Questões de Concurso
Sobre orações coordenadas sindéticas: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas... em português
Foram encontradas 1.974 questões

Com referência à sintaxe dos períodos acima enumerados, julgue os
itens que se seguem.

Julgue o item, relativo à sintaxe e aos elementos estruturais do texto.
TEXTO 1
“O Brasil tem mil dias, a partir de hoje, para corrigir problemas
em inúmeras áreas e poder encantar o mundo na Copa 2014.
Se 52 obras de infraestrutura das 81 previstas nem começaram,
no caso da legislação é pior: o projeto com as garantias para a Fifa
nem foi enviado ao Congresso. Os estádios avançam, mas a seleção
de Mano Menezes...”
(O Globo, 16-09-2011)
Texto 1:


“Adotamos a premissa de que os valores não são nem ensinados, nem nascem com as pessoas.”

Acerca das ideias e das estruturas linguísticas do texto acima, julgue
os itens que se seguem.

Com relação aos aspectos estruturais e semânticos do texto acima,
julgue os itens subsequentes.
Observe o diálogo:
Mãe: “Joãozinho, o que você quer tomar no lanche?”
Filho: “Ah, mãe, quero leite e iogurte.”
Mãe: “Não, ou você toma um ou outro."
A oração em destaque no diálogo é coordenada:
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
Texto 1
Tecnologite
A ERA DIGITAL criou novas necessidades, novas oportunidades e até novas neuroses. Uma delas é a dificuldade de nos “desligarmos” do trabalho, em função da conexão direta e imediata via telefone celular e internet. Estamos sempre on-line, localizáveis e identificáveis. Os consumidores também mudaram. Quem de nós não fica encantado e atraído por uma nova tecnologia, que nos promete acesso a som, dados e imagem com mais qualidade, velocidade, instantaneidade e miniaturização?
Assim como nos anos 70 e 80 do século passado todos tínhamos um pouco de treinador de futebol e de especialista no combate à inflação, hoje nos mantemos informados sobre os avanços da tecnologia e nos julgamos competentes para acompanhar as ondas que vêm, cada vez em menor intervalo. Mas não somos capazes de saber de que tecnologia necessitamos e, acima de tudo, o que fazer com ela, quando chega. Além disso, é muito difícil determinar quando é o momento de ter um novo equipamento ou sistema, pois sair correndo para comprar não é uma boa decisão.
Logo que um novo sistema operacional de computador é lançado, por exemplo, ainda não há muitos softwares aplicativos preparados para trabalhar sob ele, e os defeitos se sucedem. Ou seja, pagamos caro para ter a novidade e ajudamos a fabricante a aperfeiçoá-la, sem nem um “muito obrigado!”.
Um bom exemplo são os tocadores de música no formato MP3, que caracteriza a compressão de áudio. Foram seguidos pelo MP4 (compressão de vídeo); MP5 (o MP4 com câmara digital e, às vezes, filmadora); MP6 (com acesso à internet), e por aí vai. Digam-me, caros leitores e leitoras: se o objetivo do MP3 era carregar e tocar centenas ou milhares de músicas, para que pagar mais caro e trocar de aparelho para fotografar, se já temos câmeras digitais? Muitos de nós, a propósito, temos a câmera, o celular que também fotografa, a webcam idem, e ainda o MP4.
O velho videocassete foi aposentado pelo tocador de DVD, que, aos poucos, cede seu lugar para o blu-ray, que armazena e reproduz discos de alta definição. Em termos de telefone celular, então, há mais dúvidas do que certezas. Mal você adere ao celular 3G, com acesso à internet e outras facilidades, e já se começa a discutir o 4G, que promete total integração entre redes de cabo e sem fio. Como estar atualizado sem pagar mais caro por isso? E sem correr o risco de apostar em uma tecnologia que não terá sucesso? Não há fórmula pronta para isso, mas sugiro aos consumidores que moderem seu apetite por novidades, quando os aparelhos que têm em casa estiverem funcionando bem e facilitando suas vidas. O DVD ainda serve para divertir a família? Então, vamos esperar que as locadoras e lojas tenham mais filmes blu-ray antes de trocar de equipamento. Olho vivo também nos preços e na qualidade dos serviços, inclusive de assistência técnica. O novo pelo novo nem sempre é bom. Cuidado com a "tecnologite", a doença da ânsia pela mais nova tecnologia.
(Maria Inês Dolci – Folha de S. Paulo, 6/03/2010)
As conjunções grifadas em “Não há fórmula pronta para isso, mas sugiro aos consumidores que moderem seu apetite por novidades, quando os aparelhos que têm em casa estiverem funcionando bem e facilitando suas vidas.” introduzem, respectivamente, em relação às orações imediatamente anteriores, orações:
Jeitinho
O jeitinho não se relaciona com um sentimento revolu-
cionário, pois aqui não há o ânimo de se mudar o status quo.
O que se busca é obter um rápido favor para si, às escondidas e
sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também
5 definido como "molejo", "jogo de cintura", habilidade de se "dar
bem" em uma situação "apertada".
Em sua obra O Que Faz o Brasil, Brasil?, o antropólogo
Roberto DaMatta compara a postura dos norte-americanos e a
dos brasileiros em relação às leis. Explica que a atitude
10 formalista, respeitadora e zelosa dos norte-americanos causa
admiração e espanto aos brasileiros, acostumados a violar e a
ver violadas as próprias instituições; no entanto, afirma que é
ingênuo creditar a postura brasileira apenas à ausência de
educação adequada.
15 O antropólogo prossegue explicando que, diferente das
norte-americanas, as instituições brasileiras foram desenhadas
para coagir e desarticular o indivíduo. A natureza do Estado é
naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada
à realidade individual. Um curioso termo – Belíndia – define
20 precisamente esta situação: leis e impostos da Bélgica, realidade
social da Índia.
Ora, incapacitado pelas leis, descaracterizado por uma
realidade opressora, o brasileiro buscará utilizar recursos que
vençam a dureza da formalidade se quiser obter o que muitas
25 vezes será necessário à sua sobrevivência. Diante de uma
autoridade, utilizará termos emocionais, tentará descobrir alguma
coisa que possuam em comum - um conhecido, uma cidade da
qual gostam, a “terrinha” natal onde passaram a infância - e
apelará para um discurso emocional, com a certeza de que a
30 autoridade, sendo exercida por um brasileiro, poderá muito bem
se sentir tocada por esse discurso. E muitas vezes conseguirá o
que precisa.
Nos Estados Unidos da América, as leis não admitem
permissividade alguma e possuem franca influência na esfera
35 dos costumes e da vida privada. Em termos mais populares, diz-
se que, lá, ou “pode” ou “não pode”. No Brasil, descobre-se que
é possível um “pode-e-não-pode”. É uma contradição simples:
acredita-se que a exceção a ser aberta em nome da cordialidade
não constituiria pretexto para outras exceções. Portanto, o
40 jeitinho jamais gera formalidade, e essa jamais sairá ferida após
o uso desse atalho.
Ainda de acordo com DaMatta, a informalidade é também
exercida por esferas de influência superiores. Quando uma
autoridade "maior" vê-se coagida por uma "menor",
45 imediatamente ameaça fazer uso de sua influência; dessa forma,
buscará dissuadir a autoridade "menor" de aplicar-lhe uma
sanção.
A fórmula típica de tal atitude está contida no golpe
conhecido por "carteirada", que se vale da célebre frase "você
50 sabe com quem está falando?". Num exemplo clássico, um
promotor público que vê seu carro sendo multado por uma
autoridade de trânsito imediatamente fará uso (no caso, abusivo)
de sua autoridade: "Você sabe com quem está falando? Eu sou
o promotor público!". No entendimento de Roberto DaMatta, de
55 qualquer forma, um "jeitinho" foi dado.
(In: www.wikipedia.org - com adaptações.)
A natureza do Estado é naturalmente coercitiva; porém, no caso brasileiro, é inadequada à realidade individual.
A respeito do uso do vocábulo porém no fragmento acima, é correto afirmar que se trata de uma conjunção:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.
O “mas” que aparece no texto introduz uma frase cuja ideia:
COM BASE NO TEXTO ABAIXO, RESPONDA ÀS QUESTÕES DE 01 A 05.
Sabor de Casa
POR ADRIANA MATTA
Tradicionalmente, a tapioca é a base da alimentação dos índios brasileiros. Hoje ela aparece em destaque nos cardápios de vanguarda dos chefs mais criativos. A tapioca é fonte preciosa de nutrientes e tem custo muito baixo. A mandioca, ou Mani’oka, foi chamada de raiz mágica brasileira, tantos são os benefícios para a nossa saúde.
Está na hora de buscarmos uma alimentação mais inteligente, privilegiando os ingredientes que nos fazem bem. Acredito que podemos unir sabor e saúde no mesmo prato. Vale a pena se esforçar. Os cientistas nos dizem que poderemos viver muito além dos 100 anos. Eu estou interessada em vivê Para isso, não podemos passar a vida toda com um paladar infantil e inconsequente.
Precisamos prestar atenção à nossa alimentação. Ela é muito importante e é o que nos manterá longevos e forte Nós somos o que comemos. E não é necessário deixar de se divertir e ter prazer em cada refeição. Porque a alma também deve ser bem nutrida. E felicidade é sempre o alimento esse cial. Cuide-se! E viva o nosso caviar branco.
Adriana Matta é chef
proprietária do Cooking Buffet.
Fonte: Revista Seleções – Reader’s Digest. Rio de Janeiro. Nº 410. Pág. 20. Abril de 2010.
Nos fragmentos do texto “Acredito que podemos unir sabor e saúde.” e “[...] paladar infantil e inconsequente”, os termos sublinhados expressam respectivamente a ideia de:
Pra dizer Adeus
Adeus,
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho.
Tão sozinho, amor,
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho.
Ah! Pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem, nem que seja só
Pra dizer adeus.
Edu Lobo - Torquato Neto
De acordo com a sintaxe das orações empregadas no texto acima, podemos afirmar que:
I. “Que vou sozinho”... = oração subordinada adverbial.
II. “Que eu não volto mais”... = oração subordinada substantiva objetiva indireta.
III. “Que o amor foi tanto” ...= oração subordinada substantiva objetiva direta.
IV. “Vem, nem que seja só”... = oração coordenada, adversativa.
Assinale a alternativa correta:
DIA 13 DE MARÇO, MEIO-DIA.
A atriz Eliane Lage caminha pelas ruas de pedra de Pirenópolis, passa por casarões antigos e sorri com toda a sua graça. Parece cena de filme, mas não é. A antiga diva do cinema brasileiro, e hoje também escritora, não está lá por acaso – ela vive nesse município há mais de 30 anos. “Este lugar tem um brilho especial, é de um encanto sem tamanho”, diz. Não é preciso mais do que 5 minutos na cidade para descobrir que Eliane está certa.
Conhecida como Piri e por ser o berço dos cantores Zezé di Camargo & Luciano, essa pequena cidade do interior de Goiás, a 150 quilômetros de Brasília e 120 quilômetros de Goiânia, vivencia todos os dias cenas repletas de poesia – principalmente por conta de sua arquitetura colonial, que confere ao vilarejo um visual de set. [...]
CONTE, Carla. O brilho de Pirenópolis. Revista GOL. São Paulo, n. 97, p.118, abr. 2010. [Adaptado]
Observe o período, retirado do texto: “Parece cena de filme, mas não é.”
A oração sublinhada deve ser classificada como:
Tome uma atitude agora ou assuma sua incapacidade.


