Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
Foram encontradas 2.472 questões
Texto CB1A1BBB

Paulo Freire. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez Editores, 1989, p. 9.
Considerando os aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue o item seguinte.
O trecho “como ocorre em qualquer relação
pedagógica” (l. 12 e 13) foi apresentado entre vírgulas
pelo fato de se tratar de uma oração intercalada.
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente.
No trecho “Tentar subornar o guarda para evitar multas”,
a oração “para evitar multas” expressa a causa, o motivo que
leva alguém a cometer suborno.
As crianças gostam de brincadeiras que sejam imitativas e repetitivas, mas, ao mesmo tempo, inovadoras. Firmam-se no que lhes é conhecido e seguro, e exploram o que é novo e nunca foi experimentado.
O termo “arremedo” pode implicar algum grau de intenção, mas imitar, ecoar ou reproduzir são propensões psicológicas (e até fisiológicas) universais que vemos em todo ser humano e em muitos animais.
Merlin Donald, em Origens do pensamento moderno, faz uma distinção entre arremedo, imitação e mimese: o arremedo é literal, uma tentativa de produzir uma duplicata o mais exata possível. A imitação não é tão literal quanto o arremedo. A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação. Em geral, incorpora o arremedo e a imitação a um fim superior, o de reencenar e representar um evento ou relação. O arremedo, segundo Donald, é visto em muitos animais; a imitação, em macacos e grandes primatas não humanos; a mimese, apenas no ser humano.
A imitação, que tem um papel fundamental nas artes cênicas, onde a prática, a repetição e o ensaio incessantes são imprescindíveis, também é importante na pintura e na composição musical e escrita. Todos os artistas jovens buscam modelos durante os anos de aprendizado. Nesse sentido, toda arte começa como “derivada”: é fortemente influenciada pelos modelos admirados e emulados, ou até diretamente imitados ou parafraseados.
Mas por que, de cada cem jovens músicos talentosos ou de cada cem jovens cientistas brilhantes, apenas um punhado irá produzir composições musicais memoráveis ou fazer descobertas científicas fundamentais? Será que a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa adicional? Será que lhes faltam características que talvez sejam essenciais para a realização criativa, por exemplo, audácia, confiança, pensamento independente?
A criatividade envolve não só anos de preparação e treinamento conscientes, mas também de preparação inconsciente. Esse período de incubação é essencial para permitir que o subconsciente assimile e incorpore influências, que as reorganize em algo pessoal. Na abertura de Rienzi, de Wagner, quase podemos identificar todo esse processo. Há ecos, imitações, paráfrases de Rossini, Schumann e outros − as influências musicais de seu aprendizado. E então, de súbito, ouvimos a voz de Wagner: potente, extraordinária (ainda que horrível, na minha opinião), uma voz genial, sem precedentes.
Todos nós, em algum grau, fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta. As ideias estão no ar, e nos apropriamos, muitas vezes sem perceber, de frases e da linguagem da época. A própria língua é emprestada: não a inventamos. Nós a descobrimos, ainda que possamos usá-la e interpretá-la de modos muito individuais. O que está em questão não é “emprestar” ou “imitar”, ser “derivado”, ser “influenciado”, e sim o que se faz com aquilo que é tomado de empréstimo.
(Adaptado de: SACKS, Oliver. O rio da consciência. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Cia. das Letras, 2017, ed. digital)
ainda que horrível, na minha opinião (6° parágrafo)
O segmento sublinhado acima estabelece, no contexto, noção de
(Leia o texto abaixo para responder as próximas oito (08) questões):
1 Condenado como integrante do grupo
extremista autodeclarado Estado Islâmico
(EI), Aines Davis é parte de uma tendência
preocupante de criminosos comuns europeus
5 que se tornam jihadistas violentos. Antes,
Davis vendia drogas e andava armado pelo
bairro de Hammersmith no oeste de
Londres. Ele chegou a ser condenado
diversas vezes por sua atuação como
10 traficante
Após ser preso em 2006 por porte ilegal de
arma, Davis tentou deixar para trás a vida de
crimes, e se converteu ao islã. Mas acabou se
radicalizando. Aine Davis representa uma
15 tendência preocupante de criminosos
comuns que deixam países ocidentais para
se tornar jihadistas violentos no Oriente
Médio.
Davis negou que fazia parte do Estado
20 Islâmico, dizendo à Justiça britânica que as
histórias sobre sua atuação como extremista
eram falsas. Também negou ser o chefe da
unidade responsável pelos reféns: "Não sou
do El. Fui para a Síria porque há opressão no
25 meu país".
(Adaptado de O Globo, 10/05/2017)
A oração sublinhada no trecho abaixo, retirado do Texto, é classificada sintaticamente como: “Fui para a Síria porque há opressão no meu país” (linhas 24 e 25).

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Considerando o trecho “Quem defende as teorias da conspiração em torno dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos se fixa em minúcias como o ponto de fusão do aço nos edifícios do World Trade Center, pois acredita que o Governo mentia e realizou operações secretas a fim de criar uma nova ordem mundial.” (l.11-14), analise as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Se alterássemos ‘Quem’ por ‘Aqueles’, outros quatro ajustes seriam necessários para fins de concordância.
( ) A conjunção ‘pois’ marca uma oração subordinada adverbial causal.
( ) A expressão ‘a fim de’ marca uma oração subordinada adverbial consecutiva.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

( ) A palavra ‘como’ é classificada como conjunção e introduz uma oração subordinada adverbial conformativa. ( ) O vocábulo ‘mais’, nesse contexto, é um adjetivo, indicando ideia de quantidade. ( ) A palavra ‘faceta’ é classificada como adjetivo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
O banheiro e a cirurgia
A segurança jurídica é uma das bandeiras mais recorrentes dos transgêneros. Há no Supremo Tribunal Federal (STF) duas ações que envolvem os direitos de quem porta essa condição. Uma delas nasceu do caso de uma mulher trans que exige reparação por danos morais depois de ter sido proibida de usar o banheiro feminino de um shopping em Florianópolis, Santa Catarina. Ela teria sido retirada à força do local por um agente de segurança sob o argumento de que sua presença causaria constrangimentos. “Não respeitar essas pessoas é não respeitar a natureza”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no STF. O julgamento, no entanto, está parado desde novembro de 2015, quando o ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o tema. Na decisão inicial, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina entendeu que não houvera dano moral, mas “mero dissabor”.
O outro processo no STF discute a possibilidade de alteração do gênero no registro civil mesmo sem a realização da cirurgia de mudança de sexo. No recurso, um homem trans questiona a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul que permitiu a alteração de seu nome, mas não a mudança do sexo feminino para o masculina no registro civil. O tribunal entendeu que ele não havia realizado a cirurgia de adequação sexual. O julgamento da ação, iniciado em 2014, foi interrompido em abril deste ano. Foi retomado em junho. Quem defende o homem trans no caso é Gisele Alessandra Schmidt, da ONG Dignidade, a primeira advogada trans a subir à tribuna no plenário do STF. “Muitas pessoas não querem fazer a cirurgia de readequação genital, por ser invasiva”, diz Gisele. “É inadmissível atrelar a mudança de gênero a uma operação”.
(VEJA no
. 42. 18 de outubro, 2017, p. 81)
I - Em: “Incomodado com uma reportagem sobre uma tentativa de extorsão contra sua mulher, o presidente Michel Temer acionou a Justiça na semana passada...” (linha 01) infere-se relação de causa e consequência entre oração subordinada anteposta e a oração principal. II- Em: “Sem que a íntegra da conversa venha à tona, é impossível saber se é inócua ou se compromete Temer.” (linhas 9-10), a relação semântica é de concessão. III- Em: “Como era justamente um dos conteúdos que motivavam a tentativa de extorsão, está sob sigilo...” (linhas 8-9) e “Como o governo certamente está convicto de que nada o compromete, bem faria se...censura” (linhas 10-12), a relação inferida das orações adverbiais introduzidas por como é de causa e conformidade, respectivamente.
Aponte a alternativa que avalia CORRETAMENTE as proposições:
I – “Então, começou a chamar por Alzeni, a baiana sorridente que trabalha conosco”. (Subordinada Substantiva Predicativa)
II – “Se chovesse, o trajeto da mãe, entre o Alto da Lapa e nossa casa, ficaria complicado”. (Subordinada Adverbial Condicional)
III – “Maria Rita, que jamais sofreu de claustrofobia, começou a se preocupar”. (Subordinada Adjetiva Explicativa)
IV – Na surpresa, ante o inesperado e sincero relato, crendice sólida que Alzeni trouxe da Bahia, o pânico de Maria Rita se dissolveu. (Subordinada Adjetiva Restritiva)
De acordo com as regras gramaticais, podemos dizer:
“A língua não é um barco no estaleiro, mas um barco lançado ao mar”.

Adaptado de: <http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2017/10/et-caicara-suposto-ovni-deixa-marcas-no-litoral-de-saopaulo.html>. Acesso em 23 out. 2017.
Leia o texto a seguir e responda às questões.
Trabalho voluntário: quatro histórias emocionantes
Eles não se importam de abdicar algumas horas de descanso e lazer nos dias mais desejados da semana - sábado e domingo - para estar ao lado de pessoas que nem mesmo conhecem.
Por Keila Bis
Atualizado em 21 dez 2016
Histórias curam. Não importa se é feriado, se está chovendo ou fazendo sol ou se tem de trabalhar. Há 14 anos, todos os sábados, das 10 às 11 horas, o publicitário Rogério Sautner, de 41 anos, está presente na ala de doenças infectocontagiosas para crianças e adolescentes do instituto de infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. “Conto histórias e também os entretenho com desenhos, mágicas e jogos”, explica ele, um dos integrantes da associação Viva e Deixe Viver, que treina e capacita voluntários a se tornarem contadores de histórias em hospitais. “No começo, meu maior desafio foi trabalhar nesse ambiente. Até mesmo o cheiro me incomodava.” Hoje, isso passa longe de ser um problema e, quando indagado sobre o envolvimento emocional com essas crianças, já que muitas delas são portadoras de HIV e morrem, ele explica: “A associação tem psicólogos que nos atendem frequentemente e passamos por workshops para aprender a lidar com essa situação”. Para ele, o que mais o estimula a continuar é verificar a transformação que provoca. “Quando chego, eles estão tristes e desanimados. Quando saio, estão animados e alegres, como num passe de mágica.” A importância dessa ação foi constatada pela psicóloga Cláudia Mussa em uma pesquisa com 24 crianças hospitalizadas antes e depois do trabalho dos contadores de histórias: “Descobri que as queixas de dor diminuíram em 75% dos casos.” Mas não foram somente as queixas das crianças que diminuíram. “Eu também me vi transformado por elas. Parei de reclamar da vida. Sou muito mais feliz do que era há 14 anos”, conclui Rogério.
Trecho adaptado. Disponível em: https://casa.abril.com.br/ bem-estar/trabalho-voluntario-quatro-historias-emocionantes/ Publicado/: em 5 jul 2012, 18h23
Considerando-se o contexto em que está empregada a conjunção destacada no último parágrafo em “Espera-se, assim, que a maior parte dos ministros que...”, conclui-se corretamente que expressa sentido de:
Nos sete primeiros assaltos, Raul foi duramente castigado. Não era de espantar: estava inteiramente fora de forma. Meses de indolência e até de devassidão tinham produzido seus efeitos. O combativo boxeador de outrora, o homem que, para muitos, fora estrela do pugilismo mundial, estava reduzido a um verdadeiro trapo. O público não tinha a menor complacência com ele: sucediam-se as vaias e os palavrões.
De repente, algo aconteceu. Caído na lona, depois de ter recebido um cruzado devastador, Raul ergueu a cabeça e viu, sentada na primeira fila, sua sobrinha Dóris, filha do falecido Alberto. A menina fitava-o com o olhos cheios de lágrimas. Um olhar que trespassou Raul como uma punhalada. Algo rompeu-se dentro dele. Sentiu renascer em si a energia que fizera dele a fera do ringue. De um salto, pôs-se de pé e partiu como um touro para cima do adversário. A princípio o público não se deu conta do que estava acontecendo. Mas quando os fãs perceberam que uma verdadeira ressurreição se tinha operado, passaram a incentivá-lo. Depois de uma saraivada de golpes certeiros e violentíssimos, o adversário foi ao chão. O juiz procedeu à contagem regulamentar e proclamou Raul o vencedor.
Todos aplaudiram. Todos deliraram de alegria. Menos este que conta a história. Este que conta a história era o adversário. Este que conta a história era o que estava caído. Este que conta a história era o derrotado. Ai, Deus.
(SCLIAR, Moacyr. Contos reunidos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.58-59)
Considere o trecho abaixo para responder à questão.
“Mas quando os fãs perceberam que uma verdadeira ressurreição se tinha operado, passaram a incentivá-lo.” (2º§)
As duas conjunções destacadas no fragmento introduzem, respectivamente, as seguintes orações:
1. Resolveu não sair, porque valia a pena ficar em casa. 2. O povo não gosta de covardes, embora inveje os valentes. 3. Se queres a paz, prepara a revolução. 4. Como ele mesmo diz com certa tristeza, viveu uma vida amarga. 5. O silêncio explica mais que o discurso inflamado.
Julgue a veracidade das afirmações a respeito das frases e assinale a alternativa correta.

