Questões de Concurso Sobre orações subordinadas substantivas: subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas... em português

Foram encontradas 1.297 questões

Q1275292 Português
Despedida
Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval – uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito – depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado – sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras – com flores e cantos. O inverno – te lembras – nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Extraído de: BRAGA, Rubem. A Traição das Elegantes. Editora Sabiá: Rio de Janeiro, 1967, p. 83. 
Considerando o período "E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir.", a oração sublinhada é classificada como:
Alternativas
Q1275291 Português
Despedida
Rubem Braga
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval – uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito – depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado – sem glória nem humilhação. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras – com flores e cantos. O inverno – te lembras – nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

Extraído de: BRAGA, Rubem. A Traição das Elegantes. Editora Sabiá: Rio de Janeiro, 1967, p. 83. 

Em português, os períodos compostos se dividem em coordenados e subordinados. Esses dois tipos, por sua vez, subdividem-se em diversos subtipos. Com base nisso, relacione as orações grifadas abaixo à sua classificação:

I. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste.

II. Creio que será permitido guardar uma leve tristeza.

III. E que houve grandes momentos perfeitos que passaram.

IV. Lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

V. A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

a. Oração subordinada relativa.

b. Oração coordenada aditiva.

c. Oração subordinada substantiva objetiva direta.

d. Oração subordinada condicional.

Alternativas
Q1271847 Português

Escutar música clássica tem algum benefício real?

Clemency Burton-Hill *Para a BBC Culture

14 julho 2018



Somos uma espécie que produz música - sempre fomos, sempre seremos. Também somos uma espécie de intercâmbio musical: muito antes de adolescentes apaixonados trocarem suas playlists, ou o serviço de streaming nos permitir compartilhar nossas faixas favoritas, já nos comunicávamos e nos conectávamos através da música.

Evoluímos como humanos ao nos reunir ao redor da fogueira depois de um longo dia de caça e coleta para cantar canções e contar histórias com músicas. Era isso que nossos ancestrais faziam; é assim que eles davam sentido ao mundo; foi assim que eles aprenderam a ser.

Esse é um impulso ainda fundamental sobre quem somos. Hoje, no entanto, nossas vidas modernas estão desintegradas e exauridas em um grau sem precedentes. Quem tem o luxo de encontrar tempo todo dia para prestar total atenção a uma determinada música? E, por outro lado, talvez nunca tenhamos precisado tanto do espaço emocional que a música - especialmente a clássica - nos oferece.

Pesquisas científicas vêm mostrando que atos de autocuidado trazem benefícios indescritíveis à nossa saúde mental e nosso bem-estar, mas pessoalmente nunca consegui manter, por exemplo, uma meditação ou ioga regularmente.

Nunca vou à academia, não importa o quão nobres sejam minhas intenções. Eu funciono essencialmente à base de café e açúcar. Sempre deixo a declaração do meu imposto de renda para o final do prazo. Todo ano defino metas que não consigo cumprir - e com isso fico ainda mais estressada. Tenho certeza de que não estou sozinha (pelo menos é o que espero).

Mas na realidade até eu tenho a disciplina para, em alguns minutos por dia, pôr meus fones de ouvido, escutar uma única peça musical e me transformar. Embora tenha tocado o violino desde a infância e trabalhado escrevendo e apresentando programas de música clássica, só entendi o efeito milagroso do contato diário com essa música depois de dois anos particularmente difíceis.

Dores pessoais, malabarismos entre as incompatíveis demandas de uma carreira freelancer implacável e uma criança enérgica; um permanente sentimento de estar à beira do esgotamento enquanto dizia ao mundo “está tudo bem!” - nem é preciso dizer que estava num estado pouco saudável. No entanto, nenhuma das soluções que experimentei teve efeito. Exceto a música.

Quando tornei meu hábito musical um ritual diário, comecei a me sentir menos ansiosa quase que imediatamente. Fiz uma curadoria mensal com uma peça clássica por dia. Entrar no metrô e apertar o play em vez de automaticamente ser sugada pelas redes sociais parecia me estabilizar espiritualmente. Eu comecei a esperar ansiosamente por isso. E me ocorreu que, se eu posso me beneficiar de uma forma tão significativa com esse pequeno mas poderoso hábito de “manutenção da alma”, então outros também poderiam.

Acredito que os maiores trabalhos musicais são motores de empatia; eles nos permitem viajar sem nos deslocar: para outras vidas, idades, almas. Eles também são robustos: encaixam-se na nossa vida multitarefa, nossa vida real. Então não questione se você tem as “credenciais” certas para se tornar um aficionado por música clássica ou se está ouvindo “de forma correta”. Confie em mim, o único critério é ter orelhas.

Você pode ouvir a playlist enquanto se desloca; levá-la para uma caminhada; colocá-la ao fundo quando prepara o café da manhã de seus filhos ou os leva à escola; faça dela sua trilha sonora para preparar o jantar, beber ou relaxar, para quando lavar ou passar a roupa, quando ler seus emails; tudo o que você precisa fazer é apertar o play. Acredito que há poucos momentos da vida que a música não consiga complementar. Isso é música para se viver - para viver sua melhor vida.


(Trecho adaptado. Disponível em: https://www.bbc. com/portuguese/vert-cul-44283069)



Clemency Burton-Hill, apresentadora da BBC Radio 3, é autora do livro ‘Year of Wonder - Classical Music for Everyday’ (Ano de Fascinação - Música Clássica para Todos os Dias, em tradução livre), em que apresenta compositores e suas obras, desde a era medieval até os dias atuais, com sugestões de músicas a serem escutadas a cada dia do ano.

“Pesquisas científicas vêm mostrando que atos de autocuidado trazem benefícios indescritíveis à nossa saúde mental e nosso bem-estar.”


Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE a oração subordinada do período acima.

Alternativas
Q1265726 Português

(Roberto Abdenur. Folho de S. Paulo, 25 de janeiro de 2012)

É interessante constatar, em tal contexto, o surgimento em vários países de movimentos populistas de direita (veja-se o Tea Party nos EUA) e a ausência de um pensamento de esquerda mais amplo e integrado, capaz de colocar alternativas ao que tem sido uma globalização em importantes aspectos descontrolada, qua ameaça encolher as classes médias nos países desenvolvidos, trazendo riscos à própria democracia representativa. (L.51-59)


A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:



I. O período é composto por oito orações.

II. Não há orações subordinadas substantivas desenvolvidas.

III. Há uma oração intercalada,


Assinale

Alternativas
Q1253828 Português

Fonte: Tunísia Cores - Ascom Educa Mais Brasil https://www.educamaisbrasil.com.br/ educacao/noticias/pisa-2018-mais-de-10-mil-estudantes-participam-do-programa Acesso em 01/09/2018. 

Aponte a alternativa correta quanto à classificação da oração sublinhada: “A criação de projetos literários que destaquem autores importantes, além dos clássicos da literatura nacional e internacional, ou a ‘simples’ adoção de livros paradidáticos para trabalhar ao longo do ano são válidas.” (l. 20-21)
Alternativas
Q1250857 Português
Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas filhas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quiser passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernando Pessoa.
[...] Se a alma não é pequena. É uma oração subordinada
Alternativas
Q1240580 Português
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1204561 Português

Leia um trecho da música “Comida” para responder à questão proposta.


“[...] A gente não quer só comida,        

A gente quer comida, diversão e arte.

A gente não quer só comida,               

A gente quer saída pra qualquer parte. [...]”

(Arnaldo Antunes)


Todos os termos em destaque correspondem a

Alternativas
Q1203872 Português
Leia a letra da música de Noel Rosa e Vadico:
Pra que mentir?
Pra que mentir
se tu ainda não tens
esse dom de saber iludir?
Pra quê? Pra que mentir
se não há necessidade de me trair?
Pra que mentir
se tu ainda não tens a malícia de toda mulher?
Pra que mentir
se eu sei que gostas de outro que te diz que não
te quer? Pra que mentir tanto assim
se tu sabes que eu sei que tu não gostas de
mim?
Tu sabes que eu te quero
apesar de ser traído
pelo teu ódio sincero
ou por teu amor fingido...

As orações subordinadas destacadas que tornam o texto mais conciso classificam-se, correta e respectivamente, em:
Alternativas
Q1203716 Português

Leia o texto abaixo e responda a questão proposta.


O verbo matar

Quem se espanta com o espetáculo de horror diversificado que o mundo de hoje oferece, faria bem se tivesse o dicionário como livro de leitura diurna e noturna. Pois ali está, na letra M, a chave do temperamento homicida, que convive no homem com suas tendências angélicas, e convive em perfeita harmonia de namorados.

O consulente verá que matar é verbo copiosamente conjugado por ele próprio. Não importa que cultive a mansuetude, a filantropia, o sentimentalismo; que redija projetos de paz universal, à maneira de Kant, e considere abominações o assassínio e o genocídio. Vive matando.

A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo. Sua linguagem o trai. Por que não diz, nas horas de ócio e recreação ingênua, que está vivendo o tempo? Prefere matá-lo.

Todos os dias, mais de uma vez, matamos a fome, em vez de satisfazê-la. Não é preciso lembrar como um número infinito de pessoas perpetra essa morte: através da morte efetiva de rebanhos inteiros, praticada tecnicamente em lugar de horror industrial, denominado matadouro. Aí, matar já não é expressão metafórica: é matar mesmo.

O estudante que falta à classe confessa que matou a aula, o que implica matança do professor, da matéria e, consequentemente, de parte do seu acervo individual de conhecimento, morta antes de chegar a destino. No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor, mas liquidá-lo pela aplicação de xeque-mate. Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça.

Beber um gole no botequim, ato de aparência gratuita, confortador e pacificante, envolve sinistra conotação. É o mata-bicho, indiscriminado. E quantos bichos se matam, em pensamento, a cada instante! Até para definir as coisas naturais adotamos ponto de vista de morte violenta. Essa planta convolvulácea é apresentada

por sua propriedade maléfica: mata-cabras. Nasceu para isso, para dizimar determinada espécie de mamíferos? Não. Assim a batizamos. Outra é mata-cachorro. Uma terceira, mata-cavalo, e o dicionarista acrescenta o requinte: "goza da fama de produzir frutos venenosos". Certo peixe fluvial atende (ou devia atender) por mata-gato, como se pulasse d'água para caçar felinos por aí, ou se estes mergulhassem com intenção de ajustar contas com ele. Em Santa Catarina, o vento de inverno que sopra lá dos Andes é recebido com a exclamação: "Chegou o mata-baiano".

Já não se usa, mas usou-se muito um processo de secar a tinta em cartas e documentos quaisquer: botar por cima um papel grosso, chupão, que se chamava mata-borrão e matava mesmo, sugando o sangue azul da vítima, qual vampiro de escritório.

A carreta necessita de correia de couro, que una seu eixo ao leito. O nome que se arranjou para identificá-lo, com sadismo, é mata-boi. Mata-cachorro não é só planta flacurtiácea, que acumula o título de mata-calado. É também alcunha de soldado de polícia estadual, e do pobre-diabo que, no circo, estende o tapete e prepara o picadeiro para a função.

Matar charadas constitui motivo de orgulho intelectual para o matador. Há um matador profissional, remunerado pelos cofres públicos: o mata-mosquito, que pouca gente conhece como guarda sanitário. Mata-junta? É a fasquia usada para vedar juntas entre tábuas. O sujeito vulgarmente conhecido como chato, ao repetir a mesma cantilena, "mata o bicho do ouvido". Certa espécie de algodoeiro é mata-mineiro, certa árvore é mata-mata, ninguém no interior ignora o que seja mata-burro, mata-cobra tanto é marimbondo como porrete e formiga. Ferida em lombo de animal, chama-se matadura. Nosso admirável dedo polegar, só lhe reconhecem uma prestança: a de mata-piolhos.

Mandioca mata-negro. Peixe matante. Vegetal mata-olho. Mata-pulga, planta de que se fazem vassouras, Mata-rato, cigarro ordinário. Enfeites e atavios, meios especiais para atingir certos fins, são matadores. "Ela veio com todos os matadores" provoca admiração e êxtase. "Eunice com seus olhos matadores", decassílabo de vítima jubilosa.

Se a linguagem espelha o homem, e se o homem adorna a linguagem com tais sub-pensamentos de matar, não admira que atos de banditismo, a explosão intencional de aviões, o fuzilamento de reféns, o bombardeio aéreo de alvos residenciais, os pogroms, napalm, as bombas A e H, a variada tragédia dos dias modernos se revele como afirmação cotidiana do lado perverso do ser humano. Admira é que existam a pesquisa de antibióticos, Cruz Vermelha Internacional, Mozart, o amor.

(ANDRADE, C. Drummond de. De notícias & não notícias faz-se a crônica. In “Poesia e prosa”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 1415-1417.)



“A ideia de matar é de tal modo inerente ao homem que, à falta de atentados sanguinolentos a cometer, ele mata calmamente o tempo” (3º §)

“No jogo mais intelectual que se conhece, pretende-se não apenas vencer o competidor” (5º §)

“Não admira que, nas discussões, o argumento mais poderoso se torne arma de fogo de grande eficácia letal: mata na cabeça” (5º §)

Considerando-se as muitas funções conectivas da palavra “que”, está correta a classificação dos conectivos acima sublinhados, respectivamente, na opção:

Alternativas
Q1179850 Português
No trecho “As pessoas acreditam que as outras são adivinhas...”, há:
Alternativas
Q1175830 Português
Assinale a alternativa correta em relação ao trecho sublinhado, no período: “Apesar de assustadora, a automação promete liberar as pessoas de trabalhos mecânicos e repetitivos para exercer sua criatividade.” (l.13-14)
Alternativas
Q1174655 Português
AS FORMIGAS

Quando minha prima e eu descemos do táxi, já era quase noite. Ficamos imóveis diante do velho sobrado de janelas ovaladas, iguais a dois olhos tristes, um deles vazado por uma pedrada. Descansei a mala no chão e apertei o braço da prima.
– É sinistro.
Ela me impeliu na direção da porta. Tínhamos outra escolha? Nenhuma pensão nas redondezas oferecia um preço melhor a duas pobres estudantes com liberdade de usar o fogareiro no quarto, a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras com a condição de não provocar incêndio. Subimos a escada velhíssima, cheirando a creolina.
– Pelo menos não vi sinal de barata – disse minha prima.
A dona era uma velha balofa, de peruca mais negra do que a asa da graúna. Vestia um desbotado pijama de seda japonesa e tinha as unhas aduncas recobertas por uma crosta de esmalte vermelho-escuro, descascado nas pontas encardidas. Acendeu um charutinho.
– É você que estuda medicina? – perguntou soprando a fumaça na minha direção.
– Estudo direito. Medicina é ela.
A mulher nos examinou com indiferença. Devia estar pensando em outra coisa quando soltou uma baforada tão densa que precisei desviar a cara. A saleta era escura, atulhada de móveis velhos, desparelhados. No sofá de palhinha furada no assento, duas almofadas que pareciam ter sido feitas com os restos de um antigo vestido, os bordados salpicados de vidrilho. [...]


(TELLES, Lygia Fagundes. As formigas. Disponível em: contobrasileiro.com.br)
Com base no texto 'AS FORMIGAS', leia as afirmativas a seguir:

I. No trecho “a dona nos avisara por telefone que podíamos fazer refeições ligeiras” existe uma relação de subordinação sintática entre orações.
II. As únicas personagens que aparecem no texto são as duas primas.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1174334 Português
Brasil conquista 3 bronzes na Olimpíada Internacional de Astrofísica



Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/ciencia/144968-brasil-conquista-tres-bronzes-olimpiada-internacional-astrofisica.htm/. Acesso em: 28/11/2019




No período “Para formar a equipe que competiu, foi necessário aplicar provas em todo o território nacional.(l. 7), o trecho sublinhado é classificado, sintaticamente, como
Alternativas
Q1169175 Português
As três famílias de orações subordinadas são:
Alternativas
Q1168023 Português

Leia a tira de “Hagar, o Horrível”, criada pelo cartunista estadunidense Dik Browne, para responder à questão a seguir.


(Fonte: Folha UOL)

Analise o trecho destacado a seguir e assinale a alternativa que classifica corretamente a oração nele destacada: “Não diga à sua mãe que eu falei isso”.
Alternativas
Q1165213 Português

O alto preço de viver longe de casa


      Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.

      Muito bem. Aí o homem foi lá e criou a roda. A Kombi. O patinete. A Harley. O Boeing 737. E a gente descobriu que, mesmo sem asas, poderia voar. Mas a grande complicação foi quando a gente percebeu que poderia ir sem data para voltar.

      E assim começaram a surgir os corajosos que deixaram suas cidades de fome e miséria para tentar alimentar a família nas capitais, cheias de oportunidades e monstros. Os corajosos que deixaram o aconchego do lar para estudar e sonhar com o futuro incrível e hipotético que os espera. Os corajosos que deixaram cidades amadas para viver oportunidades que não aparecem duas vezes. Os corajosos que deixaram, enfim, a vida que tinham nas mãos, para voar para vidas que decidiram encarar de peito aberto.

      A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente dividido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.

      E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar no antigo-eterno lar, nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. (...)

      Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?

      Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?

      Será que a vida será sempre esta sina, em qualquer dos lados em que a gente esteja? Será que estaremos aqui nos perguntando se deveríamos estar lá e vice versa? Será teste, será opção, será coragem ou será carma?

      Será que um dia saberemos, afinal, se estamos no lugar certo? Será que há, enfim, algum lugar certo para viver essa vida que é um turbilhão de incertezas que a gente insiste em fingir que acredita controlar?

      Eu sei que não é fácil. E que admiro quem encarou e encara tudo isso, todo dia. (...)

      O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado. Keep walking.

Ruth Manus 14/06/2015 Disponível em:emais.estadão.com.br


Keep walking: continue andando

Assinale a opção em que a oração realçada tem a mesma classificação da destacada em: “Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem QUE A GENTE EMBARQUE.”.
Alternativas
Q1163378 Português

GUSTAVO CERBASI (Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-cerbasi/noticia/2017/12/tributacao-do-nada.html)

Assinale a alternativa correta quanto à classificação da oração iniciada pelo conector que: “Também se sabe que o problema não está no volume arrecadado, mas sim no destino que se dá ao dinheiro...” (l. 2-3).
Alternativas
Q1163069 Português

Resenha do filme: ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE


      Eis um filme que nos faz ter saudades das aventuras de ação tanto dos anos 1980 quanto da década seguinte. Isso porque ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE (2018) acaba remetendo, inevitavelmente, ao hoje clássico DURO DE MATAR, que para muitos é considerado um divisor de águas entre o tipo de filme de ação que se fazia nos anos da Era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação e mais diretores renomados na década seguinte. A lembrança tem a ver principalmente com a figura de um herói passando por situações perigosas em um prédio alto.

      Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, que até tenta embarcar com boa vontade no filme, é de certa indiferença. Talvez por Dwayne Johnson ser uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói já pronto e capaz até mesmo de passar de um lado a outro de um prédio com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. Em DURO DE MATAR, Bruce Willis, por sua vez, encarna a figura de uma pessoa normal, que até sangra bastante.

      Deixando as comparações de lado, o que temos é um filme em que não se espera nenhuma sutileza. O que o diretor Rawson Marshall Thurber, que já havia trabalhado com Johnson em UM ESPIÃO E MEIO (2016), poderia fazer era usar os exageros a seu favor. Uma pena que nem a equipe de efeitos especiais tenha se preocupado em deixar as cenas críveis a ponto de as aproximarem do espectador. Não se trata, portanto, de uma produção feita no capricho como um MISSÃO IMPOSS[VEL. E nem tem a pretensão de ser, na verdade. De todo modo, há pontos positivos a destacar.

      Um deles é ter novamente Neve Campbell em ação depois de passarmos quase uma década vendo-a como protagonista da antológica cinessérie PÂNICO, de Wes Craven, nos anos 1990. Em ARRANHA-CÉU, ela interpreta a esposa do protagonista. Curiosamente, veremos que ela é mais do que apenas uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Ter um protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) acaba por tornar Johnson não um sujeito com pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna que lhe será útil em determinadas situações de perigo.

      Outro ponto positivo é a locação. Hong Kong é um charme e foi um grande pólo dos filmes de ação por décadas. Parte do elenco é composta por atores de lá. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco.

      O que sobra mesmo é espaço para a inteligência e as habilidades do protagonista, que passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam pôr em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande drama americano.

Ailton Monteiro (retirado em: https:/lscoretracknews.wordpress.com/2018I07/19/resenha-de-filme-arranha-ceu-coragem-sem-límitel)

Ainda sobre a oração em destaque em:


"Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, QUE ATÉ TENTA EMBARCAR COM BOA VONTADE NO FILME, é de certa indiferença."


Deve-se classificá-la sintaticamente como:

Alternativas
Q1163068 Português

Resenha do filme: ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE


      Eis um filme que nos faz ter saudades das aventuras de ação tanto dos anos 1980 quanto da década seguinte. Isso porque ARRANHA-CÉU - CORAGEM SEM LIMITE (2018) acaba remetendo, inevitavelmente, ao hoje clássico DURO DE MATAR, que para muitos é considerado um divisor de águas entre o tipo de filme de ação que se fazia nos anos da Era Reagan e o que surgiria com mais sofisticação e mais diretores renomados na década seguinte. A lembrança tem a ver principalmente com a figura de um herói passando por situações perigosas em um prédio alto.

      Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, que até tenta embarcar com boa vontade no filme, é de certa indiferença. Talvez por Dwayne Johnson ser uma figura tão forte e tão cheia de músculos que parece um super-herói já pronto e capaz até mesmo de passar de um lado a outro de um prédio com auxílio de fitas adesivas nas mãos, como um Homem-Aranha. Em DURO DE MATAR, Bruce Willis, por sua vez, encarna a figura de uma pessoa normal, que até sangra bastante.

      Deixando as comparações de lado, o que temos é um filme em que não se espera nenhuma sutileza. O que o diretor Rawson Marshall Thurber, que já havia trabalhado com Johnson em UM ESPIÃO E MEIO (2016), poderia fazer era usar os exageros a seu favor. Uma pena que nem a equipe de efeitos especiais tenha se preocupado em deixar as cenas críveis a ponto de as aproximarem do espectador. Não se trata, portanto, de uma produção feita no capricho como um MISSÃO IMPOSS[VEL. E nem tem a pretensão de ser, na verdade. De todo modo, há pontos positivos a destacar.

      Um deles é ter novamente Neve Campbell em ação depois de passarmos quase uma década vendo-a como protagonista da antológica cinessérie PÂNICO, de Wes Craven, nos anos 1990. Em ARRANHA-CÉU, ela interpreta a esposa do protagonista. Curiosamente, veremos que ela é mais do que apenas uma esposa em perigo cuidando de seus dois filhos. Ter um protagonista com uma deficiência física (o herói perde a perna em ação no início do filme) acaba por tornar Johnson não um sujeito com pontos fracos. Ao contrário, ele se torna ainda mais invencível com aquela perna que lhe será útil em determinadas situações de perigo.

      Outro ponto positivo é a locação. Hong Kong é um charme e foi um grande pólo dos filmes de ação por décadas. Parte do elenco é composta por atores de lá. Além do homem que idealizou o prédio mais alto do mundo, vivido por Chin Han, há uma personagem coadjuvante, do grupo dos vilões, que poderia ter sido melhor aproveitada, a jovem e bela Hannah Quinlivan. Ela e Neve Campbell tem um momento juntas, mas é muito pouco.

      O que sobra mesmo é espaço para a inteligência e as habilidades do protagonista, que passa a ter suas ações acompanhadas por uma multidão através de uma imensa tela de televisão, enquanto o prédio está em chamas e sua família corre perigo. A trama é o de menos: envolve os inimigos do empresário que planejam pôr em chamas o prédio mais alto do mundo. As cenas não deixam de passar uma lembrança do 11 de setembro. Talvez a ideia de Thurber tenha sido esta: fazer um grande épico de ação que remetesse a um grande drama americano.

Ailton Monteiro (retirado em: https:/lscoretracknews.wordpress.com/2018I07/19/resenha-de-filme-arranha-ceu-coragem-sem-límitel)

"Acontece que tudo é anabolizado e o efeito para o espectador, QUE ATÉ TENTA EMBARCAR COM BOA VONTADE NO FILME, é de certa indiferença."


A oração em destaque exerce a função de:

Alternativas
Respostas
881: D
882: A
883: A
884: C
885: A
886: D
887: B
888: D
889: A
890: A
891: B
892: D
893: B
894: B
895: E
896: C
897: B
898: A
899: B
900: A