caminhonete bem na lateral. Eu fui jogado em uma vala e Justina foi jogada na outra. Eu estava muito ferido e não conseguia me mover. No entanto, eu podia ouvir a velha Justina chorando e gemendo. Eu sabia que ela estava muito machucada apenas por seus gemidos. Quando o guarda entrou em cena, ele ouviu Justina chorando e gemendo, e então foi até ela. Depois que ele olhou para ela e viu sua condição quase fatal, ele pegou seu rifle e atirou nela na cabeça. Então o patrulheiro atravessou a rua, a arma ainda na mão, olhou para mim e indagou:
    - Como você está se sentindo?
    João pigarreou e completou:
    - Agora, nessa hora, que diabos você diria?


(O texto acima é uma adaptação de original extraído do seguinte sítio da internet: https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=13992)
Do texto acima, deveriam ter sido acentuadas quais palavras?
Alternativas
Q3588963 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"

Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar". 

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022.
Há falha na grafia do plural em:
Alternativas
Q3588478 Português
Assinale a alternativa em que as palavras estão corretamente escritas.
Alternativas
Q3588474 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.


A Sogra no Hospital

    Certo mês, na hora do café, o marido chega em casa depois de voltar da visita à sua sogra no hospital. Ao chegar, sua esposa pergunta:
    - Como está a mamãe?
    O marido responde:
    - Sua mãe está muito bem. Saudável e forte como um cavalo e ainda viverá por muitos e muitos anos. Inclusive, semana que vem, ela receberá alta e virá morar conosco por muito tempo.
    A mulher, surpresa, pergunta:
    - Mas como assim? Ontem mesmo a equipe médica disse que ela estava em estado terminal e que teria apenas poucos dias de vida.
    O marido responde:
    - Eu não sei como ela estáva ontêm, querida, mas hoje, quando perguntei ao médico sobre o estado da minha sogra, ele disse que deveríamos nos preparar para o pior...

(Fonte adaptada: https://www.tudoporemail.com.br/content.aspx?emailid=13621).
Sabe-se que duas palavras da anedota acima foram incorretamente acentuadas. Assinale a alternativa em que elas aparecem. 
Alternativas
Q3588180 Português
"A felicidade desperta mais inveja que a riqueza"


Não sei dizer do que mais gostei no livro O arroz de Palma, de Francisco Azevedo. O livro é delicado e simples, seus personagens são repletos de defeitos e virtudes, com abundância daquilo que existe de mais humano em nós.

Tia Palma e Antônio, os personagens centrais, parecem nossos chegados, e tia Palma não peca pelo excesso de palpitações. Um dia, a pitoresca senhorinha vai passear na casa de Antônio. Chegando lá, se depara com um arroz - que tem uma história linda - exposto dentro de um pote de cristal no restaurante do sobrinho. Sábia, pega o rapaz pelo braço e aconselha baixinho: "O arroz é a tua felicidade. {...}. Não deves fazer alarde dela. A felicidade, meu filho, desperta mais inveja que a riqueza".

Tia Palma tinha razão. Expor a felicidade é vaidade.

Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expor para validar?

Com o tempo a gente aprende: a alegria incomoda. E desperta desejos. Sempre terá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu arroz, esse que você tanto valoriza.

Não é pecado ser feliz.

Não há nada de errado em irradiar alegria.

O perigo é usar isso para alimentar o ego.

Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.

Felicidade é bênção.

O arroz é bênção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal, e se infla por possuí-lo ele deixa de ser dádiva. Passa a ser instrumento de sua vaidade e atiça a cobiça.

Não é preciso ser publicitário do próprio bem-estar. Não é preciso estardalhaço para mostrar ao mundo nossa vitória - contra a solidão contra a baixa autoestima, contra o tédio.

Ninguém é 100% feliz ou tem a vida perfeita como num comercial de margarina.

É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. Não precisa postar no facebook nem viver de aparências.

Se você não deseja inveja à sua volta, me permita um conselho: cuide de seus canteiros com humildade. Exercite o encantamento do agricultor que se maravilha com o desabrochar da roseira, mas não tenta esconder os espinhos nem as pragas.

Toquinho em "À sombra de um Jatobá", canta lindamente: "Poucas coisas valem a pena, o importante é ter prazer {...} longe do amor de quem nos finge amar".

Preste atenção à sua volta, você não precisa de bajuladores de um milhão de amigos que reafirmem quem você é. O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.

Gosto de gente sem agrotóxicos. Que não tem vergonha de sua casca imperfeita e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de mostrar suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes.

Gente que não se infla para parecer maior do que é.

Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena - como a sombra de um jatobá.


SIMÕES, Fabíola. A soma de todos os afetos. São Paulo: Faro Editorial, 2022. 
A alternativa em que difere a justificativa de acentuação gráfica é:
Alternativas
Q3587446 Português

Assinale a alternativa em que nenhuma das palavras deve levar o acento gráfico.


(Obs.: todas as palavras foram escritas sem acento.).

Alternativas
Q3587444 Português
Assinale a alternativa que contenha o uso incorreto das letras maiúsculas e minúsculas: 
Alternativas
Q3587438 Português
Quanto à hifenização das palavras, assinale a opção que contenha somente itens corretamente grafados.
Alternativas
Q3584374 Português
Leia o texto a seguir:


Faixa seletiva da Avenida Brasil já tem mais de 34 mil multas aplicadas em um mês


Motoristas, que são proibidos de trafegar no local, foram flagrados no espaço, tentando fugir do esquema de segurança


Rio - Em apenas um mês de funcionamento, a faixa seletiva da Avenida Brasil já tem registradas pouco mais de 34 mil multas aplicadas para motoristas que foram flagrados circulando irregularmente no espaço. A infração é considerada gravíssima, no valor de R$ 293,47.


O valor total de multas aplicadas no período de 7 a 31 de outubro chega aos R$ 10 milhões, sendo 60% de carros, 30% de motos e 10% outros veículos. A faixa tem como objetivo reduzir o tempo de deslocamento no transporte público e de ser uma preparação para o BRT Transbrasil.


Na seletiva, só podem circular ônibus interestaduais, intermunicipais e ônibus urbanos. É autorizada também para veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de trânsito, ambulâncias, de policiamento ostensivo ou de preservação da ordem pública.


A faixa exclusiva é localizada mais à esquerda em cada direção com 22 km de extensão, entre as estações do BRT Guadalupe e Caju. O limite de velocidade é de 70 km/h e a fiscalização é feita por 19 radares fixos e oito lombadas eletrônicas.


Para tentar fugir do esquema de segurança, motoristas fazem bandalhas no decorrer da via. A maior parte deles segue pela seletiva e, ao chegar perto da próxima fiscalização, voltam para a faixa normal. Ao passarem do radar ou da lombada, retornam para a faixa, que é proibida para táxis, carros de passeio e vans.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737369-faixa-seletiva-da-avenida-brasil-ja-tem-mais-de-34-mil-multas-aplicadas-em-um-mes.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
A palavra GRAVÍSSIMA é acentuada pela mesma razão da palavra:
Alternativas
Q3584357 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
No trecho “[...] língua umbundu, a segunda mais falada em seu país” (3º parágrafo), a palavra “segunda” forma um par de homônimos com o termo destacado em:
Alternativas
Q3584352 Português
Leia o texto a seguir:


Em sua primeira vez no Brasil, Rei de Angola fala sobre a importância da reparação histórica para os povos negros


Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa


Em sua primeira vez no Brasil, o Rei de Angola, Tchongolola Tchongonga Ekuikui 6º, participou de um debate no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, Zona Portuária do Rio, sobre a importância da reparação histórica para os povos negros do Brasil. O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (7), a convite da Secretaria Municipal de Cultura via DiversaCom em parceria com a UNIperiferias.


A conversa com o tema "Futuro ancestral - História, reparação e avanço" foi mediada pela jornalista Louise Freire e pelo professor doutor babalaô Ivanir dos Santos.


"Chegou o momento de nos unirmos e cumprir a vontade dos nossos ancestrais", disse o rei, na língua umbundu, a segunda mais falada em seu país, depois da portuguesa. Tchongolola foi recebido no palco sem aplausos - uma questão protocolar - saudado por Louise Freire, que abriu a bateria de perguntas a ele sobre os efeitos da escravidão em seu povo.


"Aos 7 anos, já ouvia sobre os povos ancestrais. Éramos um reinado organizado, com ministros, tudo estava bem. Quando chegou a primeira fase da colonização, foi o momento mais difícil. O colonizador não respeitou nossa tradição, cultura, o poder tradicional. Isso fez com que muitos reis africanos fracassassem, levando o colonizador a entrar em todo o continente africano", comentou Ekuikui.


O Rei de Angola pontuou mais dois momentos cruciais que marcaram a história de seu país: a guerra civil iniciada em 1975 (o ano da "independência") e os tempos atuais com a globalização.


"Nossa foco agora é reencontrar e reestabelecer nossa identidade cultural. A globalização destrói tudo aquilo que é nosso. Identidade cultural, língua, monumentos etc". Em sua fala, Tchongolola Tchongonga Ekuikui também desmistificou narrativas históricas e falou em resgate.


"Se alguma vez disseram que os negros nascidos no Brasil eram filhos de escravizados é mentira, são filhos de reis e rainhas africanos. Eu vim cumprir uma profecia e reencontrar a vontade dos nossos ancestrais, que sempre souberam que precisávamos lutar com a sabedoria para alcançar a via mais segura para chegar ao triunfo. Enquanto houver misticismo, essa amizade não vai acontecer de fato. Precisamos de uma mudança muito rápida. Somos mal interpretados, se eu deixar meu cajado aqui ele fica por anos", destacou.


Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2023/11/6737529-em-sua-primeira-vezno-brasil-rei-de-angola-fala-sobre-a-importancia-da-reparacao-historica-para-os-povos-negros.html. Acesso em: 07 nov. 2023.
A palavra “afro-brasileira” está grafada de acordo com as regras ortográficas atuais. Outra palavra que está igualmente grafada segundo a ortografia padrão da língua portuguesa é:
Alternativas
Q3584315 Português

Motorista de caminhão que deixou rastro de destruição em Curitiba explica

motivo de rota alucinada


    “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. É uma doença de caminhoneiro e peço perdão para todas as famílias envolvidas”. Foi assim que o caminhoneiro Nilson Pedro dos Santos, responsável pela condução do caminhão que provocou diversos estragos em Curitiba no último sábado (14), se explicou para a imprensa na manhã desta segunda-feira (16).

    A declaração foi feita após Nilson deixar a Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (16), e seguir para a audiência de custódia. A Justiça vai definir se ele vai permanecer preso ou irá responder em liberdade por ter sido autuado por tentativa de homicídio, direção sob efeito de substância entorpecente, direção perigosa e omissão de socorro.

    Na saída da delegacia, o motorista explicou para a imprensa o que teria ocorrido no sábado. “Tinha dois rapazes em cima do caminhão e ali pela carga horária a gente tinha usado algumas substâncias. Tinha usado rebite e estava trabalhando há três dias. Eu peço perdão a todas as famílias que estiveram envolvidas, mas eles não sabem que é uma doença do mundo do caminhoneiro “, disse o homem de 35 anos.

    Duas pessoas foram ouvidas pela manhã na delegacia. Um integrante da Defesa Civil de Campo Largo viu a situação do caminhão desgovernado e chegou a ligar o giroflex para alertar outros motoristas. Mesmo com o sinal sonoro, o caminhoneiro não parou o veículo. Outra vítima que prestou depoimento teve o carro atingido na BR-277.

    Outras testemunhas serão ouvidas nos próximos dias, e a Polícia Civil aguarda o resultado de laudos toxicológicos para concluir o inquérito.



Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitibaregiao/motorista-de-caminhao-que-deixou-rastro-de-destruicao-emcuritiba-explica-motivo-de-rota-alucinada/ Acesso em 16 de janeiro de 2023. 

Assinale a alternativa que NÃO apresente palavra proparoxítona: 
Alternativas
Q3584275 Português
Há erro de acentuação gráfica em:
Alternativas
Q3584273 Português
Há erro ortográfico em: 
Alternativas
Q3583887 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Você é um número

Clarice Lispector


Se você não tomar cuidado vira número até para si mesmo. Porque, a partir do instante em que você nasce, classificam-no com um número. Sua identidade no Félix Pacheco é um número. O registro civil é um número. Seu título de eleitor é um número. Profissionalmente falando você também é. Para ser motorista tem carteira com número. No Imposto de Renda, o contribuinte é identificado com um número. Seu prédio, seu telefone, seu número de apartamento – tudo é número.

Se é dos que abrem crediário, para eles você é um número. Se tem propriedade, também. Se é sócio de um clube tem um número. Se é imortal da Academia Brasileira de Letras tem o número da cadeira.

É por isso que vou tomar aulas particulares de matemática. Preciso saber coisas. Ou aulas de Física. Não estou brincando: vou mesmo tomar aulas de matemática, preciso saber alguma coisa sobre cálculo integral. [...]

Se é contribuinte de qualquer obra de beneficência também é solicitado por um número. Se faz viagem de passeio ou de turismo ou de negócio também recebe um número. Para tomar um avião, dão-lhe um número. Se possui ações também recebe um, como acionista de uma companhia. É claro que você é um número de recenseamento. Se é católico recebe número de batismo. No registro civil ou religioso você é numerado. Se possui personalidade jurídica tem. E quando morre, no jazigo, tem um número. E a certidão de óbito também.

Nós não somos ninguém? Protesto. Aliás, é inútil o protesto. E vai ver meu protesto também é número. Uma amiga minha contou que, no Alto Sertão de Pernambuco, uma mulher estava com o filho doente, desidratado, foi ao Posto de Saúde. E recebeu a ficha número 10. Mas dentro do horário previsto pelo médico a criança não pôde ser atendida porque só atenderam até o número 9. A criança morreu por causa de um número. Nós somos culpados.

Se há uma guerra, você é classificado por um número. Numa pulseira com placa metálica, se não me engano. Ou numa corrente de pescoço, metálica.

Nós vamos lutar contra isso. Cada um é um, sem número. O si-mesmo é apenas o si-mesmo.

E Deus não é número.

Vamos ser gente, por favor. Nossa sociedade está nos deixando secos como um número seco, como um osso branco seco exposto ao sol. Meu número íntimo é 9. Só. 8. Só. 7. Só. Sem somá-los nem transformá-los em novecentos e oitenta e sete. Estou me classificando como um número? Não, a intimidade não deixa. Veja, tentei várias vezes na vida não ter número e não escapei. O que faz com que precisemos de muito carinho, de nome próprio, de genuinidade. Vamos amar que amor não tem número. Ou tem? 
A palavra do texto que apresenta uma análise correta sobre a acentuação gráfica é:
Alternativas
Respostas
4941: B
4942: A
4943: A
4944: C
4945: B
4946: A
4947: A
4948: E
4949: B
4950: D
4951: C
4952: B
4953: C
4954: C
4955: D
4956: C
4957: C
4958: D
4959: C
4960: C