Questões de Concurso Comentadas sobre orações subordinadas adjetivas: restritivas, explicativas em português

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Q2473840 Português
À luz do que nos ensina Cegalla a respeito de orações subordinadas reduzidas, analise as assertivas acerca das propostas de expansão e classificação das orações que se encontram reduzidas:

I. Viam-se folhas girando no ar = Viam-se folhas que giravam no ar = Oração Subordinada Adjetiva Restritiva Reduzida de Gerúndio.
II. Ela não veio por se achar doente = Ela não veio porque se achava doente = Oração Subordinada Adverbial Condicional Reduzida de Infinitivo.
III. Pensei estar preparado para a prova = Pensei que estivesse preparado para a prova = Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta Reduzida de Particípio.

Quais estão corretas? 
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Q2473619 Português
Em relação aos mecanismos de subordinação, há subordinação adjetiva em:
Alternativas
Q2473582 Português
O primeiro livro de cada uma das minhas vidas

         Perguntaram-me uma vez qual fora o primeiro livro de minha vida. Prefiro falar do primeiro livro de cada uma das minhas vidas. Busco na memória e tenho a sensação quase física nas mãos ao segurar aquela preciosidade: um livro fininho que contava a história do patinho feio e da lâmpada de Aladim. Eu lia e relia as duas histórias, criança não tem disso de só ler uma vez: criança quase aprende de cor e, mesmo quase sabendo de cor, relê com muito da excitação da primeira vez. A história do patinho que era feio no meio dos outros bonitos, mas quando cresceu revelou o mistério: ele não era pato e sim um belo cisne. Essa história me fez meditar muito, e identifiquei-me com o sofrimento do patinho feio – quem sabe se eu era um cisne?
        Quanto a Aladim, soltava minha imaginação para as lonjuras do impossível a que eu era crédula: o impossível naquela época estava ao meu alcance. A ideia do gênio que dizia: pede de mim o que quiseres, sou teu servo – isso me fazia cair em devaneio. Quieta no meu canto, eu pensava se algum dia um gênio me diria: “Pede de mim o que quiseres”. Mas desde então revelava-se que sou daqueles que têm que usar os próprios recursos para terem o que querem, quando conseguem.
      Tive várias vidas. Em outra de minhas vidas, o meu livro sagrado foi emprestado porque era muito caro: Reinações de Narizinho. Já contei o sacrifício de humilhações e perseveranças pelo qual passei, pois, já pronta para ler Monteiro Lobato, o livro grosso pertencia a uma menina cujo pai tinha uma livraria. A menina gorda e muito sardenta se vingara tornando-se sádica e, ao descobrir o que valeria para mim ler aquele livro, fez um jogo de “amanhã venha em casa que eu empresto”. Quando eu ia, com o coração literalmente batendo de alegria, ela me dizia: “Hoje não posso emprestar, venha amanhã”. Depois de cerca de um mês de venha amanhã, o que eu, embora altiva que era, recebia com humildade para que a menina não me cortasse de vez a esperança, a mãe daquele primeiro monstrinho de minha vida notou o que se passava e, um pouco horrorizada com a própria filha, deu-lhe ordens para que naquele mesmo momento me fosse emprestado o livro. Não o li de uma vez: li aos poucos, algumas páginas de cada vez para não gastar. Acho que foi o livro que me deu mais alegria naquela vida.
       Em outra vida que tive, eu era sócia de uma biblioteca popular de aluguel. Sem guia, escolhia os livros pelo título. E eis que escolhi um dia um livro chamado O lobo da estepe, de Herman Hesse. O título me agradou, pensei tratar-se de um livro de aventuras tipo Jack London. O livro, que li cada vez mais deslumbrada, era de aventura sim, mas outras aventuras. E eu, que já escrevia pequenos contos, dos 13 aos 14 anos fui germinada por Herman Hesse e comecei a escrever um longo conto imitando-o: a viagem interior me fascinava. Eu havia entrado em contato com a grande literatura.
       Em outra vida que tive, aos 15 anos, com o primeiro dinheiro ganho por trabalho meu, entrei altiva porque tinha dinheiro, numa livraria, que me pareceu o mundo onde eu gostaria de morar. Folheei quase todos os livros dos balcões, lia algumas linhas e passava para outro. E de repente, um dos livros que abri continha frases tão diferentes que fiquei lendo, presa, ali mesmo. Emocionada, eu pensava: mas esse livro sou eu! E, contendo um estremecimento de profunda emoção, comprei-o. Só então vim a saber que a autora não era anônima, sendo, ao contrário, considerada um dos melhores escritores de sua época: Katherine Mansfield.

(LISPECTOR, Clarice. O primeiro livro de cada uma de minhas vidas. A descoberta do mundo, Rio de Janeiro: Rocco. 1999.)
Considere a disposição das vírgulas no trecho “O livro, que li cada vez mais deslumbrada, era de aventura sim, mas outras aventuras.” (4º§). É correto afirmar que as vírgulas aqui se deram para separar, respectivamente, uma oração
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Q2472253 Português
Pergaminhos de 2 mil anos são revelados com ajuda de IA: ‘É uma revolução na filosofia grega’

Trio de pesquisadores criou algoritmos que conseguiram ler um lote de cartas da Grécia Antiga carbonizado pela erupção do Vesúvio, em 79 d.C.

As Ciências Humanas têm uma nova aliada: a inteligência artificial (IA).

Um lote de pergaminhos em papiro de quase 2 mil anos de idade teve seu conteúdo enfim revelado pela primeira vez após pesquisadores utilizarem IA para decifrar o material, carbonizado e deteriorado com os séculos. Para a área, a descoberta pode destravar lacunas que a arqueologia e historiografia não conseguiram desvendar — uma revolução.

O anúncio foi realizado nesta segunda-feira, 5, como resultado do prêmio do Desafio do Vesúvio (Vesuvius Challenge), criado pelo cientista computacional Brent Seales, da Universidade do Kentucky, e por apoiadores no Vale do Silício, na Califórnia, EUA. Lançado no ano passado, o objetivo é chamar cientistas para desenvolverem algoritmos para escanear pergaminhos em papiro e transformá-los em imagens em alta resolução por meio de tomografia computadorizada.

Quem levou o prêmio foi o trio de jovens pesquisadores Youssef Nader (Alemanha), Luke Farritor (Estados Unidos) e Julian Schillinger (Suíça), recebendo US$ 700 mil, segundo o executivo americano Nat Friedman, um dos patrocinadores do desafio.

O trio criou um software que leu 2 mil cartas da Grécia Antiga. O lote era mantido em uma luxuosa villa romana em Heculano, mas foi queimado no ano de 79 depois de Cristo, quando o Vesúvio devastou a Pompeia e levou cinzas às cidades vizinhas. Escavações do século 18 recuperaram mais de mil pergaminhos do lote, cuja propriedade é atribuída ao sogro do imperador romano Júlio César — e, até então, o conteúdo dos pergaminhos estava oculto de pesquisadores, devido à carbonização do material.

O trio se uniu de forma pouco comum. Em outubro passado, Farritor criou um software que conseguiu identificar a palavra grega “roxo”, o que lhe resultou um prêmio de US$ 40 mil em desafio semelhante. Em novembro, ele se juntou a Nader e, dias depois, a Schillinger, que desenvolveu um algoritmo que revela imagens de tomografia computadorizada (TC). A inscrição do trio foi feita no prazo máximo para inscrever o projeto, em 31 de dezembro.

“Este é o início de uma revolução na papirologia de Herculano e na filosofia grega em geral. É a única biblioteca que chegou até nós da antiga Época Romana”, declarou ao jornal The Guardian a papirologista Federica Nicolardi, da Universidade de Nápole Federico II.

Link: https://www.estadao.com.br/link/cultura-digital/pergaminhos-de-2-mil-anossao-revelados-com-ajuda-de-ia-e-uma-revolucao-na-filosofia-grega/. Acesso em 05/02/2024
Na frase “Trio de pesquisadores criou algoritmos que conseguiram ler um lote de cartas da Grécia”, o termo destacado introduz uma oração subordinada:
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Q2472108 Português
Relacione as colunas e assinale a alternativa correta:

( 1 ) Tenho o desejo de que tudo se resolva da melhor maneira.
( 2 ) Eu acho que não precisamos brigar por isso.
( 3 ) O celular que comprei no ano passado já está ultrapassado.
( 4 ) Este computador, que era da minha mãe, já está com problemas.
( ) Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
( ) Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
( ) Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta
( ) Oração Subordinada Adjetiva Explicativa 
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Q2471868 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Apenas três dos 5.570 municípios brasileiros têm mais pessoas morando em apartamentos do que em casas, de acordo com dados do Censo Demográfico 2022 divulgado hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Santos (SP), Balneário Camboriú (SC) e São Caetano do Sul (SP). São essas as três cidades que abrigam mais habitantes em apartamentos do que em casas. Apesar de 84,8% da população brasileira morar em casas, há uma crescente tendência de viver em prédios. Hoje, são 25,2 milhões de pessoas vivendo em apartamentos.
Em 2022, moradores de apartamentos eram 12,5% do total da população, um aumento em relação a 2010 (8,5%). Na comparação com o Censo 2000 (7,6%), a proporção quase dobrou.
O índice maior é o do Distrito Federal (28,7%). Já no Piauí, a situação é inversa: 95,6% residem em casas. A proporção de paulistanos que moram em apartamentos cresceu 26,6% em 12 anos. O número de habitantes em moradias verticais, na cidade de São Paulo, passou de 2,6 milhões para 3,3 milhões, na comparação com a pesquisa realizada em 2010. São 700 mil pessoas a mais.

Disponível em: <https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimasnoticias/2024/02/23/ibge-tipo-de-domicilio.htm>. Acesso em: 23 fev. 2024.
[Adaptado].
No período “A proporção de paulistanos que moram em apartamentos cresceu 26,6% em 12 anos”, a oração subordinada classifica-se como
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Q2470427 Português
CLARICE LISPECTOR: A TEIA SUTIL DE UMA POÉTICA FEMINISTA

Rita Terezinha Schmidt
(03 de janeiro de 2024)


        Assim como Clarice sempre resistiu a qualquer tentativa de enquadramento e manifestava publicamente sua falta de interesse em produzir “literatura” – termo ao qual atribuía o peso de uma instituição, um fardo que nunca cogitou carregar porque se considerava uma amadora, e não uma “profissional” –, também nunca mencionou o termo “feminista”, seja na sua vida pública, seja na sua produção ficcional. Talvez porque na época circulava o clichê de que feministas eram mulheres mal-amadas e desejavam se igualar aos homens, noções distorcidas e disseminadas por segmentos conservadores que não admitiam a agenda da luta por direitos, foco das reivindicações dos movimentos de mulheres que começaram a ganhar vulto a partir da década de 1950.
        Nesse período e nas décadas seguintes, o impacto da obra O segundo sexo (1949), de Simone de Beauvoir, foi explosivo, particularmente pela afirmação de que a mulher “feminina”, nos termos do binarismo de gênero na cultura patriarcal, é caracterizada pela passividade e que é nessa condição que ela se torna um ser para o outro, uma alteridade institucionalizada.
        Com vivências em países europeus e nos Estados Unidos, Clarice certamente tomou conhecimento das passeatas de mulheres que ganhavam, na época, ampla cobertura nos jornais e em noticiários na televisão. Também foi leitora de escritoras inglesas como Emily Brontë, Katherine Mansfield e Virginia Woolf, que abordaram questões relativas à condição feminina, definida como “o problema que não tem nome” por Betty Friedan, em seu A mística feminina (1963). Woolf, além de inovadora na prosa de ficção, em Um teto todo seu (1929) foi pioneira na denúncia da opressão econômica, intelectual e criativa das mulheres: ao tentar fazer uma pesquisa sobre o tema mulher e ficção na biblioteca de Oxbridge (nome fictício para as duas mais tradicionais universidades da Inglaterra, Cambridge e Oxford), teve sua entrada barrada por não estar acompanhada de um homem nem levar uma carta de apresentação. Ao retornar devidamente acompanhada, levantou informações que referendaram o que observara de forma empírica, isto é, que a tradição literária era pautada, exclusivamente, na genealogia pais/filhos.
        Em tempos de questionamentos e de transformações sociais, não surpreende que na singularidade composicional de suas obras Clarice articulasse um feminismo latente de outra genealogia, a de mãe/filhas, presente nos alinhamentos entre narradora, autora implícita e personagens femininas, tramados em diferentes graus de cumplicidade. Trata-se de uma teia na qual a relação da narradora com suas personagens conflui em fios de discurso/fios de pensamento que deslizam de uma obra a outra, produzindo ressonâncias e superposições na construção de elos intersubjetivos. Se o fio, no mito de Ariadne, é símbolo de salvação de um enredamento mortal, na obra de Clarice seu arquétipo tece um imaginário que fecunda subjetividades/identificações declinadas pelo pertencimento feminino e que entrelaçam vida e ficção numa economia de afetos que não deixa de evocar o lema feminista de nossa época, “o pessoal é político”.
        Talvez nenhuma outra escritora brasileira, ao longo de sua obra, tenha sido capaz de captar e sustentar com perspicácia e constância a problemática de personagens femininas, circunscritas por injunções de uma estrutura patriarcal que contamina o espaço familiar. Suas trajetórias oscilam em movimentos de resistência, de submissão e de transgressão, num aprendizado doloroso de autoconsciência e de percepção do mundo à sua volta. Isso não significa dizer que Clarice reduzia a literatura ao compromisso verossímil de um realismo ingênuo, mas, sim, que seu viés feminista estava presente na construção das experiências vividas por suas personagens e produzia, de forma subjacente, uma crítica social pertinente a seu tempo e lugar.
        A pergunta “quem sou eu?”, implícita ou explícita, que percorre os fios de sua teia ganha expressão em Joana, Ana, Lucrécia, Laura, Virgínia, G. H., Ângela, personagens que figuram a condição da mulher brasileira de classe média dos anos 1940 a 1960 – condição essa que transcende limites geográficos e temporais. Em diferentes graus de sensibilidade quanto à realidade, todas essas personagens passam por sensações de vazio e de impotência, um desconforto com um cotidiano regulado por rituais domésticos e padrões preestabelecidos que dão um falso equilíbrio às suas existências e distorcem as percepções de si próprias e da vida. Por isso, em momentos de devaneios, vertigens ou revelações, todas são assaltadas por certo mal-estar, um desejo confuso, pela falta de algo que não sabem definir o que é, mas que sentem ser necessário descobrir. Esse momento é o das horas perigosas, quando algo reprimido emerge à superfície para romper a normalidade das aparências e desestabilizar, mesmo que momentaneamente, a estrutura engessada de suas vidas. [...]
        As obras de Clarice são declinadas no feminino sob um viés feminista, não somente pelo protagonismo de suas personagens mulheres e pelos laços de cumplicidade entre elas e a narradora, mas pelo agenciamento da escritora que intervém, de forma eloquente, no sistema de representação da cultura patriarcal. Não por acaso, o último fio de sua teia culmina no caudal de Água viva, pura imersão na energia originária de um feminino cósmico que vem “das trevas de um passado remoto”. Assim, tecida por muitos fios, a poética feminista de Clarice inscreve seu posicionamento social e político no contexto da cultura de seu tempo e projeta uma ética da diferença, inscrita no potencial criativo e subversivo das mulheres, que se reinventam para poder se imaginar outras, e umas com as outras, na literatura e na vida. 

Texto publicado originalmente na Cult 264, de dezembro de 2020.
A autora do texto é doutora em literatura, professora titular de literatura e convidada do Programa de PósGraduação em Letras da UFRGS. Adaptado de https://revistacult.uol.com.br/home/cult-301-claricelispector/ , acesso em 21 de mar de 2024.

No período, “Com vivências em países europeus e nos Estados Unidos, Clarice certamente tomou conhecimento das passeatas de mulheres que ganhavam, na época, ampla cobertura nos jornais e em noticiários na televisão” a oração sublinhada classifica-se como: 
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Q2467615 Português


Internet:<www.tirasnacionais.blogspot.com>  (com adaptações).

Acerca da tirinha acima, julgue o item.


No primeiro quadrinho, a palavra “ou” coordena duas orações subordinadas a uma principal em comum.

Alternativas
Q2467151 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO POEMA DOS ALUNOS DO 7º ANO EM HOMENAGEM AOS 50 ANOS DA ESCOLA MUNICIPAL DE TIMÓTEO

“Minha escola tem ensino,
Que muito orgulho me dá.
As coisas que aqui aprendo
Não se aprendem em todo lugar.

Porque estudo não é besteira,
Pinta a carreira com mais cores,
Os alunos têm mais vida,
Uma vida com mais sabores.

Ao olhar para o horizonte,
Muitas coisas posso notar.
Minha escola tem ensino,
Que muito orgulho me dá.”

Disponível em: http://escolamunicipaldetimoteo.blogspot.com/2020/12/ poemas-dos-alunos-do-7-ano-homenageiam.html Acesso em: 28 set. 2023. Adaptado.
O período composto contém duas ou mais orações constituídas de dois ou mais verbos ou locuções verbais. No período composto por subordinação, por sua vez, a oração subordinada depende sintaticamente de outra oração, classificada como principal.

Há de se considerar que, nos versos “Minha escola tem ensino, que muito orgulho me dá.”, existe uma oração subordinada e ela é
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Q2467142 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.

Devir Espantalho
Produzindo um espantalho

            Fazer o outro dizer o que ele não disse, criar um personagem em cima de uma pessoa real e agir como se esse ente imaginário estivesse presente – é disso que se trata na falácia do espantalho, uma das mais famosas na arte de vencer debates sem precisar ter razão.
           Baseada na criação de um duplo, é esse personagem ficcional que deve ser atacado no lugar da pessoa real. É essa pessoa, cujo corpo e cuja presença são como que jogados fora, que é transformada em um boneco num jogo de argumentos. O ônus por ter sido transformada em espantalho é totalmente dela. O arguidor torna-se um embusteiro no momento em que refuta a posição do duplo, ou seja, atacando uma posição que não é defendida pela pessoa real. A falácia não é simplesmente o argumento, mas toda a situação do argumento, como vemos acontecer hoje com as fake News, verdadeira era da desinformação planificada.
         O truque da falácia do “homem de palha” está em se bater num suposto argumento fraco, deixando de lado a complexidade do argumento realmente dito que, em geral, não seria fácil de refutar.
           Assim como se coloca palha dentro de uma roupa para simular a presença de um ser humano, a falácia do espantalho surge quando palavras são colocadas na boca de alguém. Esse alguém continua ali, mas uma presença espectral vem à tona. O devir espantalho deixa a distância processos de subjetivação, esvaziando pensamento, sensibilidade e capacidade de agir. Num mundo sem ética, em que a subjetividade não é respeitada nem em seus dizeres, a espantalhificação é o destino.

Revista Cult, ano 26, ed. 297, set. 2023, p.41. Adaptado.
“Os sinais de pontuação são sinais gráficos que representam na escrita recursos específicos da língua falada.” (BUENO, 2014, p. 420)

A esse respeito, leia o fragmento a seguir e avalie o emprego das vírgulas.

“O arguidor torna-se um embusteiro no momento em que refuta a posição do duplo, ou seja, atacando uma posição que não é defendida pela pessoa real.”

As vírgulas foram empregadas no fragmento para separar
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Q2466316 Português
Analise a função sintática do pronome relativo (Pestana, 2013) nas orações subordinadas adjetivas a seguir:

I) Assisti a um programa do qual você vai gostar;
II) As pessoas, das quais o doutor Andrade é médico, são extremamente gratas;
III) Comprei um livro que fez sucesso;
IV) Retornei a um lugar ao qual tinha aversão.

Após análise das orações, percebe-se que as funções sintátias dos pronomes relativos destacados são, nessa mesma ordem:
Alternativas
Q2458396 Português
As frases listadas a seguir apresentam orações adjetivas. Assinale a frase em que a substituição da oração adjetiva por um adjetivo de significado equivalente foi feita de forma adequada.
Alternativas
Q2458043 Português

Assinale a opção que apresenta a frase em que a oração subordinada sublinhada está corretamente classificada.
Alternativas
Q2451989 Português


  1.        
  2.          

          

Que (1) a solução desemboque na mulher e que se restrinja à classe abastada não elimina a necessidade de nos perguntarmos sobre o que (2) está se passando com os adolescentes para que (3) eles precisem de um verdadeiro "recall" de cuidados. (L.13-16)


No período acima, as ocorrências do QUE, assinaladas como (1), (2) e (3) se classificam, respectivamente, como

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Q2441723 Português
A frase abaixo em que a oração adjetiva sublinhada foi adequadamente substituída por um substantivo ou um adjetivo, é:
Alternativas
Q2441546 Português
Qual alternativa contém uma oração subordinada adjetiva? 
Alternativas
Q2440179 Português

Estudo aponta aumento de 13,5% em mortes no trânsito

A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes cresceu 2,3% em uma década




Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13899-estudoaponta-aumento-de-13-5-em-mortes-no-transito. Acesso em 15.jan.2023. Adaptado.



No período “[...] são os autores do estudo que avaliou a mortalidade no trânsito [...]”, a oração destacada é tipificada como
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Q2396452 Português
TEXTO


      TEXTO PARA A QUESTÃO 


O elogio do fracasso

Livro faz cartografia dos erros e mostra que alguns são necessários para que saber avance

17.fev.2024 | Hélio Schwartsman


      Ninguém gosta de fracassar, e isso é um problema. Nossa estrutura psíquica evoluiu para nos afastar de erros. Mas, se varrer falhas para baixo do tapete fazia sentido no Pleistoceno, o mesmo raciocínio não se aplica à modernidade e às suas instituições. A ciência, por exemplo, é um sistema [no qual resultados negativos e hipóteses frustradas são parte indissociável do ecossistema] 1 . O saber não avança sem isso. Não obstante, mesmo sabendo disso, cientistas ficam desapontados quando suas previsões iniciais fracassam. Por vezes, até tentam esconder seus erros —o que pode ser desastroso para o sistema.

        Em "Right Kind of Wrong" (O tipo certo de erro), Amy Edmondson (Harvard) traça uma cartografia dos erros. Eles podem ser básicos, complexos ou inteligentes. Podem ocorrer em situações de baixa, de média ou de alta incerteza. Podem darse em contextos já bem mapeados pelo conhecimento, nos nem tanto ou em terreno desconhecido. Cada combinação produz um resultado. Há desde o erro catastrófico do piloto [que derruba o avião] 2 até os erros que revelam os buracos de uma teoria, abrindo as portas para as chamadas revoluções científicas.

        O ponto central de Edmondson é [que precisamos entender essa paisagem] 3 para desenvolver mecanismos que nos ajudem a evitar os erros "errados" e aprender com os "certos". Criar ambientes que ofereçam segurança psicológica para que as pessoas falem abertamente sobre erros é fundamental para que organizações possam se aprimorar e inovar.

     O livro tem uma pegada de autoajuda que não me agrada tanto, mas Edmondson trata com didatismo um assunto que é fundamental. Ela narra vários casos que ilustram com muita propriedade as questões abordadas. A autora também se preocupa em trazer histórias de inovadores [que pertençam a grupos  historicamente relegados] 4 , como mulheres e negros. Com isso, consegue fugir da repetição das histórias de sempre, comum em livros desse nicho.


SCHWARTSMAN, Hélio. O elogio do fracasso. Folha de São Paulo, 17 de fevereiro de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwarts man/2024/02/o-elogio-do-fracasso.shtml. Acesso em: 18 fev. 2024. Adaptado.
Qual das orações identificadas com colchetes e números sobrescritos NÃO se classifica como uma oração subordinada adjetiva?
Alternativas
Q2392863 Português
Texto II para responder a questão.


      A convivência na cidade é um processo, uma conquista a ser construída, uma espiral de encontros com diversidades, diferenças e criações. É importante iniciar o diálogo afirmando que convivência não é sinônimo de tolerância. Ainda que vivamos uma onda de intolerância no mundo e no Brasil, a superação deste desencontro conservador e anacrônico não é a tolerância, mas a convivência. Sempre mais que aceitar, sempre mais que um “tudo bem” no canto da boca. Precisa-se elevar o respeito e pavimentar o conflito na cidade com as possibilidades de síntese, crescimento, superação e aprendizagem mútuas.

      Elemento fundamental para isso é a superação das desigualdades. Superar desigualdades econômicas, sociais, de acesso às artes, ao conhecimento historicamente acumulado, à mobilidade plena (corporal e simbólica), é um grande desafio. O compromisso de colocar a vida acima do lucro e garantir a vida com dignidade para todas as pessoas precisa ganhar a escala das ações fundamentais. Assim sendo, a estrada a ser seguida precisa apostar nas diferenças e superar as desigualdades.

      Assim, identificar a favela como lugar de potência é o principal registro de que as pessoas que compõem este território são artesãs de ações criativas e inventivas. São ambientes nos quais jorram práticas de superação de suas condições de vida e seus habitantes conquistam centralidade na cidade. Portanto, identificar estes territórios pela carência, invisibilidade, violência, ou pelos termos negativos que percorrem a imprensa formal ou o poder político é um grande equívoco que precisa ser superado.

      Para isso, todos os instrumentos, meios, caminhos e linguagens que envolvem as novas tecnologias precisam ser profundamente lapidados no uso para a liberdade. E nesse processo, o celular, que hoje é um computador de mão e não apenas um telefone, ocupa papel central.

Fonte: Disponível em: https://museudoamanha.org.br/pt-br/convivencia-e-tecnologias-no-seculo-XXIha-desafios. Data: 26/01/2024 às 11:07.
Qual é a função sintática da oração "que hoje é um computador de mão e não apenas um telefone" no contexto do último parágrafo do texto II?
Alternativas
Q2388633 Português
Leia com atenção as colunas abaixo:

Coluna 01
(    )O bairro, que era conhecido pela tranquilidade, passou por uma mudança drástica devido à criminalidade.

(    )Os moradores que testemunharam o crime estão sendo chamados para prestar depoimento à polícia.

(    )As leis que abordam a criminalidade devem ser atualizadas para garantir uma resposta eficiente aos desafios contemporâneos.

(    )A sociedade, que se esforça para promover a segurança, precisa encontrar soluções eficazes contra a criminalidade.

Coluna 02
I.Oração Subordinada Adjetiva Explicativa.
II.Oração Subordinada Adjetiva Restritiva.

Correlacione ambas as colunas de acordo com o tipo de oração subordinada presente em cada afirmativa da Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Respostas
241: A
242: B
243: B
244: A
245: D
246: D
247: A
248: C
249: C
250: C
251: C
252: B
253: D
254: B
255: A
256: C
257: C
258: C
259: D
260: C