Questões de Concurso
Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
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Para que se mantenha o sentido do texto, a conjunção sublinhada acima não poderia ser substituída por:
Leia o texto para responder à questão
Fábrica de doenças
Cumpre à risca a pauta para a qual deve a razão de existir o veículo de comunicação quando ergue o escudo da justiça em proteção de comunidades sob ataque, por sobrecarga dos poderes ou omissão dos moradores.
É o caso de concordar com esta avaliação qualitativa, ao observar-se o padecer de várias gerações da localidade de Areias, em Arembepe, Camaçari, Região Metropolitana de Salvador.
São vidas rasuradas por incidências frequentes de d oenças gravíssimas, não apenas a mais temível delas, o câncer, mas também os problemas de respiração e de pele, em m édia muito acima dos registros das clínicas.
A hipótese falseável de maior probabilidade para explicar o trauma é a poluição emitida por fábrica de pigmentos, habituada a trocar de nome, como se o artifício pudesse livrar dos erros moral e técnico de espalhar enfermidades.
(Editorial. https://atarde.com.br/opiniao, 07.10.2023. Adaptado)
Considere as passagens:
A preposição “por” e o par correlato “não apenas … mas também” estabelecem, correta e respectivamente, relações de sentido de:
Leia o texto para responder à questão.
Nocaute tecnológico
Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.
Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.
Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado)
Para que a frase preserve o sentido do texto e esteja de acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, por:
Leia o texto para responder à questão.
Nocaute tecnológico
Abro o freezer e vasculho até capturar uma lasanha. Devorado pela fome, seria capaz de comê-la tal como está, fingindo ser sorvete. Mas ainda não cheguei a esse estado de selvageria. Com um nó no estômago, disponho-me a enfrentar meu novo micro-ondas. Provavelmente é mais fácil pilotar um avião. Possui um painel cheio de opções. Determina como descongelar carne, frango ou peixe. De massas, nenhuma indicação. Minto e, ao tocar as teclas digitais, finjo que não é lasanha, mas peixe. Irredutível, o aparelho marca o tempo que considera adequado. No final, sou constrangido a jantar pedaços de massa ferventes misturados com cubos de gelo.
Meu sonho é o aparelho capaz de fazer uma única coisa, com um único botão. De fato, a tecnologia ainda não resolveu alguns dilemas mais simples do ser humano. Não conheço nenhuma máquina de descascar batatas realmente efetiva. Ou que nos livre das panelas engorduradas. Merece medalha olímpica o sujeito capaz de usar a agenda do celular sem perder nenhum telefone. O mesmo vale para as agendas eletrônicas de bolso. A minha é seletiva: andou perdendo certos endereços repletos de esperanças amorosas. Que raiva! Diante de tantos comandos, utilidades e possibilidades, tenho a sensação de que comprei um jatinho quando só queria uma bicicleta.
Recordo o amigo que recomenda uma agenda de bolso, pequena, prática, barata e à prova de qualquer distúrbio eletrônico. Trata-se do velho e bom caderninho de telefones, acompanhado de uma caneta. É isso aí, e estamos conversados!
(Walcyr Carrasco. VEJA SP, 11.09.1996. Adaptado)

Revista Brasileira de História do Direito (com adaptações).
Leia o texto para responder à questão.
Tudo que você postar pode ser usado contra você
Não é novidade que tudo que publicamos nas redes sociais é usado na criação de perfis detalhados sobre nós para que as empresas nos vendam todo tipo de quinquilharia. Também não é novidade que nossas informações são usadas para “aprimorar” essas plataformas e que muitas delas não fazem o que deveriam para nos proteger contra desinformação e diferentes tipos de assédio.
Mas a novidade é que agora essas companhias também usam nossas informações pessoais para treinar seus nascentes serviços de inteligência artificial, abrindo uma nova brecha na violação de privacidade, já que transitam nas ambiguidades de seus termos de serviço e posicionamentos públicos.
No Senado americano, em janeiro de 2024, os CEOs das redes sociais mais acessadas por crianças e adolescentes foram interpelados a respeito de suas ações para proteger os jovens. O mais questionado foi Mark Zuckerberg, da Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp). Diante da pressão dos senadores, ele pediu desculpas aos presentes. Ali estavam pais e mães de crianças que morreram por problemas derivados de abusos nas redes sociais.
Porém, menos de uma semana depois, o mesmo Zuckerberg disse, ao transmitir os resultados financeiros da Meta, que sua empresa está usando todas as publicações de seus usuários – inclusive de crianças – para treinar suas plataformas de IA. O mercado adorou: as ações da companhia dispararam 21%. E essa infinidade de dados pessoais é mesmo uma mina de ouro!
Mas e se eu, que sou o proprietário das minhas ideias (por mais que sejam públicas), quiser que a Meta não as use para treinar sua IA, poderei continuar usando seus produtos?
No momento mais dramático da audiência, Zuckerberg disse: “Sinto muito por tudo que passaram”. Mas também se defendeu afirmando que investiu mais de US$ 20 bilhões e que contratou “milhares de funcionários” para garantir a proteção dos clientes. Ponderou ainda que a empresa precisa equilibrar o cuidado e “as boas experiências entre amigos, entes queridos, celebridades e interesses”. Em outras palavras, a proteção não pode piorar o produto, o que seria ruim para os negócios.
Segundo Marcelo Crespo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), a principal violação nesse movimento da Meta é que ela usa dados pessoais de seus usuários, sem que estes saibam, com uma finalidade que não é aquela para a qual criaram contas e fazem publicações. “A grande questão é se essas regras são moralmente aceitas e transparentes ou se, de alguma forma, constituem abuso de direito”, explica Crespo.
A novidade trazida por Zuckerberg é apenas um recente exemplo de que, se deixarmos as empresas se autorregularem, nós, seus usuários, continuaremos os grandes prejudicados.
(Paulo Silvestre. www.estadao.com.br/brasil/macaco-eletrico/ tudo-que-voce-postar-pode-ser-usado-contra-voce-e-a-favor-da-ia/ ?um_source=estadao:mail. Publicado em 12.02.2024. Adaptado)
Das Virtudes Intelectuais
A inteligência e a perspicácia, em virtude das quais se diz que os homens são considerados inteligentes ou perspicazes, não se ______ (identifica/identificam) inteiramente com a opinião ou com o conhecimento científico (pois nesse caso todos os homens seriam inteligentes), nem são elas ______ (parte/partes) das ciências particulares, como a medicina, que é a ciência das coisas relacionadas com a saúde, ou a geometria, que é a ciência das magnitudes espaciais. A inteligência não trata das coisas eternas e imutáveis, nem de alguma das coisas que vierem a existir, mas somente daquelas que podem se tornar temas de questionamento e deliberação. Portanto, trata-se dos mesmos objetos da sabedoria prática; mas a inteligência e a sabedoria prática não são a mesma coisa. A sabedoria prática emite comandos, uma vez que sua finalidade é aquilo que deve ou não ser feito; a inteligência por seu turno, apenas julga. (A inteligência é idêntica ______ (a/à) perspicácia, e homens inteligentes são o mesmo que homens perspicazes.) A inteligência não é nem a posse, nem a aquisição da sabedoria prática; mas assim como o aprendizado é chamado entendimento quando significa o exercício da faculdade de conhecer, o entendimento é aplicável ao exercício da faculdade de opinar, com o propósito de julgar o que outra pessoa diz sobre os assuntos que são o objeto da sabedoria prática – e de julgar corretamente, pois “bem” e “corretamente” são a mesma coisa. Daí vem o uso do nome “inteligência”, em virtude do qual se diz que os homens são “perspicazes” – da aplicação da palavra ______ (a/à) apreensão da verdade científica, pois muitas vezes chamamos a isso de ter bom entendimento.
(Este texto foi adaptado especificamente para este concurso. O texto original é de Aristóteles in Ética a Nicômaco, Livro VI – p.144. Trad. Maria Stephania da Costa Flores, Ed. Principis 2021.)


Leia o texto:
O que é Riqueza e Pobreza
Um dia, um pai de família rica levou seu filho para viajar para o interior com o firme propósito de mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. Eles passaram um dia e uma noite na fazenda de uma família muito pobre. Quando retornaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
- Como foi a viagem?
- Muito boa, Papai!
- Você viu como as pessoas podem ser pobres?
- Sim. “Respondeu o menino”.
- E o que você aprendeu?
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com luz, eles têm um céu imenso com as estrelas e a lua. Nosso quintal vai até o portão de entrada, eles têm uma floresta inteira.
O pequeno garoto estava acabando de responder, quando seu pai ficou estupefato pelo que o filho acrescentou: - Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres.…
(Texto adaptado) Disponível em: http://www.reflexaodevida.com.br/074riquezapobreza.htm. Acesso em 25AGO2024
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A ilusão da Lua no horizonte
Você já observou a Lua nascendo ou se pondo e teve a impressão de que ela estava maior do que o normal? Todos nós experimentamos essa mesma sensação ao apreciar nosso belo satélite natural próximo ao horizonte. Essa sensação nada mais é do que um simples truque da mente humana e recebeu o nome de ilusão da Lua. Ao invés de um efeito de nossa atmosfera ou algum outro fenômeno físico, acredita-se que ela seja causada pela forma como percebemos o mundo visualmente.
O fenômeno é bem documentado desde o século 4 a.C., quando o filósofo grego Aristóteles sugeriu que a atmosfera da Terra pudesse ampliar a imagem da Lua no horizonte, assim como a água pode fazer com que objetos imersos pareçam ampliados aos nossos olhos. No século 11, o matemático árabe Ibn AlHaytham desenvolveu a primeira teoria plausível de como a ilusão da Lua funciona, sugerindo que a diferença de tamanho tem a ver com a maneira como nossos cérebros percebem a distância e, então, como ajustamos automaticamente o tamanho aparente de um objeto para corresponder a essa percepção.
Apesar de todas as pessoas ao redor do mundo observarem essa ilusão há milhares de anos, ainda não existe uma explicação científica sólida sobre por que isso acontece. A maioria das respostas hoje em dia se baseia na ideia de como nosso cérebro processa a informação de distância dos objetos. Algumas hipóteses consideram, ainda, que árvores, montanhas e edifícios em primeiro plano podem ajudar a enganar o cérebro, que passa a pensar que a Lua estaria mais próxima e seria maior do que realmente é, por estar cercada por esses objetos.
Há uma ilusão de ótica que demonstra bem essa ideia de tamanho relativo em comparação a elementos no entorno, chamada de ilusão de Ebbinghaus. Na imagem a seguir, o círculo central, cercado por pequenos círculos, representa a Lua no horizonte com objetos em primeiro plano, como árvores e edifícios. Já na imagem seguinte o círculo central representa a Lua no alto do céu, cercada por grandes extensões de céu. Para muitos, o segundo círculo central parece maior, mas ambos são do mesmo tamanho.
Imagem de https://skyandtelescope.org/observing/moonillusion-confusion11252015.

Porém, essa explicação falha quando analisamos o caso dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, em órbita em torno da Terra. Eles também enxergam a ilusão da Lua, mesmo sem ter objetos em primeiro plano como indicação de distância. Então, esse enigma ainda não foi totalmente resolvido e várias hipóteses ainda estão em discussão. Mas de uma coisa temos certeza: está tudo em nossas cabeças!
FONSECA, N. A ilusão da Lua no horizonte. Espaço do conhecimento. Adaptado. Disponível em: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/a-ilusao-dalua/#:~:text=A%20Ilus%C3%A3o%20da%20Lua%20desde,p are%C3%A7am%20ampliados%20aos%20nossos%20olhos.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Bater perna
Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.
Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.
Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.
Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".
Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.
Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.
Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.
Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.
Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.
A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.
Força-se a alegria com medo da tragédia.
Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes.
Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.
Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.
Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).
Disponível em Acesso em 25 nov 2024
Texto para a questão.

BELTRÃO, Eliana Santos; GORDILHO, Tereza. A conquista - Língua Portuguesa. São Paulo: FTD – PNLD, 2024
II. "Mas talvez ainda mais emocionante foi o fato de uma estátua de bronze de Cinisca ter sido erguida em Olímpia, o lugar onde ela triunfou, apesar da sua ausência forçada."
Dentro do contexto em que se inserem, os dois termos realçados têm valor de