Questões de Concurso
Comentadas sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português
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Classifique, respectivamente, as orações sublinhadas, de acordo com os estudos sintáticos de coordenação e subordinação.
I- O rapaz disse que iria à festa, mas preferiu ficar em casa.
II- Os alunos que estudaram para a prova foram aprovados.
Zana teve de deixar tudo: o bairro portuário de Manaus, a rua em declive sombreada por mangueiras centenárias, o lugar que para ela era quase tão vital quanto a Biblos de sua infância: a pequena cidade no Líbano que ela recordava em voz alta, vagando pelos aposentos empoeirados até se perder no quintal, onde a copa da velha seringueira sombreava as palmeiras e o pomar cultivados por mais de meio século. Perto do alpendre, o cheiro das açucenas-brancas se misturava com o do filho caçula. Então ela sentava no chão, rezava sozinha e chorava, desejando a volta de Omar. Antes de abandonar a casa, Zana via o vulto do pai e do esposo nos pesadelos das últimas noites, depois sentia a presença de ambos no quarto em que haviam dormido. Durante o dia eu a ouvia repetir as palavras do pesadelo, "Eles andam por aqui, meu pai e Halim vieram me visitar... eles estão nesta casa", e ai de quem duvidasse disso com uma palavra, um gesto, um olhar. Ela imaginava o sofá cinzento na sala onde Halim largava o narguilé para abraçá-la, lembrava a voz do pai conversando com barqueiros e pescadores no Manaus Harbour, e ali no alpendre lembrava a rede vermelha do Caçula, o cheiro dele, o corpo que ela mesma despia na rede onde ele terminava suas noitadas. "Sei que um dia ele vai voltar", Zana me dizia sem olhar para mim, talvez sem sentir a minha presença, o rosto que fora tão belo agora sombrio, abatido. A mesma frase eu ouvi, como uma oração murmurada, no dia em que ela desapareceu na casa deserta. Eu a procurei por todos os cantos e só fui encontrá-la ao anoitecer, deitada sobre folhas e palmas secas, o braço engessado sujo, cheio de titica de pássaros, o rosto inchado, a saia e a anágua molhadas de urina. Eu não a vi morrer, eu não quis vê-la morrer. Mas alguns dias antes de sua morte, ela deitada na cama de uma clínica, soube que ergueu a cabeça e perguntou em árabe para que só a filha e a amiga quase centenária entendessem (e para que ela mesma não se traísse): "Meus filhos já fizeram as pazes?”. Repetiu a pergunta com a força que lhe restava, com a coragem que mãe aflita encontra na hora da morte. Ninguém respondeu. Então o rosto quase sem rugas de Zana desvaneceu; ela ainda virou a cabeça para o lado, à procura da única janelinha na parede cinzenta, onde se apagava um pedaço do céu crepuscular.
(Trecho retirado de: HATOUM, Milton. Dois irmãos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 9-10.)
A oração sublinhada é:
TEXTO 01
Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo – São Paulo (SP)
A origem dessa aula de biologia em forma de museu está fortemente ligada ao início de outro museu da USP: o Museu do Ipiranga (ou Museu Paulista). Em 1890, o Conselheiro Francisco Mayrink doou ao Governo do Estado de São Paulo uma enorme coleção de história natural, que havia sido reunida pelo coronel Joaquim Sertório desde 1870. De início, todo esse acervo foi incorporado ao Museu Paulista.
Foi só em 1941 que todo o material zoológico foi transferido para o edifício que hoje ocupa, atrás do Museu do Ipiranga. Em 1969, o museu de zoologia passou a fazer parte da Universidade de São Paulo e recebeu seu nome atual. Em 2011, fechou as portas para uma grande reforma e reabriu em 2015 totalmente repaginado.
O local possui mais de 10 milhões de exemplares preservados e guarda testemunhos únicos sobre espécies e ecossistemas – alguns até já extintos. Réplicas de dinossauros, diversas espécies de animais e até a grande teoria de Charles Darwin é explicada por meio de painéis didáticos. Um dos mais interessantes mostra uma seleção de crânios que vão dos primeiros hominídeos até nós, homo sapiens.
Atualmente, o Museu de Zoologia é detentor de um dos maiores acervos zoológicos da América Latina.
(Disponível em <https://super.abril.com.br/cultura/5-museus-de-ciencia-brasileiros-que-voce-precisa-conhecer/>
Considere a imagem a seguir:

Com relação à tirinha acima, é exemplo de oração
subordinada adverbial causal:
El Camino é uma despedida à altura de Jesse Pinkman, mas não de Breaking Bad
Filme dá continuidade à série de Vince Gilligan e traz o merecido desfecho ao personagem
O final de Breaking Bad é perfeito. Walter White (Bryan Cranston), totalmente transformado e tomado por Heisenberg, morre em um laboratório de metanfetamina após matar toda a gangue neonazista liderada por Jack (Michael Bowen). Ao acaso, o antigo professor de Química que se tornou o maior traficante de drogas dos Estados Unidos, também salva o ex-aluno e "colega de cozinha" Jesse Pinkman (Aaron Paul). Jesse, que sofreu as piores dores possíveis durante a série, e finalmente escapa rumo à liberdade, dirigindo um Chevrolet El Camino.
Já disponível na Netflix, El Camino: A Breaking Bad Film responde à pergunta "para onde foi Jesse?", mesmo que muitos sequer tenham se perguntado sobre o paradeiro do personagem em momento algum. A última vez em que o vemos, ele pisa no acelerador aos prantos, completamente deslumbrado por pensar que seu sofrimento teve fim. Aquele belo momento de êxtase passado a nós pelo ator Aaron Paul já estava de bom tamanho. Parecia um desfecho ideal para Jesse, que começou como um delinquente que se surpreendia com ciência (yeah, bitch!, yeah science!, yeah qualquer coisa!) e ganhou mais camadas a cada temporada da série.
Enquanto Walter perdia por completo sua humanidade e a simpatia do público ao mergulhar mais e mais no mundo da criminalidade, sem medir as consequências de seus atos para si e sua família, Jesse tentava sair a todo custo, pois entendeu que aquilo só lhe traria mais perdas.
Se tem alguém que merecia respirar aliviado com um recomeço, esse alguém é Jesse Pinkman. No começo de El Camino, vemos um flashback de uma conversa dele com Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks), um dos poucos que jamais tirou proveito da inocência de Jesse e que simpatizava verdadeiramente com ele. "Só você pode decidir o que é melhor pra você", aconselha Mike. Os dois discutem sobre o que farão com tanto dinheiro que acumularam, sobre possíveis recomeços e do desejo de "fazer o certo" -- más notícias quanto a isso: não há volta para tudo o que foi feito.
Mesmo assim, torcemos para que Jesse deixe de sofrer e que obtenha sucesso em sua fuga. Alternando entre o tempo presente e flashbacks (muitos deles com retornos de personagens, como Todd, Jane e o próprio Walt), El Camino mostra como Jesse ganhou as cicatrizes no corpo e no rosto e a consequente blindagem que adquiriu ao não ter absolutamente mais nada a perder.
Identifique a alternativa na qual as orações do período abaixo estão classificadas corretamente.
'Parecia um desfecho ideal para Jesse, que começou como um delinquente que se surpreendia com ciência (yeah, bitch!, yeah science!, yeah qualquer coisa!) e ganhou mais camadas a cada temporada da série'.
A- Oração subordinada adverbial causal. B- Oração subordinada adverbial comparativa. C- Oração subordinada adverbial concessiva. D- Oração subordinada adverbial consecutiva. E- Oração subordinada adverbial final. F- Oração subordinada adverbial condicional.
(1) É tão bonito que dá tentação. (2) Gritou a fim de que o notassem. (3) Isto é o mesmo que comer mamão com açúcar. (4) Se eu tivesse vencido, ganharia os aplausos. (5) Estudou muito porque queria passar no concurso. (6) Embora sofra, largarei.
Assinale a alternativa CORRETA para a classificação da seguinte oração:
"Precisando de ajuda, ligue-me".
I- Marina trabalha e cuida dos filhos.
II- Eu queria ir ao cinema, mas tenho que estudar.
III-Todos estavam com sede.
BRASIL NO PROJETO EHT
A primeira imagem de um buraco negro está circulando pelo mundo já faz uma semana. Esse feito só foi possível a partir de uma combinação de sinais capturados por oito radiotelescópios e montada com a ajuda de um "telescópio virtual" criado por algoritmos. Mais de 200 cientistas de diferentes nacionalidades, que participaram do avanço científico, fazem parte do projeto Event Horizont Telescope (EHT).
Entre eles, está o nome da brasileira Lia Medeiros, de 28 anos, que se mudou na infância para os Estados Unidos, onde acaba de defender sua tese de doutorado (conhecida lá fora como PhD) pela Universidade do Arizona. Filha de um professor de Aeronáutica da Universidade de São Paulo (USP), afirmou, em entrevista ao G1, que cresceu perto de pesquisas científicas. Ela também precisou usar inglês e português nos vários lugares em que morou e, por isso, viu na matemática uma linguagem que não mudava.
Especializada em testar as teorias da física nas condições extremas do espaço, Lia encontrou no EHT o projeto ideal para o seu trabalho. Ela atuou tanto na equipe que realizou as simulações teóricas quanto em um dos quatro times do grupo de imagens. Os pesquisadores usaram diferentes algoritmos para ter os pedaços da imagem do buraco negro captados pelos sinais dos radiotelescópios e preencher os espaços vazios para completar a "fotografia".
O feito de Lia recebeu destaque no site da Universidade do Arizona, que listou o trabalho no projeto de mais de 20 estudantes da instituição, começando pela brasileira. Segundo a pesquisadora, embora os resultados do projeto EHT tenham sido obtidos graças ao trabalho de mais de tantas pessoas, o foco que as mulheres participantes do projeto receberam é positivo para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser cientista.
Como você se envolveu com ciência e, mais especificamente, com a astronomia?
Meu pai é professor universitário e cresci perto da pesquisa científica. Decidi que queria fazer um PhD desde cedo, mesmo antes de saber o que queria estudar. Mudei muito durante a minha vida e troquei de línguas entre português e inglês três vezes até os 10 anos. Quando era criança, percebi que, mesmo que a leitura e a escrita fossem completamente diferentes em países diferentes, a matemática era sempre a mesma. Ela parecia ser uma verdade mais profunda, como se fosse de alguma forma mais universal que as outras matérias. Mergulhei na matemática e amei.
No ensino médio, estudei física, cálculo e astronomia ao mesmo tempo e, finalmente, entendi o real significado da matemática. Fiquei maravilhada e atônita que nós, seres humanos, conseguimos criar uma linguagem, a matemática, que não é só capaz de descrever o universo, mas pode inclusive ser usada para fazer previsões.
Fiquei especialmente maravilhada pelos buracos negros e a teoria da relatividade geral. Decidi então que queria entender os buracos negros, que precisava entender os buracos negros. Lembro que perguntei a um professor qual curso eu precisava estudar na faculdade para trabalhar com buracos negros. Ele disse que provavelmente daria certo com física ou astronomia. Então eu fiz as duas.
E como você se envolveu com o projeto do EHT?
Meus interesses de pesquisa estão focados no uso de objetos e fenômenos astronômicos para testar os fundamentos das teorias da física. Eu vejo a astronomia como um laboratório onde podemos testar teorias nos cenários mais extremos que você possa imaginar. O EHT era o projeto perfeito para isso, porque as observações dele sondam a física gravitacional no regime dos campos de força em maneiras que ainda não tinham sido feitas antes. (...)
Tenho dedicado uma porcentagem significativa do meu tempo, durante meus estudos, em tentar expandir a representação das mulheres na ciência, especificamente focando em dar às meninas jovens exemplos positivos nos modelos femininos na STEM [sigla em inglês para ciências, tecnologia, engenharia e matemática]. Por exemplo, frequentemente visito escolas de ensino médio e outros locais para dar palestras públicas.
Na minha opinião, reconhecer que muitas mulheres
estão envolvidas nesse resultado pode ser muito benéfico
para mudar o estereótipo de quem pode e deve ser
cientista. É importante que garotas e jovens mulheres
saibam que essa é uma opção para elas, e que não estarão
sozinhas se optarem por uma carreira científica.
https://gazetaweb.globo.com
Livro sobre nada (Manoel de Barros)
É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.
Tudo que não invento é falso.
Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.
Tem mais presença em mim o que me falta.
Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.
Sou muito preparado de conflitos.
Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.
O meu amanhecer vai ser de noite.
Melhor que nomear é aludir.
Verso não precisa dar noção.
O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo.
Meu avesso é mais visível do que um poste.
Sábio é o que adivinha.
Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições.
A inércia é meu ato principal.
Não saio de dentro de mim nem para pescar.
Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore.
Estilo é um modelo anormal de expressão: é estigma.
Peixe não tem honras nem horizontes.
Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas quando não desejo contar nada, faço poesia.
Eu queria ser lido pelas pedras.
As palavras me escondem sem cuidado.
Aonde eu não estou as palavras me acham.
Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.
Uma palavra abriu o roupão para mim.
Ela deseja que eu a seja.
A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.
Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.
Esta tarefa de cessar é que puxa minhas frases para antes de mim.
Ateu é uma pessoa capaz de provar cientificamente que não é nada.
Só se compara aos santos.
Os santos querem ser os vermes de Deus.
Melhor para chegar a nada é descobrir a verdade.
O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito.
Por pudor sou impuro.
O branco me corrompe.
Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Estudo associa câncer de mama a sedentarismo e alimentação
Pesquisa desenvolvida por meio do mestrado em Ciências da Saúde na Amazônia Ocidental, da Ufac, pretende avaliar a relação entre sedentarismo, nutrição e aparecimento de câncer de mama em mulheres com mais de 40 anos no Estado do Acre. O estudo é conduzido pelas mestrandas Carina Hechenberger e Ramyla Brilhante, com orientação do professor Miguel Junior Sordi Bortolini.
O projeto de pesquisa “Avaliação do Nível de Atividade Física, Estado Nutricional e Qualidade de Vida de Mulheres Atendidas no Centro de Controle em Oncologia do Acre (Cecon)” foi apresentado ao programa em 2018; atualmente, se encontra na fase de coleta de dados, através da aplicação de questionários a usuárias do serviço de saúde. “São 13 tipos diferentes de câncer altamente influenciados pelo sedentarismo; destes, o que sofre maior impacto é o de mama”, destaca Miguel Bortolini. “Se você é uma pessoa ativa, a probabilidade de desenvolver câncer de mama reduz drasticamente.”
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é a segunda neoplasia mais comum em todo o mundo, com 1,7 milhões de casos. A estimativa é que para o biênio 2018-2019, somente no Brasil, 60 mil novos casos entre mulheres sejam confirmados para cada ano — um risco estimado de 57 casos a cada 100 mil brasileiras. “Fatores genéticohereditários são responsáveis por até 10% desses casos de câncer de mama. Os comportamentais e ambientais, como alimentação e atividade física, respondem por até 30% dos casos”, enfatiza Carina Hechenberger.[...]
A relação entre inatividade física e sedentarismo com pacientes do Cecon vai ser analisada a partir de universo mínimo de 360 mulheres, conforme indicadores sociodemográficos, históricofamiliar, nutricional e de qualidade de vida. Tudo a partir de questionários referendados internacionalmente. O objetivo é investigar se, pelo nível elevado da população com sobrepeso e obesidade no Acre, há também uma maior influência de diagnóstico positivo para esse tipo de câncer.[...]
Segundo Miguel Bortolini, ainda não é uma realidade a realização de exercícios regulares com mulheres com câncer no Estado do Acre, apesar de ser fundamental. “Para evitar o câncer de mama, é necessário realizar de 150 a 300 minutos de exercícios moderados por semana ou de 75 a 150 minutos de exercícios vigorosos por semana”, recomenda. “Além disso, é bom realizar duas sessões por semana de exercícios resistidos, como musculação; não se deve esperar a doença se podemos preveni-la.”
(Fonte: UFAC)