Questões de Concurso
Comentadas sobre ortografia em português
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Leia os vocábulos abaixo:
I. Contém.
II. Hilário.
III. Alêm.
Assinale a alternativa em que todos os vocábulos estão acentuados de acordo com as normas ortográficas vigentes da Língua Portuguesa:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
GRIPE AVIÁRIA
O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em seres humanos e está aguardando a autorização da Anvisa para começar os testes em voluntários. Esses testes, chamados de ensaios clínicos, serão realizados pelo Plátano Centro de Pesquisas Clínicas e vão envolver 700 pessoas nos estados de Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo, com idades a partir de 18 anos.
O objetivo é verificar se a vacina é segura e se realmente estimula a proteção do organismo contra o vírus. Os voluntários receberão duas doses — da vacina ou de um placebo (substância sem efeito) — com 21 dias de intervalo entre elas. Depois disso, serão acompanhados por sete meses, com exames e visitas médicas regulares.
Antes de participar, todos passarão por uma triagem com exames no Real Hospital Português. Já a análise da resposta do sistema imunológico à vacina será feita na Fiocruz, em Pernambuco.
Essa vacina é chamada de "monovalente" porque é direcionada especificamente à cepa H5N8 do vírus da gripe aviária. A ideia é que ela ajude o Brasil a se preparar para possíveis surtos no futuro e contribua para a prevenção de novas pandemias.
Fonte: https://agenciagov.ebc.com.br/ (texto adaptado)
Observe as palavras acentuadas no trecho abaixo, extraído do texto "GRIPE AVIÁRIA":
"O Instituto Butantan desenvolveu a primeira vacina brasileira contra a gripe aviária em seres humanos [...] Esses testes, chamados de ensaios clínicos , serão realizados pelo Plátano Centro de Pesquisas Clínicas [...]"
Com base nas regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:
O mistério do canto das baleias
Cientistas descobriram como algumas das maiores baleias do oceano produzem cantos assustadores e complexos.
As baleias jubarte e outras baleias com barbatanas desenvolveram uma caixa vocal especializada, que permite cantar debaixo d'água.
A descoberta, publicada na revista Nature, também revelou porque os ruídos que navios e embarcações fazem são tão perturbadores para estes gigantes oceânicos.
O canto das baleias está restrito a uma frequência específica, que se sobrepõe ao ruído produzido pelos navios.
"O som é absolutamente crucial para a sobrevivência delas, porque é a única forma de elas se encontrarem para acasalar no oceano", explica o professor Coen Elemans, da Universidade do Sul da Dinamarca, que liderou o estudo.
"Estes são alguns dos animais mais enigmáticos que já viveram no planeta. Eles estão entre os maiores e mais inteligentes, e são altamente sociáveis."
As baleias de barbatanas são um grupo de quatorze espécies, incluindo a baleia azul, a jubarte, a franca, a baleia-de-minke e a baleia-cinzenta.
Em vez de dentes, esses animais têm placas chamadas barbatanas ou cerdas, através das quais peneiram enormes quantidades de criaturas minúsculas que vivem na água.
A forma exata como eles produzem sons complexos foi um mistério até agora.
Junto de colegas, Elemans realizou experimentos usando laringes, ou caixas vocais, que foram cuidadosamente removidas de três carcaças de baleias que encalharam em praias.
Após a retirada, eles sopraram ar através das estruturas maciças, com o objetivo de produzir um som.
Em seres humanos, a voz vem de vibrações que acontecem quando o ar passa por estruturas chamadas pregas vocais, que ficam na garganta.
As baleias de barbatanas, por outro lado, possuem uma grande estrutura em forma de U, com uma almofada de gordura, no topo da laringe.
Essa anatomia vocal permite que os animais cantem ao reciclarem o ar. Isso evita que a água seja inalada.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckrddp57r77o.adaptado
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
O oceano está ficando mais escuro?
Segundo uma pesquisa, as causas do escurecimento dos oceanos vão desde mudanças na dinâmica dos florescimentos de algas até variações na temperatura da superfície do mar.
O escurecimento é visto com frequência em regiões costeiras, onde águas ricas em nutrientes sobem à superfície e o aumento das chuvas arrasta os sedimentos e resíduos agrícolas para o mar, alimentando florescimentos de plâncton.
Episódios de chuvas intensas têm se tornado mais comuns e mais fortes em muitos locais do mundo, impulsionados pelas mudanças climáticas.
Já no oceano aberto, o escurecimento está relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que leva ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.
O estudo identificou que mais de 9% do oceano — uma área similar ao tamanho da África — teve uma redução na luz de mais de cinquenta metros. Em 2,6% foi registrada uma redução de mais de cem metros.
A pesquisa também aponta que as alterações mais significativas na profundidade da zona fótica foram vistas no topo da Corrente do Golfo, assim como nas regiões Ártica e Antártida, áreas do planeta que passam por mudanças evidentes devido à mudança climática.
O escurecimento também foi generalizado em regiões costeiras e mares fechados, incluindo o Mar Báltico.
Contudo, nem todas as partes do oceano estão escurecendo, aponta o estudo. Cerca de 10% dele ficou mais claro durante o mesmo período.
De acordo com os autores da pesquisa, esse cenário misto reflete a complexidade dos sistemas oceânicos e os diversos fatores que influenciam a claridade da água.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0qg3jkk952o.adaptado.
Já no oceano aberto, o escurecimento está relacionado ao aumento da temperatura da superfície do mar, o que leva ao aumento de plâncton, que bloqueia a luz.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
O universo e suas consequências no futuro cósmico
Uma das teorias que busca desvendar o epílogo do universo tem como base justamente a continuidade do seu processo expansionista.
A teoria é que todas as estruturas e as partículas ficarão cada vez mais distantes entre si.
Em algum momento, até mesmo os gases necessários para a formação de novas estrelas estarão esparsos demais.
Essa baixa densidade dos gases, pelo distanciamento entre as partículas, impedirá a formação desses corpos celestes, responsáveis por prover luz e calor.
E, com o passar do tempo, as estrelas já formadas passarão por todas as fases de desenvolvimento até, finalmente, morrerem.
"Tudo indica que o universo ficará cada vez mais vazio, mais frio e mais distante", observa o pesquisador Raul Abramo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP).
"As galáxias se afastarão cada vez mais, as estrelas envelhecerão e irão morrer. Trata-se de um estado final onde o universo será essencialmente um cemitério", caracteriza ele.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgq35wx1dg7o.adaptado.
Essa baixa densidade dos gases, pelo distanciamento entre as partículas, impedirá a formação desses corpos celestes, responsáveis por prover luz e calor.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
TEXTO 1:
Quase 11 milhões de brasileiros apostam de modo a pôr em risco a saúde e as finanças
Apostar em jogos de azar de modo a pôr em risco a saúde física, mental e financeira é hoje uma questão de saúde pública relevante no Brasil e, segundo alguns especialistas, quase tão grave quanto a dependência do álcool e do tabaco. Atualmente, 10,9 milhões de brasileiros com mais de 14 anos, o correspondente a 6,8% da população nessa faixa etária, jogam de forma a criar para si próprios problemas emocionais, familiares, econômicos ou com o trabalho e são classificados como jogadores de risco. O mais preocupante é que cerca de um em cada oito desses jogadores − o que equivale a 1,4 milhão de pessoas − apresenta um padrão de apostas mais comprometedor, compatível com o diagnóstico do transtorno do jogo, uma enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de jogar mesmo diante de prejuízos.
Apresentados no início de abril em um evento na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esses números foram calculados a partir de informações coletadas de uma amostra representativa da população brasileira. Eles ajudam a delinear um retrato atualizado de quem aposta − e como se aposta − no país depois da disseminação e da legalização das plataformas de jogos de azar on-line. Até então, os dados nacionais obtidos com metodologia científica datavam de quase 20 anos antes, e as informações mais recentes disponíveis haviam sido obtidas por instituições privadas especializadas em análises de comportamento e tendências.
A equipe da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp chegou à estimativa atual de quantas pessoas apostam no Brasil e da proporção que o faz de maneira nociva por meio dos dados obtidos na terceira e mais recente edição do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad), realizado entre 2023 e 2024. Divulgado no final de março em Brasília, durante o lançamento do Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), o Lenad III foi conduzido pela pesquisadora Clarice Sandi Madruga e financiado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), que mantém um convênio com a Unifesp sob a coordenação do psiquiatra Ronaldo Laranjeira.
A terceira edição do levantamento ampliou o tamanho da amostra e ouviu 16.608 brasileiros com 14 anos de idade ou mais de 349 municípios, distribuídos por todas as regiões do país − nas anteriores, haviam sido entrevistadas entre 3 mil e 4 mil pessoas. O Lenad III também expandiu o universo de temas investigados. Além de responder questionários sigilosos de autopreenchimento sobre o consumo de álcool e tabaco, os participantes forneceram informações sobre o uso de cigarros eletrônicos (dispositivos eletrônicos para fumar ou vapes), de medicamentos que podem causar dependência e substâncias psicoativas ilícitas. O levantamento coletou, ainda, indicadores de saúde física e mental e determinantes sociais de saúde. Os resultados devem ser pormenorizados em publicações específicas nos próximos meses.
Um módulo específico do Lenad III avaliou a frequência e o impacto dos jogos de apostas no país. Nele, 4.860 pessoas − sendo 876 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, e 3.984 homens e mulheres adultos − responderam nove perguntas do Índice de Gravidade do Jogo Problemático (PGSI, na sigla em inglês), um instrumento que avalia os prejuízos pessoais, sociais e financeiros relacionados ao comportamento de apostar e identifica o nível de risco de desenvolver o chamado transtorno do jogo.
Divulgados agora, os dados sobre jogo estão detalhados em um documento de 60 páginas − o Caderno temático − Jogos de aposta na população brasileira − e sugerem que o risco associado ao hábito de apostar do brasileiro se intensificou em relação ao observado no primeiro levantamento, embora os indicadores que investigam jogos de apostas não sejam diretamente comparáveis entre as duas edições, por terem usado instrumentos de aferição diferentes.
No Lenad I, realizado em 2005 e 2006 sob a coordenação de Laranjeira, os entrevistadores coletaram informações de 3.007 pessoas com mais de 14 anos em 144 cidades brasileiras. Na época, ainda existiam casas com jogo de bingo eletrônico e máquinas caça-níqueis e 88,3% da população não jogava, como foi detalhado em artigo publicado em 2010 na revista Psychiatry Research. Já 9,4% eram jogadores ocasionais, 1,3% tinham algum grau de problema com jogos e 1% se enquadrava na categoria dos jogadores patológicos, aqueles que apostavam repetidamente apesar de já terem sofrido prejuízos financeiros, emocionais ou nas relações familiares e sociais.
No levantamento atual, feito ainda no início da recente febre das bets e das plataformas on-line de aposta, a proporção de pessoas que não jogam foi de 82,6%. Os 17,4% restantes, número que corresponde a quase 28 milhões de brasileiros, se distribuem da seguinte forma: 10,6% jogam de modo esporádico, sem enfrentar problemas; 3,4% são jogadores com baixo risco de se tornarem dependentes; 2,6% com risco moderado; e 0,8% jogador problemático. Os últimos são aqueles que somaram mais de 8 pontos na escala PGSI, que vai até 27, e possivelmente já desenvolveram o chamado transtorno do jogo, uma forma de dependência induzida pelo comportamento, e não por uma substância química, registrada no Manual de diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM) e na Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde (CID).
"Há indícios preocupantes de aumento de comportamentos problemáticos relacionados às apostas", comenta o psiquiatra Hermano Tavares, da Universidade de São Paulo (USP), que detalhou os resultados do Lenad I na Psychiatry Research e não participou da versão atual do levantamento. "Esses sinais começaram a se intensificar durante a pandemia, período que impulsionou as apostas on-line, e ainda não perderam força. Atualmente, a dependência do jogo é a terceira mais comum entre os brasileiros. Supera a da cocaína e do crack e fica atrás apenas da do álcool e do tabaco. A rede pública de saúde não está preparada para lidar com isso", afirma.
"Esse transtorno se manifesta quando a pessoa perde o controle sobre o hábito de apostar, que passa a ocupar um papel central em sua vida e traz prejuízos significativos", explica o psiquiatra Daniel Spritzer, que faz pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e é colaborador do Lenad III. "Isso inclui apostar mais do que se deveria ou poderia, perder dinheiro e voltar a apostar para tentar recuperá-lo ou precisar aumentar cada vez mais os valores para sentir o mesmo prazer inicial", detalha. Os sinais de alerta incluem ansiedade e angústia quando não se consegue apostar, além de comportamentos como pedir dinheiro emprestado ou vender bens para continuar jogando.
A proporção de jogadores varia de acordo com a região do país. O Sul concentra a maior fração deles (20,4% das pessoas com mais de 14 anos apostam) e o Nordeste, a menor, 16,3%. A relação entre as duas regiões se inverte quando são consideradas as proporções de indivíduos que apostam de forma arriscada: a maior fração de apostadores (52,3%) com algum grau de risco (baixo, médio ou elevado) de desenvolver transtorno do jogo está no Nordeste, enquanto essa proporção é bem menor no Sul (29,8%) e no Sudeste (28%).
TEXTO 02:

Textos retirados e adaptados de Ceci (2025).
Em analogia à mão de obra, há um vocábulo formado corretamente, sem auxílio de hifenização, na alternativa
Texto para responder a questão.
