Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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De acordo com as regras de acentuação gráfica, é correto afirmar que:
História do pão de queijo: do Brasil para o mundo
A história do pão de queijo é muito rica e interessante. Como todo ícone da culinária brasileira, ele tem raízes na alimentação dos nossos povos indígenas e recebe influências africanas e portuguesas.
Tudo começou com o polvilho, extraído da mandioca pelos nossos indígenas, passando pelas mãos dos colonizadores, que acrescentaram ovos, banha de porco, leite e, claro, os queijos das fazendas.
Devemos aos povos indígenas a domesticação e seleção da mandioca-brava, alcançada há milhares de anos antes dos colonizadores. Eles também descobriram como extrair o veneno presente nas raízes brutas da planta, tornando-as seguras para o consumo humano após o processamento adequado. Isso originou o polvilho azedo, ingrediente básico do nosso tão apreciado pão de queijo.
No período colonial do Brasil, durante o século XVIII, na região de Minas Gerais, os colonizadores portugueses, na ausência da farinha de trigo, que era importada da Europa e possuía um altíssimo custo, buscavam formas de criar alimentos com ingredientes locais. Foi nessa época que, das cozinhas das antigas fazendas de Minas, surgiram quitutes como biscoitos de polvilho, sequilhos, tapiocas e o pão de queijo.
Os ingredientes do pão de queijo eram simples: polvilho azedo, queijo minas curado, banha de porco derretida, leite e ovos, ou seja, itens de subsistência nas propriedades.
Graças a sua combinação única de sabores e texturas, o pão de queijo conquistou não apenas os brasileiros, mas pessoas ao redor de todo o mundo e hoje é considerado um patrimônio brasileiro.
Em suma, ele é muito mais do que uma simples receita culinária. É uma herança cultural que deve ser preservada e apreciada por muitas gerações. Portanto, quando saborear essa delícia, lembre-se de que você estará degustando uma verdadeira parte da história e da cultura brasileira, um verdadeiro patrimônio nacional.
(www.tvculturamineira.com.br. Adaptado)
Felipe Silva | Dirigente do Sindicato dos Vigilantes do RJ e membro do Movimento Luta de Classes
12 de novembro de 2024
OPINIÃO – O futuro da política no Brasil está intrinsecamente ligado às pautas trabalhistas, e entre as mais urgentes está o fim da escala 6×1.
Historicamente, o movimento sindical tem sido protagonista nas maiores conquistas da classe trabalhadora, especialmente nas lutas pela redução da carga horária. Desde as greves de 1917 até a implementação da CLT em 1943 e a conquista da jornada de 44 horas semanais na Constituição de 1988, foram as mobilizações sindicais que abriram caminho para cada um desses avanços.
Ignorar o trabalhador é fechar os olhos para a realidade do país. Hoje, a prioridade das centrais sindicais e dos movimentos sociais deve ser o trabalhador, que enfrenta constantes ataques aos seus direitos – intensificados com a Reforma Trabalhista. Ainda que os sindicatos tenham sido fundamentais para os direitos da classe, o cenário atual é de desafios, agravado pela queda no número de associados e pelo enfraquecimento do movimento sindical, influenciado por campanhas antissindicais fomentadas pela grande mídia, empresários e políticos da extrema-direita. A resposta não pode ser paralisia; é hora de se mobilizar, de “voltar para a base” e fazer muito com poucos recursos.
Um sinal claro dos anseios da classe trabalhadora foi a eleição de Rick Azevedo, idealizador do movimento VAT, para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Sua eleição representa um verdadeiro grito de socorro dos trabalhadores cariocas. Apesar de o tema da escala 6×1 não ser competência direta da câmara, Rick, que até pouco tempo era visto como “um maluco que só falava da escala 6×1”, conquistou a confiança e o voto dos trabalhadores. Ele representa a visibilidade que essa pauta precisa – algo que tantas candidaturas voltadas para a defesa da classe trabalhadora pelo Brasil não conseguiram fazer. Sua eleição mostra a urgência de colocar as lutas da base no centro da agenda sindical.
Chega de governismo e de uma falsa esperança de governo popular. É preciso conquistar os direitos dos trabalhadores com luta, não com discursos vazios. O sindicalismo não pode mais ser símbolo de acomodação.
É preciso reconhecer as perdas, mas também se comprometer a reconquistar a confiança do trabalhador. Isso exige um resgate do sindicalismo raiz, com foco nas pautas que realmente impactam o dia a dia da classe trabalhadora.
Desde o início da campanha pelo fim da escala 6×1, houve o apoio de alguns sindicatos, principalmente o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, um dos principais a combater historicamente a jornada de trabalho excessiva, e dezenas de sindicalistas envolvidos, como eu, que fiz parte da coordenação nacional do VAT e atuo no sindicato dos vigilantes do município do Rio de janeiro, que, mesmo diante de desafios impostos pela Reforma Trabalhista, ainda lutam para defender os direitos de seus trabalhadores e tem como umas das maiorias conquistas o adicional de periculosidade e aposentadoria especial, vitórias relevantes, mas que requer um esforço contínuo para ser garantida em um cenário de crescentes ataques.
Mas é preciso mais. É necessário um envolvimento em massa das centrais sindicais.
Agora, mais do que nunca, é essencial ter coragem para que a base também tenha – e para que os trabalhadores voltem a acreditar no poder de transformação da luta sindical.
(https://averdade.org.br/2024/11/opiniaosindicatos-e-o-fim-da-escala-6x1/)
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
“UM APRENDIZADO, UM ABRAÇO, UM SOCO NA CARA”
No último mês, fiquei obcecada com o show da Madonna.
Pensava: preciso ir, vou de qualquer jeito. Moro em São Paulo e me questionava:
Onde me hospedar no Rio de Janeiro? Com quem ir? Tentei criar um grupo com meus
amigos, mas a maior parte não acompanha o trabalho da Madonna. Ninguém estava
tão animado. De toda forma, me organizei e fui com minha irmã gêmea, Estela
May, para o Rio no dia 30 de abril. Ao mesmo tempo, crescia em mim o sentimento
de que não queria estar no show sem a minha mãe.
Teve até um momento em que bateu uma vontade imensa de
voltar para São Paulo na mesma hora. Não queria mais ir, não sem a minha mãe.
Foi uma obsessão tão louca que só na véspera do aniversário dela [a escritora,
roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young, que morreu em 2019 e faria 54
no último 1º de maio] percebi que sentia que deveria estar no show da Madonna
por ela. Estava muito sensível. Minha mãe sempre dizia que sou muito sensível.
Desde que o evento foi anunciado, vi muitas pessoas
contando histórias relacionadas a Madonna. Pensei: “Ah, quer saber? Vou tirar
uma foto que prova que meu nome é Madonna como o dela.” Peguei o meu passaporte
na mesa de cabeceira e tirei a foto. Foi. Achei que ia render umas cem curtidas
e algumas risadas. Mas o post foi longe e as pessoas começaram a me
ajudar. Aliás, sou muito grata a todo mundo que sentiu que eu deveria estar lá.
Isso é uma das coisas que mais me emocionaram nesta história e fico com vontade
de chorar só de falar. Achei lindo o fato de entenderem como esse show era
importante pra mim.
No dia do aniversário da minha mãe, o quinto desde que
ela morreu, eu não esperava nada. Estava no chuveiro, ouvindo What It
Feels Like For A Girl, aquela música que ela traduziu no Saia Justa e
viralizou no Twitter recentemente. Logo depois entrei no X [antigo Twitter]
como se não quisesse nada e estava lá a mensagem do patrocinador
disponibilizando os ingressos. Na hora minha irmã virou e falou: “Você sabe
quem foi, né” A gente sempre fica procurando sinais da minha mãe. Não sei se
peguei isso do meu pai. Meu pai sente muito sinal por música. Em dezembro do
ano passado nós estávamos em um hotel aqui do Rio para pegar o meu livro [Tudo
que eu posso te contar] impresso pela primeira vez e, do nada, começou a
tocar Forever Young do Alphaville. Justo a música que minha mãe
sempre falou que era a nossa família. Ela sempre escutava, era nosso hino.
Como cheguei no Rio com antecedência, consegui curtir
um tempo na cidade, mas meus dias foram realmente Madonna, Madonna, Madonna,
Madonna. Não conseguia pensar em outra coisa, não conseguia fazer nada. Fui ao
Copacabana Palace tentar ver a Madonna. No dia do show, eu estava monotemática.
Minha irmã foi à praia e eu fiquei dando voltas no quarto do hotel. Mandei
fazer uma bolsa e uma saia cheia de correntes, crucifixos e enfeitezinhos.
Passei o dia inteiro pulando e reparando que a saia fazia muito barulho. Tentei
mexer nela enquanto ouvia a Madonna. Normalmente com outros shows, mesmo dos
artistas que conheço só três ou quatro músicas, já fico ansiosa. Mas dessa vez
a sensação triplicou. Mal consegui comer. Pedi um bule de café no serviço de
quarto, que tomei loucamente. E continuei ouvindo Madonna. “Será que já devo
ir?”, “Será que já posso ir?”, era o que eu pensava a todo momento. Mandei
mensagem pra minha irmã falando: “Pelo amor de Deus, volta dessa praia agora” O
espaço abria às 18h, e cheguei lá nessa hora, mas chegaria muito antes se fosse
possível.
Antes de o show começar, já na área vip, eu e minha
irmã ficamos desconfortáveis. Tinham muitas famílias tradicionais brasileiras.
Escutamos comentários desnecessários e alguns homofóbicos. Pouco antes da
apresentação começar, um dos convidados da área vip me reconheceu e me chamou
para ficar mais próximo do palco. Neste momento, um outro rapaz que também
estava ali disse que se tivesse com uma faca mataria. A primeira coisa que
pensei foi que nem mesmo no show de Madonna ficamos seguros.
Fiquei preocupada e cogitei procurar outro lugar para
acompanhar a apresentação. Mas, por mais que o caso tenha sido horrível, fiquei
pensando que foi bom o agressor ter assistido ao show. Também me dei conta de
que, afinal, é disto que a Madonna fala: de não deixar essas pessoas nos
oprimirem. Decidi: vamos ficar aqui berrando e dançando, e, se eles se
incomodarem, que se mexam.
Essa é a celebração da Madonna. Fiquei eufórica quando
a Madonna entrou no palco. Chorei muito. Minha irmã, preocupada, perguntou se
eu estava bem, se queria sentar ou beber água. Também por isso foi tão especial
poder ir ao show com ela. Somos muito diferentes. A sensação que tenho é que
desde pequenas fomos pegando o que cada uma gostava para si, mas com Madonna
isso não ia funcionar, ninguém ia abrir mão de amar a Madonna. Então,
subconscientemente, escolhemos dividir esse amor por períodos. Óbvio que amo
músicas de todas as fases, mas prefiro as canções da década de 1980, do começo
da carreira. A Estela elegeu os álbuns atuais. Apesar de não ter Madonna no
nome, acho que ela é mais fã que eu. Viver esse momento com ela foi muito
especial, porque na minha memória, éramos nós duas no carro com a minha mãe
colocando o CD da Madonna para ouvir. Ela sabe que a primeira coisa que fiz
depois que a minha mãe faleceu foi ir ao meu quarto escutar Ray of Light.
Então, quando a Madonna começou a cantar essa música, e eu desabei em choro, a
minha irmã reconheceu o que isso significava para nós duas. Estela sabe que
essa era a música que a minha mãe mais gostava de escutar e o que aquele
momento no show significaria para ela.
Já faz quase 5 anos que a minha mãe faleceu, mas o
luto demora para acontecer. Você acha que superou e do nada cai uma ficha de
“é, acho que não”. Maio é sempre um mês difícil pra gente, porque começa com o
aniversário da minha mãe e logo vem o dia das mães. É uma dobradinha de datas
não divertidas nesse processo, ou até divertidas e de celebração, mas que doem
ao mesmo tempo. E o show da Madonna, bem no meio disso, é como um abraço, sabe?
Foi um aprendizado, foi um abraço, foi um soco na cara. Ficou um sentimento de
amor imenso e gratidão. Escrevi no meu diário que fiz isso por mim e pela minha
mãe, e que de alguma maneira serviu para fechar algumas feridas que ainda
estavam abertas em relação a tudo o que aconteceu. E foi mágico.
(...)
(Cecília Madonna, Revista Piauí, 11 maio 2024 08h59)
“É uma dobradinha de datas não divertidas nesse processo, ou até divertidas e de celebração, mas que doem ao mesmo tempo”
Das opções a seguir, marque a palavra que não segue a mesma regra de acentuação básica da palavra destacada:
“UM APRENDIZADO, UM ABRAÇO, UM SOCO NA CARA”
No último mês, fiquei obcecada com o show da Madonna.
Pensava: preciso ir, vou de qualquer jeito. Moro em São Paulo e me questionava:
Onde me hospedar no Rio de Janeiro? Com quem ir? Tentei criar um grupo com meus
amigos, mas a maior parte não acompanha o trabalho da Madonna. Ninguém estava
tão animado. De toda forma, me organizei e fui com minha irmã gêmea, Estela
May, para o Rio no dia 30 de abril. Ao mesmo tempo, crescia em mim o sentimento
de que não queria estar no show sem a minha mãe.
Teve até um momento em que bateu uma vontade imensa de
voltar para São Paulo na mesma hora. Não queria mais ir, não sem a minha mãe.
Foi uma obsessão tão louca que só na véspera do aniversário dela [a escritora,
roteirista, atriz e apresentadora Fernanda Young, que morreu em 2019 e faria 54
no último 1º de maio] percebi que sentia que deveria estar no show da Madonna
por ela. Estava muito sensível. Minha mãe sempre dizia que sou muito sensível.
Desde que o evento foi anunciado, vi muitas pessoas
contando histórias relacionadas a Madonna. Pensei: “Ah, quer saber? Vou tirar
uma foto que prova que meu nome é Madonna como o dela.” Peguei o meu passaporte
na mesa de cabeceira e tirei a foto. Foi. Achei que ia render umas cem curtidas
e algumas risadas. Mas o post foi longe e as pessoas começaram a me
ajudar. Aliás, sou muito grata a todo mundo que sentiu que eu deveria estar lá.
Isso é uma das coisas que mais me emocionaram nesta história e fico com vontade
de chorar só de falar. Achei lindo o fato de entenderem como esse show era
importante pra mim.
No dia do aniversário da minha mãe, o quinto desde que
ela morreu, eu não esperava nada. Estava no chuveiro, ouvindo What It
Feels Like For A Girl, aquela música que ela traduziu no Saia Justa e
viralizou no Twitter recentemente. Logo depois entrei no X [antigo Twitter]
como se não quisesse nada e estava lá a mensagem do patrocinador
disponibilizando os ingressos. Na hora minha irmã virou e falou: “Você sabe
quem foi, né” A gente sempre fica procurando sinais da minha mãe. Não sei se
peguei isso do meu pai. Meu pai sente muito sinal por música. Em dezembro do
ano passado nós estávamos em um hotel aqui do Rio para pegar o meu livro [Tudo
que eu posso te contar] impresso pela primeira vez e, do nada, começou a
tocar Forever Young do Alphaville. Justo a música que minha mãe
sempre falou que era a nossa família. Ela sempre escutava, era nosso hino.
Como cheguei no Rio com antecedência, consegui curtir
um tempo na cidade, mas meus dias foram realmente Madonna, Madonna, Madonna,
Madonna. Não conseguia pensar em outra coisa, não conseguia fazer nada. Fui ao
Copacabana Palace tentar ver a Madonna. No dia do show, eu estava monotemática.
Minha irmã foi à praia e eu fiquei dando voltas no quarto do hotel. Mandei
fazer uma bolsa e uma saia cheia de correntes, crucifixos e enfeitezinhos.
Passei o dia inteiro pulando e reparando que a saia fazia muito barulho. Tentei
mexer nela enquanto ouvia a Madonna. Normalmente com outros shows, mesmo dos
artistas que conheço só três ou quatro músicas, já fico ansiosa. Mas dessa vez
a sensação triplicou. Mal consegui comer. Pedi um bule de café no serviço de
quarto, que tomei loucamente. E continuei ouvindo Madonna. “Será que já devo
ir?”, “Será que já posso ir?”, era o que eu pensava a todo momento. Mandei
mensagem pra minha irmã falando: “Pelo amor de Deus, volta dessa praia agora” O
espaço abria às 18h, e cheguei lá nessa hora, mas chegaria muito antes se fosse
possível.
Antes de o show começar, já na área vip, eu e minha
irmã ficamos desconfortáveis. Tinham muitas famílias tradicionais brasileiras.
Escutamos comentários desnecessários e alguns homofóbicos. Pouco antes da
apresentação começar, um dos convidados da área vip me reconheceu e me chamou
para ficar mais próximo do palco. Neste momento, um outro rapaz que também
estava ali disse que se tivesse com uma faca mataria. A primeira coisa que
pensei foi que nem mesmo no show de Madonna ficamos seguros.
Fiquei preocupada e cogitei procurar outro lugar para
acompanhar a apresentação. Mas, por mais que o caso tenha sido horrível, fiquei
pensando que foi bom o agressor ter assistido ao show. Também me dei conta de
que, afinal, é disto que a Madonna fala: de não deixar essas pessoas nos
oprimirem. Decidi: vamos ficar aqui berrando e dançando, e, se eles se
incomodarem, que se mexam.
Essa é a celebração da Madonna. Fiquei eufórica quando
a Madonna entrou no palco. Chorei muito. Minha irmã, preocupada, perguntou se
eu estava bem, se queria sentar ou beber água. Também por isso foi tão especial
poder ir ao show com ela. Somos muito diferentes. A sensação que tenho é que
desde pequenas fomos pegando o que cada uma gostava para si, mas com Madonna
isso não ia funcionar, ninguém ia abrir mão de amar a Madonna. Então,
subconscientemente, escolhemos dividir esse amor por períodos. Óbvio que amo
músicas de todas as fases, mas prefiro as canções da década de 1980, do começo
da carreira. A Estela elegeu os álbuns atuais. Apesar de não ter Madonna no
nome, acho que ela é mais fã que eu. Viver esse momento com ela foi muito
especial, porque na minha memória, éramos nós duas no carro com a minha mãe
colocando o CD da Madonna para ouvir. Ela sabe que a primeira coisa que fiz
depois que a minha mãe faleceu foi ir ao meu quarto escutar Ray of Light.
Então, quando a Madonna começou a cantar essa música, e eu desabei em choro, a
minha irmã reconheceu o que isso significava para nós duas. Estela sabe que
essa era a música que a minha mãe mais gostava de escutar e o que aquele
momento no show significaria para ela.
Já faz quase 5 anos que a minha mãe faleceu, mas o
luto demora para acontecer. Você acha que superou e do nada cai uma ficha de
“é, acho que não”. Maio é sempre um mês difícil pra gente, porque começa com o
aniversário da minha mãe e logo vem o dia das mães. É uma dobradinha de datas
não divertidas nesse processo, ou até divertidas e de celebração, mas que doem
ao mesmo tempo. E o show da Madonna, bem no meio disso, é como um abraço, sabe?
Foi um aprendizado, foi um abraço, foi um soco na cara. Ficou um sentimento de
amor imenso e gratidão. Escrevi no meu diário que fiz isso por mim e pela minha
mãe, e que de alguma maneira serviu para fechar algumas feridas que ainda
estavam abertas em relação a tudo o que aconteceu. E foi mágico.
(...)
(Cecília Madonna, Revista Piauí, 11 maio 2024 08h59)
“Mandei fazer uma bolsa e uma saia cheia de correntes, crucifixos e enfeitezinhos:” .
Marque a alternativa em que a palavra esteja em desacordo com as regras ortográficas:
Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão
Dê um desconto ao amigo
Não estrague a amizade porque o seu amigo anda chato. É uma fase. Pode ser falta de dinheiro, problemas familiares, um amor doente que ele fracassa em desatar.
Mas cuidado para não tornar definitivo o que é provisório. Ele está chato, não é chato. Rememore o quanto vocês se conhecem, o quanto viveram de cumplicidade e segredos, o quanto superaram adversidades e desilusões.
Não vale a pena sacrificar uma história inteira feliz por um dia ruim. Uma indiscrição, uma grosseria e uma aspereza não significam que tudo foi em vão. Pondere, todo amigo tem o direito de errar e explodir, de incomodar e se desculpar.
Não converta a falta de sintonia passageira em distanciamento permanente. Desfazemos grandes lealdades por ____________. Transformamos desentendimentos, resultantes de uma crise pessoal, em divergências irreversíveis da relação.
Com uma ____________ imediatista, enxergamos somente o período turbulento e desagradável e esquecemos de reconhecer o companheirismo anterior. Falta-nos paciência para encarar as lamúrias e contextualizar os ataques. No lugar de respirar um pouco e oferecer um desconto, tratamos de responder as agressões com violência.
Dê um tempo para o amigo, afaste-se por uma semana, crie saudade de um mês, porém não destrua os laços em função de uma implicância. Às vezes ele não quer ser ajudado, às vezes não há como socorrer aflições, às vezes ele não desfruta de condições para escutar seus conselhos, às vezes ele ofende jurando que vem sendo apenas sincero.
Deixe estar. Não fique perto, abra espaço para que ele reflita e se acalme, não se apoie na raiva que aumenta o desconforto e intensifica as retaliações. Evite desligar o telefone na cara, controle-se para não cobrar a devolução dos presentes e afetos, silencie antes de estabelecer ultimatos, contenha-se para não misturar medos antigos com os novos e realizar chantagens emocionais, recue no bateboca, fuja da conta da culpa e, concordando ou discordando, diga que vai pensar e que retornará depois. Por enquanto, feche as janelas e conserve a porta aberta.
Entenda que as melhores companhias nem sempre são boas companhias. A simbiose que existe numa amizade, de um espelhar o outro, de um ser o outro, é perigosa. Quando alguém pretende se destruir, leva junto quem vive próximo. Os confidentes são os primeiros a sofrer maus-tratos.
Amizade é também prever o momento de se retirar para voltar com mais força e amor redobrado.
Autor: Fabrício Carpinejar (adaptado).
Qual alternativa preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas acima?
I. Por ser proparoxítona.
II. Por ser uma paroxítona terminada em "em".
III. Por ser oxítona terminada em "em".
Está correto o que se afirma em:
“A semana de atividades em Brasília permite que os jovens senadores vivenciem de perto o dia a dia do Senado.”
Sobre os termos em destaque, julgue as assertivas a seguir.
()“que” é conjunção.
()“que” é pronome relativo.
()De acordo com o novo acordo ortográfico, “dia a dia” deve ser grafada com hífen, seguindo o exemplo de “pé-de-meia”.
()De acordo com o novo acordo ortográfico, “dia a dia” está escrito corretamente.
A sequência CORRETA é:
Leia o texto II e responda à questão.
Caso Marielle: relação com agentes públicos é alarmante, diz Anistia
A participação de ex-agentes de segurança pública e agentes públicos no assassinato da vereadora Marielle Franco é alarmante, e as prisões deste domingo (24), apesar de representarem um avanço, ainda não significam justiça. Essas foram as considerações da Anistia Internacional Brasil sobre a operação que prendeu acusados de serem os mandantes do assassinato, cometido há seis anos, e de terem obstruído suas investigações.
"Informações já apuradas pelas autoridades sugerem que o crime poderia estar ligado aos interesses de expansão das milícias no Rio. Nesse sentido, é preciso lembrar que o surgimento e expansão de grupos paramilitares, resultam, entre outros fatores, da impunidade e da falha das autoridades do Estado em oferecerem respostas contundentes a desvios em suas estruturas", diz a organização, que acompanha o crime e dá suporte às famílias de Marielle e Anderson desde os primeiros momentos após o assassinato.
Na manhã deste domingo (24), a operação Murder Inc. cumpriu três mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), todos na cidade do Rio de Janeiro. De acordo com fontes ligadas à investigação, foram presos Domingos Brazão, atual conselheiro do Tribunal de Contas do Rio, Chiquinho Brazão, deputado federal do Rio, e Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio.
A Anistia lembra que a responsabilidade do Estado sobre o surgimento e a expansão de grupos paramilitares "tem sido objeto de condenações emblemáticas na Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH)", que estabelece responsabilidades como o dever de prevenir violações de direitos, investigar de forma diligente, responsabilizar por violações e reparar as vítimas.
"As autoridades brasileiras têm falhado em todos esses deveres frente aos assassinatos de Marielle e Anderson", avalia a organização, que considera inaceitável a demora de seis anos para elucidação do crime.
"Este grave crime foi preparado minuciosamente. Diversos atores estiveram envolvidos nesse processo e, após os assassinatos, assistimos, durante os últimos 6 anos, a inúmeras falhas e tentativas de obstrução das investigações, muitas delas protagonizadas por agentes públicos. Todos devem ser responsabilizados".
A Anistia Internacional conclui afirmando que renova sua cobrança pública por justiça e instando as autoridades brasileiras a garantir que todos os responsáveis pelo planejamento e execução do crime, bem como todos os responsáveis por eventuais desvios e obstruções das investigações, sejam levados à justiça em julgamentos justos que atendam aos padrões internacionais.
"O legado de Marielle só poderá florescer se o Brasil se tornar um espaço seguro para todas e todos que defendem direitos humanos".
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-03/caso-marielle-relacao-com-agentes-publicos-e-alarmante-diz-anistia
Analise o trecho: A Anistia lembra que a responsabilidade do Estado sobre o surgimento e a expansão de grupos paramilitares "tem sido objeto de condenações emblemáticas na Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH)", [...].
Julgue as assertivas a seguir.
()Em “paramilitares”, o elemento “para” é do verbo “parar”, por isso deve ser escrito sem hífen, a exemplo de “parachoque”.
()Em “paramilitares”, o elemento “para” é um sufixo, por isso deve ser escrito sem hífen.
()Em “paramilitares”, o elemento “para” tem sentido de “semelhante, próximo”, por isso deve ser escrito sem hífen.
()Em “Interamericana” o elemento “inter” é um sufixo que se anexa diretamente à palavra “americana”, por isso não há uso de hífen, a exemplo de “interhumano”.
A sequência CORRETA é:
As alterações climáticas estão aos poucos tornando inabitáveis diversas zonas do planeta. No nordeste da Franga as enchentes têm sido tão frequentes que muitas pessoas estão abandonando a regido. A cidade de Atenas pode vir a se tornar inabitável por causa do calor, que no verão pode chegar a 50 graus. Os furacões no Caribe estão cada vez mais frequentes e mais violentos. Os pequenos países insulares correm o risco de serem submersos pelas águas dos oceanos. O rio Indo, dos maiores do mundo, pode ter seu volume de água reduzido em 50 por cento nos próximos anos.
O sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vai sofrer com desastres climáticos mais e mais frequentes e mais e mais devastadores. A tragédia de agora, tudo leva a crer, é o prelúdio de coisa ainda pior por vir nos próximos anos (sendo nos próximos meses). Já faz tempo que se emprega a expressão “refugiados do clima” para designar as pessoas que são obrigadas a deixar sua terra de origem por efeito das secas prolongadas, das inundações, dos deslizamentos de terreno etc.
A brutal mudança que ocorre no clima do mundo é consequência direta da ação humana, mas não de todos os seres humanos e sim daqueles que controlam a economia mundial, radicalizam o inerente fascismo que é o capitalismo neoliberal, chantageiam os governos, corrompem a política, desprezam o resto da humanidade, produzem bilhões de toneladas de lixo sem que nada lhes oponha uma barreira mínima. Temos exemplo disso agora, na tragédia do Rio Grande do Sul: autoridades coniventes com a especulação imobiliária que invade áreas de proteção ambiental, incentivadoras do agronegócio que infesta a terra de veneno para obter mais lucro dela, desmanteladoras de todas as medidas de prevenção etc. etc. etc.
E para remate dos males, autoridades eleitas que trabalham para entidades de extrema-direita que propagandeiam aos sete ventos o negacionismo climático mais imbecil e canhestro. Neste exato instante, no Congresso brasileiro, escorrem feito lama fétida diversos projetos de lei que preveem a destruição total da legislação de proteção ambiental. Os cientistas alertam para um possível ponto de não-retorno, quando nada mais será possível fazer para defender a vida no planeta. Desconfio que eles não querem alarmar a gente, porque cada vez mais fica 6bvio que esse não-retorno já foi ultrapassado faz tempo - não só o não-retorno climático, mas também o não-retorno da estupidez mais criminosa.
(Autor desconhecido, texto de opinião veiculado nas plataformas digitais. 09 de Maio, 14:00)
As alterações climáticas estão aos poucos tornando inabitáveis diversas zonas do planeta. No nordeste da Franga as enchentes têm sido tão frequentes que muitas pessoas estão abandonando a regido. A cidade de Atenas pode vir a se tornar inabitável por causa do calor, que no verão pode chegar a 50 graus. Os furacões no Caribe estão cada vez mais frequentes e mais violentos. Os pequenos países insulares correm o risco de serem submersos pelas águas dos oceanos. O rio Indo, dos maiores do mundo, pode ter seu volume de água reduzido em 50 por cento nos próximos anos.
O sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, vai sofrer com desastres climáticos mais e mais frequentes e mais e mais devastadores. A tragédia de agora, tudo leva a crer, é o prelúdio de coisa ainda pior por vir nos próximos anos (sendo nos próximos meses). Já faz tempo que se emprega a expressão “refugiados do clima” para designar as pessoas que são obrigadas a deixar sua terra de origem por efeito das secas prolongadas, das inundações, dos deslizamentos de terreno etc.
A brutal mudança que ocorre no clima do mundo é consequência direta da ação humana, mas não de todos os seres humanos e sim daqueles que controlam a economia mundial, radicalizam o inerente fascismo que é o capitalismo neoliberal, chantageiam os governos, corrompem a política, desprezam o resto da humanidade, produzem bilhões de toneladas de lixo sem que nada lhes oponha uma barreira mínima. Temos exemplo disso agora, na tragédia do Rio Grande do Sul: autoridades coniventes com a especulação imobiliária que invade áreas de proteção ambiental, incentivadoras do agronegócio que infesta a terra de veneno para obter mais lucro dela, desmanteladoras de todas as medidas de prevenção etc. etc. etc.
E para remate dos males, autoridades eleitas que trabalham para entidades de extrema-direita que propagandeiam aos sete ventos o negacionismo climático mais imbecil e canhestro. Neste exato instante, no Congresso brasileiro, escorrem feito lama fétida diversos projetos de lei que preveem a destruição total da legislação de proteção ambiental. Os cientistas alertam para um possível ponto de não-retorno, quando nada mais será possível fazer para defender a vida no planeta. Desconfio que eles não querem alarmar a gente, porque cada vez mais fica 6bvio que esse não-retorno já foi ultrapassado faz tempo - não só o não-retorno climático, mas também o não-retorno da estupidez mais criminosa.
(Autor desconhecido, texto de opinião veiculado nas plataformas digitais. 09 de Maio, 14:00)
Marque a opção em que todas as palavras são grafadas corretamente: